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16 fevereiro 2016

Lituânia

Lietuvos Respublika
República da Lituânia



Bandeira
Brasão de Armas





















Localização:
Europa, Europa Setentrional, País do Báltico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Os registos mais antigos de pessoas vivendo no moderno território da Lituânia remontam a 10.000 a.C. quando as calotes de gelo recuaram e o último período glacial chegou ao fim. 
     A história da Lituânia remonta, pelo menos, a 1009, ano do primeiro registo escrito do uso do termo “Lituânia”. Os lituanos, um ramo dos povos bálticos, conquistaram terras vizinhas, estabelecendo o Grão-Ducado da Lituânia e, no Século XIII, o breve Reino da Lituânia.
     O Grão-Ducado da Lituânia foi um estado guerreiro estável e bem sucedido que permaneceu independente. Foi uma das últimas regiões da Europa a adoptar o Cristianismo. No Século XV, a Lituânia tornou-se o maior estado europeu, através da conquista da maior parte da Ruténia, habitada pelos Eslavos do Leste. Em 1385 o Grão-Ducado formou uma união dinástica com a Polónia e cristianizou-se, fundindo-se na República das Duas Nações, em 1569.
     Em 1795 o Grão-Ducado da Lituânia foi apagado do mapa político da Europa, devido às Partições da Polónia. Após isso, os lituanos viveram principalmente sob o domínio do Império Russo até ao Século XX.
     Em 16 de Fevereiro de 1918, a Lituânia foi restabelecida como um estado democrático, permanecendo independente até ao início da Segunda Guerra Mundial, quando foi ocupada pela União Soviética, sob os termos do Pacto Molotov-Ribbentrop. Após uma breve ocupação pela Alemanha Nazi, quando os nazis declararam guerra aos soviéticos, a Lituânia foi novamente absorvida pela União Soviética durante quase 50 anos. No início da década de 1990 a Lituânia restaurou sua soberania. Posteriormente integrou-se nas estruturas políticas europeias.
Palácio dos Grã-Duques da Lituânia, no centro histórico de Vilnius (UNESCO)


Cultura:
     A cultura da Lituânia combina a herança nativa, representada pelo idioma lituano, com aspectos culturais nórdicos e tradições cristãs resultantes dos seus vínculos históricos com a Polónia. Embora existindo semelhanças linguísticas e fortes vínculos culturais com a Letónia, em vários períodos da sua história a Lituânia recebeu influência das culturas nórdica, germânica e eslava. Várias mudanças culturais tiveram lugar neste país báltico, depois de ter sido ocupado e anexado em 1940 pela ex-União Soviética.
     Os escritores lituanos que mais se destacaram foram: foram Vincas Krèvè-Mickevicius, novelista e dramaturgo; Alfonsas Nyka-Nilliunas, poeta e romancista, e o narrador Marius Katiliskis. Destaca-se igualmente o linguista Algirdas Julius Greimas e o compositor e pintor Mikalojus Konstantinas Ciurlionis.
     A primeira universidade da Lituânia foi fundada em 1556, em Vilnius, pelo Rei da Polónia e Grão-Duque da Lituânia Estêvão Báthory (1533-1586).
     O primeiro livro em idioma lituano foi impresso em 1562 em Königsberg (Kaliningrado, actual Rússia).
Principais recursos naturais:
Calcário, areia, cascalho, argila, turfa, âmbar e petróleo.


Datas comemorativas:
Dia Nacional – 16 de Fevereiro – Celebra a data em que foi declarada a independência, do Império Russo, em 1918.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional Tautiška Giesmė - ("Canção nacional");
Insígnia da Força Aérea Lituana.

Insígnia da Força Aérea Lituana


Lema:
"Tautos jėga vienybėje" – "A força da nação está na união"


Capital:                                                           Língua oficial:
Vilnius                                                            Lituano

Vista parcial de Vilnius, capital da Lituânia


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Euro (EUR)                                                      República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1991.


Data de admissão como membro da União Europeia (EU):
1 de Maio de 2004.


