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06 maio 2016

6 de Maio na História do Vaticano

6 de Maio na História do Vaticano: 

A Guarda Suíça Pontifícia



Estandarte da Guarda Suíça no pontificado do Papa Francisco



Origem:
A Guarda Suíça Pontifícia foi criada em 22 de Janeiro 1506, quando 150 guardas suíços entraram no Vaticano pela “Porta do Povo” e foram abençoados pelo Papa Júlio II.
Actualmente, a Guarda Suíça é composta por 5 oficiais, 26 sargentos e cabos e 78 soldados. É a única guarda do mundo em que o estandarte é alterado a cada novo chefe de Estado, pois contém o emblema pessoal do Papa.

Membro da Guarda Suíça com a característica alabarda


Missão:
Uma das principais missões da Guarda Suíça é prestar serviço nas entradas do Estado da Cidade do Vaticano e durante os eventos papais, na Praça de São Pedro. 
Entre as suas missões encontram-se a prestação de serviços diversos para o Papa, tais como a guarda em visitas de autoridades estrangeiras e o acompanhamento, assistência e segurança ao Papa durante viagens internacionais. Fazem igualmente segurança à paisana, ocasião em que os guardas se misturam com as multidões na Praça de São Pedro, encontrando-se equipados com armamento variado e modernos equipamentos de comunicação.

Grupo da Guarda Suíça no interior da Basílica de São Pedro


A farda:
A farda do “menor exército do mundo” foi desenhada por Jules Repond, comandante da Guarda Suíça entre 1910 e 1921, e foi introduzida em 22 de Novembro de 1914, quando Jules Repond anunciou ter recebido do então Papa Bento XV a autorização para que, a partir daquele momento, os uniformes fossem confeccionados de acordo com o “modelo do Século XV”.

Membros da Guarda Suíça com o seu uniforme tradicional

Em 6 de Maio de 1915, os primeiros guardas suíços vestindo a "nova farda" apareciam em público.
A farda foi desenhada a partir de um modelo que se atribui a Miguel Ângelo, por volta de 1505, pelo que é considerado um dos uniformes militares mais antigos do mundo, sendo mais vistoso, alegre e colorido que o modelo do Século XIX: O capacete é decorado com uma pluma vermelha, as luvas são brancas e a couraça tem reminiscências medievais. A cor vermelha foi introduzida pelo Papa Leão X, em homenagem ao escudo dos Médici, e simboliza também o sangue derramado em defesa do Papa.
A Guarda Suíça não utiliza botas, sendo calçadas meias aderentes às pernas e presas à altura dos joelhos por uma liga dourada, sendo eventualmente cobertas por polainas. Em geral, o uniforme recorda o esplendor das cortes do Antigo Regime (modo de vida característico das populações europeias dos Séculos XVI, XVII e XVIII, desde as descobertas marítimas até às revoluções liberais), e o orgulho de ser soldado, combater e servir pelo Papa.


O 6 de Maio na História do Vaticano:
A maior glória da Guarda Suíça foi a defesa da vida do Papa Clemente VII (1478-1534), que ocorreu no dia 6 de Maio de 1527, durante o saque de Roma, quando as tropas invasoras imperiais de Carlos V (Imperador do Sacro Império Romano-Germânico), em guerra com Francisco I, entraram em Roma. O exército imperial era composto por cerca de 18.000 mercenários alemães e espanhóis.

Papa Clemente VII, 219º Papa entre 1523 e 1534.

Em frente à Basílica de São Pedro e nas imediações do Altar-Mor, a Guarda Suíça, composta por 189 guardas, lutou contra cerca de 1.000 soldados alemães e espanhóis. Combateram ferozmente, formando um círculo à volta do Papa Clemente VII, de modo a protegê-lo. Faleceram 147 guardas mas, em contrapartida, 800 dos 1.000 mercenários caíram mortos pelas alabardas dos guardas suíços. Os 42 guardas sobreviventes escoltaram o Papa até ao refúgio do Castelo de Santo Ângelo.

Juramento de bandeira de um novo membro da Guarda Suíça


Hoje, no dia 6 de Maio de cada ano, é lembrada esta data histórica para a Guarda Suíça, sendo celebrada missa em memória dos "caídos". Durante a parte da tarde os novos "alabardeiros" prestam juramento diante do Papa e são empossados. No juramento, os novos guardas suíços “juram servir com fidelidade, lealdade e honra o Pontífice e seus legítimos sucessores” ao ponto de “ se dedicarem com todas as suas forças e, se necessário, sacrificar a própria vida em defesa do Papa”.
Com a mão direita levantada, os três dedos abertos recordam a Santíssima Trindade e os três primeiros cantões suíços que se reuniram em confederação: Zurique, Uri Unterwalden e Lucema.

Fontes:
Cortesia de Rádio Vaticano

19 janeiro 2014

Arco Geodésico de Struve

Imagem 1 - A estação mais setentrional do Arco
Geodésico de Struve, em Fuglenaes,
Hammerfest, Finnmark, Noruega.
Foto de Clemensfranz



     O Arco Geodésico de Struve é um conjunto de triangulações geodésicas que se estendem desde Hammerfest, na Noruega (junto ao Oceano Árctico) até ao Mar Negro, na Ucrânia, atravessando 10 países e com cerca de 2.820 km de comprimento.

Friedrich Georg Wilhem von Struve

     Os vértices da triangulação foram estabelecidos por uma campanha que decorreu entre 1816 e 1855, liderada pelo astrónomo germano-báltico (1)Friedrich Georg Wilhem von Struve (1793-1864), e que consistiu na primeira medição rigorosa de um longo segmento de Meridiano.
     Este cálculo permitiu estabelecer o tamanho e forma exactos do nosso planeta e marcou um importante passo no desenvolvimento das Ciências da Terra, da Cartografia, da Geodesia e da Topografia. Trata-se de um extraordinário exemplo de colaboração científica e política entre cientistas e poderes políticos de diferentes países, para uma causa científica.

     O arco original era baseado em 258 triângulos e 265 pontos de estacionamento principais. Os pontos variam na forma de materialização (furo em rocha, cruz de ferro, obeliscos, etc.)
     O sítio inscrito na lista do Património Mundial compreende 34 dos pontos fixos originais e estão situados ao longo de dez países. O conjunto foi reconhecido pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade, em 2005.

(1) Os Germano-bálticos são uma etnia (em língua alemã Deutsch-BaltenDeutschbalten, por vezes Baltendeutsche) que habita a costa oriental do Mar Báltico, na zona onde hoje se situam a Estónia e a Letónia.

     Apresenta-se o mapa com a localização do Arco Geodésico de Struve e a lista dos 34 pontos existentes ao longo de 10 países:










Noruega:
Fuglenaes (Hammerfest) (70º40'11" 23º38'48"O - Imagem 1);  Raipas; Luvdiidcohkka;  Baelljasvarri. 






Suécia:
"Pajtas-vaara" (Tynnyrilaki, Kiruna);  "Kerrojupukka"( Jupukka);  Pullinki;  "Perra-vaara" (Perävaara).   





Finlândia:
Stuor-Oivi (actualmente Stuorrahanoaivi);  Avasaksa (actualmente Aavasaksa);  Tornea (actualmente Alatornion kirkko);  Puolakka (actualmente Oravivuori);  Porlom II (actualmente Tornikallio - Lappträsk em sueco);  Svartvira (actualmente Mustaviiri).  





Estónia:
"Woibifer" (Võivere);  "Katko" (Simuna);  "Dorpat" (observatório de Tartu).






Letónia:
"Sestu-Kalns" (Ziestu);  "Jacobstadt" (Jekabpils).







Lituânia:
"Karischki" (Gireišiai);  "Meschkanzi" (Meškonys);  "Beresnäki" (Paliepiukai).






Rússia: 
"Mäki-päälys" (Mäkipällys, em Hogland);  "Hogland, Z" (Tochka Z, também em Hogland).




Bielorrússia:
"Tupischki" (Tupishki);  "Lopati" (Lopaty);  "Ossovnitsa" (Ossovnitsa);  "Tchekutsk"; "Leskovichi".



Moldávia: 
Rudy





Ucrânia:
Felshtin;  Baranovka;  Staro-Nekrasovka (Stara Nekrasivka). 






Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Cortesia de UNESCO - World Heritage
Cortesia de Wikimedia Commons

09 novembro 2012

9 de Novembro na História da Alemanha



Schicksalstag ( literalmente "dia do destino" em língua alemã), conhecido internacionalmente também em inglês como Day of fate, é o título dado ao dia 9 de Novembro pelos alemães, devido a neste dia terem ocorrido em diversos anos vários acontecimentos importantes para a História da Alemanha.
Os mais importantes incluem:

  • 1848: foi a data da execução do líder liberal Robert Blum (1807-1848). Este acontecimento é visto frequentemente como simbólico para o fracasso da Revolução de 1848.
  • 1918: o imperador Guilherme II (1859-1941) foi destronado e Philipp Scheidemann (1865-1939) proclamou a primeira república da Alemanha, a República de Weimar.
  • 1923: deu-se o Putsch de Munique, uma tentativa de golpe de Estado que foi a primeira aparição do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores em público.
  • 1938: a Kristallnacht marca o inicio do Holocausto. Foram mortos mais de 1300 judeus e queimadas ou destruídas muitas sinagogas e outras propriedades dos judeus.
  • 1989: caiu o Muro de Berlim que tinha sido o símbolo da separação da Alemanha, e dissolveu-se a restante fronteira interna alemã, que tinha custado a vida de muitos alemães que a tentaram atravessar. Este acontecimento é visto como o início da Reunificação da Alemanha.



Depois da queda do muro de Berlim o termo Schicksalstag ganhou o seu uso comum. Discutiu-se na Alemanha se o 9 de Novembro seria o dia nacional do país reunificado, mas por causa da carga negativa do dia pelos acontecimentos de 1923 e de 1938 decidiu-se que não seria adequado celebrar este dia.

Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Imagem do Mapa da Alemanha: Cortesia de Imigração alemã - Toni Jochem