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02 junho 2016

Malawi

Dziko la Malaŵi
Republic of Malawi
República do Malawi



Bandeira

Brasão de Armas
























Localização:
África, África Austral, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - Desde o tempo da era colonial que este território é conhecido por nomes relacionados com o grande lago que o limita a oriente. Os ingleses chamaram-lhe Niassaland, do nome por que era conhecido o lago naquele tempo: lago Niassa. Após a independência, o novo país adopta o nome de Malaŵi e com este nome rebaptiza o lago. Malaŵi significa, em língua cinyanja, o nascer do sol, tal como está representado na bandeira, uma vez que, para o povo malawi é sobre o lago que nasce o sol.

História - Embora vestígios arqueológicos revelem que o território do Malawi seja habitado desde há 50.000 anos, só a partir de 1.500 é que se encontram registos históricos escritos em português e inglês.
O primeiro contacto significativo com o mundo europeu foi a chegada de David Livingstone à margem norte do lago Malawi (lago Niassa) em 1859 e o subsequente estabelecimento de missões da igreja presbiteriana escocesa.
Em 1891, estabeleceu-se o Protectorado Britânico da África Central, transformado em 1907 no Protectorado de Niassalândia. Em 1953 o governo britânico criou a Federação da Rodésia e Niassalândia, ou Federação Centro-Africana, que compreendia os territórios hoje referentes ao Malawi, Zâmbia, então Rodésia do Norte, e Zimbábue, então Rodésia do Sul.
Em Novembro de 1962 o governo britânico concordou em conceder à Niassalândia autonomia a partir do ano seguinte, o que marcou o fim da Federação, em 31 de Dezembro de 1963. O Malawi tornou-se um membro inteiramente independente da Commonwealth em 6 de Julho de 1964.
Em 1966 torna-se uma república, ao mesmo tempo que Hastings Kamuzu Banda é eleito presidente, sob uma constituição que permitia a existência apenas de um partido (Partido do Congresso do Malawi - MCP), o que conduziu, em 1971, à reeleição de Banda como presidente vitalício.
Em 1993 Banda perdeu o título de presidente vitalício, o que abriu as portas à realização das primeiras eleições multipartidárias, em 17 de Maio de 1994, cujos resultados deram uma vitória escassa ao principal partido da oposição, a Frente de União Democrática, liderado por Bakili Muluzi.



Paisagem no Lago Malawi


Cultura:
A cultura do Malawi possui as suas raízes na cultura do povo bantú. O nome Malawi provém do vocábulo “Maravi”, um povo bantú que emigrou do sul do Congo até cerca de 1400. Ao chegar à parte norte do lago Malawi, deu-se a separação do grupo: um grupo mudou para o sul ao longo da costa oeste do lago, onde constituíram um grupo chamado Chewa, enquanto o outro grupo, os antepassados dos Nyanja da actualidade, se espalhou pela costa este do lago até à zona sul do Malawi.


Paisagem do Malawi


Principais recursos naturais:
Sem recursos dignos de registo. Economia assente principalmente na agricultura, que gera mais de 90% das receitas totais de exportação, principalmente de tabaco, chá , açúcar, algodão, amendoim e café.


Datas comemorativas:
Dia da Independência – 6 de Julho – Celebra a independência, do Reino Unido, em 1964.

Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Mulungu dalitsa Malaŵi - ("Oh Deus proteja nosso país Malawi").
Insígnia de identificação das aeronaves do Malawi.

Insígnia de identificação das aeronaves do Malawi



Lema:
"Unity and Freedom"- ("Unidade e Liberdade")


Capital:                                                            Língua oficial:
Ligongwe                                                        Inglês


Uma rua de Ligongwe, capital do Malawi


Moeda oficial:                                                   Tipo de Governo:
Kwacha malawiana (MWK)                           República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
1 de Dezembro de 1964.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • ANWFZ – Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares;
  • BAFD – Banco Africano de Desenvolvimento;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations – Comunidade de Nações;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • ICO – Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA – Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIM – Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • RAMSAR Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • SADC Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • UA – União Africana;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional do Lago Malawi (1984);
  • Arte rupestre de Chongoni (2006).

Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • O Gule Wamkulu (2008) (partilhado com mais dois países) – O gule wamculu remonta ao grande império Chewa do Século XVII. Era um culto secreto e, ao mesmo tempo, dança ritual praticada pela população Chewa no Malawi, Moçambique e Zâmbia. Foi dançado por membros da fraternidade Nyau, uma sociedade secreta de homens iniciados. Os membros desta fraternidade continuam responsáveis pela iniciação dos jovens na vida adulta e pela representação do Gule Wamkulu no final do processo de iniciação, celebrando assim a integração dos homens jovens na sociedade dos adultos.

Máscara de madeira da tribo chewa (UNESCO)


  • A Vimbuza, uma dança de cura (2008) – O Vimbuza é um ritual de dança de cura muito popular entre a população Tumbuka que vive no norte do Malawi. É uma manifestação de Ng'oma, uma tradição de cura muito generalizada na África de expressão bantú. Os pacientes vimbuza são geralmente mulheres que sofrem de doença mental. Os curandeiros fazem o tratamento durante várias semanas nas suas temphiri, as casas na aldeia para os pacientes. Esta tradição remonta a meados do Século XIX, desenvolvendo-se como um modo de superar as experiências da opressão. Apesar de várias tentativas para suprimir este ritual durante a ocupação britânica, tendo mesmo sido proibido pelos missionários cristãos, a vimbuza conseguiu sobreviver até aos nossos dias, convertendo-se num elemento fundamental do sistema de saúde indígena e fazendo frente à medicina moderna.
  • A Tchopa, dança de sacrifício dos Lomwe, no sul do Malawi (2014) – A "tchopa" é uma arte cénica praticada pelas comunidades Lomwe no sul do Malawi. É geralmente é representado durante as celebrações organizadas para festejar a obtenção de boas colheitas e o sucesso das missões de caça, assim como servir como oferendas aos espíritos ancestrais após catástrofes, como a seca ou as epidemias. Para representar a "tchopa" é necessário ter conhecimentos e técnicas especiais de dança e música. É executada por cerca de 20 a 30 bailarinos que dançam e se cruzam em círculo, com o acompanhamento musical de tambores de três tamanhos diferentes. Alguns dançarinos levam nas suas costas sacos com ferramentas agrícolas, peles de animais, bonecas, equipamento de caça e velhos utensílios de cozinha. Cada chefe de aldeia tem um pequeno grupo de dançarinos "tchopa".

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

20 dezembro 2015

Libéria

Republic of Liberia
República da Libéria






Bandeira
Brasão de Armas























Localização:
África, África Ocidental, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - O nome Libéria significa "liberdade". Os colonos recém-chegados formaram um novo grupo étnico chamado de “américo-liberianos”. No entanto, a introdução de uma nova mistura étnica resultou em tensões étnicas com as outras dezasseis principais etnias que já residiam na Libéria. A partir do Século XVI e até 1822, exploradores e comerciantes europeus tinham vários nomes para a Libéria, variando consoante a linguagem.

História - A História da Libéria é única entre as nações africanas devido à sua relação com os Estados Unidos. É um dos dois únicos países da África Subsariana, juntamente com a Etiópia, sem raízes na disputa europeia por África. Foi fundada e colonizada por escravos americanos libertos com a ajuda de uma organização privada chamada “American Colonization Society”, entre 1821 e 1822, na premissa de que os ex-escravos americanos teriam maior liberdade e igualdade nesta nova nação.
     Escravos libertos dos navios negreiros também foram enviados para a Libéria, em vez de serem repatriados para seus países de origem. Estes colonos criaram um grupo de elite na sociedade da Libéria, fundando, em 1847, a República da Libéria, que instituiu um governo inspirado nos Estados Unidos, nomeando Monróvia como sua capital, em homenagem a James Monroe, o quinto presidente dos Estados Unidos e um proeminente defensor da colonização.
     Um golpe militar em 1980 derrubou o então presidente William Richard Tolbert, Jr., marcando o início de um período de instabilidade que levou a duas guerras civis no país, que deixaram centenas de milhares de mortos e devastou a economia.
     A Libéria está hoje a recuperar dos efeitos nefastos da guerra civil e das perturbações económicas que daí resultaram.



Cultura:
A Libéria sempre fui tradicionalmente célebre pela sua hospitalidade, instituições académicas, actividades culturais e trabalhos de arte e ofícios. No noroeste do país ainda são utilizados, embora pouco, duas escritas autóctones desenvolvidas no Século XIX, a fim de proteger as culturas e as línguas locais: O silabário Vai e a escrita Vah.
A Libéria possui uma vasta e rica história em artes têxteis e estofos, cuja tradição foi introduzida pelos escravos livres e ex-americanos que emigraram para este país. Nos tempos modernos, os presidentes da Libéria presenteiam colchas típicas como presentes oficiais do Governo.
A Libéria é um dos poucos países, juntamente com os Estados Unidos e a Birmânia, que não aceitam o sistema métrico. A religião principal é o cristianismo.

Edward Wilmot Blyden, o principal escritor liberiano
e o principal precursor do pan-africanismo.

Literatura - Houve uma rica tradição literária na Libéria há mais de um século. Embora os colonos e os historiadores europeus apontem para a Libéria como um país sem uma escrita tradicional até ao Século XIX, vários liberianos ao longo dos anos têm contribuído como autores literários em vários géneros, que escreveram sobre arte popular, provérbios antigos, a vida quotidiana no campo, a vida da cidade, religião e observando as suas próprias vidas. Cultura, tradição, identidade, sociedade, questões tabu, direitos humanos, igualdade e diversidade dentro de Libéria, o multi-culturalismo, o pan-africanismo e o colonialismo têm aparecido em romances, livros e revistas a partir do Século XIX.
     Edward Wilmot Blyden (1832-1912) foi o mais famoso autor da Libéria no Século XIX. Diplomata, professor, estadista e escritor, Blyden foi considerado o principal precursor do pan-africanismo, juntamente com WEB Du Bois e Marcus Garvey. Os seus escritos giravam em torno da necessidade dos africanos desenvolverem a sua própria identidade, estarem cientes, cultural, espiritual e politicamente do seu próprio potencial e presidir ao seu próprio governo, refutando a visão europeia dos africanos como "incultos". Esses escritos inspiraram vários autores liberianos até à actualidade. No final, ele é conhecido na história do mundo e do continente Africano como o cérebro por trás da frase, "África para os africanos!" e, em seguida, inspirado pelo “Back to África”, movimento de Marcus Garvey. Blyden é um herói nacional na Libéria.

Gastronomia - O arroz é de longe o mais importante prato da cozinha liberiana, embora a massa tenha vindo a ganhar importância devido ao alto custo do arroz. A Libéria também produz mandioca, banana, citrus e coco. A batata-doce também é uma parte importante da cozinha da Libéri, sendo acompanhada com taro, bananas, mangas, abacaxis e vários tipos de nozes e amendoins


Principais recursos naturais:
Borracha, ferro, madeira e diamantes.


Datas comemorativas:
Dia nacional - 26 de Julho - Celebra a data da independência, dos Estados Unidos, em 1847;
Dia da Bandeira - 24 de Agosto.
Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "All Hail, Liberia, Hail!".


Lema:
The love of liberty brought us here - (O amor pela liberdade trouxe-nos aqui).


Capital:                                               Língua oficial:
Monróvia                                            Inglês


Imagens de Monróvia, capital da Libéria.


Moeda oficial:                                          Tipo de Governo:
Dólar liberiano (LRD)                             República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
2 de Novembro de 1945


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • UA - União Africana;
  • BAD - Banco Africano de Desenvolvimento;
  • ECOWAS - Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental;
  • CEN-SAD - Comunidade dos Estados Sahelo-Saharianos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (observador);
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • WAMZ - Zona Monetária do Oeste Africano;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

20 novembro 2015

Lesoto

Kingdom of Lesotho
'Muso oa Lesotho
Reino do Lesoto



Bandeira


Brasão de Armas





















Localização:
África, África Austral, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     No Século XVI os basothos (ou bosquímanos) estabeleceram-se na região do Transvaal (hoje África do Sul), na sequência de conflitos com a etnia zulu.
     No Século XIX os habitantes da Basutolândia travam guerras contra os bôeres. Em1896 o Lesoto passa a ser um protectorado do Reino Unido, convertendo-se em colónia em1884.
     Em 1966 o país torna-se independente, tomando o nome de Reino do Lesoto. O Rei Moshoeshoe II assume seu reinado.

O Rei Moshoeshoe II com os seus ministros

     A partir da década de 1970, o Lesoto dá asilo político a muitos sul-africanos contrários ao regime de segregação racial do país, o Apartheid. O General Justin Lekhanya dá um golpe de Estado em 1986, assumindo a chefia do governo. Quatro anos depois depõe o Rei Moshoeshoe II, substituindo-o pelo seu filho, o Príncipe Letsie. O general é deposto em 1991. Em 1995 Letsie renuncia, levando Moshoeshoe II a reassumir o trono. Com a morte do rei, em 1996, o seu filho volta ao poder, agora como Rei Letsie III.
     Eleições gerais realizadas em maio de 1998 dão vitória ao partido do governo "Congresso para a Democracia de Lesoto" (LCD), que obtém 78 das 80 cadeiras da Assembleia Nacional, elegendo o seu líder, Bethuel Pakalitha Mosisili, para primeiro-ministro. A oposição alega fraude e protesta. A escalada de manifestações, nos meses seguintes, leva, em Setembro, à intervenção militar da África do Sul, que envia 600 soldados ao país, e de Botswana, que participa com 300 soldados. A acção militar, requisitada por Mosisili sem conhecimento do Rei Letsie III - que é impedido pelo primeiro-ministro de falar à população, deixa aproximadamente 110 mortos e prejuízo de 10 milhões de dólares

Paisagem do Lesoto

Cultura:
     A cultura do Lesoto é homogénea e é quase exclusivamente formada por costumes culturais e tradicionais do povo Basotho, o maior grupo étnico no Lesoto. A cultura Basotho é muito rica em tradições culturais.
     O povo Basotho tem desenvolvido, ao longo dos séculos, uma cultura única: Vivem como um dos poucos países africanos encravados numa paisagem muito montanhosa, formando características especiais nas suas vidas diárias. A língua nacional é chamada de Sotho.
     O centro tradicional da cultura do Lesoto é a aldeia. As aldeias estão muitas vezes  situadas no meio das montanhas, a fim de ficarem protegidas contra as inundações nos vales. As aldeias dependem fortemente das actividades agrícolas. Cada aldeia é administrada por um chefe, semelhante a um presidente de câmara na europa.

Rondavels, as cabanas redondas numa aldeia do Lesoto

     As aldeias são constituídos por muitas cabanas, denominadas rondavels (cabanas redondas), que são construídas para várias finalidades, como casa para dormir, loja, armazém ou cozinha. Estas cabanas estão localizadas à volta dos campos do Basotho, onde são cultivados o milho, o trigo e o feijão.
     A distribuição dos campos pelas famílias individuais da aldeia é organizada pelo chefe da aldeia. As questões que afectam toda a aldeia são tratadas em reuniões denominadas Pitsos. Esta é uma reunião onde todos os adultos da aldeia são aceites como participantes e oradores.

Instrumentos tradicionais - Os instrumentos musicais tradicionais incluem o lekolulo, uma espécie de flauta que é tocada pelos pastores, o setolo-tolo, que possui alguma semelhança com a harpa judaica e é tocada pelos homens, usando a sua boca, e o thomo, que é tocado pelas mulheres.

Mulheres vestidas com trajes tradicionais

     O Festival de Artes e Cultura Morija é um festival de destaque na música Sotho. Este festival anual encontra-se muito ligado à história da cidade e do povo de Morija, onde os primeiros missionários chegaram, em 1833.


Principais recursos naturais:
Diamantes, água.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 4 de Outubro - Celebra a data de independência, do Reino Unido, em 1966.


Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino nacional - Lesotho Fatse La Bontata Rona - (em tradução literal: "Lesoto, terra dos nossos pais")


Lema:
"Khotso, Pula, Nala" - (“Paz, Chuva, Prosperidade”)


Capital:                                               Línguas oficiais:
Maseru                                               Sesotho e inglês


Vista parcial de Maseru, capital do Lesoto


Moeda oficial:                                     Tipo de Governo:
Loti (L)                                                  Monarquia constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Outubro de 1966.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • SADC - Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UA - União Africana;
  • UAAA - União Aduaneira da África Austral;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares.



Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Maloti-Drakensberg (2000, 2013) - (Partilhado com a África do Sul).


Parque Maloti-Drakensberg (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

18 fevereiro 2015

Guiné Equatorial

República de Guinea Ecuatorial
République de Guinée Équatoriale
República da Guiné Equatorial



Bandeira

Brasão de Armas






















Localização:
África, África Ocidental, África Central, África Subasariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Foram navegantes portugueses os primeiros europeus que exploraram o golfo de Guiné em 1471. O navegador e explorador português Fernão Pó situou a ilha de Bioko nos mapas europeus nesse ano, procurando uma rota para a Índia, a qual baptizou de Formosa (no entanto, foi no início conhecida pelo nome de seu descobridor).
     Por volta de 1493, D. João II de Portugal proclamou-se como Senhor da Guiné e o primeiro Senhor de Corisco. Os portugueses colonizaram as ilhas de Bioko, Annobón e Corisco em 1494, e converteram-nas em postos para o tráfico de escravos.
     As ilhas permaneceram em mãos portuguesas até Março de 1778, depois dos tratados de San Ildefonso (1777) e do Pardo (1778), pelos quais as ilhas foram cedidas a Espanha, juntamente com os direitos de livre comércio num sector da costa do Golfo de Guiné entre os rios Níger e Ogooué.
     Os britânicos ocuparam a ilha de Bioko entre 1827 e 1832 para lutar contra o tráfico de escravos, fundando o estabelecimento de Port Clarence, posteriormente chamada Santa Isabel e, actualmente, Malabo.
     Em 1963 as províncias foram combinadas na região autónoma da Guinea Ecuatorial e, finalmente, em 12 de Outubro de 1968 tornaram-se num país independente, a Guiné Equatorial.


Cultura:
     A cultura da Guiné Equatorial está enraizada nas tradições dos povos que compõem este país. No entanto, a ilha Bioko, onde se encontra a capital, foi amplamente influenciada pelos costumes e tradições espanhóis durante o período colonial.
     As maiorias das pessoas no país são cristãs, enquanto predominantemente praticam uma combinação de catolicismo e animismo.
     O espanhol e o francês são as línguas oficiais do país enquanto o pidgin do inglês, o Fang, Bubi, Ibo, e Gumu também são comuns. Em 2010 a Guiné Equatorial adoptou o português como língua co-oficial.


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, madeira, ouro, bauxite, diamantes, tântalo e argila.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 12 de Outubro - Celebra a data da independência, de Espanha, em 1968.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Caminemos Pisando la Senda de Nuestra Inmensa Felicidad ("Caminhemos sob a Trilha de Nossa Imensa Felicidade");
Insígnia da Força Aérea da Guiné Equatorial.

Insígnia da Força Aérea da Guiné Equatorial


Lema:
"Unidad, Paz, Justicia" (es)
"Unité, Paix, Justice" (fr)
"Unidade, Paz, Justiça" (pt)


Malabo, capital da Guiné Equatorial



Capital:                                                                       Línguas oficiais:
Malabo                                                                       Espanhol, francês e português


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Franco CFA                                                                  República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
12 de Novembro de 1968


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central;
  • CEMAC - Comunidade Económica e Monetária da África Central;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
  • FMI - Fundo Monetário Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (observador);
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • UA - União Africana;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

11 fevereiro 2015

Guiné-Bissau

República da Guiné-Bissau



Brasão de Armas


Bandeira


















Localização:
África, África Ocidental, África Subsariana


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Antes da chegada dos Europeus e até o Século XVII, a quase totalidade do território da Guiné-Bissau integrava o Reino de Gabu, tributário do lendário Império Mali, dos mandingas, que florescera a partir de 1235 e subsistiu até ao Século XVIII. Os grupos étnicos eram os balantes, os fulanis, os mandayakos e os molinkes.
     O primeiro navegador e explorador europeu a chegar à costa da actual Guiné-Bissau foi o português Nuno Tristão, em 1446.
     Mais tarde, durante o Estado Novo de Salazar, a colónia passaria a ter o estatuto de província ultramarina, com o nome de Guiné Portuguesa.
     A vila de Bissau foi fundada em 1697, como fortificação militar e entreposto de tráfico de escravos. Posteriormente elevada a cidade, tornar-se-ia a capital colonial, estatuto que manteve após a independência da Guiné-Bissau.
     Em 1956, Amílcar Cabral liderou a fundação do PAIGC - Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde. No início da década de 1960, iniciou a luta armada contra o regime colonial. Amílcar Cabral foi assassinado em 1973, em Conacri, num atentado que o PAIGC atribuiu aos serviços secretos portugueses mas que, na verdade, fora perpetrado por um grupo de guineenses do próprio partido, que acusavam Cabral de estar dominado pela elite de origem cabo-verdiana. Apesar da morte do líder, a luta pela independência prosseguiu, e o PAIGC declarou unilateralmente a independência da Guiné-Bissau em 24 de Setembro de 1973.

Cultura:
     A Guiné-Bissau possui um património cultural bastante rico e diversificado. As diferenças étnicas e linguísticas produziram grande variedade a nível da dança, da expressão artística, das profissões, da tradição musical, das manifestações culturais.
A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diversos grupos étnicos.
     Os povos animistas caracterizam-se pelas belas e coloridas coreografias, fantásticas manifestações culturais que podem ser observadas correntemente por ocasião das colheitas, dos casamentos, dos funerais, das cerimónias de iniciação.
     O estilo musical mais importante é o gumbé. O Carnaval guineense, completamente original, com características próprias, tem evoluído bastante, constituindo uma das maiores manifestações culturais do País.
     O músico José Carlos Schwarz é ainda hoje considerado um dos maiores nomes de sempre da música guineense.


Principais recursos naturais:
Madeira, bauxite, fosfato e petróleo.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 24 de Setembro - Celebra a data da declaração da independência, de Portugal, em 1973.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - “Esta é a Nossa Pátria Bem Amada”;
Insígnia da Força Aérea da Guiné-Bissau.


Insígnia da Força Aérea da Guiné-Bissau


Lema:
Unidade, Luta, Progresso”.

Rua no centro de Bissau


Capital:                                                                       Língua oficial:
Bissau                                                                         Português


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Franco CFA da África Ocidental                                 República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1974


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CEDEAO - Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental;
  • CEN-SAD - Comunidade dos Estados Sahelo-Saharianos;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • UA - União Africana;
  • UEMOA - União Económica e Monetária do Oeste Africano;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

04 fevereiro 2015

Guiné

République de Guinée
República da Guiné



Bandeira
Brasão de Armas


















Localização:
África, África Ocidental, África Subsariana


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A área ocupada hoje pela Guiné fez parte do território de diversos povos africanos, incluindo o império Songai, no período entre os Séculos X e XV, quando a região tomou contacto pela primeira vez com os comerciantes europeus.
     O período colonial da Guiné se iniciou quando tropas francesas penetraram na região em meados do Século XIX. A dominação francesa foi assegurada ao derrotarem as tropas de Samory Touré, guerreiro de etnia malinke, o que deu aos franceses o controle do que é hoje a Guiné e regiões adjacentes.
    A França definiu, em fins do Século XIX e início do XX, as fronteiras da actual Guiné com os territórios britânico e português que hoje formam, respectivamente, Serra Leoa e Guiné-Bissau.
     Liderados por Ahmed Sékou Touré, líder do Partido Democrático da Guiné (PDG), que ganhou 56 das 60 cadeiras nas eleições territoriais de 1957, o povo da Guiné decidiu em plebiscito, por esmagadora maioria, rejeitar a proposta de pertencer a uma Comunidade Francesa. Os franceses retiraram-se rapidamente, e em 2 de Outubro de 1958 a Guiné tornou-se um país independente, com Sékou Touré como presidente.
     Sob o governo de Touré a Guiné tornou-se numa ditadura de partido único, com uma economia fechada, de carácter socialista, e intolerante aos direitos humanos, liberdade de expressão ou oposição política, a qual foi brutalmente suprimida. Antes acreditado por sua defesa de um nacionalismo sem barreiras étnicas, Touré gradualmente passou a depender do seu próprio grupo étnico, os malinke, para preencher posições no seu governo. Alegando tentativas de golpe oriundas do exterior e do próprio país, o regime de Touré visou inimigos reais e imaginários, aprisionando milhares em prisões similares aos gulag soviéticos, onde centenas pereceram. A repressão do regime levou mais de 1 milhão de pessoas ao exílio, e a paranóia de Touré arruinou as relações com países estrangeiros, incluindo países africanos vizinhos, aumentando o isolamento económico da Guiné e, posteriormente, devastando a sua economia.
     Sékou Touré morreu a 26 de Março de 1984, e uma junta militar encabeçada pelo coronel Lansana Conte tomou o poder a 3 de Abril de 1984. O país continuou sem eleições democráticas até 1993, quando foram realizadas eleições e Lansana Conté ganhou-as numa disputa apertada. O presidente foi reeleito em 1998. O presidente foi severamente criticado ao prender, em 1999, um importante líder da oposição. As tensões com a vizinha Serra Leoa ainda persistem.
     Em 22 de Dezembro de 2008, o presidente Conté faleceu, tendo sido substituído por uma junta militar que, aproveitando-se da vaga no poder, anunciou através do capitão Musa Dadis Camara um golpe de estado, que suspendeu a constituição e as instituições republicanas do país.


Cultura:
     A cultura da Guiné estabeleceu-se no mundo através dos djembefolás (tocadores de djembê), como o Mamady Keita, que expandiu a cultura do país através do mundo. Não só Mamady como Adama Dramé, Famoudou Konatê e sua filha Fanta Konatê (cantora guineense conhecida), além de muitos outros, têm os seus nomes conhecidos no mundo. A cultura é chamada Mandingue.
Dentre os estilos musicais, podemos citar o Dununbá.


Principais recursos naturais:
Bauxita, ferro, diamantes, ouro e urânio.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 2 de Outubro - Celebra a data da independência, da França, em 1958.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - “Liberté” (“Liberdade”);
Insígnia da Força Aérea da Guiné.


Insígnia da Força Aérea da Guiné


Lema:
"Travail, Justice, Solidarité" ("Trabalho, Justiça, Solidariedade")


Vista de Conacri, capital da Guiné


Capital:                                                                       Língua oficial:
Conacri                                                                      Francês


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Franco guineense (GNF)                                             República semi-presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
12 de Dezembro de 1958


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CEDEAO - Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • WAMZ - Zona Monetária do Oeste Africano;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares.


Património Mundial (UNESCO):
  • Reserva Natural Integral do Monte Nimba (1981, 1982) (sítio transfronteiriço com a Costa do Marfim)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Espaço Cultural de Sosso-Bala (2008) - O balafon sagrado, chamado Sosso-Bala, é considerado como o símbolo da liberdade e da coesão do povo mandinga, disperso por um território que pertencia ao Império do Mali. Este instrumento pertencia e foi tocado originariamente pelo rei Soumaoro Kanté, que subiu ao trono no Século XIII. Desde então tem acompanhado ao longo dos séculos a transmissão dos épicos, especialmente o épico Sunjata e os seus hinos à glória do fundador do império de Mali. O Sosso-Bala é uma espécie de xilofone com 1,5 m de comprimento, constituído por 20 lâminas cuidadosamente cortadas e talhadas em diferentes comprimentos. Cada uma das quais possui uma abóbora que serve como caixa de ressonância.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

24 dezembro 2014

Gana

Republic of Ghana
República do Gana



Bandeira



Brasão de Armas





















Localização:
África, África Ocidental, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A história do Gana anteriormente à chegada dos europeus deriva essencialmente da tradição oral, que refere as migrações dos antigos reinos do Sahel, hoje regiões da Mauritânia e do Mali.
     As mais antigas notícias escritas referentes às culturas ao sul do deserto do Sahara provém de fontes islâmicas, de autores quase todos radicados na península Ibérica, cujos textos circularam pela Europa ainda na Idade Média. Entre eles destaca-se Abu Ubayd al-Bakri, filólogo, poeta, geógrafo, historiador e erudito religioso, que viveu em Córdoba, Almeria e Sevilha, onde veio a falecer em 1094. Embora nunca se tenha deslocado ao sul do Sahara, conversou com viajantes e comerciantes, consultou inúmeras obras de geógrafos muçulmanos elaborando a obra "Descrição da África" (1087), principal fonte para a história da região até ao último quartel do Século XV.
     O primeiro contacto de Gana com os europeus datam do ano de 1470, quando um grupo de portugueses desembarcaram e começaram a negociar com o Rei de "Elmina".
     Em 1482 os portugueses construíram o Castelo de São Jorge da Mina, tornando-o numa importante feitoria permanente. Em 1557 a 1578, os portugueses dominaram até à região de Acra.  
     Durante os três séculos seguintes, os ingleses, portugueses, suecos, dinamarqueses, holandeses e alemães controlaram várias partes da costa de Gana, naquele tempo chamada de Costa do Ouro. Os portugueses perderam grande parte da área que controlavam (incorporada na Costa do Ouro Portuguesa) em 1642, através da cedência aos holandeses.
     No início do Século XIX, os ingleses conseguiram dominar toda a Costa do Ouro, tornando-a numa colónia, afastando todos os concorrentes europeus e derrotando os reinos nativos (localizados no interior do país).
     O país foi renomeado para Gana na sequência da sua independência em 1957 devido às indicações que os actuais habitantes descendem de emigrantes que se movimentaram para Sul do Império Gana.
     Uma das partes interessantes da história do Gana é o regresso de libertos afro-brasileiros, formando uma comunidade chamada Tabom, que inicialmente estabeleceu-se na capital, Acra, no bairro de Jamestown.


Cultura:
     Talvez a mais visível (e vendável) contribuição cultural de Gana seja o tecido conhecido como kente, que é amplamente reconhecido por suas cores e simbolismo. O kente é executado por habilidosos tecelões ganeses, e os principais centros de tecelagem situam-se à volta da cidade de Kumasi (Bonwire é conhecida como a terra do kente, apesar de algumas áreas da região do rio Volta também reclamarem o título).
     Ali se encontram vários tecelões produzindo longas peças de kente. Estas peças podem ser costuradas juntas para formarem os grandes turbantes que são usados por alguns ganeses (especialmente chefes) e são comprados por turistas em Acra e Kumasi.
     Após a independência, a música do Gana floresceu, particularmente um estilo dançante chamado Highlife, que é muito tocado nos bares e clubes do país. Muitos ganeses são adeptos da percussão, e é comum tocarem tambores em eventos sociais.


Principais recursos naturais:
Ouro, madeira, bauxita, alumínio, manganés e diamantes. Petróleo (em pequena quantidade).


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 6 de Março - Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1957.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional – "God Bless Our Homeland Ghana" ("Deus Abençoe Nossa Pátria Gana");
Insígnia da Força Aérea do Gana.

Insígnia da Força Aérea do Gana


Lema:
"Freedom and Justice" ("Liberdade e justiça")


Capital:                                                           Língua oficial:
Acra                                                                Inglês


Arco da Independência em Acra, capital do Gana


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Cedi do Gana (GHS)                                       República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
8 de Março de 1957


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CEDEAO - Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • CEN-SAD - Comunidade dos Estados Sahelo-Saharianos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UA - União Africana;
  • WAMZ - Zona Monetária do Oeste Africano;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares.


Património Mundial (UNESCO):

  • Fortalezas e Castelos das regiões Volta, Greater Accra, Central e Oeste (12 monumentos) (1979);
  • Edifícios Tradicionais da Civilização Ashanti (1980).

Castelo de Cape Coast (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.