Data de admissão na União Monetária Europeia (Zona Euro):
1 de Janeiro de 2015.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • EU – União Europeia;
  • AG – Grupo Austrália;
  • APCE – Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • BERD – Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • CD – Comunidade das Democracias;
  • CoE – Conselho da Europa;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • ICO – Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU – União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • NATO /OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OIM – Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • UIC – União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UME – União Monetária Europeia;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Centro Histórico de Vilnius (1994, 2012);

Centro histórico de Vilnius (UNESCO)


  • Istmo da Curlândia (2000) (partilhado com a Rússia);

Istmo da Curlândia (UNESCO)


  • Sítio arqueológico de Kernavé (Reserva Natural de Kernavé) (2004);

Reserva Natural de Kernavé (UNESCO)


  • Arco Geodésico de Struve (2005) (partilhado com mais 9 países).




Marco do Arco Geodésico de Struve, em Meškonys, distrito de Vilnius (UNESCO)


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Celebrações dos cantos e danças bálticas (2008) (partilhado com Estónia e Letónia);
  • Kryždirbystė, o fabrico e o simbolismo lituano das cruzes (2008);
  • Sutartinés, cantos lituanos a várias vozes (2010).

Património documental inscrito no Registo da Memória do Mundo (UNESCO):
  • Arquivos dos Radziwill e Colecção da Biblioteca de Niasvizh (2009);
  • Caminho Báltico - Cadeia humana entre três Estados no seu caminho para a Liberdade (2009).



Rede de Cidades Criativas da UNESCO:
2015 - Kaunas (na área do design).

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

30 novembro 2015

Letónia

Latvijas Republika
República da Letónia




Bandeira

Brasão de Armas







Localização:
Europa, Europa Setentrional, Europa de Leste, País Báltico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     O território da actual Letónia tem sido habitado desde 9.000 a.C. Na primeira metade de 3000 a.C., as primitivas tribos bálticas chegaram ao território, sendo os ancestrais do povo letão. Estes mantiveram contacto com o Império Romano, por meio do comércio do âmbar, actividade interrompida com a invasão dos eslavos, no Século VII.
     Durante a Antiguidade, a Letónia foi uma área de passagem comercial entre os vikings e os gregos. Os povos que moravam nessa região participavam activamente no comércio na região. A Letónia era conhecida por ser uma região onde havia muito âmbar, que no início, e durante a idade média, em alguns lugares, valia mais do que o ouro.
     Durante a  Era Cristã, a Letónia tornou-se um entroncamento comercial. A famosa "rota dos Vikings para a Grécia", mencionada em antigas crónicas, partia da Escandinávia atravessando o território letão, ao longo do rio Daugava, até à antiga Rússia e ao Império Bizantino.
     A partir do Século XIII, a Letónia esteve sob domínio dos Cavaleiros Teutônicos. No Século XVI tornou-se parte do reino da Polónia e Lituânia. Nesta época, o luteranismo espalhou-se pelo país. Em 1621, depois de várias guerras, a região foi conquistada pela Suécia e foi anexada à Russia em 1710. A política de russificação empreendida durante o Século XIX pelo czar Alexandre III fracassou ante o campesinato letão e serviu para consolidar sua identidade nacional e linguística. Com a devastação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, a Letónia declarou a sua independência em 18 de Novembro de 1918.
     Em 1934, após um golpe de Estado, o país tornou-se um estado autoritário, com o parlamento (Saiema) suspenso. A 17 de Junho de 1940 a União Soviética anexou o país, de acordo com o pacto germano-soviético (também conhecido como Pacto Ribbentrop-Molotov), de 1939.
     Excepto por um curto período de ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial, a Letónia permaneceu um território soviético até que as reformas da glasnost estimularam o movimento de independência letão. O país tornou-se novamente independente em 21 de Agosto de1991. Desde então, tem reforçado seus laços com o Ocidente. Em 1 de Maio de 2004 tornou-se membro da União Europeia e da OTAN.



Cultura:
    País do Leste europeu, a Letónia é mais conhecida no campo cultural pelos intérpretes e compositores de música erudita, como é o caso de Gidon Kremer e vários cantores de ópera, para além dos seus Coros, premiados internacionalmente. As Latvju Dainas, canções populares, compiladas por Barons e Smits já no Século XX, são também motivo de orgulho nacional.

Ópera Nacional da Letónia, em Riga

Arquitectura - Uma forma de arquitectura tradicional na Letónia são as casas de madeira. A posição dessas casas varia entre as regiões. No oeste da Letónia as casas estão posicionadas num círculo à volta de uma praça central. No leste do país, as aldeias são mais populares, e as casas estão posicionados ao longo de uma rua principal.
     Os edifícios mais antigos que se conhecem foram feitos de madeira. Posteriormente foi introduzida a pedra, material utilizado na construção da igreja de Ikechkil, no Século XII. O uso da pedra adquiriu grande difusão, devido à influência da arte alemã e escandinava. Dessa época são a catedral de São Pedro e as igrejas de São João e Domskaja, em Riga, bem como os castelos de Bauska e Sigulda. No Século XVIII predominou na arquitectura a influência russa. Foram construídos os palácios Elgavski e Rúndalski, realizados por Rastrelli. No Século XX destaca-se a Koljozi (1950), obra do arquitecto Tilmanis.

Teatro Nacional da Letónia


Literatura - Os mais antigos testemunhos são do Século IX. Como em outros países da região, existe uma rica tradição de contos, refrões, lendas e lírica religiosa e popular, conservadas graças à tradição oral. No Século XVI, com a Reforma Luterana e o uso da língua vulgar, surgiram os primeiros livros impressos. Georg Manzel e Christopher Fürecker são os expoentes da literatura do Século XVII. No Século XVIII o filólogo Gotthart Friedrich publicou uma gramática letã e um dicionário letão-alemão. No Século XIX foi criada a Sociedade de Literatura de Riga e fundado o primeiro jornal Letão, em 1822. Desse período destacam-se os nacionalistas românticos como Juris Alunans (1841-1902), Andrejs Pumpurs e Mikelis Ansekilis (1850-1979). A tendência realista inclui, entre outros, os autores Juris Neikens (1826-1868), R. Blaumanis (1863-1908), Anna Brigadere (1861-1933) e Janis Poruks (1871-1911).

Academia das Artes da Letónia, criada em 1921

Festividades - A cultura letã está muito marcada pela relação com a natureza. Marca disso mesmo é o facto de um dos seus eventos mais conhecidos, o Festival  Jāņi , ser a celebração da noite mais longa do ano (tal como o Natal, está relacionado com o Solstício de Inverno e o início de um novo ciclo de vida). O respeito pelo ambiente é visível no carinho com que as cegonhas são tratadas neste país.
     Jāņi é um festival da Letónia que se realiza nos dias 23 a 24 Junho. Destina-se a celebrar o Solstício de Verão, sendo considerado o mais importante festival da Letónia. O dia de Līgo (23 de Junho) e o dia de Jāņi (24 de Junho) são feriados. Nesta festa acendem-se fogueiras em todos os cantos do país e as pessoas juntam-se para evocar tradições, cujas origens remontam a milhares de anos.



Biblioteca Nacional da Letónia


Principais recursos naturais:
Âmbar, turfa, calcário e dolomita.


Datas comemorativas:
Dia nacional - 18 de Novembro - Comemora a data da independência, da Alemanha e da Rússia, em 1918.




Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino nacional - Dievs, svētī Latviju! (Deus Abençoe a Letónia!)
Insígnia da Força Aérea da Letónia.


Insígnia da Força Aérea da Letónia


Lema:
"Tēvzemei un Brīvībai"- ("Pela Pátria e Liberdade")


Capital:                                                           Língua oficial:
Riga                                                                 Letão


Imagens de Riga, capital da Letónia 


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Euro (EUR)                                                      República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1991.


Data de admissão como membro da União Europeia (EU):
1 de Maio de 2004.


