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30 agosto 2015

Jamaica

Jamaica



Brasão de Armas



Bandeira





























Localização:
América, América Central, Caraíbas


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A Ilha da Jamaica foi descoberta em 1494, quando Cristóvão Colombo chegou à ilha (chamando-a, então, de “Ilha de Santiago”), encontrou-a habitada pelo povo arauaque (Arawak), nela residente desde o Século VII d. C. No entanto, com a chegada dos colonos espanhóis a partir de 1509, rapidamente os índios arauaques desapareceram, sobretudo por acção das doenças europeias, às quais eram vulneráveis. O nome actual do país deriva do nome Xamayca, que significa "terra de madeira e água", que lhe foi dado pelo povo Arawak.
     Depois de um período inicial em que a família Colombo ali exerceu poder absoluto, a ilha foi governada até 1655 pelos espanhóis. A ausência de ouro na região levou os espanhóis a dedicarem pouca atenção à ilha, utilizando-a sobretudo como base de abastecimento para colonos de outras áreas americanas. Os nativos da ilha foram exterminados, o que deu início à importação de escravos negros da África.
     Pouco colonizada pelos espanhóis, a situação estratégica da ilha, nas rotas do comércio colonial, atraiu a atenção dos ingleses, e, em 1655, a Jamaica foi capturada pelo almirante William Penn e pelo general Robert Venables. Cinco anos mais tarde, todos os espanhóis tinham sido expulsos pelos ingleses, que desenvolveram a cultura da cana-de-açúcar.
     Entre 1661 e 1670 a ilha foi ocupada por piratas que infestavam as Antilhas, com o consentimento da Inglaterra, já que durante esse período de tempo aqueles prestaram uma preciosa ajuda na defesa da ilha perante os sucessivos ataques de navios espanhóis. Da base, em Port-Royal, no sudeste da ilha, os piratas lançavam-se em ataques às Antilhas espanholas.

Imagem de Port-Royal, antes de 1692.

     Com a assinatura do Tratado de Madrid, em 1670, no qual a Espanha reconhecia a soberania da Inglaterra sobre a Jamaica, os piratas passaram a ser perseguidos até a extinção. A partir de então, a ilha rapidamente se tornou na colónia mais valiosa, através do desenvolvimento da produção de açúcar e cacau.
     Em 1672 foi criada a Real Companhia Africana, à qual se concedeu o monopólio do tráfico de escravos, convertendo a Jamaica num dos maiores centros do tráfico negreiro para a América do Sul, bem como o maior produtor de açúcar do Século XVIII.
     O apogeu económico da Jamaica foi atingido durante a guerra que opôs a França à Inglaterra (1782-1806) e da qual esta saiu vencedora. No entanto, com a supressão do tráfico de escravos, em 1807, e a abolição da escravatura, em 1833, todas as explorações agrícolas existentes na ilha entraram em crise, já que a escassez de mão-de-obra implicou um aumento brutal dos custos de produção, que não eram cobertos pela baixa de preços do açúcar e do cacau registado com o fim da guerra. O processo de decadência econômica, iniciado com a crise da produção de açúcar, se transformou em crise aguda quando a revogação dos privilégios aduaneiros (1846) causou a derrocada dos preços dos produtos das colónias britânicas, arruinando as grandes plantações.

Cortadores de cana de açúcar da Jamaica, em 1880.

     O excesso de zelo britânico no uso de escravos voltou-se contra eles, e no início do Século XIX o número de negros era quase 10 vezes maior do que o de brancos. Seguiu-se uma série de revoltas e, em 1838, a escravatura foi formalmente abolida.
     Ao longo dos anos que se seguiram, o grau de autonomia da Jamaica foi aumentando e, em 1958, a Jamaica passou a ser uma província de uma nação independente chamada Federação das Índias Ocidentais. A Jamaica saiu da federação em 1962 e é hoje uma nação soberana.



Cultura:
     A cultura jamaicana é caracterizada pelo sincretismo resultante da mistura dos vários povos que habitam a ilha desde os primórdios de sua descoberta pelos espanhóis, no Século XVII. Aos nativos arauaques (arawak) juntaram-se os latinos espanhóis, os negros africanos e os ingleses, que dominaram a ilha, além dos imigrantes que para lá se transferiram após a extinção do regime da escravatura.

Música - A Jamaica é o berço de muitos géneros musicais populares, o mais conhecido deles é o reggae, mas também inclui o mento, dancehall, ska, rocksteady e dub music, entre outros.
     A cultura musical da Jamaica é uma fusão de elementos provenientes dos Estados Unidos da América, com o rhythm and blues, o rock and roll e o soul, e da África e das ilhas vizinhas das Caraíbas, tais como Trinidad, com o seu calipso.
Bob Marley em 1980
(foto de Eddie Mallin)
     A música da Jamaica tornou-se popular em grande parte do mundo. Inicialmente na década de 1960, o ska, o rocksteady e o skinhead reggae foram populares no Reino Unido, principalmente entre modse skinheads. Na década de 1970, o reggae roots começou a tornar-se especialmente popular, através da fama internacional de Bob Marley.

