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02 agosto 2016

Maldivas

Dhivehi Raa'jeyge Jumhooriyya
República das Maldivas




Bandeira
Brasão de Armas




























Localização:
Ásia, Sul da Ásia, Ásia Meridional, Subcontinente indiano.
Micro-estado.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Segundo uma lenda das Maldivas, um príncipe cingalês (Sri Lanka) chamado Koimale e sua esposa, filha do rei do Sri Lanka, encalharam numa lagoa das Maldivas. Koimale dominou a região como o primeiro sultão. Com o passar dos séculos as ilhas foram visitadas por marinheiros dos países do Mar Arábico e dos litorais do Oceano Índico, que deixaram a sua marca. Os piratas de MPLA, procedentes da costa do Malabar, actualmente o Estado Indiano de Kerala, arrasaram as ilhas.
     Entre 1558 e 1573 os portugueses estabeleceram uma pequena feitoria nas Maldivas, que administraram a partir da colónia portuguesa de Goa. Por quinze anos dominaram as ilhas, mas a actuação do feitor foi muito impopular. Quinze anos depois, um líder local chamado Muhammad Thakurufaanu Al-Azam e seu irmão organizaram uma revolta popular e expulsaram os portugueses das Maldivas. Este acontecimento ainda hoje é celebrado como dia nacional das Maldivas e num pequeno museu e memorial em honra do herói nacional.
     O país foi governado como um sultanato islâmico independente na maior parte de sua história, entre 1153 e 1968. Foi um protectorado britânico, desde 1887 até 25 de Julho de 1965. Em 1953, por um breve período, implantou-se uma república, mas o sultanato foi restabelecido.
     Os maldívios seguiam o budismo antes de se converterem ao islamismo, conversão esta explicada através uma história mitológica acerca de um demónio chamado Rannamaari. A independência do Reino Unido foi obtida em 1965, tendo o sultanato permanecido ainda durante três anos. Em 11 de Novembro de 1968 o sultanato foi abolido, sendo substituído por uma república.
     Em 26 de Dezembro de 2004, as ilhas foram devastadas por um tsunami, a que se seguiu um forte terramoto, produzindo ondas de 1,2 a 1,5 metros de altura, inundando o país quase por completo. As Maldivas são constituídas por 1190 ilhas, agrupadas em 26 atóis. Cerca de 200 ilhas são habitadas.



Pôr do Sol nas Maldivas


Cultura:
     A cultura das Maldivas foi influenciada por diversos factores e fontes. Estes incluem sua proximidade com o Sri Lanka, o sul da Índia, o leste da África, a Insulíndia e o Oriente Médio. São notados na cultura do pequeno país características oriundas da Arábia e da Indonésia. A cultura das Maldivas ainda partilha semelhanças, em muitos aspectos, com as culturas do Sri Lanka e e Kerala.
Religião – O islamismo é a religião oficial das Maldivas desde há mais de 800 anos. 100% da população é muçulmana e a prática aberta de qualquer outra religião é proibida. A constituição das Maldivas segue os preceitos do islamismo. Um dos artigos diz, por exemplo, que "um não-muçulmano não se pode tornar um cidadão". As exigências necessárias para aderir a outra religião e a proibição do culto público de outras religiões são contrárias às normas do Artigo 18º da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Recentemente foi abordado nas Maldivas a aceitação das leis internacionais, visto que "A aplicação dos princípios estabelecidos no artigo 18º do Pacto será sem prejuízo da Constituição da República das Maldivas". Conforme a Classificação de Países por Perseguição a Cristãos de 2014, elaborada pela Open Doors Internacional, Maldivas é o sétimo país que mais persegue cristãos no mundo.



Doni, o barco tradicional de pesca das Maldivas



Principais recursos naturais:
Coral, areia e recursos pesqueiros.


Datas comemorativas:
Dia nacional – 26 de Julho – Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1965.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Gaumii salaam - (“Saudação Nacional”);
Insígnia das aeronaves da Força Nacional de Defesa das Maldivas (MNDF).


Insígnia das aeronaves da Força Nacional de Defesa das Maldivas (MNDF).



Capital:                                                            Língua oficial:
Malé                                                                 Divehi (Maldivense)


Malé, capital das Maldivas



Moeda oficial:                                                      Tipo de Governo:
Rupia das Maldivas (MVR)                                 República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
21 de Setembro de 1965



Organizações / Relações internacionais:
  • ONU Organização das Nações Unidas;
  • AOSIS Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento;
  • BasD – Banco Asiático de Desenvolvimento;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations – Comunidade de Nações;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA – Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI – Organização para a Cooperação Islâmica;
  • OIM – Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • SAARC Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional;
  • SAFTA Acordo de Livre Comércio do Sul da Ásia;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

02 julho 2016

Malásia

Malaysia
Malásia



Bandeira

Brasão de Armas




















Localização:
Ásia, Sudeste Asiático, Península da Malásia.
Nação Transcontinental; País Mega-diverso (faz parte do conjunto de países que albergam o maior índice de biodiversidade do planeta).

Tigre malaio, espécie protegida e em perigo, existente somente na Malásia e Tailândia.
Faz parte do Brasão de Armas do país


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia O nome Malásia é uma combinação da palavra "malaio" e do sufixo greco-latino "-σία/-sia". A palavra melayu, do idioma malaio, pode derivar das palavras em tâmil malai e ur, que significam "montanha" e "cidade, terra", respectivamente. Malayadvipa era a palavra usada por comerciantes indianos antigos para se referir à península malaia. Além dessa hipóteses, a palavra melayu (ou mlayu) pode ter sido usada no antigo malaio/javanês para se referir a "acelerar ou correr de forma constante". Este termo foi criado para descrever a forte correnteza do Rio Melayu, em Sumatra. Mais tarde, possivelmente, o nome foi adoptado pelo Reino Melayu, que existiu no Século VII, em Sumatra.

História – A história da Malásia é condicionada pela posição estratégica do país no estreito de Malaca, entre os oceanos Índico e Pacífico. Tal localização atraiu comerciantes e conquistadores desde o Século VII - de início, siameses de Funan, indonésios de Srivijaya e Majapahit, muçulmanos de Malabar, da Pérsia e da Arábia; posteriormente, portugueses, no Século XVI, holandeses, no Século XVII, e britânicos, no Século XVIII.
Os portugueses, comandados por Afonso de Albuquerque, conquistaram Malaca em 1511, erguendo  ali uma igreja e uma fortaleza (a "Famosa"), formando assim a colónia de Malaca Portuguesa. São Francisco Xavier pregou ali, e Tomé Pires registou a vida local na sua "Suma oriental".

Porta de Santiago da Fortaleza de Malaca ou "A Famosa", forte português do Séc. XVI
(foto de Scumgrief78)

Em 1641, Malaca foi tomada pelos holandeses. Começou então uma rivalidade comercial entre Malaca, Achém, Johor, Celebes e Riau.
Em 1786 os britânicos estabeleceram uma base em Penang, tomando Malaca em 1795 e fundando Singapura em 1819.
Entre 1942 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, a região esteve sob o controlo do Japão, que devolveu à Tailândia os quatro estados setentrionais ("não-federados"). Em 1946, após o fim do conflito, os Estabelecimentos dos Estreitos foram dissolvidos e criou-se uma federação de nove Estados malaios os quais, juntamente com Malaca e Penang, receberam o nome de União Malaia, com governo e administração únicos, controlados pelos britânicos. Em 31 de Agosto de 1957 o Reino Unido concedeu a independência à Federação da Malaia, dentro da Commonwealth.
Desde a década de 1960 que a Malásia procura manter um delicado equilíbrio etno-político entre malaios e chineses, por meio de um sistema de governo que combina desenvolvimento económico e políticas que promovem a participação de todas as etnias.
Entre os anos de 1980 e 1990, a Malásia cresceu a altas taxas e sua economia deixou de ser baseada na agricultura para se industrializar em diversas áreas, principalmente na informática e produtos electrónicos. 



Torres Petronas em Kuala Lumpur, as maiores torres gémeas do mundo,
sede da companhia nacional de petróleo, a "Petronas".



Cultura:
A Malásia tem uma sociedade multi-étnica, multi-cultural e multilingue. A cultura original da área resultou de tribos nativas que habitavam o território junto com os malaios. Influência substancial existe das culturas chinesa e indiana, que remonta a quando o comércio exterior começou na região. Outras influências culturais incluem a persa, a árabe e a britânica. Devido à estrutura do governo, juntamente com a teoria do contrato social, tem havido assimilação cultural mínima das minorias étnicas.

Belas Artes A artes tradicionais da Malásia centram-se principalmente nas áreas de tecelagem e ourivesaria. Estas artes variam de região para região, de cestas artesanais em áreas rurais, para a prataria, presente nos tribunais malaios. Obras de arte comuns incluem elementos ornamentais, tais como o kris e artefactos produzidos com noz de areca, além de tecidos como o batik e o songket. Indígenas do leste do país são conhecidos por suas máscaras de madeira. Cada grupo étnico tem artes distintas umas das outras, com pouca sobreposição entre elas. No entanto, a arte malaia mostra alguma influência do norte da Índia, devido à influência histórica daquela sobre a região. Outras formas artísticas incluem o wayang kulit (fantoches de sombras), o silat (uma arte marcial estilizada) e artesanato como o batik, a tecelagem, e trabalhos em prata e latão.

Artesão malaio executa o batik, técnica de tingimento em tecido artesanal,
sendo geralmente usado em estampas florais.


Música e Dança – A música tradicional malaia é fortemente influenciada por formas chinesas e islâmicas. A música baseia-se grandemente no gendang (tambor), mas inclui instrumentos de percussão (alguns feitos de conchas), o rebab (um instrumento de cordas com arco), o serunai (um instrumento de dupla palheta, semelhante a um oboé), flautas e trombetas. O país tem uma forte tradição de dança e de tambores de dança, algumas de origem tailandesa, indiana e portuguesa.

Culinária – A culinária da Malásia é influenciada por vários culturas de todo o mundo. A população da Malásia é composta de três etnias principais, malaios, chineses e indianos, com uma série de outros grupos étnicos. Como resultado das migrações históricas e da vantagem geográfica, o estilo de culinária da Malásia é uma mistura das culinárias malaia, chinesa, indiana, tailandesa e árabe, para citar apenas algumas. Um prato popular baseado no arroz é o nasi lemak, consistindo de arroz cozido com leite de coco, e servido com anchovas fritas, amendoim, pepino fatiado, ovos cozidos e uma pasta de malagueta picante conhecida como sambal. Para uma refeição mais substancial, o nasi também pode ser servido com uma variedade de molhos, ou um guisado de carne picante chamado rendang. De origem malaia, o nasi lemak é muitas vezes chamado o prato nacional.

Nasi lemak, um dos pratos mais tradicionais da Malásia


Desporto Os desportos mais populares na Malásia são o futebol, o badminton, o hóquei em campo, os lawn bowls, ténis, o squash, as artes marciais, o hipismo e desportos náuticos. O futebol é o desporto mais praticado e o país está actualmente estudando a possibilidade de licitação como um anfitrião para a Copa do Mundo FIFA de 2034. O país compete nos Jogos da Commonwealth desde 1950 como "Malaya" e, a partir de 1966, como "Malásia". A cidade de Kuala Lumpur foi a sede dos jogos de 1998.



Principais recursos naturais:
Gás natural, petróleo, estanho e madeira.


Datas comemorativas:
Dia Nacional (Hari Merdeka) – 31 de Agosto – Comemora a data da independência, do Reino Unido, em 1957.




Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino NacionalNegaraku ou Negara Ku - ("Meu País");
Insígnia da Força Aérea Real da Malásia.

Insígnia da Força Aérea Real da Malásia


Lema:
"Bersekutu Bertambah Mutu" – ("A unidade é a força").


Capital:                                                             Línguas oficiais:
Kuala Lumpur                                                 Malaio e inglês


Imagem de Kuala Lumpur, capital da Malásia


Moeda oficial: 
Ringgit (MYR)


Tipo de Governo:
Democracia Parlamentar Federal ao abrigo de uma Monarquia Constitucional Federal Electiva.


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1957


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • APEC – Cooperação Económica Ásia-Pacífico;
  • ASEAN – Associação de Nações do Sudeste Asiático;
  • ACFTA – Área Livre de Comércio entre a Associação de Nações do Sudeste Asiático e a China;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • BasD – Banco Asiático de Desenvolvimento;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations – Comunidade de Nações;
  • FMI – Fundo Monetário Internacional;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • ICDO – Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA – Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI – Organização para a Cooperação Islâmica;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • PCA Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UIC – União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Flor da espécie Rfflesia arnoldii, a maior do mundo. Pode atingir
os 106 cm de diâmetro e pesar até 11 Kg.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque de Kinabalu (2000);
  • Parque Nacional de Gunung Mulu (2000);
Pináculos de calcário do monte Api, no Parque Nacional de  Gunung Mulu (UNESCO)

  • Malaca e George Town, as cidades históricas do Estreito de Malaca (2008);
  • Património Arqueológico do Vale de Lenggong (2012).



Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
Teatro de Mak Yong (2008) – Forma antiga de teatro criada pela comunidade malaia da Malásia. Combina interpretação, música vocal e instrumental, gestos e trajes sofisticados. Característico dos povos de Kelantan, no noroeste da Malásia, onde tem origem esta tradição, o Mak Yong é representado principalmente como uma diversão ou com fins rituais relacionados com práticas curativas.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

10 dezembro 2015

Líbano

الجمهورية اللبناني
(Al-Jumhūrīyyah al-Lubnānīyyah)
República Libanesa




Bandeira
Brasão de Armas






















Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Médio Oriente.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - O nome "Líbano" tem origem no semítico lbn (لبن), que significa "branco", provavelmente uma referência à neve que cobre as montanhas do Líbano.
     Referências a este nome foram encontradas em diferentes textos da biblioteca de Ebla (que data do terceiro milénio a.C.), em cerca de 70 vezes na Bíblia hebraica e em três das doze tábuas da Epopeia de Gilgamesh (escrito em 2.100 a.C.). O nome é registado no Antigo Egipto como “Rmnn”.

História - No cruzamento da bacia do Mediterrâneo, o Líbano é uma das regiões de antigas civilizações, como fenícios, assírios, persas, gregos, bizantinos e turcos otomanos, sendo que sua rica história formou a identidade cultural única em diversidade étnica e religiosa.
     Os primeiros indícios de civilização no Líbano remontam a mais de 7.000 anos de registo histórico. O Líbano foi o local de origem dos fenícios, uma cultura marítima que floresceu durante quase 2.500 anos (3.000-539 a.C.). Após o colapso do Império Otomano e depois da Primeira Guerra Mundial, as cinco províncias que compõem o Líbano moderno ficaram sob o mandato da França, estabelecendo um sistema político único em 1942, conhecido como "confessionalismo", um mecanismo de partilha de poder com base em comunidades religiosas. Foi criado quando os franceses expandiram as fronteiras do monte Líbano, que era maioritariamente habitado por católicos maronitas e drusos, para incluir mais elementos muçulmanos. O país ganhou a independência em 1943 e as tropas francesas retiraram-se em 1946.

Imagem do Templo de Baco, em Baalbek, construído cerca do ano 150 d. C..
É um dos templos romanos mais bem conservados do mundo (UNESCO).

     Antes da Guerra Civil Libanesa (1975-1990), o país vivia um período de relativa calma e prosperidade, impulsionada pelo turismo, agricultura e serviços bancários. Devido ao seu poder financeiro e diversidade, no seu auge o Líbano era conhecido como a "Suíça do Oriente". O país atraiu um grande número de turistas, de tal maneira que a capital, Beirute, era referida como "Paris do Médio Oriente". No final da guerra houve grandes esforços para reanimar a economia e reconstruir a infra-estrutura do país.
     Até Julho de 2006 o Líbano desfrutou de uma estabilidade considerável, a reconstrução de Beirute estava praticamente concluída e um número crescente de turistas hospedavam-se nos vários resorts do país. A guerra de 2006, entre Israel e o Hezbollah, causou a morte de civis e pesados danos na infraestrutura civil do Líbano. O conflito durou entre 12 de Julho de 2006 até um cessar-fogo patrocinado pela ONU em 14 de Agosto do mesmo ano.



Cultura:
     A cultura do Líbano é uma mistura de várias civilizações ao longo de milhares de anos. Originalmente a casa dos fenícios, e posteriormente conquistado e ocupado por assírios, persas, gregos, romanos, árabes, fatímidas, cruzados, turcos otomanos e, mais recentemente, franceses, o Líbano desenvolveu uma cultura que tem evoluído ao longo dos milénios por meio de empréstimos de todos esses grupos. A população diversificada do país, composta por diferentes grupos étnicos e religiosos, contribuiu ainda mais para os festivais, estilos musicais, literatura e culinária do país.
     Apesar da diversidade étnica, linguística, religiosa e confessional, os libaneses "partilham uma cultura quase comum". O árabe libanês é universalmente falado, enquanto a comida, a música e a literatura estão profundamente enraizadas "no Mediterrâneo e no Levante".

Artes - Na viragem do Século XX, Beirute disputava com o Cairo para ser o grande centro do moderno pensamento árabe, com muitos jornais, revistas e sociedades literárias. Além disso, Beirute tornou-se um próspero epicentro da cultura arménia com produções variadas que foi exportado para a diáspora arménia.

Artes visuais - Mustafa Farroukh foi um dos pintores mais importantes do Líbano do Século XIX. Formado em Roma e Paris, exibiu as suas pinturas em Paris e Nova Iorque.

Literatura - Khalil Gibran (1883-1931), que nasceu em Bsharri, é particularmente conhecido pelo seu livro "O Profeta" (1923), traduzido em mais de vinte idiomas. Vários escritores contemporâneos libaneses também alcançaram sucesso internacional, tais como Elias Khoury, Amin Maalouf, Hanan al-Shaykh e Georges Schehadé.

Gastronomia - A cozinha libanesa é extremamente diversificada e possui as suas especialidades, próprias ou adaptadas dos países vizinhos. Com alimentos frescos e saborosos, juntamente com algumas especiarias, os libaneses têm adaptado o melhor da cozinha turca e árabe, decorando-a com um ar de cozinha francesa.
O tradicional Baklava, em diversas variedades.
A cozinha tradicional do Líbano combina a abundância de frutas e vegetais frescos. A base dos pratos é geralmente feita com a utilização de cereais e legumes, podendo-se repetir em diversos pratos os mesmos ingredientes, mas com diferentes formas de preparação. Na cozinha libanesa empregam-se iogurtes, queijos, pepinos, berinjelas, ervilhas, nozes, tomates, sésamo e guisados em todas as suas formas, seja em forma de sementes, em forma de pastas ou utilizando azeites vegetais, entre os quais azeite de azeitonas, para fritar alguns alimentos, sendo frequente a utilização de manteigas.

     O tradicional bolo do Líbano (também feito de várias formas e ingredientes noutros países árabes), o baklava, baklawa ou baclava (baklava em turco) é um bolo feito com uma pasta de nozes trituradas, distribuídos em massa folhada e encharcado em calda ou xarope de mel. As variedades existentes, que incorporam avelãs e amêndoas e nozes, ou outros frutos secos, e kaymak, procedente da cozinha turca. Pode encontrar-se, com diferentes nomes, na gastronomia do Médio Oriente, do Sub-Continente indiano e na região dos Balcãs.

Imagem típica da comida tradicional libanesa



Principais recursos naturais:
Sem recursos naturais dignos de registo. A agricultura é um sector que tem sofrido uma drástica redução. Grande parte dos solos agrícolas encontram-se localizados na costa mediterrânica e produzem batatas, laranjas, tomates, pepinos, limões, limas, cebolas e azeitonas. Mesmo assim, o país não é auto-suficiente e importa grandes quantidades de bens alimentares, especialmente vegetais. Existem também várias plantações de papoila, que se destinam ao fabrico de ópio. A produção industrial é baixa, mas é a mais desenvolvida quando comparada com a dos outros países do Médio Oriente. São produzidos cimento, papel, cigarros e artigos de pele. Os principais parceiros comerciais do Líbano são os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, a Itália e os Estados Unidos da América.


Datas comemorativas:
Dia nacional - 22 de Novembro - Celebra a data da independência, da França, em 1943.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;     
Brasão de Armas;
Hino Nacional -  النشيد الوطني اللبناني (Koullouna Lilouataan Lil Oula Lil Alam - "Todos pela Pátria, a Glória, a Bandeira");
Insígnia da Força Aérea Libanesa.

Insígnia da Força Aérea Libanesa


Lema:
"kullunā li-l-watan, li-l-ulà li-l-`alam" - (“Todos pela Pátria, a Glória e a Bandeira”)


Capital:                                                           Língua oficial:
Beirute                                                            Árabe libanês


Imagens de Beirute, capital do Líbano


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Libra libanesa (LBP)                                      República parlamentar unitária multi-confessional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização para a  Cooperação Islâmica;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (membro observador);
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PEV - Política Europeia de Vizinhança;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
- Ruínas da Cidade de Anjar (1984) - Cidade fundada pelo Califa Walid I, no início do Século VIII;

Vista parcial das ruínas da cidade de Anjar (UNESCO)

- Cidade Histórica de Baalbek (1984) - Na Antiguidade foi um santuário fenício dedicado ao deus Baal, deus da chuva, do trovão e da fertilidade. Foi também cidade grega e a partir da época dos selêucidas teve o nome de Heliópolis, sendo uma colónia romana desde o Imperador Augusto. É uma notável zona de templos, construídos entre os Séculos I e III d. C. em honra da Tríade Heliopolitana: Júpiter, Mercúrio e Vénus. As primeiras escavações tiveram início em 1900 e, segundo algumas versões, Santa Bárbara (mártir das igrejas católica e ortodoxa) viveu nesta cidade. 

Vista parcial do grande pátio do Templo de Júpiter, em Baalbek (UNESCO)

- Cidade Histórica de Biblos (1984) - Considerada a cidade mais antiga do mundo, habitada ininterruptamente desde a sua fundação, cerca de 5.000 anos a.C. (Isaac Asimov, "História de Canãa"). Foi a primeira cidade fenícia, sendo chamada de Gubla (em textos cuneiformes) e Gebal (na Bíblia Sagrada). Actualmente também é designada por Lubail ou Djebaíl.

Ruínas do Castelo dos Cruzados, em Biblos (UNESCO)

- Cidade de Tiro (1984) - Situada no sul do Líbano, foi uma das mais importantes cidades da Fenícia. Segundo a lenda, foi aqui que se descobriu a púrpura.

Arco do Triunfo de Tiro, construído cerca do Século II (UNESCO)

- Vale de Kadisha (ou Vale Santo) (1998) - Uadi Qadisha (Vale Santo) é abundante em mosteiros cristãos maronitas, únicos no Médio Oriente;

Vista parcial do Vale de Kadisha (UNESCO)


- Cedros do Líbano na Floresta de Cedros de Deus (1998).

Cedro do Líbano na floresta dos Cedros de Deus (UNESCO)


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

- O Zéjel  (ou Zajal), poesia recitada ou cantada (2014).


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

15 novembro 2015

Laos

ສາທາລະນະລັດ ປະຊາທິປະໄຕ ປະຊາຊົນລາວ
(Sathalanalat Paxathipatai Paxaxon Lao)
República Democrática e Popular do Laos



Bandeira


Brasão de Armas






















Localização:
Ásia, Sudeste asiático, Península da Indochina.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Em 2009, um antigo crânio foi encontrado em uma caverna nas montanhas Annamite, no norte do Laos. O crânio tem, pelo menos, 46 mil anos de idade, tornando-se o mais antigo fóssil humano encontrado até hoje no sudeste da Ásia. Durante o quarto milénio a.C, frascos de sepultamento e outros tipos de sepulcros sugerem uma sociedade complexa em que os objectos de bronze apareceram por volta de 1.500 a.C, e ferramentas de ferro eram conhecidas a partir de 700 a.C. O período proto-histórico é caracterizado pelo contato com civilizações chinesas e indianas. Entre o quarto e o oitavo século, as comunidades ao longo do rio Mekong começaram a formar-se em cidades, ou Muang, como eram chamados.
     País do Sudeste Asiático, localizado entre o Vietname e a Tailândia, o Laos teve grande diversidade de habitantes, alguns consanguíneos dos khmer, outros, os lao, grupo étnico predominante dos thai.
     Os primeiros habitantes foram os kha, que já no Século V habitavam o país sob a soberania do Estado de Funan. Posteriormente foram dominados pelo reino de Chenla e pelo primitivo reino Khmer, assim como o sucessor deste último, que estava baseado em Angkor.
     Os laosianos, originários do sul da China, deslocaram-se mais para o sul devido à pressão mongol, tendo, no Século VIII, criado o poderoso Reino de Nanchao, no sudoeste da China. A partir de Nanchao penetraram pouco a pouco na península da Indochina e suplantaram as primitivas tribos khas.      Durante os Séculos XII e XIII fundaram o principado de Muong Swa (mais tarde designado por Louangphrabang).


Cultura:
     O Laos possui uma cultura distintiva. Através do budismo Theravada, a cultura do Laos foi influenciada pela Índia e também reflecte o impacto de aspectos da cultura chinesa. Estas influências são reflectidas em toda a extensão do Laos, tanto como a sua língua e sua arte, assim como a literatura, música e outras apresentações artísticas.
     O modo de vida no Laos é fortemente influenciado pelo budismo e é fácil de observar o comportamento e costumes do povo laosiano: As pessoas são ensinadas a ser pacientes  e abertas. O Budismo tem sido um elemento poderoso no fornecimento de um sentido de unidade e de ensinar as pessoas a serem boas e evitar fazer más acções nos tempos antigos, quando não havia leis ou meios para aplicá-las.

Pintura butanesa que ilustra os chamados "contos de Jataka",
conhecidos no Laos como "Boun Pha Vet"

     Um festival importante no Laos é o Boun Pha Vet, ou Vessantara Jataka (nome em outros países da região) que é realizado uma vez por ano. É um festival budista que dura dois dias e abrange toda a comunidade. Tradicionalmente, o Boun Pha Vet é realizado durante o mês de Janeiro ou Fevereiro, dependendo do ciclo lunar. Durante a cerimónia os monges dão um sermão sobre os capítulos do Vessantara Jataka (Maha Wetsandon Chadok), também chamado de "O Grande Sermão do Nascimento".

A Sopa de Fitas é um prato muito popular no Laos

Gastronomia - A cozinha do Laos é o conjunto de costumes culinários e as suas características estão incluídas dentro das cozinhas do Sudeste da Ásia. O prato nacional do Laos é o Larb (soletrado às vezes como laap), é um prato de preparado de carne muito parecido com o ceviche. Outro prato característico do Laos é o tam mak hung, (denominado som tam em tailandês)




Principais recursos naturais:
Cobre, estanho, ouro, gesso e madeira.


Datas comemorativas:
Lao Issara (Dia do Laos Livre) – 13 de Agosto - O Lao Issara ("Laos Livre") era um movimento nacionalista anti-francês, não-comunista, formado em 1945 pelo príncipe Phetsarath. Este movimento, de curta duração, surgiu após a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial e tornou-se o governo do Laos antes do regresso dos franceses. Este movimento visava impedir os franceses de restabelecer o seu controlo sobre Laos. O grupo desfez-se em 1949.



Dia da Libertação – 12 de Outubro – Celebra a data da libertação, da França, em 1953.



Dia Nacional – 2 de Dezembro – Celebra a proclamação da República, em 1975.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Pheng Xat Lao (Hino Popular do Laos).


Lema:
"Paz, Independência, Democracia, Unidade e Prosperidade"

 
Palácio Pha That Luang - O Stupa Dourado, símbolo nacional do Laos, em Vienciana, 
capital do país.


Capital:                                                             Língua oficial:
Vientiane                                                         Laociano


Vista panorâmica de Vientiane, capital do Laos.


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Kip (LAK)                                                          República socialista uni-partidária


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
14 de Dezembro de 1955.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • ASEAN - Associação de Nações do Sudeste Asiático;
  • ACFTA - Área Livre de Comércio entre a Associação de Nações do Sudeste Asiático e a China;
  • CLA - Cúpula do Leste Asiático;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TACSA - Tratado de Amizade e Cooperação no Sudeste Asiático;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.



Património Mundial (UNESCO):
  • Cidade de Luang Prabang (1995);


Pagode budista de Vat May, em Luang Prabang (UNESCO)


  • Vat Phou e Paisagem Cultural de Champasak (2001).


Vista parcial de Vat Phou (UNESCO)

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

10 novembro 2015

Kuwait

دولة الكويت
Dawlat al-Kuwait
Estado do Kuwait






Bandeira
Brasão de Armas






































Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Península Arábica, Médio Oriente, Golfo Pérsico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
EtimologiaKuwait, como topónimo, em árabe “al-Kuwayt”, alterna com a forma Koweit e com os aportuguesamentos Cuvaite, Kuaite e Cuaite. Trata-se do diminutivo kut, "forte", significando assim "fortezinho".

História – No Século III a.C. os gregos colonizaram a ilha Failaka, baptizando-a de "Ikarus". Acredita-se que o nome veio da semelhança do local a uma ilha grega, onde, de acordo com a mitologia, foi enterrado Ícaro. Outros crêem que o local ganhou este nome devido ao intenso calor, sendo portanto um lugar mais próximo do sol.
     Em 123 a.C., a região ficou sob a influência do Império Parta e estava intimamente associada com a cidade de Cárax Espasinu, no sul da Mesopotâmia. Em 224 d.C., a região caiu sob o controle do Império Sassânida e veio a ser conhecida como Hajar. Por volta do Século XIV, a área que compreende o moderno Kuwait tornou-se parte do califado islâmico.
     Os primeiros colonos permanentes na região vieram da tribo Bani Khalid, de Néjede, e estabeleceram o Estado do Kuwait. Em 1756, o povo elegeu Sabah l bin Jaber como o primeiro monarca do Kuwait. A actual família real do Kuwait, Al-Sabah, são descendentes de Sabah I. Durante o governo de Al-Sabah, o Kuwait tornou-se progressivamente um centro de comércio, tendo já servido como um centro de comércio entre a Índia, o chamado corno de África, o Néjede, a Mesopotâmia e o Levante.
     Até ao advento da cultura japonesa de ostras de pérolas, o Kuwait tinha uma das frotas de mar na região do Golfo Pérsico e uma indústria florescente de pérolas. O comércio, até então, consistia principalmente em pérolas, madeira, especiarias, tâmaras e cavalos.
     No final do Século XIX, a maior parte da Península Arábica ficou sob a influência do Império Otomano. Os otomanos reconheceram a autonomia da dinastia al-Sabah mas, mesmo assim, reivindicou a soberania sobre o Kuwait.
     Em 1899 o Kuwait fez um Tratado com o Reino Unido, dando o controle britânico sobre a política externa do Kuwait em troca de protecção e subsídios anuais.
     Em 2 de Agosto de 1990 as forças iraquianas invadiram e anexaram o Kuwait. Saddam Hussein, então presidente do Iraque, depôs o então Emir do Kuwait, Jaber Al-Sabah, e instalou Ali Hassan al-Majid como o novo governador do Kuwait. Durante a ocupação do Iraque, cerca de 1.000 civis do Kuwait foram mortos e mais 300 mil moradores fugiram do país.

Poços de petróleo incendiados no Kuwait, durante a Guerra do Golfo

     Após o falhanço de uma série de negociações diplomáticas, uma coligação de trinta e quatro nações, liderada pelos Estados Unidos, combateu na Guerra do Golfo Pérsico, a fim de expulsar as forças iraquianas do Kuwait. Em 26 de Fevereiro de 1991, a coligação conseguiu expulsar as forças iraquianas, restaurando o poder do Emir do Kuwait. O Kuwait pagou US$ 17 milhões às forças da coligação pelos seus esforços de guerra.
     Durante a acção da coligação, as forças armadas iraquianas realizaram uma política de terra arrasada, prejudicando 737 poços de petróleo no Kuwait dos quais, aproximadamente, 600 foram incendiados. Estima-se que naquela altura cerca de 5 a 6 milhões de barris (950 mil m³) de petróleo foram queimados num único dia por causa destes incêndios.



Al Hamra Tower, na Cidade do Kuweit,
é a torre esculpida mais alta do mundo


Cultura:
     Dentro dos estados árabes do Golfo, a cultura do Kuwait é a mais próxima da cultura do Bahrain; isso é evidente na estreita associação entre os dois Estados em termos de acentos, alimentos e roupas, além dos graus semelhantes de abertura nas duas sociedades. A cultura do Kuwait, como muitas outras culturas árabes, dá muita importância à hospitalidade.

     A saudação: os kuwaitianos, tradicionalmente, cumprimentam-se apertando as mãos e beijando as bochechas. Tradicionalmente, os homens e as mulheres não trocam mais do que algumas palavras e, ocasionalmente, apertam a mão em saudação, para respeitar a privacidade das mulheres. No entanto, é comum que as mulheres e os homens se cumprimentem dando um beijo na bochecha se existir relacionamento entre eles. Também é costume, em cumprimento, fazer uma longa série de perguntas sobre saúde, parentes, seus empregos, etc.

     Chá e café: a hospitalidade é frequentemente mostrada através da oferta de chá e café. É raro que um hóspede entre numa casa, escritório ou mesmo em algumas lojas, sem lhe ser oferecido chá ou café. Os beduínos do Kuwait interpretam habitualmente como um insulto, se o anfitrião rejeitar a oferta.

Gastronomia: a alimentação tem um papel importante na cultura do Kuwait. O prato tradicional do Kuwait é conhecido como Machboos e é composto por cordeiro, frango ou peixe, misturado com um monte de arroz cozido, semelhante ao indiano biryani. Molhos curry e pequenos pratos complementam o prato principal. É tradicionalmente comido com as mãos, mas actualmente muitos preferem comer com talheres, à moda ocidental. Normalmente, a comida é preparada e servida em grandes quantidades sendo muito comum convidar para partilhar a alimentação.

Diwaniah: O Diwaniah é uma instituição exclusiva da cultura do Kuwait que não é conhecida noutros países do Golfo. As reuniões Diwaniah de homens ocorrem geralmente à noite, uma, duas, três vezes por semana ou até mesmo todos os dias. Geralmente, os homens reúnem-se em poltronas confortáveis, discutindo qualquer assunto, seja de ordem política, social, económica, local ou internacional, sem medo de perseguição. Os diwanahs podem ser vistos como um símbolo e uma prova do espírito democrático e da liberdade de expressão no país. Normalmente, o anfitrião serve chá ou um lanche. Alguns comerciantes e membros do parlamento anunciam a sua Diwaniah nos jornais, a fim de que os membros do público possam visitar.
     As mulheres, às vezes, têm a sua Diwaniah, embora não tão frequente, nunca misturando com homens.




Principais recursos naturais:
Petróleo, peixe, camarão e gás natural.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 19 de Junho - Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1961.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Al-Nasheed Al-Watani (em árabe: النشيد الوطني);
Insígnia da Força Aérea do Kuwait.


Insígnia da Força Aérea do Kuwait



Capital:                                                              Língua oficial:
Cidade do Kuwait                                           Árabe


Paisagem urbana nocturna da Cidade do Kuwait



Moeda oficial:                                                  Tipo de Governo:
Dinar kuwaitiano (KWD)                                Emirado constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
14 de Maio de 1963.


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • CCG - Conselho de Cooperação do Golfo;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização para a  Cooperação Islâmica;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPAEP - Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre