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02 fevereiro 2016

A Apresentação de Jesus no Templo na Pintura Universal

Imagem da mais antiga "Apresentação de Jesus no Templo", do Século I, de autor anónimo,
incluída no manuscrito iluminado Menológico de Basílio II, Biblioteca do Vaticano, Cidade do Vaticano.



     A Apresentação de Jesus no Templo é uma denominação convencional de um episódio evangélico e tema iconográfico relativamente frequente na Arte Cristã.
     Refere-se à apresentação de Jesus Cristo no Templo de Jerusalém pelos seus pais. É narrado por Lucas Evangelista, no Novo Testamento (Lucas 2; 22-39).
     Na Igreja Ortodoxa e em algumas Igrejas Católicas Orientais, esta é uma das doze Grandes Festas.
     A Igreja Bizantina converteu este dia numa festa solene muito importante.
     Na Igreja Católica Apostólica Romana, a Apresentação de Jesus no Templo é o quarto Mistério Gozoso do Santo Rosário. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, esta festividade tem sido referida como a “Festa da Apresentação do Senhor”, que é comemorada no dia 2 de Fevereiro de cada ano. Pela associação de actos e simbolismos, celebra-se no mesmo dia da Purificação da Virgem, também chamado Festa das Candeias ou da Virgem da Candelária.
     Daí a razão porque pode tomar outros nomes, como “Dia de Nossa Senhora das Candeias”, ou ”Festa da Candelária”, ou “Festa da Purificação da Virgem Maria”.




"Apresentação de Jesus no Templo", 1304 / 1306, fresco do pintor italiano Giotto di Bondone (1266/7-1337),
Capela dos Scrovegni, Pádua, Itália.

     Tanto na arte como no calendário litúrgico a Festa da Apresentação do Senhor tem uma origem anterior: a circuncisão de Jesus, operação ritual prescrita na religião judaica, e que um foi feito a Jesus no oitavo dia de nascimento (comemorado a 1 de Janeiro).
     A apresentação no Templo teve lugar mais tarde, quando se cumpriram os dias da purificação, 40 dias após o parto, quando se deu a Purificação da Virgem Maria, a fim de cumprir a exigência da Lei do Antigo Testamento (Lev. 12: 1-8). Esta data tem lugar exactamente no dia 2 de Fevereiro.

"Apresentação de Jesus no Templo", 1440, pintura do pintor italiano Giovanni di Paolo (1403-1482),
Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, Estados Unidos da América.

Na passagem deste dia recordo o tema central da Apresentação de Jesus no Templo, materializado em telas de grandes nomes da pintura universal. Destacam-se os seguintes (associados por períodos / épocas ou correntes da História da Pintura. A negrito, os autores dos quadros aqui representados):

"Apresentação no Templo", 1460, têmpera sobre madeira do pintor italiano Giovanni Bellini (c.1433-1516),
Fundação Querini Stampalia, Veneza, Itália.

"Apresentação de Jesus no Templo", 1465/66, têmpera sobre madeira do pintor italiano Andrea Mantegna (c.1431-1506),
Museu de Arte Gemäldegalerie, Berlim, Alemanha.


"Apresentação de Jesus no Templo", 1529,
óleo sobre tela do pintor italiano
Girolamo Romanino (c.1485-c.1566),
Pinacoteca de Brera, Milão, Itália.
1. PINTURA MEDIEVAL
1a - Gótico (Séc.XII  -  Séc.XVI)):
Guido da Siena (c.1230-c.1290), italiano;
Giotto di Bondone (1266/7 - 1337), italiano;
Fra Angelico (1387-1455), italiano;
Hans Memling (c.1430/40-1494), alemão;
Hans Holbein, o Velho (1460-1524), alemão.




2. IDADE MODERNA
2a - Renascimento (Séc.XV  -  Séc.XVI):
Fra Angelico (1387-1455), italiano;
Giovanni di Paolo (1403-1482), italiano;
Benozzo Gozzoli (c.1420-1497), italiano;
Andrea Mantegna (c.1431-1506), italiano;
Giovanni Bellini (c.1433-1516), italiano;
Hans Holbein, o Velho (1460-1524), alemão;
Vittore Carpaccio (1466-1525), italiano;
Fra Bartolomeo (1473-1517), italiano;
Benvenuto Tisi da Garofalo (1476 ou 1481-1559), italiano;
Lorenzo Lotto (1480-156), italiano;
"Apresentação de Cristo no Templo", 1500/1, têmpera
e óleo sobre madeira do pintor alemão Hans Holbein,
(1460-1524), Museu Kunsthalle, Hamburgo, Alemanha.
Raffaello Sanzio (1483-1520), italiano;
Girolamo Romanino (1485-1566), italiano;
Jan van Scorel (1495-1562), holandês;
Luis de Vargas (c.1505-1567), espanhol.






2b - Maneirismo (Séc.XVI  -  Séc.XVII):
Luis de Morales (1512-1586), espanhol;
Tintoretto (1518-1594), italiano;
Francesco Bassano, o Jovem (1549-1592), italiano.





"A ablução", 1560, óleo sobre madeira do pintor
espanhol Luis de Vargas (c.1505-1567), Museu
de Artes de Sevilha, Espanha.
2c - Barroco (Séc.XVII  -  Séc.XVIII):
Ludovico Carracci (1555-1619), italiano;
Caravaggio (1571-1610), italiano;
Guido Reni (1575-1642), italiano;
Peter Paul Rubens (1577-1640), flamengo;
Simon Vouet (1590-1649), francês;
José de Ribera (1591-1652), espanhol;
Philippe de Champaigne (1602-1674), francês;
Rembrandt (1606-1669), holandês;
Gerbrand van den Eeckhout (1621-1674), holandês;
Andrea Celesti (1637-1712), italiano;
Aert de Gelder (1645-1727), holandês;
Cristóbal Hernández de Quintana (1651-1725), espanhol;
Hyacinthe Rigaud (1659-1743), francês;
Miguel Jacinto Meléndez (1679-1734), espanhol;
Pieter-Jozef Verhaghen (1728-1811), flamengo.








3. PINTURA CONTEMPORÂNEA
3a - Época Victoriana (1837  -  1901):
Jacques-Joseph Tissot, pseudónimo de James Tissot (1836-1902), francês;



"Apresentação no Templo", 1516, óleo sobre madeira do pintor italiano Fra Bartolomeo (1473-1517),
Museu de História da Arte de Viena, Áustria.

"Apresentação de Jesus no Templo", 1560 / 1568, óleo sobre tela do pintor espanhol Luis de Morales (1512-1586),
Museu do Prado, Madrid, Espanha.

"Apresentação no Templo", 1640/41, óleo sobre tela do pintor francês Simon Vouet (1590-1649),
Museu do Louvre, Paris, França.

"Canto de Louvor de Simeão", 1631, óleo sobre madeira do pintor holandês Rembrandt (1606-1669),
Museu Mauritshuis, Haia, Holanda.


"Canto de Louvor de Simeão", c.1700/10, óleo sobre tela do pintor holandês Aert de Gelder (1645-1727), 
Museu Mauritshuis, Haia, Holanda.  


"Apresentação de Jesus no Templo", 1767, óleo sobre tela do pintor flamengo Pieter-Josef Verhaghen (1728-1811),
Museu de Belas Artes de Gand, Bélgica.


"Apresentação de Jesus no Templo", 1886/94, aguarela opaca sobre grafite e papel tecido de cinza do pintor
francês James Tissot (1836-1902), Museu Brooklyn, Nova Iorque, Estados Unidos.

"Apresentação de Jesus no Templo", 1440/42, fresco do pintor italiano Fra Angelico (1387-1455),
Museu Nacional de São Marcos, Florença, Itália.

"Apresentação de Jesus no Templo", 1743, do pintor francês Hyacinthe Rigaud (1659-1743),
Museu do Louvre, Paris, França.



"Apresentação de Jesus no Templo", 1270, têmpera sobre madeira do pintor italiano Guido da Siena (c.1230-c.1290),
Museu do Louvre, Paris, França.



"Apresentação no Templo", 1530/40, do pintor holandês Jan van Scorel (1495-1562),
Museu de História da Arte, Viena, Áustria.


"Apresentação de Jesus no Templo", c.1710, óleo sobre tela do pintor italiano Andrea Celesti (1637-1712),
Igreja de São Zacarias, Veneza, Itália.



"Apresentação de Jesus no Templo", 1510, têmpera sobre madeira do pintor italiano Vittore Carpaccio (1466-1525),
Academia de Belas Artes de Veneza, Itália.


Festa da Candelária


Imagem de um candelabro com velas
Più Candele Commenti e Grafica


Etimologia
     O nome “Candelária” deriva de candelabro ou vela, que se refere à luz: a luz sagrada que orienta para o caminho certo e para a redenção, avivando a fé em Deus.
     A palavra "Candelária" expressa o significado desta festa: Cristo, a Luz do Mundo, apresentado pela sua Mãe no Templo, vem iluminar todos como uma vela ou uma candeia.



Festa da Candelária
     No dia 2 de Fevereiro de cada ano procede-se à bênção das velas (candeias ou candelas) em muitas igrejas. Em muitas paróquias, antes da celebração da Santa Missa organiza-se a procissão solene, em que são levadas as velas acesas, símbolo de Jesus Cristo que, ao ser apresentado a Deus no Templo de Jerusalém pelo santo velho Simeão, foi saudado como a Luz que veio para iluminar os povos.

"Canto de louvor de Simeão", 1631, óleo sobre madeira do pintor holandês
Rembrandt (1606-1669). Museu Mauritshuis, Haia, Holanda.

Origem
     Esta festa já era celebrada em Jerusalém, no Século IV. Chamava-se “Festa do Encontro”, “hypapántè”, em grego. Em 534, a festa estendeu-se a Constantinopla. No tempo do Papa Sérgio chegou a Roma e ao Ocidente. Em Roma, a festa incluía uma procissão até à Basílica de Santa Maria Maior. No Século X começaram a benzer-se as velas.
     Segundo alguns investigadores, esta festa teve origem na Roma Antiga, onde a procissão das velas fazia parte integrante da Festa de Lupercália, um festival pastoril romano celebrado a XV Kalendas Martias, que corresponde hoje ao dia 15 de Fevereiro. Realizavam-na na na Gruta de Lupercal, no monte Palatino (uma das sete colinas de Roma). Teria sido onde, segundo a lenda e a tradição, - também chamado Fauno Luperco (o que protege do lobo), em cuja honra se fazia a festa - tomou a forma duma loba e amamentou os gémeos Rómulo e Remo.
     Em 494 d.C., o Papa Gelásio I proibiu e condenou oficialmente esta festa pagã. Numa tentativa de cristianizá-la, substituiu-a pelo dia 14 de Fevereiro, dia dedicado a São Valentim (hoje, conhecido como o “dia dos namorados”).

Quadro que representa a imagem original da Virgem da Candelária. Foi realizado no Século XVIII,
em pleno apogeu das peregrinações marianas, pelo pintor espanhol (de Tenerife) Cristóbal Hernandez de Quintana (1651-1725), que foi um destacado pintor do Barroco. Museu de Arte de Ponce, Porto Rico.


Nomes diferentes para a mesma festa
A Festa da Candelária também é conhecida e celebrada sob diversos nomes. Eis alguns:
  • Apresentação de Jesus no Templo;
  • Apresentação do Senhor;
  • Purificação da Virgem Maria;
  • Festa da Candelária;
  • Festa das Candeias;
  • Festa da Luz;
  • Festa da Nossa Senhora da Luz;
  • Festa da Nossa Senhora da Candelária;
  • Festa da Nossa Senhora das Candeias;
  • Festa da Nossa Senhora da Purificação;
  • Festa da Nossa Senhora da Apresentação;
  • Festa da Virgem da Candelária;
  • Festa da Nossa Senhora da Glória;
  • Festa da Nossa Senhora do Bom Sucesso.
A Bênção das Velas:
     É um costume antiquíssimo que nesta data sejam abençoadas velas e distribuídas ao povo. O Beato João Paulo II certa vez disse:
"Hoje também nós, com as velas acesas, vamos ao encontro d'Aquele que é ‘a Luz do mundo' e acolhemo-l'O na sua Igreja com todo o impulso da nossa fé baptismal.(...). Na tradição polaca, assim como na de outras Nações, estas velas benzidas têm um significado especial porque, levadas para casa, são acendidas nos momentos de perigo, durante os temporais e os cataclismos, em sinal da entrega de si, da família e de quanto se possui à protecção divina. Eis por que, em polaco, estas velas se chamam ‘gromnice', isto é, velas que afastam os raios e protegem contra o mal, e esta festividade é chamada com o nome de Candelária."

"Ainda mais eloquente é o costume de colocar a vela, benzida neste dia, entre as mãos do cristão, no leito de morte, para que ilumine os últimos passos do seu caminho rumo à eternidade. Com esse gesto quer-se afirmar que o moribundo, seguindo a luz da fé, espera entrar nas moradas eternas, onde já não se tem ‘necessidade da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque o Senhor Deus o iluminará'" (cf. Ap 22, 5). (HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II NA SOLENIDADE DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR NO TEMPLO E FESTA DE NOSSA SENHORA DA CANDELÁRIA - 2 de Fevereiro de 1998)
(Cortesia de Gaudiumpress.org)


Imagem da Virgem da Candelária da Basílica de Nossa Senhora da Candelária,
em Candelaria, Santa Cruz de Tenerife, Ilhas Canárias


História:
     De acordo com uma lenda, registada por Fray Alonso de Espinosa em 1594, uma estátua da Virgem Maria carregando uma criança numa mão e uma vela verde na outra, foi descoberto na praia de Chimisay (Güímar, Ilhas Canárias, Espanha) por dois pastores Guanche em 1392. Este acontecimento foi antes da conquista espanhola da ilha (a ilha não foi totalmente conquistada até 1496).
     Um dos pastores tentou atirar uma pedra para a estátua, mas o braço ficou paralisado. O outro tentou esfaquear a estátua, mas acabou esfaqueando-se a si mesmo. Os pastores advertiram o rei Guanche local e voltaram para a imagem mas, desta vez, com reverência e temor. A imagem foi transferida para a Cueva de Chinguaro, a residência do rei aborígene.
     Após o aparecimento da Virgem nas Canárias e a sua identificação iconográfica com este evento bíblico, a festa começou a celebrar-se com um carácter mariano em 1497, quando o conquistador de Tenerife, Alonso Fernández de Lugo, realizou o primeiro Festival das Candeias (como Nossa Senhora da Candelária), coincidindo com a Festa da Purificação. Após a cristianização da ilha, a imagem da Virgem foi deslocada para a Cueva de Achbinico, localizada na actual cidade de Candelaria, em Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias.

     O primeiro grande santuário em honra da Virgem Morena foi impulsionado pelo bispo das Canárias, Bartolomé García Jiménez em 1668 e concluído em 1672. Era espaçoso, três naves com uma torre alta. A construção deste templo desapareceu como resultado de um incêndio que ocorreu em 15 de Fevereiro de 1789.
     Mais tarde, esta devoção mariana e a sua festa seriam levadas para várias nações americanas pelas mãos de trabalhadores emigrantes das Ilhas Canárias.

Basílica de Nossa Senhora da Candelária em Candelaria, Santa Cruz de Tenerife, Ilhas Canárias


Celebração e veneração
     A devoção mariana da  Virgem da Candelária é celebrada um pouco por todo o mundo, principalmente nos seguintes países:
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Espanha, Equador, Estados Unidos da América, Filipinas, Guatemala, Honduras, Itália, Israel, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.


Imagem de Maria Santíssima da Candelária de Aracena, Espanha

Este artigo mereceria apontamentos mais detalhados sobre a Virgem da Candelária, exactamente pela extensão do culto mariano pelo mundo, mas, para não se tornar demasiado extenso, faço referência apenas a três países: Espanha (país de origem da devoção), Brasil e Portugal:


Espanha
     Em Espanha, a Festa da Candelária é celebrada em várias cidades, vilas  e localidades, como Jerez de la Frontera (Cádiz), Aracena, Colmenar (Málaga), El Rocio (Huelva), Sevilha e Barcelona, entre outras.

     A Virgem da Candelária é a patrona das Ilhas Canárias e é venerada na Basílica de Nossa Senhora da Candelária, em Tenerife, cuja história é narrada acima.

Cúpula da Basílica de Nossa Senhora da Candelária (Tenerife) com os Escudos
das sete ilhas das Canárias


Como hoje é a festa de Nossa Senhora da Candelária vale a pena ver a sua magnífica procissão na Semana Santa de Sevilha. De realçar o realismo da imagem, quando Nossa Senhora parece estar caminhando.





     É admirável a beleza da imagem e do andor, que percorrem um longo trajecto pelas ruas de Sevilha levados nas costas pelos membros da irmandade (por isso o singular balanço do andor). Como esses conjuntos podem pesar de 1 a 2 toneladas, às vezes são necessárias 60 pessoas para suportá-los. A procissão pode durar 10 horas, com centenas de pessoas, chamadas de costaleros, se revezando na função do transporte do andor.

Imagem de Maria Santíssima da Candelária de Sevilha, Espanha

     Vale a pena dar uma olhada na página da Irmandade da Candelária, Sevilha, com cerca de 100 anos.
Muitos membros da irmandade desfilam com túnicas: são os chamados nazarenos. Nas procissões das irmandades maiores podem sair até 3.000 nazarenos.


Brasil
A Igreja de Nossa Senhora da Candelária é um templo católico localizado localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Altar da Igreja de Nossa Senhora da Candelária, Rio de Janeiro, Brasil (foto de Claudio Lara)

Segundo conta a história - semi-lendária - sobre a origem da igreja, no início do Século XVII uma tempestade quase fez naufragar um navio chamado "Candelária", no qual viajavam os portugueses António Martins Palma e Leonor Gonçalves. O casal teria feito a promessa de edificar uma Ermida dedicada à Nossa Senhora da Candelária se escapassem com vida. A nau teria finalmente aportado ao Rio de Janeiro e o casal teria mandado construir uma pequena ermida,no local da actual Igreja da Candelária, em 1609.




Igreja de Nossa Senhora da Candelária, Rio de Janeiro, Brasil

Portugal
Em Portugal o nome " Nossa Senhora da Candelária" é geralmente conhecido pelos nomes "Nossa Senhora da Luz", "Nossa Senhora das Candeias" ou "Nossa Senhora da Purificação", com excepção da Região Autónoma dos Açores, onde existem duas freguesias da Candelária: no Concelho da Madalena (Ilha do Pico) e no Concelho de Ponta Delgada (Ilha de São Miguel).

Nossa Senhora da Luz:
Nossa Senhora da Luz é a Santa Padroeira em freguesias dos concelhos de: Arcos de Valdevez, Beja, Crato, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Miranda do Douro, Mourão, Paços de Ferreira, Santarém, Tavira, Torres Vedras, Vagos, Viseu, Ponta Delgada (São Miguel, Açores), Nordeste (São Miguel, Açores), Santa Cruz da Graciosa (Açores), Horta (Açores), Santa Cruz (Madeira) e Ponta do Sol (Madeira).


Igreja de Nossa Senhora da Luz em Lagoa, Algarve, Portugal


Nossa Senhora das Candeias:
Nossa Senhora das Candeias é a Santa Padroeira em freguesias dos concelhos de: Aveiro, Ferreira do Zêzere, Figueira de Castelo Rodrigo, Fronteira, Guarda, Lamego, Mourão, Paços de Ferreira, Penacova, Póvoa de Varzim, Soure, Madalena (Pico, Açores), Ponta Delgada (São Miguel, Açores), Vila do Porto (Santa Maria, Açores).


Igreja de Nossa Senhora das Candeias, freguesia da Candelária, concelho de Ponta Delgada,
Ilha de São Miguel, Açores, Portugal

Nossa Senhora da Purificação:
Nossa Senhora da Purificação é a Santa Padroeira em freguesias dos concelhos de: Aguiar da Beira, Arcos de Valdevez, Azambuja, Barcelos, Bombarral, Cadaval, Cartaxo, Loures, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Montemor-o-Novo, Mora, Murça, Oeiras, Ourém, Palmela, Penela, Pinhel, Santarém, São Pedro do Sul, Sobral de Monte Agraço, Tomar, Torres Novas, Vale de Cambra, Vila Franca de Xira e Angra do Heroísmo (Terceira, Açores) e Vila do Porto (Santa Maria, Açores).


Igreja de Nossa Senhora da Purificação, na freguesia de Santo Espírito,
concelho de Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores.


Altar-mor da Igreja de Nossa Senhora das Candeias, freguesia da Candelária,
concelho da Madalena, Ilha do Pico, Açores, Portugal


Evocação e expansão do culto em Portugal
A Nossa Senhora das Candeias era invocada, tradicionalmente, pelos cegos (como afirma o Padre António Vieira no seu "Sermão do Nascimento da Mãe de Deus": «Perguntai aos cegos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para a Senhora das Candeias [...]», e tornou-se particularmente venerada em Portugal a partir do início do Século XV.

Segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, que descobriu uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, no termo de Lisboa. Aí se fundou de imediato um convento e igreja a ela dedicada (existente ainda hoje), que conheceu grande incremento devido à acção mecenática da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I e sua terceira esposa, D. Leonor de Áustria.

A partir daí, a devoção à Senhora das Candeias cresceu e, com a expansão do Império Português, também se dilatou pelas regiões colonizadas, com especial destaque para o Brasil.


Fontes:
Wikipedia, a enciclopédia livre;
Cortesia de:

28 fevereiro 2015

Dia Mundial das Doenças Raras




O Dia Mundial das Doenças Raras é celebrado anualmente no dia 28 de Fevereiro.



Origem:
     O Dia Mundial das Doenças Raras é comemorado no último dia de Fevereiro, a fim de criar consciência sobre as doenças raras e melhorar o acesso ao tratamento e à representação médica das pessoas com doença rara e seus familiares.
     Este dia foi criado em 2008, sendo escolhido o dia 29 de Fevereiro, porque é "um dia raro". A razão para a sua criação, de acordo com a Organização Europeia para as Doenças Raras (EURORDIS, sigla em Inglês), é dar atenção ao tratamento insuficiente que existe em muitas doenças raras, assim como a carência de redes sociais de apoio às pessoas com doenças raras e suas famílias.
     Entretanto, chegou-se à conclusão que havia numerosos dias de apoio a pessoas com doenças raras (como o cancro), mas não havia nenhum dia representativo para todas as pessoas com doenças raras. Desde então, para efeito da sua realização, nos anos bissextos a celebração é feita no dia 28 de Fevereiro.

     A partir de 2009, a celebração do Dia das Doenças Raras - que havia surgido essencialmente como uma iniciativa europeia - começou a ser cada vez mais global. Naquele ano, a Organização Nacional de Doenças Raras (NORD, sigla em Inglês) mobilizou nos Estados Unidos duzentas organizações de apoio a pacientes com doenças, assim como também na China, Austrália, Taiwan e América Latina, onde se realizaram esforços para coordenar actividades nacionais para promover este dia.
Além disso, as principais organizações de defesa dos pacientes com doenças raras, incluindo o movimento internacional Global Genes Project, uniram esforços para promover o Dia Mundial das Doenças Raras.
     Em 2013 contou com a participação de mais de 70 países em todos os continentes, numa celebração mundial.

     O Dia das Doenças Raras coloca o foco na vida diária dos doentes, familiares e cuidadores que vivem com uma doença rara. Mais de 6000 doenças raras diferentes foram já identificados, afectando directamente a vida de mais de 30 milhões de pessoas só na Europa.

     A natureza complexa das doenças raras e o acesso limitado a tratamento e serviços torna a família na principal fonte de solidariedade, apoio e cuidados dos doentes raros.
     Em 2015, o Dia Mundial das Doenças Raras presta homenagem aos milhões e milhões de pais, irmãos, avós, esposas, tias, tios, primos e amigos cujas vidas são afectadas, e que lidam diariamente e lado a lado com pessoas com doenças raras. Geralmente crónicas e debilitantes, as doenças raras têm enormes repercussões em toda a família. Viver com uma doença rara torna-se uma experiência de aprendizagem diária para doentes e familiares. Embora tenham nomes e sintomas diferentes, as doenças raras afectam a vida diária dos doentes e suas famílias de formas semelhantes.


Fonte:
Cortesia de FEDRA, Federação das Doenças Raras de Portugal

23 fevereiro 2015

Dia da Paz e da Compreensão Mundial (Rotary International)




O Dia da Paz e da Compreensão Mundial é celebrado anualmente no dia 23 de Fevereiro, dia em que foi fundado o Rotary International, em 1905.


Origem:
      O primeiro Rotary Club foi fundado em Chicago pelo advogado americano Paul Percy Harrys (1868-1947) e mais três homens de negócios: 
Gustav Loehr - engenheiro de minas,
Hiran Shorey  - alfaiate, 
e Silvester Schiele -comerciante de carvão.

     Existem cerca de 1,2 milhões de rotarianos associados e mais de 32.400 Rotary Clubs espalhados por 168 países do mundo. O Rotary é uma associação de líderes de negócio e profissionais que prestam serviços humanitários e ajudam a estabelecer a paz e a boa vontade, sendo a principal organização não governamental, sem fins lucrativos, do mundo, que promove a paz e a compreensão mundial através de programas internacionais humanitários, educacionais e de intercâmbio cultural.


Paul Percy Harris

História:
     Paul Percy Harris nasceu a 19 de Abril de 1868 em Chicago, vindo a falecer em 27 de Janeiro de 1947. Harris foi advogado, fundador do primeiro Rotary Club e primeiro presidente do Rotary International.
     Filho de pais de vida pouco regrada, Paul Percy Harris foi criado pelos seus avós paternos, Harold e Pamela. Criança e jovem travesso, era o terror da pacata cidade de Wallingford, Vermont, tendo sido expulso de duas escolas superiores.
     Entretanto, a austeridade, a compreensão, a bondade e a tolerância dos seus avós, bem como a confiança que o seu primeiro patrão nele depositou, pesaram em muito na mudança de comportamento daquele que fundou e desenvolveu aquela que se tornaria a maior entidade particular de serviço social do mundo.
     Em 1891, formou-se em direito e decidiu passar os cinco anos seguintes conhecendo os EUA. Trabalhou como repórter, cowboy, professor na Los Angeles School of Business, porteiro de hotel, vendedor de granito e marinheiro. Em 1896, estabeleceu-se em Chicago e em pouco tempo tornou-se um advogado conhecido.

Criação do Rotary:
     Uma noite foi jantar com um colega do escritório, e de uma caminhada que fizeram após o jantar, surgiu o Rotary. Naquele passeio o seu amigo parou em vários estabelecimentos comerciais para cumprimentar os proprietários e apresentar-lhes Paul.
     O facto de os clientes do seu anfitrião se transformarem em amigos entrou na mente de Paul Harris e nunca mais saiu. O Rotary foi criado cinco anos mais tarde, como um clube onde os relacionamentos profissionais pudessem ser transformados em amizade.
     Quando criança, Paul Harris estudara em escolas de elite, onde os alunos tinham pouca ou nenhuma preocupação com dinheiro. Mas, ao frequentar o curso de Direito em Iowa, conheceu colegas mais velhos que haviam trabalhado no duro para poder pagar os seus estudos. Possivelmente, este contacto fez uma grande impressão em Paul Harris, pois os primeiros Rotary Clubs eram formados por homens de negócio que conquistaram o que tinham pelo seu próprio esforço, os chamados "self-made men".

Família
     Paul Harris casou-se com Jean Thomson, natural de Edimburgo, Escócia em 1910. O casal não teve filhos e permaneceram casados até o falecimento de Paul. Jean faleceu em 1963 na sua cidade natal.

Reconhecimento
     Após a fundação do primeiro Rotary Club em Chicago, o advogado tornou-se um marido exemplar. Cidadão do mundo, conheceu os cinco continentes, recebeu honrarias de reis e presidentes e tornou o seu nome sinónimo do que de mais valor herdara do seu avô: a TOLERÂNCIA!
Daí a razão porque se celebra o Dia da Paz e da Compreensão Mundial!
Fontes:

22 fevereiro 2015

Dia Internacional da Maçonaria e do Maçom


Imagem 1


O Dia Internacional da Maçonaria e do Maçom é comemorado no dia 22 de Fevereiro.
     Esta data foi escolhida porque neste dia  é comemorado o aniversário de George Washington, ilustre maçom que foi Presidente dos Estados Unidos da América, nascido em 1732.


Imagem 1: O Esquadro (símbolo da Virtude) e o Compasso (símbolo dos limites e da tolerância que devem ser mantidos por qualquer maçom em relação a outras pessoas, e especialmente em relação a outros maçons) são, talvez, os símbolos maçónicos mais conhecidos.
     A letra "G" e a letra "A" (formada pelo esquadro e compasso) significa "Grande Arquitecto do Universo", uma referência a Deus, criador de tudo o que existe. Na maçonaria, o conceito de "Grande Arquitecto do Universo" está além de qualquer credo religioso, respeitando toda a sua pluralidade. A crença num ser supremo é um ponto indiscutível para que se possa ser iniciado na maçonaria, uma realidade filosófica mas não um ponto doutrinal.


Origem:
     Entre os dias 20 a 22 de Fevereiro de 1994, realizou-se em Washington, capital dos Estados Unidos, a Reunião Anual dos Grão-Mestres das Grandes Lojas da América do Norte, com a presença de representantes das Obediências Grande Loja da Inglaterra, Grande Loja Nacional Francesa, Grande Loja Regular de Portugal, Grande Oriente da Itália e o Grande Oriente do Brasil, entre outras.
     No final dos trabalhos, o Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Fernando Paes Coelho Teixeira, propôs a fixação do dia 22 de Fevereiro como o Dia Internacional da Maçonaria e do Maçom, a ser comemorado por todas as Obediências reconhecidas, proposta que foi aprovado por unanimidade.


História:
No dia 22 de Fevereiro de 1732, em Bridges Creek, na Virgínia (EUA), nasceu GEORGE WASHINGTON, o principal artífice da independência dos Estados Unidos.
     Nascido pouco depois da Maçonaria nos Estados Unidos – que teve início em 23 de Abril de 1730, no estado de Massachussets, dois anos antes –  George Washington foi iniciado em 04 de Novembro de 1752, na "Loja Fredericksburg Nº: 04", de Fredericksburg, no estado da Virgínia; elevado ao grau de Companheiro em 1753, e exaltado a Mestre em 04 de Agosto de 1754.
     Representante da Virgínia no 1º Congresso Continental (1774) e Comandante das forças coloniais (1775) dirigiu as operações, durante os cinco anos da Guerra de Independência, após a declaração de 1776. Ao ser firmada a paz, em 1783, renunciou à chefia do Exército, dedicando-se então aos seus afazeres particulares.
George Washington
(pintura de Gilbert Stuart, 1797)
Em 1787, reunia-se, em Filadélfia, a Assembleia Constituinte, para redigir a Constituição Federal e Washington, que era um dos Delegados da Virgínia, é eleito por unanimidade para presidi-la.
     Depois de aprovada a Constituição, havendo a necessidade de se proceder à eleição de um Presidente, figura nova na política norte-americana, Washington, pelo seu passado, pela sua liderança e pelo prestígio internacional de que desfrutava, era o candidato natural e foi eleito por unanimidade, embora desejasse regressar à vida privada e dedicar-se às suas propriedades.
     O Primeiro Presidente Norte-Americano, GEORGE WASHINGTON, sendo um forte defensor da democracia, permitiu que o seu país emergisse como uma nação verdadeiramente voltada aos interesses do povo. Foi eleito por mais duas vezes ao cargo, mas após o final de seus mandatos, ele não tentou permanecer no poder. Estabeleceu a organizada e pacífica passagem de poder de um líder eleito para outro – um precedente que sempre permaneceu em vigor em toda a história dos Estados Unidos.
     O legado do primeiro presidente norte-americano continua até hoje. A capital do país, Washington D.C. (Distrito de Colúmbia), recebe seu nome. Uma nação agradecida reconhece que sua grandeza se deve em grande parte a homens como Washington, que lutaram para criar um país baseado nos ideais de “vida, liberdade e a busca pela felicidade”. Mesmo que a história americana não seja impecável, a nação provou ser uma fonte de liberdade, oportunidade e riqueza para norte-americanos e imigrantes de outras nações do mundo.

Mount Rushmore National Memorial, onde são representadas
as esculturas de (da esquerda para a direita) George Washington,
Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln,
representando os 150 primeiros anos da História dos Estados Unidos.

     Como Presidente da República norte-americana, nunca esqueceu a sua formação maçónica: ao assumir o seu primeiro mandato, em Abril de 1789, prestou o seu juramento constitucional sobre a Bíblia da “Loja Alexandria Nº: 22″, da qual fora Venerável Mestre em 1788; em 18 de Setembro de 1783, como Grão-Mestre da Grande Loja de Maryland, colocou a primeira pedra do Capitólio – o Congresso Norte-americano – apresentando-se com todos os seus paramentos e insígnias de alto mandatário maçom.
     Faleceu em sua casa em 14 de Dezembro de 1799. O se funeral foi executado no dia 18 na sua propriedade de Mount Vernon, numa cerimónia fúnebre Maçónica, dirigida pelo Reverendo James Muir, capelão da “Loja Alexandria Nº: 22″, e pelo Dr. Elisha C. Dick, Venerável Mestre da mesma Oficina.


Fontes:

21 fevereiro 2015

Dia Internacional da Língua Materna



     O Dia Internacional da Língua Materna é comemorado em 21 de Fevereiro e foi proclamado pela  UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura em 17 de Novembro de 1999. Foi reconhecido formalmente pela Assembleia Geral das Nações Unidas, que estabelece 2008 como o ano internacional das Línguas. 
     O Dia Internacional da Língua Materna teve origem no Dia do Movimento da Língua, que é comemorado no Bangladesh (antigo Paquistão Oriental) desde 1952. O dia é comemorado anualmente pelos estados membros da UNESCO com o objectivo de promover o multi-linguismo e a diversidade linguística e cultural.


História:
     Em 21 de Fevereiro de 1952, que corresponde ao dia 8 de Falgun de 1359 do calendário de Bangla (língua bengali), um número de estudantes que faziam uma campanha para proteger e reconhecer o Bengali como uma das línguas do estado do Paquistão, foram mortos, queimados quando a polícia carregou sobre eles. 
     Tudo teve origem numa reunião pública sobre a língua bengali em 21 de Março de 1948. Muhammad Ali Jinnah, general do Paquistão, declarou que o Urdu seria a única língua para o leste e oeste do Paquistão. Os povos do leste do Paquistão (actual  Bangladesh), cuja língua principal é  o bengali, começaram protestar contra esta medida, culminando com a morte de cinco estudantes em 21 de Fevereiro de 1952.

Fonte:

20 fevereiro 2015

Dia Mundial da Justiça Social




O Dia Mundial da Justiça Social é celebrado anualmente no dia 20 de Fevereiro.

     A Assembleia Geral das Nações Unidas, através da Resolução 62/10 de 26 de Novembro de 2007, decide declarar que no dia 20 de Fevereiro se celebre o Dia Mundial da Justiça Social.
A iniciativa coincide com a promoção dos esforços por parte desse organismo mundial para enfrentar problemas tais como a pobreza, a exclusão e o desemprego.


     A justiça social é um princípio fundamental para a convivência pacífica e próspera entre as nações e nas nações. Defendemos os princípios de justiça social quando promovemos a igualdade de género ou os direitos dos povos indígenas e dos migrantes. Promovemos a justiça social quando eliminamos as barreiras enfrentadas pelas pessoas por motivos de género, idade, raça, etnia, religião, cultura ou por ser portador de alguma deficiência.

Mensagem do Secretário-Geral da ONU para o Dia Mundial da Justiça Social (2007):
     Enquanto assinalamos o Dia Mundial da Justiça Social, vemos demasiados lugares onde estão diminuindo as oportunidades para poucos e apenas aumentando as desigualdades para muitos.
     A crescente desigualdade mina os progressos alcançados pela comunidade internacional para tirar milhões da pobreza e construir um mundo mais justo.
     As linhas de clivagem são visíveis na queda dos salários para mulheres e jovens e no acesso limitado à educação, serviços de saúde e empregos decentes.
     Devemos fortalecer e construir instituições e desenvolver políticas que promovam o desenvolvimento inclusivo.
     Ao adoptar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), os líderes mundiais comprometeram-se se a criar um mundo mais justo e igualitário. Grande progresso tem sido feito na melhoria das oportunidades de trabalho decente, reforçando a protecção social e a melhoria dos serviços públicos.
     Apesar desses avanços, biliões de pessoas dependem desesperadamente dos nossos esforços concentrados e incansáveis. Temos de acelerar o nosso trabalho para alcançar os ODM até ao prazo de 2015 e também olhar além, começando a definir novas metas para o desenvolvimento sustentável.
     À medida que procuramos construir o mundo que nos queremos, vamos intensificar nossos esforços para alcançar uma sociedade mais inclusiva, equitativa e baseada no diálogo, transparência e na justiça social.


Fonte:

18 fevereiro 2015

Dia Internacional de Síndrome de Asperger



     No dia 18 de Fevereiro celebra-se o Dia Internacional de Síndrome de Asperger, data escolhida no aniversário do nascimento de Hans Asperger, o pediatra austríaco que deu nome à síndrome. Em 1944 publicou um artigo numa revista especializada a respeito de um conjunto de características de um grupo de crianças, que apresentavam algo que as distinguia do autismo propriamente dito.

     O Síndrome de Asperger (SA), também conhecida como Transtorno de Asperger ou simplesmente Asperger é uma condição psicológica do espectro autista caracterizada por dificuldades significativas na interacção social e comunicação não-verbal, além de padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos. Difere de outros transtornos do espectro autista pelo desenvolvimento da linguagem e cognição. Embora não seja requerido para o diagnóstico, ser fisicamente desajeitado e ter um atípico (peculiar ou esquisito) uso da linguagem são características frequentemente citadas pelos portadores do síndroma. O diagnóstico de Asperger foi eliminado na quinta edição (2013) do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) e substituído pelo diagnóstico de transtorno do espectro autista em grau severo.

     O síndrome possui este nome em homenagem a Hans Asperger, pediatra austríaco que em 1944 estudou e descreveu crianças nas quais, em seus quotidianos apresentavam falta de habilidades na linguagem não verbal, demonstravam limitada empatia por seus pares e eram fisicamente desajeitadas. A moderna concepção da síndrome de Asperger surgiu em 1981 e passou por um período de popularização, tornando-se um padrão diagnóstico no começo dos anos 1990. Muitas questões e controvérsias permanecem acerca de seus aspectos. 


Fonte:
Cortesia de  Wikipedia, a enciclopédia livre

15 fevereiro 2015

Dia Internacional da Criança com Cancro





Dia Internacional da Criança com Cancro é assinalado anualmente no dia 15 de Fevereiro.

O Dia Internacional da Criança com Cancro é uma campanha de colaboração global para aumentar a consciencialização sobre o cancro na infância e para expressar apoio a crianças e adolescentes com cancro, sobreviventes e suas famílias. O dia favorece o aumento da valorização e compreensão mais profunda das questões e desafios que enfrentam as famílias e os sobreviventes. Este dia também destaca a necessidade de um acesso mais equitativo e melhor ao tratamento e cuidados para todas as crianças com cancro em todo o mundo.

Logotipo da ICCCPO

     O Dia Internacional da Criança com Cancro é promovido a nível mundial pela (Confederação Internacional de Organizações de Pais de Crianças com Cancro (ICCCPO Childhood Cancer International)uma rede de 177 organizações de base e redes nacionais de organizações de pais em 90 países e 5 continentes, e pela Sociedade Internacional de Pediatria Oncológica (SIOP), possuindo a convicção fundamental de que todas as crianças com cancro merecem o melhor atendimento médico e psicológico e social possível, independentemente do país de origem, raça, condição financeira ou classe social. Este dia também lembra a premissa de que as mortes por cancro na infância são evitáveis, com diagnósticos precisos e oportunos, disponibilidade e acesso a tratamentos e cuidados adequados, bem como medicamentos essenciais a preços acessíveis.

     O ICCD-International Chilhood Cancer Day (Dia Internacional da Criança com Cancro) foi lançado pela primeira vez em 2002. Desde então, todos os anos, o ICCD gerou o apoio das redes globais e as principais instituições, incluindo: SIOP (International Society of Pediatric Oncology) com mais de 1000 membros, SIOP Europe (European Society of Paediatric Oncology), UICC (Union for International Cancer Control), com 770 organizações membros em 155 países, Hospital de Pesquisas St. Jude Children, e IARC (International Agency for Research on Cancer), entre outros.

Logotipo da IARC




Logotipo do SIOP Europe












     Actualmente, 8 em cada 10 crianças com cancro podem ser curadas se forem tratadas num centro especializado (oncologia pediátrica). O diagnóstico precoce pode fazer a diferença nos resultados dos tratamentos e nos efeitos a longo prazo. Em países com poucos recursos, apenas 2 a 3 em 10 crianças irão sobreviver, em grande parte devido a um atendimento tardio no hospital. Estas são algumas das mensagens que a ICCCPO e SIOP divulgam nos dois postais que criaram para o Dia Internacional da Criança com Cancro. São também referidos sinais de alerta para a detecção do cancro na criança, sugerindo que seja procurada ajuda médica nos casos em que certos sintomas ocorrem de forma persistente.


Fontes:
Cortesia de  Childhood Cancer International;
Cortesia de  European School of Oncology;
Cortesia de  St. Jude Children's Research Hospital, Memphis, USA.