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26 outubro 2015

Kiribati

Republic of Kiribati
Ribaberikin Kiribati
República do Kiribati






Bandeira
Brasão de Armas







































Localização:
Oceânia, Micronésia (único país do mundo com territórios nos quatro hemisférios da Terra).
(Micro-Estado)



Origem / Pequeno resumo histórico:
     As Ilhas Gilbert, como era antigamente conhecido o actual Kiribati, eram habitadas há, pelo menos, 4.000 ou 5.000 anos por alguns habitantes da Ásia que falavam uma das línguas oceânicas, antes de terem qualquer contacto com europeus, mais provavelmente os espanhóis, no Século XVI. As ilhas foram "baptizadas" em 1820 por um almirante da Estónia, Adam von Krusenstern e pelo seu capitão francês, Louis Duperrey, em homenagem ao capitão britânico Thomas Gilbert, que tinha "descoberto" o arquipélago em 1788.
     Pescadores de baleias e mercadores de escravos começaram a visitar as ilhas em grande número no Século XIX e a confusão resultante fomentou vários conflitos e a introdução de doenças. Num esforço para restaurar a ordem, em 1892 as ilhas tornaram-se um protectorado britânico, juntamente com as ilhas Ellice, e passaram a ser uma colónia a partir de 1916. Nos anos que se seguiram, os britânicos incorporaram as ilhas da Linha (as ilhas que atravessam a Linha do Equador) e as ilhas Fénix à colónia, à qual deram estatuto autónomo em 1971. Em 1978, as Ellice Islands tornaram-se o estado independente de Tuvalu. A independência de Kiribati seguiu-se a 12 de Julho de 1979. Com a independência, os Estados Unidos entregaram à nova república a ilha Phoenix e quase todas as ilhas da Linha.
     Kiribati é um arquipélago formado por 33 ilhas de coral e vários atóis e era dividida pela Linha Internacional de Data. Quando em Bairiki (capital) era manhã de domingo, no leste do país era manhã de sábado. Esta situação alterou-se em 1995, pelo realinhamento da Linha Internacional de Mudança de Data, fazendo com que Kiribati seja o país mais oriental do Mundo. Assim, a ilha Carolina, que foi o primeiro território do Mundo a entrar no terceiro milénio, foi renomeada para Ilha do Milénio.
     Em Março de 2008 o país criou o terceiro maior parque marinho do mundo. Menos de três meses depois, em 5 de Junho, no Dia Mundial do Meio Ambiente, o seu presidente, Anote Tong, pediu ajuda à comunidade internacional para evacuar o país antes que ele desapareça, devido aos efeitos do aquecimento global.

Imagem aérea de Onotoa, distrito das Ilhas Gilbert, Kiribati


Cultura:
     Os quiribatianos recebem influência da cultura ocidental, com próprias danças e artes marciais. O estilo único da cultura de Kiribati mostra crenças sobre fantasmas e criaturas mágicas.

Música - É comum, em Kiribati, a música folclórica, baseada em torno do canto ou em outras formas de vocalização, acompanhado de percussão corporal. No país são conhecidas canções sobre a paixão, o patriotismo e a religião. Os instrumentos musicais mais utilizados em Kiribati são a guitarra e o tambor.

Buki, dança regional de Kiribati

Dança - Kiribati possui estilos únicos de dança, caracterizados por oito tipos principais, entre os quais, o Ruoia (dividido em três formas subtis: Te Kemai - para homens; Te Kabuti - para mulheres e Te wa ni Banga - para povos do atol de Abemama), o Bino, o Kaimatoa (conhecida como "a dança da força", pois exige resistência física), o Buki (dança caracterizada para mulheres, que vestem saias de dez quilos durante o espectáculo), o Tirere (realizado com uma vara) e o Te Rebwe (para base ao batimento de temporização).


Principais recursos naturais:
Sem recursos naturais dignos de registo. Economia baseada na agricultura e na pesca.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 12 de Julho - Celebra a data da independência, do Reino Umido, em 1979.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Teirake Kaini Kiribati ("Levante-se Kiribati").


Lema:
Te mauri, te raoi ao te tabomoa - ("Saúde, paz e prosperidade")


Capital:                                                                            Línguas oficiais:
Tarawa                                                                            Inglês e Gilbertês (ou Quiribati)


Casa do Parlamento de Kiribati, em Tarawa.


Moedas oficiais:                                                                         Tipo de Governo:
Dólar de Kiribati e Dólar Australiano (AUT)                          República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
14 de Setembro de 1999


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PIFS - Pacific Islands Fórum Secretariat (Fórum do Pacífico);
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
Área protegida das Ilhas Fénix (Phoenix) (2010)


Área protegida das Ilhas Fénix (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

12 novembro 2014

Fiji

Matanitu ko Viti
रिपब्लिक ऑफ फीजी 
Republic of Fiji
República das Fiji


Brasão de Armas


Bandeira





















Localização:
Oceânia, Pacífico Sul


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Os primeiros habitantes das Fiji chegaram do Sudeste Asiático muito tempo antes das ilhas serem descobertas por exploradores europeus. As ilhas Vanua Levu e Viti Levu, as principais do arquipélago de Fiji, foram descobertas em 1643 pelo navegador holandês Abel Tasman
     As outras ilhas que compõem o arquipélago foram descobertas no século seguinte pelo explorador inglês James Cook. Os europeus só estabeleceram o primeiro posto de colonização em 1804.
     As ilhas ficaram sob controlo do Reino Unido em 1874, com o estatuto de colónia. Em 1970 foi dada  a independência ao país. O governo democrático foi interrompido por dois golpes militares em 1987, provocados por uma percepção por parte das restantes comunidades de que o governo era dominado pela comunidade indo-fijiana (indiana).

Mulheres nativas das Fiji, 1935
     Uma constituição proclamada em 1990 garantiu o controlo do país pela população das Fiji, mas deu origem a uma grande emigração de indianos. A perda de população levou a dificuldades económicas, mas garantiu que os melanésios se tornassem maioritários no país. Em 1992 ocorrem eleições que são vencidas pelo Partido Político Fijiano.
     Uma revisão realizada em 1997 tornou a constituição das Fiji mais equitativa. Realizaram-se eleições livres e pacíficas em 1999, que resultaram num governo liderado por um indo-fijiano. Um ano mais tarde, o governo foi deposto por um golpe de estado liderado por George Speight, um nacionalista fijiano de linha dura. A democracia foi restaurada em finais de 2000 e Laisenia Qarase, que liderara um governo interino desde o golpe, foi eleito primeiro-ministro.
     As Fiji foram registadas como membro da Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações, a partir de 10 de Outubro de 1970. No entanto, foi suspenso em 1987, 2000 e 2006 devido a estes golpes de Estado.
     O Arquipélago das Fiji possui 322 ilhas, um terço das quais são desabitadas. As duas ilhas mais importantes são Viti Levu e Vanua Levu. É em Viti Levu que se situa a capital, Suva, e onde vivem quase três quartos da população. As ilhas são montanhosas, com picos que se erguem aos 1.324 m no Monte Vitória ou Tomanici na língua fijiana, na área central da ilha Viti Levu, e cobertas por florestas tropicais. Outras cidades importantes são Labasa, Lautoka, NadiSavusavu e Lavuka.
     Para um país do seu tamanho, Fiji tem forças armadas excepcionalmente eficientes, e tem sido um contribuinte importante em missões de manutenção de paz das Nações Unidas em vários pontos do globo.


Cultura:
     Segundo dados de 2005, 57% dos fijianos são cristãos, composto por 45% de protestantes no total da população. Cerca de 34% praticam o hinduísmo. 7% da população é islâmica.
     Os líderes tribais dessas ilhas costumavam praticar actos de canibalismo como forma de ritual; as pessoas que eram comidas eram consideradas especiais na comunidade, e talheres próprios eram utilizados nesta cerimónia, que não podiam ser utilizados para comer outros "alimentos".
     Nas ilhas Fiji são falados três idiomas, que são as línguas oficiais do país: o fijiano, idioma dos habitantes nativos das ilhas, o inglês, devido à colonização britânica no Século XIX, e uma variante do hindi, o hindi fijiano ou hindustani fijiano, introduzida por imigrantes indianos.
     A cultura das Fiji é um rico mosaico de tradições fijianas indígenas, indo-fijianas, asiáticas e europeus, compreendendo política social, a língua, a gastronomia (que vem principalmente do mar, além da mandioca, dalo (taro) e outros vegetais), traje, sistemas de crenças, arquitectura, artes, artesanato, música, dança e desportos.
     Enquanto cultura, as tradições indígenas das Fiji são muito vibrantes e são parte integrante da vida quotidiana para a maioria da população das Fiji. A sociedade das Fiji tem evoluído ao longo do século passado, com a introdução de tradições indianas e chinesas, bem como influências significativas da Europa e de vizinhos das Fiji no Pacífico, particularmente Tonga e Samoa. Assim, as várias culturas de Fiji se uniram para criar uma identidade nacional multi-cultural única.
     A cultura das Fiji foi apresentado na Exposição Mundial 1986, realizada em Vancouver, Canadá e, mais recentemente, no Shanghai World Expo 2010, juntamente com outros países do Pacífico, no Pavilhão do Pacífico.


Principais recursos naturais:
Madeira, ouro, cobre, energia hidrica e potencial de petróleo.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 10 de Outubro - Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1970.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Meda Dau Doka ou God Bless Fiji.


Lema:
Rerevaka na Kalou ka Doka na Tui - ("Tema a Deus e Honre a Rainha")


Imagem de Suva, capital das Fiji


Capital:                                                                                   Línguas oficiais:
Suva                                                                                        Inglês, fijiano e hindi fijiano



Moeda oficial:                                                                         Tipo de Governo:
Dólar fijiano                                                                             República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
13 de Outubro de 1970


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.



Património Mundial (UNESCO):
  • Cidade Portuária Histórica de Levuka, ilha de Ovalau (2013).


Igreja do Sagrado Coração, Rua da Praia, Levuka (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

29 dezembro 2013

Austrália

Commonwealth of Austrália
Comunidade da Austrália



Bandeira
Brasão de Armas





Localização:
Oceânia, Austrália, Australásia.
País mega-diverso (faz parte do conjunto de países que albergam o maior índice de biodiversidade da Terra).


Origem / Pequeno resumo histórico:
     O nome Austrália vem do latim “australis”, que significa "austral", ou seja, "do sul". Australis já era mencionada em lendas do século II sobre a "terra desconhecida do sul" (terra australis incognita).
     O nome Austrália foi popularizado pelo cartógrafo e navegador britânico Matthew Flinders (1774-1814), que usou o nome, que seria formalmente aprovado em 1804, ao elaborar o seu manuscrito e cartas para o seu “A Voyage to Yerra Australis”, de 1814.

     A habitação humana da Austrália teve seu início estimado entre 48.000 e 42.000 anos atrás, possivelmente com a migração de pessoas por pontes de terra e por cruzamentos pelo mar de curta distância, no que é actualmente o Sudoeste da Ásia. Estes primeiros habitantes podem ter sido antepassados dos modernos indígenas australianos, os chamados aborígenes.
     Embora exista a teoria da descoberta da Austrália pelos portugueses, há quem defenda que o primeiro avistamento europeu registado do continente australiano e o primeiro desembarque europeu na sua costa foram atribuídos ao navegador holandês Willem Janszoon (1570-1630), que avistou a costa da Península do Cabo York numa data desconhecida no início de 1606: ele fez o desembarque em 26 de Fevereiro no Rio Pennefather, na costa ocidental do Cabo York, perto da cidade moderna de Weipa. O holandês traçou todo o litoral oeste e norte da "Nova Holanda", durante o século XVII, mas não fez nenhuma tentativa de colonização.

Capitão James Cook
     O responsável oficial pela descoberta da Austrália pelos norte-europeus foi o explorador, navegador e cartógrafo inglês Capitão James Cook (1728-1779), que reclamou o vasto continente para a coroa do Reino Unido no dia 21 de Agosto de 1770, dando-lhe o nome de Nova Gales do Sul. Porém, e sem contar com a colonização aborígene verificada há cerca de 40 000 anos, a viagem do Capitão Cook foi apenas o corolário de várias expedições exploratórias aos mares do Sul, em busca do mítico continente do Sul. Nestas viagens, a Austrália teria sido visitada, segundo alguns investigadores, por navegadores portugueses (em 1522 por Cristóvão de Mendonça e em 1525 por Gomes de Sequeira), sendo certas as visitas dos holandeses a vários pontos da costa australiana a partir do Século XVII.
     As descobertas de Cook prepararam o caminho para a criação de uma nova Colónia Penal. A Colónia da Coroa Britânica de Nova Gales do Sul foi formada em 26 de Janeiro de 1788, quando o Capitão Arthur Phillip levou a Primeira Frota a Port Jackson. Esta data tornou-se o Dia da Austrália, o principal feriado nacional do país. 
     A Terra de Van Diemen, hoje conhecida como Tasmânia, foi colonizada em 1803 e tornou-se uma colónia separada em 1825. O Reino Unido  reclamou a parte ocidental da Austrália em 1828.
Algumas colónias, que eram separadas, foram esculpidas a partir de partes de Nova Gales do Sul: a Austrália Meridional em 1836, Victoria em 1851 e Queensland em 1859.
     O Território do Norte foi fundado em 1911, quando foi retirado da Austrália Meridional. A Austrália Meridional foi fundada como uma "província livre", que nunca foi uma colónia penal. Victoria e Austrália Ocidental também foram fundadas como "livres", mas depois aceitaram transportar presos. Uma campanha de colonos da Nova Gales do Sul levou ao fim o transporte de condenados para a colónia; o último navio com condenados chegou em 1848.

     A corrida ao ouro começou na Austrália no início da década de 1850 e a rebelião de Eureka Stockade, contra as taxas de licença de mineração, em 1854, foi uma expressão inicial de desobediência civil. Entre 1855 e 1890, as seis colónias adquiriram individualmente um governo responsável, gerindo a maioria dos seus próprios assuntos, enquanto parte restante do Império Britânico. O Instituto Colonial, em Londres, manteve o controle de alguns assuntos, nomeadamente dos negócios estrangeiros, defesa, e transporte marítimo internacional.

     A Comunidade da Austrália foi criada em 1907, tornando-se um domínio do Império Britânico. O Território da Capital Federal (mais tarde rebaptizado para Território da Capital da Austrália) foi formado em 1911 como a localização para a futura capital federal de Camberra. Melbourne foi a sede temporária do governo entre 1901 e 1927, enquanto Camberra era construída.


Cultura:
     Desde 1788, a principal base da cultura australiana vem da cultura ocidental anglo-céltica. Características distintas culturais também têm surgido a partir do ambiente natural da Austrália e das suas culturas nativas. Desde meados do século XX, a cultura popular norte-americana tem influenciado fortemente a cultura australiana, especialmente através da televisão e do cinema. Outras influências culturais vêm de países vizinhos da Ásia, e da imigração em grande escala das nações que não falam inglês.

     Artes - Acredita-se que as artes visuais australianas só tenham começado com pinturas em cavernas e em cascas de árvores, através dos seus povos indígenas. As tradições dos indígenas australianos são amplamente transmitidas oralmente e estão vinculadas a cerimónias e histórias do Tempo do Sonho.

     Desde a época da colonização europeia, um dos principais temas da arte australiana tem sido o cenário natural do país, por exemplo, as obras do pintor aborígene Albert Namatjira (1902-1959), o pintor britânico Arthur Streeton (1867-1943) e outros, associados com a Escola de Heidelberg  e Arthur Boyd (1920-1999), o principal membro da Dinastia Artística Boyd, extensa família dedicada à pintura, escultura, arquitectura e outras profissões das artes.

     A paisagem australiana continua a ser uma fonte de inspiração para os artistas modernistas do país, que tem sido descrito em trabalhos aclamados como os de Sidney Nolan (1917-1992), Fred Williams (1911-1977), Sydney Long (1871-1955) e Clifton Pugh (1924-1990). Os artistas da Austrália são influenciados pelas artes dos Estados Unidos da América e Europa, e incluem a cubista Grace Crowley (1890-1979), o surrealista James Gleeson (1915-2008), o expressionista abstracto Brett Whiteley (1939-1992) e o artista pop Martin Sharp (n. 1942).
     A Arte Contemporânea indígena da Austrália é o único movimento de arte do país com importância internacional para sair da Austrália e o "último grande movimento de arte do século XX".
     Os seus expoentes têm incluído a artista aborígene australiana Emily Kngwarreye (1910-1996).
     O crítico de arte Robert Hughes (1938-2012) escreveu vários livros influentes sobre a história da arte na Austrália e foi descrito como "o mais famoso crítico de arte do mundo" pelo The New York Times.
     A Galeria Nacional da Austrália e galerias estaduais mantêm colecções de arte nacionais e estrangeiras.

     Cinema e literatura - A indústria do cinema australiano começou com o lançamento do The Story of thr Kelly Gang, de 1906, considerado o primeiro filme de longa-metragem do mundo.
     Tanto a produção de filmes australianos como a distribuição de filmes britânicos diminuiu drasticamente após a Primeira Guerra Mundial, quando os estúdios e distribuidores norte-americanos monopolizaram a indústria. Na década de 1930 cerca de 95% dos filmes exibidos na Austrália eram produzidos em Hollywood. No final da década de 1950 a produção de filmes na Austrália terminou e não houve produção de filmes australianos entre 1959 e 1969.

Henry Lawson, considerado
um dos maiores escritores
australianos

     A literatura australiana também foi influenciada pela paisagem do país, as obras de escritores como Banjo Paterson (1864-1941), Henry Lawson (1867-1922) e Dorothea Mackellar (1885-1968), captaram a paisagem australiana.
     O passado colonial da nação, representado pela literatura recente, é muito popular entre os australianos modernos. Em 1973, Patrick White (1902-1990) recebeu o Prémio Nobel da Literatura, o primeiro australiano a ter conquistado esse feito.
     Entre os vencedores australianos do Prémio Man Booker (o maior prémio internacional para escritores vivos de língua inglesa) estão Peter Carey (n. 1943), Thomas Keneally (n. 1935) e Íris Murdoch (1919-1999). David Williamson (n. 1942) e David Malouf (n. 1934) também são escritores de renome. O escritor Les Murray (n. 1938) é considerado "um dos principais poetas da sua geração".

     Culinária - A comida dos australianos nativos  era amplamente influenciada pela área em que viviam. A maioria dos grupos tribais subsistiu em uma dieta simples de caçador-colector, como a caça, a pesca e a colecta de plantas nativas e frutíferas.
     O termo geral para as espécies da flora e da fauna nativas da Austrália e utilizadas como fonte de comida é o bushfood. Os primeiros colonos introduziram a culinária britânica no continente. Muito do que é agora considerado a comida típica do país é baseada no assado de Domingo e tornou-se uma longa tradição para muitos australianos.
     Ao longo do século XX, a culinária da Austrália foi sendo cada vez mais influenciada pelos imigrantes, particularmente a partir do sul da Europa e de culturas asiáticas.

     O vinho australiano é produzido em 60 áreas de produção distintas, que totalizam cerca de 160 mil hectares, principalmente nas regiões ao sul, as partes mais frias do país. As regiões de vinho, em cada um desses Estados, produzem castas e estilos diferentes que se aproveitam dos climas e tipos de solo locais. Em 1995, um vinho australiano vermelho, o Penfolds Grange, ganhou o prémio Wine Spectator de "Vinho do Ano", sendo o primeiro vinho de fora da França ou da Califórnia a ter conseguido esta distinção.

     Desporto - Cerca de 24% dos australianos com idade superior a 15 anos participam regularmente de actividades desportivas organizadas na Austrália. Este país possui fortes equipas internacionais de críquete, hóquei em campo, netball, rugby league e rugby union, tendo sido campeã olímpica ou mundial, pelo menos, duas vezes em cada desporto nos últimos 25 anos para homens e mulheres, quando aplicável.
     A Austrália também é forte no ciclismo de pista, remo e natação, tendo estado consistentemente entre os cinco melhores países nos Jogos Olímpicos ou em campeonatos mundiais desde 2000.
   
     Alguns dos atletas mais bem sucedidos da Austrália são os nadadores Dawn Fraser, Murray Rose, Shane Gould e Ian Torpe. Outros atletas famosos: a sprinter Betty Cuthbert, os tenistas Rod Laver, Ken Rosewall, Evonne Goolagong e Margaret Court, o jogador de críquete Donald Bradman, o tricampeão mundial de Fórmula 1, Jack Brabham, o pentacampeão mundial de Motor GP Mick Doohan, o jogador de golf Karrie Webb e o jogador de bilhar Wally Lindrum.

     A nível nacional, outros desportos populares incluem o futebol australiano, a corrida de cavalos, o surf, o futebol e o automobilismo. A Austrália tem participado em todos os Jogos Olímpicos de Verão da era moderna e de todos os Jogos da Commonwealth, tendo sido a sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 1956 (Melbourne) e 2000 (Sydney), tendo sido classificada entre os seis primeiros países no ranking de medalhas desde 2000. A Austrália também foi a sede dos Jogos da Commonwealth de 1938, 1962, 1982 e 2006.


Principais recursos naturais:
Bauxita, carvão, minério de ferro, cobre, estanho ouro, prata, urânio, níquel, tungsténio, areias minerais, chumbo, zinco, diamantes, gás natural e petróleo.


Datas comemorativas:
Dia da Austrália - 26 de Janeiro (data da fundação de Sydney por Arthur Phillip, em 1788);


Dia ANZAC - 25 de Abril (celebrado na Austrália e Nova Zelândia. Lembra a Batalha de Gallipoli - Turquia - em 1915,  em que dezenas de milhares de soldados destes dois países e do Reino Unido perderam as suas vidas na I Guerra Mundial.)



Símbolos Nacionais:
Bandeira;
Brasão de Armas;
Hino Nacional (Advance Australia Fair);
Insígnia da Real Força Aérea da Austrália;
Animais símbolos: Canguru e Koala.


Insígnia da Real Força Aérea
da Austrália
Insígnia de baixa visibilidade
Real Força Aérea












Canguro, um dos animais símbolos da Austrália





Insígnia da Aviação do
Exército (Army Aviation)









Koala, um dos animais símbolos
da Austrália

Vista parcial de Camberra, capital da Austrália

Capital:
Camberra (395 mil habitantes)


Língua oficial:                                                                            Moeda oficial:
Inglês                                                                                        Dólar australiano


Cidades mais populosas:
Sydney, capital do Estado de Nova Gales do Sul (4,4 milhões de habitantes);
Melbourne, maior cidade do Estado de Victória (3,9 milhões de habitantes);
Brisbane, capital do Estado de Queensland (1,9 milhões de habitantes);
Perth, capital do Estado da Austrália Ocidental (1,6 milhões de habitantes).



Imagens de Sidney
Imagens de Melbourne

























Imagens de Perth






Vista parcial de Brisbane






















Tipo de Governo:
Monarquia Constitucional e Democracia Federal Parlamentar.


Data de entrada como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
1 de Novembro de 1945.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • G-20 - (países industriais, maiores economias);
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • Tratado ANZUS (Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos);
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • APEC - Cooperação Económica Ásia-Pacífico;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática (observador permanente);
  • AIE - Agência Internacional de Energia;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • PIFS - Pacific Islands Fórum Secretariat (Fórum do Pacífico);
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • AG - Grupo Austrália;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • OCEMN - Organização de Cooperação Económica do Mar Negro (membro observador);
  • TACSA - Tratado de Amizade e Cooperação no Sudeste Asiático;
  • FPDA - Cinco Acordos de Força de Defesa;
  • CLA - Cúpula do Leste Asiático;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional Kakadu (1981, 1987, 1992);
  • Grande Barreira de Coral (1981);
Pormenor da Grande Barreira de Coral (UNESCO)
  • Região dos Lagos Willandra (1981);
  • Zona de Natureza Selvagem da Tasmânia (1982, 1989);
Zona de Natureza Selvagem da Tasmânia (UNESCO)

  • Arquipélago de Lord Howe (1982);

Arquipélago de Lord Howe (UNESCO)
  • Reservas florestais ombrófilas do centro-este australiano (1986, 1994);
  • Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta (1987, 1994);
O Uluru, Parque Nacional Urulu-Kata Tjuta (UNESCO)
  • Trópicos húmidos de Queensland (1988);
Trópicos Húmidos de Queensland (UNESCO)

  • Baía Shark, Austrália Ocidental (1991);
Baía Shark, Austrália Ocidental (UNESCO)

  • Ilha Fraser (1992);
Ilha Fraser, a maior ilha de areia do mundo (UNESCO)

  • Sítios fósseis de mamíferos da Austrália - Riversleigh / Naracoorte (1994);
Sítios fósseis de mamíferos da Austrália (UNESCO)
  • Ilha Heard e Ilhas McDonald (1997);
  • Ilha Macquarie (1997);
Ilha Macquarie (UNESCO)
  • Região das Montanhas Azuis (2000);
Região das Montanhas Azuis (UNESCO)
  • Parque Nacional Purnululu (2003);
  • Palácio Real de Exposições e Jardins Carlton (2004);
Palácio Real de Exposições e Jardins Carlton (UNESCO)

  • Ópera de Sydney (2007);
Ópera de Sidney (UNESCO)

  • Sítios das Colónias Penais Australianas (2010);
Sítios das Colónias Penais Australianas (UNESCO)
  • Costa de Ningaloo (2011).

Fonte:
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