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16 agosto 2014

Casa C-212 Aviocar (segunda parte)

Ver  Casa C-212 Aviocar (primeira parte)

(continuação)

Imagem 5: Aviocar com pintura alusiva aos 50 anos da Esquadra 502


Percurso em Portugal (continuação):
     Quando da chegada dos Aviocar, a Esquadra 32 ainda operava os Noratlas. Os pilotos, na sua maioria com grande experiência em Noratlas, não simpatizaram com a nova máquina. Eram referidos como “as aviõas” ou “os tupperwares”, devido à quantidade de componentes em fibra de vidro.
     Para além disto foram os primeiros turbo-hélices da FAP, de operação mais exigente que os potentes motores de pistão, o que necessitou de alguma adaptação.
     Com o abate dos Noratlas e a utilização dos sugestivos e avançados equipamentos de navegação e de voo por instrumentos – dá-se ênfase ao Sistema Director de Voo, praticamente desconhecido na FAP – acabaram por cativar o pessoal. Pilotos e mecânicos foram sujeitos a intensos e sucessivos programas de instrução, ficando a conhecer muito bem o avião, o que muito contribuiu para melhorar a sua operação.
Alguns pilotos obtiveram na CASA a qualificação de piloto de provas (Performances Flight Testing).
     Os primeiros anos de operação não foram fáceis. Pouco experimentados, começaram com graves problemas nos motores – rolamentos que gripavam, sistemas de controlo de combustível que se descontrolavam, temperaturas excessivas, etc. e, devido à entrada de água da chuva no interior do avião, os componentes electrónicos falhavam constantemente. Para remediar estas anomalias, estabeleceu-se e cumpriu-se um planeamento, segundo o qual todos os Aviocar foram reparados na fábrica de Sevilha.
     A situação foi progressivamente melhorando até atingir níveis satisfatórios. Entretanto, as Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), em Alverca, adquiriram capacidade para efectuar as grandes inspecções gerais e, consequentemente, resolverem muitos dos problemas técnicos.

Imagem 6: Casa C-212-100 ECM Aviocar (configurado para a Guerra Electrónica)


     Em 1975 os C-212 Aviocar números 6519, 6521, 6522, 6523 e 6524 foram colocados na Base Aérea N° 1 (BA1), Sintra, na Esquadra de Reconhecimento Fotográfico, para o que foram devidamente adaptados e equipados, inclusive com um sistema de navegação de grande precisão e piloto automático.
     Outros foram colocados na Esquadra 41 da Base Aérea N° 4 (BA4), Lajes, para missões de busca e salvamento e transporte entre as ilhas do Arquipélago dos Açores.
     O primeiro acidente ocorreu no dia 19 de Novembro de 1976 com o Aviocar 6516 da BA3, do qual resultou a morte dos tripulantes e a destruição do avião.
     Durante o ano de 1976 e início de 1977, foram recebidos quatro CASA C-212-100-B-2 Aviocar, adquiridos pela FAP no âmbito do projecto APRT (Aeronave de Pesquisa de Recursos Terrestres), para o que foram especificamente equipados. Foram colocados na Esquadra de Reconhecimento Fotográfico da BA1.
     A relação entre as matrículas da FAP e os números de construção é a seguinte: 6521 (B2-1-56), 6522 (B2-2-57), 6523 (B2-3-61) e 6524 (B2-4-62).

     Através de Despacho do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa de 3 de Maio de 1976, é criado o Destacamento Aéreo da Madeira (DAM), o qual foi activado no fim desse ano, com um Aviocar e respectiva tripulação e pessoal de manutenção, da BA4, que ficaram colocados no Aeroporto de Santa Catarina. A partir de 1993, o DAM e respectivas operações foi deslocado para o Aeroporto de Porto Santo. Na zona das instalações da NATO, em Porto Santo, foi construído um novo hangar para receber o DAM. Mais tarde, em 1994, a responsabilidade dos recursos humanos e logísticos existentes no Porto Santo, anteriormente nas mãos da NATO, passam a ser responsabilidade nacional, o que leva à criação do Destacamento da Força Aérea no Porto Santo.

     Em 1977, os Aviocar 6501 e 6502 foram equipados para missões de contra-medidas electrónicas (ECM), tendo em vista a instrução de operadores de guerra electrónica (ver imagem 4). Depois de equipados, passaram a ser designados por Casa C-212-100 ECM Aviocar, tendo sido desactivados em 2004.
O 6503 foi equipado para instrução de navegação.
     Em 5 de Julho de 1978 ocorreu o segundo acidente com Aviocar, o número 6518 da BA4, provocando a morte dos tripulantes e a destruição do avião.


Imagem 7: Emblema da Esquadra 401
(BA1), original
Imagem 8: Emblema da Esquadra 401
(BA1), original














Imagem 10: Emblema da Esquadra 401
(BA1 e BA6), Vigilância Marítima.
Imagem 9: Emblema da
Esquadra 401 (BA1 e BA6), definitivo.










Em 1978, por força da remodelação levada a cabo na FAP, foi alterada a estrutura operacional:
  • À BA1 foi atribuído o Grupo Operacional 12, ao qual foi atribuída a Esquadra 401, “Cientistas”, equipada com Aviocar, competindo-lhe as missões de reconhecimento fotográfico, vigilância marítima, guerra electrónica, levantamento aero-magnético e pesquisa de recursos naturais;

Imagem 11: Emblema da
Esquadra 111, BA3.


  • Na BA3 ficou instalado o Grupo Operacional 31 com duas esquadras equipadas com Aviocar: a Esquadra 111, para instrução de tripulações e a Esquadra 502, de transporte táctico. A esta última são atribuídas missões de transportes gerais, lançamento de pára-quedistas e de carga, busca e salvamento e evacuação sanitária;






Imagem 12: Emblema da Esquadra 502, original (BA3),
e definitivo (BA1 e BA6), respectivamente.

  • Na BA4 foi criado o Grupo Operacional 41, com a Esquadra 503, equipada com Aviocar, com as mesmas funções da Esquadra 502.

Imagem 13: Aviocar da Esquadra 503, BA4, Açores


Imagem 14: Emblema da Esquadra 503 (BA4), original e definitivo, respectivamente.


     A remodelação da FAP verificada em 1993 provocou novas alterações significativas:
  • A BA3 é extinta e entregue ao Exército Português. A Esquadra 111 é desactivada, a Esquadra 502, “Elefantes”, é transferida para a BA1, Sintra. Passou a ter como missão primária a execução de missões de transporte aéreo táctico e, como missão secundária, operações de busca e salvamento, evacuação sanitária, transporte aéreo geral, transporte de VIP e guerra electrónica, além da instrução de pilotos e navegadores. A Esquadra 502 manteve vários destacamentos, como o do Arquipélago da Madeira, desde 1976, e o de S. Tomé e Príncipe, activado em 27 de Julho de 1988. Mais tarde, com a chegada dos novos EADS C-295, a Esquadra passa a designar-se por Esquadra 401, “Cientistas”;
  • A Esquadra 503 da BA4 foi desactivada, sendo os respectivos Aviocar integrados na Esquadra 711, na mesma Unidade, que também operava os helicópteros SA-330 Puma, tendo como missão primária as missões de busca e salvamento e de apoio humanitário.
Imagem 15: Emblema da Esquadra 711, BA4.


     Por esta altura, a numeração das aeronaves da FAP foi alterada, cabendo aos CASA C-212-100 Aviocar a série 16501 a 16524.

     Em 1994 são recebidos dois CASA C-212-300 Aviocar. A sua aquisição teve em vista a extensão do Sistema de Fiscalização e Controle das Actividades de Pesca (SIFICAP). Foram colocados na Esquadra 401 da BA1.
     Os C-212-300 Aviocar utilizavam equipamentos que permitiam, no âmbito da vigilância marítima (VIMAR), controlar navios na faina da pesca, detectar e analisar acções de poluição oceânica e outras actividades ilícitas e efectuar medições da temperatura da superfície da água para fins científicos e económicos.
     Os C-212-300 apresentavam uma longa cobertura da antena do radar no nariz, as  pontas das asas reviradas para cima, depósitos de combustível suplementares instalados sob as asas, SLAR (Side Loocking Airborne Radar) com a forma de tubos colocados lateralmente na fuselagem, entre o nariz e o trem de aterragem e o conjunto estabilizador da cauda de maiores dimensões.
     Globalmente, são ligeiramente maiores que os C-212-100. As performances também apresentam algumas diferenças, especialmente no que respeita ao peso máximo à descolagem, que é de 8.100 Kg, cerca de 1.500 Kg superior.
     Receberam as matrículas da FAP segundo o sistema em vigor desde 1993, cabendo-lhes os números 17201 e 17202, correspondendo aos números de construção 459 e 460, respectivamente.
     O 17201 esteve presente no 41° Salon International de L’Aéronautique et de L’Espace de Le Bourguet, entre 11 e 18 de Julho de 1995, a pedido do Presidente da CASA, tornando-se assim no primeiro avião da FAP presente naquela prestigiada exposição.
     Em 1996 o Aviocar participou, no âmbito da NATO, na Operation Support Airlift – Plano de Estabilização da ex-Jugoslávia, ficando baseado em Nápoles, Itália.
     Com a necessidade de substituição dos velhos, mas robustos, Aviocar, a FAP decidiu adquirir aviões EADS CASA C-295, cujo planeamento de colocação seria a Base Aérea N° 6 (BA6), Montijo, a partir de Novembro de 2008, onde foi retomada a Esquadra 502, “Elefantes”.

     Assim, em Maio de 2009, os Aviocar e a respectiva Esquadra 401 da BA1 são transferidos para a Base Aérea N° 6 (BA6) com a finalidade de preparar os futuros pilotos dos novos CASA e a transição para o novo avião, sediado na BA6.
     Em 25 de Novembro de 2009 é activado o Aeródromo de Manobra Nº 3 (AM3), no Porto Santo (ver Imagem 17).


Imagem 16: Cortesia de  digitalhangar.blogspot.pt/


     Quanto às pinturas, os quatro primeiros C-212-100 recebidos mantiveram a pintura usada pela Força Aérea Espanhola, com o chamado camuflado do deserto, em tons de areia, cinzento e verde-azeitona, com a parte inferior em azul claro. Passado algum tempo foram uniformizados com os restantes Aviocar.
     A pintura adoptada para os Aviocar foi inteiramente em verde-azeitona anti-radiação. Apresentavam a Cruz de Cristo, sobre círculo branco, no extra-dorso da asa esquerda, no intradorso da asa direita e em ambos os lados da fuselagem, em tamanho reduzido. As cores nacionais, sem escudo, estavam colocadas dentro de um rectângulo nos lados do estabilizador vertical. Os números de matrícula encontravam-se a preto em ambas as asas, alternando com a insígnia e também acima dos rectângulos com as cores nacionais.      Os aviões da Esquadra 502 apresentavam nos lados do estabilizador vertical, sob a bandeira nacional, o elefante amarelo do seu distintivo original.
     Devido à regulamentação das pinturas das aeronaves da FAP, em vigor desde 1981, todos os Aviocar passaram para a pintura camuflada em castanho (FS 30.219) e dois tons de verde (FS 34.079 e FS 34.102), com as superfícies inferiores a cinzento claro (FS 36.622) e a cobertura da antena do radar em preto (FS 37.038). A junção do cinzento com as outras cores é ondeada. As extremidades dos hélices possuem uma faixa amarela (FS 33.538) com 10 cm de comprimento.
     A Cruz de Cristo, sobre círculo branco com 38 cm de diâmetro, está colocado nos lados da fuselagem. A bandeira nacional, sem escudo, com 50 cm de comprimento, colocada em ambos os lados do estabilizador vertical. Os números de matrícula encontravam-se acima da bandeira nacional, em algarismos pretos com 15 cm de altura.
     Os aviões da Esquadra 401 apresentavam sob as cores nacionais no estabilizador vertical o distintivo da esquadra.
     A partir de 2008, com a chegada do Airbus Military C-295M, os Aviocar entraram em processo de “phase out”.

Imagem 17: Brasão do Aeródromo de Manobra Nº 3
(AM3), Porto Santo.


     Em 5 de Novembro de 2010, 34 anos depois de dar início ao Destacamento Aéreo da Madeira (DAM), o Aviocar passa o testemunho da sua importante missão no Arquipélago da Madeira ao C-295.
     Durante este período de 34 anos na Madeira, os Aviocar realizaram mais de 7.500 horas de voo, 3.300 das quais dedicadas a evacuações médicas, com o transporte de 3.500 doentes entre as ilhas do Arquipélago.

     Os Aviocar mantiveram-se na BA6 até à sua desactivação, em 6 de Dezembro de 2011. Para trás ficaram serviços relevantes ao longo de 37 anos de serviço e mais de 170.000 horas de voo.
Fontes (segunda parte):

02 agosto 2014

Casa C-212 Aviocar (primeira parte)

Imagem 1: Casa C-212-100 Aviocar

CASA C-212-100-A1 AVIOCAR
CASA C-212-100-A2P AVIOCAR
CASA C-212-100 ECM AVIOCAR
CASA C-212-100-B2 AVIOCAR
CASA C-212-300 AVIOCAR

Quantidade: 26
                   C-212-100: 24
                    C-212-300:   2 
Utilizador: Força Aérea
Entrada ao serviço: 2 de Outubro de 1974
Data de abate: 6 de Dezembro de 2011



Dados técnicos:
a)       Tipo de Aeronave
                Avião bimotor turbo-hélice terrestre, de trem de aterragem triciclo fixo, mono-plano de asa alta, revestimento metálico, cabina integrada na fuselagem, com rampa para carga, concebido para transporte táctico ligeiro. Tripulação: 3 (2 pilotos e 1 mecânico).
b)       Construtor
                CASA - Construcciones Aeronáuticas S.A. / Espanha;
                Sob licença: Nurtanio (INTA) / Indonésia.
c)       Motopropulsor
                Motores: 2 motores
                C-212-100: Turbo hélice Garret Airserach TPE-331-5-251C, de 715 hp;
                C-212-300Turbo hélice Garret Airserach TPE-331-10R-513C, de 925 hp.
                Hélices: Metálicos, de quatro pás, de passo variável, reverso e posição de bandeira.
d)       Dimensões
                                                                  C-212-100                             C-212-300
                Envergadura …………..........19,00 m                               20,30 m
                Comprimento…..…………...15,15 m                               16,10 m
                Altura………….……………......6,29 m                                 6,60 m
                Área alar ……….……...........40,00 m²                               40,05 m²
e)       Pesos
                Peso vazio……………..…….3.650 kg                               4.300 Kg
                Peso máximo………………..6.500 kg                               8.100 Kg
f)        Performances
                Velocidade máxima ……..……..360 Km/h                           360 Km/h
                Velocidade de cruzeiro ……......275 Km/h                           270 Km/h
                Tecto de serviço ……………...7.320 m                             7.600 m
                Raio de acção ………………..1.920 Km                           1.900 Km
                Autonomia…………………..…5:40 h                                  5:40 h
                Autonomia com depósitos auxiliares.................................7:30 h
g)      Armamento
                Sem armamento.
h)      Capacidade de transporte
        18 passageiros; ou 16 pára-quedistas equipados; ou 12 macas; ou 2.000 Kg de carga.



Imagem 2: Casa C-212-100
Resumo histórico:
     O estudo do Aviocar remonta a 1967, quando a CASA (Construcciones Aeronáuticas S.A.) decidiu abordar o problema da substituição dos velhos Douglas DC-3/C-47 da Força Aérea Espanhola, e desenhar um bimotor de carga de pequena tonelagem com características STOL (Short Take-Off and Landing).
     Depois de anos de investigação e desenvolvimento, o primeiro protótipo do C-212, designado pela aviação militar de XT.12-1, realizou o voo inaugural em 26 de Março de 1971.
     Demonstrando agressividade comercial, a CASA não perdeu tempo e apresentou este protótipo – exemplar único – na conhecida mostra internacional de material aeronáutico Salon International de L’Aéronautique et de L’Espace de Le Bourguet, França, em 1971.
     Em 23 de Outubro de 1971 voou o segundo protótipo, o CASA XT.12-2. O programa de provas prosseguiu durante o ano de 1972. Em 1973, a CASA voltou a apresentar, desta vez a nível oficial, no festival de Le Bourguet um CASA 212 Aviocar com alterações provenientes das provas realizadas, entre elas a substituição dos hélices de três pás pelos de quatro pás, que viriam a ser utilizados nos aviões de produção.
     Na sequência do festival de Le Bourguet, nos fins de 1973, Portugal encomendou 20 CASA 212-100 Aviocar, inaugurando uma extensa carteira de encomendas. Também por essa época a Indonésia obteve a licença de construção dos Aviocar, prolongando a produção até à década de oitenta.
     Só em 1974 é que o CASA 212-100 Aviocar entra ao serviço do Ejército del Aire (Força Aérea Espanhola), em entregas sucessivas até alcançar as 74 unidades. Os primeiros aviões entregues pela CASA destinaram-se ao reconhecimento fotográfico e foram colocados em Cuatro Vientos (Madrid). Seguiram-se dois para instrução, que foram para San Janvier, mais dois para transporte VIP e os restantes para transporte geral e lançamento de pára-quedistas.
     A Força Aérea Espanhola continuou a encomendar os Aviocar, muitos deles  para missões específicas, tais como ambulância, patrulhamento marítimo, busca e salvamento (SAR), contra-medidas electrónicas e lançamento de carga a baixa altitude com extracção através de pára-quedas.
     Ao longo dos anos, o Aviocar foi recebendo melhoramentos, com a aplicação de motores mais potentes, novo desenho das asas e do conjunto estabilizador da cauda. A partir de 1979 começou a operar a nova série, designada por C-212-200, seguindo-se o CASA 212-300, com capacidade para mais 1.500 Kg de carga.
     Para além do sucesso a nível nacional, o Aviocar representa o maior êxito da indústria aeronáutica espanhola. A sua robustez, características STOL, simplicidade de manutenção, grande poder de manobra, versatilidade e a grande rampa são atributos a seu favor.
     Voaram, e ainda voam, nos céus dos cinco continentes, em versões civis e militares. Os utilizadores mais significativos, para além da Espanha, são o Abu Dhabi, Angola, Chade, Chile, Colômbia, Indonésia, Jordânia, México, Moçambique, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Portugal, Somália, Sudão, Tailândia, Uruguai, Venezuela e Zimbábue.

Imagem 3: Casa C-212-300 Aviocar


Percurso em Portugal:
     Em 1973 a Força Aérea Portuguesa (FAP) iniciou o estudo para aquisição de aviões bimotores de transporte médio, a fim de substituir os cansados Douglas C-47 Dakota e os Nord Aviation 2501 e 2502 Noratlas. Na sequência do festival de Le Bourguet, em 1973, Portugal encomendou 20 aviões CASA C-212-100 Aviocar, que foram recebidos em finais de 1974 e início de 1975, sendo colocados na Esquadra 32 da Base Aérea N° 3 (BA3), Tancos.

Imagem 4: Emblema da
Esquadra 32, BA3.

     Os quatro primeiros chegaram no dia 2 de Outubro de 1974. Pertenciam a uma série designada por CASA C-212-100-A-1 Aviocar e apresentavam-se, tal como os utilizados pela Força Aérea Espanhola, com radar, a porta da tripulação a abrir para a frente e com uma bolha transparente no tecto da cabina de pilotagem, que servia também como saída de emergência.
     Com os números de construção indicados entre parêntesis, receberam as seguintes matrículas da FAP: 6501 (A1-3-13), 6502 (A1-4-14), 6503 (A1-7-17) e 6504 (A1-8-18).

     Os restantes 16, designados C-212-100-A-2P Aviocar, foram sujeitos a modificações especificadas pela FAP, pelo que eram conhecidos na fábrica pelos “portugueses” ou simplesmente por “P”. As modificações incluíam a porta da cabina da tripulação a abrir de cima para baixo, servindo de escada, e a bolha transparente retirada e substituída por um painel para saída de emergência, onde foi aplicado o suporte para instalação do periscópio do sextante de navegação.
     As matrículas atribuídas e os correspondentes números de construção foram os seguintes: 6505 (A2-1-25), 6506 (A2-2-26), 6507 (A2-3-28), 6508 (A2-4-29), 6509 (A2-5-32), 6510 (A2-6-33), 6511 (A2-7-35), 6512 (A2-8-36), 6513 (A2-9-37), 6514 (A2-10-38), 6515 (A2-11-41), 6516 (A2-12-47), 6517 (A2-13-49), 6518 (A2-14-50), 6519 (A2-15-53) e 6520 (A2-16-54).

(continua)


Fontes (primeira parte):
  • Imagem 1: FAP / AHFA - Força Aérea Portuguesa / Arquivo Histórico da Força Aérea;
  • Imagem 2: Cortesia de  Combat Aircraft.com;
  • Imagem 3:  © Carlos Pedro - Blog Altimagem;
  • Imagem 4: Colecção  Altimagem;
  • Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000.