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16 fevereiro 2016

Lituânia

Lietuvos Respublika
República da Lituânia



Bandeira
Brasão de Armas





















Localização:
Europa, Europa Setentrional, País do Báltico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Os registos mais antigos de pessoas vivendo no moderno território da Lituânia remontam a 10.000 a.C. quando as calotes de gelo recuaram e o último período glacial chegou ao fim. 
     A história da Lituânia remonta, pelo menos, a 1009, ano do primeiro registo escrito do uso do termo “Lituânia”. Os lituanos, um ramo dos povos bálticos, conquistaram terras vizinhas, estabelecendo o Grão-Ducado da Lituânia e, no Século XIII, o breve Reino da Lituânia.
     O Grão-Ducado da Lituânia foi um estado guerreiro estável e bem sucedido que permaneceu independente. Foi uma das últimas regiões da Europa a adoptar o Cristianismo. No Século XV, a Lituânia tornou-se o maior estado europeu, através da conquista da maior parte da Ruténia, habitada pelos Eslavos do Leste. Em 1385 o Grão-Ducado formou uma união dinástica com a Polónia e cristianizou-se, fundindo-se na República das Duas Nações, em 1569.
     Em 1795 o Grão-Ducado da Lituânia foi apagado do mapa político da Europa, devido às Partições da Polónia. Após isso, os lituanos viveram principalmente sob o domínio do Império Russo até ao Século XX.
     Em 16 de Fevereiro de 1918, a Lituânia foi restabelecida como um estado democrático, permanecendo independente até ao início da Segunda Guerra Mundial, quando foi ocupada pela União Soviética, sob os termos do Pacto Molotov-Ribbentrop. Após uma breve ocupação pela Alemanha Nazi, quando os nazis declararam guerra aos soviéticos, a Lituânia foi novamente absorvida pela União Soviética durante quase 50 anos. No início da década de 1990 a Lituânia restaurou sua soberania. Posteriormente integrou-se nas estruturas políticas europeias.
Palácio dos Grã-Duques da Lituânia, no centro histórico de Vilnius (UNESCO)


Cultura:
     A cultura da Lituânia combina a herança nativa, representada pelo idioma lituano, com aspectos culturais nórdicos e tradições cristãs resultantes dos seus vínculos históricos com a Polónia. Embora existindo semelhanças linguísticas e fortes vínculos culturais com a Letónia, em vários períodos da sua história a Lituânia recebeu influência das culturas nórdica, germânica e eslava. Várias mudanças culturais tiveram lugar neste país báltico, depois de ter sido ocupado e anexado em 1940 pela ex-União Soviética.
     Os escritores lituanos que mais se destacaram foram: foram Vincas Krèvè-Mickevicius, novelista e dramaturgo; Alfonsas Nyka-Nilliunas, poeta e romancista, e o narrador Marius Katiliskis. Destaca-se igualmente o linguista Algirdas Julius Greimas e o compositor e pintor Mikalojus Konstantinas Ciurlionis.
     A primeira universidade da Lituânia foi fundada em 1556, em Vilnius, pelo Rei da Polónia e Grão-Duque da Lituânia Estêvão Báthory (1533-1586).
     O primeiro livro em idioma lituano foi impresso em 1562 em Königsberg (Kaliningrado, actual Rússia).
Principais recursos naturais:
Calcário, areia, cascalho, argila, turfa, âmbar e petróleo.


Datas comemorativas:
Dia Nacional – 16 de Fevereiro – Celebra a data em que foi declarada a independência, do Império Russo, em 1918.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional Tautiška Giesmė - ("Canção nacional");
Insígnia da Força Aérea Lituana.

Insígnia da Força Aérea Lituana


Lema:
"Tautos jėga vienybėje" – "A força da nação está na união"


Capital:                                                           Língua oficial:
Vilnius                                                            Lituano

Vista parcial de Vilnius, capital da Lituânia


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Euro (EUR)                                                      República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1991.


Data de admissão como membro da União Europeia (EU):
1 de Maio de 2004.


Data de admissão na União Monetária Europeia (Zona Euro):
1 de Janeiro de 2015.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • EU – União Europeia;
  • AG – Grupo Austrália;
  • APCE – Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • BERD – Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • CD – Comunidade das Democracias;
  • CoE – Conselho da Europa;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • ICO – Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU – União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • NATO /OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OIM – Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • UIC – União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UME – União Monetária Europeia;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Centro Histórico de Vilnius (1994, 2012);

Centro histórico de Vilnius (UNESCO)


  • Istmo da Curlândia (2000) (partilhado com a Rússia);

Istmo da Curlândia (UNESCO)


  • Sítio arqueológico de Kernavé (Reserva Natural de Kernavé) (2004);

Reserva Natural de Kernavé (UNESCO)


  • Arco Geodésico de Struve (2005) (partilhado com mais 9 países).




Marco do Arco Geodésico de Struve, em Meškonys, distrito de Vilnius (UNESCO)


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Celebrações dos cantos e danças bálticas (2008) (partilhado com Estónia e Letónia);
  • Kryždirbystė, o fabrico e o simbolismo lituano das cruzes (2008);
  • Sutartinés, cantos lituanos a várias vozes (2010).

Património documental inscrito no Registo da Memória do Mundo (UNESCO):
  • Arquivos dos Radziwill e Colecção da Biblioteca de Niasvizh (2009);
  • Caminho Báltico - Cadeia humana entre três Estados no seu caminho para a Liberdade (2009).



Rede de Cidades Criativas da UNESCO:
2015 - Kaunas (na área do design).

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

30 novembro 2015

Letónia

Latvijas Republika
República da Letónia




Bandeira

Brasão de Armas







Localização:
Europa, Europa Setentrional, Europa de Leste, País Báltico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     O território da actual Letónia tem sido habitado desde 9.000 a.C. Na primeira metade de 3000 a.C., as primitivas tribos bálticas chegaram ao território, sendo os ancestrais do povo letão. Estes mantiveram contacto com o Império Romano, por meio do comércio do âmbar, actividade interrompida com a invasão dos eslavos, no Século VII.
     Durante a Antiguidade, a Letónia foi uma área de passagem comercial entre os vikings e os gregos. Os povos que moravam nessa região participavam activamente no comércio na região. A Letónia era conhecida por ser uma região onde havia muito âmbar, que no início, e durante a idade média, em alguns lugares, valia mais do que o ouro.
     Durante a  Era Cristã, a Letónia tornou-se um entroncamento comercial. A famosa "rota dos Vikings para a Grécia", mencionada em antigas crónicas, partia da Escandinávia atravessando o território letão, ao longo do rio Daugava, até à antiga Rússia e ao Império Bizantino.
     A partir do Século XIII, a Letónia esteve sob domínio dos Cavaleiros Teutônicos. No Século XVI tornou-se parte do reino da Polónia e Lituânia. Nesta época, o luteranismo espalhou-se pelo país. Em 1621, depois de várias guerras, a região foi conquistada pela Suécia e foi anexada à Russia em 1710. A política de russificação empreendida durante o Século XIX pelo czar Alexandre III fracassou ante o campesinato letão e serviu para consolidar sua identidade nacional e linguística. Com a devastação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, a Letónia declarou a sua independência em 18 de Novembro de 1918.
     Em 1934, após um golpe de Estado, o país tornou-se um estado autoritário, com o parlamento (Saiema) suspenso. A 17 de Junho de 1940 a União Soviética anexou o país, de acordo com o pacto germano-soviético (também conhecido como Pacto Ribbentrop-Molotov), de 1939.
     Excepto por um curto período de ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial, a Letónia permaneceu um território soviético até que as reformas da glasnost estimularam o movimento de independência letão. O país tornou-se novamente independente em 21 de Agosto de1991. Desde então, tem reforçado seus laços com o Ocidente. Em 1 de Maio de 2004 tornou-se membro da União Europeia e da OTAN.



Cultura:
    País do Leste europeu, a Letónia é mais conhecida no campo cultural pelos intérpretes e compositores de música erudita, como é o caso de Gidon Kremer e vários cantores de ópera, para além dos seus Coros, premiados internacionalmente. As Latvju Dainas, canções populares, compiladas por Barons e Smits já no Século XX, são também motivo de orgulho nacional.

Ópera Nacional da Letónia, em Riga

Arquitectura - Uma forma de arquitectura tradicional na Letónia são as casas de madeira. A posição dessas casas varia entre as regiões. No oeste da Letónia as casas estão posicionadas num círculo à volta de uma praça central. No leste do país, as aldeias são mais populares, e as casas estão posicionados ao longo de uma rua principal.
     Os edifícios mais antigos que se conhecem foram feitos de madeira. Posteriormente foi introduzida a pedra, material utilizado na construção da igreja de Ikechkil, no Século XII. O uso da pedra adquiriu grande difusão, devido à influência da arte alemã e escandinava. Dessa época são a catedral de São Pedro e as igrejas de São João e Domskaja, em Riga, bem como os castelos de Bauska e Sigulda. No Século XVIII predominou na arquitectura a influência russa. Foram construídos os palácios Elgavski e Rúndalski, realizados por Rastrelli. No Século XX destaca-se a Koljozi (1950), obra do arquitecto Tilmanis.

Teatro Nacional da Letónia


Literatura - Os mais antigos testemunhos são do Século IX. Como em outros países da região, existe uma rica tradição de contos, refrões, lendas e lírica religiosa e popular, conservadas graças à tradição oral. No Século XVI, com a Reforma Luterana e o uso da língua vulgar, surgiram os primeiros livros impressos. Georg Manzel e Christopher Fürecker são os expoentes da literatura do Século XVII. No Século XVIII o filólogo Gotthart Friedrich publicou uma gramática letã e um dicionário letão-alemão. No Século XIX foi criada a Sociedade de Literatura de Riga e fundado o primeiro jornal Letão, em 1822. Desse período destacam-se os nacionalistas românticos como Juris Alunans (1841-1902), Andrejs Pumpurs e Mikelis Ansekilis (1850-1979). A tendência realista inclui, entre outros, os autores Juris Neikens (1826-1868), R. Blaumanis (1863-1908), Anna Brigadere (1861-1933) e Janis Poruks (1871-1911).

Academia das Artes da Letónia, criada em 1921

Festividades - A cultura letã está muito marcada pela relação com a natureza. Marca disso mesmo é o facto de um dos seus eventos mais conhecidos, o Festival  Jāņi , ser a celebração da noite mais longa do ano (tal como o Natal, está relacionado com o Solstício de Inverno e o início de um novo ciclo de vida). O respeito pelo ambiente é visível no carinho com que as cegonhas são tratadas neste país.
     Jāņi é um festival da Letónia que se realiza nos dias 23 a 24 Junho. Destina-se a celebrar o Solstício de Verão, sendo considerado o mais importante festival da Letónia. O dia de Līgo (23 de Junho) e o dia de Jāņi (24 de Junho) são feriados. Nesta festa acendem-se fogueiras em todos os cantos do país e as pessoas juntam-se para evocar tradições, cujas origens remontam a milhares de anos.



Biblioteca Nacional da Letónia


Principais recursos naturais:
Âmbar, turfa, calcário e dolomita.


Datas comemorativas:
Dia nacional - 18 de Novembro - Comemora a data da independência, da Alemanha e da Rússia, em 1918.




Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino nacional - Dievs, svētī Latviju! (Deus Abençoe a Letónia!)
Insígnia da Força Aérea da Letónia.


Insígnia da Força Aérea da Letónia


Lema:
"Tēvzemei un Brīvībai"- ("Pela Pátria e Liberdade")


Capital:                                                           Língua oficial:
Riga                                                                 Letão


Imagens de Riga, capital da Letónia 


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Euro (EUR)                                                      República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1991.


Data de admissão como membro da União Europeia (EU):
1 de Maio de 2004.


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas:
  • AG - Grupo Austrália;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • NATO / OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • EU - União Europeia;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UME - União Monetária Europeia;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual;


Património Mundial (UNESCO):
  • Centro Histórico de Riga (1997);

Edifícios da Irmandade dos Cabeças Negras, um dos mais
emblemáticos da Velha Riga (Vecrīga) (UNESCO)

  • Arco Geodésico de Struve (2005) - (partilhado com Bielorrússia, Estónia, Finlândia, Lituânia, Moldávia, Noruega, Rússia, Suécia e Ucrânia)
Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • Celebrações dos cantos e danças bálticas (2003, 2008) - (Partilhado com Estónia e Lituânia) - Esta expressão cultural é a ilustração da tradição das artes do espectáculo, populares na região. Alcança o seu apogeu com os grandes festivais, que se celebram a cada cinco anos na Estónia e a cada quatro anos na Lituânia. Estas manifestações, de grande envergadura, prolongam-se durante vários dias e reúnem cerca de 40.000 cantores e bailarinos. A maioria pertence a coros e grupos de baile de aficcionados. O seu repertório reflecte a grande variedade de tradições musicais da Estónia, Letónia e Lituânia, desde os cantos populares mais antigos até às composições contemporâneas. Sob a direcção dos directores de coro, de orquestra e dos professores de bailado, muitos cantores e bailarinos praticam a sua arte durante todo o ano, nos centros de lazer e nas associações culturais locais.
  • Espaço cultural dos Suiti (2009) - Os Suiti formam uma pequena comunidade de religião católica na parte ocidental da Letónia onde a confissão Luterana é predominante. O espaço cultural desta comunidade caracteriza-se pela existência de uma série de características distintas: as cantigas monótonas interpretadas pelas mulheres, os costumes relacionados com o casamento, os trajes tradicionais de cores vivas, a língua suiti, as tradições culinárias locais, os ritos religiosos, as celebrações do ciclo anual e a conservação de um considerável repertório de canções, danças e melodias folclóricas.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

29 abril 2015

Islândia

Ísland

Islândia


Bandeira


Brasão de Armas

























Localização da Islândia na Europa
















Localização:
Europa, Europa Setentrional, Europa Ocidental, Escandinávia, Nação transcontinental.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Uma das teorias sobre a origem do actual povoamento do território islandês afirma que os primeiros habitantes desta ilha chegaram por volta do Século IX d.C., eram membros de uma missão de monges eremitas, também conhecidos como papar, provenientes da Escócia e da República da Irlanda, embora não existam sítios arqueológicos que comprovem essas hipóteses.
     Presume-se que os monges abandonaram a ilha com a chegada dos escandinavos, que se fixaram no período compreendido entre os anos 870 e 930. Um artigo da publicação Skirnir, onde são mostrados os resultados de investigações realizadas com radio-carbono, afirma que o país foi habitado desde a segunda metade do Século VII d.C..

Pintura representando Ingólfur Arnarson quando estabeleceu
a cidade de Reiquiavique (870). (Pintura de Johan Peter Raadsig, 1850)

     O primeiro colono nórdico permanente foi Ingólfur Arnarson, que construiu uma granja na zona da actual capital, Reiquiavique, no ano 870. Ingólfur foi seguido por muitos outros colonos imigrantes, a maior parte deles nórdicos, com escravos vindos da Irlanda. Em 930, a maior parte do terreno islandês cultivável já tinha sido ocupado. Com isso, foi fundado o Althing, um parlamento legislativo e judicial, como centro político da Comunidade Islandesa. Por volta do ano 1000, o cristianismo foi adoptado na Islândia. A comunidade islandesa permaneceu até 1262, quando o sistema político idealizado pelos colonos originais se tornou incapaz de enfrentar o poder crescente dos caciques islandeses.
     As lutas internas e civis da Era de Sturlungaöld levaram o país a assinar o Pacto Antigo em 1262, tratado que colocou a Islândia sob o domínio da Coroa Norueguesa. A posse da Islândia passou para o Reino da Dinamarca e Noruega até finais do Século XIV, quando os reinos da Noruega, Dinamarca e Suécia se uniram, formando a União de Kalmar. Nos séculos posteriores, a Islândia passou a ser um dos países mais pobres da Europa. Os solos estéreis, as erupções vulcânicas e o tipo de clima tornaram a vida da sociedade mais difícil, cuja subsistência era quase totalmente dependente da agricultura. A peste negra afectou quase toda a população entre 1402 e 1404 e novamente entre 1494 e 1495, matando cerca de metade dos habitantes.
     Em meados do Século XVI, Cristiano III da Dinamarca e Noruega começou a impor o luteranismo a todos os seus súbditos. O último bispo católico do país (antes de 1968) foi Jon Arason, decapitado em 1550 juntamente com seus filhos. Posteriormente, quase toda a população islandesa aderiu ao luteranismo, que desde então é a religião predominante.
     Nos Séculos XVII e XVIII, a Dinamarca impôs à Islândia uma série de restrições ao comércio, enquanto piratas ingleses, espanhóis e argelinos invadiam a sua costa. Uma epidemia de varíola registada no Século XVIII causou a morte de, aproximadamente, um terço da população. Em 1783, a erupção do vulcão Laki teve efeitos devastadores. Nos anos seguintes à erupção, época conhecida como Aflição na névoa (em islandês: Móðuharðindin), mais da metade das espécies de animais no país morreram e mais de um quarto da população morreu de fome.
     Em 1874, a Dinamarca concedeu à Islândia uma constituição e um governo limitado, expandido em 1904.
     O Acto de União, acordo firmado com a Dinamarca em 1 de Dezembro de 1918 e válido durante 25 anos, concedeu à Islândia o total reconhecimento como um Estado soberano, numa união pessoal com o Rei da Dinamarca. Isso significava que o rei exercia a mesma função tratando-se de assuntos internacionais, mas essa união terminaria após 25 anos.
     Durante a Segunda Guerra Mundial, a Islândia uniu-se à Dinamarca mantendo a sua postura neutra. Entretanto, após a ocupação alemã da Dinamarca em 9 de Abril de 1940, o parlamento decidiu que a Islândia deveria assumir os poderes do rei dinamarquês e substituí-lo por um regente. Declarou que que seria feita a implantação da política externa independente, além de outras questões previamente agendadas pela Dinamarca à petição islandesa. Um mês mais tarde as Forças Armadas do Reino Unido invadiram a Islândia, violando sua neutralidade. Em 1941, o país passou a ser dominado pelos Estados Unidos, para que o Reino Unido pudesse implantar as suas tropas noutros locais.
     Em 31 de Dezembro de 1943 o Acto de União expirou, após 25 anos. A partir de 20 de Maio de 1944, os islandeses votaram num referendo de quatro dias para determinar o futuro da união pessoal com o Rei da Dinamarca e a possível implantação de uma república. No resultado, 97% dos votos puseram fim a essa união e 95% votaram a favor de uma nova constituição republicana.
     Finalmente, a Islândia converteu-se numa República em 20 de Junho de 1944, tendo Sveinn Björnsson como primeiro presidente.

Típicos telhados coloridos de Reiquiavique

Cultura:
     A cultura da Islândia possui as suas raízes nas tradições nórdicas e a sua literatura é reconhecida principalmente por suas sagas e eddas, que foram escritas durante a Idade Média.

Arquitectura - A arquitectura islandesa foi historicamente influenciada pela cultura escandinava e pela falta de árvores no território. Por isso, as primeiras casas feitas no país eram cobertas externamente com erva ou turfa. Influenciadas pela cultura viking, as casas de turfa islandesas tinham um formato alongado, feitas com estrutura de madeira e depois cobertas com material vegetal. Com o tempo, novos modelos desse tipo de construção foram surgindo, como a introdução de gabletes na frente das casas, graças à influência dinamarquesa, além da construção de alpendres na frente das construções. Hoje em dia esse tipo de construção já não é executada, e as casas que ainda existem são, na maioria das vezes, abertas ao público como se fossem museus.

Tradicionais casas de turfa islandesas (foto de Stefan Schafft)

     A partir do Século XX, o estilo dos chalés suíços chegou indirectamente ao país, por meio da influência norueguesa, trazendo um modelo diferente, com janelas mais largas e construções maiores. Nesse período ainda foi proibido o uso de madeira nas construções das cidades, por causas dos grandes incêndios que atingiram a capital do país nessa época. Então, com os movimentos de independência, a chegada da utilização de concreto e a crescente urbanização, houve uma mudança significativa no rumo da arquitectura do país, com a construção de prédios maiores e mais elaborados, como a Igreja de Hallgrímskirkja.
     Nos anos recentes, muitos projectos em grande escala surgiram por todo o país, com a construção de grandes arranha-céus, que contrastam com as construções antigas que ainda existem, além de outros projectos como a Sala de Concertos de Reiquiavique.

Literatura – A literatura islandesa começou a ser criada pelos habitantes a partir do Século IX, com as primeiras povoações. Como a língua islandesa e a norueguesa nos tempos medievais eram a mesma, as obras produzidas no país são incluídas na literatura medieval da Escandinávia. As obras mais famosas neste período são as sagas medievais, escritas entre os Séculos XII e XIV, cujos autores são, na maioria das vezes, desconhecidos.
     Durante o Século XX muitas obras de poesias e novelas foram produzidas, destacando-se vários autores:  Johann Sigurdsson, Indridi G. Thorsteinsson, Gudbergur Bergsson, David Stefansson  e Halldór Laxnes, Prémio Nobel de Literatura em 1955.

Desporto – Na Islândia são vários os desportos praticados pela população. Os mais comuns são o futebol, handebol e golfe. O futebol é o mais popular do país, graças ao desempenho da selecção islandesa nas competições internacionais.
     Outro desporto popular no país é o esqui, praticado nas áreas em redor da capital durante o inverno, quando as colinas ficam cobertas de neve. O snowboarding, um desporto relativamente novo, está a tornar-se um desporto popular entre os islandeses. Noutras actividades desportivas incluem-se a equitação, principalmente com o cavalo islandês, adaptado às condições climáticas do país, e a natação, realizada nas piscinas aquecidas pela energia geotérmica.

Culinária – A culinária islandesa é conhecida pela utilização de produtos frescos, livres de agro-tóxicos e de outras substâncias químicas. Seus peixes são famosos pela pesca responsável e pelos elevados padrões de qualidade.
     Entre alguns produtos populares no país, destacam-se a carne de cordeiro, famosa por ser macia e saborosa, e o Skyr, um lacticínio parecido com o iogurte. Como em diversos outros países, lanches rápidos tornaram-se populares na Islândia. Um dos pratos mais populares e baratos é o pylsa, uma espécie de cachorro quente.
     Alguns alimentos peculiares islandeses incluem salsichas feitas com fígado e sangue de carneiro e peixes desidratados que são usados em refeições leves.

Þorramatur (thorramatur). (foto de The blanz)
     Num certo período do ano, denominado Þorrablót (lê-se thorrablot) entre Janeiro e Fevereiro, é de tradição o consumo de alimentos que os antigos islandeses comiam. Esse tipo de comida, denominada Þorramatur (thorramatur), possui diversos ingredientes de origem animal, como cabeça de ovelha chamuscada, cordeiro defumado, chouriço de fígado e várias carnes curadas, como testículos de carneiro, peito de cordeiro e nadadeiras de focas.

Música – Historicamente, a música islandesa esteve sempre associada com a religião. Por isso era muito comum a apresentação de corais em escolas, igrejas e reuniões da comunidade. Essa tradição ainda hoje existe, mesmo sem estar tão ligada às crenças religiosas como no passado.
     As canções cantadas por corais têm origem nas obras produzidas nos Séculos XIII e XIV, com os tradicionais poemas rimados, conhecidos como rímur. Essa relação com o passado representa uma importância cultural simbólica para os islandeses até à actualidade. Até ao início do Século XX praticamente não existiam instrumentos musicais no país, por isso a história musical do país é tão diferente e peculiar em relação a outros países, com as canções folclóricas e religiosas originadas de outros países nórdicos sendo cantadas à capella.
     O mundo começou a conhecer a nova música vibrante que começava a surgir no Século XX com a banda de rock alternativo Sugarcubes, liderada pela cantora Björk, que viria a tornar-se a cantora mais famosa do país com reconhecimento internacional.
     Um dos festivais de músicas mais importantes da Islândia é o Iceland Airwaves, criado em 1999, com edições anuais em Outubro.


Principais recursos naturais:
Alumínio, ferro, silício, diatomite, energia geotérmica.


Datas comemorativas:
Dia da Independência – 17 de Junho – Celebra a data da Independência, da Dinamarca, em 1944.

Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional; Lofsöngur ("Canção de Louvor"), também conhecido como Ó Guð vors lands ("Ó Deus da nossa terra");
Insígnia da Guarda Costeira da Islândia.

Insígnia da Guarda Costeira da Islândia


Capital:                                                             Língua oficial:
Reiquiavique                                                   Islandês


Vista parcial de Reiquiavique, capital da Islândia


Moeda oficial:                                                   Tipo de Governo:
Coroa islandesa (ISK)                                     República parlamentarista


Alþingi, o Parlamento da Islândia, o mais
antigo do mundo (ano de 930)


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
19 de Novembro de 1946.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AG - Grupo Austrália;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • EFTA - Associação Europeia de Livre Comércio;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • NATO / OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.



Património Mundial (UNESCO):

  • Parque Nacional Þingvellir (2004);
  • Ilha Vulcânica de Surtsey (2008).


Parque Nacional Þingvellir, onde, em 930, foi
fundado o Parlamento da Islândia (UNESCO)

Ilha vulcânica de Surtsey (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

22 abril 2015

Irlanda

Éire
Poblacht na hÉireann
Republic of Ireland
República da Irlanda




Bandeira

Brasão de Armas




















Localização:
Europa, Europa Setentrional, Europa Ocidental.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia – A Irlanda tem sido conhecida por uma série de outros nomes, de todos os que ainda são utilizados, por vezes, de forma oficiosa. Toda a ilha da Irlanda foi, unilateralmente, proclamada uma república independente pelos rebeldes em 1916, e denominada como República da Irlanda. O artigo 4º da Constituição Irlandesa, que foi adoptada em 1937, declara que "o nome do estado é Éire, ou, no idioma inglês, Ireland".

História - O povoamento da Irlanda remonta a 8.000 a.C., mas só em 300 a.C. é que um povo se estabelece de maneira decisiva: os Celtas, que exterminaram quase todos os habitantes originais e fundaram reinos. Por volta do início da Era Cristã, os Celtas encontravam-se divididos em cinco reinos, usualmente designados por os Cinco Quintos: Ulster, Meath, Leinster, Munster e Connaught. que foram cristianizados por S. Patrick (São Patrício) no Século V.
     Em 795 a Irlanda é invadida pelos Vikings Noruegueses, que permanecem na ilha até 1014, ano em que são derrotados pelo principal rei irlandês, Brian Boru.
     Libertados do domínio norueguês, cada um dos reinos irlandeses tenta impor-se aos demais, ao mesmo tempo que se começa a sentir a influência do Movimento da Reforma, formando-se, consequentemente, dioceses dentro das fronteiras dos diferentes reinos. Contudo, esta situação é alterada em 1171, quando o rei inglês Henrique II, encorajado pelos papas Adriano IV e Alexandre III, invade a Irlanda, auto-proclamando-se senhor de toda a ilha.
     No início do Século XVII a Inglaterra enviou protestantes ingleses e escoceses para se radicarem no norte da Irlanda. Os irlandeses católicos revoltaram-se contra esses colonos em 1641, mas os ingleses sufocaram as revoltas e também impuseram rígidas leis contra o catolicismo. No final do Século XVII, a Inglaterra mantinha um rígido controle sobre a ilha. Em 1801, o Acto da União integrou a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales) e a Irlanda, formando o Reino Unido.
     Os irlandeses reagiram fortemente contra o domínio britânico. A partir de 1919, o Exército Republicano Irlandês (IRA, das iniciais do nome em inglês) passou a combater o exército britânico, visando conseguir a independência.
     Em 1921, a Grã-Bretanha concordou em fazer da parte sul da ilha o Estado Livre da Irlanda. No entanto, seis condados protestantes do norte permaneceram sob controlo britânico directo. Em 1937, o Estado Livre da Irlanda passou a chamar-se Eire, ou Irlanda. Embora mantivesse alguns laços com a Grã-Bretanha, a Irlanda adoptou uma nova constituição.
     Em 1948, a Irlanda votou para se tornar uma república totalmente independente. A Grã-Bretanha e a Irlanda disputaram o controle da Irlanda do Norte até 1973. Nesse ano, o governo da Irlanda reconheceu o domínio britânico no norte. O IRA, porém, já fora do governo irlandês, continuou a atacar os britânicos, na esperança de unir toda a Irlanda.


Cultura:
     Na cultura irlandesa, destacam-se os escritores Jonathan Swift e Oscar Wilde, para além dos quatro Nobel da Literatura: William Butler Yeats (em 1923), George Bernard Shaw (em 1925), Samuel Beckett (em 1969) e Seamus Heaney (em 1995). Apenas um irlandês ganhou o Nobel da Física, por Ernest Walton, em 1951. Para além desses, também deram um grande contributo William Thompson, importante naturalista, e William Rowan Hamilton, físico e matemático do Século XIX.
     Uma das mais frequentadas áreas de Dublin é o chamado Temple Bar (a antiga área onde é possível encontrar pessoas de todo o mundo) ou em locais diversos como a moderna Thunder Road Cafe. Na dança destaca-se o Riverdance. O primeiro médico com título nobiliárquico, Sir Hans Sloane, foi um médico irlandês cujo hobby era a botânica e cuja colecção é o núcleo do Museu Britânico.
     O dia nacional da Irlanda é a 17 de Março, a fim de homenagear o seu padroeiro, São Patrício, que promoveu o Cristianismo na ilha. Diz-se que expulsou as cobras de todas as partes do território (não existem cobras na Irlanda). A harpa, que aparece na crista da província de Leinster, e o trevo de três folhas, também são identificados como símbolos da Irlanda. O trevo de três folhas é um símbolo do país, porque é dito que São Patrício o utilizou para explicar a Santíssima Trindade. A cor verde também é a cor mais associada à Irlanda, e está presente na bandeira nacional, representando os cristãos da Irlanda.
     O verdadeiro amor e amizade são selados com o Claddagh Ring (Anel de Claddagh). Este anel místico tem a sua origem há 300 anos atrás numa antiga aldeia de pescadores em Claddagh, nos arredores da cidade de Galway, na costa oeste da Irlanda. O anel é entregue como um símbolo de amizade ou como anel de noivado.

Literatura – A Irlanda é famosa pelo Book of Kells, também conhecido como o Grande Evangelho de São Columba, que é um manuscrito ilustrado com motivos decorativos, feito por monges celtas até ao ano 800. A principal peça do cristianismo irlandês e da arte-saxónica irlandesa, é, apesar de estar inacabada, um dos mais sumptuosos manuscritos iluminados que sobreviveram desde a Idade Média. Devido à sua grande beleza e excelente acabamento técnico, este manuscrito é considerado por muitos especialistas como um dos mais importantes vestígios da arte religiosa medieval. Escrito em latim, o Livro de Kells contém quatro Evangelhos do Novo Testamento.
     A poesia irlandesa representa a mais antiga poesia vernácula na Europa. Os primeiros exemplos datam do Século VI, e são geralmente pequenas obras de poesia lírica, que abordam questões de carácter religioso ou naturalista. Eram muitas vezes compostas por escribas, à margem dos manuscritos iluminados, que eles próprios copiaram.
     Na Irlanda nasceram escritores como Jonathan Swift, Brendan Behan, Douglas Hyde, Flann O'Brien, Sheridan Le Fanu, Sean O'Casey, George Berkeley, James Joyce, George Bernard Shaw, Richard Brinsley Sheridan, Oliver Goldsmith, Oscar Wilde, Bram Stoker, W. B. Yeats, Samuel Beckett, Seamus Heaney, Herminie T. Kavanagh, Eoin Colfer, C. S. Lewis Marian Keyes, entre outros.

Cinema – Existem várias figuras internacionais naturais da Irlanda e que têm triunfado em Hollywood: Maureen O'Hara, Barry Fitzgerald, George Brent, Arthur Shields, Maureen O'Sullivan, Richard Harris, Peter O'Toole, Pierce Brosnan, Gabriel Byrne, Brendan Gleeson, Colm Meaney, Colin Farrell, Jamie Dornan, Brenda Fricker, Jonathan Rhys Meyers, Stuart Townsend, Cillian Murphy, Liam Neeson e Evanna Lynch. Outros nomes, como Neil Jordan e Jim Sheridan, também se notabilizaram no mundo do cinema como directores de produção.
     Vários filmes foram filmados na Irlanda, tais como Braveheart, Excalibur, P.S. I Love You, O Rei Artur, Saving Private Ryan e Ballykissangel. Também filmes relembram a história do país, como Michael Collins baseado na vida do revolucionário irlandês.

Música - Os irlandeses interessam-se muito pela música tradicional irlandesa, mas também pela música do Século XX, interpretada por Christy Moore, Pat Ingolsbhy, Shane MacGowan e Sinéad O'Connor. Destacam-se também o grupos, músicos e artistas U2, The Cranberries, Snow Patrol, The Corrs, Bob Geldof, Gary Moore, Thin Lizzy, Horslips, Rory Gallagher, Westlife, Chris de Burgh, Van Morrison, entre muitos outros.
     De uma forma mais tradicional, de referir a música interpretada por Enya, The Dubliners, Tara Blaise, The Chieftains e Celtic Woman, entre outros, além de James Galway (flautista clássico).

Símbolos da cultura irlandesa

Gastronomia – Exemplos de alguns pratos típicos da cozinha irlandesa são o guisado irlandês, e também o toucinho com couve (cozidos juntos). O Boxty é um prato tradicional, que consiste num pastel feito de batata. Em Dublin é muito popular o coddle, que é feito com linguiça de porco cozida. A Irlanda é famosa pelo seu pequeno-almoço irlandês, que é servido principalmente com carne de porco e pode incluir batata frita.
     Uma das bebidas mais associadas á Irlanda é  a cerveja Guinness, que é frequentemente servida em pub's, mas também é popular a Smithwicks. Esta é uma tradição irlandesa, de se tomar sidra, para além do Whiskey de malte e do café irlandês (Irish coffee). Desde 1974 que a Irlanda produziu um dos mais famosos licores, o Bailey's Irish Cream, que consiste numa mistura de natas com uísque irlandês, que alcoólicas atingem os 17% de volume.

Desporto – O futebol é um dos desportos mais praticados e com o maior número de adeptos em toda a Irlanda e tem o seu próprio campeonato nacional, o Irish Football League. A Selecção Irlandesa de Futebol classificou-se por três vezes no Campeonato Mundial, obtendo o seu melhor resultado em 1990, onde atingiu os quartos-de-final.
    Também tem um monte de adeptos de críquete, destacando a presença da equipa nacional no Campeonato do Mundo de Críquete de 2007 onde passou a primeira fase, eliminando o Paquistão.
     Outros desportos de alto perfil no país são o futebol gaélico, o hurling ou Camogie, que são parte integrante da Gaelic Athletic Association.
     O rugby também é um dos desportos favoritos em que a sua equipa nacional tem conseguido se destacar em prestigiados torneios como o Torneio das Seis Nações. Também notável foi Dave Finlay, famoso lutador da WWE, o antigo campeão mundial de snooker, Ken Doherty, o primeiro campeão dos pesos pesados do boxe, John L. Sullivan, também o campeão do mundo do boxe, Barry McGuigan e Steve Collins ou o primeiro irlandês a vencer a Tour de France, Stephen Roche.
     Além disso, é de salientar a ex-equipa da Fórmula 1, Jordan Grand Prix, que ganhou várias competições mundiais e a realização do Rally da Irlanda em 2007, que fazia parte do World Rally Championship, com uma afluência de público de aproximadamente 200.000 espectadores.


Principais recursos naturais:
Chumbo, zinco, petróleo, gás natural, carvão e prata.


Datas comemorativas:
Dia Nacional  – 17 de Março - Dia de São Patrício, patrono da Irlanda.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de armas;
Hino NacionalAmhrán na bhFiann - ("A Canção do Soldado");
Insígnia do Irish Air Corps (Força Aérea Irlandesa).


Insígnia do Irish Air Corps


Capital:                                                           Línguas oficiais:
Dublin                                                             Irlandês, línguas nativas celtas e inglês.



Vistas parciais de Dublin, capital da Irlanda


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Euro                                                                   República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
14 de Dezembro de 1955.


Data de admissão como membro da União Europeia (EU):
1 de Janeiro de 1973.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • EU - União Europeia;
  • AG - Grupo Austrália;
  • AIE - Agência Internacional de Energia;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UME - União Monetária Europeia;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.



Património Mundial (UNESCO):
  • Brú na Bóinne - Conjunto Arqueológico do Vale do Boyne (1993);

Brú na Bóinne, Vale do Boyne (UNESCO)

  • Skellig Michael (1996).

Skellig Michael (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.