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10 novembro 2015

Kuwait

دولة الكويت
Dawlat al-Kuwait
Estado do Kuwait






Bandeira
Brasão de Armas






































Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Península Arábica, Médio Oriente, Golfo Pérsico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
EtimologiaKuwait, como topónimo, em árabe “al-Kuwayt”, alterna com a forma Koweit e com os aportuguesamentos Cuvaite, Kuaite e Cuaite. Trata-se do diminutivo kut, "forte", significando assim "fortezinho".

História – No Século III a.C. os gregos colonizaram a ilha Failaka, baptizando-a de "Ikarus". Acredita-se que o nome veio da semelhança do local a uma ilha grega, onde, de acordo com a mitologia, foi enterrado Ícaro. Outros crêem que o local ganhou este nome devido ao intenso calor, sendo portanto um lugar mais próximo do sol.
     Em 123 a.C., a região ficou sob a influência do Império Parta e estava intimamente associada com a cidade de Cárax Espasinu, no sul da Mesopotâmia. Em 224 d.C., a região caiu sob o controle do Império Sassânida e veio a ser conhecida como Hajar. Por volta do Século XIV, a área que compreende o moderno Kuwait tornou-se parte do califado islâmico.
     Os primeiros colonos permanentes na região vieram da tribo Bani Khalid, de Néjede, e estabeleceram o Estado do Kuwait. Em 1756, o povo elegeu Sabah l bin Jaber como o primeiro monarca do Kuwait. A actual família real do Kuwait, Al-Sabah, são descendentes de Sabah I. Durante o governo de Al-Sabah, o Kuwait tornou-se progressivamente um centro de comércio, tendo já servido como um centro de comércio entre a Índia, o chamado corno de África, o Néjede, a Mesopotâmia e o Levante.
     Até ao advento da cultura japonesa de ostras de pérolas, o Kuwait tinha uma das frotas de mar na região do Golfo Pérsico e uma indústria florescente de pérolas. O comércio, até então, consistia principalmente em pérolas, madeira, especiarias, tâmaras e cavalos.
     No final do Século XIX, a maior parte da Península Arábica ficou sob a influência do Império Otomano. Os otomanos reconheceram a autonomia da dinastia al-Sabah mas, mesmo assim, reivindicou a soberania sobre o Kuwait.
     Em 1899 o Kuwait fez um Tratado com o Reino Unido, dando o controle britânico sobre a política externa do Kuwait em troca de protecção e subsídios anuais.
     Em 2 de Agosto de 1990 as forças iraquianas invadiram e anexaram o Kuwait. Saddam Hussein, então presidente do Iraque, depôs o então Emir do Kuwait, Jaber Al-Sabah, e instalou Ali Hassan al-Majid como o novo governador do Kuwait. Durante a ocupação do Iraque, cerca de 1.000 civis do Kuwait foram mortos e mais 300 mil moradores fugiram do país.

Poços de petróleo incendiados no Kuwait, durante a Guerra do Golfo

     Após o falhanço de uma série de negociações diplomáticas, uma coligação de trinta e quatro nações, liderada pelos Estados Unidos, combateu na Guerra do Golfo Pérsico, a fim de expulsar as forças iraquianas do Kuwait. Em 26 de Fevereiro de 1991, a coligação conseguiu expulsar as forças iraquianas, restaurando o poder do Emir do Kuwait. O Kuwait pagou US$ 17 milhões às forças da coligação pelos seus esforços de guerra.
     Durante a acção da coligação, as forças armadas iraquianas realizaram uma política de terra arrasada, prejudicando 737 poços de petróleo no Kuwait dos quais, aproximadamente, 600 foram incendiados. Estima-se que naquela altura cerca de 5 a 6 milhões de barris (950 mil m³) de petróleo foram queimados num único dia por causa destes incêndios.



Al Hamra Tower, na Cidade do Kuweit,
é a torre esculpida mais alta do mundo


Cultura:
     Dentro dos estados árabes do Golfo, a cultura do Kuwait é a mais próxima da cultura do Bahrain; isso é evidente na estreita associação entre os dois Estados em termos de acentos, alimentos e roupas, além dos graus semelhantes de abertura nas duas sociedades. A cultura do Kuwait, como muitas outras culturas árabes, dá muita importância à hospitalidade.

     A saudação: os kuwaitianos, tradicionalmente, cumprimentam-se apertando as mãos e beijando as bochechas. Tradicionalmente, os homens e as mulheres não trocam mais do que algumas palavras e, ocasionalmente, apertam a mão em saudação, para respeitar a privacidade das mulheres. No entanto, é comum que as mulheres e os homens se cumprimentem dando um beijo na bochecha se existir relacionamento entre eles. Também é costume, em cumprimento, fazer uma longa série de perguntas sobre saúde, parentes, seus empregos, etc.

     Chá e café: a hospitalidade é frequentemente mostrada através da oferta de chá e café. É raro que um hóspede entre numa casa, escritório ou mesmo em algumas lojas, sem lhe ser oferecido chá ou café. Os beduínos do Kuwait interpretam habitualmente como um insulto, se o anfitrião rejeitar a oferta.

Gastronomia: a alimentação tem um papel importante na cultura do Kuwait. O prato tradicional do Kuwait é conhecido como Machboos e é composto por cordeiro, frango ou peixe, misturado com um monte de arroz cozido, semelhante ao indiano biryani. Molhos curry e pequenos pratos complementam o prato principal. É tradicionalmente comido com as mãos, mas actualmente muitos preferem comer com talheres, à moda ocidental. Normalmente, a comida é preparada e servida em grandes quantidades sendo muito comum convidar para partilhar a alimentação.

Diwaniah: O Diwaniah é uma instituição exclusiva da cultura do Kuwait que não é conhecida noutros países do Golfo. As reuniões Diwaniah de homens ocorrem geralmente à noite, uma, duas, três vezes por semana ou até mesmo todos os dias. Geralmente, os homens reúnem-se em poltronas confortáveis, discutindo qualquer assunto, seja de ordem política, social, económica, local ou internacional, sem medo de perseguição. Os diwanahs podem ser vistos como um símbolo e uma prova do espírito democrático e da liberdade de expressão no país. Normalmente, o anfitrião serve chá ou um lanche. Alguns comerciantes e membros do parlamento anunciam a sua Diwaniah nos jornais, a fim de que os membros do público possam visitar.
     As mulheres, às vezes, têm a sua Diwaniah, embora não tão frequente, nunca misturando com homens.




Principais recursos naturais:
Petróleo, peixe, camarão e gás natural.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 19 de Junho - Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1961.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Al-Nasheed Al-Watani (em árabe: النشيد الوطني);
Insígnia da Força Aérea do Kuwait.


Insígnia da Força Aérea do Kuwait



Capital:                                                              Língua oficial:
Cidade do Kuwait                                           Árabe


Paisagem urbana nocturna da Cidade do Kuwait



Moeda oficial:                                                  Tipo de Governo:
Dinar kuwaitiano (KWD)                                Emirado constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
14 de Maio de 1963.


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • CCG - Conselho de Cooperação do Golfo;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização para a  Cooperação Islâmica;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPAEP - Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

15 abril 2015

Iraque

جمهوريّة العراق
كۆماری عێراق
República do Iraque



Bandeira

Brasão de Armas






















Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Médio Oriente, Golfo Pérsico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     O território do actual Iraque foi o berço da Civilização Suméria  (a civilização mais antiga do mundo) por volta de 4.000 a.C.
     A história do Iraque tem início nos primórdios das civilizações; foi nesta região, maioritariamente equivalente à Mesopotâmia, que foram feitos os primeiros registos históricos, com o aparecimento da escrita. Foi lá também, que surgiu a primeira civilização do mundo, a Suméria. Com efeito, tais registos remontam a mais de cinco mil anos, época em que nem mesmo existia boa parte do território do actual vizinho do Sul, o Kuwait, formado com sedimentos trazidos pelos rios Tigre e Eufrates.
     Boa parte da história desta região é-nos trazida pela Bíblia, cujos primeiros livros são adaptações de histórias e lendas mesopotâmicas, a exemplo do primeiro, o Génesis, que já localiza o próprio paraíso terrestre na localidade ainda hoje denominada de Édem (ou Adem).
     Versões muito mais antigas do dilúvio universal e da história de Jó, em escrita cuneiforme, podem hoje ser vistas no Museu do Louvre, em Paris,que recebeu os primeiros materiais arqueológicos das primeiras expedições científicas napoleónicas ao Oriente Médio.
     As fronteiras orientais do Império Otomano variaram muito ao longo de séculos de disputas com os Mongóis e outros povos da Ásia Central, posteriormente seguidas de disputas com o Império Russo, no Século XIX.
     Na região do moderno Iraque, forças inglesas haviam ajudado a organizar sublevações regionais contrárias ao domínio otomano durante toda a I Guerra Mundial. O Iraque moderno nasceu em 1919, quando o Império Otomano, foi desmembrado, depois da Primeira Guerra Mundial.
Rei Faiçal I do Iraque (1885-1933)
     Em 1932 o Iraque teve sua independência formalizada, embora continuasse sob forte influência inglesa, já que o Reino Unido conseguiu manter membros do antigo governo colonial (1920-1932) durante o período de independência do Iraque governado pelo Rei Faiçal I (1921-1933) e na sequência, em governos dos seus descendentes da dinastia hachemita.
     Após a morte do Rei Gazi, filho de Faiçal, em 1939, foi instituído um período de regência, pois o Rei Faiçal II tinha apenas 4 anos. Na maior parte do período de regência, o tio do rei, Abdulillah (Abdel Ila), governou o Iraque.
     Em 17 de Julho de 1968, Ahmed Hassan al-Bakr deu um golpe de estado que derrubou a república e o presidente Abdul Rahman Arif, colocando os baathistas no poder.
     Onze anos depois, em 15 de Julho de 1979, o sunita Saddam Hussein (até então vice de al-Bakr) assumiu a liderança do país, iniciando um governo que duraria até a Invasão americana do Iraque, em 2003. Saddam lideraria o Iraque contra o Irão, na longa e sangrenta Guerra Irão-Iraque, apoiado pelos EUA. Entretanto, após invadir o Kuwait em 1990, o país foi duramente atacado pela coligação de países liderada pelos EUA na Guerra do Golfo, em 1991.
     Em 2014, a violência sectária e religiosa no Iraque reacendeu com toda a intensidade. Combates sangrentos começaram a irromper no norte e no oeste do país, onde a maioria da população sunita vive.      O grupo extremista "Estado Islâmico do Iraque e do Levante" (EIIL) iniciou uma pesada ofensiva com o objectivo declarado de instaurar um califado muçulmano na região, englobando uma enorme área do Iraque (e também da Síria) querendo impor uma visão restrita da lei islâmica nos territórios que ocupam. Na ofensiva, cidades como Tikrit, Falluja e Mossul, foram tomadas pelos jihadistas. Com isso, novos e sangrentos combates irromperam pelo Iraque. Atrocidades, como assassinatos em massa e saques estariam sendo cometidos pelos insurgentes do EIIL. O governo iraquiano reagiu mandando seus exércitos contra-atacarem os rebeldes. O país possui actualmente uma profunda instabilidade interna.