     Bob Marley foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar este género musical. Grande parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Ele foi chamado de "Charles Wesley dos rastafáris" pela maneira com que divulgava a religião através de suas músicas.
Foi eleito pela revista Rolling Stone o 11º maior artista da música de todos os tempos.

Literatura - Ian Fleming, que viveu na Jamaica, usou repetidamente a ilha como uma configuração em seus romances de James Bond, incluindo Live and Let Die, Dr. No, For Your Eyes Only, The Man with the Golden Gun e Octopussy and The Living Daylights. Além disso, James Bond usa uma cobertura baseada na Jamaica em “Casino Royale”. Até agora, a única adaptação cinematográfica de James Bond que foi definida na Jamaica foi Dr. No. As filmagens para a ilha fictícia de San Monique em Live and Let Die ocorreram na Jamaica.
     O jornalista e escritor H. G. de Lisser (1878-1944) usou o seu país natal como cenário para muitos de seus romances. Nascido em Falmouth, de Lisser trabalhou como repórter para o Jamaica Times quando jovem. Em 1920 começou a publicar a revista Planter's Punch. The White Witch of Rosehall é um de seus romances mais conhecidos. Foi nomeado Presidente Honorário da Associação de Imprensa da Jamaica; ele trabalhou ao longo de sua carreira profissional para promover a indústria jamaicana de açúcar.

Desporto - O desporto é uma parte integrante da vida nacional na Jamaica e atletas da ilha tendem a realizar a um nível bem acima do que poderia normalmente se espera de um país tão pequeno e pouco populoso. Apesar do desporto mais popular no país ser o críquete, os jamaicanos tendem a ter bons desempenhos em competições internacionais de atletismo.
     O país foi um dos locais de encontro do Campeonato do Mundo de Críquete de 2007 e a Selecção de Críquete das Índias Ocidentais é uma das 10 equipas do Conselho Internacional de Críquete.

Usain Bolt, um dos grandes atletas jamaicanos.

     Desde a sua independência, a Jamaica produziu consistentemente atletas de classe mundial no atletismo. Nas últimas seis décadas produziu dezenas de velocistas de classe mundial, incluindo o campeão olímpico e mundial Usain Bolt. Outros velocistas jamaicanos notáveis incluem Arthur Wint (o primeiro medalhado jamaicano no ouro olímpico), Donald Quarrie, Roy Anthony Bridge, Merlene Ottey, Delloreen Ennis, Shelly-Ann Fraser-Pryce, Kerron Stewart, Aleen Bailey, Juliet Cuthbert, Veronica Campbell-Brown, Sherone Simpson, Brigitte Foster-Hylton, Yohan Blake, Herb McKenley, George Rhoden e Deon Hemmings.
     O futebol e as corridas de cavalos são outros desportos populares. A selecção nacional de futebol qualificou-se para o Campeonato do Mundo FIFA de 1998. A equipa nacional de bobsled é um dos mais importantes candidatos nas Olimpíadas de Inverno, superando muitas equipas bem estabelecidas. O xadrez e o basquetebol são amplamente jogados no país. O netball também é muito popular na ilha, onde a equipa nacional é consistentemente classificada entre as cinco primeiras a nível mundial. A equipa nacional de rugby league é composta de jogadores que jogam na Jamaica e jogadores profissionais e semi-profissionais que jogam no Reino Unido.


Principais recursos naturais:
Bauxita, alumínio.


Datas comemorativas:
Dia da Independência – 6 de Agosto – Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1962.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino NacionalJamaica, Land We Love (“Jamaica, terra que amamos”);
Insígnia da Forças de Defesa da Jamaica.


Insígnia das Forças de Defesa da Jamaica



Lema:
Out of many, one people ("A partir de muitos, um só povo").


Centro e porto de Kingston, capital da Jamaica



Capital:                                                           Língua oficial:
Kingston                                                         Inglês


Moeda oficial:                                                   Tipo de Governo:
Dólar jamaicano (JMD)                                   Monarquia constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
18 de Setembro de 1962.



Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CARICAD - Centro para o Desenvolvimento e Administração das Caraíbas;
  • CARICOM - Comunidade das Caraíbas;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • GR - Grupo do Rio;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PETROCARIBE - União do Petróleo do Caribe;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • Herança e tradição dos Cimarrones de Moore Town (2008) - Situada nas montanhas situadas a Este da Jamaica, a cidade de Moore Town está habitada pelos descendentes das comunidades independentes de antigos escravos fugitivos, os cimarrones. Os antepassados africanos dos cimarrones de Moore Town tinham sido arrancados da sua terra natal pelos negreiros espanhóis e enviados para o Novo Mundo nos Séculos XVI e XVII. A palavra “cimarrón” designa os escravos que fugiram das plantações no início do Século XVII e estabeleceram os seus próprios assentamentos nas Montanhas Azuis e nos Montes John Crow.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

25 fevereiro 2015

Haiti

République d'Haïti
Repiblik d Ayiti
República do Haiti



Bandeira


Brasão de Armas



















Localização:
América, América Central, América Latina, Caraíbas.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Os primeiros humanos nesta ilha e nas caraíbas, conhecida como Quisqueya pelos índios arauaques (ou taínos), chegaram à ilha há mais de 7000 anos.
     Em 5 de Dezembro de 1492, Cristóvão Colombo chegou a uma grande ilha, à qual deu o nome de Hispaniola. Mais tarde passou a ser chamada de São Domingos pelos franceses. Dividida entre dois países, a República Dominicana e o Haiti, é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes. Com 641 quilómetros de extensão entre os seus pontos mais extremos, a ilha tem um formato semelhante à cabeça de um caimão, pequeno crocodilo abundante na região, cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de La Gonâve. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar das Caraíbas (ou das Antilhas).
     Já no fim do Século XVI, quase toda a população nativa havia desaparecido, escravizada ou morta pelos conquistadores. A parte ocidental da ilha, onde hoje fica o Haiti, foi cedida à França pela Espanha em 1697. No Século XVIII, a região foi a mais próspera colónia francesa na América (chamada, enquanto colónia francesa, de Saint-Domingue) graças à exportação de açúcar, cacau e café.
     Após uma revolta de escravos, em 1794, o Haiti tornou-se o primeiro país do mundo a abolir a escravatura.
Toussaint Louverture (1743-1803)
     Nesse mesmo ano, a França passou a dominar toda a ilha. Em 1801, o ex-escravo Toussaint Louverture, líder da Revolução Haitiana, tornou-se governador-geral, mas, logo depois, foi deposto e morto pelos franceses.
O líder Jean Jacques Dessalines organizou o exército e derrotou os franceses em 1803. No ano seguinte, foi declarada a independência (o segundo país a tornar-se independente nas Américas) e Dessalines proclamou-se imperador. Como forma de retaliação, em 1804, os partidários da escravatura europeus e norte americanos mantiveram o Haiti sob bloqueio comercial durante 60 anos.
     Em 1815 Simon Bolívar refugiou-se no Haiti, após o fracasso de sua primeira tentativa de luta contra os espanhóis. Recebeu dinheiro, armas e pessoal militar, com a condição de que abolisse a escravidão nas terras que libertasse. Posteriormente, para colocar fim ao bloqueio, o Haiti, sob o governo de Jean Pierre Boyer, cercado pela frota da ex-metrópole, concordou em assinar um tratado pelo qual seu país pagaria à França a quantia de 150 milhões de francos a título de indemnização. A dívida foi depois foi reduzida para 90 milhões mas, ainda assim, destruiu a economia do país.
     Após um período de instabilidade, o Haiti foi dividido em dois e a parte oriental – a actual República Dominicana – foi reocupada pela Espanha. Em 1822, o presidente Jean-Pierre Boyer reunificou o país e conquistou toda a ilha. Em 1844, porém, nova revolta derrubou Boyer e a República Dominicana conquistou a independência.

     Em 12 de Janeiro de 2010, um terremoto de proporções catastróficas, com magnitude sísmica de 7.3 na escala de Richter, atingiu o país a aproximadamente 22 quilómetros da capital, Port-au-Prince. Em seguida, foram sentidos na área múltiplos tremores com magnitude em torno de 5.9 graus. O palácio presidencial, várias escolas, hospitais e outras construções ficaram destruídos após o terremoto e estima-se que 80% das construções de Port-au-Prince foram destruídas ou seriamente danificadas. O número de mortos não é conhecido com precisão.

Vista aérea do Haiti, após o terramoto de 2010.

     Em 3 de Fevereiro de 2010 o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive afirmou que já passava de 200 mil o número de óbitos e o número de desabrigados pode chegar aos três milhões. Diversos países disponibilizaram recursos em dinheiro para amenizar o sofrimento do país mais pobre do continente americano. O presidente norte-americano Barack Obama, afirmou logo após a tragédia que o povo haitiano não seria esquecido, obrigando a comunidade internacional a reflectir sobre a responsabilidade dos países que exploraram e abandonaram o Haiti. Segundo as Nações Unidas, o sismo foi o pior desastre já enfrentado pela organização desde sua criação em 1945. A Cruz Vermelha Internacional informou que sete em cada dez haitianos vivem com menos de dois dólares por dia.


Cultura:
     A cultura do Haiti possui raízes com características marcantes da região oeste da África, além de ser influenciada pela França devido à sua colonização, como é notável em sua música, religião e linguagem. A cultura também engloba contribuições adicionais do nativo Taino e imperialismo espanhol.

