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22 dezembro 2016

O Nascimento de Cristo na Pintura Universal

Painel de Azulejos em Gilmonde, Barcelos, Portugal. (Fábrica Aleluia, Aveiro, 1988)


O Nascimento de Cristo na Pintura Universal
Deste o Século IV que o Nascimento de Cristo tem sido um tema maior na arte Ocidental. As representações artísticas do nascimento de Jesus, celebradas durante o Natal, são baseadas nas narrativas da Bíblia Sagrada, principalmente nos Evangelhos segundo São Mateus e São Lucas.

A arte Cristã compreende imensas formas de representação da Virgem Maria e do menino Jesus. Uma parte significativa são composições que representam a Madona e o Menino ou a Virgem e o Menino, não sendo normalmente representações directas de cenas da Natividade, e sim objectos simbólicos que representam determinada faceta ou atributo da Virgem Maria ou de Jesus. Pelo contrário, as cenas da Natividade são assumidamente ilustrativas e incorporam imensos detalhes narrativos, sendo um elemento comum nas sequências que ilustram os temas tanto da Vida de Cristo como da Vida da Virgem.

Nascimento de Jesus: Pormenor da frente do Sarcófago romano paleo-cristão de Flavio Stilicone
(em latim: Flavius Stilicho, c. 359-408), capitão romano de origem bárbara, patrício do Império Ocidental.
Data de cerca de 385 d.C.. É preservado na sua posição original, abaixo do púlpito da Basílica de
Sant'Ambrogio, em Milão. Itália. Existe uma cópia no Museu da Civilização Romana, em Roma.
É uma das mais antigas representações conhecidas da Natividade. Foto de Giovanni Dall'Orto (2008). 


A Natividade tem sido representada em diferentes suportes, tanto pictóricos como escultóricos. Nos suportes pictóricos incluem-se murais, pintura de painel, iluminuras, vitrais e pintura a óleo. O tema da Natividade é frequentemente usado em retábulos, conjugando elementos de pintura com escultura. Nas representações na arte da escultura incluem-se miniaturas de marfim, arte tumulária, e elementos arquitectónicos como capitéis, entalhes de portas, e estatuária.  

Além de «O Nascimento de Cristo» foram igualmente criados, entre outros, temas que se relacionam com a Natividade, como por exemplo:
  • Natividade;
  • A Natividade;
  • Natividade de Jesus Cristo;
  • Nascimento de Jesus Cristo;
  • Nascimento de Jesus;
  • Adoração dos Pastores;
  • Adoração dos Magos;
  • Adoração dos Reis;
  • Adoração dos Reis Magos...entre outros.
Este tema foi amplamente retratado na cultura universal, tanto na escultura como na pintura e noutras artes.
     Na Pintura Universal é quase interminável a lista de pintores que ilustraram o tema do Nascimento de Jesus Cristo.
Sem pretender ser demasiado exaustivo, na passagem deste Natal destaco alguns pintores, associados por algumas épocas e correntes da História da Pintura Universal (a negro, os autores dos quadros aqui representados):


PINTURA OCIDENTAL
1. IDADE MÉDIA
1a - Arte Bizantina (Séc. VI - Séc. XV):
Mestre de Vyšší Brod, pintor anónimo da Boémia (activo à volta de 1350).

"Natividade", do Altar de Vyšší Brod e do Mestre com o mesmo nome, à volta de 1350,
Galeria Národni, Praga, República Checa.


1b - Pré-Renascimento (Séc. XI - Séc. XV):
Pietro Cavallini (c.1240-c.1330), italiano;
Giotto di Bondone (c.1266-1337), italiano.

"Natividade", c. 1310, fresco do pintor italiano Giotto di Bondone (c.1266-1337),
Basílica de São Francisco de Assis, Assis, Itália.


1c - Gótico (Séc XII - Séc. XVI):
"Natividade", (entre 1420 e 1426), óleo sobre painel
do pintor flamengo Robert Campin (c.1380-c.1444),
Meseu de Belas Artes de Dijon, França. 
Bernardo Daddi (1280-1348), italiano;
Robert Campin (c.1380-c.1444), holandês;
Fra Angélico (c.1400-1455), italiano;
Rogier van der Weyden (1400-1464), flamengo;
Dirk Bouts (c.1415/20-1475), flamengo;
Hugo van der Goes (1440-1482), flamengo;
Martin Schongauer (c.1448-1491), alemão;
Geertgen tot Sint Jans (c.1460-c.1490), holandês.


1d - Gótico Internacional (final Séc. XIV - início Séc. XV):
Duccio di Buoninsegna (c.1255-c.1319), italiano;
Lorenzo Monaco (c.1370-1425), italiano;
Conrad von Soest (1370-1422), alemão;
Stefan Lochner (c.1400/10-1451), alemão;
Robert Campin (c.1375-1444), holandês.


"A Adoração dos Reis" (Altar Monforte), cerca de 1470, óleo sobre madeira de carvalho do
pintor flamengo Hugo van der Goes (1440-1482), Gemäldegalerie, Berlim, Alemanha.


"Nascimento de Jesus", cerca de 1490,
óleo sobre madeira do pintor holandês
Geertgen tot Sint Jans (c.1460-c.1490),
National Gallery, Londres, Reino Unido.
(uma das poucas pinturas que ilustra o
nascimento de Jesus durante a noite)
Pormenor do tríptico "Altar da Paixão", 1403,
óleo sobre madeira do pintor alemão
Conrad von Soest (1370-1422), Igreja de
São Nicolau, Bad Wildungen, Alemanha.


"A Adoração dos Magos", cerca de 1422, têmpera sobre madeira do pintor italiano
Lorenzo Monaco (c.1370-1425), Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.



2. IDADE MODERNA:
2a - Gótico tardio (Séc. XV - Séc. XVI):
Gerard David (c.1460-1523), holandês;
Geertgen tot Sint Jans (1460-1490), holandês.


"Adoração dos Pastores", Séc. XV, óleo sobre painel do pintor Gerard David (c.1460-1523),
Museu de Belas Artes de Budapeste, Hungria.



2b - Renascimento (Séc. XV - Séc. XVI):
Giotto di Bondone (1266/7-1337), italiano;
Fra Angélico (c.1400-1455), italiano;
Jacques Daret (1404-1470), flamengo;

"A Natividade", entre 1434 e 1435, óleo sobre painel do pintor flamengo Jacques Daret (1404-1470),
Museu Thyssen-Bornemisza, Madrid, Espanha.

Filippo Lippi (1406-1469), italiano;
Petrus Christus ( ? -1475/76), flamengo;
"A Natividade", cerca de 1450, óleo sobre painel
do pintor flamengo  Petrus Christus ( ? -1475/76),
National Gallery of Art, Washington D.C., EUA. 
Piero della Francesca (1415-1492), italiano;
Andrea Mantegna (c.1431-1506), italiano;
Sandro Botticelli (1445-1510), italiano;
Francesco Botticini (c.1446-1498), italiano;
Pietro Perugino (c.1448-1523), italiano;
Domenico Ghirlandaio (1449-1494), italiano;
Hieronymus Bosch (1450-1516), holandês;
Ambrogio Bergognone (1453/5-1523/4), italiano;
Matthias Grünewald (1455/83-1528), alemão;
Lorenzo Costa, o Velho (1460-1535), italiano;
Ambrogio Bergognone (1470-1523/24), italiano;
Albrecht Dürer (1471-1528), alemão;
Grão Vasco (c.1475-c.1542), português;
Giorgione (c.1477-1510), italiano;
Albrecht Altdorfer (c.1480-1538): alemão;
Ridolfo del Ghirlandaio (1483-1561), italiano;
Hans Baldung (c.1484-1545), alemão;
Corregio (c.1489-1534), italiano;
El Greco (1541-1614), grego/espanhol;
Pieter Bruegel, o Jovem (1564-1636), belga.

"A Adoração dos Magos", cerca de 1475, tempera sobre madeira do pintor
italiano Sandro Botticelli (1445-1510), Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.

"Adoração dos Pastores", 1482-85, óleo sobre painel do pintor italiano Domenico Ghirlandaio (1449-1494),
Capela Sassetti, Igreja da Santa Trindade, Florença, Itália.

"Adoração dos Magos", 1501 a 1506, óleo sobre madeira do pintor português
Grão Vasco (c.1475.c.1542), Museu Grão Vasco, Viseu, Portugal.
"Adoração dos Magos" "Adoração dos Magos", c. 1530/35,  óleo sobre cal do pintor alemão
Albrecht Altdorfer (c.1480-1538), Museu de Arte Städel, Frankfurt am Main, Alemanha. 

"Adoração dos Reis Magos", 1568, óleo sobre painel do pintor grego/ espanhol
El Greco (1541-1614), Museu Soumaya, Cidade do México, México.


2b - Alto Renascimento (Séc. XV - Séc XVI):
Leonardo da Vinci (1452-1519), italiano;
"Natividade", 1523, óleo sobre painel do pintor italiano
Lorenzo Lotto (1480-1556), National Gallery of Art,
Washington D.C., Estados Unidos.
Lorenzo Lotto (1480-1556), italiano;
Rafael Sanzio (1483-1520), italiano.

2b - Maneirismo (c. 1530 - 1580):
Agnolo Bronzino (1503-1572), italiano;
Jacopo Bassano (1510-1592), italiano;
Federico Barocci (1528-1612), italiano;
Maarten de Vos (1532-1603), flamengo;
Cesare Nebbia (C. 1536-C. 1622), italiano;
Camillo Procaccini (1561-1629), italiano.


2d - Barroco (Séc XVII - Séc. XVIII):
Jan Gossaert (Mabuse) (1478-1532), flamengo;
El Greco (1541-1614), grego/espanhol;
Louis Cretey (c.1635-c.1732), francês;
Charles Poerson (1653-1725), francês;
Caravaggio (1571-1610), italiano;
Peter Paul Rubens (1577-1640), flamengo;
Gerard van Honthorst (1592-1656), holandês;
Georges de La Tour (1593-1652), francês;
Josefa de Óbidos (1630-1648), portuguesa;
Hyacinthe Rigaud (1659-1743), francês.

"Natividade", 1597, óleo sobre tela do pintor italiano
Federico Barocci (1528-1612), Museu do Prado,
Madrid, Espanha.





2e - Classicismo 
Gerard van Honthorst (1590-1656), flamengo;
Charles Le Brun (1619-1690), francês.


2f - Pintura noutros espaços do Ocidente:
Brasil:
Fúlvio Pennacchi (1905-1992), italo-brasileiro.
"A Adoração dos Magos", 1510/15, óleo sobre carvalho do pintor  flamengo Jan Gossaert
(1478-1532), National Gallery, Londres, Reino Unido.
"Adoração dos Magos", 1633/34, óleo sobre tela do pintor flamengo Peter Paul Rubens
(1577-1640), King's College Chapel, Universidade de Cambridge, Reino Unido.

"Adoração dos Pastores", 1622, óleo sobre tela do pintor holandês Gerard van Honthorst (1592-1656),
Museu Wallraf-Richartz, Colónia, Alemanha.

"Adoração dos Pastores", 1669, óleo sobre tela da pintora portuguesa Josefa de Óbidos (1630-1684),
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, Portugal.

"A Adoração dos Pastores", 1689, óleo sobre tela do pintor francês Charles Le Brun (1619-1690),
Museu do Louvre, Paris, França.

"Natividade", cerca de 1405, do pintor russo
Andrei Rublev (c.1360/70-c.1427/30), 
Catedral da Anunciação, Kremlim, Moscovo, Rússia.




3. IDADE CONTEMPORÂNEA

Romantismo (Séc. XIX):
Adrian Ludwig Richter (1803-1884), alemão.


3.a - Irmandade Pré-Rafaelita (1848-c.1900):
Arthur Hughes (1832-1915), inglês.


Arte russa:
Andrei Rublev (c.1360/70-c.1427/30), russo.






OUTROS:
  1. Manuscrito "Hortus deliciarum" (O Jardim das Delícias), compilado por Herrad de Landsberg (1130-1195), freira abadessa da Alsácia, França;
  2. Códice Bíblico: Codex Purpureus Rossanensis (Séc. VI), Manuscrito Iluminado Bizantino, Museu Diocesano, Rossano, Itália;
  3. Mestres Italo-Bizantinos da Abadia de Sant'Angelo in Formis, Capua, Itália;
  4. Les très riches heures du duc de Berry, 1410 (Gótico Internacional), Museu Condé, Chantilly, França.

"Natividade de Cristo", cerca de 1180, ilustração medieval do manuscrito "Hortus Deciliarum"
(O Jardim das Delícias), compilado por Herrad de Landsberg (1130-1195),
freira abadessa da Alsácia, França.


"Natividade", entre 1411 e 1416, dos Irmãos Limgourg, pintores holandeses,
iluminura do Livro de Horas "Les très riches heures du Duc de Berry",
Museu Condé, Chantilly, França.

21 dezembro 2016

O Nascimento de Cristo na História

Painel de Azulejos em Gilmonde, Barcelos, Portugal. (Fábrica Aleluia, Aveiro, 1988)


Análise histórica
A maioria dos estudiosos da corrente principal (ou mainstream: pensamento ou gosto corrente da maioria da população) não acredita que os relatos da Natividade, de Lucas e Mateus, sejam historicamente factuais. Outros acreditam que esta discussão é secundária, pois os evangelhos foram escritos primariamente como documentos teológicos e não como cronologias históricas.
Como exemplo, citam que Mateus presta muito mais atenção ao nome da criança e às suas implicações teológicas do que ao evento do nascimento em si e, segundo Karl Rahner (1904-1984), sacerdote católico jesuíta de origem germânica e um dos mais influentes teólogos do Século XX, os evangelistas demonstram pouco interesse em sincronizar os episódios do nascimento ou da vida posterior de Jesus com a história secular da época.
Como resultado, os estudiosos modernos geralmente não fazem uso das narrativas da Natividade como fonte de informações históricas. Seja como for, a narrativa do nascimento contém algumas informações biográficas úteis. O facto de Jesus ter nascido perto do fim do reinado de Herodes ou o nome de seu pai (José), são considerados "historicamente plausíveis".

Jesus Cristo como Bom Pastor. Pintura de tecto dos
primeiros cristãos (cerca de 250 d.C.) nas Catacumbas de
S. Calixto, em Roma.


O Jesus histórico
O termo «Jesus histórico» refere-se a uma tentativa de reconstruções académicas da figura de Jesus de Nazaré, levadas a cabo no primeiro século. Estas reconstruções são baseadas em métodos históricos, incluindo a análise crítica dos evangelhos canónicos como a principal fonte para a sua biografia, juntamente com a consideração do contexto histórico e cultural em que Jesus viveu.
A pesquisa sobre o Jesus histórico teve início no Século XVIII e desenvolveu-se, até aos nossos dias, em três fases, preocupadas em reconstruir os factos históricos e a pessoa humana de Jesus, que ficavam como que escondidos atrás das afirmações dogmáticas e de fé das Igrejas.

Página do «Codex Vaticanus B», do Século IV (300-325), Biblioteca do Vaticano, onde
termina a leitura de 2 Edras e começa a leitura de Hebreus. É um dos mais
antigos manuscritos da Bíblia Grega (Antigo e Novo Testamento).
Os evangelhos canónicos são a principal fonte de informação sobre Jesus histórico.


A busca de Jesus Cristo Histórico
  • David Friedrich Strauss (1808-1874), teólogo e filósofo alemão, foi um dos pioneiros da busca de «Jesus Histórico». Aos 27 anos de idade, rejeitou todos os elementos sobrenaturais, classificando-os como elaborações míticas. A sua obra de 1835, "Das leben Jesu: Kritisch bearbeitet", foi uma das primeiras e mais influentes análises sistemáticas da história e da vida de Jesus, baseando-se na pesquisa histórica imparcial. Strauss considerou que os registos milagrosos da vida de Jesus nos Evangelhos, em termos de mitos, surgiram como resultado da imaginação das comunidades cristãs, que foram recontando as histórias e representaram eventos naturais como sendo milagres.

Imagem da Cripta dos Papas (Século III), catacumbas de S. Calixto, Roma. 


Ao longo dos últimos 150 anos, os historiadores e estudiosos bíblicos têm feito grandes progressos na busca do Jesus Histórico entre os quais se destacam:
  • Joseph Ernest Renan (1823-1892), escritor, filósofo, teólogo, filólogo e historiador francês. Destacou-se principalmente pelas suas controversas obras sobre Jesus de Nazaré e o Cristianismo Primitivo, assim como pelas suas polémicas teorias acerca dos povos semitas e do Islão, os tipos de raças e o conceito «espiritual» de nação;
  • Joahannes Weiß (1863-1914), teólogo e protestante alemão e William Wrede (1859-1906), teólogo luterano alemão, trouxeram os aspectos escatológicos do ministério de Jesus para a atenção do mundo académico. Ambos eram apaixonadamente anti-liberais e as suas apresentações estavam orientadas para enfatizar a natureza incomum do ministério e ensinamentos de Jesus. Wrede escreveu sobre o tema do segredo messiânico do Evangelho de São Marcos, argumentando que era um método utilizado pelos primeiros cristãos para explicar que Jesus não pretendia proclamar-se a si mesmo como o Messias;
  • Albert Kalthoff (1850-1906), filósofo e teólogo reformador alemão, no seu livro "Existiu o Jesus Histórico?", editado em 1904, escreveu:

«Um Filho de Deus, Senhor do Mundo, nascido de uma virgem e ressuscitado após a morte, e o filho de um pequeno construtor com noções revolucionárias, são dois seres totalmente diferentes. Se um foi o Jesus histórico, o outro certamente não o era. A verdadeira questão da historicidade de Jesus não é simplesmente se alguma vez houve um Jesus entre os inúmeros candidatos ao messianismo na Judeia, mas se temos de reconhecer a natureza histórica deste Jesus nos Evangelhos e se ele foi considerado o fundador do cristianismo».

  • Albert Schweitzer (1875-1965), médico, filósofo, músico, pastor e teólogo protestante alemão nascido na Alsácia, que fazia parte do Império Alemão e faz parte, actualmente, da região do Alto Reno, em França. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1952 por fundar o Hospital Lambaréne, no Gabão. Com seu trabalho revolucionário “Von Reimarus zu Wrede” (The Quest of the Historical Jesus; A Critical Stdudy of its Progress from Reimarus to Wrede) - ("A busca de Jesus Histórico: Um Estudo Crítico da sua Evolução desde Reimarus a Wrede"), iniciado em 1906, até ao controverso ”Jesus Seminar”, muito foi aprendido. Schweitzer denunciou a subjectividade dos diversos autores, que introduziram as suas próprias preferências no carácter de Jesus e argumentou que todas as apresentações de Jesus do Século XIX tinham maximizado ou negligenciado a mensagem apocalíptica de Jesus. Desenvolveu a sua própria versão do retrato de Jesus no contexto apocalíptico judeu. Convencido de que a busca de um Jesus histórico seria inútil, abandonou os estudos bíblicos e foi para África como missionário e médico.

Albert Schweitzer

O objectivo destes estudiosos é examinar as provas de diversas fontes com a finalidade de as trazer em conjunto para que se possa elaborar uma reconstrução completa de Jesus.
O uso do termo do «Jesus Histórico» implica que a sua reconstrução será diferente daquela que é apresentada no ensino do Cristo da Fé pelo Cristianismo. Assim, a montagem do Jesus histórico, às vezes, difere dos judeus, cristãos, muçulmanos ou crenças hindus.
A busca pelo Jesus histórico iniciou-se com o trabalho de Hermann Samuel Reimarus no Século XVIII. Dois livros, ambos chamados "A Vida de Jesus", foram escritos por David Friedrich Strauss e publicados em alemão em 1835-1836. Ernest Renan publicou um livro em francês no ano de 1863. O Jesus histórico é conceptualmente diferente do Cristo da fé. Para os historiadores o primeiro é físico, enquanto o último é metafísico. O Jesus histórico é baseado em evidências históricas. Cada vez que um rolo de papel novo é descoberto ou fragmentos de um novo Evangelho são encontrados, o Jesus histórico é modificado.

A Palestina na época do nascimento de Jesus, 4 a.C. a 30 d.C.. Inclui o domínio de Herodes, a cor de rosa,
o domínio de Filipe, filho de Herodes, a verde e os territórios controlados pelos sírios 
(mais tarde pelos romanos) a cor de laranja.




O Nascimento de Jesus Cristo na História
A primeira evidência histórica para celebrar o nascimento de Cristo surgiu na primeira metade do Século III, com Hipólito (170-236), bispo de Roma. Até ao ano 300 d.C., o nascimento de Jesus era comemorado pelos cristãos em diferentes datas. Em 354 d.C. o Papa Libério ordenou que os cristãos celebrassem o nascimento de Cristo no dia 25 de Dezembro. O Imperador Romano, nesse tempo, era Justiniano.
Provavelmente, Hipólito escolheu esta data porque em Roma já se comemorava o “Dia de Saturno” (festa chamada de Saturnália). A religião mitraica dos persas (inimiga dos cristãos) comemorava neste dia o "natalis invicti solis" - ("o nascimento do vitorioso Sol”).
Em 440 d.C. foi oficializado o 25 de Dezembro como o dia do nascimento de Jesus Cristo. Com a finalidade de cristianizar os cultos pagãos, o clero corrupto da era das trevas (de Constantino até à Idade Média), tentou por todos os meios conciliar o paganismo com o cristianismo.

"Natividade", 1746, 1754. Painel de azulejos portugueses. Basílica do
Senhor do Bonfim, São Salvador da Baía, Brasil.


O nascimento de Jesus na Bíblia Sagrada
O Nascimento de Jesus, chamado também de Natividade, é uma referência aos relatos do nascimento de Jesus presentes principalmente nos evangelhos de Lucas e Mateus, mas também em alguns textos apócrifos.
Os evangelhos canónicos de Lucas e Mateus contam que Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia, de uma mãe ainda virgem. No relato do Evangelho de Lucas, José e Maria viajaram de Nazaré para Belém para comparecer a um censo. Jesus nasceu durante a viagem numa simples manjedoura. Os Anjos proclamaram-no salvador de todas as pessoas e os pastores vieram adorá-lo. No relato de Mateus, foram os astrónomos que seguiram uma estrela até Belém para levar presentes a Jesus, nascido como o "Rei dos judeus". O rei Herodes ordenou em seguida o massacre de todas as crianças masculinas com menos de dois anos de idade, mas a família de Jesus conseguiu escapar para o Egipto. Depois da morte de Herodes, a família voltou para Nazaré.
Muitos académicos defendem que as duas narrativas são contraditórias e não são históricas. Outros estudiosos cristãos defendem, ao contrário, que não existe nenhuma contradição, destacando as semelhanças entre os relatos. Finalmente, há os que entendem que a discussão sobre a historicidade dos evangelhos é secundária, argumentando que eles foram escritos como documentos teológicos e não como cronologias históricas.

Parte superior esquerda de um sarcófago paleocristão, em mármore, de
Marcus Claudianus (330-335 d.C.). É uma das mais antigas representações
da Natividade que se conhecem. Museu Nacional de Roma, Itália.


Narrativa bíblica
Mateus 1
18 Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo.
19 Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente.
20 Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: "José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo.
21 Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados".
22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta:
23 "A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamarão Emanuel", que significa "Deus connosco".
24 Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa.
25 Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.

"O evangelista Mateus inspirado peloAnjo", 1661, óleo sobre tela
do pintor holandês Rembrandt, Museu Louvre-Lens, Lens, França. 


Lucas 2
1 Naqueles dias, César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano.
2 Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria.
3 E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se.
4 Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judeia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi.
5 Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.
6 Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebé,
7 e ela deu à luz o seu primogénito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

"São Lucas mostra uma pintura da Virgem com o Menino", 1562/1563,
do pintor italiano Guercino, Museu de Arte Nelson-Atkins, Kansas City, Missouri, EUA.

A data do nascimento de Jesus
Os relatos dos evangelhos de Mateus e Lucas não mencionam uma data ou estação do ano para o nascimento de Jesus.
Karl Rahner (1904-1984), sacerdote católico jesuíta de origem germânica e um dos mais influentes teólogos do Século XX, afirma que os evangelhos, de forma geral, não provêem informações cronológicas suficientes para satisfazer as demandas de um historiador moderno. Mas tanto um quanto outros associam o nascimento de Jesus com a época de Herodes, o Grande e, por isso, a maior parte dos estudiosos geralmente assume uma data para o nascimento entre 6 a 4 a.C..

Porém, muitos estudiosos observam nos relatos uma contradição, pois enquanto o Evangelho de Mateus localiza o nascimento de Jesus durante o reinado de Herodes, que morreu em 4 a.C., o Evangelho de Lucas o faz dez anos depois da morte de Herodes, durante o censo de Quirino, descrito pelo historiador Josefo, filho de Mateus (37 a.C.-100 a.C.). A maioria acredita que Lucas se teria simplesmente enganado, enquanto outros tentaram reconciliar o relato com os detalhes fornecidos por ele, utilizando abordagens que vão desde "erros gramaticais" — a tradução da palavra grega prote, utilizada em Lucas, deveria ser lida como "registo" (censo) antes de Quirino ser governador da Síria — até argumentos arqueológicos e referências a Tertuliano sugerindo um "censo em duas fases" — que teria envolvido um registo inicial, baseado em Lucas 2:2, que cita um "primeiro recenseamento".

Tríptico de El Greco (1541-1514). Tempera sobre painel, Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina,
Monte Sinai, Israel. (Não confundir com Tríptico de Modena, do mesmo autor, existente na
Galeria Estense, em Modena, Itália.)


Apesar da celebração do Natal em Dezembro, nem Lucas, nem Mateus mencionam uma estação do ano para o nascimento de Jesus. Porém, argumentos académicos sobre o realismo dos pastores deixando os seus rebanhos pastando no inverno já foram propostos, tanto disputando um nascimento no inverno (no hemisfério norte) para Jesus quanto defendendo-o com base na brandura dos Invernos em Israel e nas regras rabínicas sobre ovelhas perto de Belém antes de Fevereiro.

Segundo Santo Agostinho, Pai da Igreja, no seu livro "De Trinitate" (4 volumes), a data do Natal foi estabelecida em 7 de Janeiro (hoje em dia modificada para 25 de Dezembro) porque uma tradição afirma que a concepção de Jesus foi no dia 8 de Abril e a gestação ocorreu durante 9 meses exactos. Eis o que diz o Pai da Igreja:
"Octauo enim kalendas apriles conceptus creditur quo et passus; ita monumento nouo quo sepultus est ubi nullus erat positus mortuorum nec ante nec postea congruit uterus uirginis quo conceptus est ubi nullus eminatus est mortalium. Natus autem traditur octauo kalendas ianuarias."
("Para o oitavo dia do mês de Abril acredita-se que a concepção se realizou e que também sofreu; então, um sepulcro novo, onde ninguém havia sido posto, em consonância com a concepção no útero da virgem, que é uma menina de quem ele foi concebido e onde não houve estratagema de mortais. A tradição diz que nasceu no oitavo dia do mês de Janeiro.")

Altar sob a Igreja da Natividade, em Belém. A estrela de prata no chão marca
 o local onde Jesus Cristo nasceu, de acordo com a tradição cristã.


O Natal e o nascimento de Cristo
Neste artigo, embora utilize o título "Nascimento de Cristo", este poderia levar qualquer outro título que se relacionasse com este, como por exemplo:
  • Natividade;
  • Natividade de Jesus Cristo;
  • Nascimento de Jesus;
  • Nascimento de Cristo;
  • Adoração dos Pastores;
  • Adoração dos Magos;
  • Natal.....entre outros.
Estes temas já foram amplamente retratados na cultura universal, tanto na escultura como na pintura e noutras artes, já para não falar de variadíssimos artigos escritos...

Ver  Origem e significado do Natal

19 dezembro 2016

Origem e significado do Natal





Etimologia:
     A palavra “natal” (em português) já foi nātālis no latim, derivada do verbo nāscor (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De nātālis do latim, evoluíram também natale (italiano), noël (francês), nadal (catalão), natal (castelhano), sendo que a palavra natal do castelhano foi progressivamente substituída por navidad, como nome do dia religioso.

     Já a palavra Christmas, do inglês, evoluiu de Christes maesse ('Christ's mass') que quer dizer “missa de Cristo”.
     Como adjectivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa.
     Como festa religiosa, o Natal, que é comemorado desde o Século IV, no dia 25 de Dezembro, pela Igreja ocidental e desde o Século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus Cristo.
     Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 d.C. No entanto, parece que os primeiros registos da celebração do Natal têm origem anterior, na Turquia, a 25 de Dezembro, já em meados do Século II.
     A primeira evidência histórica para celebrar o nascimento de Cristo surgiu na primeira metade do século III, com Hipólito, bispo de Roma. Até ao ano 300 d.C. o nascimento de Jesus era comemorado pelos cristãos em diferentes datas.

Papa Libério


     A celebração do Natal foi instituída oficialmente pelo Papa Libério (36º Papa) em 354 d. C., ordenando que os cristãos celebrassem o nascimento de Jesus Cristo no dia 25 de Dezembro.
A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.
     Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e uma nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.
     Originalmente destinada a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de Inverno (natalis invicti Solis), a festividade foi restaurada pela Igreja Católica no Século III para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano, passando então a comemorar-se o nascimento de Jesus de Nazaré no dia 25 de Dezembro.
     Provavelmente, o Papa Libério escolheu esta data porque no mundo romano já se comemorava o “dia de Saturno”, festividade em honra do deus Saturno (festa chamada de Saturnália), e que era comemorada entre os dias 17 e 22 de Dezembro.
A religião mitraica dos persas (inimiga dos cristãos) comemorava no dia 25 de Dezembro o "natalis invicti solis" - (“nascimento do Sol invicto”).
Em 440 d.C., foi oficializado o 25 de Dezembro como o dia do nascimento de Cristo. Buscando cristianizar cultos pagãos, o clero corrupto da «era das trevas» (de Constantino até a Idade Média), tentou de todas as formas conciliar o paganismo com o cristianismo.


Ilustrações Victorianas do
Pai Natal, cerca de 1930.



O Pai Natal
O Pai Natal é uma figura lendária que em muitas culturas ocidentais traz presentes aos lares das crianças bem-comportadas na noite da Véspera de Natal, no dia 24 de Dezembro, ou no Dia de São Nicolau, 6 de Dezembro. A lenda terá sido baseada, em parte, em contos biográficos na vida da figura histórica de São Nicolau. Uma história quase idêntica é atribuída no folclore grego e bizantino, a Basílio de Cesareia. O Dia de São Basílio, 1 de Janeiro, é considerado o dia da troca de presentes na Grécia.
Também é conhecido como São Nicolau de Mira ou São Nicolau de Bari, referência à cidade de Bari, em Itália, para onde os seus restos mortais foram transladados.


Origem do Pai Natal
O Pai Natal foi inspirado no Bispo São Nicolau, que nasceu em Pátara (Ásia Menor, actual Turquia), cerca do ano de 270, na segunda metade do Século III. Era filho de pais ricos e cristãos. Em 313, quando o Imperador Constantino fez a paz com os cristãos, Nicolau decidiu fazer uma peregrinação aos lugares santos. No regresso, passou a viver na cidade de Mira, na Turquia, onde veio a falecer, entre 345 e 352. Depressa adquiriu a fama de ser um homem bom para com todos, especialmente para com os mais pobres. Foi bispo de Mira. Existem muitas lendas a respeito do bispo Nicolau. As mais conhecidas referem-se à bondade para com as crianças.
Uma vez, veio ao seu encontro uma mãe com um filho morto nos braços. Ajoelhou-se diante dele e, chorando, suplicou-lhe:
- O meu filho único, de apenas dois anos, morreu repentinamente. Peço-te que lhe devolvas a vida.
O povo estava na expectativa do que iria fazer o bispo Nicolau. Este rezou a Deus e depois tocou na criança e fez-lhe o sinal da cruz no lugar do coração. Nesse momento, a criança abriu os olhos e olhou para a mãe.

Ícone russo de São Nicolau com cenas da sua vida. Final de 1400 ou início de 1500.
Museu Nacional de Estocolmo, Suécia.

São Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, colocando um saco com moedas de ouro na chaminé das casas das pessoas ou crianças necessitadas. Foi declarado santo depois de muitos milagres que lhe foram atribuídos.

Os povos nórdicos davam (e em alguns países ainda se cumpre esta tradição) presentes às crianças no dia 6 de Dezembro, festa de São Nicolau, dizendo-lhes que era este santo que passava e os distribuía. Com o tempo, foi substituído pelo Pai Natal.  A sua transformação em símbolo natalício teve início na Alemanha, percorrendo depois o mundo inteiro.
São Nicolau é venerado pelas Igrejas Ortodoxa, Copta Ortodoxa, Anglicana e Católica. O seu principal Santuário é a Basílica de São Nicolau, na cidade de Bari, em Itália.




O termo «Natal» em várias línguas europeias.



A data exacta do Nascimento de Jesus:
     Através da Bíblia Sagrada e outros documentos religiosos, os estudiosos geralmente estimam que Jesus Cristo nasceu entres os anos 7 e 2 a.C. e faleceu entre os anos 26 e 36 d.C..

Milão - Sarcófago de Stilicone, Século IV, uma das mais antigas
imagens da Natividade conhecidas.


     O dia 25 de Dezembro não é data real do nascimento de Jesus. Não existem documentos oficiais que comprovem o dia certo do nascimento nem existe evidência histórica contemporânea que demonstre a data do nascimento de Jesus.

     A data de nascimento de Jesus é muito discutida. Devido a falhas do calendário há quem diga que Jesus teria nascido por volta do ano 6 d.C.. Porém, considerando que Jesus nasceu pouco tempo antes da morte de Herodes, isto coloca-nos numa data anterior a 4 a.C..

     Outra ajuda que temos para facilitar a localização da data do nascimento de Jesus foi que este ocorreu a quando José foi a Belém com sua família para participar do recenseamento.
     Os romanos obrigaram o recenseamento de todos os povos que lhes eram sujeitos a fim de facilitar a cobrança de impostos, o que se tornou numa valiosa ajuda na localização temporal dos factos, uma vez que ocorreu exactamente 4 anos antes da morte de Herodes, no ano 8 a.C.
     Entretanto, os Judeus tomaram providência no sentido de dificultar qualquer tentativa por parte dos ocupantes em contar o seu povo, pelo que, segundo a história, nas terras judaicas este recenseamento ocorrera um ano depois do restante império romano, ou seja no ano 7 a.C.. Em Belém, o recenseamento ocorrera no oitavo mês, pelo que se concluiu que, Jesus nascera, provavelmente, no mês de Agosto do ano 7 a.C..

     Outros factos também ajudam a estimar a data exacta. Conforme é relatado pelos textos bíblicos, no dia seguinte ao nascimento de Jesus, José fez o recenseamento da sua família, e um dia depois Maria enviou uma mensagem a Isabel, relatando o acontecimento.
     A apresentação dos bebés no templo, bem como a purificação das mulheres teria de ocorrer até aos vinte e um dias após o parto. Jesus foi apresentado no templo de Zacarias, segundo os registos locais, no mês de Setembro, num Sábado. Sabe-se que Setembro do ano 7 a.C. teve quatro sábados: 4, 11, 18 e 25. Como os censos em Belém ocorreram entre 10 e 24 de Agosto, o sábado de apresentação seria o de 11. Logo, Jesus teria nascido algures depois de 21 de Agosto do ano 7 a.C..


A origem do Anno Domini:
     Anno Domini (termo em latim que significa: "Ano do Senhor"), também apresentado na sua forma abreviada A.D., é uma expressão utilizada para marcar os anos seguintes ao Ano 1 do calendário mais comum utilizado no Ocidente, designado como "Era Cristã" ou, ainda, como "Era Comum" (esta última designação é a preferida por quem tenta evitar referências religiosas).

Monge Dionísio, o Exíguo

O sistema do Anno Domini foi desenvolvido em 527, em Roma, por um monge cita - (Citas, antigo povo iraniano de pastores nómadas equestres), Dionísio, o Exíguo, (nascido na Cítia Menor, actualmente a região de Dobruja, Roménia). Membro da chamada comunidade dos monges da Cítia em Roma, versado em matemática e astronomia, que se celebrizou pela criação de um conjunto de tabelas para calcular a data da Páscoa, levando à introdução do conceito de Anno Domini, o Ano do Senhor, a contagem dos anos a partir do nascimento de Cristo.

     Vivendo em Roma desde cerca do ano 500, Dionísio era um dos sábios da Cúria Vaticana, na qual traduziu da língua grega para o latim 401 cânones eclesiásticos, incluindo os cânones apostólicos e os decretos do Concílio de Niceia, do Primeiro Concílio de Constantinopla, do Concílio de Calcedónia e do Concílio de Sardes.



Carlos Magno




Foi durante o reinado de Carlos Magno (Rei dos Francos, Rei dos Lombardos e Imperador Romano-Germânico), no Século VIII, que o ocidente adoptou o calendário baseado na data de nascimento de Jesus Cristo.

     O oriente europeu reconheceu este calendário muito mais tarde, já no século XVIII, quando a Rússia sentiu necessidade de se aproximar da cultura europeia ocidental. A partir daí, todos os países ortodoxos começaram a contar o seu tempo através do calendário do escrivão Dionísio. Este calendário ficou conhecido com o nome do Papa Gregório XIII e é aquele que se mantém até hoje.










A Missa do Galo
A Missa do Galo é uma tradição católica nos países latinos e deriva da lenda ancestral, segundo a qual, à meia-noite do dia 24 de Dezembro um galo teria cantado fortemente, como nunca ouvido de outro animal semelhante, anunciando a vinda do Messias, filho de Deus vivo, Jesus Cristo.
Uma outra lenda, de origem espanhola, conta que antes de baterem as 12 badaladas da meia noite de 24 de Dezembro, cada lavrador da província de Toledo, em Espanha, matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes quando São Pedro negou Jesus, por ocasião da sua morte. A ave era depois levada para a Igreja, a fim de ser oferecida aos pobres, que tinham, assim, um melhor Natal.
Há muitos e muitos anos era costume, em algumas aldeias espanholas, levar o galo para a Igreja para este cantar durante a missa, significando isto um prenúncio de boas colheitas.
O galo também anuncia o nascer do Sol e o seu canto simboliza o amanhecer, comemorado pelos pagãos, como forma de agradecer ao Deus-Sol o surgimento do Sol após o longo período de inverno. A missa do galo é normalmente comemorada com muita alegria.

Imagem de uma Missa do Galo na Basílica de S. Pedro, no Vaticano. O Papa Francisco
 beija uma imagem do menino Jesus, como é tradição durante a Missa do Galo. 


Origem histórica da Missa do Galo
Para celebrar o nascimento de Jesus, a missa do galo foi instituída no Século V, após o Concílio de Éfeso (431 d.C.), começando a ser celebrada oficialmente na basílica erigida no Monte Esquilino (uma das sete colinas de Roma) pelo o Papa Sisto III, e era dedicada a Nossa Senhora - posteriormente denominada Basílica de Santa Maria Maior. É, até à actualidade, celebrada à meia noite do do dia 24 de Dezembro, tendo recebido tal nome por se acreditar que por volta deste horário, há cerca de 2000 anos atrás, um galo cantou fortemente, anunciando a vinda do Messias. O galo foi escolhido como símbolo desta celebração porque, historicamente e tradicionalmente, representa vigilância, fidelidade e testemunho cristão.
Nos primeiros séculos, as vigílias festivas eram dias de jejum. Os fiéis reuniam-se na Igreja e passavam a noite a rezar e a cantar. A Igreja era toda iluminada com lâmpadas de azeite e com tochas. A iluminar a Palavra de Deus havia círios e tochas junto do altar, enquanto que as paredes eram revestidas de panos e tapetes. O templo era perfumado com alecrim, rosmaninho e murta. Em alguns locais mais frios era costume deitar palha no chão para aquecer o ambiente. Muitas vezes, quando os fiéis terminavam esta celebração da Natividade já estava quase a amanhecer e os galos começavam a cantar.


A Consoada
O jejum da vigília conduzia ao desprendimento e contemplação do mistério religioso. Quando se aboliu o jejum, o povo continuou a chamar consoada à ceia de Natal, embora fosse mais abundante. Como era costume comer peixe, esta tradição continuou. O termo “consoada”, que significa "pequena refeição", surgiu no Século XVII, mas só se divulgou quando a classe mais rica começou a realizar uma pequena refeição após a missa da vigília do Natal.


O Natal nos vários grupos cristãos
     O Natal é celebrado pelas várias religiões de forma diferente, consoante as suas doutrinas ou tradições. Existem quatro datas diferentes usadas pelos diferentes grupos cristãos para marcar o nascimento de Cristo:
(Pela seguinte ordem: Grupo - data do Natal - calendário utilizado - data no calendário gregoriano)

  • Patriarcado Arménio de Jerusalém - 6 de Janeiro - Juliano - 19 de Janeiro;
  • Igreja Apostólica Arménia e Igreja Católica Arménia  - 6 de Janeiro - Gregoriano - 6 de Janeiro;
  • Igreja Ortodoxa Oriental (Rússia), incluindo as respectivas jurisdições na Bulgária, Constantinopla (Turquia), Antioquia (Grécia), Alexandria (Egipto), Albânia, Chipre e Igreja Ortodoxa na América - 25 de Dezembro - calendário Juliano revisto - 25 de Dezembro;
  • Outras Igrejas Ortodoxas da Rússia, Geórgia, Ucrânia, Macedónia, Moldávia, Montenegro, Sérvia, Israel e alguns Ritos Católicos Bizantinos - 25 de Dezembro - Juliano - 7 de Janeiro;
  • Igreja Copta Ortodoxa de Alexandria - Koiak 29 (corresponde, no calendário Juliano, a 25 ou 26 de Dezembro) - Copta - 7 ou 8 de Janeiro;
  • Igreja Ortodoxa Etíope - Tahasas, 28 ou 29 (correspondente ao 25 de Dezembro no calendário Juliano) - Etíope - 7 de Janeiro;
  • Igrejas Cristãs Ocidentais (Católicas, Protestantes e Anglicanas) e Igreja Ortodoxa da Finlândia - 25 de Dezembro - Gregoriano - 25 de Dezembro.


Pintura de 1842, representando um coro de crianças  transportando
 uma estrela com um ícone na festa de Natal em Bucareste, Roménia. 



O nascimento de Jesus Cristo na Arte:
      A Natividade de Cristo tem sido um tema maior na Arte Ocidental desde o século IV. As representações artísticas da Natividade, ou nascimento de Jesus, celebradas durante o Natal, são baseadas nas narrativas da Bíblia, sobretudo nos evangelhos de S. Mateus e S. Lucas, e mais tarde desenvolvidas pela tradição oral, escrita e artística.


São Mateus

São Lucas, numa imagem do "Livro
de Horas" do Duque de Berry


























     A Natividade tem sido representada em diferentes suportes, tanto na pintura como na escultura. Na pintura incluem-se murais, painéis, iluminuras, vitrais e pintura a óleo. O tema da Natividade é frequentemente usado em retábulos, conjugando elementos de pintura com escultura. Na escultura incluem-se miniaturas de marfim, arte tumulária e elementos arquitectónicos, como capitéis, entalhes de portas e estatuária.


A mais antiga “Madona com o Menino” ocidental conhecida, no Livro de Kells, no início do 
Evangelho Segundo Mateus, c. 800. (pintura ocidental da Alta Idade Média)


     A mais antiga representação existente da Virgem Maria com o Menino num manuscrito ocidental encontra-se no Livro de Kells (ver imagem), também conhecido como Grande Evangelho de São Columba (521-597, monge irlandês que introduziu o cristianismo na Escócia) é um manuscrito ilustrado com motivos ornamentais, feito por monges celtas por volta do ano 800 no estilo conhecido por arte insular.

     Peça principal do cristianismo irlandês e da arte hiberno-saxônica, constitui, apesar de não concluído, um dos mais sumptuosos manuscritos iluminados que restaram da Idade Média.
Em razão da sua grande beleza e da excelente técnica do seu acabamento, este manuscrito é considerado por muitos especialistas como um dos mais importantes vestígios da arte religiosa medieval. 
     Escrito em latim, o Livro de Kells contém os quatro Evangelhos do Novo Testamento, além de notas preliminares e explicativas e numerosas ilustrações e iluminuras coloridas. O manuscrito encontra-se exposto permanentemente na biblioteca do Trinity College de Dublin, na República da Irlanda.



Representações bizantinas e ortodoxas: (exemplos)


Cenas da vida de Jesus Cristo. Tríptico, Constantinopla, cerca de finais do
Século X, marfim. Museu do Louvre, Paris, França.


Natividade de Jesus, de Andrei Rublev, 1405.
Catedral da Anunciação, Kremlim, Moscovo




Mosaico bizantino, 1150.
Palermo, Itália.


























Representações ocidentais: (exemplos)



Capitel românico na Igreja de Saint Pierre, Século XII.
Chauvigny, França.


Iluminura alemã com duas cenas dos 
Reis Magos, Século XIII.


"Adoração dos Pastores", 1485. Pintura do Proto-Renascimento, de Domenico Ghirlandaio (1449-1494), 
pintor renascentista italiano. Basílica di Santa Trinita, Cappella Sassetti, Firenze, Itália.


"Adoração dos Pastores", 1450-1451. Pintura do Renascimento no norte de Itália. Andrea Mantegna (1431-1506).
Metropolitan Museum of Art, New York.


"Adoração dos Magos", 1564. Renascimento da Europa do Norte. 
Pieter Bruegel, o Velho (1525-1569), National Gallery, Londres.


Vitral dos finais do Século XIX. Adoração dos Pastores e dos Magos.
Catedral de Colónia, Alemanha.




Origem da Árvore de Natal:
     Nos dias que antecediam o dia do Solstício de Inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, que levavam para os seus lares e enfeitavam de forma muito semelhante ao que se faz nas actuais árvores de Natal. Esta tradição passou para os povos Germânicos.

     Um inventor casual da Árvore de Natal parece ter sido São Bonifácio, o apóstolo dos germanos ou evangelizador da Alemanha. Nasceu em Inglaterra em 672 d.C. e faleceu, martirizado, em 05 de Junho de 754 d.C. Seu nome religioso em latim, Bonifacius, quer dizer  “aquele que faz o bem”, e retoma o
mesmo significado do seu nome saxão Wynfrith.

São Bonifácio

     Em 718 d.C. esteve em Roma e o Papa Gregório II enviou-o à Alemanha com a missão de reorganizar a Igreja. Durante cinco anos, São Bonifácio evangelizou territórios que hoje fazem parte dos estados de Hessen e Turíngia (2 dos 16 estados federais da Alemanha). Em 722 d.C. foi feito bispo dos territórios da Germânia.

     Em 723 d.C., São Bonifácio derrubou um enorme carvalho dedicado ao deus Thor (outras versões falam em Odim), perto da actual cidade de Fritzlar, na Alemanha, para convencer o povo e os druídas de que não era uma árvore sagrada. Esse acontecimento é considerado o início formal da cristianização da Alemanha.

     Na queda, o carvalho destruiu tudo que ali se encontrava, menos um pequeno pinheiro. Segundo a tradição, Bonifácio interpretou esse fato casual como um milagre. Era o período do Advento e, como ele pregava sobre o Natal, declarou: “Daqui em diante nós chamaremos a esta árvore de Árvore do Menino Jesus”.
     O costume de plantar pequenos pinheiros para celebrar o nascimento de Jesus começou, estendendo-se pela Alemanha e de lá para o mundo, dizem. O pinheiro simboliza o amor perene de Deus. São Bonifácio decorou-o com maçãs, que representavam as tentações, o pecado original e os pecados dos homens, e velas, que representavam Cristo, a luz do mundo e a graça que recebem os homens que aceitam Jesus como Salvador.
     Esta tradição espalhou-se na Idade Média por toda a Europa. Com as conquistas e migrações chegou à América. Pouco a pouco, a tradição foi evoluindo: trocaram as maçãs por bolas e as velas por luzes que representam a alegria e a luz que Jesus Cristo trouxe ao mundo.

     As bolas colocadas na árvore de Natal, actualmente, simbolizam as orações que fazemos durante o período do Advento:
  •  As bolas azuis são orações de arrependimento;
  • As bolas prateadas são orações de agradecimento;
  • As bolas douradas são orações de louvor; 
  • As bolas vermelhas são orações de petição.
     A estrela na ponta do pinheiro representa a Fé que deve guiar nossas vidas. Também se costuma colocar adornos de diversas figuras na árvore de Natal. Estes adornos representam as boas acções e sacrifícios, os “presentes” que daremos a Jesus no Natal.

     Outro nome citado é o do Papa São Gregório Magno (540-604), que impulsionou a cristianização das tribos germânicas no início da época medieval, que tribos tinham o costume de adorarem árvores e lhes oferecerem sacrifícios. Os missionários e monges aproveitaram então a forma triangular do pinheiro para explicar aos bárbaros o mistério da Santíssima Trindade.

     Outra história: No longínquo ano de 615 d.C. o monge irlandês São Columbano foi a França para abrir mosteiros, mas a indiferença dos habitantes era tal que ele estava quase a desanimar.
     Numa noite de Natal teve ele a ideia de cortar um pinheiro, única árvore verde nessa época do ano, e iluminá-lo com tochas. Toda a gente ficou intrigada. A aldeia correu em peso a ver a maravilha. Então o santo monge pregou o nascimento do Menino Jesus

     São muitas as cidades que disputam a autoria da encantadora árvore. Segundo muitos, ela nasceu na Alsácia, na cidade Sélestat, onde o Imperador Carlos Magno passou a Santa Noite do ano 775 d.C. Teria sido ele o inspirador da primeira Árvore de Natal. Posteriormente, os habitantes da cidade deram forma definitiva à Árvore de Natal católica. Porém, o documento mais antigo que há em Sélestat é de 1521 d.C., o que derruba a tese.
A cidade de Riga, na Letónia, diz ter sido a primeira em expor uma Árvore de Natal no ano do Senhor de 1510 d.C.
     É certo que no Século XVI a Árvore de Natal era montada no coro das igrejas da Alsácia representando a árvore do Paraíso. Era ornamentada com maçãs para lembrar o fruto da tentação dos primeiros pais. Mas tinha também representações de hóstias, que representavam os frutos da Redenção.

     Também eram decoradas com anjos, estrelas de papel e outros motivos. Escolhendo a Árvore do Paraíso como símbolo das festividades do Natal, a Igreja Católica estabeleceu, por um lado, uma ponte entre o pecado de Adão e Eva e, por outro, a vinda de Jesus, o novo Adão que veio regenerar a humanidade nascendo do seio virginal da nova Eva, Nossa Senhora.


Princesa Hélène de Mecklembourg
com o seu filho ao colo (1839)

     É um facto assente que o costume se generalizou em França quando a Princesa Hélène de Mecklembourg (1814-1858) o trouxe para Paris em 1837, após o seu casamento com o Duque d’Orléans.

     Em 1841, encantado com o costume católico, o Príncipe consorte Alberto, esposo da Rainha Vitória de Inglaterra, ergueu uma Árvore de Natal no castelo de Windsor.
A partir da corte inglesa, então a mais influente no mundo, o católico costume propagou-se a todo o povo inglês, e dali para o mundo inteiro.    


     Outra versão diz também que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore na sua casa. Além de algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

     Existem outras versões, mas a moderna Árvore de Natal terá realmente surgido na Alemanha entre os Séculos XVI e XVIII, não se sabendo exactamente em que cidade. Durante o Século XIX a prática foi levada para outros países europeus e para os Estados Unidos. Apenas no Século XX esta tradição chegou à América Latina.

Árvore de Natal em Lisboa. Cortesia da Câmara Municipal de Lisboa



Curiosidades sobre o Natal:
  • Só a partir de 1882 é que surgiram as primeiras iluminações de Natal, apenas três anos depois de Thomas Edison ter feito a primeira demonstração da luz eléctrica, em 1879. A ideia foi do seu assistente, Edward Johnson, que decorou uma árvore em Nova Iorque com 80 pequenas lâmpadas. Ainda demorou algum tempo até as iluminações de Natal ficassem acessíveis ao público em geral;
  • Pensa-se que "White Christmas", escrita por Irving Berlin (1888-1989), compositor norte americano, seja o single mais vendido de sempre, com mais  de 100 milhões de cópias em todo o mundo;
  • De acordo com o Guiness Book, a Árvore de Natal natural mais alta do mundo tinha mais de 67 metros e foi colocada, em 1950, no Northgate Shopping Center, em Seattle, Washington;
  • As primeiras Árvores de Natal artificiais foram feitas em Londres em 1886, quando foram usadas fitas de ráfia verde para a sua execução. Os alemães inspiraram-se e usaram penas de ganso tingidas para fazer as suas árvores. Só mais tarde é que uma empresa de escovas sanitárias usou a tecnologia para imitar os ramos do pinheiro e iniciou a produção das verdadeiras Árvores de Natal artificiais;
  • Inicialmente, as primeiras Árvores de Natal eram decoradas com maçãs, nozes e tâmaras;
  • A província canadiana da Nova Escócia é líder mundial na exportação de lagostas, amoras silvestres...e Árvores de Natal!;
  • A música "Jingle Bells", escrita em 1857, foi a primeira a ser cantada no espaço. Foi em 16 de Dezembro de 1965, quando os astronautas norte-americanos Wally Schirra e Tom Stafford a entoaram, a bordo da nave Gemini 6;
  • Há muitos anos atrás era tradição em Inglaterra servir uma cabeça de porco com mostarda, na Consoada;
  • As cores tradicionais do Natal são o verde, o vermelho e o dourado. O verde representa a vida e o renascimento. O vermelho simboliza o sangue de Cristo e o dourado representa a luz, a riqueza e a realeza;
  • Na Polónia, as aranhas e teias de aranha são comuns na árvore de Natal. Segundo uma lenda, uma aranha teceu uma manta para o Menino Jesus, pelo que este animal é encarado como um símbolo de bondade e prosperidade quando aparece no Natal;
  • Os povos antigos, como os druídas, acreditavam que o visco era sagrado porque se mantinha verde e frutificava em pleno Inverno, enquanto todas as outras plantas murchavam. Cortavam a planta com foices de ouro e não a deixavam tocar no chão. Estavam convencidos que ela tinha o poder de curar a infertilidade, as doenças do sistema nervoso e de afastar o mal;
  • Na tradição cristã, a Árvore de Natal simboliza Vida, Paz, Esperança e Alegria!


A todos os leitores e amigos envio os meus sinceros desejos de um Santo e Feliz Natal  !!







Fonte:
Wikipédia, a enciclopédia livre.