Cultura:
     Destaca-se a arte milenar do artesanato tradicional iraquiano, do qual os melhores exemplos são os tapetes, baseia-se no rico legado da cultura árabe, usado também na Mesopotâmia.
     Além do artesanato, os iraquianos são voltados para a literatura, tanto em prosa como em poesia. Destaca-se o poeta Nazik al-Malaaikah. Na escultura e na pintura sobressaíram Khaled al-Rahhal, Jawad Salim e Akra.
      Nimrud (em árabe: كال) é o nome moderno do sítio arqueológico localizado à volta da cidade assíria de Kalhu, localizada a sul do rio Tigre, no norte da Mesopotâmia. Os arqueólogos deram o nome de Nimrud à cidade com base no Rei bíblico Nimrod, um lendário herói e caçador mencionado nos livros do Génesis, de Miquéias e no Primeiro Livro de Crónicas. A cidade foi chamada de Cale (Kalakh) na Bíblia.
     A cidade de Nimrud, fundada há mais de 3 mil anos, fazia parte do antigo império Assírio, localizado no actual norte do Iraque entre o rio Tigre e a cordilheira de Zagros. Os seus frescos e outras peças de arte eram celebradas no mundo inteiro e surgem referidas em diversos textos sagrados e literários. A cidade abrangia uma área de 360 hectares. As suas ruínas encontram-se a um quilómetro da aldeia moderna de Noomanea, na província de Nínive, no Iraque, 30 quilómetros a sudeste de Mossul. Em março de 2015 as ruínas da cidade foram devastadas por membros do chamado "Estado Islâmico" num acto de intolerância e ignorância do grupo. Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, condenou a destruição da antiga cidade, considerando-a um “crime de guerra” e um “ataque deliberado contra a história e cultura milenar do Iraque”.
     Dur Sharrukin ("Fortaleza de Sargão") foi uma cidade da Assíria construída em 713 a.C. por ordens de Sargão II da Assíria, sendo a capital do país em 717 a.C. No local, actualmente, encontra-se o vilarejo de Khorsabad, a 15 km do nordeste de Mosul e 20 km ao norte de Nínive.
     A cidade possuía um desenho rectangular, com dimensões aproximadas de 1760 x 1835 metros, sendo a menor capital da Assíria. Era toda cercada por muros, que mediam aproximadamente 16.280 unidades assírias de comprimento. No total, 157 torres protegiam as laterais da cidade, havendo também sete portões. As terras dos arredores eram utilizadas para o cultivo de oliveiras, para aumentar a deficiente produção de azeite da Assíria. Um terraço continha templos (sendo os principais dedicados aos deuses Nabu, Shamash e Sin, enquanto Adad, Ningal e Ninurta possuíam pequenos santuários) e o palácio real (adornado com esculturas e relevos nas paredes).
     A cidade foi colonizada, em parte, com prisioneiros de guerras e deportados, sob o controle dos oficiais assírios, os quais deveriam assegurar que os habitantes fossem suficientemente respeitosos com os deuses e o rei.
     Com a morte de Sargão II, durante uma batalha (705 a.C.), seu filho, Senaqueribe, transferiu a capital assíria para Nínive, mais ao sul. A construção da cidade nunca foi terminada e foi finalmente abandonada um século mais tarde, quando houve a queda do império assírio.
     O primeiro a escavar a cidade foi o cônsul francês em Mosul, Paul-Émile Botta, em 1843. Botta acreditava que Khorsabad era a localização da bíblica Nínive.
     As ruínas milenares do sítio arqueológico foram destruídas em Março de 2015 por forças do chamado “Estado Islâmico”, incluindo o Palácio do Rei Sargão II e de seu filho Senaqueribe.
     Hatra foi uma antiga cidade fortificada situada no actual Iraque, construída pelo Império Selêucida no Século III a.C. e depois capturada pelo Império Parta. Foi a capital do primeiro reino árabe. Resistiu à invasão dos romanos em 116 e em 198 graças às poderosas muralhas reforçadas com torres. As ruínas da cidade, especialmente os templos onde se mistura a arquitetura de influência helénica e romana com motivos decorativos orientais, atestavam a grandeza da civilização que a construiu. Suas ruínas localizam-se a 290 km a noroeste de Bagdade e a 110 km a sudoeste de Mosul, no IraqueConsiderada um oásis da civilização pré-cristã no meio do deserto iraquiano que se estende até a Síria, suas estátuas e colunas – algumas delas com cerca de 70 m de altura – formavam um dos mais impressionantes sítios arqueológicos do país. As visitas por turistas estrangeiros, porém, esteve proibida por quase 40 anos, durante o regime de Saddam Hussein.
     Usadas na cena de abertura do filme "O Exorcista" (1973), suas ruínas milenares, Património Cultural da Humanidade da UNESCO desde 1985, com cerca de 2300 anos de existência, foram explodidas e destruídas pelo grupo “Estado Islâmico” em Março de 2015, na cruzada do grupo radical jihadista para exterminar o que consideram "idolatria" nos territórios tomados sob o seu controle naquela região do noroeste do Iraque. Sua destruição foi considerada como "um momento decisivo na lamentável estratégia de limpeza cultural no Iraque" pela diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova


Principais recursos naturais:
Petróleo, minério de ferro, ouro, chumbo, cobre, prata, platina, zinco, lignite, sal, argila, carvão, gesso e enxofre.


Datas comemorativas:
Dia da República - 14 de Julho - Celebra o golpe de 1958, em que o  Exército matou o Rei Faiçal II e o Príncipe Adbullah tomou Bagdad e proclamou a República do Iraque;


Dia da Independência - 3 de Outubro - Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1932.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Mawtini" (em árabe: موطني ) ("Minha Pátria");
Insígnia da Força Aérea do Iraque.


Emblema da Força Aérea do Iraque

Insígnia da Força Aérea do Iraque













Capital:                                                           Línguas oficiais:
Bagdad                                                           Árabe e Curdo


Vistas parciais de Bagdad, capital do Iraque (autor: Kurtis)


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Dinar iraquiano (IQD)                                     República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
21 de Dezembro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (observador);
  • OPAEP - Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • OMPI - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):

  • Cidade fortificada de Hatra (1985) - Destruída em 7 de Março de 2005 pelo chamado “Estado Islâmico”)
Imagem de Hatra (UNESCO), destruída em 2005

  • Assur (Qal'at Sherqat) (2003) - Em perigo desde 2003.

Ruínas de Assur (UNESCO)

  • Cidade Arqueológica de Samarra (2007) - Em perigo desde 2007.

Grande mesquita de Samarra (UNESCO)

  • Cidadela de Arbil (2014)

Cidadela de Arbil (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • A tradição do Maqam iraquiano, a música clássica do Iraque (2008) - Amplamente reconhecido como a principal tradição da música "clássica" no Iraque, o Maqam engloba um vasto repertório de canções, acompanhados por instrumentos tradicionais. Este género popular oferece uma riqueza de informações sobre a história musical da região e as influências árabes que dominaram durante séculos.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

08 abril 2015

Irão

جمهوری اسلامی ایران
(Jomhuri-ye Eslami-ye Iran)

República Islâmica do Irão




Bandeira
Brasão de Armas





















Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Médio Oriente, Golfo Pérsico, Cáucaso.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - O nome Irão (em persa: ایران) do persa moderno deriva do termo proto-iraniano Aryānā, que significa "terra dos arianos", palavra registada pela primeira vez no Avesta da tradição do zoroastrismo. O termo Ērān foi encontrado em referência ao Irão numa inscrição Sassânida do Século III e numa inscrição Parta onde o termo aryān é usado em referência aos iranianos.

História – O território actualmente ocupado pelo Irão é habitado desde os tempos pré-históricos. A história escrita da Pérsia tem início cerca de 3.200 a.C. com a cultura proto-elamita e com a posterior chegada dos arianos e a formação dos sucessivos Impérios Medo e Aquemênida.
     Por volta de 1.500 a.C. fixaram-se no planalto iraniano várias tribos arianas, das quais se destacavam os Medos e os Persas. Os Medas fixaram-se no noroeste onde fundaram um reino. Os Persas estabeleceram-se no sudoeste.
     Os Medos foram submetidos pelos Citas em 653 a.C., mas conseguiram libertar-se e alargaram a sua influência aos Persas. Em 555 a.C. Ciro, Rei da Pérsia, iniciou uma revolta contra Astíages, Rei dos Medos, vencendo-o e reunindo sob sua soberania a Pérsia e Medo.

Estandarte de Ciro, o Grande, Império Aqueménida.

     Ciro, primeiro rei aqueménida, iniciou uma política expansionista, que seria seguida pelos seus sucessores, Cambises II e Dario I. Como resultado destas conquistas, o Império Aqueménida compreendia uma vasta área que ia do Vale do Indo ao Mar Negro, incluindo a Palestina e o Egipto.
     Alexandre, o Grande, conquistou a Pérsia em 331 a.C., acrescentado-a ao seu império. Após a sua morte, o seu império seria dividido entre os seus generais. Um destes generais, Seleuco, ficaria com a Babilónia e a Pérsia, dando início ao Reino selêucida. A partir de 250 a.C., o domínio selêucida começou a ser rejeitado na parte oriental do Irão, onde nasce o reino dos Partos Arsácidas.

     O Império Arsácida era menor que o Império Aqueménida, estendendo-se desde o actual Afeganistão até ao rio Eufrates, controlando as rotas comerciais entre a Índia e o Ocidente. Os Partos terão como inimigos, a ocidente, o Império Romano, que tentaria em vão conquistar o seu território.
     Em 224 a dinastia arsácida foi derrubada por Ardashir I, um rei vassalo que fundou a dinastia sassânida.
     A conquista da Pérsia pelos árabes entre 641 e 651 levaria à sua integração como província, primeiro do califado omíada e a partir de 750 do califado abássida. Do ponto de vista religioso, o zoroastrismo seria gradualmente substituído pelo islão. No entanto, culturalmente, verificou-se um intercâmbio entre a cultura árabe e a cultura persa, que se detecta, por exemplo, na adopção pelo califado abássida da organização administrativa sassânida e dos costumes persas. No Século X regista-se mesmo um renascimento da literatura persa.

Esfinge alada do Palácio de Dario, o Grande,
em Susa (actualmente no Museu do Louvre, Paris)

     Durante a Idade Média a Pérsia foi invadida pelos mongóis, a que se seguiu o reinado de Tamerlão. Pouco a pouco, o país passou a ser uma arena para potências coloniais rivais como os impérios russo e britânico.
     Em 1979 ocorreu a Revolução Islâmica, na qual as diversas correntes de oposição ao Xá Mahammad Reza Phalavi (esquerdistas, liberais e muçulmanos tradicionalistas) uniram-se sob a liderança do aiatola Ruhollah Khomeini, exilado na França. O governo não conseguiu controlar a insurreição. Em Janeiro de 1979 o xá Reza Pahlevi fugiu do país.
     O poder foi transferido para o primeiro-ministro Shapur Bakhtiar. As Forças Armadas aderiram aos revoltosos. Khomeini regressou triunfalmente a Teerão em 1 de Fevereiro de 1979 e, dez dias depois, assumiu o poder, com a renúncia e fuga de Bakhtiar.
     Em 1 de Abril de 1979 o Irão foi declarado oficialmente uma república islâmica, cuja autoridade suprema é um chefe religioso (o próprio Khomeini). Para a chefia executiva do governo, em Janeiro de 1980 foi eleito um presidente da República, Abolhasan Bani-Sadr, um dos líderes da oposição laica ao governo do xá. Os chefes da polícia política do xá (a Savak) foram executados.

Vista panorâmica de Naqsh-e Rostam. Este sítio arqueológico contém as
sepulturas de quatro Reis Aqueménidas.


Cultura:
     O Irão tem uma longa história nos domínios da arte, música, arquitectura, poesia, filosofia e ideologia. Em épocas mais antigas a cultura iraniana possuiu grande predominância no Médio Oriente, de tal forma que o persa era considerado a língua da intelectualidade durante a maior parte do segundo milénio d.C.

Literatura - A literatura persa desenvolveu-se a partir do Século IX, nas cortes das dinastias locais que resultaram da decadência do califado abássida. A poesia tem sido a forma dominante desta literatura. Considera-se como o primeiro grande poeta persa, Rudaki (859-941), figura que esteve ao serviço da corte dos Samânidas. Rudaki foi seguido por nomes como Firdausi (940-1020), autor do épico Shahnameh e Omar Khayyam, astrónomo e matemático que foi o autor da colectânea de poesia Rubaiyat. Antes da sua entrada em decadência, a partir do Século XV, a literatura persa ficou marcada pela obra de poetas místicos como Rumi, Saadi e Hafiz.

Cinema - A sétima arte chegou ao Irão em 1900, cinco anos depois da sua invenção. Neste ano, Mirza Ebrahim Khan Akkas Bashi, fotógrafo oficial da corte do xá Mozzafar al-Din, considerado como o primeiro realizador iraniano, acompanhou uma visita do xá à Europa. Em Paris, Akkas Bashi comprou uma câmara que utilizou para filmar a visita do seu soberano à Bélgica. A primeira sala de cinema no Irão surgiu 1905 em Teerão.
     Em 1969 foi lançado o filme “A Vaca”, considerado precursor do cinema iraniano actual. Em 1994, Abbas Kiarostami lançou o filme "Através das Oliveiras", aclamado em festivais internacionais. Em 1995 o realizador Jafar Panahi lançou o filme "O Balão Branco".
     Depois de premiado no Festival de Cannes, com "Gosto de Cereja", em 1997, de Abbas Kiarostami, o cinema iraniano tem sido descoberto e muito aplaudido pela crítica. Porém, com a forte censura existente no país, vários filmes de arte, que popularizaram o cinema do Irão, nos debates cinéfilos e intelectuais, têm sido proibidos. Filmes comercias, mais baratos, sem destaque e sem importância cinematográfica, substituíram os filmes de arte que popularizam o país no mundo cinematográfico. Vários cineastas do país têm fugido da censura e de organizações terroristas e fundamentalistas islâmicas, como o Talibã, considerado responsável por um atentado fracassado contra o cineasta Mohsen Makhmalbaf.
     Outros nomes de destaque são Mohsen Makhmalbaf, Samira Makhmalbaf, Mani Haghigh, Jafar Panahi, Asghar Farhadi Majid Majid, entre outros. Entre os principais filmes iranianos actuais estão: "Um Instante de Inocência", "O Ciclista", "O Silêncio", "Gosto de Cereja", "Gabbeh", "Filhos do Paraíso", "O Círculo", "Close-up" e "A Cor do Paraíso".

Culinária - Quase todas as refeições iranianas incluem o pão (nun) ou o arroz (berenj). O arroz simples cozido tem o nome de chelo; quando cozido com outros ingredientes, como frutos secos ou carnes, tem o nome de pollo. O açafrão é muito utilizado para dar cor e sabor ao arroz. O arroz é acompanhado por carnes. As mais consumidas são a de ovelha e carneiro; o porco não é consumido devido à religião islâmica.
     Os iranianos preferem o chá ao café. Acompanhando o serviço de chá encontram-se cubos de açúcar (ghand); o costume iraniano manda pegar num cubo, passá-lo pela chávena de chá e depois colocá-lo na boca, junto aos dentes da frente para que se dissolva à medida que o chá vai sendo bebido. O café no Irão é consumido forte, sem leite e com bastante açúcar.

Desporto - O desporto tradicional do Irão é o varzesh-e pahlavani (o que significa "desporto dos heróis" ou "desporto dos campeões"), uma arte marcial que remonta provavelmente à época da dinastia dos Partos. Mistura elementos do culturismo e da luta e é praticado num edifício conhecido como zoorkhaneh. Os exercícios são conduzidos pelo morshed, homem que canta versos de poesia. Trata-se de um desporto que atribui grande importância a valores como a bravura e a caridade.
     Os atletas iranianos participaram pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em 1948. O país ganhou a sua primeira medalha olímpica nos Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinquia, com Gholamreza Takhti, vencedor da medalha de prata na luta. Este atleta venceu ainda uma medalha de ouro em 1956 e de prata em 1960. Em 1956 o país fez a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno.
     Hossein Rezazadeh é actualmente o detentor do recorde do mundo de halterofilismo na categoria de mais de 105 kg, tendo sido o primeiro iraniano a ganhar duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos.
     Após a Revolução Islâmica de 1979, o desporto foi negligenciado, tendo as mulheres sido proibidas de participar como atletas em eventos desportivos. A situação agravou-se com a guerra com o Iraque dos anos 80. Contudo, desde a década de 90, o desporto tem sido valorizado, tendo as mulheres voltado a participar.
     O futebol é hoje o desporto mais popular entre os iranianos. A equipa de futebol nacional ("Melli") consagrou-se como vencedora do Campeonato da Ásia de 1968, 1974 e 1976. O Irão fez a sua estreia no Campeonato do Mundo de Futebol em 1978.
     O voleibol vem ganhando cada vez mais força no cenário mundial, acompanhado por muitos adeptos dentro do país. A Selecção Iraniana de Voleibol Masculino é a actual campeã do Campeonato Asiático de Voleibol Masculino e chegou à meia-final da Liga Mundial de Voleibol em 2014, a sua melhor marca.

O leopardo persa ou leopardo iraniano,, espécie nativa do norte do Irão,
Turquia oriental, montanhas do Caucaso, Turquemenistão e Afeganistão,
que se encontra em perigo de extinção.


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, carvão, crómio, cobre, minério de ferro, manganés, chumbo, zinco e enxofre.


Datas comemorativas:
Dia Nacional - 11 de Fevereiro - Celebra a vitória da Revolução Iraniana e a queda da Monarquia, em 1979.



Dia da República - 1 de Abril - Celebra a data da constituição da República Islâmica, em 1979.




Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Sorood-e Melli-e Jomhoori-e Eslami-e Iran";
Insígnia da Força Aérea Iraniana.

Insígnia da Força Aérea Iraniana


Lema:
Esteqlāl, āzādī, jomhūrī-ye eslāmī  (Persa: "Independência, Liberdade, (a) República Islâmica")


Teerão, capital do Irão


Capital:                                                                       Língua oficial:
Teerão                                                                        Persa


Torre Azadi ou Torre da Liberdade, símbolo de Teerão.


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Rial iraniano (IRR)                                                      República Islâmica


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945.


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMI - Fundo Monetário Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCE - Organização de Cooperação Económica;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OCX - Organização para Cooperação de Xangai (observador);
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (observador);
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • SAARC - Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (observador);
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • OMPI - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.



Património Mundial (UNESCO):

  • Tchogha Zanbil, cidade sagrada do Reino de Bam (1.250 a.C.) (1979);


Tchogha Zanbil (UNESCO)


  • Ruínas da cidade de Persépolis, capital do Império Aqueménida (1979);


Vista parcial das ruínas da cidade de Persépolis (UNESCO)


  • Meidan Emam, Esfahan (1979);



Vista da Praça de Naqsh-e Jahan (Meidan Emam, Esfahan), (UNESCO),
uma das maiores Praças do mundo.


  • Sítio arqueológico de Takht-e Soleiman (2003);
  • Ruínas de Pasárgada, primeira capital da Pérsia Aqueménida (2004);

Túmulo do Rei Ciro, em Pasárgada (UNESCO)


  • Cidade de Bam e sua Paisagem Cultural (2004);


Cidade de Bam (UNESCO)


  • Soltaniyeh (2005);
  • Inscrições de Behistun (2006);

Inscrições de Behistun (UNESCO)


  • Conjuntos Monásticos Arménios no Irão (2008);
  • Sistema Hidráulico Histórico de Shushtar (2009);

Sistema Hidráulico Histórico de Shushtar (UNESCO)


  • Conjunto do Bazar Histórico de Tabriz (2010);


Uma das ruas do bazar de Tabriz (UNESCO)


  • Conjunto do Khānegāh e do Santuário do Xeque Safi al-Din em Ardabil (2010);
  • Jardim persa (2011);
  • Gonbad-e Qābus (2012);
  • Masjed-e Jāme’ de Isfahan (2012);
  • Palácio do Golestan (2013);

Palácio de Golestan (UNESCO)


  • Shahr-i Sokhta (2014).


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • O Radif da música iraniana (2009);
  • O Novruz, Nowrouz, Nooruz, Navruz, Nauroz e Nevruz (2009) - Partilhado com 6 países;
  • O ta‘zīye, um ritual de arte dramática (2010);
  • A tradição da tecelagem de tapetes de Fars (2010);
  • A tradição da tecelagem de tapetes de Kashan (2010);
  • A música dos Bajshís de Jorasán (2010);
  • Os rituais de Pahlevaníes e de Zurjané (2010);
  • A tradição da construção e pilotagem dos barcos Lenjes iranianos do Golfo Pérsico (2010);
  • O Naqqāli, representação dramática do teatro iraniano (2011) - Requer medidas urgentes de salvaguarda;
  • Rituais da lavagem de tapetes de Mašhad-e Ardehāl, em Kashán (2012).

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

03 setembro 2014

Emirados Árabes Unidos


الإمارات العربيّة المتّحدة
Dawlat al-Imārāt al-‘Arabīyah al-Muttaidah
Emirados Árabes Unidos



Brasão de Armas



Bandeira


















Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Médio Oriente, Península Arábica, Golfo Pérsico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A habitação humana mais antiga dos Emirados Árabes Unidos data do período neolítico, cerca de 5.500 a.C.. Nesta fase, há provas de interacção com o mundo exterior, em particular com civilizações ao norte. Estes contactos persistiram e tornaram-se abrangentes, provavelmente motivados pelo comércio do cobre nas Montanhas Hajar, que teve início por volta de 3.000 a.C.. O comércio exterior, tema recorrente na história desta região estratégica, floresceu também em períodos posteriores, facilitado pela domesticação do camelo e o fim do segundo milénio a.C..
     Por volta do Século I d.C., o tráfico terrestre entre a Síria e as cidades do sul do Iraque começou, seguido pela viagem marítima ao importante porto de Omana (actualmente, Umm al Qaywayn) e, daí para a Índia, sendo uma alternativa para a rota do Mar Vermelho usada pelos romanos. Pérolas haviam sido exploradas na região durante milénios, mas neste momento, o comércio atingiu novos patamares. Viagens marítimas também foram um esteio e feiras importantes foram feitas em Dibba, trazendo mercadores de regiões longínquas, como por exemplo, a China.
     A chegada dos enviados do profeta Maomé, em 630, anunciava a conversão da religião para o Islão. Após a morte de Maomé, uma das maiores batalhas das Guerras da Apostasia foi travada em Dibba, resultando na derrota dos não-muçulmanos e o triunfo do Islão na Península Arábica.
     A expansão portuguesa ao longo do Oceano Índico, no início do Século XVI, seguindo a rota de exploração do navegador Vasco da Gama, presenciou a batalha dos Turco-otomanos pela costa do Golfo Pérsico. Os portugueses controlaram esta área durante cerca de 150 anos, conquistando assim, os habitantes da Península Arábica. Vasco da Gama foi ajudado por Ahmad Ibn Majid, um navegador e cartógrafo árabe de Julfar, a encontrar a rota das especiarias da Ásia.

     Formados por uma confederação de monarquias árabes com grande autonomia, chamadas emirados, (equivalentes a principados), os Emirados Árabes Unidos estão situados no sudeste da Península Arábica e fazem fronteira com Omã e com a Arábia Saudita.
     Os sete emirados são: Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah e FujairahCada emirado é uma monarquia controlada por uma família real, com uma certa soberania sobre o território regional. Dessas 7 divisões regionais, o Emirado de Abu Dhabi, que cobre 86,7 % da área total do país, é dividido em 3 sub-emirados: o sub-emirado que compreende a cidade de Abu Dhabi, um sub-emirado leste e um sub-emirado oeste. Existe um Supremo Conselho Federal: formado pelos sete emires, que se reúne regularmente 4 vezes ao ano, sendo que os emires de Abu Dhabi e de Dubai têm o poder de veto. A capital e a segunda maior cidade dos Emirados Árabes Unidos é Abu Dhabi. A cidade também é o centro de actividades políticas, industriais e culturais.

     Antes de 1971, os Emirados Árabes Unidos eram conhecidos como Estados da Trégua, em referência a uma trégua, no Século XIX, entre o Reino Unido e vários xeques árabes. O nome Costa Pirata também foi utilizado em referência aos emirados que ocupam a região desde o Século XVIII até ao início do Século XX. O sistema político dos Emirados Árabes Unidos, baseado na Constituição de 1971, dispõe de vários órgãos ligados intrinsecamente. O islamismo é a religião oficial e o idioma árabe a língua oficial.
     Os Emirados Árabes Unidos têm a sexta maior reserva de petróleo do mundo e possuem uma das mais desenvolvidas economias do Oriente Médio. O país tem, actualmente, a trigésima sexta maior economia a taxas de câmbio de mercado do mundo, e é um dos países mais ricos do mundo por produto interno bruto (PIB) per capita, com um PIB nominal per capita de 54 607 dólares, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O país classifica-se na décima quarta posição em paridade de poder de compra per capita e possui um Índice de Desenvolvimento Humano considerado 'muito elevado', ocupando o 32º lugar.


Cultura:
     Quem visita o Dubai pode sofrer um pequeno choque cultural. Assim como vai conhecer cidadãos do mundo todo, conviverá com cidadãos árabes vestidos com as suas tradicionais dishdashas e abayas. Também há o som das mesquitas no momento da reza, a conversa em árabe nos cafés, o cheiro doce do shisha, a bela e complexa escrita... tudo o que faz parte da cultura quotidiana do Dubai.

Hospitalidade - A vida nos Emirados é bastante centrada na família, sendo o casamento e as crianças a base da sociedade. A hospitalidade tem um papel importante na cultura do Dubai, principalmente para estrangeiros e recém-chegados, embora os cidadãos mais velhos e tradicionais da cidade possam ser mais reservados. Não se surpreenda se for convidado por uma família dos Emirados para uma refeição ligeira, e quando comprar tapetes ou jóias em particular, o seu chá vai chegar quase primeiro que você. É educado aceitar graciosamente as tradições do Dubai, como esta.

Imagens de Dubai, um dos sete Emirados e a cidade
mais populosa dos Emirados Árabes Unidos.

Religião - O islamismo está intrinsecamente interligado à estrutura da sociedade dos Emirados Árabes Unidos. Os muçulmanos acreditam que o Alcorão contém, literalmente, a palavra de Deus, e que ele fornece princípios morais muito específicos para lidar com todas as questões da vida diária. Por isso, o livro é reverenciado com veemência e deve ser tratado com respeito. Embora seja a mais aberta das sociedades árabes na sua cultura, a tradição muçulmana no Dubai não é diferente.
     O Ramadão, mês sagrado para os muçulmanos, é marcado por orações, jejum e caridade. Uma vez que é um país islâmico, a cultura do Dubai não é diferente, e muitos restaurantes e cafés fecham enquanto há luz do dia.
     Os não-muçulmanos não devem comer, beber ou fumar em público, apenas em privado ou em restaurantes de hotéis especialmente fechados.


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, alumínio, cimento.


Datas comemorativas:
Dia dos Emirados Árabes Unidos - 2 de Dezembro - Celebra a data da declaração da independência, do Reino Unido, em 1971.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Tahiat Alalam (A'ishi Biladi ou Ishy Bilady) ("Que a minha Nação viva para a posteridade");
Insígnia da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos (EAU).


Insígnia da Força Aérea dos EAU
Insígnia de baixa visibilidade da
Força Aérea dos EAU


















Lema:
الله , الوطن , الرئيس
Allah, al-Waan, al-Ra'īs - (em árabe: "Alá, Nação, Presidente")



Vista parcial de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos


Capital:                                                                       Língua oficial:
Abu Dhabi                                                                  Árabe


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Dirham dos Emirados                                               Monarquia Constitucional Parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
9 de Dezembro de 1971


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CCG - Conselho de Cooperação do Golfo;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPAEP - Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça (Dubai);
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):

  • Sítios Culturais de Al Ain (Hafit, Hili, Bida a Bint Saud e os oásis) (2011)

Vista parcial de Al Ain (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • Al Sadu, a habilidade da tecelagem tradicional nos Emirados Árabes Unidos (2011);
  • A Falcoaria, uma herança humana viva (2012) (partilhado com mais 12 países);
  • Al-Taghrooda, a poesia tradicional cantada dos Beduínos dos Emirados Árabes Unidos e do Sultanato de Omã (2012).


Fontes:
Wikipedia, a enciclopédia livre;
Extracto de texto sobre a cultura no Dubai: Cortesia de emirates.com.