Música – Um dos géneros musicais presentes no Haiti é a Kompa, que envolve uso de sintetizadores, guitarra, batidas de médio a rápido andamento e o uso de metais ou saxofone. Diferente do zouk, as canções são escritas em crioulo haitiano.
     A música haitiana combina uma ampla gama de influências extraídas dos muitos povos que se instalaram na ilha das caraíbas. Ela reflecte ritmos franceses, africanos, espanhóis e de outras culturas que habitaram a ilha de Hispaniola, com uma influência menor dos tainos nativos. Entre os estilos musicais exclusivos da nação estão músicas derivadas de tradições cerimoniais do vodu haitiano, entre outros.

Arte – Cores brilhantes, perspectiva ingénua e humor astuto são características da arte haitiana. Alimentos deliciosos, grandes e exuberantes paisagens são temas favoritos nesta terra de pobreza e fome. Ir ao mercado é a actividade mais social da vida no campo. Animais da selva, rituais, danças, e os deuses evocam o passado Africano.

Festas – A época mais festiva do ano no Haiti é durante o Carnaval (referido como Kanaval em crioulo haitiano). As festividades começam em Fevereiro. As cidades estão cheias de música, carros alegóricos de desfile, e as pessoas dançando e cantando nas ruas. A semana do Carnaval é tradicionalmente uma época que dura toda a noite, com festas, e representa um escape ao quotidiano. Um festival que ocorre antes da Páscoa, é celebrado por um número significativo da população, e a sua celebração pode ter levado a tornar-se um estilo de música de carnaval. Muitos dos jovens também participam em festas e divertem-se em boites chamadas discotecas, (pronuncia-se "deece-ko") e participar de Bal. Este termo deriva da palavra balada, e são eventos muitas vezes celebrados por multidões.

Arquitectura – Os monumentos mais famosos do Haiti são o Palácio de Sans Souci e da Cidadela, inscrita como Património Mundial da Humanidade em 1982. Situado no Norte do Maciço de la Hotte, num dos Parques Nacionais do Haiti, com estruturas construídas no início do Século XIX. Os edifícios estão entre os primeiros a ser construído após a independência do Haiti da França.
     Jacmel, a cidade colonial, que foi provisoriamente aceite como Património Mundial, foi amplamente danificada pelo terremoto que atingiu o Haiti em 2010.

Casa de estilo victoriano em Port-au-Prince
(Foto de Doron)

Religião - Na religião, o Haiti é semelhante ao resto dos países da América Latina, predominantemente cristão, com 80% a 85% de católicos romanos. Cerca de 20% professam o protestantismo. Uma população pequena, mas crescente, de muçulmanos e hindus existem no país, principalmente na capital Port-au-Prince.
     O Vodu, abrangendo várias tradições diferentes, possui origens do Centro Oeste Africano, Europa e do continente americano. É amplamente praticado, apesar do estigma negativo que ele carrega dentro e fora do país. O número exacto de praticantes vudus é desconhecido. No entanto, acredita-se que uma pequena quantidade da população a pratica, muitas vezes a par da sua fé cristã.

Folclore - O Haiti é conhecido pelas suas ricas tradições folclóricas. O país tem muitos contos mágicos que fazem parte do Vodu haitiano. O ditador Papa Doc era um crente forte no folclore do país e de elementos utilizados para orientar o seu governo brutal do país.

Desporto – No início do Século XX, foi relatado que a briga de galos era o desporto mais popular no Haiti, apesar de sua popularidade, ter, posteriormente, decrescido. Actualmente, o futebol é o desporto mais popular no Haiti, apesar do basquetebol estar crescendo em popularidade. Pequenos clubes de futebol já competem a nível local.


Principais recursos naturais:
Sem recursos naturais relevantes. Para a economia do Haiti, destaca-se a indústria do turismo e as exportações de café, cana-do-açúcar e cacau.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 1 de Janeiro - Celebra a data da Declaração da Independência, da França, em 1804.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional; “La Dessalinienne”, adoptado em 1904.


Lema:
L'union fait la force” (“A união faz a força”)


Vista parcial de Port-au-Prince, capital do Haiti.
(Foto de Helena Heredero)

Capital:                                                  Línguas oficiais:
Port-au-Prince                                     Francês e crioulo


Moeda oficial:                                     Tipo de Governo:
Gourde ou Gurde (HTG)                     República semi-presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CARICAD - Centro para o Desenvolvimento e Administração das Caraíbas;
  • CARICOM - Comunidade das Caraíbas;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional Histórico - Cidadela, Sans-Souci e Ramiers (1982).

Palácio de Sans-Souci (UNESCO). Foto de Rémi Kaupp.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

07 janeiro 2015

Granada

Grenada
Granada


Bandeira
Brasão de Armas





















Localização:
América, América Central, Caraíbas.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Por volta do Século XV, os índios das caraíbas expulsaram da ilha os seus primitivos povoadores, os aruaques. Granada foi descoberta em 15 de Agosto de 1498 por Cristóvão Colombo, que lhe deu o nome de Concepción. Os espanhóis, porém, não tentaram colonizá-la: manteve-se em poder dos índios das caraíbas por mais de um século e meio.

Cristóvão Colombo, navegador
e explorador genovês
     Em 1650, o governador francês da Martinica fundou uma colónia em Saint George's e exterminou os índios das caraíbas.
     Até 1762, a ilha permaneceu sob domínio dos franceses, que importaram escravos negros para as plantações de cana-de-açúcar. Nesse ano, a ilha passou a depender da coroa britânica, que a perdeu após um ataque francês em 1779 e a recuperou definitivamente em 1783, pelo Tratado de Versalhes.
     Entre 1795 e 1796, ocorreu uma rebelião de escravos, fomentada pelos franceses e sufocada pelos britânicos. Em 1833 aboliu-se a escravidão. De 1885 a 1958, Granada foi o centro administrativo das ilhas britânicas de Barlavento e de 1958 a 1962 membro da Federação Britânica das Índias Ocidentais. Cinco anos depois tornou-se um dos Estados Associados das Antilhas Britânicas, com regime autónomo.
     A 7 de Fevereiro de 1974 transformou-se em estado independente. Em 1979, um golpe de Estado de inspiração marxista levou ao poder Maurice Bishop, que estreitou os laços com Cuba e a União Soviética. Uma cisão dentro do grupo governante desembocou na insurreição dirigida pelo general Hudson Austin em Outubro de 1983, que deu lugar à execução de Bishop e à intervenção militar conjunta dos Estados Unidos e de países pertencentes à Organização dos Estados das Caraíbas Orientais. As tropas cubanas que haviam ajudado o regime anterior foram evacuadas.
     O Novo Partido Nacional, encabeçado por Herbert Blaize, ganhou as eleições de 1984 e, no ano seguinte, os Estados Unidos retiraram suas tropas.


Cultura:
     Os colonos franceses de Granada também trouxeram a sua cultura, como fizeram os escravos africanos através do Atlântico para o trabalho agrícola. A combinação dessas culturas é o que se encontrará nesta ilha. Os indígenas também influenciaram a cultura da ilha nos últimos anos.
     Muitos descendentes dos primeiros africanos de Granada têm mantido os seus próprios conhecimentos tribais. Muitos grenadianos estão conscientes da tribo da qual vieram os seus antepassados, e os seus estilos de dança foram mantidos em todas as partes da ilha.


Principais recursos naturais:
Madeira, pescas e agricultura.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 7 de Fevereiro - Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1974.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Hail Grenada" ("Salvé Granada").


Lema:
"Ever Conscious of God We Aspire, and Advance as One People" ("Conscientes de Deus Aspiramos, e Avançamos como um só Povo ").


Vista parcial de Saint George's, capital de Granada


Capital:                                                                           Língua oficial:
Saint George’s                                                             Inglês



Moeda oficial:                                                               Tipo de Governo:
Dólar das Caraíbas Orientais (XCD)                          Monarquia constitucional



Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1974



Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CARICAD - Centro para o Desenvolvimento e Administração das Caraíbas;
  • CARICOM - Comunidade das Caraíbas;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OECO - Organização dos Estados das Caraíbas Orientais;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

20 agosto 2014

Dominica

Commonwealth of Dominica
Comunidade da Dominica


Bandeira
Brasão de Armas


































Localização:
América, América Central, Caraíbas.
(Micro-Estado)



Origem / Pequeno resumo histórico:
     A Dominica possui a alcunha de "Ilha Natureza das Caraíbas" devido à sua beleza natural não alterada. É a ilha mais recente das Pequenas Antilhas, apresentando ainda actividade geotérmica vulcânica, evidenciada pela fonte termal Boiling Lake. A ilha apresenta áreas luxuriantes de floresta tropical montanhosa, habitat de variadas espécies raras de fauna e flora.
     O papagaio-imperial, a ave nacional, está representado na bandeira. A economia de Dominica depende fortemente do turismo, da agricultura e de impostos elevados.
     Cristóvão Colombo baptizou a ilha com o nome do dia da semana em que esta foi avistada, 3 de Novembro de 1492, um Domingo (Dominica em latim). No século subsequente à descoberta da ilha, Dominica permaneceu isolada, servindo como abrigo para muitos nativos das caraíbas fugidos de outras ilhas vizinhas, à medida que as potências europeias colonizavam a região. França cedeu formalmente a possessão de Dominica à Grã-Bretanha em 1763. Esta estabeleceu uma pequena colónia no território em 1805.
     A emancipação dos escravos africanos por todo o Império Britânico em 1834 permitiu que em 1838 Dominica fosse a primeira colónia britânica das Caraíbas a ter uma legislatura controlada por uma maioria negra.
     Em 1896, o Reino Unido reassumiu o controlo directo da ilha, transformando-a numa colónia da coroa. Meio século depois, de 1958 a 1962, Dominica fez parte integrante da Federação das Índias Ocidentais, constituindo-se como uma das suas províncias.
     A 3 de Novembro de 1978 tornou-se independente.


Cultura:
     Em Roseau, capital de Dominica, celebram-se vários festivais, alguns deles partilhados com o resto do país, outros exclusivos da cidade. Entre eles destaca-se o Festival Mundial de Música Crioula de Dominica (Dominica's World Creole Music Festival), celebrado anualmente no país.
     O Museu de Dominica (Dominica Museum), situado na antiga oficina de correios e junto ao Old Market, o antigo mercado de escravos, onde se mostra história e a vida na ilha desde o período colonial até a actualidade, assim como a história geológica da ilha, e o Victoria Memorial Museum, são as principais ofertas culturais da cidade.
     A população de Roseau é maioritariamente cristã e na cidade convivem tanto católicos, como anglicanos e metodistas. Roseau é a sede da Diocese de Roseau, que engloba todo o país, mais as ilhas de Montserrat, Antígua, Ilha de São Cristóvão, entre outras.


Principais recursos naturais:
Madeira, hidrografia e terra arável


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 3 de Novembro - Celebra a data da sua descoberta por Cristóvão Colombo, em 1492, e a data da sua independência, do Reino Unido, em 1978.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Isle of Beauty, Isle of Splendour ("Ilha de Beleza, Ilha de Esplendor")


Lema:
"Après Bondie, C'est La Ter" (crioulo);
"Après le Bon Dieu, c'est la Terre" (francês)
"After God is the Earth" (inglês)
"Depois do Bom Deus, é a Terra"


Vista panorâmica de Roseau, capital de Dominica


Capital:                                                                                          Língua oficial:
Roseau                                                                                          Inglês


Moeda oficial:                                                                              Tipo de Governo:
Dólar das Caraíbas Orientais                                                  República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
18 de Dezembro de 1978


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CARICAD - Centro para o Desenvolvimento e Administração das Caraíbas;
  • CARICOM - Comunidade das Caraíbas;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados (observador);
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OECO - Organização dos Estados das Caraíbas Orientais;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • PETROCARIBE - União do Petróleo do Caribe;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional de Morne Trois Pitons (1997).

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

30 julho 2014

Cuba

Cuba
República de Cuba



Brasão de Armas


Bandeira




















Localização:
América, América Central, América Latina, Caraíbas


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - Não existe consenso quanto à origem do nome cuba. Entre as diferentes versões, há duas que se destacam; A primeira diz que a palavra deriva dos termos taínos cubao, que significa “onde a terra fértil abunda”, ou coabana, que se traduziria como “lugar amplo”. Outra versão diz que deriva da contracção de duas palavras aruaques: coa (lugar, terra, terreno) e bana (grande). Circula ainda a teoria de que Cristóvão Colombo possa ter nascido em Cuba, uma vila portuguesa no Alentejo, e esta ser a origem do nome da ilha.

História - Cuba, a maior ilha das Caraíbas, era povoada por indígenas, os quais chamavam a ilha de Bohío, quando foi visitada por Cristóvão Colombo na sua primeira viagem, em 24 de Outubro de 1492. Colombo pensava que aquela terra era parte do continente asiático e pertencente aos domínios do Grande Khan (o rei da Ásia, descendente de Genghis Khan). Colombo deu àquele território o nome de La Juana, em homenagem à filha dos Reis Católicos. Apenas em 1509, Sebastião de Ocampo provou que Cuba era uma ilha, quando começou a sua colonização.
     A cidade de Havana foi fundada por Diego Velázquez de Cuéllar, primeiro governador da colónia, em 1514.
     Durante quatro séculos, Cuba foi uma colónia explorada por Espanha. A exploração de metais preciosos ficou esgotada em meados do Século XVI. A partir do Século XVIII, a produção de açúcar tornou-se a base da sua economia, nos moldes de uma monocultura extensiva, baseada na mão-de-obra do escravo africano. No Século XIX, os Estados Unidos já era o maior importador de açúcar cubano.

     Em 1762 Havana foi ocupada brevemente pelo Reino da Grã-Bretanha, regressando à posse de Espanha depois de uma troca pelo território da Flórida, um dos actuais Estados dos Estados Unidos.
     Uma série de rebeliões, durante o Século XIX, não lograram colocar um fim ao domínio espanhol. No entanto, as tensões entre a Espanha e os Estados Unidos provocaram a Guerra Hispano-Americana que, no final, resultou na retirada dos espanhóis e na ocupação da ilha pelos Estados Unidos, entre 1898 e 1902, quando Cuba conquistou, formalmente, a sua independência.
     Durante as primeiras décadas do Século XX, os interesses norte-americanos predominaram em Cuba, e os Estados Unidos exerceram grande influência sobre a ilha. Esta influência terminou em 1959, quando o ditador Fulgencio Batista foi deposto pelos revolucionários liderados por Fidel Castro.
     Foi então promulgada a nova constituição, a chamada Lei Fundamental, em 7 de Fevereiro de 1959, na qual ainda não estava expressa a opção pelo Socialismo. A rápida deterioração das relações com os Estados Unidos levou à aliança da ilha com a União Soviética e à transformação de Cuba numa república socialista. No entanto, formalmente, a definição de Cuba como um "Estado socialista de trabalhadores" só aparecerá na Constituição de 1976.

Che Guevara e Fidel Castro fotografados
por Alberto Korda em 1961.
     O guerrilheiro Che Guevara ajudou Fidel Castro na formação de um movimento revolucionário chamado Movimento 26 de Julho, composto de jovens estudantes que iniciaram uma luta contra Batista, que durou 25 meses.
     Em 7 de Novembro de 1958, Che Guevara ou El Ché, como também era mais conhecido, começou a sua marcha para Havana. No dia 1 de Janeiro de 1959 Batista põe-se em fuga, acompanhado por todos os dignitários da sua ditadura.
     Fidel Castro não era comunista, aliás, os comunistas apoiavam Batista e não confiavam em Fidel. Fidel Castro mobiliza a juventude cubana e consegue eliminar o analfabetismo - que era de 40 % - em apenas um ano, utilizando cerca de cem mil jovens nessa empreitada. Fidel Castro realizou a reforma agrária, desapropriando propriedades dos americanos, indemnizados pelo valor que declararam no Imposto de Renda do exercício anterior, muito abaixo do valor real, provocando descontentamento entre os proprietários mais ricos, o que levou os Estados Unidos a considerarem o líder cubano um inimigo, tentando derrubá-lo através do treino de ex-militares de Batista, a fim de invadir Cuba.
     Cortaram também a compra do Açúcar Cubano. Isso obrigou Fidel a aproximar-se da União Soviética e, dois anos mais tarde, a instaurar um regime de orientação marxista e de partido único.
     Fidel Castro ocupou o poder desde 1959, inicialmente como primeiro-ministro e, depois de 1976, como presidente, cargo que exerceu até 2006, quando delegou seus poderes ao seu irmão mais novo, Raul Castro. Fidel Castro retirou-se oficialmente da vida política do seu país em 19 de Abril de 2011.


Cultura:
     A cultura de Cuba é marcada pela influência vinda de África. Existem outras fortes ligações com a cultura europeia e com a dos indígenas, além de um pouco vindo da América do Norte.
     Apesar do extermínio dos ameríndios pelos espanhóis, alguns de seus elementos culturais resistiram, estando presentes até hoje na cultura de Cuba. Técnicas avançadas de cultivo de tabaco e fabricação de charutos, assim como o gosto apurado por eles são uma grande herança dos ameríndios de Cuba. Em todo o país é possível notar casas e algumas construções, bem como cidadãos que ainda mantém a tradição dos seus antepassados.
     Da Espanha, a cultura de Cuba herdou a língua espanhola e a religião católica, enquanto a santeria, religião baseada no culto aos orixás, foi uma herança dos africanos. E foi através da mistura dessas duas principais culturas que surgiu a tradicional música cubana, onde as letras e melodias espanholas fizeram a junção perfeita com os ritmos e estilo musical peculiar dos africanos, gerando os famosos estilos musicais danças da cultura de Cuba: rumba, mambo, salsa, son e punto.
     A vida cultural cubana foi profundamente transformada, pois o governo considerou esse aspecto um dos mais importantes da revolução. No passado, quase todas as manifestações artísticas estavam limitadas ao que as elites realizassem em Havana. A partir da revolução, o governo empenhou-se em difundir a cultura nas províncias, assim como em dotá-la de uma personalidade nacionalista, usando-a muitas vezes como veículo de propaganda da revolução, tanto no país como no exterior.

Literatura - O primeiro autor cubano foi Silvestre de Balboa, que escreveu “Espejo de Paciência” no início do Século XVII. Em 1764 surgiu o primeiro jornal, “Gaceta de la Habana”, que exerceu grande influência sobre a colónia e contribuiu para forjar o carácter nacionalista da população. O romantismo teve como precursor no país José María Heredia, poeta comprometido com o movimento revolucionário da década de 1820. Domingo del Monte, de origem venezuelana, além de poeta romântico, realizou intensos estudos sobre o folclore e as tradições da ilha.
     O modernismo teve o seu início com José Martí e Julián del Casal, desenvolvendo-se com Dulce María Borrero, Juan Guerra Núñez e Alfonso Hernández-Catá. José Martí firmou-se como figura maior da nacionalidade, tanto pela sua participação política na independência, como pela sua obra em poesia e prosa.
     No Século XX, o romancista Luis Felipe Rodríguez destacou-se pelo estilo dos seus pequenos artigos e pela complexa trama psicológica de seus romances. Autores de grande projecção internacional foram os poetas Nicolás Guillén, José Lezama Lima e Alejo Carpentier, que em 1977 recebeu o Prémio Miguel de Cervantes.
     Depois da revolução, toda publicação literária ficou centralizada no Instituto do Livro, organização que chegou a editar dezenas de milhões de volumes por ano. Cerca de setenta por cento desses livros são obras de consulta ou de carácter técnico e científico, muitas delas distribuídas com fins educativos.
     A imprensa está nas mãos do governo, sendo as suas principais publicações o “Granma” (nome do barco de que desembarcou Fidel Castro para chefiar a revolução), jornal oficial do Partido Comunista de Cuba, e “Juventud Rebelde”, órgão oficial da União de Jovens Comunistas.
     Nas últimas décadas, novas gerações de escritores, em geral jovens, que criaram uma literatura de qualidade e politicamente comprometida. No outro lado, também foi produzida uma literatura cubana no exílio, como a de Guillermo Cabrera Infante, e inclusive nas prisões, como é o caso do poeta Armando Valladares.

Arquitectura - O primeiro estilo da época colonial foi o hispano-mudéjar, do Século XVII, cujos expoentes máximos são os palácios da praça das Armas, a Casa do Governo e a Intendência, assim como as ruínas do convento de São Francisco de Paula, todos em Havana.
     A Catedral de Havana corresponde ao barroco do Século XVIII. No Século XIX desenvolveu-se o neoclassicismo, impulsionado pelo Bispo Juan José Díaz Espada y Landa, que tomou a polémica decisão de substituir os altares da catedral, de estilo barroco. Muitas fábricas de fumo, grandes armazéns de açúcar, assim como teatros e outros edifícios públicos, foram construídos segundo os cânones do neoclassicismo.
     As grandes construções da última época colonial e início da republicana são sumptuosos palácios e edifícios bancários cujo estilo arquitectónico foi influenciado pelos movimentos europeus e, sobretudo, pelos americanos.


Principais recursos naturais:
Níquel, crómio, magnetita, manganés e cobre.


Datas comemorativas:
Triunfo da Revolução Cubana - 1 de Janeiro - Celebra a data da fuga do antigo ditador, Fulgêncio Baptista (na noite de 31 de Dezembro de 1958 para 1 de Janeiro de 1959), marcando a vitória da Revolução, liderada por Fidel Castro;



Dia da Independência - 10 de Outubro - Foi neste dia, em 1868, que Carlos Manuel de Céspedes, "Pai da Pátria", libertou os seus escravos e iniciou a guerra de independência contra o poder colonial espanhol.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "La Bayamesa";
Insígnia da Força Aérea Cubana.


Insígnia da Força Aérea Cubana


Lema:
Patria o Muerte” - ("Pátria ou Morte")


Vista parcial de Havana, capital da República de Cuba



Capital:                                                                                   Língua oficial:
Havana                                                                                   Espanhol


Moeda oficial:                                                                         Tipo de Governo:
Peso                                                                                       Estado comunista


Imagens de Havana


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ALADI - Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Intercâmbio;
  • ALBA - Aliança Boliviana para as Américas;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • CLAD- Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • G-20 (países em desenvolvimento);
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações (observador);
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • GR - Grupo do Rio;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;
  • PETROCARIBE - União do Petróleo do Caribe;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Cidade Antiga de Havana e sua Fortificações (1982);
  • Trinidad e Vale de los Ingenios (1988);
  • Castelo de San Pedro de la Roca, Santiago de Cuba (1997);
  • Parque Nacional Desembarco del Granma (1999);
  • Vale de Viñales (1999);
  • Paisagem Arqueológica das Primeiras Plantações de Café do Sudeste de Cuba (2000);
  • Parque Nacional Alejandro de Humboldt (2001);
  • Centro Histórico Urbano de Cienfuegos (2005);
  • Centro Histórico de Camagüey (2008).

Castelo de San Pedro de la Roca, Santiago de Cuba (UNESCO)


Palácio de Valle, Centro Histórico Urbano de Cienfuegos (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • A Tumba Francesa (2008) - O estilo de dança, canto e percussão conhecido como Tumba Francesa chegou a Cuba através dos escravos haitianos que chegaram à parte oriental do país após os distúrbios no Haiti em 1790. A primeira evidência escrita desta tradição data do início do Século XIX. Esta dança incorpora uma das tradições mais antigas e mais visíveis com o património afro-haitiano da província cubana de Oriente. É o resultado da fusão, no Século XVIII, da música do Daomé (África Ocidental), com as danças tradicionais francesas. A tumba francesa tem um cantor líder (composé), e acompanhamento musical por catá e tambores tumba e coros femininos. As danças tradicionais masón e yubá, associadas à tumba francesa, são lideradas pelo Mayor de Plaza.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre