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26 outubro 2024

Solstício de Inverno

Equinócios e Solstícios: O que são?
     O eixo da Terra (linha imaginária que une os pólos) tem uma inclinação de cerca de 23º em relação ao plano da orbita da Terra.
     Ao percorrer, inclinada, a sua órbita à volta do Sol, a Terra faz com que uma dada região não receba as mesma inclinações e intensidades dos raios solares durante o ano, o que interfere sensivelmente no clima do planeta, originando assim as chamadas Estações do Ano..

     O início de cada estação é definido como Solstício, para o Verão e o Inverno, e como Equinócio, para a Primavera e o Outono.


Quando acontece?
     O Solstício de Inverno acontece quando o sol, na sua órbita aparente (quando vista da Terra), atinge a maior distância angular ao plano que passa pela linha do Equador. Embora a sua data não seja a mesma todos os anos, geralmente ocorre entre os dias 20 e 23 de Dezembro no Hemisfério Norte e por volta de 21 ou 22 de Junho no Hemisfério Sul
     No Hemisfério Norte os solstícios de 20 e 23 de Dezembro ocorrem com menos frequência do que nos dias 20 ou 21 de Dezembro. O último solstício de 23 de Dezembro ocorreu em 1903 e o próximo, neste dia, ocorrerá somente em 2303. A 20 de Dezembro o solstício ocorreu muito raramente, com o próximo a ocorrer em 2080.

- Este dia, no Hemisfério Norte, designa-se por Solstício de Inverno (a luz solar incide com menor intensidade). No Hemisfério Sul designa-se por Solstício de Verão (a luz solar incide com maior intensidade).


Para o ano de 2024/2025:
- Em Portugal, o Solstício de Inverno terá início às 09h 21m de 21 de Dezembro de 2024;
- Este dia é o dia mais curto do ano com a duração de 9horas, 11minutos e 23segundos tendo,     consequentemente, a noite mais longa do ano;
- A partir desta data a duração do dia começa a crescer. Por isso é que, na antiguidade,  o Solstício de       Inverno simbolizava a vitória da luz sobre a escuridão; 
- Assinala o início do Inverno no Hemisfério Norte e o início do Verão no Hemisfério Sul;
- Tem a duração de 89 dias e 19 minutos;
- Termina a 20 de Março de 2025 às 09h 01m.

Iluminação da Terra pelo Sol durante o Solstício no Hemisfério Norte

     Na astronomia, Solstício é o momento em que o sol, durante o eu movimento aparente na esfera celeste, atinge a declinação máxima em Latitude, medida a partir da linha do Equador: Em Junho no Hemisfério Norte e em Dezembro no Hemisfério Sul.

     O termo Solstício deriva do Latim e é composto por duas palavras: sol (sol) + sistere (que não se mexe) = Solstitium. Solstício significa "sol parado" e está associado à ideia de que o Sol deveria estar estacionário, pois para o observador que está na Terra o Sol parece manter uma posição fixa ao nascer e ao pôr do Sol, durante algum tempo. Daí a razão porque este dia, em Dezembro, tem a noite mais longa do ano no Hemisfério Norte e dia mais longo do ano no Hemisfério Sul.


Iluminação da Terra pelo Sol durante o Solstício no Hemisfério Sul

     Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os Solstícios não dividem o ano em número igual de dias. Isto acontece porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais depressa do que quando está mais longe (afélio).
     Os Trópicos de Câncer e de Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No Solstício de Verão no Hemisfério Norte, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Câncer. No Solstício de Verão no Hemisfério Sul, ocorre o mesmo fenómeno no Trópico de Capricórnio.
     Nas linhas dos Círculos Polares Árctico e Antárctico, os solstícios marcam o único dia do ano em que o dia ou a noite duram 24 horas ininterruptas, considerando a estação do ano: Verão ou Inverno, respectivamente.

Imagem de Inverno

     Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o Solstício de Inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal das religiões pagãs. O Solstício de Inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão.
     Festas das mitologias persa e hindu referenciavam as divindades de Mitra com o símbolo do "Sol Vencedor", marcada pelo Solstício de Inverno.
     A cultura do Império Romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Com o fortalecimento das religiões pagãs, a data em que se comemoravam as festas do "Sol Vencedor" passaram a referenciar o Natal, numa apropriação destinada a incorporar as festividades de inúmeras comunidades recém convertidas ao cristianismo.

Fontes:
Cortesia de:
Observatório Astronómico de Lisboa;

21 junho 2018

Solstício de Verão

Equinócios e Solstícios: O que são?
     O eixo da Terra (linha imaginária que une os pólos) tem uma inclinação de cerca de 23º em relação ao plano da orbita da Terra.
     Ao percorrer, inclinada, a sua órbita à volta do Sol, a Terra faz com que uma dada região não receba as mesma inclinações e intensidades dos raios solares durante o ano, o que interfere sensivelmente no clima do planeta, originando assim as chamadas Estações do Ano..

     O início de cada estação é definido como Solstício, para o Verão e o Inverno, e como Equinócio, para a Primavera e o Outono.


Quando acontece?
     O Solstício de Verão acontece quando o sol atinge a declinação máxima em Latitude, medida a partir da linha do Equador, dando origem ao dia mais longo do ano no Hemisfério Norte. No Hemisfério Sul designa-se por Solstício de Inverno, dando origem ao dia mais curto do ano.

- No Hemisfério Norte, este dia designa-se por Solstício de Verão (a luz solar incide com maior intensidade);
- No Hemisfério Sul designa-se por Solstício de Inverno (a luz solar incide com menor intensidade).

- Em Portugal, o Solstício de Verão tem início às 11h 07m de 21 de Junho de 2018;
- Assinala o início do Verão no Hemisfério Norte e o início do Inverno no Hemisfério Sul;
- Tem a duração de 93,66 dias;
- Termina a 23 de Setembro de 2018, às 01h e 54m.

Iluminação da Terra pelo Sol no Solstício de Verão no Hemisfério Norte

     Na astronomia, Solstício é o momento em que o sol, durante o eu movimento aparente na esfera celeste, atinge a declinação máxima em Latitude, medida a partir da linha do Equador, em Junho no Hemisfério Norte, e em Dezembro no Hemisfério Sul.

     O termo Solstício deriva do latim e é composto por duas palavras: sol (sol) + sistere (que não se mexe) = Solstitium. Solstício significa "sol parado" e está associado à ideia de que o Sol deveria estar estacionário, pois para o observador que está na Terra o Sol parece manter uma posição fixa ao nascer e ao se pôr, durante algum tempo. Daí a razão porque este dia tem o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte e a noite mais longa do ano no Hemisfério Sul
     No Hemisfério Norte o Solstício de Verão ocorre por volta de 21 de Junho. No Hemisfério Sul ocorre por volta de 21 de Dezembro.

Iluminação da Terra pelo Sol no Solstício de Inverno no Hemisfério Sul

     Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os Solstícios não dividem o ano em número igual de dias. Isto acontece porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais depressa do que quando está mais longe (afélio).
     Os Trópicos de Câncer e de Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No Solstício de Verão no Hemisfério Norte, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Câncer. No Solstício de Verão no Hemisfério Sul, ocorre o mesmo fenómeno no Trópico de Capricórnio.
     Nas linhas dos Círculos Polares Árctico e Antárctico, os solstícios marcam o único dia do ano em que o dia ou a noite duram 24 horas ininterruptas, considerando a estação do ano: Verão ou Inverno, respectivamente (ver imagens).


     Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o Solstício de Inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal das religiões pagãs.      O Solstício de Inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão.
Festas das mitologias persa e hindu referenciavam as divindades de Mitra com o símbolo do "Sol Vencedor", marcada pelo Solstício de Inverno.
     A cultura do Império Romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Com o fortalecimento das religiões pagãs, a data em que se comemoravam as festas do "Sol Vencedor" passaram a referenciar o Natal, numa apropriação destinada a incorporar as festividades de inúmeras comunidades recém convertidas ao cristianismo.

Stonehenge, património mundial da UNESCO desde 1986.

     Esta data é mágica para muitos, tempo de fadas e druídas. No Sul de Inglaterra, na Planície de Salisbury, recordam-se crenças e culturas antigas, e Stonehenge é, por excelência, um dos locais de culto para a celebração desta data, onde os Celtas celebravam o início do Verão e o casamento da Mãe Terra com o Pai Sol.

Fontes:
- Cortesia de Observatório Astronómico de Lisboa
- Wikipédia, a enciclopédia livre.

18 março 2017

Equinócio da Primavera

Equinócios e Solstícios: O que são?
     O eixo da Terra (linha imaginária que une os pólos) tem uma inclinação de cerca de 23º em relação ao plano da orbita da Terra.
     Ao percorrer, inclinada, a sua órbita à volta do Sol, a Terra faz com que uma dada região não receba as mesma inclinações e intensidades dos raios solares durante o ano, o que interfere sensivelmente no clima do planeta, originando assim as chamadas Estações do Ano..

     O início de cada estação é definido como Solstício, para o Verão e o Inverno, e como Equinócio, para a Primavera e o Outono.


Primavera: Quando acontece?
     O Equinócio da Primavera acontece quando a linha equatorial do Sol fica alinhada com a linha equatorial terrestre, dando ao dia e à noite a mesma duração.


Para o ano de 2017:
- Em Portugal, o Equinócio da Primavera tem início às 10h 29m (hora UTC) de 20 de Março;
- Assinala o início da Primavera no Hemisfério Norte  (Equinócio da  Primavera) e o início do Outono no Hemisfério Sul  (Equinócio de Outono);
- Tem a duração de 92,79 dias;
- Termina a 21 de Junho de 2017 às 05h 24m (hora legal em Portugal).


Primavera:
     No hemisfério norte é chamada de "Primavera boreal". No hemisfério sul é chamada de "Primavera austral".
     A "Primavera boreal" tem início, no Hemisfério Norte, a 20/21 de Março e termina a 21 de Junho. A "Primavera austral" tem início, no Hemisfério Sul, a 23/24 de Setembro e termina a 21 de Dezembro.

Iluminação da Terra pelo Sol no momento do Equinócio da Primavera


Definição de Equinócio:
     Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste). Mais precisamente, é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.


Etimologia:
     A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo (12h cada). Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.

    


Quando ocorre e consequências temporais:
     Os equinócios ocorrem nos meses de Março e Setembro quando definem mudanças de estação. Em Março o Equinócio marca o início da Primavera no Hemisfério Norte e do Outono no Hemisfério Sul.
Em Setembro ocorre o inverso, quando o Equinócio marca o início do Outono no Hemisfério Norte e da Primavera no Hemisfério Sul.

     As datas dos equinócios variam de um ano para o outro, devido aos anos trópicos (o período entre dois equinócios de Março) não terem exactamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de dezoito horas, que não se encaixa necessariamente no mesmo dia. O ano trópico é um pouco menor que 365 dias e 6 horas. Assim num ano comum, tendo 365 dias e - portanto - mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Ao longo de cada sequência de três anos comuns as datas tendem a adiantar-se um pouco menos de seis horas por ano. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso, devido à intercalação do dia 29 de Fevereiro.


     Também se verifica que a cada ciclo de quatro anos os equinócios tendem a se atrasar. Isto implica que, ao longo do mesmo século, as datas dos equinócios tendam a ocorrer cada vez mais cedo. Dessa forma, no século XXI só houve dois anos em que o equinócio de Março aconteceu no dia 21 (2003 e 2007); nos demais, o equinócio tem ocorrido em 20 de Março. Prevê-se que a partir de 2044 passe a haver anos em que o equinócio aconteça no dia 19. Esta tendência só irá desfazer-se no fim do século, quando houver uma sequência de sete anos comuns consecutivos (2097 a 2103), em vez dos habituais três.
     Devido à órbita da Terra, as datas em que ocorrem os equinócios não dividem o ano num número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja com mais velocidade do que quanto está mais longe (afélio).

Ostara - (imagem de Johannes Gehrts)



A Primavera na tradição e na cultura:
     Em várias culturas nórdicas ancestrais, o Equinócio da Primavera era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com a Páscoa da religião cristã:

     Ostara, também conhecida como Oster ou Eostre (Deusa Anglo-Saxã, que significa Deusa da Aurora) ou Easter (Páscoa, em inglês), pois a Páscoa no hemisfério norte é realizado nesta época, são deusas da primavera, da ressurreição e renascimento e tem como símbolo o coelho. Uma das principais tradições desse festival é a decoração de ovos. O ovo representa a fertilidade da Deusa e do Deus.
     Outra tradição muito antiga é a de esconder os ovos e depois achá-los. Mesmo os não wiccanos (ver texto mais abaixo) sentem-se diferentes neste período, mais dispostos, comem menos, dormem menos e acordam mais cedo.
     Para os wiccanos (ver texto mais abaixo) também é época de começar a plantar, época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a natureza despertam para uma nova vida.


Festival de Ostara: 
     Ostara é o festival em homenagem à Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. É celebrado no primeiro dia da Primavera, cerca de 21 de Março no Hemisfério Norte e cerca de 21 de Setembro no Hemisfério Sul.
     Os membros do coven (nome dado a um grupo de pessoas que se dedicam a esta crença pagã) usam grinaldas, e o altar deve ser enfeitado com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Antes de comê-los, os membros do coven devem girar de mãos dadas em volta do altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos ou de acordo com a criatividade. Os pedidos devem ser voltados para a  fertilidade em todas as áreas.


     Ostara é uma festividade sazonal moderna de religiões pagãs do norte da Europa, como a Wicca, uma religião neopagã influenciada por crenças pré-cristãs e práticas da Europa ocidental que afirma a existência do poder sobrenatural (como a magia) e os princípios físicos e espirituais masculinos e femininos que inteiram a natureza, e que celebra os ciclos da vida e os festivais sazonais, conhecidos como Sabbats, os quais ocorrem, normalmente, oito vezes por ano. Está relacionada com festividades que se celebram durante o Equinócio da Primavera. A moderna celebração tem forte relação com outras celebrações pagãs históricas, pois a religião Wicca revive nos dias de hoje os ritos antigos. Os seus praticantes são conhecidos por 'wiccanos'.

     Traços e influências do paganismo nórdico ainda podem ser encontrados na cultura e nas tradições dos países nórdicos modernos (Dinamarca, Suécia, Noruega, Ilhas Faroé, Ilhas Åland, Islândia e Gronelândia, bem como em todos os países que receberam imigrantes destas nações nórdicas).

Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre;
Cortesia de Observatório Astronómico de Lisboa.

22 setembro 2016

Equinócio do Outono

Equinócios e Solstícios: O que são?
     O eixo da Terra (linha imaginária que une os pólos) tem uma inclinação de cerca de 23º em relação ao plano da orbita da Terra.
     Ao percorrer, inclinada, a sua órbita à volta do Sol, a Terra faz com que uma dada região não receba as mesma inclinações e intensidades dos raios solares durante o ano, o que interfere sensivelmente no clima do planeta, originando assim as chamadas Estações do Ano..

     O início de cada estação é definido como Solstício, para o Verão e o Inverno, e como Equinócio, para a Primavera e o Outono.


Cores Outonais, Avenue Rphafaël, Paris (foto de Valerii Tkachenko) 


Quando acontece?
Equinócio do Outono acontece quando o Sol, na sua órbita aparente (quando vista da Terra), cruza o plano do Equador celeste (a linha do Equador terrestre projectada na esfera celeste).

- Em Portugal, o Equinócio do Outono tem início às 15h 21m de 22 de Setembro de 2016;
- Assinala o início do Outono no Hemisfério Norte e o início da Primavera no Hemisfério Sul;
- Tem a duração de 89,81 dias;
- Termina a 21 de Dezembro às 10h e 44m.

Iluminação da Terra pelo Sol no momento do Equinócio


A palavra Equinócio vem do latim aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite têm a mesma duração, ou seja, 12 horas cada período.

Os Equinócios ocorrem no mês de Março e Setembro, definindo as mudanças de estação:
- Março: Primavera no Hemisfério Norte e Outono no Hemisfério Sul;
- Setembro: Outono no Hemisfério Norte e Primavera no Hemisfério Sul.

As datas dos equinócios variam de ano para ano, devido aos anos trópicos (o período entre dois equinócios de Março) não terem exactamente 365 dias, fazendo com que uma hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de 18 horas, que não se encaixa, necessariamente, no mesmo dia.


O Outono é a Estação do ano que sucede ao Verão, caracterizando-se pela queda das temperaturas e pela mudança de cor e queda das folhas das árvores (excepto nas regiões próximas do Equador).

O Outono no Hemisfério Norte é chamado de "Outono Boreal" e tem início a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro.
No Hemisfério Sul é chamado de "Outono Austral" e tem início a 21 ou 22 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.


Fontes:
Cortesia de:
Observatório Astronómico de Lisboa;
Wikipedia, a enciclopédia livre.

21 março 2016

A Primavera na Pintura Universal

"Primavera: Quente e Húmido"", Séc.XIV, iluminura de pintor desconhecido pertencente ao livro medieval "Tacuinum sanitatis" sobre o bem-estar, baseado no Taqwin al sihha, (تقوين الصح) (Tábuas da Saúde), um Tratado do Século XI, escrito por volta de 1050, da autoria do médico iraquiano Ibn Butlan (1001-1066). Esta iluminura pertence ao manuscrito "Nova aquisição latina", de 1673, com origem em Pavia ou Milão, em 1380/1390, e actualmente na Biblioteca Nacional de Paris.


"Primavera: Vénus e a sua toilete", 1616/1617, óleo sobre tela do
pintor italiano Francesco Albani (1578-1660), Galleria Borghese, Roma, Itália.



A Primavera é o tema central de obras de grandes mestres da pintura universal, e não só, dos quais se destacam alguns, que a seguir se descriminam, ordenados por épocas / correntes da pintura. A negrito, os autores das pinturas representadas neste artigo.

"Lenda de São Francisco: O Milagre da
Primavera", 1297/1300, óleo sobre tela do
pintor italiano Giotto di Bondone (1267-1337),
Igreja Superior de São Francisco, Assis, Itália.


1. PINTURA MEDIEVAL
1a - Gótico (Séc.XII  -  Séc.XVI):
Giotto di Bondone (1267-1337), italiano;
Autor desconhecido (Séc. XIV).


"Primavera", 1462, tempera sobre madeira do pintor italiano Sandro Botticelli (1445-1510),
Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.



"Primavera", 1563, óleo sobre madeira do pintor
italiano Gisuseppe Arcimboldo, (1526-1593),
Museu da Real Academia de Belas Artes
São Fernando, Madrid, Espanha.
2. IDADE MODERNA
2a - Renascimento (Séc.XV  -  Séc.XVI):
Sandro Botticelli (1445-1510), italiano;
Giulio Romano (1499-1546), italiano;
Agnolo Bronzino (1503-1572), italiano;
Pieter Bruedhel, "o Velho" (c.1525-1569), flamengo;
Pieter Brueghel, "o Jovem" (1564-1638), flamengo;
Jan Brueghel, "o Velho" (1568-1625), flamengo.



2b - Maneirismo (Séc.XVI  -  Séc.XVII):
Giulio Romano (1499-1546), italiano;
Jacob Grimmer (1525-1590), flamengo;
Giuseppe Arcimboldo (1526-1593), italiano;
Tintoretto (1518-1594), italiano;
Lodewijk Toeput (c.1550-1605), flamengo;
Abel Grimmer (c. 1570-c. 1619), flamengo.



"Primavera", década de 1890, óleo sobre tela
do pintor francês Jules-Joseph Lefebvre
(1834-1911), colecção privada.
2c - Academicismo (Séc.XVI  -  Séc.XIX):
Jules-Joseph Lefebvre (1834-1911), francês;
Pierre Auguste Cot (1837-1883), francês;
Hans Zatzka (1859-1945), austríaco;


"Primavera", 1873, óleo sobre tela do pintor
francês Pierre Auguste Cot (1837-1883),
Metropolitan Museum of Art,
Nova Iorque, Estados Unidos.













"Paisagem na Primavera", 1587, óleo sobre tela do pintor
flamengo Lucas van Valkenborch (1566-1623), Museu de
História da Arte, Viena, Áustria.












2d - Barroco (Séc.XVII  -  Séc.XVIII):
Lucas van Valkenborch (1566-1623), flamengo;
Jan Brueghel, o Velho (1568-1625), flamengo;
Abel Grimmer (1570-1619), flamengo;
Francesco Albani (1578-1660), italiano;
Jan Brueghel, o Jovem (1601-1678), flamengo;
Gregorio de Ferrari (1647-1726), italiano;
Rosalba Carriera (1675-1757), italiano;
Nicolas Lancret (1690-1743), francês;
Jacob de Wit (1695-1754), holandês;
Pierre-Antoine Quillard (1700–1733),francês;
Anton Kern (1710-1747), alemão.


"Primavera", 1618/1619, óleo sobre tela do pintor flamengo Jan Brueghel, o Velho (1568-1625),
colecção privada.


"Alegoria da Primavera", óleo sobre tela do pintor flamengo Jan Brueghel, o Jovem (1601-1678),
colecção privada.


2e - Clacissismo (Séc.XVII  -  Séc.XIX):
Nicolas Poussin (1594–1665), francês.


"Primavera", c. 1725, pastel em papel cinzento montado em cartão
do pintor italiano Rosalba Carriera (1673-1757),
Museu Nacional do Hermitage, São Petersburgo, Rússia.


2f - Rococó (Séc.XVIII  -  Séc.XIX):
Christian Bernhard Rode (1725–1797), alemão.


3. PINTURA CONTEMPORÂNEA
3a - Romantismo (1790  -  1890):
János Rombauer (1782-1849), húngaro;
Ferdinand Georg Walmüller (1793-1865), austríaco;
Adrian Ludwig Ritcher (1803-1884), alemão.


"Início da Primavera na floresta de Viena", 1864, óleo sobre tela do pintor austríaco
Ferdinand Georg Walmüller (1793-1865), Alte Nationalgalerie, Berlim, Alemanha.


3b - Irmandade Pré-Rafaelita (1848  -  1860):
John Everett Millais (1829-1896), inglês;


"Spring (Apple Blossoms)", 1859, óleo sobre tela do pintor inglês John Everett Millais (1829-1896),
Lady Lever Art Gallery, Liverpool, Reino Unido.


3c - Realismo (1840  -  1880):
Jean-François Millet (1814-1875), francês;
Ernest Lawson (1873-1939), canadense-americano;


"Spring Night, Harlem River", 1913, óleo sobre tela montado em painel do pintor
canadense-americano Ernest Lawson (1873-1939), Museu de Arte Colecção Phillips,
Wasghinton D.C., Estados Unidos.


3d - Época Victoriana (1837-1901):
Walter Crane (1845-1915), inglês;
William Affleck (1869-1943), inglês.


3d - Impressionismo (1850  -  1885):
Camille Pissarro (1830-1903), francês;
Claude Monet (1840-1926), francês;
Géza Mészöly (1844-1887), húngaro;
Adolfo Tommasi (1851-1933), italiano;
István Csók (1865-1961), húngaro;
Eliseu Visconti  (1866-1944), italiano;
Ernst Lawson (1873-1939), canadense-americano;
Kosta Miličević (1877-1920), sérvio;


"Springtime", 1872, óleo sobre tela do pintor francês Claude Monet (1840-1926),
Walters Art Museum, Mount Vernon-Belvedere, Baltimore, Maryland, Estados Unidos.


3e - Pós-Impressionismo (1885 - 1905):
Vincent Van Gogh (1853-1890), holandês;
Gustave Loiseau (1865-1935), francês;
Paul Gauguin (1848-1903), francês;
Paul Cézanne (1839-1906), francês;
Georges Seurat (1859-1891), francês.



"Pesca na Primavera, Ponte de Clichy, 1887, óleo sobre tela do pintor holandês
Vincent van Gogh (1853-1890), Art Institute of Chicago, Estados Unidos.


3f - Simbolismo (1886  -  1910):
Arnold Böcklin (1827–1901), suíço;
Odilon Redon (1840-1916), francês;


"O Sena e a grande Jatte - Primavera", 1888, óleo sobre tela do pintor francês Georges Seurat (1859-1891),
Museus Reais de Belas Artes da Bélgica, Bruxelas.


3g - Naturalismo (1880  -  1920):
Hendrick Jacobus Scholten (1824-1907), holandês;
Alfred Guillou (1844-1926), francês;
António da Silva Porto (1850-1893), português;
Alfredo Keil (1850-1907), português;
José Malhoa (1855-1933), português;
José Maria Veloso Salgado (1864-1945), português;
Eliseu Visconti  (1866-1944), italiano.

"Primavera", 1932, óleo sobre tela do pintor português José Malhoa (1855-1933),
Museu José Malhoa, Caldas da Rainha, Portugal.


3h - Arte Nova (1890  -  1910):
Alfons Maria Mucha (1860–1939), checo;
Eliseu Visconti  (1866-1944), italiano.

"Primavera", 1896, óleo sobre painel do
pintor checo Alfons Maria Mucha
(1860-1939), colecção privada.

3i - Vanguardismo (1905  - 1960):
Béla Iványi-Grünwald (1867-1940), húngaro;



4. PINTURA AMERICANA
4a - Tonalismo (1880  -  1915):
Leon Dabo (1864-1960), americano;



4b - Outros:
Jennie Augusta Brownscombe (1850-1936), americano;
James Tissot (1836-1902), americano;
Albert Lynch (1851-1950), peruano;
Thomas Kinkade (1958-2012), americano.