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04 março 2015

Honduras

República de Honduras
República das Honduras


Brasão de Armas


Bandeira


















Localização:
América, América Central, América Latina.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia – A palavra Honduras vem do espanhol e significa "profundezas", em referência às águas profundas no litoral sul do país.

História – Durante o I milénio d.C., a parte ocidental das Honduras constituiu o extremo sudeste da grande civilização maia, cujo alto grau de desenvolvimento é demonstrado pelas ruínas de Copán.
     O actual país das Honduras foi descoberto no ano de 1500, por Cristóvão Colombo, durante a sua quarta viagem. Colombo encontrou um território marcado pela presença da civilização maia, e só após um período de guerra contra os índios (1523-1539) é que os Espanhóis conseguiram assegurar o controle da colónia, que, a partir de 1570, passou a estar sob a administração geral da Guatemala (também colónia espanhola).
     Com a independência da Espanha, em 1821, tornou-se parte do império de Augustín de Iturbide.
     Em 5 de Novembro de 1838 as Honduras proclamou-se Estado soberano e independente e, no início do ano seguinte uma assembleia constituinte aprovou sua primeira Constituição.
     A situação de Estado independente data de quando a união se rompeu e uma ininterrupta sucessão de caudilhos dominou o país no restante do Século XIX. Os ditadores liberais que dominaram o país entre o final do Século XIX e o início do Século XX, voltaram a atenção para a necessidade do aumento das exportações.

Cataratas de Pulhapanzak, Honduras (foto de Chrishonduras)

Cultura:
     Honduras é um país multi-étnico e multi-cultural. Esta diversidade á volta do ambiente natural e humano das Honduras tem contribuído para o surgimento de diversas formas de expressão em diferentes áreas artísticas, manifestações tradicionais e contemporáneas.
     Nas Honduras existem 1.496 eventos culturais espalhados por 200 municípios em 18 departamentos. Estes são divididos em manifestações tradicionais e manifestações contemporâneas, alimentadas por contribuições de grupos indígenas e pelo povo Garifuna.
     No território hondurenho encontram-se as ruínas maias de Copán, cujos magníficos monumentos, decorados com grandes figuras esculpidas, evocam a grandeza daquela civilização centro-americana. A arquitectura colonial é típica do barroco espanhol.

Artes plásticas - A pintura das Honduras foi fortemente influenciada pela herança espanhola. Os artistas mais importantes no Século XX foram os pintores de paisagens Carlos Garay e Antonio Velásquez.

Literatura - A primeira personalidade a destacar-se nas letras hondurenhas foi José Cecilio del Valle, polígrafo de conhecimentos enciclopédicos e que dedicou a vida à causa da unificação da América Central. A poesia romântica surgiu modestamente com Manuel Molina Vigil, mas o tradicionalismo literário sobreviveu até ao Século XX com Luis Andrés Zúñiga, cujas "Fábulas" (1917) foram reeditadas várias vezes.
     O período modernista revelou a poesia de Juan Ramón Molina, o maior poeta hondurenho, que recebeu forte influência de Rubén Darío. A edição de suas poesias no volume “Tierra, mares y cielos” (1911) deve-se a Froilán Turcios, também ele modernista, autor de contos e romances fantásticos em estilo rebuscado. O nome mais famoso da literatura das Honduras é Rafael Heliodor Valle, historiador, poeta e jornalista. Destacam-se ainda Arturo Mejía Nieto, Claudio Barrera, que recebeu influência de César Vallejo, Pablo Neruda, e Roberto Sosa, o “poeta de Los Pobres”.

Basílica da Virgem de Suyapa, Tegucigalpa. (foto de Marduk)

Religião – Excluindo o Vaticano, as Honduras é o país com maior percentagem de católicos no mundo, 97%, mas não em quantidade.

Desporto - O desporto mais popular nas Honduras é o futebol. O maior feito do país foi conseguir a classificação para o Campeonato do Mundo de Futebol nas edições de 1982, 2010 e 2014.


Principais recursos naturais:
Madeira, ouro, prata, cobre, chumbo, zinco, minério de ferro, antimónio, carvão e energia hidroeléctrica.


Datas comemorativas:
Dia da Bandeira - 1 de Setembro - Dia da Bandeira Nacional das Honduras, símbolo da pátria;


Dia da Independência - 15 de Setembro - Celebra a data da Independência, do Império Espanhol, em 1821.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional das Honduras;
Araracanga ou Arara-Macau;
Pinheiro;
Cariacu ou veado de cauda branca;
Rhyncholaelia digbyana (espécie de Orquídea das Honduras);
Insígnia da Força Aérea das Honduras.

Araracanga
Cariacu
Pinheiro


Orquídea das Honduras
Insígnia da Força Aérea das Honduras










Lema:
«Libre, soberana e independiente» (“Livre, Soberana e Independente”)




Imagens de Tegucigalpa, capital das Honduras


Capital:                                                           Língua oficial:
Tegucigalpa                                                     Espanhol


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Lempira (HNL)                                               República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Dezembro de 1945.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • BCIE - Banco Centro-Americano de Integração Económica;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • CLAD- Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CONVENÇÃO DE RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • GR - Grupo do Rio;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MCCA - Mercado Comum Centro-Americano;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • ODECA - Organização de Estados Centro Americanos;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PETROCARIBE - União do Petróleo do Caribe;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • SICA - Sistema de Integração Centro Americana;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.

Património Mundial (UNESCO):
  • Sítio Maia de Cópan (1980);
  • Reserva da Biosfera do Rio Plátano (1982) Património Mundial em Perigo desde 2011.
Sítio Maia de Cópan (UNESCO)

Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Língua, dança e música dos Garifuna (2001) (partilhado com Belize e Nicarágua) - Os Garifuna são um povo descendente de escravos nigerianos naufragados na ilha de São Vicente miscigenados com nativos das caraíbas. Mais tarde, os Garifuna mudaram-se para a América Central, sendo mais numerosos no Belize. A música e dança dos Garifuna combinam elementos africanos e indígenas. A língua dos Garifuna é considerada como sendo do grupo arawak.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

25 fevereiro 2015

Haiti

République d'Haïti
Repiblik d Ayiti
República do Haiti



Bandeira


Brasão de Armas



















Localização:
América, América Central, América Latina, Caraíbas.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Os primeiros humanos nesta ilha e nas caraíbas, conhecida como Quisqueya pelos índios arauaques (ou taínos), chegaram à ilha há mais de 7000 anos.
     Em 5 de Dezembro de 1492, Cristóvão Colombo chegou a uma grande ilha, à qual deu o nome de Hispaniola. Mais tarde passou a ser chamada de São Domingos pelos franceses. Dividida entre dois países, a República Dominicana e o Haiti, é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes. Com 641 quilómetros de extensão entre os seus pontos mais extremos, a ilha tem um formato semelhante à cabeça de um caimão, pequeno crocodilo abundante na região, cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de La Gonâve. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar das Caraíbas (ou das Antilhas).
     Já no fim do Século XVI, quase toda a população nativa havia desaparecido, escravizada ou morta pelos conquistadores. A parte ocidental da ilha, onde hoje fica o Haiti, foi cedida à França pela Espanha em 1697. No Século XVIII, a região foi a mais próspera colónia francesa na América (chamada, enquanto colónia francesa, de Saint-Domingue) graças à exportação de açúcar, cacau e café.
     Após uma revolta de escravos, em 1794, o Haiti tornou-se o primeiro país do mundo a abolir a escravatura.
Toussaint Louverture (1743-1803)
     Nesse mesmo ano, a França passou a dominar toda a ilha. Em 1801, o ex-escravo Toussaint Louverture, líder da Revolução Haitiana, tornou-se governador-geral, mas, logo depois, foi deposto e morto pelos franceses.
O líder Jean Jacques Dessalines organizou o exército e derrotou os franceses em 1803. No ano seguinte, foi declarada a independência (o segundo país a tornar-se independente nas Américas) e Dessalines proclamou-se imperador. Como forma de retaliação, em 1804, os partidários da escravatura europeus e norte americanos mantiveram o Haiti sob bloqueio comercial durante 60 anos.
     Em 1815 Simon Bolívar refugiou-se no Haiti, após o fracasso de sua primeira tentativa de luta contra os espanhóis. Recebeu dinheiro, armas e pessoal militar, com a condição de que abolisse a escravidão nas terras que libertasse. Posteriormente, para colocar fim ao bloqueio, o Haiti, sob o governo de Jean Pierre Boyer, cercado pela frota da ex-metrópole, concordou em assinar um tratado pelo qual seu país pagaria à França a quantia de 150 milhões de francos a título de indemnização. A dívida foi depois foi reduzida para 90 milhões mas, ainda assim, destruiu a economia do país.
     Após um período de instabilidade, o Haiti foi dividido em dois e a parte oriental – a actual República Dominicana – foi reocupada pela Espanha. Em 1822, o presidente Jean-Pierre Boyer reunificou o país e conquistou toda a ilha. Em 1844, porém, nova revolta derrubou Boyer e a República Dominicana conquistou a independência.

     Em 12 de Janeiro de 2010, um terremoto de proporções catastróficas, com magnitude sísmica de 7.3 na escala de Richter, atingiu o país a aproximadamente 22 quilómetros da capital, Port-au-Prince. Em seguida, foram sentidos na área múltiplos tremores com magnitude em torno de 5.9 graus. O palácio presidencial, várias escolas, hospitais e outras construções ficaram destruídos após o terremoto e estima-se que 80% das construções de Port-au-Prince foram destruídas ou seriamente danificadas. O número de mortos não é conhecido com precisão.

Vista aérea do Haiti, após o terramoto de 2010.

     Em 3 de Fevereiro de 2010 o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive afirmou que já passava de 200 mil o número de óbitos e o número de desabrigados pode chegar aos três milhões. Diversos países disponibilizaram recursos em dinheiro para amenizar o sofrimento do país mais pobre do continente americano. O presidente norte-americano Barack Obama, afirmou logo após a tragédia que o povo haitiano não seria esquecido, obrigando a comunidade internacional a reflectir sobre a responsabilidade dos países que exploraram e abandonaram o Haiti. Segundo as Nações Unidas, o sismo foi o pior desastre já enfrentado pela organização desde sua criação em 1945. A Cruz Vermelha Internacional informou que sete em cada dez haitianos vivem com menos de dois dólares por dia.


Cultura:
     A cultura do Haiti possui raízes com características marcantes da região oeste da África, além de ser influenciada pela França devido à sua colonização, como é notável em sua música, religião e linguagem. A cultura também engloba contribuições adicionais do nativo Taino e imperialismo espanhol.

Música – Um dos géneros musicais presentes no Haiti é a Kompa, que envolve uso de sintetizadores, guitarra, batidas de médio a rápido andamento e o uso de metais ou saxofone. Diferente do zouk, as canções são escritas em crioulo haitiano.
     A música haitiana combina uma ampla gama de influências extraídas dos muitos povos que se instalaram na ilha das caraíbas. Ela reflecte ritmos franceses, africanos, espanhóis e de outras culturas que habitaram a ilha de Hispaniola, com uma influência menor dos tainos nativos. Entre os estilos musicais exclusivos da nação estão músicas derivadas de tradições cerimoniais do vodu haitiano, entre outros.

Arte – Cores brilhantes, perspectiva ingénua e humor astuto são características da arte haitiana. Alimentos deliciosos, grandes e exuberantes paisagens são temas favoritos nesta terra de pobreza e fome. Ir ao mercado é a actividade mais social da vida no campo. Animais da selva, rituais, danças, e os deuses evocam o passado Africano.

Festas – A época mais festiva do ano no Haiti é durante o Carnaval (referido como Kanaval em crioulo haitiano). As festividades começam em Fevereiro. As cidades estão cheias de música, carros alegóricos de desfile, e as pessoas dançando e cantando nas ruas. A semana do Carnaval é tradicionalmente uma época que dura toda a noite, com festas, e representa um escape ao quotidiano. Um festival que ocorre antes da Páscoa, é celebrado por um número significativo da população, e a sua celebração pode ter levado a tornar-se um estilo de música de carnaval. Muitos dos jovens também participam em festas e divertem-se em boites chamadas discotecas, (pronuncia-se "deece-ko") e participar de Bal. Este termo deriva da palavra balada, e são eventos muitas vezes celebrados por multidões.

Arquitectura – Os monumentos mais famosos do Haiti são o Palácio de Sans Souci e da Cidadela, inscrita como Património Mundial da Humanidade em 1982. Situado no Norte do Maciço de la Hotte, num dos Parques Nacionais do Haiti, com estruturas construídas no início do Século XIX. Os edifícios estão entre os primeiros a ser construído após a independência do Haiti da França.
     Jacmel, a cidade colonial, que foi provisoriamente aceite como Património Mundial, foi amplamente danificada pelo terremoto que atingiu o Haiti em 2010.

Casa de estilo victoriano em Port-au-Prince
(Foto de Doron)

Religião - Na religião, o Haiti é semelhante ao resto dos países da América Latina, predominantemente cristão, com 80% a 85% de católicos romanos. Cerca de 20% professam o protestantismo. Uma população pequena, mas crescente, de muçulmanos e hindus existem no país, principalmente na capital Port-au-Prince.
     O Vodu, abrangendo várias tradições diferentes, possui origens do Centro Oeste Africano, Europa e do continente americano. É amplamente praticado, apesar do estigma negativo que ele carrega dentro e fora do país. O número exacto de praticantes vudus é desconhecido. No entanto, acredita-se que uma pequena quantidade da população a pratica, muitas vezes a par da sua fé cristã.

Folclore - O Haiti é conhecido pelas suas ricas tradições folclóricas. O país tem muitos contos mágicos que fazem parte do Vodu haitiano. O ditador Papa Doc era um crente forte no folclore do país e de elementos utilizados para orientar o seu governo brutal do país.

Desporto – No início do Século XX, foi relatado que a briga de galos era o desporto mais popular no Haiti, apesar de sua popularidade, ter, posteriormente, decrescido. Actualmente, o futebol é o desporto mais popular no Haiti, apesar do basquetebol estar crescendo em popularidade. Pequenos clubes de futebol já competem a nível local.


Principais recursos naturais:
Sem recursos naturais relevantes. Para a economia do Haiti, destaca-se a indústria do turismo e as exportações de café, cana-do-açúcar e cacau.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 1 de Janeiro - Celebra a data da Declaração da Independência, da França, em 1804.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional; “La Dessalinienne”, adoptado em 1904.


Lema:
L'union fait la force” (“A união faz a força”)


Vista parcial de Port-au-Prince, capital do Haiti.
(Foto de Helena Heredero)

Capital:                                                  Línguas oficiais:
Port-au-Prince                                     Francês e crioulo


Moeda oficial:                                     Tipo de Governo:
Gourde ou Gurde (HTG)                     República semi-presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CARICAD - Centro para o Desenvolvimento e Administração das Caraíbas;
  • CARICOM - Comunidade das Caraíbas;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional Histórico - Cidadela, Sans-Souci e Ramiers (1982).

Palácio de Sans-Souci (UNESCO). Foto de Rémi Kaupp.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

21 janeiro 2015

Guatemala

República de Guatemala

República da Guatemala



Bandeira


Brasão de Armas






















Localização:
América, América Central, América Latina


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia Acredita-se que o topónimo "Guatemala" derive da palavra indígena Quhatezmalha, que significa "montanha que verte água", em alusão ao vulcão Agua, que destruiu a Cidade Velha (Santiago de los Caballeros), primeira capital espanhola da capitania geral.

História -A Guatemala é o berço da civilização maia, cujo centro era a região de Petén, o que justifica as características únicas da cultura guatemalteca no quadro da cultura centro-americana. Entre os Séculos VII e XII, quando os astecas estenderam seu domínio até à Guatemala, os maias migraram para Yucatán. Posteriormente, nova migração conduziu-os ao Petén.
     De 2.500 a. C. até ao Século X d.C., os Maias viveram uma era florescente, entrando depois em declínio até serem subjugados pelo conquistador espanhol Pedro de Alvarado, lugar-tenente de Cortés, em 1523.
     Embora os conquistadores espanhóis tenham chegado à região em 1523, houve uma feroz resistência das cidades-estado maias e a última só foi efectivamente conquistada em 1697.
     A Guatemala, até 1821, foi uma colónia da Espanha. Durante a segunda metade do Século XX experimentou uma variedade de governos militares e civis, sendo uma dessas de Jacobo Arbenz - que fora retirado do poder por ameaçar fazer reforma agrária em terras da United Fruit Company; desse modo sofreu um golpe com intervenção norte americana, em 1953, colocando um ponto final na política de Boa Vizinhança, caracterizada pelo governo Roosevelt, bem como uma guerra civil que durou 36 anos.
     Em 1996, o governo assinou um acordo de paz, terminando formalmente com o conflito, que levou à morte de mais de cem mil pessoas e criado um milhão de refugiados.


Cultura:
     No território guatemalteco encontram-se alguns dos mais remotos vestígios da civilização maia, cujas fases são conhecidas graças às estelas de pedra, usadas para medir o tempo. A primeira foi encontrada em Uaxactún e data do ano 328 da era cristã. Outros centros com ruínas maias são Quirigua e Yaxchilán.
     Textos como o Popol Vuh, o Rabinal Achi e o Memorial de Tecpán-Atitlán foram escritos depois da conquista, em línguas indígenas com caracteres latinos.
     Na arquitectura colonial, predominou o barroco espanhol com elementos indígenas. As ruínas da catedral de Antigua Guatemala são a melhor mostra desse estilo. A estatuária popular adquiriu grande perfeição a partir do Século XVI.
     A figura de maior destaque nas letras guatemaltecas é Miguel Ángel Asturias, Prémio Nobel da Literatura em 1967. O seu interesse pelas raízes do povo expressa-se em todas as suas obras, com frequentes alusões a mitos indígenas.
     Guatemala, berço dos Maias, tem uma cultura gastronómica tão rica e variada como antiga. Na culinária quotidiana da Guatemala o milho é rei e senhor: Tortilhas, Tamalintas, Pishtones, Tacos, Enchiladas, Chuchitos, etc., têm o milho como ingrediente principal.


Principais recursos naturais:
Petróleo, níquel, madeiras raras, energia hidroeléctrica.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 15 de Setembro - Celebra a data da independência, de Espanha, em 1821.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Himno Nacional de Guatemala";
Insígnia da Força Aérea da Guatemala.

Insígnia da Força Aérea da Guatemala


Lema:
Libre Crezca Fecundo – ("Livre, cresça fecundo")


Vista parcial da Cidade da Guatemala


Capital:                                                                       Língua oficial:
Cidade da Guatemala                                                  Espanhol


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Quetzal                                                                       República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
21 de Novembro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • BCIE - Banco Centro-Americano de Integração Económica;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • CLAD - Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • G20 (países em desenvolvimento);
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MCCA - Mercado Comum Centro-Americano;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • ODECA - Organização de Estados Centro Americanos;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • SICA - Sistema de Integração Centro Americana;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional de Tikal (1979);
  • Antigua Guatemala (1979);
  • Parque Arqueológico e Ruínas de Quirigua (1981).

Parque Nacional de Tikal (UNESCO)

Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • O Tradicional Teatro Bailado Rabinal Achí (2008) - O Rabinal Achí é um drama dinástico maia do Século XV e um dos escassos testemunhos da tradição pré-hispânica. Nele se representam mitos acerca das origens dos habitantes da região de Rabinal, assim como temas populares e políticos. Expressa-se através de bailes de máscaras, teatro e música;

  • A Língua, a Dança e a Música dos Garifunas (2008) (partilhado com mais 3 países) - Os garifunas têm origem na mestiçagem de vários grupos originários de África e das Caraíbas, cujos elementos culturais integraram. No Século XVIII estabeleceram-se na costa atlântica da América Central, depois de terem sido forçados a fugir da ilha de São Vicente. Actualmente, essas comunidades vivem nas Honduras, Guatemala, Nicarágua e Belize.

  • Cerimónia Paach (2013) - O Paach é um ritual de adoração do milho realizada na cidade de San Pedro Sacatepéquez. É uma cerimónia de acção de graças para uma boa colheita, o que evidencia a estreita relação entre os seres humanos e a natureza.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

17 setembro 2014

Equador

República del Ecuador
República do Equador


Bandeira

Brasão de Armas




















Localização:
América, América do Sul, América Latina, América Andina.
País mega-diverso (faz parte do conjunto de países que albergam o maior índice de biodiversidade da Terra).


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - O nome Equador vem do substantivo comum equador, do espanhol ecuador, um dos círculos máximos da Terra, que atravessa o país em toda a sua extensão; daí a atribuição do nome, ocorrida entre 1830 e 1832, quando o país se separou da Grande Colômbia, em espanhol Gran Colômbia.

História - A história do Equador compreende um período de cerca de nove mil anos, sendo subdividido em cinco períodos principais: Era pré-colombiana, Conquista Espanhola, Era Colonial, Independência e República. A história do Equador tem início com o estabelecimento de várias civilizações, seguidas pelo crescimento dos Incas, e estes pelos colonizadores espanhóis. Na primeira metade do Século XIX, surgiram os ideais de independência da América em relação ao domínio espanhol, influenciado pelos Libertadores Simón Bolívar e José de San Martín.

Atahualpa, o último Imperador Inca
     Durante o período pré-inca, as pessoas viviam em clãs, que formavam grandes tribos, algumas aliadas entre si e que formavam poderosas confederações, como a Confederação de Quito. No entanto, no Século XV, os incas tomaram a região, durante uma invasão muito dolorosa e sangrenta para os povos locais.
     Após a ocupação de Quito pelos exércitos de Huayna Capac (1593-1595), os incas desenvolveram um extenso centro administrativo e começaram a colonização da região. A era pré-colombiana no Equador pode ser dividida em quatro períodos: o período pré-cerâmico, o período de formação, o período de desenvolvimento regional e integração e o da chegada dos incas.
     Em 1531, com a Guerra Civil Inca, os espanhóis desembarcaram no Equador. Liderados por Francisco Pizarro, os conquistadores viram que o conflito e doenças estavam destruindo o império. Depois de receber reforços em Setembro de 1532, Pizarro partiu para Atahualpa recém vitorioso.

Captura do Sapa Inca (Imperador)  Atahualpa pelas
forças de Pizarro em Cajamarca.

     Atahualpa temia os homens vestidos com roupas dos pés a cabeça, com longas barbas e cavalos (um animal que os incas não conheciam). Na cidade, Pizzaro montou uma armadilha para os incas e o Massacre de Cajamarca começou. As forças incas eram muito superiores aos espanhóis em quantidade, no entanto, a superioridade espanhola em armas, tácticas e o facto do mais confiável general inca estar em Cusco levou a uma derrota fácil e a captura do imperador inca.
     Nas primeiras décadas de dominação espanhola a população indígena foi dizimada pelo contágio de doenças às quais os nativos não eram imunes, tempo em que os nativos também foram forçados ao trabalho pelos proprietários de terras espanhóis através do sistema de trabalho de encomenda. Em 1563, a cidade de Quito foi elevada à categoria de distrito administrativo da monarquia espanhola, com a criação da Real Audiência de Quito.
     A luta pela independência na Audiência de Quito foi parte de um movimento em toda a América Hispânica liderada por crioulos. O ressentimento com os privilégios dos chamados peninsulares (nascidos na Espanha) em relação aos crioulos foi o combustível da revolução contra o domínio colonial. A centelha foi a invasão da Espanha por Napoleão Bonaparte, depois da deposição do rei Fernando VII e, em Julho de 1808, colocou seu irmão, José Bonaparte, no trono espanhol.
     Em 1822 forças locais se organizaram e derrotaram o exército monarquista se unindo à Grã Colômbia, república fundada por Simón Bolívar, da qual só veio a separar-se no dia 13 de Maio de 1830.
     O Século XIX foi marcado por instabilidades, com rápidos movimentos políticos e institucionais. O conservador Gabriel García Moreno unificou o país nos anos de 1860 com o apoio da Igreja católica.
     Com o aumento da demanda mundial de cacau, desde o início de 1800, produziu-se uma migração dos alti-planos em direcção à fronteira agrícola da costa do Pacífico.
     Depois da Segunda Guerra Mundial, a recuperação do mercado agrícola e o crescimento da indústria da banana ajudaram a restabelecer a prosperidade e paz política.
     Num ambiente em que quase toda a América do Sul foi palco de golpes militares, o retorno de políticas populistas provocou inquietações que foram motivo de intervenções militares domésticas nos anos sessenta, época em que a descoberta de petróleo atraíram companhias estrangeiras e foi fundada a "Amazónia Equatoriana".
     Em 1972, um golpe militar derrubou o regime de José María Velasco Ibarra passando a utilizar a riqueza do petróleo e empréstimos estrangeiros para custear um programa de industrialização, reforma agrária, e subsídios para consumidores urbanos.
     Com o desvanecimento do ciclo económico do petróleo, o Equador voltou à democracia em 1979, sob o primeiro presidente da Constituição equatoriana de 1979, Jaime Roldós Aguilera, candidato de uma grande frente partidária, a "Concentração de Forças Populares" ou "CFP" que obteve expressiva vitória sobre Sixto Durán Ballén do Partido Cristão Social "(PSC)".
     Em 15 de Janeiro de 2003, o Coronel aposentado Lucio Gutiérrez, membro da junta militar que subverteu presidente Jamil Mahuad em 2000, assumiu a presidência do Equador com uma plataforma de combate à corrupção. 
     Lucio Gutiérrez deixou o poder em 2005 diante da falta de apoio das Forças Armadas e no meio de fortes protestos, o que conduziu a que seu vice-presidente, Alfredo Palacio, assumisse a presidência. Nas eleições seguintes, Rafael Correa foi eleito e assumiu o cargo em 15 de Janeiro de 2007, sendo o actual presidente do país. Em 28 de Setembro de 2008 foi adoptada uma nova Constituição.

Imagem de um Vicunha. Em segundo plano, o monte Chimborazo,
o ponto mais alto do Equador e o vulcão mais alto do Mundo. 

Cultura:
     A cultura equatoriana é definida, em sua maioria, pelos mestiços, que têm ancestrais são tradicionalmente de herança espanhola, mas também são influenciados em diferentes graus pelas tradições nativas e, em alguns casos, por elementos africanos.
     A primeira e mais significativa onda de imigração moderna para o Equador era constituída por colonizadores espanhóis, após a chegada dos europeus em 1499. Um menor número de outros europeus e norte-americanos migraram para o país no final do Século XIX e início do Século XX e, em menor número, polacos, lituanos, ingleses, irlandeses e croatas durante e após a Segunda Guerra Mundial. 
     As comunidades indígenas do Equador foram integradas na cultura principal do país em diferentes graus, mas alguns também podem praticar suas próprias culturas nativas, em particular nas comunidades indígenas mais remotas da bacia amazónica. 
     O idioma espanhol é falado como o primeiro idioma por mais do que 90% da população e, como primeiro ou segundo idioma por mais do que 98% dos habitantes do país. Parte da população do Equador pode falar línguas ameríndias, em alguns casos, como uma segunda língua. Dois por cento da população fala apenas línguas ameríndias.
     Entre os personagens famosos nascidos no Equador, se incluem os pintores Enrique Tábara, Oswaldo Guayasamín, Eduardo Kingman, Bolívar Mena Franco, Felix Aráuz e Juan Villafuerte; o poeta e estadista José Joaquín de Olmedo; o poeta, filósofo e ensaísta Iván Carvajal Aguirre; o erudito Benjamin Urrutia; o tenista Pancho Segura; e o atleta olímpico Jefferson Pérez.


Principais recursos naturais:
Petróleo, madeira e energia hidráulica.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 10 de Agosto -Aniversário do primeiro grito da independência, em 1809;


Dia da Raça - 10 de Outubro - Festa Nacional. Celebra a chegada dos espanhóis à América, em 1492.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Salve, Oh Patria"
Insígnia da Força Aérea do Equador;
Insígnia da Aviação Naval do Equador.


Insígnia da Força Aérea
do Equador
Insígnia da Aviação Naval
do Equador



















Lema:
Dios, Patria y Libertad (“Deus, Pátria e Liberdade”)


Imagens de Quito, capital do Equador (UNESCO)


Capital:                                                                       Língua oficial:
Quito                                                                           Espanhol


Moeda oficial:                                                              Tipo de Governo:
Dólar americano                                                         República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
21 de Dezembro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • ALADI - Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Intercâmbio;
  • ALBA - Aliança Boliviana para as Américas;
  • CAN - Comunidade Andina de Nações;
  • CDS - Conselho de Defesa Sul-Americano;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • CLAD- Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MERCOSUR - Mercado Comum do Sul;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OTCA - Organização do Tratado de Cooperação Amazónica;
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UL - União Latina;
  • UNASUL - União das Nações Sul-Americanas;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • GR - Grupo do Rio;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;


  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.



Património Mundial (UNESCO):
  • Ilhas Galápagos (conjunto de 13 ilhas), (1978, 2001);
  • Cidade de Quito (1978);
  • Parque Nacional Sangay (1983);
  • Centro Histórico de Santa Ana de los Rios de Cuenca (1999).


Tartaruga das Galápagos (UNESCO)


Basílica do Voto Nacional, Centro Histórico de Quito (UNESCO)


Prédio estilo ecléctico com varandas e janelas
tipo indo-Árabe, em Cuenca (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Património Oral e Manifestações Culturais do Povo Zápara (2008) (partilhado com o Peru) - Os Zápara são um dos povos mais antigos da Amazónia. A sua cultura oral inclui grande compreensão da vida natural da floresta de chuva, bem como complexas práticas mitológicas e artísticas. O povo Zápara vive numa região da selva amazónica que abrange o Equador e o Peru. Vivendo numa das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, Os Zápara são os últimos representantes de um grupo etno-linguístico, que incluiu muitos outros locais antes da conquista espanhola. No coração da Amazónia desenvolveram um conhecimento particularmente rico de cultura oral, do seu ambiente natural, como evidenciado pela abundância do seu vocabulário sobre a flora e a fauna e os seus conhecimentos de plantas medicinais da selva.

  • Tecidos tradicionais do chapéu de palha equatoriano (2012) - Os chapéus de palha são tecidos a partir de fibras de uma palmeira peculiar que cresce ao longo da costa do Equador. Os agricultores cultivam toquillales na costa e recolhem as hastes, depois de separar a fibra da casca verde, que é fervida para remover a clorofila, sendo depois seca com carvão e enxofre. Com essa matéria-prima os tecelões tecem o cálice e a aba do chapéu.

  
Fonte:

Wikipedia, a enciclopédia livre

10 setembro 2014

El Salvador

República de El Salvador



Bandeira

Brasão de Armas


















Localização:
América, América Central, América Latina


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Embora de origem desconhecida, os grupos indígenas que habitaram o território hoje correspondente a El Salvador, possuíam civilização avançada. Os pipiles, o mais importante dos três grupos que habitaram a região no Século XV, tinham a sua capital em Cuzcatlán. A parte ocidental de El Salvador era habitada pelos Maias já há alguns séculos antes da chegada dos conquistadores espanhóis.
     El Salvador foi descoberto por Andrés Niño, piloto da expedição de Gil González Dávila à Nicarágua (1522). Em 1524, os espanhóis chegaram ao país, comandados por Pedro de Alvarado, representante de Hernán Cortés. Após ocuparem Cuzcatlán por breve período, fundaram San Salvador em 1525 e subjugaram os pipiles. San Salvador integrou a província da Guatemala, fundada a leste do rio Lempa, em 1530. Só foi elevada à categoria de intendência em 1786, subordinada ao governo guatemalteca.
     El Salvador foi conquistado pela Espanha por Pedro De Alvarado Y Contreras. A conquista foi uma das mais difíceis na história colonial tendo com adversário principal um indígena chamado Atlacatl que lutou durante 15 anos contra a invasão Espanhola e os seu aliados da região recém conquistada no território Mexicano.
     El Salvador tornou-se independente da Espanha em 1821 e logo a seguir entrou na Federação Centro-Americana, obtendo a independência da mesma em 1839. Uma guerra civil de 12 anos, custou a vida a, aproximadamente, 75.000 pessoas. Este número não inclui os desaparecidos que se estima sejam cerca de 20 a 40 mil. A guerra terminou em 1992, quando o governo de direita e a guerrilha de esquerda assinaram um tratado que levou a reformas militares e políticas.
     El Salvador é uma república democrática representativa presidencial, na qual o presidente é chefe de estado e chefe de governo. Adopta-se um sistema pluripartidário. O Poder Executivo é exercido pelo governo. O Poder Legislativo é investido no governo e no conjunto legislativo. O Judiciário é independente do Executivo e do Legislativo. O actual presidente de El Salvador é Mauricio Funes, eleito em 15 de Março de 2009, tendo tomado posse em 1 de Junho de 2009.


Cultura:
     Em El Salvador, existem diferentes tipos de fantasias, dos quais a maioria são usados em festas religiosas ou outras. Em algumas das cidades mais antigas ainda são usados com regularidade. No vestuário feminino é comum ver elementos como o escapulário, o xaile, o lenço de algodão com diferentes adornos coloridos. O calçado normal é constituído por sandálias.
     No caso do vestuário masculino, é comum ver um terno de algodão ou uma camisa de algodão usado com jeans modernos, com sandálias ou botas e chapéu de cowboy.
Tradição - A guerra com bolas de fogo é tradição em El Salvador, na cidade de Nejapa, no dia 31 de Agosto, sinónimo de comemorações com bolas em chama. As bolas de fogo têm o objectivo de marcar a destruição por um vulcão da antiga cidade de Nitchapa, que foi reconstruída como Nejapa.
     Reza a tradição popular que a lava do vulcão era, na realidade, resultado da briga entre o diabo e São Jerónimo, que teria derrotado Satanás com bolas de fogo.
     Um morador conta que quando o vulcão entrou em erupção, bolas de fogo destruíram a cidade, que já tinha sido abandonada pelos moradores.


Principais recursos naturais:
Ouro, prata, calcário, sal marinho.


Datas comemorativas:
Dia da Independência de El Salvador - 15 de Setembro - Celebra a descoberta da América, por Cristóvão Colombo, e a data da independência, da Espanha, em 1821.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Himno Nacional de El Salvador  ("Hino Nacional de El Salvador");
Insígnia da Força Aérea de El Salvador.

Insígnia da Força Aérea de El Salvador


Lema:
"Dios, Unión, Libertad" - ("Deus, União, Liberdade")


Vista parcial de San Salvador, capital de El Salvador


Capital:                                                                         Língua oficial:
San Salvador                                                              Espanhol


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Dólar americano                                                         República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • BCIE - Banco Centro-Americano de Integração Económica;
  • CD - Comunidade das Democracias;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • CLAD- Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MCCA - Mercado Comum Centro-Americano;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • ODECA - Organização de Estados Centro Americanos;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • SICA - Sistema de Integração Centro Americana;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • GR - Grupo do Rio;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;
  • PETROCARIBE - União do Petróleo do Caribe;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Sítio Arqueológico de Joya de Cerén (1993)

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre