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12 outubro 2015

Japão

日本国 (shinjitai)
日本國 (kyujitai)
Nippon-koku ou Nihon-koku
Japão




Bandeira



Selo Imperial

























Localização:
Ásia, Ásia Oriental.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - Os nomes japoneses para "Japão" são Nippon (にっぽん ) e Nihon (にほん ). Ambos são escritos em japonês usando o kanji (日本). O nome japonês Nippon é usado de forma oficial, inclusive no dinheiro japonês, selos postais e para muitos eventos desportivos internacionais. Nihon é um termo mais casual e frequentemente utilizado no discurso contemporâneo. Os japoneses referem-se a si mesmos como Nihonjin (日本人) e dão à sua língua o nome de Nihongo (日本語 ).
     Tanto Nippon quanto Nihon, literalmente significam "origem do sol" e muitas vezes são traduzidos como a "Terra do Sol Nascente". Esta nomenclatura vem das missões do Império com a dinastia chinesa Sui e refere-se à posição a leste do Japão em relação à China.

História - A ocupação humana do Japão remonta ao Paleolítico Superior e a data mais consensual para a primeira presença humana neste arquipélago é de 35.000 a.C., quando povos nómadas caçadores-colectores chegaram às ilhas vindos do continente através de istmos.
     As primeiras ferramentas japonesas de pedra lascada datam dessa época, e as de pedra polida datam de 30.000 a.C., as mais antigas do mundo. Ainda não se sabe por que essas ferramentas surgiram tão cedo no Japão.
     Em 1985, mergulhadores fizeram descobertas de estruturas megalíticas submersas em Yonaguni, Okinawa, o que atraiu muitos historiadores, arqueólogos e cientistas até ao sítio arqueológico, onde realizaram estudos para a sua datação. Chegaram à conclusão que os monumentos têm mais de 11.000 anos de idade, sendo os mais antigos do mundo. Os cientistas confirmam que esses monumentos encontrados submersos na costa do Japão são a evidência de que pode ter existido uma civilização desconhecida, anterior à Idade da Pedra.
     A primeira cultura cerâmica e civilização a desenvolver-se no Japão foi o Jomon, que não desenvolveu a agricultura nem a criação de animais. Os Jomon ocuparam as ilhas do Japão desde o final da quarta glaciação por volta de 14.000 a.C., deixando vestígios da sua ocupação através de peças de cerâmica, consideradas as mais antigas do mundo. Através da cerâmica assume-se que os Jomon eram semi-sedentários e tenham seguido uma religião politeísta, baseada no culto de elementos da natureza.

Horyu-ji, um dos mais antigos edifícios de madeira do mundo (ano 607), um dos tesouros
nacionais do Japão e Património Mundial da UNESCO.

     Entre 250 a.C. e 250 d.C. a cultura Yayoi substituiu a anterior e trouxe consigo a agricultura, metalurgia, bronze e o espelho. O Japão foi unificado pela primeira vez no Século VI pelo povo Yamato, que empreendeu a conquista da península da Coreia no final do século. Nos séculos seguintes a competição por cargos no governo enfraqueceu gradualmente o domínio japonês sobre a Coreia.
     Em 552 o budismo foi introduzido no Japão, trazido da Coreia e servindo como arma política contra o crescente poder dos sacerdotes, a religião tradicional, o xintoísmo debilitou-se, porém não desapareceu. As duas religiões uniram-se sob a égide do budismo. Após a morte do Imperador Shotoku, em 622, e um período de guerras civis, o Imperador Kōtoku deu início à reforma Taika, que criaria um estado com poderes concentrados nas mãos de um imperador rodeado por uma burocracia, à semelhança da Dinastia Tang na China.
     Em 710 a capital japonesa foi transferida de Asuka para Nara, dando início a um novo período da história japonesa no qual a cultura e a tecnologia chinesa tiveram maior influência e o budismo se difundiu com a criação de templos por parte do imperador nas principais regiões.
     Mais tarde a capital seria novamente transferida para Heian-kio, a moderna Quioto, e dar-se-ia o rompimento entre o Imperador Kammu e os monges budistas. A partir daí foi estabelecida a escrita japonesa e uma nova literatura. Foi nesse período de paz que surgiram a classe dos samurais como guardas da corte. Contudo, as disputas surgidas entre os clãs guerreiros Taira no Kiyomori e Minamoto no Yoritomo levaram a uma nova guerra civil que só teve fim em 1185, com a ascensão de Minamoto. Este estabeleceria o governo do xogunato em Kamakura.

Arte Namban com grupo de portugueses, (cerca de 1593 a 1600).
Biombo atribuído a Kano Domi.

     Foi durante o Século XVI que os comerciantes e missionários portugueses chegaram ao Japão pela primeira vez, dando início a um intenso período de trocas culturais e comerciais. No Japão os portugueses praticaram o comércio e a evangelização. Os missionários, principalmente os sacerdotes da Companhia de Jesus, levaram a cabo um intenso trabalho de missão e em cerca de 100 anos de presença portuguesa no Japão. Em 1582 a comunidade cristã no país chegou a cerca de 150 mil cristãos e 200 igrejas. Neste período, o Japão era uma sociedade feudal relativamente bem desenvolvida com tecnologia pré-industrial. O país era mais povoado do que qualquer país ocidental e tinha, no Século XVI, cerca de 26 milhões de habitantes.



Cultura:
     A cultura do Japão evoluiu ao longo do tempo, da cultura do país original Jomon, para a sua cultura híbrida contemporânea, que combina influências do Brasil, Europa e América do Norte. A cultura japonesa é o resultado das várias ondas de imigração provenientes do continente asiático e das Ilhas do Pacífico, seguido por uma forte influência cultural da China e um longo período de relativo isolamento do resto do mundo sob o Xogunato Tokugawa, até à chegada dos navios negros da Era Meiji no final do Século XIX, quando recebe uma enorme influência cultural estrangeira, que se torna ainda mais forte após o fim da Segunda Guerra Mundial. Como resultado, uma cultura distinta e diferente do resto da Ásia desenvolveu-se. Vestígios dessa cultura ainda existem no Japão contemporâneo.
     No último século, a cultura japonesa foi também influenciada pela Europa e pela América. Apesar destas influências, o Japão gerou um estilo único de artes (ikebana, origami, ukiyo-e), técnicas artesanais (bonecas, objectos lacados, cerâmica), espectáculo (dança, kabuki, noh,raku-go, Yosakoi, Bunraku), música (Sankyoku, Joruri e Taiko) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá), além de uma culinária única.

Pintura de Genji Monogatari (livro de literatura clássica japonesa),
de  Murasaki Shikibu

     O Japão moderno é um dos maiores exportadores de cultura do mundo. Os desenhos animados (animes), histórias em quadradinhos (mangá), filmes, a cultura pop japonesa - literatura e música conquistaram popularidade em todo o mundo, e especialmente em outros países asiáticos.
     Juntamente com o Reino Unido e com os Estados Unidos, o Japão é considerado uma super-potência cultural.


Principais recursos naturais:
Ouro, magnésio, prata, carvão, ferro, zinco, chumbo, alumínio, cromita, calcário, enxofre e petróleo (em pequenas quantidades e dispersos.)


Datas comemorativas:
  • Dia da Fundação Nacional do Japão - 11 de Fevereiro - Celebra a fundação do país, sem origem histórica, mas alguns historiadores apontam para cerca de 660 a.C..



  • Ano Novo - 1 de Janeiro - O mais importante feriado nacional no Japão.




  • No Japão, além do Dia da Fundação Nacional, no dia 11 de Fevereiro, que é um dia nacional, há também um Feriado Nacional (国民の休日」), kokumin no kyujitsu, que pode ser traduzido por "Dia de Folga do Cidadão") no dia 4 de Maio, entre o dia da Constituição, no dia 3 de Maio e o (「子供の日」), Kodomo no hi, (dia das Crianças) no dia 5 de Maio. Toda a nação tira um feriado por três dias consecutivos, dando ao termo “Feriado Nacional” um significado diferente.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Selo Imperial;
Hino Nacional - "Kimi ga yo" (君が代) - (“Que o seu reinado dure eternamente”).
Insígnia da Força Aérea do Japão.

Insígnia da Força Aérea do Japão



Lema:
平和と進歩 - Heiwa To Shinpo - (Paz e Progresso).


Capital:                                                           Língua oficial:
Tóquio                                                            Japonês



Imagens de Tóquio, capital do Japão



Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Iene (JPY)                                                         Monarquia Constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
18 de Dezembro de 1956.


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • AG - Grupo Austrália;
  • AIE - Agência Internacional de Energia;
  • APEC - Cooperação Económica Ásia-Pacífico;
  • CD - Comunidade das Democracias;
  • CERN - Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (estatuto especial);
  • CLA - Cúpula do Leste Asiático;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (observador associado);
  • FMI - Fundo Monetário Internacional (membro permanente);
  • G7 - Grupo dos sete Países mais industrializados e desenvolvidos do mundo;
  • G7+5 - Grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais o grupo de cinco países mais desenvolvidos;
  • G10 - Grupo de onze economias mais desenvolvidas;
  • G20 (países industriais, maiores economias do mundo);
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • SAARC - Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (observador);
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • TACSA - Tratado de Amizade e Cooperação no Sudeste Asiático;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.




Património Mundial (UNESCO):

  • Castelo de Himeji-jo (1993);
  • Monumentos Budistas na Região de Horyu-ji (1993);
  • Região de Shirakami-Sanchi, nas montanhas do norte de Honshu (1993);
  • Ilha de Yakushima (1993);
  • Monumentos Históricos da Antiga Quioto (Cidades de Quioto, Uji e Otsu) (1994);
  • Aldeias Históricas de Shirakawa-go e Gokayama (1995);

Aldeia Histórica de Shirakawa-go (UNESCO)


  • Memorial da Paz de Hiroshima (Cúpula Genbaku) (1996);
  • Santuário Xintoísta de Itsukushima (1996);

Santuário Xintoísta de Itsukushima (UNESCO)


  • Monumentos Históricos da Antiga Nara (1998);
  • Santuários e Templos de Nikko (1999);
  • Sítios Gusuku e Propriedades Relacionadas do Reino de Ryukyu (2000);

Castelo de Shuri, em Naha, uma das propriedades relacionadas do
Reino de Ryukyu (UNESCO)


  • Locais Sagrados e Rotas de Peregrinação nos Montes Kii (2004);
  • Península de Shiretoko (2005);
  • Mina de Prata de Iwami Ginzan e Sua Paisagem Cultural (2007);
  • Ilhas Ogasawara (2011);
  • Hiraizumi – Templos, jardins e sítios arqueológicos representantes da Terra Pura budista (2011);

Hiraizumi - Templos, jardins e sítios arqueológicos representantes da
Terra Pura Budista (UNESCO)


  • Fujisan, local sagrado e fonte de inspiração artística (2013);


Fujisan (Monte Fuji), local sagrado e fonte de inspiração artística (UNESCO)


  • Fábrica de Seda de Tomioka (2014);
  • Sítios da revolução industrial japonesa do período Meiji (2015).



Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • Teatro Nōgaku (2001, 2008) - Iniciado com a importação do teatro Sangaku (Sarugaku) chinês no Século VIII, o Nōgaku adquiriu a sua forma actual no Século XIV e é a principal forma de teatro japonês. Existe em duas formas: o Nō com um narrador sobrenatural e actores mascarados, e o Kyōgen, cómico e mais semelhante à tradição Sangaku. O texto do Nōgaku é falado na linguagem do povo entre os Séculos XII e XVI.
  • Teatro de Marionetas Ningyo Jōruri Bunraku (2003, 2008) - Ningyo Jōruri Bunraku é uma arte de palco que engloba marionetas, canto e acompanhamento musical. Surgiu no Século XV através da junção do teatro Jōruri com a manipulação de fantoches. As narrativas desta forma antiga de Ningyo Jōruri Bunraku derivaram do sewamono (teatro contemporâneo) e do jidaimono (peças históricas). O teatro atingiu a sua forma actual no final do Século XIX, em que três bonecreiros manipulam enormes fantoches enquanto um músico toca o shamisen e um narrador (tayu) descreve as acções e os personagens.
  • Teatro Kabuki (2005, 2008) - Kabuki é uma forma de teatro japonês, conhecida pela estilização do drama e pela elaborada maquiagem usada por seus atores. O significado individual de cada ideograma é canto (ka), dança (bu) e habilidade (ki), e por isso a palavra kabuki é às vezes traduzida como “a arte de cantar e dançar”. Sua origem remonta ao início do Século XVII.
  • Ojiya-chijimi e Echigo-jofu, técnicas de fabrico de tecidos de rami da região de Uonuma (Niigata) (2009) - Os tecidos ligeiros e de grande qualidade fabricados com a planta de rami são ideais para os Verões cálidos do Japão. As técnicas de fabrico de tecidos com rami, denominadas Ojiya-Chijimi e Echigo-jofu, trazem a marca do clima frio da região, caracterizada pela precipitação de neve no Inverno.
  • Técnica de fabrico de papel Sekishu-banshi na região de Iwami (Shimane) (2009) - O papel mais resistente do Japão é fabricado através das técnicas Sekishu-banshee, únicas no seu género. No início era uma actividade complementar que ajudava no rendimento das famílias de agricultores. Muito apreciado no passado pelos comerciantes de livros de contas, o papel fabricado com estas técnicas utiliza-se hoje principalmente para os shoji (divisórias móveis), caligrafia e trabalho de conservação e restauro.
  • A procissão do Yamahoko, carros alegóricos do Festival de Gion, na cidade de Kyoto (2009) - Em 17 de Julho de cada ano, o Festival Gion, realizada na cidade de Kyoto, no Japão central, culmina com a grande procissão de Yamahoko, em que carros alegóricos engalanados com tapeçarias e ornamentos de madeira e metal desfilam nas ruas. São de decoração tão refinada que lhes foi dado o nome de "museus ambulantes".
  • As festividades de Koshikijima no Toshidon (2009) - Segundo uma crença popular japonesa, quando um novo período se inicia, vem visitar o nosso mundo uma divindade portadora de bênçãos. As festividades de Koshikijima no Toshidon têm início na véspera de Ano Novo na ilha de Shimo-Koshiki, a sudoeste do arquipélago japonês, têm por finalidade celebrar a chegada dessas divindades, chamadas Raiho-shi. No dia da festa, um grupo de dois a cinco homens disfarçam-se de divindades - chamadas Toshidon - vestindo mantos de palho decorados com plantas da ilha, para se protegerem contra a chuva. Colocam máscaras monstruosas, com narizes pontiagudos, dentes enormes e cornos demoníacos.
  • Dança tradicional dos Ianu (2009) - Os Ainu são um povo indígena que vive actualmente na maior parte na ilha de Hokkaido, no norte do Japão. A dança tradicional é apresentada em público durante as cerimônias e banquetes, bem como no contexto de festivais culturais recém-organizados, ou de gestão privada, em várias ocasiões da vida diária. As diversas modalidades desta dança estão intimamente ligadas ao estilo de vida e religião do povo Ainu.
  • O ritual Oku-noto no aenokoto (2009) - Oku-noto no aenokoto é um ritual agrícola transmitido de geração em geração pelos produtores de arroz da Península de Noto, no norte da província de Ishikawa, na parte central da ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês. Realizado duas vezes por ano, este ritual, invocatório de boas colheitas, é único no seu género entre todos os rituais da Ásia. A sua singularidade é que os chefes de família convidam os deuses dos arrozais para as suas casas, comportando-se como se espíritos invisíveis estivessem realmente presentes.
  • A dança de Kagura de Hayachine (2009) - Entre os Séculos XIV e XV, a população da região de Iwate, ao norte da principal ilha do arquipélago do Japão rendiam culto ao Monte Hayachine, considerando-o uma divindade. Esta veneração deu origem à Kagura, uma representação folclórica popular que continua a animar o Grande Festival do Santuário de Hayachine, celebrado no primeiro dia de Agosto de cada ano, na cidade de Hanamaki.
  • A arte cénica tradicional Gagaku (2009) - Caracterizado por cantos e músicas longas e lentas e pela sua mímica coreográfica, Gagaku é a mais antiga das artes de palco tradicionais japoneses. É realizada em banquetes e cerimônias do Palácio Imperial e nos cinemas em todo o país e é composto por três gêneros artísticos diferentes.
  • Desfile de procissão Furyumono de Hitachi (2009) - A chamada procissão Furyumono de Hitachi tem lugar nesta cidade, localizada na parte central do Japão. É comemorada todos os anos em Abril, durante o Festival  da Cereja, ou a cada sete anos em Maio, ao mesmo que se realiza o Grande Festival do Templo de Kamine. Cada uma destas quatro comunidades locais - Kita-machi, Higashi-machi, Nishi-machi e Hom-machi - fabrica um carro alegórico que cumpre a função de um lugar de culto a uma divindade e que, ao mesmo tempo, transporta um teatro de marionetas de vários andares de altura.
  • A tradição do Daimokutate (2009) - No santuário Yahashira, localizado na cidade de Nara, no centro do Japão, os jovens da comunidade de Kami-Fukawa vestem-se com roupas de samurai e colocam-se em semicírculo. São mantidos na posição vertical com arcos individuais nas suas mãos. Um por um, eles vão ocupando o centro do semicírculo a mando de um ancião, que lê o nome de cada um dos personagens das histórias sobre a rivalidade entre os clãs Genji e Heike. Cada jovem recita o texto do respectivo personagem com um tom distintivo na voz, mas sem desempenho gestual nem qualquer acompanhamento musical. Depois dos vinte e seis personagens se expressarem pela boca dos jovens, estes batem no chão ritmicamente com os pés e deixam o palco cantando. Originalmente, este ritual consagrava a admissão oficial do primogênito - quando cumpria dezassete anos - no círculo das vinte famílias da comunidade Kami-Fukawa. Actualmente, o Daimokutate é representado todos os anos em meados de Outubro, participando jovens de diversas idades e muitas outras famílias.
  • A tradição do Chakkirako (2009) - Localizada no centro do Japão, numa península da região de Kanagawa, banhada pelas águas do Pacífico, a cidade de Miura desenvolveu-se à volta de uma base naval militar e um porto civil, fornecendo abrigo para navios em passagem. Baseando-se em danças de outras cidades demonstradas pelos visitantes que eram marinheiros de outras portos, o povo de Miura começou a tradição de Chakkirako, a fim de celebrar o Ano Novo e trazer fortuna pescas abundantes nos meses seguintes. Em meados do século XVIII, este ritual assumiu a forma de um espectáculo que tinha como objectivo mostrar os talentos artísticos das jovens da cidade.
  • O Bugaku de Dainichido (2009) - Segundo a lenda, uns artistas itinerantes de Bugaku, uma representação ritual de música e dança do Palácio Imperial, actuou na cidade de Hachimantai, no norte do Japão, no início do século VIII, durante a reconstrução do Dainichido, o pavilhão do Templo. Daí o nome Bugaku de Dainichido, usado para descrever esta expressão artística que, ao longo do tempo, evoluiu consideravelmente e tem enriquecido com as contribuições da juventude local, com os ensinamentos transmitidos pelos mais velhos, no seio das comunidades locais de Osato, Azukisawa, Nagamine e Taniuchi.
  • O Akiu no Taue Odori (2009) - O Akiu no Taue Odori é uma dança que simula as acções que envolvem a plantação de arroz executadas pelos agricultores de Akiu, uma cidade no norte do Japão, a fim de orarem por uma boa colheita. Executada desde o final do século XVII em comunidades espalhadas por toda a região, esta dança é realizada hoje em festivais na Primavera e no Outono.
  • Yuki-tsumugi, técnica de fabrico de tecido de seda (2010) - A arte japonesa de tecelagem de seda, chamada Yuki-tsumugi, é praticada principalmente nas cidades de Yuki et Oyama, localizadas nas margens do Rio Kinu, no norte de Tóquio.
  • O Kumiodori, teatro musical tradicional de Okinawa (2010) - O Kumiodori é uma arte de performance japonesa praticada no arquipélago de Okinawa. Baseado em música e dança tradicionais deste arquipélago, o Kumiodori também integra uma série de elementos das principais ilhas do Japão, como o nogaku e kabuki - e da China. As obras do Kumiodori relatam eventos históricos ou lendários, com o acompanhamento musical de um instrumento tradicional de três cordas.
  • O Mibu no Hana Taue, ritual da plantação do arroz em Mibu (Hiroshima) (2011) - O Mibu no Hana Taue é um ritual japonês agrícola praticado pelas comunidades de Mibu e Kawahigashi, na região de Hiroshima. Pretende homenagear a divindade do arroz, a fim de dispensar uma colheita abundante. O ritual, que se realiza no primeiro domingo de Junho, quando já se concluiu o transplante de arroz, ilustra as fases de plantação e transplantação do arroz. Os agricultores levam ao Santuário de Mibu, o seu gado engalanado com colares coloridos e selas de montar ornamentadas.
  • Sada Shin Noh, conjunto de danças sagradas do Santuario de Sada (Shimane) (2011) - Sada Shin Noh é um conjunto de danças rituais de purificação que são executados em 24 e 25 de Setembro de cada ano no Santuário Sada, localizado na cidade japonesa de Matsue, pertencente à região de Shimane. A execução das danças visa purificar as novas esteiras de junco em que se sentarão as divindades tutelares do santuário.
  • Nachi no Dengaku: arte cénica religiosa representada na festa do fogo de Nachi (2012) - A arte chamada Nachi no Dengaku está profundamente ligada ao local sagrado de Kumano Sanzan, localizado em Nachisanku. A sua representação é feita em 14 de Julho de cada ano, dia do Festival do Fogo de Nachi, num palco montado no Santuário de Kumano Nachi. O elemento essencial da representação e da festa é uma dança ritual que é bailada ao som de uma flauta e de tambores, a fim de implorar abundantes colheitas de arroz.
  • Washoku: tradições culinárias dos japoneses, em particular para festejar o Ano Novo (2013) - O "washoku" é uma prática social com base num conjunto de competências, práticas, tradições e conhecimentos ligados à produção, transformação, preparação e consumo de alimentos. Este elemento do património cultural está ligado a um princípio essencial do respeito pela natureza e está intimamente ligado ao uso sustentável dos recursos naturais. Os conhecimentos básicos e as características sociais e culturais do "washoku" manifestam-se geralmente durante as celebrações do Ano Novo.
  • Washi, a arte tradicional da fabricação manual do papel japonês (2014) - As três comunidades japoneses que praticam "washi" - arte tradicional da fabricação manual de papel são: o bairro Misumi-cho, localizado na cidade de Hamada (Shimane); a cidade de Mino (Gifu); e os municípios de Higashi-chichibu e Ogawa (Saitama). O papel é feito a partir de fibras de amoreira, que são embebidas nas águas claras do rio, afim de engrossar. Em seguida são filtradas com uma tela de bambu. O papel obtido com esta técnica tradicional não só é usado para correspondência e para a execução de livros, mas também é usado no fabrico de painéis, e divisórias e portas de correr para o interior das casas.

A região metropolitana de Tóquio é a maior do mundo,
com mais de 35 milhões de habitantes


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

02 julho 2014

Coreia do Sul

대한민국

大韓民國

(Daehan-Minguk)

República da Coreia


Bandeira
Brasão de Armas




















Localização:
Ásia, Ásia Oriental (ou Leste Asiático)


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - No idioma coreano, a Coreia do Sul é chamada de Daehan Min-guk (em coreano: 대한민국, Hanja: (grande) (Han, nome em chinês) 民國 (povo, nação), literalmente "O grande povo de Han" ou "A grande nação de Han") Hanguk em sua forma curta (한국, "País de Han", utilizado para referir-se à Coreia como um todo) o Namhan (남한;南韓, "A nação do sul", para se referir à Coreia do Sul especificamente). O nome Han é datado das antigas Confederações Samhan da era dos Três Reinos da Coreia. Em português, assim como na maioria das línguas ocidentais, a nação é muitas vezes referida como Coreia. Esta palavra deriva da Dinastia Goryeo, a qual adoptou o seu nome em referência ao antigo Reino de Koguryŏ.

História - A Coreia (em coreano, Hankunk) foi povoada pela primeira vez, no paleolítico, pelas tribos Tungus, cuja identidade cultural viria a marcar profundamente o território. As amostras de cerâmica mais antigas encontradas na Coreia datam de 8000 a.C., e o período Neolítico começou antes de 6000 a.C., seguido pela Idade do Bronze, por volta de 2500 a.C. A história da Coreia tem o início ligado à legendária dinastia de Tangun, cujo primeiro rei governou a partir do ano 2333 a.C. Esse primeiro reino, com capital em Pyongyang, durou 12 séculos e dele se conservam alguns monumentos, altares e túmulos.Chegou ao fim em 1122 a.C., após a invasão chinesa que, encabeçada por Kija, estendeu-se por toda a península coreana até parte da Manchúria (nordeste da China).
     O reino de Kija ficou conhecido com o nome de Choson ("sossego da manhã", "terra tranquila" ou "bela manhã"), chegando a se estender da península até a Manchúria. Kija foi sucedido por monarcas coreanos, como Yi Pyong-do, até que um de seus descendentes foi derrotado pelo usurpador Wiman, em 194 a.C.
     Em 57 a.C. foi fundado o reino de Silla, no sudeste da península, e, em seguida, surgiram os reinos de Koguryo (Kogurio ou Goguryeo), no norte e o de Paikche (Paekche), no sudoeste. Na costa sul existia um quarto Estado, chamado Kaya. Durante o Século IV o budismo alcançou a Coreia. Nesse período histórico, conhecido como o período dos três reinos, ocorreram diversos conflitos pelo domínio da península. Os três reinos competiam entre si, económica e militarmente
     No Século XIX, a Coreia tornou-se objecto de intensa rivalidade entre a Rússia e o Japão. Aberta ao comércio japonês em 1876, foi envolvida nas guerras sino-japonesas (1894-1895), sendo-lhe garantida a independência em 1895 pelo Tratado de Shimonoseki, o suficiente para que virasse campo de batalha durante a guerra Russo-Japonesa (1904-1905). Em 1905, o Japão, que eliminara os Qing na Coreia (1895), forçou a Coreia a assinar o Tratado de Eulsa, transformando o país num protectorado japonês. Em 1910, as tropas japonesas ocuparam a Coreia, transformando-a em colónia, embora o tratado não fosse considerado juridicamente válido.
     A partir da anexação, a sociedade e os costumes coreanos modificaram-se profundamente, a indústria e a economia integraram-se por completo no sistema de produção japonesa e verificou-se um acelerado processo de expansão. O japonês tornou-se a língua oficial e as tropas de ocupação sufocaram todas as tentativas de rebelião.
     A reacção nacionalista foi tímida e demorada, até que em 1 de Março de 1919, centenas de milhares de coreanos manifestaram-se contra a dominação nipónica. As autoridades japonesas responderam com violência. Cerca de 23.000 pessoas morreram ou foram feridas e efectuaram-se quase cinquenta mil detenções. Formou-se um governo coreano no exílio, com sede em Xangai, com o apoio expresso do governo americano.
     Ainda que a ocupação japonesa perdurasse até o fim da Segunda Guerra Mundial, desde a Declaração do Cairo, de 1943, assinada pelas potências aliadas e a China, estava prevista a independência da Coreia, com o propósito de acertar a rendição das tropas japonesas. O governo no exílio transferiu-se para Chongjin, enquanto tropas coreanas lutavam contra o Japão ao lado de chineses nacionalistas e comunistas.
     Pouco antes do fim da guerra no Pacífico, na Conferência de Potsdam de 1945, os aliados, junto com a União Soviética, reafirmaram o que havia sido decidido no Cairo. Em 12 de agosto, os soviéticos invadiram o norte da Coreia, alcançando o paralelo 38. Com o final da guerra, a Coreia foi dividida em zonas de ocupação. A parte setentrional ficou submetida à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que impôs ao território sua organização comunista. Ao sul do paralelo 38 N, a reconstrução, em bases capitalistas, foi organizada pelos Estados Unidos.
     Em 1947, uma equipa de especialistas enviada pela Organização das Nações Unidas (ONU) redigiu um relatório em que aconselhava o começo de um processo de reunificações nacional, a que a União Soviética se opôs. Em Agosto de 1948 fundou-se a República da Coreia (Coreia do Sul). O seu presidente, Syngman Rhee, pretendia ter jurisdição sobre todo o país, mas um mês depois foi proclamada em Pyongyang a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), governada por Kim Il Sung, herói da resistência à ocupação japonesa.
     Graves tensões internas e planos de reunificação e levaram à invasão do sul pelo norte comunista e ao início da Guerra da Coreia (1950-1953), que sofreu pesada intervenção das Nações Unidas e dos EUA, apoiando a Coreia do Sul, e da China Comunista, apoiando a Coreia do Norte. O Tratado de Panmunjon, celebrado em 1953, veio colocar um fim à guerra, sem que nenhuma das partes saísse vencedora. A restauração da paz devolveu a fronteira ao limite anterior à guerra, mas as tensões permaneceram, até um acordo assinado pelos dois governos em Julho de 1972, marcando as bases para uma possível reunificação no futuro. Nesse mesmo ano, ambos foram admitidos na ONU.
     A Coreia do Sul desenvolveu até 1985, ano de eleições legislativas, um sistema político autoritário e repressivo, abalado por golpes de Estado e manifestações populares. Actualmente, está numa fase de liberalização, crescimento económico e expansão, com a sua imagem reforçada pela organização do Mundial de Futebol de 2002, com boas prestações da sua selecção nacional e com as tentativas de aproximação à Coreia do Norte.
     Em 2003, Roh Moo Hyun tornou-se Presidente da República, sucedendo-se Kim Dae-jung. Actualmente, Park Geun-hye governa o país.
     Em 1990, o diálogo entre as duas Coreias para a reunificação passou a ter avanços significativos. Entretanto, em 1993, a possibilidade de a Coreia do Norte fabricar armamento nuclear provocou tensão entre os dois países. Em 2000, ocorreu a primeira reunião dos chefes de Estado da Coreia do Sul e da Coreia do Norte, em que se discutiu a reunificação dos países.


Cultura:
     A Coreia do Sul partilha a sua cultura tradicional com a vizinha Coreia do Norte. Entretanto, as duas Coreias desenvolveram formas distintas e contemporâneas em suas culturas, especialmente quando a península foi dividida em 1945, após o término da Segunda Guerra Mundial. Ainda que a cultura da Coreia tenha sido tradicionalmente influenciada pela vizinha China, historicamente o país tem conseguido desenvolver uma identidade cultural única e distinta dos outros países. O Ministério da Cultura e do Turismo promove as actividades tradicionais e as formas de cultura modernas através de programas de financiamento e de educação.