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas:
  • AG - Grupo Austrália;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • NATO / OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • EU - União Europeia;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UME - União Monetária Europeia;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual;


Património Mundial (UNESCO):
  • Centro Histórico de Riga (1997);

Edifícios da Irmandade dos Cabeças Negras, um dos mais
emblemáticos da Velha Riga (Vecrīga) (UNESCO)

  • Arco Geodésico de Struve (2005) - (partilhado com Bielorrússia, Estónia, Finlândia, Lituânia, Moldávia, Noruega, Rússia, Suécia e Ucrânia)
Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • Celebrações dos cantos e danças bálticas (2003, 2008) - (Partilhado com Estónia e Lituânia) - Esta expressão cultural é a ilustração da tradição das artes do espectáculo, populares na região. Alcança o seu apogeu com os grandes festivais, que se celebram a cada cinco anos na Estónia e a cada quatro anos na Lituânia. Estas manifestações, de grande envergadura, prolongam-se durante vários dias e reúnem cerca de 40.000 cantores e bailarinos. A maioria pertence a coros e grupos de baile de aficcionados. O seu repertório reflecte a grande variedade de tradições musicais da Estónia, Letónia e Lituânia, desde os cantos populares mais antigos até às composições contemporâneas. Sob a direcção dos directores de coro, de orquestra e dos professores de bailado, muitos cantores e bailarinos praticam a sua arte durante todo o ano, nos centros de lazer e nas associações culturais locais.
  • Espaço cultural dos Suiti (2009) - Os Suiti formam uma pequena comunidade de religião católica na parte ocidental da Letónia onde a confissão Luterana é predominante. O espaço cultural desta comunidade caracteriza-se pela existência de uma série de características distintas: as cantigas monótonas interpretadas pelas mulheres, os costumes relacionados com o casamento, os trajes tradicionais de cores vivas, a língua suiti, as tradições culinárias locais, os ritos religiosos, as celebrações do ciclo anual e a conservação de um considerável repertório de canções, danças e melodias folclóricas.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

29 outubro 2014

Estónia

Eesti Vabariik
República da Estónia

Bandeira

Brasão de Armas



















Localização:
Europa, Europa Setentrional, Europa de Leste, País do Báltico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Supõe-se que os primeiros povos que habitaram o actual território da Estónia tenham sido os éstios, nómadas que viviam em tribos semi-organizadas. No Século XIII a Igreja Católica organizou, por meio do Rei Valdemar II da Dinamarca, uma cruzada para cristianizar as tribos pagãs do Mar Báltico.
     A luta que se seguiu por quase 20 anos acabou por delimitar o território da Estónia ao norte pela Dinamarca e ao sul por uma divisão entre vários bispados e a Ordem dos Livónios, uma poderosa ordem cristã que conseguiu derrotar todas as tribos locais e dominar a maior parte do território.
     Em 1248, Tallinn (Reval) adoptou um governo autónomo baseado na Lei de Lübecke. Anos depois foi aceite na Liga Hanseática, tornando a região importante comercialmente e assinalando a perda do domínio dinamarquês na região. Mesmo após diversos tratados com os lituanos e os russos, a Dinamarca não conseguiu conter o aumento do poderio militar dos vassalos, influenciados pela Vestfália e outros pela Livónia, até que, em 1343, os estonianos, até então subjugados pelos vassalos e tidos apenas como servos dos nobres, organizaram a Revolta da Noite de São Jorge, na qual renunciaram ao cristianismo e lutaram contra a servidão. 
     A Ordem Teutónica, que comandava a Livónia, acabou com a revolta dois anos depois e comprou o território à Dinamarca. Assim, iniciava-se o período do domínio teutónico sobre a Estónia.
     Em 1645, após nova derrocada da Dinamarca, os suecos foram o terceiro povo a dominar o território da Estónia, mas o que mais trouxe benefícios aos estonianos, antes tidos como apenas servos dos nobres que dominavam a região. 
     Foi nessa época que surgiram as primeiras escolas nas vilas estonianas, que eram capazes de ensinarem o povo a ler alguns ensinamentos religiosos. Foi aberta também, pelo Rei Gustavus II Adolphus, em Tartu, a primeira universidade na Estónia. Anos depois, após a Guerra dos 30 anos, mestres alemães vieram à academia de Tallinn ministrar aulas como nas academias alemãs, aumentando a influência que os alemães sempre tiveram na Estónia.
     Em Fevereiro de 1700 teve lugar a Grande Guerra do Norte, mais uma vez com participação da Dinamarca, Polónia, Rússia e Saxónia, contra os suecos. Depois de muitas batalhas e reviravoltas, como a batalha de Poltava, os russos conseguiram derrotar as tropas pessoais do Rei Carlos XII e conquistar Tallinn, dominando finalmente a Estónia e a Livónia.
     Aproveitando a inevitável queda do Império Russo, e já descontente com algumas medidas do império, revoltaram-se em conjunto com a Revolução de 1905 e foram fortemente reprimidos pelo exército russo. Mas esse foi o primeiro passo real para a independência que seria alcançada após a Revolução de 1917, que daria pela primeira vez uma terra independente aos estonianos, a República da Estónia.
     As cores da bandeira têm o seguinte significado: o azul representando a fé, a lealdade e a devoção, bem como os lagos e o céu; o preto simboliza o passado negro e o sofrimento do povo estoniano; o branco representa as virtudes e a felicidade do povo, mas também a casca da bétula, a neve e a luz do sol.

Cultura:
     Devido às diversas culturas que se sucederam em ocupações sucessivas, a Estónia desenvolveu uma cultura de particular tolerância e de respeito pelo estrangeiro, seja qual for o seu país ou a sua cultura. No país estão presentes várias minorias: os russos representam 25,7% da população, seguidos pelos ucranianos, com 2,1% da população; 1,2% da população é bielorrussa e 0,8% finlandesa... A importância da população russófona vem da ocupação soviética e da industrialização exagerada de que a Estónia foi alvo na época.
     O folclore popular na Estónia vem de muitos séculos antes das primeiras ocupações no Século XIII. Os primeiros a influenciar estas tradições foram os finlandeses que, pela sua proximidade com o norte e com a língua, promoveram uma aproximação cultural. 
     O primeiro grande impacto estrangeiro ocorreu quando os católicos chegaram à Estónia no Século XIII e tentaram suprimir a cultura pagã em virtude da cristã. O que ocorreu foi a mistura dessas culturas, o que fez ao longo dos anos surgir a cultura do povo da Estónia.

Arquitectura - Em todos os anos de domínio dos diversos povos (germânicos, suecos e russos), a arquitectura da Estónia sofreu diversas influências. O síndrome dessas influências - a raiva, o medo e a humilhação - deram características interessantes à arquitectura dos seus monumentos, tornando o Gótico Estoniano único entre as arquitecturas góticas do norte. Outros estilos são reflectidos de uma forma suave e calma, entre igrejas medievais, detalhes renascentistas, castelos barrocos, casas clássicas e vilas em Art Nouveau (Arte Nova).
     Como símbolos arquitectónicos nacionais tem-se a medieval Tallinn, a barroca Narva, a clássica cidade universitária de Tartu, e Pärnu, uma cidade do litoral com arquitectura da década de 1920.

Teatro - A história do teatro na Estónia é centenária. Começou, profissionalmente em 1906 com o director Karl Menning em Tartu. Semanas depois, em Tallinn, Theodor Altermann e Paul Pinna começavam o teatro profissional na capital. Após isso outros grandes nomes do teatro estoniano surgiram como Voldemar Panso, Evald Hermaküla e Priit Pedajas.
     Dentro dessa curta história o teatro mobilizou muitas pessoas, facto que a tornou bem acessível para a maioria da população. Existem uma Ópera Nacional, oito Teatros nacionais, três Teatros municipais e 10 teatros privados, nas cinco grandes cidades da Estónia, além de inúmeras escolas de teatro amador espalhadas pelo país.

Edifício da Ópera Nacional, em Tallinn

Literatura - Desde o crescimento do sentimento de nação do povo estoniano, no Século XIX, vários escritores nacionalistas surgiram e escreveram textos memoráveis como o épico Kalevipoeg (O filho de Kalev) por Friedrich Reinhold Kreutzwald, evidentemente influenciado pelo Romantismo alemão. Ao lado de Kreutzwald, lutava a poetisa patriótico-romântica Lydia Koidula. Mas os esforços desse incipiente nacionalismo foram frustrados pela russificação da Estónia, a partir de 1880.
     O primeiro realista foi Juhan Liiv, autor de Kümme lugu (Dez histórias). A renovação literária foi realizada por Eduard Vilde, que durante a sua longa vida mudou várias vezes de estilo, ficando, porém, fiel ao nacionalismo estoniano e ao socialismo revolucionário. A sua obra principal é o romance Mäeküla piimamees (O leiteiro de Mäeküla). Vilde foi um dos fundadores do movimento Noor-Eesti (Jovem Estónia), ao qual pertenceram Anton Hansen Tammsaare, Tõde ja õigus (Verdade e justiça) e Gustav Suits, Lapse sünd (Nascimento de uma criança), as duas maiores figuras da literatura na Estónia.

Música - As primeiras representações de música na Estónia provavelmente surgiram das tradicionais canções runo-estonianas, derivadas de canções de trabalho e baladas épicas. Com o estudo dessas canções começaram a surgir diversas manifestações populares do folclore estoniano por toda a Estónia, mas duramente suprimidas nos períodos da invasão russa. Durante a década de 1960, a União Soviética encorajou suas repúblicas a fortalecerem o folclore nacional. Com o apoio surgiram primeiramente os grupos de coral Värka e Leiko. Em 1967, foi lançado o primeiro LP com música tradicional estoniana, Eesti rahvalaule ja pillilugusid (Canções populares e peças instrumentais estonianas).
     A Estónia produziu também alguns compositores clássicos, como Artur Kapp (1878-1952), Lepo Sumera (1950-2000), Eduard Tubin (1905-1982), Arvo Pärt (1935-) e Veljo Tormis (1930-), o que deu uma significativa reputação à música clássica na Estónia.
     Actualmente, a música estoniana é representada por alguns grupos de rock e metal, tais como Vanilla Ninja, Metsatöll e o grupo de música folclórica Laudaukse Kääksutajad, além da cantora pop Kerli.

Gastronomia - A culinária da Estónia foi influenciada ao longo dos séculos pelos seus tradicionais e mais poderosos vizinhos. A Dinamarca, Alemanha, Suécia, Polónia e Rússia chegaram a governar todo ou parte de seu território, mas a característica principal da gastronomia local é sua origem camponesa.

Saku, a cerveja da Estónia
     As receitas estonianas mais exclusivas ainda são preparadas em muitas famílias e servidas em vários restaurantes ao redor de Tallinn. Entre os pratos tradicionais estão: Marineeritud angerjas, enguia marinada, servida fria; Keel hernestega, outro aperitivo servido frio cujo ingrediente principal é língua; Sült, carne de porco cozida em geleia. A geleia é feita fervendo a carne de porco desossada, às vezes os pés ou a cabeça. É feita frequentemente em grandes quantidades e depois armazenada em jarros; Verivorst (morcela), é um enchido (ou embutido) sem carne, recheado principalmente com sangue coagulado e arroz, de cor escura característica. É um prato estoniano muito típico do inverno e da noite de Natal. É servido acompanhado de uma geleia vermelha de frutos silvestres; Mulgikapsad, chucrute guisado com carne de porco, servido com batatas cozidas; Silgusoust, espécie de arenque pequeno do mar Báltico com toucinho no creme de leite; Karask, um bolo semelhante ao pão de cevada; Kali, uma bebida fermentada ligeiramente alcoólica e adocicada feita de pão preto ou de centeio.

Desporto - Durante muitos anos, a Estónia cedeu os seus atletas a outros países. Primeiro à Rússia (1900-1912) e depois à União Soviética (1948-1988), mas quando participou dos Jogos Olímpicos de Verão sob sua bandeira trouxe 8 medalhas de ouro, 7 de prata e 14 de bronze. Nos jogos de inverno, a Estónia participou de menos edições (7) mas foi mais eficiente, trazendo mais medalhas de ouro, 4 no total, contra apenas 1 de prata e 1 de bronze. O maior atleta olímpico da Estónia é o esquiador Andrus Veerpalu, que possui três medalhas, duas de ouro e uma de prata, conquistadas em Salt Lake City 2002 e Turim 2006.
     No ciclismo, o mais notável é Jaan Kirsipuu, que ganhou várias etapas da Volta da França. No automobilismo, Marko Asmer tornou-se campeão da Fórmula 3 inglesa em 2007, e foi o primeiro piloto estoniano a pilotar um Fórmula 1, em testes para a Williams em 2003.
     Tõnis Kasemets representou a Estónia na temporada de 2006 da extinta Champ Car, tendo um décimo-primeiro lugar no GP de Edmonton como melhor resultado. Kevin Korjus, actualmente na GP3 Series, e Sten Pentus, hoje na Auto GP, são os outros representantes estonianos no automobilismo de fórmula. Markko Märtin, que disputou 86 provas de rali entre 1997 e 2005, é o principal nome do país na modalidade.


Principais recursos naturais:
Xisto betuminoso (kukersite), calcário, madeira, âmbar, argila azul e dolomita.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 24 de Fevereiro - Celebra a Declaração de independência, da Rússia, em 1918.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Mu isamaa, mu õnn ja rõõm ("Minha Pátria, Meu orgulho e alegria");
Insígnia da Força Aérea da Estónia.

Insígnia da Força Aérea da Estónia


Capital:                                                                                    Língua oficial:
Tallinn                                                                                      Estoniano


Vista parcial de Tallinn, capital da Estónia


Moeda oficial:                                                                                   Tipo de Governo:
Euro (adesão em 1 de Janeiro de 2011)                                     República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1991


Data de admissão como membro da UE (União Europeia):
1 de Maio de 2004


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • UE - União Europeia;
  • AG - Grupo Austrália;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • NATO / OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (país convidado);
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UME - União Monetária Europeia;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Centro Histórico de Tallinn (1997);
  • Arco Geodésico de Struve (2005) (sítio internacional partilhado com mais 9 países).



Centro Histórico de Tallinn (UNESCO)

Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Celebrações dos cantos e danças do Báltico (2008) (partilhado com a Letónia e a Lituânia) - Esta expressão cultural que é a custódia e ilustração da tradição das artes do espectáculo populares na região, atingiu o seu apogeu nos grandes festivais que se realizam a cada cinco anos na Estónia e Letónia, e quatro na Lituânia. Estes grandes eventos durar vários dias e reunir até 40.000 cantores e dançarinos. A maioria deles pertence a corais e grupos de dança de fãs. O seu repertório reflecte a variedade de tradições musicais da Estónia, Letónia e Lituânia, desde as primeiras canções folclóricas a composições contemporâneas.
  • Espaço cultural de Kihnu (2008) - Kihnu e Manija, duas pequenas ilhas no Mar Báltico situadas ao largo da costa da Estónia, alberga uma comunidade de 600 pessoas cujas expressões culturais e tradicionais agrícolas têm permanecido vivas através dos séculos, em grande parte graças às mulheres. Desde os primeiros dias de seu assentamento nas ilhas, os homens da comunidade Kihnu saem para o mar para pescar e caçar focas, enquanto as mulheres permanecem em terra para cultivar os campos e realizar as tarefas domésticas.
  • O Leelo, canto polifónico tradicional da aldeia de Seto (2009) - Para os habitantes da aldeia de Seto, no sudeste da Estónia, Distrito de Petchory (Federação Russa), o Leelo, antigo canto polifónico, é hoje um dos pilares da sua identidade. Os cantores interpretam as suas melodias ancestrais vestidos com os seus trajes tradicionais. Esta canção é caracterizada pela alternância de vozes: um cantor principal canta um verso e o coro continua a cantar as últimas sílabas do refrão, para depois cantar todo o versículo.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre