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18 fevereiro 2015

Guiné Equatorial

República de Guinea Ecuatorial
République de Guinée Équatoriale
República da Guiné Equatorial



Bandeira

Brasão de Armas






















Localização:
África, África Ocidental, África Central, África Subasariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Foram navegantes portugueses os primeiros europeus que exploraram o golfo de Guiné em 1471. O navegador e explorador português Fernão Pó situou a ilha de Bioko nos mapas europeus nesse ano, procurando uma rota para a Índia, a qual baptizou de Formosa (no entanto, foi no início conhecida pelo nome de seu descobridor).
     Por volta de 1493, D. João II de Portugal proclamou-se como Senhor da Guiné e o primeiro Senhor de Corisco. Os portugueses colonizaram as ilhas de Bioko, Annobón e Corisco em 1494, e converteram-nas em postos para o tráfico de escravos.
     As ilhas permaneceram em mãos portuguesas até Março de 1778, depois dos tratados de San Ildefonso (1777) e do Pardo (1778), pelos quais as ilhas foram cedidas a Espanha, juntamente com os direitos de livre comércio num sector da costa do Golfo de Guiné entre os rios Níger e Ogooué.
     Os britânicos ocuparam a ilha de Bioko entre 1827 e 1832 para lutar contra o tráfico de escravos, fundando o estabelecimento de Port Clarence, posteriormente chamada Santa Isabel e, actualmente, Malabo.
     Em 1963 as províncias foram combinadas na região autónoma da Guinea Ecuatorial e, finalmente, em 12 de Outubro de 1968 tornaram-se num país independente, a Guiné Equatorial.


Cultura:
     A cultura da Guiné Equatorial está enraizada nas tradições dos povos que compõem este país. No entanto, a ilha Bioko, onde se encontra a capital, foi amplamente influenciada pelos costumes e tradições espanhóis durante o período colonial.
     As maiorias das pessoas no país são cristãs, enquanto predominantemente praticam uma combinação de catolicismo e animismo.
     O espanhol e o francês são as línguas oficiais do país enquanto o pidgin do inglês, o Fang, Bubi, Ibo, e Gumu também são comuns. Em 2010 a Guiné Equatorial adoptou o português como língua co-oficial.


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, madeira, ouro, bauxite, diamantes, tântalo e argila.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 12 de Outubro - Celebra a data da independência, de Espanha, em 1968.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Caminemos Pisando la Senda de Nuestra Inmensa Felicidad ("Caminhemos sob a Trilha de Nossa Imensa Felicidade");
Insígnia da Força Aérea da Guiné Equatorial.

Insígnia da Força Aérea da Guiné Equatorial


Lema:
"Unidad, Paz, Justicia" (es)
"Unité, Paix, Justice" (fr)
"Unidade, Paz, Justiça" (pt)


Malabo, capital da Guiné Equatorial



Capital:                                                                       Línguas oficiais:
Malabo                                                                       Espanhol, francês e português


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Franco CFA                                                                  República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
12 de Novembro de 1968


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central;
  • CEMAC - Comunidade Económica e Monetária da África Central;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
  • FMI - Fundo Monetário Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (observador);
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • UA - União Africana;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

10 dezembro 2014

Gabão

République Gabonaise
República Gabonesa


Bandeira


Brasão de Armas





















Localização:
África, África Central, África Subsariana


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Os primeiros europeus a chegarem ao actual Gabão, no Século XV, foram comerciantes portugueses, que deram ao território o nome de "Gabão" (uma espécie de casaco, cujo formato lembrava o do estuário na foz do Rio Komo). A costa gabonesa tornou-se um entreposto de escravos. No século seguinte chegaram comerciantes holandeses, britânicos e franceses.
     A França assumiu o estatuto de "protectora" do território após assinar tratados com os chefes tribais locais em 1839 e 1841. No ano seguinte, missionários norte-americanos estabeleceram uma missão em Baraka (a actual cidade de Libreville, capital do país). Em 1849, os franceses capturaram um navio de escravos e libertaram-nos na embocadura do Rio Komo. Os escravos libertos baptizaram o assentamento de Libreville ("cidade livre", em francês).
     Os exploradores franceses exploraram as densas selvas do Gabão entre 1862 e 1887. A França ocupou formalmente o Gabão em 1885 mas só começou efectivamente a administrá-lo em 1903.
     Em 1910, o Gabão tornou-se um dos territórios da África Equatorial Francesa, uma federação que existiu até 1959. Os territórios tornaram-se independentes a 17 de Agosto de 1960, dando origem à República Centro-Africana, ao Chade, ao Congo-Brazzaville e ao Gabão.
     O primeiro presidente eleito do país foi Leon M'Bá, em 1961. Quando M'Bá morreu, em 1967, foi substituído por Omar Bongo, que governou até sua morte, em 2009, ostentando o recorde de governante durante mais tempo no poder num país africano.

Cultura:
     Apesar de sua pequena população, o Gabão este país africano possui diversos grupos étnicos Bantu e uma pequena população de Pigmeus.
     Quase toda a população do Gabão, estimada em cerca de 1.208.436 pessoas, é de etnia bantu. O país tem cerca de 40 grupos étnicos com línguas e culturas separadas. O maior de todos estes grupos é o fang. Outros grupos incluem os myene, bandjabi, eshiras, bapounous e okandé.
     A língua francesa é um factor de coesão do país. Mais de 10 mil franceses vivem no Gabão, e as influências culturais e comerciais da França predominam.


Principais recursos naturais:
Petróleo, ouro, manganés, ferro, madeira, urânio e gás natural.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 17 de Agosto - Celebra a data da independência, da França, em 1960.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "La Concorde" (“A Concórdia”);
Insígnia da Força Aérea do Gabão.


Insígnia da Força Aérea do Gabão


Lema:
"Union, Travail, Justice" ("União, Trabalho, Justiça")


Libreville, capital do Gabão


Capital:                                                            Língua oficial:
Libreville                                                         Francês


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Franco CFA                                                      República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
20 de Setembro de 1960


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas);
  • CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central;
  • CEMAC - Comunidade Económica e Monetária da África Central;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UA - União Africana;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares.


Património Mundial (UNESCO):
  • Ecossistema e Paisagem Cultural Relíquia de Lopé - Okanda (2007).

Panorama da Paisagem Cultural Relíquia de Lopé - Okanda (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

11 junho 2014

Congo

République du Congo
República do Congo


Bandeira
Brasão de Armas


















Localização:
África, África Central, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     O Congo obteve a sua independência da França em 15 de Agosto de 1960. O seu primeiro presidente foi Fulbert Youlou, forçado a deixar o governo por uma revolta, em 1963. Assume então, a presidência Alphonse Massamba-Délbat, que em 1964 fundou um partido de índole marxista-leninista, adoptando uma economia planificada, de base socialista. A seguir, dá início a um "Plano Quinquenal" que levou a uma expansão inicial da agricultura e da indústria.
     O Partido Congolês do Trabalho (PCT) permanece como sendo o único legal e, em 1977, o presidente foi assassinado, assumindo o poder uma Junta Militar. Em 1979 passa à presidência o coronel Sassou-Nguesso, que exerce poderes ditatoriais até 1989, quando o colapso comunista do leste europeu o leva a anunciar reformas políticas e a transição para a economia de mercado. O governo mantém uma política internacional de neutralidade, relacionando-se tanto com o capitalismo como com o comunismo.
     Em 1990, o PCT abandona o marxismo-leninismo. No ano seguinte, tropas cubanas estacionadas no país desde 1977, deixam o Congo. Em 1992 é votada a nova Constituição, onde está previsto um sistema político multipartidário.
     Em 1993 milícias promovem ataques contra tropas do governo, cujo presidente é Pascal Lissouba. A situação persiste até 1995, com greves e motins. Sassiy-Nguesso dá um golpe de estado em 1997 apoiado por Angola (até então também em guerra civil).
     Em 1998 e 1999, tropas do novo governo e aliados enfrentam rebeldes orientados pelo antigo governo (Lissouba e Kolelas), deposto. Em 1999 é assinado cessar-fogo e chega ao fim a guerra civil. Na Justiça, Kolelas é condenado à morte. As perdas são estimadas em 2,5 biliões de dólares, além de 10 mil mortos.


Cultura:
     No Congo falam-se muitas línguas: lingala e munukutuba são línguas francas usadas no comércio; o kikongo tem o maior número de falantes.
     Metade do povo congolês segue crenças tradicionais animistas. Os outros 50% são constituídos de 35% católicos, 15% outros cristãos e 2% são muçulmanos.
Existem 15 grupos étnicos bantu e mais de 70 subgrupos.
Na culinária do Congo, faz-se um doce com maragwe, uma variedade de feijão.


Principais recursos naturais:
Petróleo, Gás natural, diamantes, ferro, ouro e fosfato.


Data comemorativa:
Dia da Independência - 15 de Agosto - Comemora a data da independência, da França, em 1960.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "La Congolaise" ("A Congolesa");
Insígnia da Força Aérea Congolesa.


Insígnia da Força Aérea Congolesa


Lema:
"Unité, Travail, Progrès" ("Unidade, Trabalho, Progresso")


Torre Nabemba, em Brazzaville


Capital:                                                                       Língua oficial:
Brazzaville                                                                 Francês


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Franco CFA                                                                  República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
20 de Setembro de 1960


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central;
  • CEMAC - Comunidade Económica e Monetária da África Central;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UA - União Africana;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares (assinado, não ratificado);
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Trinacional Sangha (2012) (sítio transfronteiriço com os Camarões e a República Centro-Africana)

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

18 abril 2014

Chade

République du Tchad
جمهوريّة تشاد
(Jumhūriyyat Tshād)
República do Chade



Bandeira


Brasão de Armas






















Localização:
África, África Central, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     As pinturas rupestres encontradas indicam que a região era habitada por populações de caçadores e colectores do Neolítico e da Idade do Ferro. Os primeiros vestígios de vida humana encontrados no Chade são do período do Neolítico e pertencem a cavernas de povos negros que habitavam as regiões de Borku, Ennedi e Tibesti. No entanto, a progressiva seca do mar interior do Chade provocou o despovoamento dessa área a partir de 7.000 a. C.
     A posição do Lago Chade, na convergência de estradas vindas de Tripoli, Khartum e do Sudão ocidental, contribuiu para as migrações de outros povos desde o início da Era Cristã.
     No Século VIII surgiu no oeste do actual Chade, o Reino de Kanem, rapidamente convertido ao Islão e submetendo os demais reinos, especialmente o de Baguirmi, que surgiu no Século XVI.  Após um primeiro apogeu, no Século XII, os seus soberanos foram vencidos pelos saôs e bulalas. O reino renasceu no Século XVI, tendo Bornu como centro.

     A partir do Século XI os árabes estabeleceram-se na região e imprimiram a doutrina do Islão nos Estados do Kanem e Bornu, mas estenderam sua influência a todas as regiões à volta do Lago Chade no Século XVI, além de contribuírem para a intensificação do tráfico de escravos durante vários séculos.
     Entre o Século XVIII e XIX, grande parte do Chade estava sob controlo dos conquistadores negros árabes Rabeh e Zubayr. No Século XIX o Lago Chade tornou-se ponto de convergência dos exploradores europeus, entre os quais se destacou Eduard Vogel, que iniciaram a colonização com o apoio dos sultões locais, que sofriam constantes ameaças dos árabes negros, em especial o conquistador sudanês Rabah. Expedições francesas avançaram na região, tendo o pretexto do combate ao tráfico negreiro facilitado a submissão da região à França..

     Em 1898, um acordo franco-britânico firmado em 22 de Abril de 1900, incorporou o Chade na zona de colonização francesa, apesar do controlo total só ter sido obtido em 1912.
     Em 1922, o Chade passou a fazer parte da África Equatorial Francesa, sob a administração do comissário Émile Gentil, iniciando-se a exploração de seus depósitos minerais. Os franceses introduziram a influência ocidental nas estruturas tribais tradicionais, de início pela via militar e depois pela via económica e comercial.
     Em 1940, com o governador Félix Éboué, foi a primeira colónia a aderir à França Livre. Em 1958 tornou-se em República autónoma dentro da Comunidade Francesa e uma república completamente independente em 1960, tendo como Presidente da República o líder do Partido Progressista Chadiano, François Tombalbaye, também conhecido como N’Garta Tombalbaye. Desde então o país luta para manter a unidade entre os povos muçulmanos de língua arábica do norte, e os bantos do sul e do oeste, mais desenvolvidos economicamente.
     Em 1990, H. Habré foi deposto por um golpe de Estado. Idriss Deby, seu antigo comandante militar, foi instalado no poder, com apoio pela Líbia. Decidiu-se estabelecer o processo democrático, mas a Assembleia Constituinte de Maio de 1992 foi adiada e houve tensões na capital, N’Djamena, sem soluções para os problemas económicos e sociais. Uma Carta Constitucional, promulgada em 1992, criou um Conselho Ministerial e um Conselho Consultivo da República, assim como aboliu o Conselho de Estado, criado após o golpe. Em Outubro de 1993, uma tentativa de golpe de Estado foi sufocada e seu líder foi morto.
     Ante o acirramento dos conflitos políticos, uma conferência nacional foi instalada em 1993 para dar continuidade ao processo de democratização do país. Em 1994, a Líbia devolveu ao Chade a faixa ocupada desde 1973. Em 1995, a acção dos sindicatos e das associações de defesa dos direitos humanos conseguiu devolver a paz ao país. Em 1996, I. Déby venceu a eleição presidencial (reeleito em 2001). Actualmente o país vive um regime político transitório em que o primeiro-ministro governa com uma assembleia legislativa. O poder central continua em confronto com importantes movimentos rebeldes.
     Recentemente, o conflito do Darfur, no Sudão, atravessou a fronteira e gerou o conflito entre Chade e Sudão, com centenas de milhares de refugiados vivendo em acampamentos no leste do país.
     Enquanto existem vários partidos políticos activos no país, o poder recai firmemente nas mãos do presidente Déby e do seu partido, o Movimento Patriótico de Salvação.
     No Chade ainda ocorre violência política e frequentes golpes de Estado. Actualmente, o Chade é um dos países mais pobres e com maior índice de corrupção no mundo. A maioria da sua população vive abaixo da linha de pobreza. Desde 2009, o petróleo passou a ser a maior fonte de exportações no país, ultrapassando a tradicional indústria de algodão.


Cultura:
     Devido à sua grande variedade de idiomas e povos, o Chade possui um rico património cultural. O governo do Chade tem promovido activamente sua cultura e tradições orais, abrindo o Museu Nacional do Chade e o Centro Cultural do Chade. Ao longo dos anos os chadianos celebram seis festas nacionais e duas festas móveis que incluem a festividade cristã da Segunda-feira de Páscoa e as festividades muçulmanas de Eid-ul-Fitr, Eid al-Adha e Eid Milad Nnabi.

Música - Os chadianos tocam instrumentos como o kinde, um tipo de harpa de arco; o kakaki, instrumento largo feito de estanho; o hu hu, instrumento feito de cordas que usam cabaças de alta-voz. Outros instrumentos e combinações estão vinculados a grupos étnicos específicos: os Sara preferem assobios, harpas, tambores kodjo; enquanto os Kanembu combinam sons de tambores com instrumentos de sopro.
     Em 1964, foi formado o grupo musical Chari Jazz, que se tornou palco da música moderna no Chade. Mais trade, grupos com mais reputação, como African Melody e International Challal tentaram unir a modernidade e a tradução em suas músicas. Grupos populares, como o "Tibesti", têm-se expandido com maior rapidez à sua herança cultural ao interpretar a música Sai, estilo tradicional do sul do Chade.

Gastronomia - O millet é o principal prato típico do Chade. É usado para fazer bolos de massa que submergem em diversas salsas. No norte, este prato é conhecido como alsyh e, no sul, como biya.
     Os pratos de peixe também são muito populares. São geralmente preparados e vendidos como salanga (Hydrocynus e Alestes secados ao sol e ligeiramente defumados) ou como banda (maiores e defumados).
     O carcagem é uma bebida doce muito popular no país, extraída a partir de folhas do hibisco. As bebidas alcoólicas, ausentes na região norte, são muito populares no sul, onde se bebe cerveja feita com espécies de milho, conhecida como billi-billi, feita a partir do milho vermelho. Quando é feita a partir do milho branco toma o nome de coshate.
     
Literatura - Os autores chadianos foram obrigados a escrever no exílio, contribuindo com obras muito ligadas a certos temas, como a opressão política e o discurso histórico.
     Desde 1962, vinte autores chadianos escreveram mais de sessenta obras de ficção científica. Entre os escritores mais reconhecidos internacionalmente encontram-se Joseph Brahim Seïd, Baba Moustapha, Antoine Bangui, Koulsy Lamko.
     Em 2003, o único grupo crítico literário, Ahmat Taboye, publicou o seu livro “Anthologie de la littérature tchadienne”, para mostrar um maior conhecimento da literatura do Chade a nível mundial e entre os jovens.

Cinema - O desenvolvimento da indústria cinematográfica no Chade sofreu diversos efeitos com a guerra civil e a falta de cinemas em todo país. A primeira longa-metragem criada no Chade foi “Bye Bye África”, realizada em 1999 por Mahamat Saleh Haroun. A sua obra, “Daratt”, ganhou um prémio especial do júri no Festival de Cinema de Veneza, em 2006. Issa Serge Coelo dirigiu outros filmes no Chade: “Daresalam” e “DP75: cidade de Tartina”.

Desporto - O desporto mais popular no Chade é o futebol. A Selecção de Futebol do Chade participa em competições internacionais, incluindo alguns futebolistas da equipa francesa.
     O basquetebol e a luta-livre são outros dos desportos mais praticados no país.


Principais recursos naturais:
Petróleo, algodão, urânio, sódio, ouro, calcário, sal, areia e cascalho.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 11 de Agosto - Celebra a data da independência, da França, em 1960.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional: "La Tchadienne" ("A Chadiana");
Medalhão do Chade.

Medalhão do Chade


Lema:
"Unité, Travail, Progrès" ("Unidade, Trabalho, Progresso")


Capital:                                                                       Línguas oficiais:
N’Djamena                                                                 Francês e Árabe


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Franco CFA                                                                 República Presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
20 de Setembro de 1960


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central;
  • CEMAC - Comunidade Económica e Monetária da África Central;
  • CEN-SAD - Comunidade dos Estados Sahelo-Saharianos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • UA - União Africana;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • BAD - Banco Africano de Desenvolvimento;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Lagos de Ounianga (2012).

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

15 abril 2014

Camarões

Republic of Cameroon
République du Cameroun
República dos Camarões




Bandeira
Brasão de Armas






















Localização:
África, África Central, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Provavelmente os primeiros habitantes dos Camarões foram os Bakas, tribos de pigmeus que ainda vivem nas florestas do sudeste do país. A língua Bantu teve a sua origem nas terras altas dos Camarões, mas muitos dos falantes partiram antes da chegada dos primeiros invasores.
     Entre os finais da década de 1770 e o início de 1800, os Fula, um povo islâmico, conquistou a maior parte das terras que actualmente constituem o norte dos Camarões, subjugando ou desalojando os habitantes, na maioria não muçulmanos.

     Os exploradores portugueses, capitaneados pelos navegadores Lopo Gonçalves e Fernão Pó, chegaram ao estuário de um grande curso de água na localidade de Duala, em 1472. Notaram a abundância de camarões nas margens do Rio Wouri , dando-lhe o nome de Rio dos Camarões. A zona costeira, depois reclamada pela Alemanha em 1884, passou a denominar-se Camarões (adaptado em alemão para Kamerun). Em 1916, após a partilha entre franceses e britânicos, todo o território interior, além do litoral, passou a receber o mesmo nome, conservando-o após a independência total, em 1961.
     Apesar da chegada dos portugueses à costa dos Camarões no Século XV, a malária impediu os europeus de se instalarem e conquistarem os territórios do interior até ao fim da década de 1870, quando grandes quantidades de quinino se tornaram disponíveis. No início, os europeus estavam sobretudo interessados em comercializar e adquirir escravos, o que faziam na zona costeira. O comércio de escravos foi reprimido em meados do Século XIX. Posteriormente instalaram-se nos Camarões missões religiosas cristãs, as quais continuam a desempenhar um papel importante na vida do país.

     No dia 5 de Julho de 1884 a totalidade do território camaronês e alguns territórios vizinhos tornaram-se na colónia alemã de Kamerun, com a capital situada primeiramente em Buéa e, mais tarde, em Yaoundé. Após o final da Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido e a França dividiram a colónia, cabendo à França a maior área, sendo as zonas mais distantes transferidas para o domínio de outras colónias francesas, e governando o restante a partir de Yaoundé.
     Os Camarões franceses alcançaram a independência em 1960 sob a denominação de "República dos Camarões", no território conhecido como Camarões do Norte e Camarões do Sul. No ano seguinte, a maioria muçulmana do norte, que dominava dois terços dos Camarões britânicos, votou pela adesão à Nigéria, enquanto que no sul a maioria cristã votou de forma que o outro terço dos Camarões britânicos aderisse à República dos Camarões, formando a República Federal dos Camarões. Em 1972, uma nova Constituição substituiu a federação por um Estado Unitário.
     Permanece no entanto em aberto o conflito da Ambazónia (Camarões do Sul).


Cultura:
Música - A mais conhecida música dos Camarões é a makossa, um estilo popular que tem ganho adeptos em toda a África, além de músicas relacionadas com a dança Bikutsi.
     Os velejadores de piroga de Douala são conhecidos por uma espécie de música chamada ngoso, que evoluiu para uma espécie muito moderna acompanhada por zanza, balafon e vários instrumentos de percussão.
     Os pigmeus Baka vivem na floresta tropical dos Camarões, Gabão e Congo, juntamente com vários grupos étnicos Bantu.


Principais recursos naturais:
Madeira, petróleo, carvão, alumínio, calcário, cacau, café e algodão. Reservas não exploradas de gás natural.


Datas comemorativas:
Dia Nacional – 20 de Maio - Comemora a criação do Estado Unitário, em 1972.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional: "Chant de Ralliement" ("Canção da Reunião");
Insígnia da Força Aérea dos Camarões.

Insígnia da Força Aérea dos Camarões


Lema:
"Paix – Travail - Patrie" ("Paz, Trabalho, Pátria")


Vista parcial de Yaoundé, capital dos Camarões


Capital:                                                           Línguas oficiais:
Yaoundé                                                         Francês e Inglês


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Franco CFA                                                   República Parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
20 de Setembro de 1960


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade de Nações;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • UA - União Africana;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil (observador);
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • CEMAC - Comunidade Económica e Monetária da África Central;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares (assinado, não ratificado);
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • BAD - Banco Africano de Desenvolvimento.


Património Mundial (UNESCO):
  • Reserva de Fauna de Dja (1987);
  • Parques Trinacionais Sangha (2012) - (Sítio transfronteiriço partilhado com o Congo e a República Centro-Africana).

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.