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22 dezembro 2016

O Nascimento de Cristo na Pintura Universal

Painel de Azulejos em Gilmonde, Barcelos, Portugal. (Fábrica Aleluia, Aveiro, 1988)


O Nascimento de Cristo na Pintura Universal
Deste o Século IV que o Nascimento de Cristo tem sido um tema maior na arte Ocidental. As representações artísticas do nascimento de Jesus, celebradas durante o Natal, são baseadas nas narrativas da Bíblia Sagrada, principalmente nos Evangelhos segundo São Mateus e São Lucas.

A arte Cristã compreende imensas formas de representação da Virgem Maria e do menino Jesus. Uma parte significativa são composições que representam a Madona e o Menino ou a Virgem e o Menino, não sendo normalmente representações directas de cenas da Natividade, e sim objectos simbólicos que representam determinada faceta ou atributo da Virgem Maria ou de Jesus. Pelo contrário, as cenas da Natividade são assumidamente ilustrativas e incorporam imensos detalhes narrativos, sendo um elemento comum nas sequências que ilustram os temas tanto da Vida de Cristo como da Vida da Virgem.

Nascimento de Jesus: Pormenor da frente do Sarcófago romano paleo-cristão de Flavio Stilicone
(em latim: Flavius Stilicho, c. 359-408), capitão romano de origem bárbara, patrício do Império Ocidental.
Data de cerca de 385 d.C.. É preservado na sua posição original, abaixo do púlpito da Basílica de
Sant'Ambrogio, em Milão. Itália. Existe uma cópia no Museu da Civilização Romana, em Roma.
É uma das mais antigas representações conhecidas da Natividade. Foto de Giovanni Dall'Orto (2008). 


A Natividade tem sido representada em diferentes suportes, tanto pictóricos como escultóricos. Nos suportes pictóricos incluem-se murais, pintura de painel, iluminuras, vitrais e pintura a óleo. O tema da Natividade é frequentemente usado em retábulos, conjugando elementos de pintura com escultura. Nas representações na arte da escultura incluem-se miniaturas de marfim, arte tumulária, e elementos arquitectónicos como capitéis, entalhes de portas, e estatuária.  

Além de «O Nascimento de Cristo» foram igualmente criados, entre outros, temas que se relacionam com a Natividade, como por exemplo:
  • Natividade;
  • A Natividade;
  • Natividade de Jesus Cristo;
  • Nascimento de Jesus Cristo;
  • Nascimento de Jesus;
  • Adoração dos Pastores;
  • Adoração dos Magos;
  • Adoração dos Reis;
  • Adoração dos Reis Magos...entre outros.
Este tema foi amplamente retratado na cultura universal, tanto na escultura como na pintura e noutras artes.
     Na Pintura Universal é quase interminável a lista de pintores que ilustraram o tema do Nascimento de Jesus Cristo.
Sem pretender ser demasiado exaustivo, na passagem deste Natal destaco alguns pintores, associados por algumas épocas e correntes da História da Pintura Universal (a negro, os autores dos quadros aqui representados):


PINTURA OCIDENTAL
1. IDADE MÉDIA
1a - Arte Bizantina (Séc. VI - Séc. XV):
Mestre de Vyšší Brod, pintor anónimo da Boémia (activo à volta de 1350).

"Natividade", do Altar de Vyšší Brod e do Mestre com o mesmo nome, à volta de 1350,
Galeria Národni, Praga, República Checa.


1b - Pré-Renascimento (Séc. XI - Séc. XV):
Pietro Cavallini (c.1240-c.1330), italiano;
Giotto di Bondone (c.1266-1337), italiano.

"Natividade", c. 1310, fresco do pintor italiano Giotto di Bondone (c.1266-1337),
Basílica de São Francisco de Assis, Assis, Itália.


1c - Gótico (Séc XII - Séc. XVI):
"Natividade", (entre 1420 e 1426), óleo sobre painel
do pintor flamengo Robert Campin (c.1380-c.1444),
Meseu de Belas Artes de Dijon, França. 
Bernardo Daddi (1280-1348), italiano;
Robert Campin (c.1380-c.1444), holandês;
Fra Angélico (c.1400-1455), italiano;
Rogier van der Weyden (1400-1464), flamengo;
Dirk Bouts (c.1415/20-1475), flamengo;
Hugo van der Goes (1440-1482), flamengo;
Martin Schongauer (c.1448-1491), alemão;
Geertgen tot Sint Jans (c.1460-c.1490), holandês.


1d - Gótico Internacional (final Séc. XIV - início Séc. XV):
Duccio di Buoninsegna (c.1255-c.1319), italiano;
Lorenzo Monaco (c.1370-1425), italiano;
Conrad von Soest (1370-1422), alemão;
Stefan Lochner (c.1400/10-1451), alemão;
Robert Campin (c.1375-1444), holandês.


"A Adoração dos Reis" (Altar Monforte), cerca de 1470, óleo sobre madeira de carvalho do
pintor flamengo Hugo van der Goes (1440-1482), Gemäldegalerie, Berlim, Alemanha.


"Nascimento de Jesus", cerca de 1490,
óleo sobre madeira do pintor holandês
Geertgen tot Sint Jans (c.1460-c.1490),
National Gallery, Londres, Reino Unido.
(uma das poucas pinturas que ilustra o
nascimento de Jesus durante a noite)
Pormenor do tríptico "Altar da Paixão", 1403,
óleo sobre madeira do pintor alemão
Conrad von Soest (1370-1422), Igreja de
São Nicolau, Bad Wildungen, Alemanha.


"A Adoração dos Magos", cerca de 1422, têmpera sobre madeira do pintor italiano
Lorenzo Monaco (c.1370-1425), Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.



2. IDADE MODERNA:
2a - Gótico tardio (Séc. XV - Séc. XVI):
Gerard David (c.1460-1523), holandês;
Geertgen tot Sint Jans (1460-1490), holandês.


"Adoração dos Pastores", Séc. XV, óleo sobre painel do pintor Gerard David (c.1460-1523),
Museu de Belas Artes de Budapeste, Hungria.



2b - Renascimento (Séc. XV - Séc. XVI):
Giotto di Bondone (1266/7-1337), italiano;
Fra Angélico (c.1400-1455), italiano;
Jacques Daret (1404-1470), flamengo;

"A Natividade", entre 1434 e 1435, óleo sobre painel do pintor flamengo Jacques Daret (1404-1470),
Museu Thyssen-Bornemisza, Madrid, Espanha.

Filippo Lippi (1406-1469), italiano;
Petrus Christus ( ? -1475/76), flamengo;
"A Natividade", cerca de 1450, óleo sobre painel
do pintor flamengo  Petrus Christus ( ? -1475/76),
National Gallery of Art, Washington D.C., EUA. 
Piero della Francesca (1415-1492), italiano;
Andrea Mantegna (c.1431-1506), italiano;
Sandro Botticelli (1445-1510), italiano;
Francesco Botticini (c.1446-1498), italiano;
Pietro Perugino (c.1448-1523), italiano;
Domenico Ghirlandaio (1449-1494), italiano;
Hieronymus Bosch (1450-1516), holandês;
Ambrogio Bergognone (1453/5-1523/4), italiano;
Matthias Grünewald (1455/83-1528), alemão;
Lorenzo Costa, o Velho (1460-1535), italiano;
Ambrogio Bergognone (1470-1523/24), italiano;
Albrecht Dürer (1471-1528), alemão;
Grão Vasco (c.1475-c.1542), português;
Giorgione (c.1477-1510), italiano;
Albrecht Altdorfer (c.1480-1538): alemão;
Ridolfo del Ghirlandaio (1483-1561), italiano;
Hans Baldung (c.1484-1545), alemão;
Corregio (c.1489-1534), italiano;
El Greco (1541-1614), grego/espanhol;
Pieter Bruegel, o Jovem (1564-1636), belga.

"A Adoração dos Magos", cerca de 1475, tempera sobre madeira do pintor
italiano Sandro Botticelli (1445-1510), Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.

"Adoração dos Pastores", 1482-85, óleo sobre painel do pintor italiano Domenico Ghirlandaio (1449-1494),
Capela Sassetti, Igreja da Santa Trindade, Florença, Itália.

"Adoração dos Magos", 1501 a 1506, óleo sobre madeira do pintor português
Grão Vasco (c.1475.c.1542), Museu Grão Vasco, Viseu, Portugal.
"Adoração dos Magos" "Adoração dos Magos", c. 1530/35,  óleo sobre cal do pintor alemão
Albrecht Altdorfer (c.1480-1538), Museu de Arte Städel, Frankfurt am Main, Alemanha. 

"Adoração dos Reis Magos", 1568, óleo sobre painel do pintor grego/ espanhol
El Greco (1541-1614), Museu Soumaya, Cidade do México, México.


2b - Alto Renascimento (Séc. XV - Séc XVI):
Leonardo da Vinci (1452-1519), italiano;
"Natividade", 1523, óleo sobre painel do pintor italiano
Lorenzo Lotto (1480-1556), National Gallery of Art,
Washington D.C., Estados Unidos.
Lorenzo Lotto (1480-1556), italiano;
Rafael Sanzio (1483-1520), italiano.

2b - Maneirismo (c. 1530 - 1580):
Agnolo Bronzino (1503-1572), italiano;
Jacopo Bassano (1510-1592), italiano;
Federico Barocci (1528-1612), italiano;
Maarten de Vos (1532-1603), flamengo;
Cesare Nebbia (C. 1536-C. 1622), italiano;
Camillo Procaccini (1561-1629), italiano.


2d - Barroco (Séc XVII - Séc. XVIII):
Jan Gossaert (Mabuse) (1478-1532), flamengo;
El Greco (1541-1614), grego/espanhol;
Louis Cretey (c.1635-c.1732), francês;
Charles Poerson (1653-1725), francês;
Caravaggio (1571-1610), italiano;
Peter Paul Rubens (1577-1640), flamengo;
Gerard van Honthorst (1592-1656), holandês;
Georges de La Tour (1593-1652), francês;
Josefa de Óbidos (1630-1648), portuguesa;
Hyacinthe Rigaud (1659-1743), francês.

"Natividade", 1597, óleo sobre tela do pintor italiano
Federico Barocci (1528-1612), Museu do Prado,
Madrid, Espanha.





2e - Classicismo 
Gerard van Honthorst (1590-1656), flamengo;
Charles Le Brun (1619-1690), francês.


2f - Pintura noutros espaços do Ocidente:
Brasil:
Fúlvio Pennacchi (1905-1992), italo-brasileiro.
"A Adoração dos Magos", 1510/15, óleo sobre carvalho do pintor  flamengo Jan Gossaert
(1478-1532), National Gallery, Londres, Reino Unido.
"Adoração dos Magos", 1633/34, óleo sobre tela do pintor flamengo Peter Paul Rubens
(1577-1640), King's College Chapel, Universidade de Cambridge, Reino Unido.

"Adoração dos Pastores", 1622, óleo sobre tela do pintor holandês Gerard van Honthorst (1592-1656),
Museu Wallraf-Richartz, Colónia, Alemanha.

"Adoração dos Pastores", 1669, óleo sobre tela da pintora portuguesa Josefa de Óbidos (1630-1684),
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, Portugal.

"A Adoração dos Pastores", 1689, óleo sobre tela do pintor francês Charles Le Brun (1619-1690),
Museu do Louvre, Paris, França.

"Natividade", cerca de 1405, do pintor russo
Andrei Rublev (c.1360/70-c.1427/30), 
Catedral da Anunciação, Kremlim, Moscovo, Rússia.




3. IDADE CONTEMPORÂNEA

Romantismo (Séc. XIX):
Adrian Ludwig Richter (1803-1884), alemão.


3.a - Irmandade Pré-Rafaelita (1848-c.1900):
Arthur Hughes (1832-1915), inglês.


Arte russa:
Andrei Rublev (c.1360/70-c.1427/30), russo.






OUTROS:
  1. Manuscrito "Hortus deliciarum" (O Jardim das Delícias), compilado por Herrad de Landsberg (1130-1195), freira abadessa da Alsácia, França;
  2. Códice Bíblico: Codex Purpureus Rossanensis (Séc. VI), Manuscrito Iluminado Bizantino, Museu Diocesano, Rossano, Itália;
  3. Mestres Italo-Bizantinos da Abadia de Sant'Angelo in Formis, Capua, Itália;
  4. Les très riches heures du duc de Berry, 1410 (Gótico Internacional), Museu Condé, Chantilly, França.

"Natividade de Cristo", cerca de 1180, ilustração medieval do manuscrito "Hortus Deciliarum"
(O Jardim das Delícias), compilado por Herrad de Landsberg (1130-1195),
freira abadessa da Alsácia, França.


"Natividade", entre 1411 e 1416, dos Irmãos Limgourg, pintores holandeses,
iluminura do Livro de Horas "Les très riches heures du Duc de Berry",
Museu Condé, Chantilly, França.

21 dezembro 2016

O Nascimento de Cristo na História

Painel de Azulejos em Gilmonde, Barcelos, Portugal. (Fábrica Aleluia, Aveiro, 1988)


Análise histórica
A maioria dos estudiosos da corrente principal (ou mainstream: pensamento ou gosto corrente da maioria da população) não acredita que os relatos da Natividade, de Lucas e Mateus, sejam historicamente factuais. Outros acreditam que esta discussão é secundária, pois os evangelhos foram escritos primariamente como documentos teológicos e não como cronologias históricas.
Como exemplo, citam que Mateus presta muito mais atenção ao nome da criança e às suas implicações teológicas do que ao evento do nascimento em si e, segundo Karl Rahner (1904-1984), sacerdote católico jesuíta de origem germânica e um dos mais influentes teólogos do Século XX, os evangelistas demonstram pouco interesse em sincronizar os episódios do nascimento ou da vida posterior de Jesus com a história secular da época.
Como resultado, os estudiosos modernos geralmente não fazem uso das narrativas da Natividade como fonte de informações históricas. Seja como for, a narrativa do nascimento contém algumas informações biográficas úteis. O facto de Jesus ter nascido perto do fim do reinado de Herodes ou o nome de seu pai (José), são considerados "historicamente plausíveis".

Jesus Cristo como Bom Pastor. Pintura de tecto dos
primeiros cristãos (cerca de 250 d.C.) nas Catacumbas de
S. Calixto, em Roma.


O Jesus histórico
O termo «Jesus histórico» refere-se a uma tentativa de reconstruções académicas da figura de Jesus de Nazaré, levadas a cabo no primeiro século. Estas reconstruções são baseadas em métodos históricos, incluindo a análise crítica dos evangelhos canónicos como a principal fonte para a sua biografia, juntamente com a consideração do contexto histórico e cultural em que Jesus viveu.
A pesquisa sobre o Jesus histórico teve início no Século XVIII e desenvolveu-se, até aos nossos dias, em três fases, preocupadas em reconstruir os factos históricos e a pessoa humana de Jesus, que ficavam como que escondidos atrás das afirmações dogmáticas e de fé das Igrejas.

Página do «Codex Vaticanus B», do Século IV (300-325), Biblioteca do Vaticano, onde
termina a leitura de 2 Edras e começa a leitura de Hebreus. É um dos mais
antigos manuscritos da Bíblia Grega (Antigo e Novo Testamento).
Os evangelhos canónicos são a principal fonte de informação sobre Jesus histórico.


A busca de Jesus Cristo Histórico
  • David Friedrich Strauss (1808-1874), teólogo e filósofo alemão, foi um dos pioneiros da busca de «Jesus Histórico». Aos 27 anos de idade, rejeitou todos os elementos sobrenaturais, classificando-os como elaborações míticas. A sua obra de 1835, "Das leben Jesu: Kritisch bearbeitet", foi uma das primeiras e mais influentes análises sistemáticas da história e da vida de Jesus, baseando-se na pesquisa histórica imparcial. Strauss considerou que os registos milagrosos da vida de Jesus nos Evangelhos, em termos de mitos, surgiram como resultado da imaginação das comunidades cristãs, que foram recontando as histórias e representaram eventos naturais como sendo milagres.

Imagem da Cripta dos Papas (Século III), catacumbas de S. Calixto, Roma. 


Ao longo dos últimos 150 anos, os historiadores e estudiosos bíblicos têm feito grandes progressos na busca do Jesus Histórico entre os quais se destacam:
  • Joseph Ernest Renan (1823-1892), escritor, filósofo, teólogo, filólogo e historiador francês. Destacou-se principalmente pelas suas controversas obras sobre Jesus de Nazaré e o Cristianismo Primitivo, assim como pelas suas polémicas teorias acerca dos povos semitas e do Islão, os tipos de raças e o conceito «espiritual» de nação;
  • Joahannes Weiß (1863-1914), teólogo e protestante alemão e William Wrede (1859-1906), teólogo luterano alemão, trouxeram os aspectos escatológicos do ministério de Jesus para a atenção do mundo académico. Ambos eram apaixonadamente anti-liberais e as suas apresentações estavam orientadas para enfatizar a natureza incomum do ministério e ensinamentos de Jesus. Wrede escreveu sobre o tema do segredo messiânico do Evangelho de São Marcos, argumentando que era um método utilizado pelos primeiros cristãos para explicar que Jesus não pretendia proclamar-se a si mesmo como o Messias;
  • Albert Kalthoff (1850-1906), filósofo e teólogo reformador alemão, no seu livro "Existiu o Jesus Histórico?", editado em 1904, escreveu:

«Um Filho de Deus, Senhor do Mundo, nascido de uma virgem e ressuscitado após a morte, e o filho de um pequeno construtor com noções revolucionárias, são dois seres totalmente diferentes. Se um foi o Jesus histórico, o outro certamente não o era. A verdadeira questão da historicidade de Jesus não é simplesmente se alguma vez houve um Jesus entre os inúmeros candidatos ao messianismo na Judeia, mas se temos de reconhecer a natureza histórica deste Jesus nos Evangelhos e se ele foi considerado o fundador do cristianismo».

  • Albert Schweitzer (1875-1965), médico, filósofo, músico, pastor e teólogo protestante alemão nascido na Alsácia, que fazia parte do Império Alemão e faz parte, actualmente, da região do Alto Reno, em França. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1952 por fundar o Hospital Lambaréne, no Gabão. Com seu trabalho revolucionário “Von Reimarus zu Wrede” (The Quest of the Historical Jesus; A Critical Stdudy of its Progress from Reimarus to Wrede) - ("A busca de Jesus Histórico: Um Estudo Crítico da sua Evolução desde Reimarus a Wrede"), iniciado em 1906, até ao controverso ”Jesus Seminar”, muito foi aprendido. Schweitzer denunciou a subjectividade dos diversos autores, que introduziram as suas próprias preferências no carácter de Jesus e argumentou que todas as apresentações de Jesus do Século XIX tinham maximizado ou negligenciado a mensagem apocalíptica de Jesus. Desenvolveu a sua própria versão do retrato de Jesus no contexto apocalíptico judeu. Convencido de que a busca de um Jesus histórico seria inútil, abandonou os estudos bíblicos e foi para África como missionário e médico.

Albert Schweitzer

O objectivo destes estudiosos é examinar as provas de diversas fontes com a finalidade de as trazer em conjunto para que se possa elaborar uma reconstrução completa de Jesus.
O uso do termo do «Jesus Histórico» implica que a sua reconstrução será diferente daquela que é apresentada no ensino do Cristo da Fé pelo Cristianismo. Assim, a montagem do Jesus histórico, às vezes, difere dos judeus, cristãos, muçulmanos ou crenças hindus.
A busca pelo Jesus histórico iniciou-se com o trabalho de Hermann Samuel Reimarus no Século XVIII. Dois livros, ambos chamados "A Vida de Jesus", foram escritos por David Friedrich Strauss e publicados em alemão em 1835-1836. Ernest Renan publicou um livro em francês no ano de 1863. O Jesus histórico é conceptualmente diferente do Cristo da fé. Para os historiadores o primeiro é físico, enquanto o último é metafísico. O Jesus histórico é baseado em evidências históricas. Cada vez que um rolo de papel novo é descoberto ou fragmentos de um novo Evangelho são encontrados, o Jesus histórico é modificado.

A Palestina na época do nascimento de Jesus, 4 a.C. a 30 d.C.. Inclui o domínio de Herodes, a cor de rosa,
o domínio de Filipe, filho de Herodes, a verde e os territórios controlados pelos sírios 
(mais tarde pelos romanos) a cor de laranja.




O Nascimento de Jesus Cristo na História
A primeira evidência histórica para celebrar o nascimento de Cristo surgiu na primeira metade do Século III, com Hipólito (170-236), bispo de Roma. Até ao ano 300 d.C., o nascimento de Jesus era comemorado pelos cristãos em diferentes datas. Em 354 d.C. o Papa Libério ordenou que os cristãos celebrassem o nascimento de Cristo no dia 25 de Dezembro. O Imperador Romano, nesse tempo, era Justiniano.
Provavelmente, Hipólito escolheu esta data porque em Roma já se comemorava o “Dia de Saturno” (festa chamada de Saturnália). A religião mitraica dos persas (inimiga dos cristãos) comemorava neste dia o "natalis invicti solis" - ("o nascimento do vitorioso Sol”).
Em 440 d.C. foi oficializado o 25 de Dezembro como o dia do nascimento de Jesus Cristo. Com a finalidade de cristianizar os cultos pagãos, o clero corrupto da era das trevas (de Constantino até à Idade Média), tentou por todos os meios conciliar o paganismo com o cristianismo.

"Natividade", 1746, 1754. Painel de azulejos portugueses. Basílica do
Senhor do Bonfim, São Salvador da Baía, Brasil.


O nascimento de Jesus na Bíblia Sagrada
O Nascimento de Jesus, chamado também de Natividade, é uma referência aos relatos do nascimento de Jesus presentes principalmente nos evangelhos de Lucas e Mateus, mas também em alguns textos apócrifos.
Os evangelhos canónicos de Lucas e Mateus contam que Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia, de uma mãe ainda virgem. No relato do Evangelho de Lucas, José e Maria viajaram de Nazaré para Belém para comparecer a um censo. Jesus nasceu durante a viagem numa simples manjedoura. Os Anjos proclamaram-no salvador de todas as pessoas e os pastores vieram adorá-lo. No relato de Mateus, foram os astrónomos que seguiram uma estrela até Belém para levar presentes a Jesus, nascido como o "Rei dos judeus". O rei Herodes ordenou em seguida o massacre de todas as crianças masculinas com menos de dois anos de idade, mas a família de Jesus conseguiu escapar para o Egipto. Depois da morte de Herodes, a família voltou para Nazaré.
Muitos académicos defendem que as duas narrativas são contraditórias e não são históricas. Outros estudiosos cristãos defendem, ao contrário, que não existe nenhuma contradição, destacando as semelhanças entre os relatos. Finalmente, há os que entendem que a discussão sobre a historicidade dos evangelhos é secundária, argumentando que eles foram escritos como documentos teológicos e não como cronologias históricas.

Parte superior esquerda de um sarcófago paleocristão, em mármore, de
Marcus Claudianus (330-335 d.C.). É uma das mais antigas representações
da Natividade que se conhecem. Museu Nacional de Roma, Itália.


Narrativa bíblica
Mateus 1
18 Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo.
19 Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente.
20 Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: "José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo.
21 Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados".
22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta:
23 "A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamarão Emanuel", que significa "Deus connosco".
24 Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa.
25 Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.

"O evangelista Mateus inspirado peloAnjo", 1661, óleo sobre tela
do pintor holandês Rembrandt, Museu Louvre-Lens, Lens, França. 


Lucas 2
1 Naqueles dias, César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano.
2 Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria.
3 E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se.
4 Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judeia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi.
5 Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.
6 Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebé,
7 e ela deu à luz o seu primogénito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

"São Lucas mostra uma pintura da Virgem com o Menino", 1562/1563,
do pintor italiano Guercino, Museu de Arte Nelson-Atkins, Kansas City, Missouri, EUA.

A data do nascimento de Jesus
Os relatos dos evangelhos de Mateus e Lucas não mencionam uma data ou estação do ano para o nascimento de Jesus.
Karl Rahner (1904-1984), sacerdote católico jesuíta de origem germânica e um dos mais influentes teólogos do Século XX, afirma que os evangelhos, de forma geral, não provêem informações cronológicas suficientes para satisfazer as demandas de um historiador moderno. Mas tanto um quanto outros associam o nascimento de Jesus com a época de Herodes, o Grande e, por isso, a maior parte dos estudiosos geralmente assume uma data para o nascimento entre 6 a 4 a.C..

Porém, muitos estudiosos observam nos relatos uma contradição, pois enquanto o Evangelho de Mateus localiza o nascimento de Jesus durante o reinado de Herodes, que morreu em 4 a.C., o Evangelho de Lucas o faz dez anos depois da morte de Herodes, durante o censo de Quirino, descrito pelo historiador Josefo, filho de Mateus (37 a.C.-100 a.C.). A maioria acredita que Lucas se teria simplesmente enganado, enquanto outros tentaram reconciliar o relato com os detalhes fornecidos por ele, utilizando abordagens que vão desde "erros gramaticais" — a tradução da palavra grega prote, utilizada em Lucas, deveria ser lida como "registo" (censo) antes de Quirino ser governador da Síria — até argumentos arqueológicos e referências a Tertuliano sugerindo um "censo em duas fases" — que teria envolvido um registo inicial, baseado em Lucas 2:2, que cita um "primeiro recenseamento".

Tríptico de El Greco (1541-1514). Tempera sobre painel, Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina,
Monte Sinai, Israel. (Não confundir com Tríptico de Modena, do mesmo autor, existente na
Galeria Estense, em Modena, Itália.)


Apesar da celebração do Natal em Dezembro, nem Lucas, nem Mateus mencionam uma estação do ano para o nascimento de Jesus. Porém, argumentos académicos sobre o realismo dos pastores deixando os seus rebanhos pastando no inverno já foram propostos, tanto disputando um nascimento no inverno (no hemisfério norte) para Jesus quanto defendendo-o com base na brandura dos Invernos em Israel e nas regras rabínicas sobre ovelhas perto de Belém antes de Fevereiro.

Segundo Santo Agostinho, Pai da Igreja, no seu livro "De Trinitate" (4 volumes), a data do Natal foi estabelecida em 7 de Janeiro (hoje em dia modificada para 25 de Dezembro) porque uma tradição afirma que a concepção de Jesus foi no dia 8 de Abril e a gestação ocorreu durante 9 meses exactos. Eis o que diz o Pai da Igreja:
"Octauo enim kalendas apriles conceptus creditur quo et passus; ita monumento nouo quo sepultus est ubi nullus erat positus mortuorum nec ante nec postea congruit uterus uirginis quo conceptus est ubi nullus eminatus est mortalium. Natus autem traditur octauo kalendas ianuarias."
("Para o oitavo dia do mês de Abril acredita-se que a concepção se realizou e que também sofreu; então, um sepulcro novo, onde ninguém havia sido posto, em consonância com a concepção no útero da virgem, que é uma menina de quem ele foi concebido e onde não houve estratagema de mortais. A tradição diz que nasceu no oitavo dia do mês de Janeiro.")

Altar sob a Igreja da Natividade, em Belém. A estrela de prata no chão marca
 o local onde Jesus Cristo nasceu, de acordo com a tradição cristã.


O Natal e o nascimento de Cristo
Neste artigo, embora utilize o título "Nascimento de Cristo", este poderia levar qualquer outro título que se relacionasse com este, como por exemplo:
  • Natividade;
  • Natividade de Jesus Cristo;
  • Nascimento de Jesus;
  • Nascimento de Cristo;
  • Adoração dos Pastores;
  • Adoração dos Magos;
  • Natal.....entre outros.
Estes temas já foram amplamente retratados na cultura universal, tanto na escultura como na pintura e noutras artes, já para não falar de variadíssimos artigos escritos...

Ver  Origem e significado do Natal

24 março 2016

A Última Ceia na História e na Pintura Universal

"A Última Ceia", painel de azulejos na Igreja de São Mamede de Este, Braga, Portugal


A Última Ceia na História
A Última Ceia é o nome dado à última refeição que, de acordo com os cristãos, Jesus dividiu com os seus apóstolos em Jerusalém antes da sua crucificação. A Última Ceia é a base das sagradas escrituras para a instituição da Eucaristia, também conhecida como "Comunhão".

Nome e utilização - O termo "Última Ceia" não se encontra no Novo Testamento. No entanto, por tradição, muitos cristãos referem-se ao episódio da última refeição de Jesus por este termo. É provável que o evento seja o relato de uma última refeição de Jesus juntamente com os seus primeiros seguidores, tornando-se um ritual de lembrança.
     Os anglicanos e os presbiterianos utilizam o termo "Ceia do Senhor", defendendo que o termo "última" sugere que esta foi uma entre muitas ceias, e não "a ceia". A Igreja Ortodoxa utiliza ainda o termo "Ceia Mística", que se refere tanto ao episódio quanto à celebração eucarística dentro da liturgia.

"Última Ceia", meados do Séc. XVI, pintura de Teófanes, o Cretense (1490-1559), 
Mosteiro de Stavronikita, Monte Athos, Grécia.


Narrativa bíblicaA Última Ceia é relatada pelos quatro evangelhos canónicos: Mateus 26:17-30, Marcos 14:12-26, Lucas 22:7-39 e João 13:1 até João 17:26.
A Primeira Epístola aos Coríntios (I Coríntios 11:23-26) que, possivelmente,  foi escrita antes dos evangelhos, inclui uma referência ao episódio, mas enfatiza a sua base teológica sem fazer um relato detalhado do evento e do seu contexto.

"Última Ceia", entre 1304 e 1306, fresco do pintor italiano Giotto di Bondone (c.1266-1337), 
Capela de Scrovegni, Pádua, Itália.


Contexto, localização e dataA narrativa geral dos eventos que levaram à Última Ceia, partilhada pelos quatro evangelhos, é a de que, após a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no início da semana (tradicionalmente chamado de "Domingo de Ramos") e o encontro, diversas pessoas e os anciãos judeus, Jesus e seus discípulos dividiram uma refeição mais para o final da semana. Depois dela, Jesus é traído, preso, julgado e crucificado.
Os eventos chave desta refeição são a preparação dos discípulos para a partida de Jesus, as previsões sobre a iminente traição e sobre a negação de Pedro e a instituição da Eucaristia.

Imagem do Cenáculo, em Jerusalém (foto de Marco Plassio, Wikimedia Comons)

O Cenáculo (do latim Cenaculum) é o termo usado para o sítio ou local onde ocorreu a Última Ceia, de acordo com os cristãos, e onde actualmente se encontra um grande templo, em Jerusalém, Israel. A palavra é um derivado da palavra latina “cena”, que significa "jantar".
     No Novo Testamento a data da Última Ceia é muito próxima da data da crucificação de Jesus (e daí o nome). Os estudiosos estimam que a crucificação tenha ocorrido por volta de 30–36 d.C..
O estudioso da Bíblia e físico britânico Colin Humphreys (n. 1941) descarta o ano 36 por razões astronómicas e apresenta outros argumentos para defender que a crucificação teria ocorrido na tarde de 3 de Abril de 33, dia 14 de Nisan no calendário oficial judaico daquele ano.
Em 2011 Humphreys afirmou no seu livro "O Mistério da Última Ceia" que a Última Ceia ocorreu na quarta-feira (Quarta-feira Santa), e não como tradicionalmente considerado, na quinta-feira (Quinta-feira Santa). As discrepâncias de tempo aparentes (Nisan 15 ou 14) entre os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas contra o evangelho de João, estão enraizados no uso de diferentes calendários pelos escritores: o primeiro grupo usou um calendário judaico mais antigo enquanto no evangelho de João foi utilizado um calendário lunar. A Última Ceia, ao ser datada na quarta-feira, iria permitir mais tempo para o interrogatório e apresentação a Pilatos, antes da crucificação, do que o tempo dado na visão tradicional. Humphreys propôs que a data real para a Última Ceia deveria ser 1 de Abril de 33.

"A Última Ceia", 1325-28, tempera e ouro sobre madeira do pintor italiano Ugolino di Nerio (c.1280-1349), 
Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, Estados Unidos.


Instituição da EucaristiaA Eucaristia, "que já era celebrada pelas primeiras comunidades cristãs em Jerusalém e por São Paulo na sua visita a Troas", foi instituída por Jesus (Actos 20:7). A instituição é relatada pelos evangelhos sinópticos e na epístola de Paulo aos coríntios. As palavras utilizadas possuem pequenas diferenças entre os três relatos, reflectindo duas tradições: uma, baseada em Marcos (que foi a base de Mateus, juntamente com a chamada fonte Q) e outra, paulina (base de Lucas). Além disso, Lucas 22:19-20 é um texto disputado por alguns, que não aparece nos primeiros manuscritos de Lucas. Alguns académicos acreditam que seja uma interpolação posterior, enquanto que outros argumentam que é o texto original.


"A Comunhão dos Apóstolos", 1440/41, Fra Angélico (1390-1455), 
Museu de São Marco, Convento de São Marco, Florença, Itália.


A Última Ceia na Pintura Universal
     Este tema foi amplamente retratado na cultura universal, tanto na escultura como na pintura e outras artes.
     Na Pintura Universal é quase interminável a lista de pintores que ilustraram o tema da Última Ceia.
Sem pretender ser demasiado exaustivo, na passagem desta Quinta-feira Santa destaco alguns pintores, associados por épocas ou correntes da História da Pintura Universal (a negro, os autores dos quadros aqui representados):


1. PINTURA MEDIEVAL
1a - Arte Bizantina (Séc. VI - Séc. XV):
Teófanes, o Cretense (1490-1559), grego.

1b - Pré-Renascimento (Séc. XI - Séc. XV):
Giotto di Bondone (c.1266-1337), italiano;
Agnolo Gaddi (1350-1396), italiano.



"Última Ceia", c.1412, óleo sobre madeira do pintor catalão Jaume Huguet (c.1412-1492), 
Museu Nacional de Arte da Catalunha, Barcelona, Espanha.



1c - Gótico (Séc XII - Séc. XVI):
"AÚltima Ceia", 1475-1480, óleo sobre painel do 
pintor alemão Mestre de Housebook, 
Museus Estatais de Berlim, Alemanha.
Ugolino di Nerio (c.1280-1349), italiano;
Pietro Lorenzetti (c.1280-1348), italiano;
Taddeo Gaddi (c.1300-1366), italiano;
Jaume Serra (?-c.1405), catalão;
Lorenzo Monaco (c.1370-1425), italiano;
Fra Angélico (1390-1455), italiano;
Stefano di Giovanni (1392-1450), italiano;
Mariotto di Nardo (1394-1424), italiano;
Dirk Bouts (c.1410/20-1475), flamengo;
Jaume Huguet (c.1412-1492), catalão;
Mestre de Housebook, alemão.


1d - Gótico Internacional (Séc. XIV - Séc. XV):
Duccio di Buoninsegna (1255-1319), italiano.



"AÚltima Ceia", 1445/1450, fresco do pintor italiano Andrea del Castagno (1421-1457), 
Convento de Santa Apolónia, Florença, Itália.


"Ultima Ceia", 1481/82, fresco do pintor italiano Cosimo Rosselli (1439-1507), Capela Sistina, Vaticano.



2a - Renascimento (Séc. XV - Séc. XVI):
Fra Angélico (1390-1455), italiano;

Dirk Bouts (c.1410/20-1475), flamengo;

"Última Ceia", 1501/1506, óleo sobre painel 
do pintor flamengo Francisco Henriques 
(?-1518), Políptico da Capela-mor da 
Sé de Viseu, Museu Nacional 
Grão Vasco, Viseu, Portugal.
Jaume Baçó Jacomart (1411-1461), espanhol;

Andrea del Castagno (1421-1457), italiano;

Cosimo Rosselli (1439-1507), italiano;

Francisco Henriques (?-1518), flamengo;

Luca Signorelli (1445-1523), italiano;

Pietro Perugino (c.1448-1523), italiano;

Domenico Ghirlandaio (1449-1494), italiano;

Leonardo da Vinci (1452-1519), italiano;

Albrecht Dürer (1471-1528), alemão;

Jörg Ratgeb (1480-1526), alemão;

Franciabigio (1482-1525), italiano;

Andrea del Sartro (1486-1530), italiano;

Hans Holbein, o Jovem (c.1497-1543), alemão;

Pieter Coecke van Aelst (1502-1556), belga;

Vicente Juan Masip (Juan de Juanes) (1507-1579), espanhol;

Jacopo Bassano (1510-1592), italiano;

Lucas Cranach, o Jovem (1515-1586), alemão;

Tintoretto (c.1518-1594), italiano;

"Última Ceia", 1480, fresco do pintor italiano Domenico Ghirlandaio (1449-1494), 
Igreja de Ognissanti (Todos-os-Santos), Florença, Itália.

Pieter Pourbus (1523-1584), flamengo;

Fray Nicolás Borrás (1530-1610), espanhol;

Dirck Barendsz (1534-1592), holandês;

El Greco (1541-1614), espanhol;

Alonso Vázquez (1564-1608), espanhol;

Frans Pourbus, o Jovem (1569-1622), flamengo.

"A Última Ceia", 1495/98, fresco do pintor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519), 
Convento de Santa Maria delle Grazie, Milão, Itália.


"A Última Ceia", c. 1562, óleo sobre painel do pintor espanhol Vicente Juan Masip (Juan de Juanes) (1507-1579), 
Museu do Prado, Madrid, Espanha.


2b - Maneirismo (Séc. XVI - Séc XVII):
"Última Ceia", 1569, óleo sobre tela do pintor italiano 
Giovanni Battista Moroni (c.1520-1578), Igreja 
Paroquial de Santa Maria Assunta e S. Giacomo, 
Romano di Lombardia, Itália.
Tintoretto (c.1518-1594), italiano;
Giovanni Battista Moroni (c.1520-1578), italiano;
Paolo Veronese (1528-1588), italiano;
Benedetto Caliari (1538-1598), italiano;
Otto van Veen (c.1556-1629), flamengo;
Leandro Bassano (1557-1622), italiano;
Daniele Crespi (1590-1630), italiano.



2c - Academicismo (Séc. XVI - Séc. XIX):
Pascal Dagnan-Bouveret (1852-1929), francês.




2d - Barroco (Séc XVII - Séc. XVIII):
Peter Paul Rubens (1577-1640), flamengo;
Simon Vouet (1590-1649), francês;
Valentin de Boulogne (1591-1632), francês;
Daniele Crespi (1598-1630), italiano;
Philippe de Champaigne (1602-1674), francês;
Gerbrand van den Eeckhout (1621-1674), holandês;
Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770), italiano.


2e - Rococó (Séc XVIII - Séc. XIX):
Francesco Fontebasso (1707-1769), italiano;
Franz Anton Maulbertsch (1724-1796), austríaco.


"Última Ceia", c.1590, pintura de Daniele Crespi (1590-1630), 
Pinacoteca de Brera, Milão, Itália.


"A Última Ceia", do pintor francês Pascal Dagnan-Bouveret (1852-1929), 
Abadia de Saint-Vaast, Museu de Belas Artes de Arras, França.

"A Última Ceia", 1631-32, óleo sobre tela do pintor flamengo Peter Paul Rubens (1577-1640), 
Pinacoteca de Brera, Milão, Itália.

"Última Ceia", c.1750, óleo sobre tela do pintor italiano Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770), 
Museu Nacional de Varsóvia, Polónia.

"A Última Ceia", 1762, óleo sobre tela do pintor italiano Francesco Fontebasso (1707-1769), 
Museu Nacional do Hermitage, São Petersburgo, Rússia.


3. PINTURA CONTEMPORÂNEA
3a - Pintura Histórica:
Carl Heinrich Block (1834-1890), dinamarquês.

3b - Vanguardismo (1905-1960):
Salvador Dali (1904-1989), espanhol.

"O Sacramento da Última Ceia", 1955, óleo sobre tela do pintor espanhol Salvador Dali (1904-1989), 
National Gallery of Art, Washington D.C., Estados Unidos.


OUTROS:
  1. Códice Bíblico: Codex Purpureus Rossanensis (Séc. VI), Manuscrito Iluminado Bizantino, Museu Diocesano, Rossano, Itália;
  2. Mestres Italo-Bizantinos da Abadia de Sant'Angelo in Formis, Capua, Itália.



"Última Ceia", Séc. VI, Codex Purpureus Rossanensis, Manuscrito Iluminado Bizantino, 
Museu Diocesano, Rossano, Itália;


"A Última Ceia", c.1100, fresco dos Mestres Italo-Bizantinos, 
Abadia de Sant'Angelo in Formis, Capua, Itália;


Arte russa:
Simon Ushakov (1626-1686), russo.


"A Última Ceia", 1685, ícone do pintor russo Simon Ushakov (1626-1686), 
Museu de História de Arte de Sergiev Posad, São Petersburgo, Rússia.