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02 outubro 2016

Malta

Repubblika ta' Malta
Republic of Malta
República de Malta


Bandeira
Brasão de Armas









































Localização:
Europa, Europa Ocidental, Europa Meridional.
Micro-estado, Nação Transcontinental.



Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - A origem do termo "Malta" é incerta, e a variação moderna deriva do próprio maltês. A razão etimológica mais comum deriva da palavra grega μέλι (meli). Os gregos chamavam a de ilha Μελίτη (Melitē), que significa "mel doce", possivelmente devido à produção exclusiva de mel em Malta, por uma espécie endémica de abelha que vive na ilha, dando-lhe o apelido popular de "terra do mel". Os romanos chamaram-lhe ilha Melita. Outra etimologia é que a palavra venha do fenício Maleth, que significa "paraíso", em referência às muitas baías enseadas de Malta.

A Ilha de Cominotto e a sua Lagoa Azul


História - Malta é habitada, aproximadamente, desde 5200 a.C.. O país é composto por 11 ilhas e ilhotas, algumas sem população. Os primeiros achados arqueológicos datam aproximadamente de 3800 a.C. Existiu nas ilhas uma civilização pré-histórica significativa antes da chegada dos fenícios, que baptizaram a ilha principal de Malat, que significa "refúgio seguro". 
A ilha de Malta, assim como outras ilhas do Mediterrâneo, possui uma história rica, passando por muitas invasões e domínios desde a pré-história até à idade contemporânea.
Ao longo da sua história, a localização de Malta proporcionou grande importância estratégica a uma sucessão de potências, incluindo fenícios, gregos, romanos, árabes, normandos, aragoneses, Espanha dos Habsburgos, Cavaleiros de São João, franceses e britânicos. Malta ganhou a sua independência do Reino Unido em 1964 e tornou-se uma república em 1974, mantendo a sua associação na Commonwealth.



Ilhota de Filfla

Cultura:
A cultura de Malta reflecte as influências variadas das várias culturas que a dominaram até 1964, particularmente da Itália e do Reino Unido.
Na catedral de São João, construída em 1577, pode apreciar-se a tela "A Decapitação de São João", de Caravaggio, que viveu alguns meses na ilha, sendo expulso sob a acusação de homicídio.
Na sede do Governo, localizado no antigo Palácio do Grão-Mestre do Armoria, podem-se apreciar mais de 5 mil quadros da Ordem Soberana e Militar de Malta. Na capital, Valeta, localiza-se o Museu de Belas Artes, o Museu de Arqueologia, o Forte de Santo Elmo e o Museu da Inquisição.
O Museu Marítimo e o Museu do Grande Sítio, de 1565, revelam o passado turbulento das pequenas ilhas. O Museu Nacional da Guerra e do Refúgio apresenta passagens e recordações da Segunda Guerra Mundial.
Literatura - Calcula-se que a literatura maltesa tenha quase dois séculos de existência. Durante um longo período a literatura maltesa teve grande tradição, atingindo o seu apogeu com os trabalhos do sacerdote Dun Karm Psaila, um artista com grande domínio na sua arte, que mais tarde foi declarado poeta nacional.
Gastronomia - A cozinha maltesa nasceu da relação de longo prazo entre malteses e espanhóis, que governaram o arquipélago. A fusão de sabores deu à cozinha de Malta um sabor distinto dentro da cozinha mediterrânica. Embora tenha muitos pratos originais, muitas receitas também possuem uma forte influência da culinária italiana (especialmente da Sicília) e turca. Alguns pratos típicamete malteses são o biz-fiir zejt, gbejniet pastizzi e Ross il-Forn.



Praia na Ilha de Gozo


Principais recursos naturais:
Calcário e sal.


Datas comemorativas:
Dia da Liberdade31 de Março – Celebra-se o aniversário da retirada do Exército e da Marinha Real britânica de Malta, em 1979;



Dia Nacional 21 de Setembro – Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1964;



Dia da República13 de Dezembro – Celebra a data em que a Constituição de Malta foi alterada, transformando a antiga colónia britânica numa república dentro da Commonwealth.

Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino NacionalL-Innu Malti;
Insígnia da Força Aérea de Malta.

Insígnia da Força Aérea de Malta


Capital:                                                           Língua oficial:
Valeta                                                              Maltês e Inglês


Imagens de Valeta, capital de Malta


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Euro (EUR)                                                       República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
1 de Dezembro de 1964


Data de admissão como membro da União Europeia (EU):
1 de Maio de 2004


Data de admissão na União Monetária Europeia (Zona Euro):
1 de Janeiro de 2008


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • EU – União Europeia;
  • AG – Grupo Austrália;
  • AOSIS – Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • APCE – Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • CoE – Conselho da Europa;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations – Comunidade de Nações;
  • ICDO – Organização Internacional de Protecção Civil (membro observador);
  • ICO – Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU – União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA – Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIM – Organização Internacional para as Migrações;
  • OIV – Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW – Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE – Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA – Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD – Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR – Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • UME – União Monetária Europeia;
  • UPM – União para o Mediterrâneo;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Hipogeu de Hal Saflieni (1980) - É o único templo subterrâneo pré-histórico conhecido. Foi escavado cerca de 2500 a.C., tendo como primeira finalidade a de servir de santuário. Mais tarde serviu como necrópole.

Câmara do santuário do Hipogeu de Hal Saflieni (UNESCO)


  • Templos Megalíticos de Malta (1980, 1992) - Os Templos Megalíticos de Malta são um vasto conjunto de templos espalhados por todo o país num total de 23, construídos em distintos períodos de tempo, entre 3600 a.C. e 700 a.C.


Templo megalítico de Buġibba (UNESCO)


  • Cidade antiga de Valeta (1980).

Cidade antiga de Valeta (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

30 março 2016

Luxemburgo

Grand-Duché de Luxembourg
Großherzogtum Luxemburg
Groussherzogtum Lëtzebuerg
Grão-Ducado do Luxemburgo



Bandeira
Brasão de Armas






















Localização:
Europa, Europa Ocidental.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A história do Grão-Ducado do Luxemburgo tem início com a construção do Castelo do Luxemburgo, durante a Idade Média. Sigfried I (c.922-998), Conde de Ardennes, primeiro Conde do Luxemburgo entre 963 e 998, construiu um pequeno forte nas redondezas de uma antiga fortaleza romana, chamado "Castellum Lucilinburhuc", num terreno que lhe fora dado por monges da Abadia de São Máximo, no ano de 963. Sigfried I foi o fundador da Casa do Luxemburgo.
Representação de Sigfried I do
Luxemburgo
     À volta do forte cresceu uma vila, que se tornou um centro estratégico para a França, Alemanha e Países Baixos. O Forte do Luxemburgo, encravado numa grande pedra, foi sendo constantemente aumentado e fortalecido ao longo dos anos, por meio de sucessivos donos, entre eles os Bourbons, os Habsburgos e os Hohenzollernes, que o transformaram numa das maiores fortalezas da Europa. As suas formidáveis muralhas e localização estratégica fizeram o forte ficar conhecido como “Gibraltar do norte”.
     A dinastia luxemburguesa forneceu vários imperadores ao Império Romano, Reis da Boémia, além de arcebispos de Trier e Mogúncia. Desde a Baixa Idade Média até ao Renascimento, o Luxemburgo carregou diversos nomes, dependendo do autor que o cita, como Lucilinburhuc, Lutzburg, Lützelburg, Luccelemburc Lichtburg, entre outros.
Grã-Duquesa Charlotte do
Luxemburgo (1896-1985)
     O Luxemburgo foi cedido à Casa da Borgonha em 1441. Seis anos mais tarde passou a ser administrado pelos Habsburgos. Em meados do Século XVI, foi dominado pela Espanha. A seguir à Guerra da Sucessão de Espanha, entre 1701 e 1714, o Luxemburgo voltou a ser dominado pela Áustria. Em 1815, o Congresso de Viena tornou o país num Grão-Ducado, concedendo-o a Guilherme I, príncipe de Nassau e de Orange e Rei da Holanda. Em 1830, quando os belgas se revoltaram contra Guilherme I, foram seguidos pelos luxemburgueses. Depois da revolta, a zona de expressão francesa foi separada e tornou-se parte da Bélgica.
      Em 1867, as potências europeias fizeram do ducado um Estado independente, para além de garantirem a neutralidade perpétua nas políticas europeias. Em 1914 a neutralidade luxemburguesa foi violada pela Alemanha, que invadiu e ocupou o grão-ducado até ao final da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Em 1921, o Luxemburgo firmou uma união económica com a Bélgica.

     Durante a Segunda Guerra Mundial o país foi novamente ocupado pelas tropas alemãs e a família real fugiu para a Inglaterra. O território foi libertado em 1944 e abandonou a neutralidade, aderindo à União do Tratado do Atlântico Norte (NATO / OTAN), em 1949. Desde então tem vivido numa grande estabilidade política, social e económica. Em 1952 aderiu à Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e, cinco anos mais tarde, passou a ser membro da União Europeia (UE).



Henri do Luxemburgo,
actual Grão-Duque, desde 2000
Brasão de Armas do Grão-Duque do Luxemburgo





Palácio do Grão-Duque do Luxemburgo, residência oficial.
 Em primeiro plano, a Câmara dos Deputados.

Cultura:
     A produção cultural de Luxemburgo foi ensombrada pela dos seus vizinhos, mas continua viva e vibrante, sobretudo por ter sido durante a maior parte de sua história um país profundamente rural e, portanto, capaz de manter uma série de tradições populares que deram origem à produção actual. Existem vários museus notáveis localizados principalmente na capital, entre eles o Museu Nacional de História e Arte, o Museu Nacional de História Natural, o Museu Histórico da Cidade de Luxemburgo e o Museu de Arte Moderna Grão-Duque Jean (MUDAM). O Museu Nacional de História Militar (MNHM), em Diekirch, é especialmente conhecido por suas representações da Batalha do Bulge. A própria cidade do Luxemburgo é um bem a ser preservado: está na Lista do Património Mundial da UNESCO devido à importância histórica das suas fortificações.

Museu de Arte Moderna Grão-Duque Jean (MUDAM)

Artes - O país tem dado ao mundo alguns artistas de renome internacional, incluindo os pintores Jean-Baptiste Fresez (1800-1867), Nicolas Liez (1809-1892), Jean JacobyJoseph Kutter (1894-1941)Michel Majerus, Jean-Pierre Lamboray (1882-1962), Sosthène Weis (1872-1941), Gust Graas (n. 1924), Emile Kirscht (1913-1994) e Fony Thissen. Os escultores Claus Cito (1882-1965), Nicolas Liez (1809-1892) e Lucien Wercollier (1908-2002), e o artista Su-Mei Tse (n. 1973).


"Vista do Luxemburgo desde Fetschenhof", Pintura de Nicolas Liez, 1870

Fotografia - Na fotografia destacam-se os fotógrafos Edward Steichen (1879-1973), com dupla nacionalidade (luxemburguesa e norte-americana), Édouard Kutter (1887-1978), Charles Bernhoeft (1859-1933) e o foto-jornalista Thierry Frisch. A exposição de Steichen, “The Family of Man” (A Família do Homem) está agora instalada com carácter permanente em Clervaux e foi registada no Programa Memória do Mundo da UNESCO.


Gëlle Fra (Dama Dourada),
escultura de Claus Cito
Monumento memorial "Gëlle Fra", em memória
dos mortos na I Guerra Mundial, na cidade
do Luxemburgo























Literatura e Poesia - Na literatura ou poesia destacam-se Michel Lentz (1820-1893), Michel Rodange (1827-1876), Auguste Liesch (1874-1949) e Roger Manderscheid (1933-2010). Actualmente destacam-se  Anise Koltz (n.1928), que em 2008 recebeu o Prémio Hans Arp de Literatura Francófona, e Jean Portante (n.1950), 
     Luxemburgo foi a primeira cidade a ser designada como Capital Europeia da Cultura duas vezes. A primeira foi em 1995. Em 2007, a Capital Europeia da Cultura foi estabelecida numa imensa zona transfronteiriça, constituída pelo Grão-Ducado de Luxemburgo; o Sarre e a Renânia-Palatinado, na Alemanha; a região da Valónia e da parte de língua alemã da Bélgica; e a região de Lorena, na França. O evento foi uma tentativa de promover a mobilidade e o intercâmbio de ideias atravessando fronteiras em todos os domínios: físico, psicológico, artístico e emocional.

"Bouneschlupp", prato tradicional
luxemburguês
Gastronomia - A gastronomia luxemburguesa reflecte a posição geográfica do Luxemburgo, entre os mundos latino e germânico, tendo por base a culinária dos vizinhos da Bélgica, França e Alemanha. Possui igualmente muita influência dos emigrantes, especialmente portugueses e italianos. A culinária tradicional luxemburguesa possui uma forte base rural e camponesa, com destaque para os produtos de charcutaria, vinhos, queijos e especialidades festivas. Um dos pratos tradicionais da cozinha luxemburguesa é a Bouneschlupp (sopa de feijão verde).







Catedral de Notre Dame do Luxemburgo



Principais recursos naturais:
Sem recursos naturais dignos de registo.


Datas comemorativas:
Dia Nacional – 23 de Junho – A Festa nacional luxemburguesa celebra o aniversário do soberano. Em 1961, um decreto grão-ducal fixa o dia da festa nacional a 23 de Junho, independentemente do dia-aniversário do soberano. Embora a soberana da altura, a grã-duquesa Charlotte, festejasse o seu aniversário a 23 de Janeiro, foi decidido celebrar o aniversário a 23 de Junho, quando a meteorologia mais se apropria às festividades nacionais. O seus sucessores, os grão-duques Jean (aniversário a 5 de Janeiro, reinou entre 1964 e 2000) e Henri (aniversário a 16 de Abril), não alteraram a data, que já entrou nos costumes da população.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional  -  Ons Hemecht, ou D'Uelzecht é o nome do hino nacional do Luxemburgo, que data do Século XIX. A letra é de Michel Lentz (1820-1893) e a música de Jean Antoine Zinnen (1827-1898);
Insígnia do Luxemburgo.

Insígnia do Luxemburgo



Lema:
Mir wëlle bleiwe wat mir sin” - ("Queremos permanecer o que somos")


Edifício da Câmara Municipal da capital, Luxemburgo. Em segundo plano,
a Catedral de Notre Dame.


Capital:                                                              Línguas oficiais:
Luxemburgo                                                    Luxemburguês, francês e alemão.


Estação de comboios da cidade do Luxemburgo


Moeda oficial:                                                  Tipo de Governo:
Euro (EUR)                                                       Monarquia constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Data de admissão como membro da União Europeia (EU):
25 de Março de 1957


Data de admissão na União Monetária Europeia (Zona Euro):
1 de Janeiro de 1999


Castelo de Larochette, no cantão de Mersch, no centro do Luxemburgo


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • EU – União Europeia;
  • UME – União Monetária Europeia;
  • AG – Grupo Austrália;
  • AIE – Agência Internacional de Energia;
  • APCE – Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • BENELUX – Bloco Económico entre a Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo;
  • CoE – Conselho da Europa;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • ICO – Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU – União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • NATO /OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OIF – Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM – Organização Internacional para as Migrações;
  • OIV – Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • UIC – União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Bairros antigos e fortificações da cidade do Luxemburgo (1994).

Bairros antigos e fortificações da cidade do Luxemburgo (UNESCO)


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Procissão dançante de Echternach (2008).


Procissão dançante de Echternach (UNESCO)



Património Documental inscrito no Registo da Memória do Mundo (UNESCO):
  • Family of Man (A Família do Homem), de Edward Steichen (2003).


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

24 janeiro 2016

Liechtenstein

Fürstentum Liechtenstein
Principado de Liechtenstein





Bandeira
Brasão de Armas





















Localização:
Europa, Europa Central, Europa Ocidental.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - Listenstaine (em alemão: Liechtenstein) significa literalmente, na língua local, "pedra clara" (liechten stein). A sua associação com o principado deve-se a ter sido a família Liechtenstein a comprar e unir os condados de Schellenberg e Vaduz, dando origem ao actual território do país. O Sacro Imperador Romano-Germânico permitiu à dinastia o renomeação da sua nova propriedade com o próprio apelido de família. Tal sobrenome, por sua vez, vem do Castelo de Liechtenstein, na Áustria, habitado pela família séculos antes.
História - O Principado do Liechtenstein é um micro-estado (país com menos de 1.000 Km2 ) com 160,4 Km2, que desfrutou de um território incorruptível ao longo da História. As suas fronteiras permaneceram quase imutáveis desde 1434, quando o Reno estabelecia a fronteira entre o Sacro Império Romano Germânico e os cantões da Suíça.
Uma estrada romana atravessa a região de sul para norte, atravessando os Alpes pelo desfiladeiro de Splügen até às margens do Reno, num terreno cujas custosas e frequentes inundações impediam a sua habitação.
A dinastia de Liechtenstein, cujo principado tomou por seu o nome do Castelo de Liechtenstein, na Áustria e onde vivia a família aristocrata. A Johann-Adam Liechtenstein, um príncipe de Viena, com possessões na Boémia, na Baixa Áustria, na Styria e na Morávia, foi barrada a entrada para o Conselho de Príncipes, que rodeava e influenciava directamente os Habsbugos. Então comprou Schellenberg em 1699 e Vaduz em 1712. Tudo isto devido à corrida desenfreada dos nobres e Senhores às terras circundantes da Família Habsburgo. É elevado, então, a Principado Imperial de Liechtenstein, como um feudo do Sacro Império Romano-Germânico
O Liechtenstein tornou-se um estado soberano em 1806, quando ratifica a Confederação do Reno junto a Napoleão I, após a dissolução do Sacro Império. O condado foi ocupado pelas tropas francesas durante alguns anos, mas recupera a sua independência em 1815 com a Confederação Germânica. 



Castelo de Vaduz, a residência oficial do Príncipe do Liechtenstein.

Cultura:
A cultura de Liechtenstein, embora seja um micro-estado, e portanto um país aparentemente sem espaço territorial para se tornar um símbolo cultural, desenvolveu-se a partir da cultura de outros países, como a Alemanha, a França e a Suíça. Sendo assim, a cultura é muito semelhante à da Suíça e à da Alemanha.
Artes - Nas artes, o Liechtenstein surge num plano recuado na Europa, sendo que a maioria do seu património mais notável foi construído durante a Idade Média. A arquitectura é efectivamente apropriada ao local montanhoso, encravado nos alpes.
Na pintura e na escultura, e outras artes decorativas, não é um país de referência. Porém, estas artes cresceram fielmente durante o período do barroco e prosperaram durante o neoclassicismo. Mas só no panorama nacional, não se podendo apontar grandes artistas no país.
Porém, o país tem alguns museus de referência como a Colecção dos Príncipes, que inclui obras de Pieter Paul Rúbens, o Museu Nacional de Arte, o Museu de Belas Artes do Liechtenstein (o Kunstmuseum que alberga obras de Jan Steen, Anthony van Dyck, Umberto Boccioni, Fernando Botero, Paul Klee, Dalí, John Constable, Sol LeWitt, Millet, Picasso e Francis Picabia e outros) e poucos outros. Curiosamente, a Escola de Barbizon é a mais popular nas colecções dos museus de arte do estado, com largas representações deste movimento artístico.
No âmbito da música e do teatro, pode dizer-se que estes constituem uma importante parte da cultura do país. Existem várias organizações como a Companhia Musical do Liechtenstein, entre outras fundações de renome internacional.



Edifício do Parlamento e sede do Governo, em Vaduz

Principais recursos naturais:
Não possui recursos naturais de valor.

Datas comemorativas:
Dia Nacional - 15 de Agosto - Comemorado no dia anterior ao aniversário do Príncipe Franz Joseph II (1906-1989), o primeiro soberano a viver no país.


Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino nacional - Oben am jungen Rhein - ("Acima pelo jovem Reno")


Lema:
"Für Gott, Fürst und Vaterland" - ("Por Deus,o Príncipe e a Pátria")


Vista parcial de Vaduz, capital do Liechtenstein


Capital:                                                           Língua oficial:
Vaduz                                                             Alemão


Algumas ruas de Vaduz


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Franco Suíço (CHF)                                       Monarquia constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
18 de Setembro de 1990


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • APCE – Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • CoE – Conselho da Europa;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • EFTA – Associação Europeia de Livre Comércio;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • OPCW – Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE – Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA – Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD – Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR – Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

13 maio 2015

Itália

Repubblica Italiana

República Italiana




Brasão de Armas





Bandeira

















Localização:
Europa, Europa Ocidental, Europa Meridional, Península Balcânica.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A Itália é um país da Europa meridional cujo território principal forma uma península no mar Mediterrâneo e inclui duas grandes ilhas, a Sicília e a Sardenha. Sofreu, historicamente, a influência de etruscos, gregos e celtas, antes de ser unificada em 262 a.C. pelo domínio romano.
     O nome Itália vem da Roma antiga. Os romanos chamavam de Itália o sul da península Itálica ou Apenina, que significa "terra de bois" ou "terra de pastos".
     Roma, a capital italiana, foi durante séculos o centro político e religioso da civilização ocidental como a capital do Império Romano e como sede da Santa Sé. Após o declínio do Império Romano, a Itália sofreu inúmeras invasões de povos estrangeiros, desde tribos germânicas, como os lombardos e ostrogodos, aos bizantinos e, mais tarde, os normandos, entre outros. Séculos mais tarde, a Itália tornou-se o berço das repúblicas marítimas e do Renascimento, um movimento intelectual extremamente frutífero que viria a ser parte integrante na formação subsequente do pensamento europeu.

Coliseu de Roma, um dos maiores símbolos do Império Romano,
construído cerca de 70-80 d.C. (UNESCO)

     Durante grande parte de sua história pós-romana, a Itália foi fragmentada em vários reinos (tais como o Reino da Sardenha; o Reino das Duas Sicílias e o Ducado de Milão) e cidades-Estado, mas foi unificada em 1861, após um período tumultuoso da história, conhecido como "Il Risorgimento" ("O Ressurgimento"). No final do Século XIX, através das Primeira e Segunda Guerras Mundiais, a Itália possuiu um império colonial que estendia seu domínio até a Líbia, Eritreia, Somália, Etiópia, Albânia, Dodecaneso e uma concessão em Tianjin, na China.
     A Itália moderna é uma república democrática, classificada como o 24º país mais desenvolvido do mundo e com índice de qualidade de vida entre os dez primeiros do planeta. O país goza de um alto padrão de vida e tem um elevado PIB nominal per capita.
     A Itália tem a terceira maior reserva de ouro, o oitavo maior PIB nominal, o décimo maior PIB (PPC) e o sexto maior orçamento público do mundo. A República Italiana tem o nono maior orçamento de defesa do mundo, acesso às armas nucleares da OTAN e um papel proeminente nos assuntos militares, culturais e diplomáticos europeus e mundiais, o que a torna uma das principais potências médias do mundo e uma potência regional de destaque na Europa. O país tem um elevado nível de escolaridade pública e é uma nação altamente globalizada.

Paisagem das vinhas das montanhas de Langhe, Piemonte. A Itália é o maior
produtor mundial de vinhos de alta qualidade.


Cultura:
     A Itália é um dos países que mais influência teve e tem na cultura europeia e mundial, em todas as áreas da arte e cultura. Enquanto país, não existia antes da unificação das Cidades-Estado. A unificação só se concluiu em 1870. Em função disto, muitas tradições culturais que hoje reconhecemos como italianas são mais associadas a regiões específicas do país.
     Os italianos podem-se vangloriar de uma longa tradição cultural das artes às ciências e tecnologia, e uma forte tradição de excelência em todas as artes, culturas, literatura e ciências, corroborado no facto de Itália ser o país do mundo com maior número de patrimónios da UNESCO, totalizando 54 (á frente da China e de Espanha).

Arquitectura - A Itália tem um estilo muito amplo e diversificado de arquitectura, que não pode ser simplesmente classificados por período, mas também por região, devido à divisão da Itália em várias cidades-Estado até 1861.

A Torre inclinada de Pisa e a Catedral de Pisa na Praça dos Milagres, em Pisa,
exemplos da Arquitectura Românica (UNESCO)

     A Itália é conhecida pelas suas consideráveis realizações arquitectónicas, como a construção de arcos, cúpulas e estruturas semelhantes durante a Roma antiga. O país é o fundador do Movimento Renascentista de Arquitectura do final do Século XIV ao Século XVI. Sendo a terra natal do Palladianismo, um estilo de construção que inspirou movimentos como o da arquitectura neoclássica e influenciou os desenhos que os nobres utilizaram para construir as suas casas de campo em todo o mundo, nomeadamente no Reino Unido, Austrália e Estados Unidos, entre o final do Século XVII e o início do Século XX. Várias das mais belas obras da arquitectura ocidental, como o Coliseu, a Catedral de Milão e a Catedral de Florença, a Torre de Pisa e os projectos de construção de Veneza são encontrados em Itália.

Artes e pintura - Arte italiana é a expressão utilizada para caracterizar todo o processo evolutivo das artes visuais que floresceram no território actualmente compreendido pela Itália, desde as manifestações artísticas da Antiguidade até os dias de hoje. Na Roma Antiga, sob a influência da cultura helénica, a região da Itália tornou-se num importante centro de difusão da chamada teknê grega e da ars latina (concepção que unia a habilidade artística à capacidade produtiva do indivíduo), com fortes consequências no campo da escultura, cerâmica e arquitectura. Séculos mais tarde, durante a Idade Média, a arte italiana contribuiu para uma nova concepção estética do estilo gótico, opondo-se aos seus efeitos dinâmicos em favor de uma interpretação mais paleo-cristã. O Renascimento, por sua vez, implicou uma busca de uma linguagem racional e na valorização da herança da Antiguidade.
     No Barroco lançam-se as premissas de uma arte pomposa e de efeitos - cujo rebuscamento atingirá seu ápice no Rococó e o ocaso no Neoclassicismo. No que respeita à arte moderna, a Itália tem no Futurismo uma das suas mais singulares criações.

"A Anunciação", óleo sobre painel, Leonardo da Vinci (cerca de 1472),
Uffizi Gallery - Galleria degli Uffizi - Florença, Itália.

     A Pintura Italiana ocupa na história da arte um lugar singular tanto pela variedade de seus géneros artísticos quanto pelo alcance de sua produção. Está intimamente ligada à história da própria península e da Europa. Alimentou os poderes que dominaram a região através dos séculos e, ao mesmo tempo, influenciou a arte de todo Ocidente.

Literatura - A base da moderna língua italiana foi estabelecida pelo poeta florentino Dante Alighieri, cuja obra A Divina Comédia é considerada a mais importante do período medieval. Em italiano escreveram Boccaccio, Castiglione e Luigi Pirandello, além dos poetas Tasso, Ariosto, Leopardi, e Petrarca, cujo mais famoso estilo é o soneto, uma invenção italiana. Grandes filósofos são Bruno, Ficino, Maquiavel, Vico, Gentile, e Eco.
Prémios Nobel da Literatura italianos: 1906 - Giosuè Carducci (1835-1907, antigo Reino da Sardenha), 1934 - Luigi Pirandello (1867-1936, Reino da Sardenha), 1959 - Salvatore Quasimodo (1901-1968), 1975 - Eugenio Montale (1896-1981), 1997 - Dario Fo (n. 1926).

Alguns nomes da literatura italiana. Da esquerda para a direita e de cima para baixo:
Dante Alighieri, Ugo Foscolo, Giacomo Leopardi e Luigi Pirandello.

Música - Da música popular à clássica, a expressão dos sons tem um papel importantíssimo na cultura italiana. A Itália é o local onde nasceu a ópera, por Claudio Monteverdi. Instrumentos inventados em Itália, como o piano e violino, permitem executar formas artísticas como a sinfonia, concerto e sonata. Alguns dos compositores italianos mais célebres são Palestrina e Monteverdi, ambos da época da Renascença, os compositores do Barroco Corelli e Vivaldi, os clássicos Paganini e Rossini, os românticos Verdi e Puccini e os contemporâneos Berio e Nono.
     O país também é conhecido pelos seus tenores famosos como Luciano Pavarotti e Andrea Bocelli, além de artistas pop contemporâneos como Mango, Laura Pausini, Tiziano Ferro, Eros Ramazzotti, Il Volo e Vasco Rossi.

Alguns grandes nomes da música italiana. Da esquerda para a direita e de cima para baixo:
Giuseppe Verdi, Antonio Vivaldi, Giacomo Puccini e Luciano Pavarotti

Cinema - O cinema italiano também exerceu decisiva influência com o movimento do Neorrealismo, movimento nascido no país e que revelou grandes directores como Roberto Rossellini, Vittorio De Sica e Luchino Visconti. Outros directores se incluem no panteão dos maiores mestres da sétima arte, como Michelangelo Antonioni, Federico Fellini, Sergio Leone, Pier Paolo Pasolini, Ettore Scola, Bernardo Bertolucci, Mario Monicelli, Giuseppe Tornatore, Dino Risi, Marco Bellocchio, e mais recentemente, Nanni Moretti. Todos eles, de estilos diversos e fascinantes, possuem ao menos um ponto em comum: são alguns dos mais polémicos, criativos e mordazes investigadores e críticos da sociedade contemporânea, nas artes em geral. Actores como Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Marcello Mastroianni, Vittorio Gassman, Anna Magnani, Monica VittiRoberto Benigni são alguns dos mais conhecidos de todos os tempos.

Alguns nomes do cinema italiano. Da esquerda para a direita e de cima para baixo:
Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Federico Fellini e Alberto Sordi.

Desporto - A Itália tem uma longa tradição desportiva. Em diversos desportos, tanto individuais quanto em equipe, a Itália tem uma boa representação e muitos sucessos. O desporto mais popular é de longe o futebol, basquetebol e voleibol são os próximos mais populares, com a Itália com uma rica tradição em ambos. A Itália também tem fortes tradições no ciclismo, esgrima, ténis, atletismo, polo aquático, rugby, e desportos de inverno.
     A Itália já foi a sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 1960, em Roma. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008 realizados em Pequim, China, ganhou 191 medalhas de ouro - 45 na esgrima, 33 no ciclismo, 19 no atletismo, 14 no boxe e na ginástica, 10 no remo e no tiro, entre outras. Também já foi a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 1956 e 2006. Nos Jogos de Vancouver 2010, a Itália obteve 37 medalhas de ouro.
     No futebol masculino, a Itália ganhou o Campeonato do Mundo FIFA de 2006, e atualmente é o segundo time de futebol mais bem sucedido do mundo, depois do Brasil, tendo vencido quatro Copas do Mundo FIFA. No voleibol masculino a Itália é detentora de 3 títulos doCampeonato Mundial e 8 títulos da Liga Mundial.
No automobilismo, a italiana Scuderia Ferrari é a mais antiga equipa dos Grandes Prémios, tendo competido desde 1948 e, estatisticamente, a mais bem sucedida equipe de Fórmula Um na história com um recorde de campeonatos.

Culinária - A culinária italiana moderna evoluiu através de séculos de mudanças sociais e políticas, com suas raízes que remontam ao Século IV a.C. Mudanças significativas ocorreram com a descoberta do Novo Mundo, quando alguns vegetais, tais como batatas, tomates, pimentões e milho, tornaram-se disponíveis. No entanto, estes ingredientes centrais da cozinha italiana moderna não foram introduzidos em escala antes do Século XVIII.

Típica pizza napolitana

Ingredientes e pratos variam conforme a região. No entanto, muitos pratos que antes eram regionais têm proliferado em diferentes variações em todo o país. Queijo e vinho são partes importantes da cozinha, desempenhando diferentes papéis tanto regionalmente quanto nacionalmente com suas muitas variações e leis Denominazione di origine controllata (denominação de origem controlada). Café e, mais especificamente o café expresso, tornou-se muito importante para a cozinha cultural da Itália. Alguns pratos famosos e artigos incluem massas, pizzas, lasanhas, focaccia e gelato.


Principais recursos naturais:
Gás natural, petróleo, ferro, carvão, alumínio, granito, fosfato, argila, mármore, pedra-pomes, obsidiana e talco.


Datas comemorativas:
Dia da República - 2 de Junho - Comemora o aniversário do referendo que deu origem à república italiana, em 1946.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Il Canto degli Italiani, Fratelli d'Italia ou Inno di Mameli - (“O Canto dos Italianos”);
Insígnia da Força Aérea Italiana.

Insígnia da Força Aérea Italiana



Capital:                                                           Língua oficial:
Roma                                                               Italiano


Imagens de Roma, capital da Itália.


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Euro (EUR)                                                      República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
14 de Dezembro de 1955.


Data de admissão como membro da EU (União Europeia):
25 de Março de 1957.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • EU - União Europeia;
  • AG - Grupo Austrália;
  • AIE - Agência Internacional de Energia;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • CD - Comunidade das Democracias;
  • CERN - Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear;
  • CLIMS - Comité de Ligação dos Organismos Militares Sociais;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMI - Fundo Monetário Internacional;
  • G7 - Grupo dos sete países mais industrializados e desenvolvidos do mundo;
  • G7+5 - Grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais o grupo de cinco países mais desenvolvidos;
  • G10 - Grupo das onze economias mais desenvolvidas;
  • G20 (países industriais, maiores economias);
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • NATO / OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OCEMN - Organização de Cooperação Económica do Mar Negro (observador);
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UL - União Latina;
  • UME - União Monetária Europeia;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Arte Rupestre do Val Camonica (1979);
  • Centro Histórico de Roma, Propriedades da Santa Sé e Basílica de São Paulo Extramuros (1980, 1990) (sítio transfronteiriço com a Cidade do Vaticano);
  • Igreja e Convento Dominicano de Santa Maria delle Grazie com "A Última Ceia" de Leonardo da Vinci (1980);
Igreja de Santa Maria delle Grazie (UNESCO)

  • Centro Histórico de Florença (1982);

Centro Histórico de Florença (UNESCO)

  • Piazza del Duomo, Pisa (1987);
  • Veneza e sua Lagoa (1987);

Veneza (UNESCO)

  • Centro Histórico de San Gimignano (1990);
  • Sassi di Matera (1993);
  • Cidade de Vicenza e Villas de Palladio no Véneto (1994, 1996);
  • Centro Histórico de Siena (1995);

Catedral de Siena (UNESCO)

  • Centro Histórico de Nápoles (1995, 2011);
Centro Histórico de Nápoles (UNESCO)

  • Crespi d'Adda (1995);
  • Ferrara, Cidade do Renascimento, e o seu Delta do Pó (1995 , 1999);
  • Castel del Monte (1996);
  • Centro Histórico da Cidade de Pienza (1996);
  • Trulli de Alberobello (1996);
  • Monumentos Paleocristãos de Ravena (1996);
  • Catedral, Torre Cívica e Piazza Grande, Módena (1997);
  • Costa Amalfitana (1997);

Amalfi, costa Amalfitana (UNESCO)

  • Jardim Botânico de Pádua (1997);
  • Palácio Real do Século XVIII de Caserta com o Parque, o Aqueduto de Vanvitelli, e o Conjunto de San Leucio (1997);

Aqueduto de Vanvitelli (UNESCO)

  • Portovenere, Cinque Terre e as Ilhas (Palmaria, Tino e Tinetto) (1997);

Portovenere, Liguria (UNESCO)

  • Residências da Casa de Sabóia (1997);
  • Su Nuraxi de Barumini (1997);
  • Villa Romana de Casale (1997);
Pavimento romano da Villa Romana de Casale, Sicilia (UNESCO)

  • Zona Arqueológica de Agrigento (1997);
  • Zonas Arqueológicas de Pompeia, Herculano e Torre Annunziata (1997);
  • Centro Histórico de Urbino (1998);
  • Parque Nacional do Cilento e do Vale de Diano (1998);
  • Zona Arqueológica e Basílica Patriarcal de Aquileia (1998);
  • Villa Adriana (1999);
  • Assis, Basílica de São Francisco e outros Sítios Franciscanos (2000);
  • Ilhas Eólias (2000);
  • Cidade de Verona (2000);
  • Villa d'Este (Tívoli) (2001);
  • Cidades do Barroco Tardio do Val di Noto (2002);
  • Sacri Monti do Piemonte e da Lombardia (2003);
  • Monte San Giorgio, Varese (2003, 2010) (sítio transfronteiriço partilhado com a Suíça);
  • Necrópoles Etruscas de Cerveteri e Tarquinia (2004);
  • Vale de Orcia (2004);
  • Siracusa e a Necrópole Rochosa de Pantalica (2005);
Siracusa (UNESCO)

  • Génova: Le Strade Nuove e o sistema dos Palazzi dei Rolli (2006);
  • Mântua e Sabbioneta (2008);
  • Caminho-de-ferro Rético na Paisagem da Albula e Bernina (2008, 2011) (sítio transfronteiriço partilhado com a Suíça);
Caminho de ferro Rético na paisagem de Albula e Bernina (UNESCO)

  • Dolomitas (2009);
Dolomitas, Véneto (UNESCO)

  • Longobardos na Itália. Locais do poder (568-774 d.C.) (2011);
  • Sítios palafíticos pré-históricos em redor dos Alpes (2011) (sítio internacional em 6 países);
  • Monte Etna (2013):
  • Vilas e Jardins dos Médici na Toscana (2013);
  • Paisagem vinícola do Piemonte: Langhe-Roero e Monferrato (2014).

Paisagem vinícola do Piemonte (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Opera dei Pupi, Teatro de Marionetas Siciliano (2001, 2008) - A Opera dei Pupi é um tipo de teatro de marionetas que surgiu no início do Século XIX na Sicília. Nestas performances são narrados contos de cavalaria, poemas italianos e histórias das vidas de santos e bandidos - com partes improvisadas pelos bonequeiros. As duas principais escolas da Opera dei Pupi são a da Catânia e a de Palermo, que se distinguem pelas características das marionetas e pelas técnicas de manipulação, além de diferenças no cenário. Estes métodos passaram de geração em geração, muitas vezes em ambiente familiar. Actualmente as marionetas são feitas por artesãos especializados.
  • Canto A Tenore, Expressão da Cultura Pastoral da Sardenha (2005, 2008) - O canto A Tenore desenvolveu-se dentro da cultura pastoral da Sardenha. É uma forma muito específica de canto polifónico gutural, executado por um grupo de quatro homens com quatro vozes diferentes: bassu, contra, boche e mesu boche. Os cantores formam um círculo de pé; o solista canta um excerto de prosa ou um poema, enquanto as outras vozes executam o acompanhamento. De forma a ouvir a sua própria voz e em simultâneo a dos outros cantores, e assim atingir uma harmonia perfeita, os cantores tapam um dos ouvidos com a mão.
  • Fabrico artesanal de violinos de Cremona (2012) - Os luthiers de Cremona desfrutam de uma grande fama pelos métodos artesanais utilizados na fabricação de violinos, violas, violoncelos e contra-baixos. Os alunos do artesanato luthier frequentam uma escola especializada onde recebem uma educação baseada numa relação muito apertada entre professor-aluno. Mais tarde continuam a sua aprendizagem numa oficina local, a fim de dominar as técnicas do comércio e refinado, uma tarefa que dura a vida inteira. Cada Luthier demora a fabricar os instrumentos entre três a seis anos, com montagem manual à volta de um molde, utilizando mais de 70 peças de madeira para cada instrumento, dependendo da resposta acústica. Não há dois violinos idênticos.
  • Procissões de estruturas colossais realizada às cavalitas (2013) - Na Itália, e especialmente nos centros históricos das cidades de Nola, Palmi, Sassari e Viterbo, as procissões católicas têm lugar em grandes estruturas simbólicas que são transportadas às costas de carregadores. Em Nola, oito obeliscos de madeira e papel são levados em procissão, a fim de comemorar o retorno histórico San Paulino à cidade. Em Palmi, carregadores ou portadores carregam uma estrutura complexa na procissão em honra de Nossa Senhora da Carta Sagrada. Em Sassari, tem lugar a chamada Descida do Candelabro ("Discesa dei Candelieri"), uma procissão de votos, em que são transportados obeliscos pesados de madeira.
  • Dieta mediterrânica (2013) (partilhado com Chipre, Croácia, Grécia, Marrocos e Portugal) - A dieta mediterrânea inclui um conjunto de conhecimentos, habilidades práticas, rituais, tradições e símbolos relacionados com as culturas agrícolas, da pesca e criação de animais, e também como para manter, transformar, cozinhar, compartilhar e consumir alimentos. O acto de comer em conjunto ou em família é um dos fundamentos da identidade e continuidade cultural das comunidades da bacia do Mediterrâneo. É um momento de interacção social e de comunicação, bem como a afirmação e renovação dos laços que compõem a identidade da família, grupo ou comunidade.
  • Prática tradicional das vinhas que crescem em vidro na comunidade de Pantelleria (2014) - A prática tradicional de vinhas que crescem em vidro é passada de geração em geração nas famílias de produtores e agricultores da ilha mediterrânea de Pantelleria. Cerca de 5.000 habitantes da ilha têm terrenos cultivados com métodos sustentáveis. O cultivo da videira compreende várias fases. Em primeiro lugar, a terra é preparada por nivelamento do solo e cavando um buraco em que a vinha está plantada. Em seguida, a poda é feita cuidadosamente, de modo a obter uma estirpe de seis fileiras, dispondo-as radialmente, a fim de formar um arbusto. As uvas são colhidas manualmente durante uma série de celebrações tradicionais que começam no final de Julho. Os homens e as mulheres da viticultura e famílias de agricultores em Pantelleria são dedicados ao cultivo tradicional das vinhas em vidro em condições meteorológicas difíceis. Os conhecimentos e habilidades dos portadores e profissionais desta técnica cultural são transmitidos dentro destas famílias através de cursos práticos no dialecto local e através da instrução oral. Os rituais e festivais organizados entre Julho e Setembro permitem que a comunidade local possa partilhar esta prática social. Os habitantes de Pantelleria identificam-se com a prática tradicional da viticultura e esforçam-se para preservá-la.

Fontes:
Wikipedia, a enciclopédia livre;