Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Mostrar mensagens com a etiqueta Sudeste Asiático. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sudeste Asiático. Mostrar todas as mensagens

02 julho 2016

Malásia

Malaysia
Malásia



Bandeira

Brasão de Armas




















Localização:
Ásia, Sudeste Asiático, Península da Malásia.
Nação Transcontinental; País Mega-diverso (faz parte do conjunto de países que albergam o maior índice de biodiversidade do planeta).

Tigre malaio, espécie protegida e em perigo, existente somente na Malásia e Tailândia.
Faz parte do Brasão de Armas do país


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia O nome Malásia é uma combinação da palavra "malaio" e do sufixo greco-latino "-σία/-sia". A palavra melayu, do idioma malaio, pode derivar das palavras em tâmil malai e ur, que significam "montanha" e "cidade, terra", respectivamente. Malayadvipa era a palavra usada por comerciantes indianos antigos para se referir à península malaia. Além dessa hipóteses, a palavra melayu (ou mlayu) pode ter sido usada no antigo malaio/javanês para se referir a "acelerar ou correr de forma constante". Este termo foi criado para descrever a forte correnteza do Rio Melayu, em Sumatra. Mais tarde, possivelmente, o nome foi adoptado pelo Reino Melayu, que existiu no Século VII, em Sumatra.

História – A história da Malásia é condicionada pela posição estratégica do país no estreito de Malaca, entre os oceanos Índico e Pacífico. Tal localização atraiu comerciantes e conquistadores desde o Século VII - de início, siameses de Funan, indonésios de Srivijaya e Majapahit, muçulmanos de Malabar, da Pérsia e da Arábia; posteriormente, portugueses, no Século XVI, holandeses, no Século XVII, e britânicos, no Século XVIII.
Os portugueses, comandados por Afonso de Albuquerque, conquistaram Malaca em 1511, erguendo  ali uma igreja e uma fortaleza (a "Famosa"), formando assim a colónia de Malaca Portuguesa. São Francisco Xavier pregou ali, e Tomé Pires registou a vida local na sua "Suma oriental".

Porta de Santiago da Fortaleza de Malaca ou "A Famosa", forte português do Séc. XVI
(foto de Scumgrief78)

Em 1641, Malaca foi tomada pelos holandeses. Começou então uma rivalidade comercial entre Malaca, Achém, Johor, Celebes e Riau.
Em 1786 os britânicos estabeleceram uma base em Penang, tomando Malaca em 1795 e fundando Singapura em 1819.
Entre 1942 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, a região esteve sob o controlo do Japão, que devolveu à Tailândia os quatro estados setentrionais ("não-federados"). Em 1946, após o fim do conflito, os Estabelecimentos dos Estreitos foram dissolvidos e criou-se uma federação de nove Estados malaios os quais, juntamente com Malaca e Penang, receberam o nome de União Malaia, com governo e administração únicos, controlados pelos britânicos. Em 31 de Agosto de 1957 o Reino Unido concedeu a independência à Federação da Malaia, dentro da Commonwealth.
Desde a década de 1960 que a Malásia procura manter um delicado equilíbrio etno-político entre malaios e chineses, por meio de um sistema de governo que combina desenvolvimento económico e políticas que promovem a participação de todas as etnias.
Entre os anos de 1980 e 1990, a Malásia cresceu a altas taxas e sua economia deixou de ser baseada na agricultura para se industrializar em diversas áreas, principalmente na informática e produtos electrónicos. 



Torres Petronas em Kuala Lumpur, as maiores torres gémeas do mundo,
sede da companhia nacional de petróleo, a "Petronas".



Cultura:
A Malásia tem uma sociedade multi-étnica, multi-cultural e multilingue. A cultura original da área resultou de tribos nativas que habitavam o território junto com os malaios. Influência substancial existe das culturas chinesa e indiana, que remonta a quando o comércio exterior começou na região. Outras influências culturais incluem a persa, a árabe e a britânica. Devido à estrutura do governo, juntamente com a teoria do contrato social, tem havido assimilação cultural mínima das minorias étnicas.

Belas Artes A artes tradicionais da Malásia centram-se principalmente nas áreas de tecelagem e ourivesaria. Estas artes variam de região para região, de cestas artesanais em áreas rurais, para a prataria, presente nos tribunais malaios. Obras de arte comuns incluem elementos ornamentais, tais como o kris e artefactos produzidos com noz de areca, além de tecidos como o batik e o songket. Indígenas do leste do país são conhecidos por suas máscaras de madeira. Cada grupo étnico tem artes distintas umas das outras, com pouca sobreposição entre elas. No entanto, a arte malaia mostra alguma influência do norte da Índia, devido à influência histórica daquela sobre a região. Outras formas artísticas incluem o wayang kulit (fantoches de sombras), o silat (uma arte marcial estilizada) e artesanato como o batik, a tecelagem, e trabalhos em prata e latão.

Artesão malaio executa o batik, técnica de tingimento em tecido artesanal,
sendo geralmente usado em estampas florais.


Música e Dança – A música tradicional malaia é fortemente influenciada por formas chinesas e islâmicas. A música baseia-se grandemente no gendang (tambor), mas inclui instrumentos de percussão (alguns feitos de conchas), o rebab (um instrumento de cordas com arco), o serunai (um instrumento de dupla palheta, semelhante a um oboé), flautas e trombetas. O país tem uma forte tradição de dança e de tambores de dança, algumas de origem tailandesa, indiana e portuguesa.

Culinária – A culinária da Malásia é influenciada por vários culturas de todo o mundo. A população da Malásia é composta de três etnias principais, malaios, chineses e indianos, com uma série de outros grupos étnicos. Como resultado das migrações históricas e da vantagem geográfica, o estilo de culinária da Malásia é uma mistura das culinárias malaia, chinesa, indiana, tailandesa e árabe, para citar apenas algumas. Um prato popular baseado no arroz é o nasi lemak, consistindo de arroz cozido com leite de coco, e servido com anchovas fritas, amendoim, pepino fatiado, ovos cozidos e uma pasta de malagueta picante conhecida como sambal. Para uma refeição mais substancial, o nasi também pode ser servido com uma variedade de molhos, ou um guisado de carne picante chamado rendang. De origem malaia, o nasi lemak é muitas vezes chamado o prato nacional.

Nasi lemak, um dos pratos mais tradicionais da Malásia


Desporto Os desportos mais populares na Malásia são o futebol, o badminton, o hóquei em campo, os lawn bowls, ténis, o squash, as artes marciais, o hipismo e desportos náuticos. O futebol é o desporto mais praticado e o país está actualmente estudando a possibilidade de licitação como um anfitrião para a Copa do Mundo FIFA de 2034. O país compete nos Jogos da Commonwealth desde 1950 como "Malaya" e, a partir de 1966, como "Malásia". A cidade de Kuala Lumpur foi a sede dos jogos de 1998.



Principais recursos naturais:
Gás natural, petróleo, estanho e madeira.


Datas comemorativas:
Dia Nacional (Hari Merdeka) – 31 de Agosto – Comemora a data da independência, do Reino Unido, em 1957.




Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino NacionalNegaraku ou Negara Ku - ("Meu País");
Insígnia da Força Aérea Real da Malásia.

Insígnia da Força Aérea Real da Malásia


Lema:
"Bersekutu Bertambah Mutu" – ("A unidade é a força").


Capital:                                                             Línguas oficiais:
Kuala Lumpur                                                 Malaio e inglês


Imagem de Kuala Lumpur, capital da Malásia


Moeda oficial: 
Ringgit (MYR)


Tipo de Governo:
Democracia Parlamentar Federal ao abrigo de uma Monarquia Constitucional Federal Electiva.


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1957


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • APEC – Cooperação Económica Ásia-Pacífico;
  • ASEAN – Associação de Nações do Sudeste Asiático;
  • ACFTA – Área Livre de Comércio entre a Associação de Nações do Sudeste Asiático e a China;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • BasD – Banco Asiático de Desenvolvimento;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations – Comunidade de Nações;
  • FMI – Fundo Monetário Internacional;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • ICDO – Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA – Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI – Organização para a Cooperação Islâmica;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • PCA Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UIC – União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Flor da espécie Rfflesia arnoldii, a maior do mundo. Pode atingir
os 106 cm de diâmetro e pesar até 11 Kg.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque de Kinabalu (2000);
  • Parque Nacional de Gunung Mulu (2000);
Pináculos de calcário do monte Api, no Parque Nacional de  Gunung Mulu (UNESCO)

  • Malaca e George Town, as cidades históricas do Estreito de Malaca (2008);
  • Património Arqueológico do Vale de Lenggong (2012).



Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
Teatro de Mak Yong (2008) – Forma antiga de teatro criada pela comunidade malaia da Malásia. Combina interpretação, música vocal e instrumental, gestos e trajes sofisticados. Característico dos povos de Kelantan, no noroeste da Malásia, onde tem origem esta tradição, o Mak Yong é representado principalmente como uma diversão ou com fins rituais relacionados com práticas curativas.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

15 novembro 2015

Laos

ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
(Sathalanalat Paxathipatai Paxaxon Lao)
República Democrática e Popular do Laos



Bandeira


Brasão de Armas






















Localização:
Ásia, Sudeste asiático, Península da Indochina.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Em 2009, um antigo crânio foi encontrado em uma caverna nas montanhas Annamite, no norte do Laos. O crânio tem, pelo menos, 46 mil anos de idade, tornando-se o mais antigo fóssil humano encontrado até hoje no sudeste da Ásia. Durante o quarto milénio a.C, frascos de sepultamento e outros tipos de sepulcros sugerem uma sociedade complexa em que os objectos de bronze apareceram por volta de 1.500 a.C, e ferramentas de ferro eram conhecidas a partir de 700 a.C. O período proto-histórico é caracterizado pelo contato com civilizações chinesas e indianas. Entre o quarto e o oitavo século, as comunidades ao longo do rio Mekong começaram a formar-se em cidades, ou Muang, como eram chamados.
     País do Sudeste Asiático, localizado entre o Vietname e a Tailândia, o Laos teve grande diversidade de habitantes, alguns consanguíneos dos khmer, outros, os lao, grupo étnico predominante dos thai.
     Os primeiros habitantes foram os kha, que já no Século V habitavam o país sob a soberania do Estado de Funan. Posteriormente foram dominados pelo reino de Chenla e pelo primitivo reino Khmer, assim como o sucessor deste último, que estava baseado em Angkor.
     Os laosianos, originários do sul da China, deslocaram-se mais para o sul devido à pressão mongol, tendo, no Século VIII, criado o poderoso Reino de Nanchao, no sudoeste da China. A partir de Nanchao penetraram pouco a pouco na península da Indochina e suplantaram as primitivas tribos khas.      Durante os Séculos XII e XIII fundaram o principado de Muong Swa (mais tarde designado por Louangphrabang).


Cultura:
     O Laos possui uma cultura distintiva. Através do budismo Theravada, a cultura do Laos foi influenciada pela Índia e também reflecte o impacto de aspectos da cultura chinesa. Estas influências são reflectidas em toda a extensão do Laos, tanto como a sua língua e sua arte, assim como a literatura, música e outras apresentações artísticas.
     O modo de vida no Laos é fortemente influenciado pelo budismo e é fácil de observar o comportamento e costumes do povo laosiano: As pessoas são ensinadas a ser pacientes  e abertas. O Budismo tem sido um elemento poderoso no fornecimento de um sentido de unidade e de ensinar as pessoas a serem boas e evitar fazer más acções nos tempos antigos, quando não havia leis ou meios para aplicá-las.

Pintura butanesa que ilustra os chamados "contos de Jataka",
conhecidos no Laos como "Boun Pha Vet"

     Um festival importante no Laos é o Boun Pha Vet, ou Vessantara Jataka (nome em outros países da região) que é realizado uma vez por ano. É um festival budista que dura dois dias e abrange toda a comunidade. Tradicionalmente, o Boun Pha Vet é realizado durante o mês de Janeiro ou Fevereiro, dependendo do ciclo lunar. Durante a cerimónia os monges dão um sermão sobre os capítulos do Vessantara Jataka (Maha Wetsandon Chadok), também chamado de "O Grande Sermão do Nascimento".

A Sopa de Fitas é um prato muito popular no Laos

Gastronomia - A cozinha do Laos é o conjunto de costumes culinários e as suas características estão incluídas dentro das cozinhas do Sudeste da Ásia. O prato nacional do Laos é o Larb (soletrado às vezes como laap), é um prato de preparado de carne muito parecido com o ceviche. Outro prato característico do Laos é o tam mak hung, (denominado som tam em tailandês)




Principais recursos naturais:
Cobre, estanho, ouro, gesso e madeira.


Datas comemorativas:
Lao Issara (Dia do Laos Livre) – 13 de Agosto - O Lao Issara ("Laos Livre") era um movimento nacionalista anti-francês, não-comunista, formado em 1945 pelo príncipe Phetsarath. Este movimento, de curta duração, surgiu após a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial e tornou-se o governo do Laos antes do regresso dos franceses. Este movimento visava impedir os franceses de restabelecer o seu controlo sobre Laos. O grupo desfez-se em 1949.



Dia da Libertação – 12 de Outubro – Celebra a data da libertação, da França, em 1953.



Dia Nacional – 2 de Dezembro – Celebra a proclamação da República, em 1975.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Pheng Xat Lao (Hino Popular do Laos).


Lema:
"Paz, Independência, Democracia, Unidade e Prosperidade"

 
Palácio Pha That Luang - O Stupa Dourado, símbolo nacional do Laos, em Vienciana, 
capital do país.


Capital:                                                             Língua oficial:
Vientiane                                                         Laociano


Vista panorâmica de Vientiane, capital do Laos.


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Kip (LAK)                                                          República socialista uni-partidária


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
14 de Dezembro de 1955.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • ASEAN - Associação de Nações do Sudeste Asiático;
  • ACFTA - Área Livre de Comércio entre a Associação de Nações do Sudeste Asiático e a China;
  • CLA - Cúpula do Leste Asiático;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TACSA - Tratado de Amizade e Cooperação no Sudeste Asiático;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.



Património Mundial (UNESCO):
  • Cidade de Luang Prabang (1995);


Pagode budista de Vat May, em Luang Prabang (UNESCO)


  • Vat Phou e Paisagem Cultural de Champasak (2001).


Vista parcial de Vat Phou (UNESCO)

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

01 abril 2015

Indonésia

Republik Indonésia

República da Indonésia



Bandeira

Brasão de Armas





















Localização:
Ásia, Sudeste Asiático, Nação transcontinental.
País mega-diverso (faz parte do conjunto de países que albergam o maior índice de biodiversidade da Terra).


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - O nome "Indonésia" deriva da junção das palavras gregas “indós” e “nesus”, que significam "ilha".O nome data do Século XVIII, precedendo a formação de uma Indonésia independente. Em 1850, George Earl, etnólogo inglês, propôs os termos Indunesians, ou também Malayunesians, para se referir aos habitantes do "arquipélago indiano" ou "arquipélago malaio". Na mesma publicação, um dos estudantes de Earl, James Richardson Logan, utiliza a palavra "Indonésia" como sinónimo de "arquipélago indiano".

História - A História da Indonésia foi moldada por sua posição geográfica, seus recursos naturais, a série de migrações humanas, contactos, economia e comércio, conquistas e política. A Indonésia é um país-arquipélago de 17.508 ilhas (6.000 habitadas) que se estende ao longo da linha do Equador, no Sudeste Asiático. A posição estratégica do país promoveu o comércio internacional, que tem moldado a história da Indonésia. A área da Indonésia é habitada por povos de várias migrações, criando uma diversidade de culturas, etnias e idiomas. Os acidentes geográficos do arquipélago e o clima influenciaram significativamente a agricultura e o comércio, assim como a formação dos Estados.

Réplica do Crânio do Homem de Java, originalmente descoberto em
 Sangiran, Java Central (Património Mundial da UNESCO) (foto de Gerbil)

     O arquipélago indonésio tem sido uma região de grande importância para o comércio desde os Séculos VI e VII, quando Srivijaya, o antigo Reino Malaio da Ilha da Sumatra,  começou a comercializar com a China e com a Índia. Apesar de sua grande população e regiões densamente povoadas, a Indonésia possui vastas áreas desabitadas e é um dos países com mais biodiversidade do mundo. Desde os primeiros séculos da era cristã, os governantes locais absorveram gradualmente os modelos culturais, políticos e religiosos estrangeiros, enquanto floresciam os reinos hindus e budistas.
     A História da Indonésia tem sido igualmente influenciada por poderes estrangeiros, atraídos pelos seus vastos recursos naturais.
     Comerciantes árabes e muçulmanos trouxeram o islamismo, actualmente a religião dominante no país. As potências europeias trouxeram o cristianismo e lutaram entre si para monopolizar o comércio de especiarias nas ilhas Molucas durante a Era dos Descobrimentos.
     Depois de três séculos e meio de colonialismo holandês, a Indonésia conquistou a sua independência após a Segunda Guerra Mundial. A história do país desde então tem sido turbulenta, com desafios colocados por catástrofes naturais, corrupção política, movimentos separatistas, processo de democratização e períodos de rápidas mudanças económicas. Actualmente, a Indonésia é uma República Presidencialista composta por trinta e três províncias.
     Com mais de 230 milhões de habitantes, a Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo e o maior país islâmico do mundo. Através das suas várias ilhas, o povo indonésio está distribuído por distintos grupos étnicos, linguísticos e religiosos. O lema nacional Bhinneka Tunggal Ika ("Unidade na diversidade") articula a diversidade que há na nação. A Indonésia é um país rico em recursos naturais, contrastando com sua população, que é, na sua maioria, pobre.

Os Portugueses na Indonésia - Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar às ilhas da Indonésia, em 1512. A sua demanda para dominar as fontes do lucrativo comércio das especiarias, nos princípios do Século XVI, e os seus esforços missionários católicos simultâneos, resultaram no estabelecimento de fortalezas e entrepostos comerciais, e de um forte elemento cultural português que permanece na Indonésia até aos nossos dias.
     Os avanços tecnológicos dos portugueses no início do Século XVI - designadamente na construção de navios e no fabrico de armas - permitiram-lhes empreender expedições de exploração e expansão bem longe da sua terra natal. Começando com as primeiras expedições enviadas da recém-conquistada Malaca em 1512, os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à actual Indonésia, procurando dominar as valiosas fontes de especiarias e aumentar os seus esforços missionários.

A planta da noz-moscada é nativa das Ilhas Banda, na Indonésia.
Outrora uma das mercadorias mais valiosas do mundo, atraiu as primeiras potências europeias à Indonésia
(imagem de Franz Eugen Köhler)

     As tentativas iniciais dos portugueses para estabelecer uma coligação e um tratado de paz em 1512 com o Reino de Sunda de Java Ocidental, falharam devido à hostilidade entre os reinos indígenas de Java. Os portugueses deslocaram-se, então, mais para Leste, para as Ilhas Molucas, que eram constituídas por um conjunto de principados e reinos que estavam ocasionalmente em guerra uns com os outros, mas que mantinham um comércio inter-ilhas e internacional. Através, quer de conquistas militares quer de alianças com os governantes locais, os portugueses estabeleceram entrepostos, fortes e missões na Indonésia oriental, nomeadamente nas ilhas de Ternate, Amboina e Solor.
     A segunda metade do Século XVI marca o culminar das actividades missionárias portuguesas, numa época em que as conquistas militares no arquipélago já haviam terminado e em que os seus interesses na Ásia Oriental começam a deslocar-se para o Japão, Macau e a China. O açúcar do Brasil e o comércio de escravos no Atlântico, por sua vez, contribuem, também, para desviar as atenções da Indonésia.
     Os portugueses foram, também, os primeiros europeus a aportar às Celebes do Norte. São Francisco Xavier visitou e apoiou a missão de Tolo, na ilha de Halmaera, a primeira missão católica nas Molucas. A missão foi criada em 1534, quando alguns chefes de Morotia vieram a Ternate pedindo o baptismo. Simão Vaz, padre de Ternate, deslocou-se a Tolo fundando a missão que acabou por se tornar objecto de conflito com os espanhóis. Mais tarde, Simão Vaz acabou por ser assassinado.
     Ao contrário da ambição inicial de dominar o comércio asiático, o legado português na cultura indonésia parece hoje algo modesto: o akeroncong, um instrumento de cordas semelhante ao cavaquinho; um vasto número de palavras indonésias de origem portuguesa, recordação do tempo em que o idioma de Camões era a língua franca do arquipélago; e muitos apelidos familiares, especialmente na zona oriental da Indonésia, tais como da Costa, Dias, de Freitas, Gonsalves, etc.
     Persistem no arquipélago até aos dias de hoje várias comunidades cristãs, reforçando os laços de afinidade com os europeus, principalmente entre os ambonenses (habitantes da Ilha de Amboina, no Arquipélago das Molucas, Indonésia, descoberta em 1512 pelos portugueses António Abreu e Francisco Abreu, tendo sido evangelizada por São Francisco Xavier em meados do Século XVI.)

Os Grupos Étnicos na Indonésia (Autor: Gunawan Kartapranata)

Cultura:
     A Indonésia possui cerca de 300 grupos étnicos, cada um com identidades culturais desenvolvidas ao longo de séculos e influenciados por culturas como a indiana, árabe, chinesa e europeia.
     A Indonésia localiza-se numa região atravessada por rotas comerciais entre o Médio Oriente, a Ásia Meridional e o Extremo Oriente, o que contribuiu para a difusão de diversas religiões na região, incluindo o Hinduísmo, o Budismo, o Confucionismo, o Islamismo e o Cristianismo, todas elas amplamente praticadas nas cidades mercantis indonésias até aos dias actuais. O resultado desta interacção multi-cultural definiu o carácter complexo da cultura do país, assim como deu origem a inúmeros conflitos na sua história (nomeadamente a ocupação e a repressão em Timor-Leste e na Papua Ocidental).

Literatura - Pramoedya Ananta Toer (1925-2006) é o autor indonésio de maior celebridade fora do país, tendo sido contemplado com o Prémio Magsaysay. Outra figura central da literatura indonésia do início do século é Chairil Anwar, um poeta e membro da chamada "Geração de 45", grupo de intelectuais activo no movimento de Independência Indonésia. A forte censura do longo período da presidência de Suharto (1967 a 1998) impediu a veiculação e desenvolvimento de novas tendências literárias no país, sobretudo as voltadas para as questões sociais. Pramoedya Ananta Toer, por exemplo, passou boa parte da sua vida preso, e ditava os seus livros para outros prisioneiros através das paredes da cela que, por sua vez, os passavam para fontes externas, que os publicavam no exterior.
     Nos anos 60 e 70, os escritores Günter Grass e Jean-Paul Sartre organizaram na Europa campanhas a favor da libertação de Toer; Sartre chegou a enviar uma máquina de escrever para a Indonésia como presente para Toer, cuja obra, e também as obras dos maiores poetas locais, só podiam ser adquiridas no mercado negro até meados de 2000.

Imagem com símbolos culturais da Indonésia

Poesia - A Indonésia possui uma rica tradição de poesia oral chamada pantun, caracterizada pelo seu carácter interactivo e improvisado. A chamada poesia dos antigos poetas (Pujangga Lama) foi dividida em cinco modalidades principais: além dos mencionados pantun, enquadram-se nela os poemas narrativos tradicionais (syair, análogos às epopeias ocidentais), aforismos (gurindam), contos e fábulas (hikayat) e crónicas históricas (babad). A geração do pujangga lama é geralmente enquadrada no período prévio a 1900; poetas posteriores misturaram a prática da tradição com influências estrangeiras diversas. Alguns dos poetas contemporâneos mais notáveis são Sutardji Calzoum Bachri, Rendra, Taufiq Ismail, Afrizal Malna, Binhad Nurrohmat, Joko Pinurbo e Sapardi Djoko Damono.

Flor da espécie Rafflesia arnoldii, a maior flor do mundo, nativa das ilhas de Sumatra e Bornéu.
Pode atingir 106 cm de diâmetro e pesar até 11 Kg

Culinária - O arroz é a base da alimentação dos indonésios, com excepção dos “malukus” e dos residentes em Papua Ocidental (a parte indonésia da Nova Guiné), onde a base é a farinha da palmeira-sago, a batata-doce e a mandioca, estes últimos trazidos das “índias ocidentais”.
     As preparações de carne, peixe e vegetais são consumidos em pequenas quantidades e sempre bastante condimentadas, ao contrário dos ocidentais que, por essa razão, sofrem com o picante da culinária indonésia.
     Uma selecção de comida indonésia, incluindo ikan bakar (peixe assado), ayam goreng (frango frito), nasi timbel (arroz envolto em folha de bananeira), sambal, tempeh frito e tofu, e sayur asem, pode ser vista na imagem seguinte:

Uma selecção de comida indonésia, incluindo ikan bakar (peixe assado), 
Ayam goreng (frango frito), nasi timbel (arroz envolto em folha de bananeira), 
sambal, tempeh frito e tofu, e sayur asem.

Religião - Quase 88 por cento dos indonésios se declarou muçulmano no censos de 2000, fazendo da Indonésia a nação com a maior percentagem de muçulmanos no mundo. Outros grupos religiosos do país são cristãos (9% do país, 2/3 deles protestantes e o restante católicos), hindus (2%) e budistas (1%). Muitos indonésios acreditam em espíritos, e combinam o ritual dos antepassados e da natureza comum a outras nações asiáticas com elementos do islamismo e cristianismo.

Mesquita Istiqlal, no centro de Jacarta

     A Constituição Indonésia garante a liberdade de profissão religiosa, embora apenas seis religiões oficiais sejam reconhecidas: Islão, Protestantismo, Catolicismo, Hinduísmo, Budismo e Confucionismo. A lei local obriga os cidadãos a serem portadores de documentos de identidade em que uma dessas seis religiões deve constar, embora seja possível que os cidadãos requeiram que esse campo seja deixado em branco. O governo indonésio não reconhece o agnosticismo ou o ateísmo. A profissão de descrença numa divindade, assim como a blasfémia, constituem práticas ilegais.
     Os povos de Bali e Lombok ocidental seguem uma religião chamada Bali-Hinduísmo. É baseada no hinduísmo, mas inclui antigas crenças da tradição de Bali e de Java. Os bali-hindus cultivam o espírito da natureza incluindo montanhas e grandes árvores. Honram também os espíritos dos antepassados que eles acreditam que virão visitá-los. Bali possui milhares de templos Bali-Hindu onde muitos feriados religiosos são comemorados. As cerimónias incluem danças e encenações dramáticas. O budismo e o hinduísmo eram religiões importantes na região há cerca de cem anos, tendo perdido praticantes para a religião monoteísta.


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, estanho, borracha, cobre e ouro.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 17 de Agosto - Celebra a data da Declaração da Independência da Indonésia, em 1945.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Indonesia Raya" - ("Grande Indonésia")
Insígnia da Força Aérea da Indonésia;
Insígnia da Força Aérea do Exército;
Insígnia da Aviação Naval.



Insígnia da Força Aérea
Insígnia da Aeronáutica Militar
(Exército)
















Insígnia da Aviação Naval


Lema:
"Bhinneka Tunggal Ika" – ("Unidade na Diversidade")

 
Imagens de Jacarta, capital da Indonésia


Capital:                                                           Língua oficial:
Jacarta                                                            Língua indonésia (Bahasa indonésio)


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Rupia indonésia (IDR)                                     República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
28 de Setembro de 1950.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • APEC - Cooperação Económica Ásia-Pacífico;
  • ASEAN - Associação de Nações do Sudeste Asiático;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • ACFTA - Área Livre de Comércio entre a Associação de Nações do Sudeste Asiático e a China;
  • CLA - Cúpula do Leste Asiático;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • G20 (países industriais, maiores economias);
  • G-20 - (países em desenvolvimento);
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações (observador);
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TACSA - Tratado de Amizade e Cooperação no Sudeste Asiático;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.



Património Mundial (UNESCO):
  • Conjunto Monumental de Prambanan (Hinduísmo), Java Central (1991);

Conjunto de Prambanan (UNESCO)

  • Conjunto de Borobudur (Templo Budista), Java Central (1991);


Conjunto de Borobudur (UNESCO), o monumento mais visitado da Indonésia

  • Parque Nacional de Komodo, Nusatenggara Oriental (1991);


Dragão de Komodo, espécie de lagarto do Parque Nacional de Komodo (UNESCO)

  • Parque Nacional de Ujung Kulon, Lampung e Banten (1991);
  • Sítio Arqueológico dos Primeiros Homens de Sangiran, Java Central (1996);
  • Parque Nacional de Lorentz, Papua (1999);
  • Património das Florestas Tropicais Ombrófilas de Sumatra (2004) - Em perigo desde 2011;

Imagem da Floresta Tropical de Sumatra (UNESCO)


  • Paisagem Cultural de Bali (2012).


Panorama de Bali (socalcos de Arroz) (UNESCO)



Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Kris Indonésio (2008) - O kris ou keris é um punhal assimétrico da Indonésia. Ao mesmo tempo arma e objecto espiritual, são-lhe muitas vezes atribuídos poderes mágicos. Os kris mais antigos datam de 1360, e o seu uso espalhou-se em todo o Sudeste Asiático.

Kris indonésio (UNESCO)

  • Teatro de Marionetas Wayang (2008) - O Wayang é um teatro de marionetas com origem na ilha de Java, hoje espalhado por toda a Indonésia. As marionetas podem ser feitas de madeira, ou serem silhuetasprojectadas numa tela iluminada. A representação é acompanhada com instrumentos de bronze e gamelão. As tradições da narrativa Wayang têm origem não só no arquipélago indonésio, mas também na Índia e na Pérsia.

Teatro de Marionetas Wayang (UNESCO)

  • O Batik Indonésio (2009) - As técnicas, simbolismo e elementos culturais associados ao batik -Tecido de algodão e seda tecido à mão - marcam a existência dos indonésios desde o seu nascimento até à sua morte: as crianças são transportadas em cangurus ornamentado com batik decorado com símbolos destinados a trazer boa sorte, e os mortos são envoltos em mortalhas de batik.

Batik indonésio (UNESCO)

  • O Angklung Indonésio (2010) - O Angklung é um instrumento musical indonésio feito com quatro tubos de bambu suspensos num quadro do mesmo material e amarrados com cordas quebradas. Um mestre artesão talha e corta cuidadosamente os tubos, a fim de emitirem determinadas notas musicais quando se aperta ou se bate na armação de bambu. Cada Angklung emite uma nota ou acorde únicos, de modo que, para executar melodias, é necessário que vários intérpretes toquem juntos.

O Angklung indonésio (UNESCO)

  • A Dança Saman (2011) - (A requerer medidas urgentes de salvaguarda) - A dança Saman é parte da herança cultural do povo Gayo, localizado na província de Aceh, na ilha de Sumatra. Os seus artistas são meninos e rapazes varões que executam a dança de cócoras ou ajoelhados, formando filas apertadas. Todos eles usam um traje preto com motivos bordados com cores típicas da etnia, simbolizando a natureza e os valores nobres. O chefe senta-se no meio de uma fila e canta versos principalmente em língua gayo. Estes versos dão conselhos e podem ser de natureza religiosa, romântica ou humorística. Os dançarinos dão palmadas, batem no peito e nas coxas, batem com os pés no chão, estalam os dedos e balançam ou giram o corpo e a cabeça ritmicamente, quer em uníssono ou a contratempo com os dançarinos que estão à sua frente. Estes movimentos simbolizam a vida diária do povo Gayo e o seu ambiente natural. A Dança Saman, executada em festas e feriados nacionais e religiosos, contribui para fortalecer e estreitar as relações entre os grupos de aldeões, que se convidam mutuamente para os espectáculos. A sua prática e a sua transmissão estão em declínio. Muitos dos líderes que dominam esta estão envelhecendo e não têm sucessores.


Dança Saman (UNESCO)

  • Noken: O bolso multi-funcional feito de nós ou tecido, do artesanato da Papuásia (2012) - (A requerer medidas urgentes de salvaguarda) - O Noken é um saco formado por uma rede de fios atados ou tecidos, que as comunidades das províncias indonésias de Papua e Papua Ocidental extraem de fibras de madeira ou folhas. Homens e mulheres usam-no, não só para transportar produtos das plantações, capturas de pesca de mar ou lago, transporte de lenha, crianças ou animais jovens, mas também para fazer compras em lojas e armazenar artigos domésticos. O Noken é também um elemento de indumentária pessoal, sobretudo nas festas tradicionais, e pode ser oferecido em sinal de paz. O método de preparação do Noken varia de uma comunidade para outra.

Noken (UNESCO)

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

19 novembro 2014

Filipinas

Repúbliká ng̃ Pilipinas
Republic of the Philippines
República das Filipinas


Brasão de Armas



Bandeira


















Localização:
Ásia, Sudeste asiático, Nação transcontinental.
País mega-diverso (faz parte do conjunto de países que albergam o maior índice de biodiversidade da Terra).


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A primeira grande corrente migratória chegou a esta região através do sul. Acredita-se que esses imigrantes eram de origem indonésio-caucasiana, possuindo um grau de civilização mais adiantado que as tribos nativas. Posteriormente ocorreram mais duas grandes correntes migratórias. Cada nova corrente impeliu os habitantes originais a procurarem terra ao norte.
     A corrente migratória seguinte, cujo apogeu foi no Século XIV, veio do reino madjapahit e trouxe consigo a religião muçulmana.
     Fernão de Magalhães, um navegador português a serviço do Rei de Espanha, durante a primeira viagem de circum-navegação, descobriu as ilhas em 1521. Ele procurava uma rota alternativa para comercializar especiarias, e chamou à região San Lázaro.
     Ao chegar à Ilha de Cebu, convenceu o chefe local Humabon e outros 800 nativos a converterem-se ao catolicismo. Posteriormente, tentou a mesma acção na Ilha Mactan, liderada por Lapu-Lapu, onde faleceu em 21 de Abril.
     Em 1543, uma expedição de colonização, liderada por Ruy López de Villalobos, renomeou duas ilhas (Leyete e Samar) para Filipinas, em homenagem ao Rei Filipe II. Este nome passou a ser usado para dar o nome a todo o arquipélago. A partir de 1571 os espanhóis estabeleceram a sua capital em Manila, garantindo o seu domínio por mais de trezentos anos.
     As Filipinas foram um importante entreposto comercial espanhol na Ásia, especialmente pelo comércio de tecidos e especiarias. No Século XVII, os espanhóis construíram várias escolas, entre as quais a Universidade de Santo Tomás (1611). O fim da rota comercial deu-se em 1815, quando a Espanha ficou enfraquecida com a seguida perda do México e a guerra com os Estados Unidos.
     O herói nacional das Filipinas, o linguista, escritor, artista, médico e cientista José Rizal iniciou um movimento de reforma. Ao mesmo tempo, uma sociedade secreta chamada Katipunan, chefiada por Andrés Bonifácio, começou a revolução, dando aos espanhóis a desculpa que precisavam para executar Rizal, que se encontrava no exílio em Dapitan, Mindanao (sul do país). Foi trazido a Manila para julgamento e condenado à morte, embora não se tenha prova a sua participação na revolta.
     A sua morte, porém, estimulou ainda mais essa revolução, levando o General Emílio Aguinaldo a declarar, em 12 de Junho de 1898, a independência do país e a proclamar a primeira República das Filipinas.
     Apesar da resistência dos residentes, as Filipinas acabaram sob o domínio dos Estados Unidos, que exploraram o comércio e mantiveram centros educacionais sustentados por protestantes. Com o tempo, os novos ocupantes passaram a ser bem recebidos. Mesmo assim, a religião católica predominou.
     Em 4 de Julho de 1946, a Independência do arquipélago foi reconhecida pelos EUA, apesar da influência se ter mantido: os filipinos lutaram a favor dos americanos nas guerras da Coreia e do Vietname e da predominância da língua inglesa (com significativa presença da língua espanhola e outras línguas nativas).

Igreja em Quiapo, Filipinas

Cultura:
Religião - Historicamente, as duas principais religiões das Filipinas são o islamismo e o catolicismo. O islamismo foi introduzido no sul do país através da expansão comercial dos árabes no sudeste da Ásia no Século XIV.      Em 1521, com a chegada de Fernão de Magalhães, foi introduzida a religião católica no norte do país, limitando a expansão do islamismo. No início do Século XX também foram organizadas duas igrejas locais independentes: a Igreja filipina Independente (Aglipay) em 1902 e a Igreja de Cristo (Iglesia ni Cristo) em 1914. Actualmente, a maior parte da população das Filipinas professa a fé Católica.
Gastronomia - Existe uma variedade grande de comidas típicas (sinigang, adobo, relyeno, pakesin, etc), podendo a mesma ser considerada como um apanhado das melhores receitas de origem espanhola, malásia, chinesa e americana, dando um carácter próprio filipino. Os pratos com frutos do mar são largamente utilizados.
As bebidas típicas - Tuba e Lambanog- são confeccionadas com o líquido obtido do coqueiro ou da palmeira.
     Quem já esteve nas Filipinas costuma dizer que o seu povo tem pela vida o mesmo amor que sente pela boa comida. Devido à qualidade da terra e a no mar, os pratos são típicos e delicados e não possuem os condimentos das restantes cozinhas asiáticas, exceptuando-se as especialidades dos Bicolanos, llongos, llocanos, Cebuanos, Capampangan, árabes, e chineses.
     Em Manila são numerosos os restaurantes que servem pratos da culinária chinesa, japonesa, tailandesa, turca, mexicana e vietnamita. Quem tem pressa pode dirigir-se às tascas ambulantes, que servem pizzas e hambúrgueres, ou às cadeias de estabelecimentos que fornecem "fast-food".


Principais recursos naturais:
Ouro, prata, ferro, cobre, chumbo, cromite, níquel, manganésio, gesso, enxofre, argila, calcário, mármore, sílica, fosfato, gás natural e energia geotérmica.


Datas comemorativas:
Dia Nacional - 12 de Junho - Comemora o dia em que o general Emílio Aguinaldo declarou a independência, da Espanha, e proclamou a Primeira República nas Filipinas, em 1898. Após 48 anos de ocupação, os Estados Unidos reconheceram a independência da República das Filipinas em 4 de Julho de 1946, mas os filipinos quiseram manter a data da primeira independência como o seu dia nacional.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Lupang Hinirang ("Terra Amada" ou, de forma mais literal, "Terra Escolhida");
Insígnia da Força Aérea das Filipinas (FAF).


Insígnia da FAF
Insígnia de baixa visibilidade da FAF









Lema:
"Maka-Diyos, Maka-Tao Makakalikasan at Makabansa" - ("Por Deus, Pelo Povo, Pela Natureza e Pelo País")


Vista parcial de Manila, capital das Filipinas


Capital:                                               Línguas oficiais:
Manila                                                 Filipino e inglês (outros 19 idiomas regionais são reconhecidos)


Moeda oficial:                                      Tipo de Governo:
Peso filipino (PHP)                              República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • APEC - Cooperação Económica Ásia-Pacífico;
  • ASEAN - Associação de Nações do Sudeste Asiático;
  • ACFTA - Área Livre de Comércio entre a Associação de Nações do Sudeste Asiático e a China;
  • CLA - Cúpula do Leste Asiático;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • G20 (países em desenvolvimento);
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • TACSA - Tratado de Amizade e Cooperação no Sudeste Asiático;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Natural e Marinho dos Recifes de Tubbataha (1993, 2009);
  • Igrejas Barrocas das Filipinas (1993);
  • Arrozais em terraços das Cordilheiras das Filipinas (1995);
  • Cidade Histórica de Vigan (1999);
  • Parque Nacional do rio subterrâneo de Puerto Princesa (1999).

Igreja Barroca de San Agustin de Paoay, uma das quatro igrejas
Barrocas das Filipinas (UNESCO)


Arrozais em terraços das Cordilheiras das Filipinas (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Hudhud, os cantares da comunidade Ifugao (2008) - O Hudhud consiste em cantos narrativos tradicionalmente desempenhadas pela comunidade Ifugao, conhecida pelos seus terraços de arroz, que se estendem sobre as terras altas da ilha do norte do arquipélago filipino. É praticado durante as épocas da sementeira e da colheita do arroz, e em vigílias e rituais fúnebres. Pensa-se que teve origem antes do Século VII. O Hudhud compreende mais de 200 cantos, cada um dividido em 40 episódios. A recitação completa pode durar vários dias.
  • Darangen, épico do povo Maranao do Lago Lanao (2008) - O Darangen é uma música épica antiga, que engloba uma riqueza de conhecimento do povo Maranao, na região do Lago Lanao, em Mindanao. Esta ilha mais ao sul do arquipélago das Filipinas é a pátria tradicional dos Maranao, um dos três principais grupos muçulmanos do país. O Daragen é composto por 17 ciclos e um total de 72.000 linhas, celebrando vários episódios da história do povo Maranao e as tribulações dos seus heróis míticos.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre