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15 dezembro 2016

E-TTL – Enfraquecimento

Enciclopédia Altimagem de Fotografia


(continuação)

Nota: quando os símbolos se encontram ao centro, dois ou mais dos termos seguintes possuem a mesma simbologia.






E-TTL – Nome que a Canon dá a um dos seus sistemas de flash com ajustes TTL (imagem 1).

Imagem 1: Flash Canon Speedlite 580 EX II, com ajustes TTL



EASTMAN, GEORGE – (1854-1932) – Industrial americano que abasteceu o mercado fotográfico mundial com o famoso “caixote” Kodak. Esta “primitiva” máquina caracterizava-se por incorporar uma emulsão sensível num suporte flexível no interior da mesma (imagens 2 a 4).

Imagem 2: George Eastman


Imagem 3: Envelope postal do primeiro dia de circulação, de 1954, honrando George Eastman.


Imagem 4: Primeira página da patente nº 388,850, de 4 de Setembro de 1888, de George Eastman,
respeitante à primeira câmara fotográfica projectada, a Kodak Black.



ECRÃ DE FOCAGEMfocusing screen  É um elemento das câmaras reflex situado no trajecto da luz, imediatamente antes do pentaprisma do visor óptico. Serve para permitir ao fotógrafo ver a imagem formada pela luz que passa através da objectiva. Neste elemento estão ainda gravados auxiliares de focagem, como os pontos de focagem automática ou o micro-prisma utilizado na focagem manual. Alguns ecrãs de focagem possuem linhas gravadas, a fim de facilitar a composição (imagens 5 e 6).


Imagem 5: Ecrã de focagem de uma câmara Praktica Super TL 1000.


Imagem 6: Localização do ecrã de focagem, a verde. 




ED – extra low dispersion glasss – Iniciais em inglês para "Extra low Dispersion glass" (lente de dispersão extra baixa). Designação de um tipo de lente apocromática fabricada pela Nikon para algumas das suas objectivas, em que a dispersão da luz que passa através da mesma ocupa uma área do espectro secundário muito menor que a de uma lente normal (imagem 7). Ver APOCROMÁTICO.

Imagem 7: A diferença entre uma lente normal e uma lente ED



EDTA – C10H16N2O– Do inglês Ethylenediamine tetraacetic acid, ou ácido etilenodiamino tetra-acético. Composto orgânico que se apresenta em forma de pó branco, moderadamente solúvel em água. Age como agente químico quelante, formando complexos muitos estáveis com diversos iões metálicos, como o cálcio e o magnésio. Em química fotográfica utiliza-se em fórmulas de reveladores, a fim de evitar manchas devidas à  precipitação destes iões, principalmente quando se utilizam águas duras. Ver DUREZA DA ÁGUA.




EFelectro-focus  Inicias do inglês "Electro-Focus" (focagem electrónica). Designação de algumas objectivas da Canon para o sistema EOS, analógico e digital.
As Lentes Canon EF pertencem a uma linha de objectivas fotográficas introduzidas pela Canon em 1987, utilizadas por câmaras SLR e DSLR. A sua principal característica é a focagem automática ou focagem electrónica, que funciona com um pequeno motor incorporado que se comunica com a câmara através de contactos electrónicos no encaixe da baioneta (imagem 8). Ver EOS.

Imagem 8: Contactos electrónicos de uma objectiva Canon EF
(foto de Nebrot)




EFEITO ABNEY  Fenómeno visual de mudança do valor da tonalidade ou da cor, após uma alteração aparente da pureza da mesma. Por outras palavras, consiste na mudança de cor que um feixe de luz colorida aparenta possuir quando a este se adiciona luz branca. A junção de luz branca causa uma dessaturação da fonte monocromática, quando percebida pelo olho humano. A mudança do comprimento de onda dominante dita qual a cor a ser observada ou a mudança de tonalidade da mesma. Esta variação é fisiológica e não de natureza física, ou seja, é uma ilusão de óptica (imagem 9). Ver ABNEY, WILLIAM DE WIVELESLIE.

Imagem 9: Efeito Abney



EFEITO DE CALLIER – Efeito de variação no contraste das imagens provocado pela dispersão da luz direccional procedente de um sistema de ampliação por condensador ou por difusor, num filme fotográfico.
Nos ampliadores com sistema por condensador as zonas claras dos negativos são muito densas e concentram mais luz do que as zonas de sombra, de baixa densidade. Tal facto produz uma cópia de maior contraste do que uma cópia de contacto, pois cada ponto do filme fotográfico recebe luz apenas de uma direcção.
Nos ampliadores com sistema por difusor a luz dispersa-se previamente, sendo o contraste muito menor, pois cada ponto da película recebe luz de todas as direcções.
A diferença de contraste entre os ampliadores com condensador e com difusor é de cerca de meio grau. Não deve ser confundido com a variação na nitidez, que também é devido diferenças parciais de coerência (imagens 10 e 11). Ver AMPLIADOR POR CONDENSADOR; Ver CONDENSADOR; Ver AMPLIADOR POR DIFUSOR; Ver DIFUSOR

Imagem 10: Efeito de Callier por condensador.



Imagem 11: Efeito de Callier por difusor.


EFEITO DE INTERMITÊNCIA – Ao serem combinadas, uma série de exposições breves não produzem o mesmo efeito fotográfico que uma única exposição de duração igual à soma das anteriores. A este fenómeno dá-se o nome de efeito de intermitência.


EFEITO KOSTINSKY – Efeito de revelação no qual os pontos densos da imagem tendem a afastar-se uns dos outros e os pontos claros a aproximar-se. Deve-se ao facto do revelador não estar distribuído uniformemente e esgotar-se rapidamente nos sítios em que dois pontos muito expostos se encontram perto um do outro. Como a revelação continua nas superfícies exteriores, os referidos pontos parecem afastar-se. Evita-se o aparecimento deste efeito agitando a emulsão (da película ou papel) no revelador, de modo a conseguir-se uma revelação uniforme em toda a superfície da emulsão.


EFEITO SABBATIER – Efeito parcialmente positivo e parcialmente negativo que se obtém quando, durante a revelação, se expõe rapidamente uma emulsão à luz branca e se continua depois a revelar normalmente. Também é conhecido pela designação de «pseudo-solarização».
Efeito Sabbatier é a inversão parcial dos valores tonais de uma imagem a preto e branco ou a cores, resultante da exposição à luz actínica de material fotossensível (película ou papel) durante a fase de revelação do seu processamento químico, sendo facilmente identificado pela existência de uma estreita linha que separa as áreas de luz e de sombra da imagem.
É frequente ser incorrectamente designado por "solarização" ou "falsa solarização"; Inicialmente, estes termos eram usados para descrever o efeito observado em casos de grande sobre-exposição do negativo na câmara fotográfica. Quando é criado um efeito semelhante numa câmara escura, este toma o nome de Efeito Sabbatier ou Pseudo-solarização.
Este efeito foi descrito pela primeira vez em 1859 no livro «L'Art du Photographe», de H. de la Blanchere. Em 1860 foi descrito novamente por L. M. Rotherford e C. A. Seely em sucessivos números da revista «American Journal of Photography» e pelo Conde Schouwaloff, na revista francesa «Cosmos». Este efeito deveria ter sido baptizado de "Efeito Blanchere", pois não foi descrito por Sabbatier até 1860 ou por qualquer outro artigo publicado pela Sociedade Francesa de Fotografia até 1862.
O efeito, inicialmente, era causado por uma exposição excessiva forte, por erro humano ou por uma exposição acidental, a material sensível à luz branca.
A fotógrafa norte americana Lee Miller fez esta descoberta acidentalmente, quando trabalhava com Man Ray e, a partir daí, aperfeiçoou a técnica. (imagem 12). Ver ACTÍNICO; Ver ACTINISMO; Ver LUZ ACTÍNICA; Ver MILLER, LEE; Ver RAY, MAN.

Imagem 12: "O Nu na Fotografia", 1937, de Man Ray. Efeito Sabbatier que se observa
perfeitamente nas linhas de separação entre as zonas claras e escuras da imagem.



EFEITO TAMPÃO – Propriedade que alguns compostos (ácidos fracos ou bases fracas conjuntamente com os respectivos sais) conferem às soluções e que as tornam particularmente resistentes a variações de pH. São exemplos os pares ácido acético/acetato de sódio, ácido oxálico/oxalato de potássio.


EFEITO TELEFOTO  Ver ACHATAMENTO DE PLANOS; Ver COMPRESSÃO DE PLANOS.


EFL – Iniciais em inglês de Equivalent Focal Lenght. Ver DISTÂNCIA FOCAL EQUIVALENTE.



EGGLESTON, WILLIAM – (n.1939)  Fotógrafo norte americano conhecido por conseguir o reconhecimento da fotografia a cores como um modo de expressão artística, digno de exposições em galerias de arte. Recebeu o Prémio Internacional da Fundação Hasselblad em 1998 e o Prémio PhotoEspaña em 2004.



EISENSTAEDT, ALFRED – (1898-1995) –  Fotógrafo e foto-jornalista norte-americano nascido na antiga Prússia (actual Polónia). Foi recrutado pelo exército alemão na II Guerra Mundial. A partir de 1931 trabalhou como freelancer para a Associated Press. A partir de 1936 trabalhou como foto-jornalista para a revista Life, naturalizando-se norte-americano em 1942 e viajando em trabalho por todo o mundo. Recebeu a Medalha Nacional das Artes em 1989 e o prémio Masters of Photography, atribuído pelo International Center of Photography. (imagens 13 e 14). Ver ASSOCIATED PRESS; Ver INTERNATIONAL CENTER OF PHOTOGRAPHY.



Imagem 13: Alfred Eisenstaedt em 1932, com 34 anos.
Imagem 14: "O Beijo", de 1945, de Alfred
Eisenstaedt, talvez uma das suas fotos
mais conhecidas.






















ELIMINAÇÃO – Também conhecido como "recorte": certas zonas de um negativo são pintadas com um líquido preto do lado oposto ao da emulsão. Como a luz não consegue penetrar nessas zonas, ficam geralmente brancas na cópia final. Este processo é muito utilizado na fotografia industrial para eliminar fundos desnecessários.


ELIMINADOR DE HIPOSSULFITOS – Banho químico que elimina os vestígios do agente fixador existentes numa emulsão (película ou papel).
Utiliza a seguinte fórmula:
Peróxido de hidrogénio                  100  ml
Amoníaco                                            10 ml
Água                                                       1 litro                          
Preparar a solução imediatamente antes de usar. Mergulhar a emulsão, previamente lavada, durante cerca de 8/10 minutos. Voltar a lavar. Uma imersão demorada pode diminuir a densidade nas zonas claras. Ver AGENTE ELIMINADOR; Ver EMULSÃO.


EMULSÃO – (1) Material sensível à luz, constituído por uma suspensão de haletos de prata protegida por gelatina, aplicada sobre camadas diferentes, de molde a produzir placas, películas ou papel fotográfico.
(2) Nome dado a um colóide, que consiste numa mistura na qual uma ou mais substâncias se encontram uniformemente dispersas numa outra substância, sob a forma de pequenas partículas formadas por agregados de moléculas. Um sistema coloidal apresenta, assim, dois componentes: o meio disperso (fase dispersa) e o meio dispersante (fase contínua). Os colóides são, assim, classificados de acordo com o estado físico destas duas fases. Os colóides, abundantemente presentes no quotidiano, têm uma influência e um impacto consideráveis no Homem. São exemplos de colóides o leite, a maionese, o fumo, o nevoeiro, as nuvens, o sangue, a gelatina, as natas batidas, a laca, a neblina, a pedra-pomes, a pasta dentífrica, o champô, as partículas de matéria do ar ou a cerveja. O estudo dos colóides foi iniciado em 1860 pelo químico escocês Thomas Graham.
Não confundir com o termo «Colódio». Ver EMULSÃO FOTOGRÁFICA; Ver GRAHAM, THOMAS.


EMULSÃO FOTOGRÁFICA – Mistura sensível à luz e onde se forma a imagem fotográfica. As emulsões fotográficas comerciais são misturas muito complexas. Em termos gerais, a emulsão é formada por gelatina, na qual estão finamente dispersos cristais de haletos de prata (cloreto, brometo e iodeto, este último nas películas). Para além destes constituintes fundamentais, incorporam-se muitos outros produtos destinados a incutir características especiais: ajustar a sensibilidade à intensidade da luz (sensibilizadores), ajustar a sensibilidade à cor da luz (corantes), a implementar a resistência física, a evitar reflexos internos da luz ou aumentar a longevidade da emulsão antes e depois de exposta. Uma emulsão fotográfica não é propriamente uma emulsão, pois certas substâncias que estão dispersas ou espalhadas no meio, nomeadamente os cristais de haletos de prata, não se encontram no estado líquido. No entanto, por razões óbvias, nunca foi adoptado o termo «dispersão fotográfica». Assim, o termo utilizado sempre foi «emulsão fotográfica». Ver D-MAX.


EMULSÃO NORMAL – Termo aplicado a uma emulsão apenas sensível à luz ultravioleta e azul.


ENDURECEDOR  Solução aquosa que contém substâncias que conferem à gelatina uma maior resistência física. Em geral são utilizadas em processamentos a temperaturas superiores a 25º C, ou quando se usam métodos de secagem a quente. As substâncias endurecedoras mais usadas são os alúmens de potássio e de crómio. O endurecimento normalmente é feito em simultâneo com a fixação, mediante o uso de fixadores endurecedores, mas pode igualmente ser realizado noutras fases, mesmo antes da revelação (em casos de temperaturas efectivamente elevadas: da ordem dos 30º C).


ENFRAQUECIMENTO  Também designado por «Redução». Processo que visa reduzir a densidade de uma imagem mediante a remoção de parte da prata que a compõe. O enfraquecimento é realizado por soluções que contém, como componentes activos, oxidantes de prata, tais como o ferro-cianeto de potássio e o per-sulfato de potássio ou de amónio.


(continua)

15 novembro 2016

Digiscoping – Dynamic range

Enciclopédia Altimagem de Fotografia


(continuação)

Nota: quando os símbolos se encontram ao centro, dois ou mais dos termos seguintes possuem a mesma simbologia.






DIGISCOPING Digiscoping é uma técnica utilizada para fotografar a grandes distâncias com uma câmara acoplada a um óculo, luneta, telescópio ou telescópio óptico. O alcance é muito maior do que as objectivas ou tele-objectivas tradicionais. A técnica consiste em unir uma câmara digital, SLR ou compacta com um telescópio, utilizando entre os dois elementos a própria ocular do telescópio. Esta técnica também é conhecida como "Fotografia afocal", "Imagem afocal" ou "Projecção afocal". (imagens 1 e 2). Ver FOTOGRAFIA AFOCAL.

Imagem 1: Trajectória da luz através de uma combinação digiscoping de uma câmara compacta com uma luneta


Imagem 2: Luneta com adaptador para uma câmara reflex.


DIN – (1) - O DIN foi estabelecido em 22 de Dezembro de 1917 como "Normenausschuss der deutschen industrie " - NADI. Uma das normas DIN é a DIN 476, criada em 1922 e que deu origem à actual norma ISO 216, adoptada pela maioria dos países e que define os tamanhos padrão das folhas e dos envelopes de papel. Em Portugal foi adoptado em 1954. O DIN representa os interesses dos alemães junto de organizações internacionais de normalização, como o ISO, entre outras. (imagem 3).

(2) - Escala de sensibilidade dos filmes fotográficos da DIN - “Deutsches Institut für Normung” (Instituto Alemão de Normalização), fundado em 22 de Dezembro de 1917, e que é o organismo nacional de normalização da Alemanha. Cada três valores DIN duplicava a sensibilidade fotográfica. A sensibilidade DIN foi abandonada a favor da escala ISO. Ver ANSI; Ver ASA; Ver ISO; Ver GHOST.

Imagem 3: Comparação dos tamanhos mais comuns das folhas de papel
da Série "A", originados pela norma DIN e adoptados pelo padrão
internacional ISO 216.




DÍODO DE CRISTAL LÍQUIDO – Ver LCD.


DÍODO EMISSOR DE LUZ – Ver LED.


DIOPTRIAdioptre  A dioptria (D) é a unidade de medida utilizada para exprimir a potência focal de uma lente, em oftalmologia, ou das lentes constituintes de uma objectiva fotográfica. Ver POTÊNCIA FOCAL


DISPARADOR DE CABO cable release camera Ver CABO DISPARADOR; Ver DISPARADOR DO OBTURADOR.


DISPARADOR DO OBTURADOR shutter-release – Mecanismo ou circuito electrónico destinado a activar o obturador, a fim de expor o filme. O disparador do obturador é, geralmente, premido manualmente. No entanto, quando existe necessidade de obter imagens com baixas velocidades do obturador, e a fim de evitar que as imagens fiquem tremidas por movimento da câmara, são utilizados acessórios ou dispositivos electrónicos que primem o disparador do obturador à distância:
Nas câmaras analógicas é geralmente usado um cabo disparador manual que é fixado através de uma rosca no disparador do obturador.
Nas câmaras digitais foi substituído por controle remoto, através de um disparador com ou sem sensores (por infravermelhos, luz, som ou laser), com ou sem sensores adicionais (placas de pressão, humidade ou temperatura) ou disparador universal, com ou sem temporizador. (imagens 4 e 5). Ver CABO DISPARADOR.




Imagem 4: Cabo disparador manual
Imagem 5: Disparador do obturador (1) e
selector rotativo da velocidade do obturador (2)
de uma câmara Nikkormat.
















DISPARO CONTÍNUO – Ver BURST MODE.


DISPARO LENTOslow shooting – Ver LONGA EXPOSIÇÃO.


DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO DE DADOSdata storage device  Um dispositivo de armazenamento de dados é um conjunto de componentes digitais que fazem parte do hardware de um computador. Os dados (fotos, imagens, vídeos, filmes, etc.) são gravados num suporte de armazenamento de dados de forma temporal ou permanente. São muito variados os dispositivos existentes, entre os quais se destacam:

  • Dispositivos magnéticos (fita magnética, disco flexível ou disco duro, etc.);
  • Dispositivos ópticos (leitores e gravadores de CD-ROM, CD/R-RW, DVD-ROM, DVD/R/RW, BD, etc.);
  • Unidades de discos magneto-ópticos (Zip,Jaz, SuperDisk, etc);
  • Unidades sólidas (flash drives, cartões de memória, SSD, etc.).
(imagens 6 e 7).
Ver ARMAZENAMENTO; Ver ARMAZENAMENTO DIGITAL.

Imagem 6: Vários tipos de cartões de memória


Imagem 7: Exemplo de discos Blu-ray



DISTÂNCIA FOCALfocal lenght – Distância entre o ponto nodal posterior da fotografia e o plano focal, quando a focagem está feita para o infinito. Por outras palavras, é a distância entre a objectiva e um ponto determinado, onde se forma a imagem focada de um assunto a grande distância, quando a objectiva está focada para o infinito. A distância focal de uma objectiva determina o tamanho final da imagem fotográfica. Em geral, quanto maior for a distancia focal da objectiva menor será seu respectivo ângulo de visão (imagens 8 e 9). Ver ALCANCE FOCAL; Ver ÂNGULO DE COBERTURA; Ver ÂNGULO DE VISÃO; Ver DISTÂNCIA FOCAL EQUIVALENTE; Ver CAMPO DE VISÃO; Ver COMPRIMENTO FOCAL; Ver PLANO FOCAL; Ver PONTO NODAL; Ver PROFUNDIDADE DE CAMPO.


Imagem 8: Exemplos que ilustram os ângulos de cobertura (em graus),
os ângulos de visão (campos coloridos) e a distância focal (em milímetros).



DISTÂNCIA FOCAL EQUIVALENTE equivalent focal lenght Todas as lentes, sem excepção, possuem uma distância focal, que é a distância que os raios de luz que entram na lente percorrem até a imagem focar. Fala-se em lentes de 35 mm, 50 mm, 18-55, 14-150, mas estes valores podem não traduzir a distância focal real quando a lente é montada numa câmara. Com efeito, todos os fabricantes de lentes indicam a distância focal com base no padrão mais comum na era analógica: a do fotograma de 35 mm dos rolos de película 135, correspondente a uma área de 24×36 mm. É esta a referência utilizada para medir a distância focal das lentes. Simplesmente, os sensores das câmaras digitais são, por regra, mais pequenos que o fotograma de 35 mm, com excepção do Full Frame, cuja área é de 24x36 mm. Como se pode ver na imagem 8, existem diversos sensores cuja área é consideravelmente menor que a do filme de 35 mm (a castanho). Isto significa que a distância focal de uma dada lente varia conforme o sensor da câmara na qual é montada. A esta variação chama-se distância focal equivalente, também denominada EFL (Equivalent Focal Length) ou crop factor (factor de corte). (imagem 10). Ver DISTÂNCIA FOCAL; Ver FACTOR DE CORTE.
 
Imagem 9: Distância focal.


Imagem 10: Exemplo do formato de vários tipos de sensores, comparativamente ao do fotograma de 35 mm.



DISTÂNCIA HIPERFOCAL hyperfocal distance – A distância hiperfocal de uma objectiva fotográfica é a mínima distância que se pode focar com essa objectiva (objecto mais próximo em foco), quando a objectiva está focada para o infinito. Estabelecer o foco nessa distância, ao invés de no infinito, fará com que os planos mais distantes permaneçam em foco, além de estender a profundidade de campo, a fim de incluir outros planos mais próximos da câmara. A distância hiperfocal depende vários factores, nomeadamente da distância focal e do diafragma utilizados, mas fundamentalmente do tamanho do círculo de confusão que dermos como bom. Na realidade, a profundidade de campo é um conceito que depende, em grande parte, da tolerância que tenhamos para determinar o que está focado e o que não está (definição do nosso sensor ou película, grau de ampliação, condições de visualização, etc.). (imagem 11). Ver PROFUNDIDADE DE CAMPO.


Imagem 11: A distância hiperfocal



DISTORÇÃO CAPITONEpincushion distortion  Aberrações pelas quais a ampliação da imagem aumenta com a distância do eixo óptico. O efeito visível é que as linhas que não passam pelo centro da imagem são curvadas para dentro, em direcção ao centro da imagem, fazendo com que os cantos dos quadrados formem pontos alongados, como uma almofada. Também conhecido como "Distorção de almofada". (imagem 12). Ver ABERRAÇÃO ou ABERRAÇÃO ÓPTICA.


Imagem 12: Exemplo visual de uma distorção capitone ou distorção de almofada


DISTORÇÃO GRANDE-ANGULAR wide-angle lens distortion – Alteração na perspectiva causada pelo uso de lente grande-angular (distância focal pequena) muito próxima ao objecto.Os objectos aparecem esticados ou mais distantes do que realmente são. No entanto, com a tecnologia actual é possível apresentar objectivas grande-angular com baixa distorção ou mesmo sem distorção. Também se verifica uma grande distorção, que é característica das objectivas super grande angular, como as chamadas fish eye - olho de peixe, que permitem uma distorção de 180º. (imagens 13 a 15).


Imagem 13: Trajectória dos feixes de luz numa objectiva super grande angular (olho de peixe)



Imagem 14: Imagem realizada com objectiva olho de peixe (à esquerda), e corrigida (à direita)



Imagem 15: Objectiva olho de peixe, 6 mm, f/2.8, montada numa câmara Nikon F2. Museu Nikon, Tóquio, Japão.




DISTORÇÃO TUBULARtubular distortion  Aberração pela qual a imagem de um quadrado é mais ampliada no centro do que nas suas bordas – produzindo um formato similar à secção transversal de um tubo.




 
DLP  Iniciais em inglês de "Digital Light Processing" - Processamento digital de luz, é uma tecnologia usada em projectores e vídeo-projectores. Foi originalmente desenvolvida pela Texas Instruments, em 1987 pelo Dr. Larry Hornbeck. Em projectores DLP a imagem é criada por espelhos microscópicos organizados numa matriz sobre um chip semicondutor, conhecido como Dispositivo Micro-espelhado Digital ou Digital Micromirror Device (DMD). Cada espelho representa um pixel na imagem projectada. O número de espelhos corresponde à resolução da imagem projectada. As matrizes 800x600, 1024x768, 1280x720, e 1920x1080 (HDTV) são os tamanhos DMD mais comuns. Num projector DLP com um único chip, as cores são produzidas através da interposição de uma roda de cores de, pelo menos, três cores (vermelho, verde e azul) entre a fonte de luz e o chip DMD, ou por meio de três fontes luminosas distintas LED ou laser, que são activadas alternadamente. O chip DMO é sincronizado com a cor projectada e gera, em sequência, imagens coloridas diferentes que, sendo projectadas rapidamente, aparecem como uma única imagem a cores. (imagens 16 e 17). Ver DMD; Ver TEXAS INSTRUMENTS.


Imagem 16: Logotipo DLP



Imagem 17: Funcionamento de um sistema DLP com 4 espelhos.



DMD  digital micromirror device  Iniciais em inglês de "dispositivo digital de micro-espelhos", é um tipo de semi-condutor óptico. É a base da tecnologia de projecção DLP, e foi inventado em 1987 por Larry Hombeck e William E. Nelson da empresa Texas Instruments, nos Estados Unidos. (imagem 18). Ver DLP; Ver TEXAS INSTRUMENTS.

Imagem 18: DMD da Texas Instruments.



DOWNLOAD  Processo de mover dados de computador de um local para outro. Embora o termo seja utilizado normalmente para descrever a transferência ou o processo de download de dados da Internet, ele também é utilizado para descrever a transferência de fotos de um cartão de memória ou de uma câmara digital para o computador. Exemplo: "Eu fiz o download das fotos no meu PC".



DRIFFIELD, VERO CHARLES  (1848-1915) – Juntamente com Ferdinand Hurter estudou as emulsões fotográficas, tendo lançado as bases da moderna sensitometria. Produziu a primeira curva característica de emulsões fotográficas, a curva H e D. O seu trabalho ajudou a estabelecer os critérios fundamentais para determinar a sensibilidade das películas modernas, como ASA e ISO. Ver ASA; Ver ISO; Ver CURVA CARACTERÍSTICA; Ver GAMMA; Ver HURTER, FERDINANDVer SENSITOMETRIA.



DOLLOND, JOHN  (1706-1761) – Construtor de telescópios, físico e óptico inglês. Em 1758 publicou "Account of some experiments concerning the different refrangibility of light” na revista científica publicada pela Royal Society, onde descrevia as experiências que o levaram a descobrir uma maneira de construir lentes acromáticas, mediante a combinação de "vidro flint" e "vidro crown". Patenteou a comercialização de lentes acromáticas. (imagem 19). Ver LENTE ACROMÁTICA.


Imagem 19: John Dollond.




DOMINANTE DE COR colour cast  Dá-se o nome de dominante de cor à tonalidade de uma cor específica, normalmente indesejada, e que afecta uniformemente a totalidade, ou parte, de uma imagem fotográfica. Certos tipos de luz podem afectar a película ou o sensor, causando dominante de cor. Um motivo, ao ser iluminado com fontes de luz de diferentes temperaturas de cor, causa frequentemente dominantes de cor nas zonas de sombra. Quando a câmara não efectua o Balanço de Brancos adequado pode ocorrer dominante de cor numa fotografia. Em geral, o olho humano não percebe a cor que não é natural, pois os nossos olhos e cérebro ajustam e compensam os diversos tipos de luz, o que não acontece com as câmaras fotográficas. A dominante de cor também pode ocorrer em fotografias antigas, devido às cores desbotadas, particularmente pela acção da luz ultra-violeta. Em fotografia analógica a dominante de cor em película pode ser corrigida com o uso de filtros, especialmente da cor azul e âmbar (amarelo-alaranjado): Por exemplo, o filtro âmbar é usado para reduzir o tom azulado causado pela luz do dia; O filtro azul reduz a dominante cor-de-laranja causada pela luz incandescente. Em fotografia digital ou imagens digitalizadas as dominantes de cor podem ser corrigidas com técnicas de edição de imagem. (imagens 20 e 21).   

Imagem 20: Imagem com dominante de cor
verde devido a diferentes tonalidades de luz.
Imagem 21: A mesma imagem com a
dominante de cor corrigida.
















DOUBLE-GAUSS LENS – A lente dupla Gauss é uma lente composta, usada principalmente em lentes (objectivas) de câmaras que reduzem as aberrações ópticas ao longo de um plano focal grande. (imagens 22 e 23).

Imagem 22: Desenvolvimento da
Double-Gauss Lens até 1920.


Imagem 23: Esquema de lentes Zeiss Planar de 1896 com
quatro grupos de lentes Gauss.



DPI  Iniciais em inglês de "dots per inch" (pontos por polegada-ppp). É uma unidade de medida para resoluções de impressão, concretamente o números de pontos individuais de tinta que uma impressora ou tóner pode produzir num espaço linear de uma polegada. As impressoras com maior definição, ou seja, um maior valor de pontos por polegada, produzem impressões mais nítidas e detalhadas. O valor dos "dpi/ppp" de uma impressora depende de diversos factores, incluindo o método de aplicação da tinta, a qualidade dos componentes do dispositivo, a qualidade da tinta e o papel usado. (imagem 24). Ver PPP; Ver TIPOS DE IMPRESSORAS.

Imagem 24: Uma imagem com 10x10 pixels no monitor de vídeo necessita de 
uma densidade de impressão bem maior numa impressora de jacto de tinta
para se obter uma qualidade equivalente.



DSLR  Iniciais em inglês de "digiral single-lens reflex". Também conhecido pelo termo "SLR digital". Versão digital para as antigas câmaras de filme SLR, em que a luz passa apenas pela lente antes de chegar ao sensor. (imagem 25). Ver CÂMARA REFLEX; Ver SLR; Ver ANGENIEUX; Ver ANGENIEUX, PIERRE; Ver RETROFOCUS; Ver OBJECTIVAS GRANDE ANGULAR.

Imagem 25: Representação de um sistema SLR.
1- 4 lentes; 2- Espelho; 3- Obturador; 4- Sensor; 5- Ecrã de focagem;
6- Lente condensadora; 7- Pentaprisma; 8- Visor.



DUBLETO ACROMÁTICOdoublet –  Em óptica, um dubleto é um conjunto de duas lentes dispostas em série. Os efeitos de cada uma das lentes são somados, conferindo ao conjunto características próprias, tais como distância focal e a convergência. Este tipo de lente é amplamente usado em telescópios refractores, lunetas panorâmicas e binóculos, já que minimiza a aberração cromática decorrente da dispersão da luz, que ocorre nos momentos de troca de meio de propagação - do ar para o vidro e do vidro para o ar. (imagem 26).

Imagem 26: Dubleto acromático.


DUPLA EXPOSIÇÃOdouble exposure  É uma técnica fotográfica que consiste em expor um negativo ou diapositivo múltiplas vezes. Em fotografia digital é normalmente designada como "bracketing". A dupla exposição pode igualmente ser efectuada em imagens digitais com recurso a software de edição de imagem, como o Photoshop. (imagens 27 e 28). Ver BRACKETING; Ver ADOBE PHOTOSHOP.

Imagem 27: Dupla exposição. Karlheinz Stockhausen, 1980.
(Foto de Claude Truong-Ngoc)

Imagem 28: Dupla exposição com uma só pessoa, tendo sido
usado o Adobe Photoshop.




DUREZA DA ÁGUA water hardness – É a propriedade relacionada com a concentração de iões de determinados minerais dissolvidos na água, principalmente nas chamadas «águas duras» que, geralmente, contém elevadas concentrações de sais de cálcio e de magnésio, além de outros minerais que podem surgir, como o ferro, zinco, estrôncio ou alumínio. Ver EDTA. 



DURST – Fabricante italiano de impressoras e ampliadores de fotografia. Designada "Durst Phototecnik S.p.A.", a empresa foi fundada em Bressanone em Janeiro de 1936 pelos irmãos Julius e Gilbert Durst. Depois do seu apogeu, em 1979, com 107.000 aparelhos produzidos, as vendas começaram a declinar a partir de 1982, para apenas algumas centenas em 2005. Em 2000 é constituída uma unidade de produção em Lienz, na Áustria. Em Julho de 2006 a empresa anunciou o encerramento da produção de ampliadores. Actualmente, a empresa Durst dedica-se à impressão de grandes formatos e impressão de cerâmica, têxteis, vidro, etiquetas, placards, letreiros e rótulos, com delegações e unidades de produção espalhadas pelos seis continentes. (imagens 29 e 30).

Imagem 29: Logotipo da marca Durst.

Imagem 30: Ampliador Durst F60.



DYNAMIC RANGE – Ver ALCANCE DINÂMICOVer ALCANCE DA LUMINOSIDADE; Ver CONTRASTEVer HDR; Ver HDRR.



(continua)