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Esperança



É curioso...escrevi este poema em 1980. Um dia destes, passados que foram todos estes anos, ao dar uma arrumação na papelada, voltei a reler o mesmo: - É incrível como se mantém actualizado! Só me leva a concluir que "os cães ladram e a caravana passa" - os anos passam e este mundo imundo continua a fazer das suas, muito porque esta raça humana à qual pertencemos tem liberdade para tudo...até para destruir a própria liberdade!. 
Aqui vai:



Neste mundo conturbado
muitas coisas podia fazer.
Meu Deus, será pecado
permanecer com este lazer?

Não, oh céus! Não!
Necessito do Teu auxílio,
não quero viver como um "cão",
sempre em constante martírio!

Para quê tanta desgraça?
Para quê tanta guerra?
Vejo o mundo que passa
em constante desalinho:
- É a fome, é a esmola
de um pobre no caminho;
- É a andorinha que voa
à procura do seu ninho;
- É o pão que falta na mesa,
são os filhos por criar,
e a própria Natureza
já não sabe como andar...

Sim, compreendo-Te,
isto tem de acontecer:
- Nosso karma está traçado,
nada podemos fazer...

Haverá o dia em que, finalmente,
regressarás meu Deus!
E tudo isto acabará num repente!
Anseio por esse dia:
Pela Luz!...vinda das Trevas!
Pela Paz!...vinda das Guerras!
Pelo Pão!...vindo das Terras!
E tu, Homem, que vagueias,
que mentes! que matas! que erras!
Por favor, ultrapassa as ameias
da tua prisão cheia de feras!

Ama!
Ama a Vida!
a Morte!
a Natureza!
Qualquer uma te é querida
e te dará grande riqueza!

Não acreditas pois não?
Preferes destruir o Mundo,
preferes acelerar, cada vez mais,
a tua auto-destruição,
caindo num poço sem fundo...

= Carlos G. Pedro =

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