Arte - A arte coreana é fortemente influenciada pelo budismo e confucionismo. Entre as artes plásticas mais desenvolvidas encontram-se a pintura, a caligrafia e a cerâmica. A pintura coreana é muito antiga — o Mural de Goguryeo, ainda preservado, data da época dos três reinos, ainda que esta arte tenha alcançado o seu máximo apogeu durante a Dinastia de Goryeo. A maioria destas obras são de temática religiosa, e o paisagismo desenvolveu-se durante o esplendor, no período da dinastia Joseon. A caligrafia desenvolveu-se ao mesmo tempo que a pintura e outras artes cénicas, pois antes da invenção do alfabeto coreano (o hangul), utilizava-se a escrita chinesa.
     A cerâmica e a escultura foram duas das artes plásticas mais antigas praticadas em território coreano, já que há exemplos delas desde o Neolítico (6.000 – 1.000 a.C.). Quando o budismo se tornou uma das principais religiões da Coreia, multiplicou-se a produção de estátuas de Buda em todos os ateliers artesanais do país. Posteriormente, a cerâmica criada na época da dinastia Goryeo era cor de jade e, desde o Século XIV, a forma mais comum de decorar as vasilhas era através de gravuras em tons azulados com um fundo branco.
     Em 1993 o governo fundou a "Escola Integral de Arte da Coreia", a qual tem como objectivo promover a educação artística de alto nível. A escola ministra cursos de teatro, pintura, dança, cinema e escultura. Existem também outros organismos privados, como o "Centro de Arte de Seul" e o "Centro de Arte LG", que difundem a arte e a cultura nacionais e estrangeiras, nomeadamente levando ao país produções estrangeiras de grande prestígio.

Arquitectura - A arquitectura pré-moderna da Coreia pode ser dividida em dois estilos principais: aquela que é utilizada nas estruturas de palácios e templos e a utilizada nas casas comuns das pessoas (a qual apresenta variações locais). Os antigos arquitectos adoptaram um sistema de suporte que se caracteriza por telhados de palha e pisos simples denominados ondol. As classes altas construíam casas altas com telhados feitos de telhas normais. Todavia há muitos sítios, como as aldeias folclóricas de Hahoe, Yangdong e Coreia, onde se conserva a arquitectura tradicional do país.
     A arquitectura tradicional coreana utiliza a técnica tradicional do Dancheong, caracterizada pela selecção de cores que era usada para cobrir as construções dos antigos reinos coreanos, nomeadamente as pinturas murais dos antigos túmulos reais: o vermelho, azul, amarelo, branco e preto. Estas cores foram utilizadas pelas suas propriedades especiais ante os fenómenos naturais, como o vento, sol, chuva e calor.

Literatura - a literatura coreana é dividida em clássica e moderna. A primeira abrange todas as obras escritas antes e durante o reinado da dinastia Joseon. A maioria foi escrita usando o alfabeto chinês, pelo que vários autores consideram que a verdadeira literatura coreana é contemporânea do surgimento ao alfabeto hangul. Estas obras narram histórias épicas, lendas e tradições dos antigos coreanos, além de servirem como registros históricos, com crónicas dos reis de dinastias anteriores.
     Ki Man-jung, Heo Gyung, Park Ji-won e Yi Eok são alguns dos autores mais destacados da época, enquanto que Gu-unmong, Hong Gil-dong Jeon e Hojil são algumas das obras escritas por eles.
     A literatura moderna da Coreia do Sul se refere a todas as obras escritas e publicadas depois do Século XX. O romance coreano só ganhou importância neste período e e frequentemente eram tratados temas históricos para a sociedade coreana, como a ocupação japonesa, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra da Coreia. Assim como no cinema e em outros meios de comunicação, a literatura foi censurada pelos regimes ditatoriais que governaram o país entre as décadas de 1970 e 1980. Entre os escritores sul-coreanos mais destacados encontram-se Yi Munyol, Yong-Tae Min, Lee Cheong-jun e Park Gyeong-ri. Esta última foi autora de uma série de livros chamada Toji, que é considerada como uma das obras mais importantes da literatura coreana, tendo sido incluída na colecção de obras representativas da UNESCO.

Música e Cinema - A partir da divisão da península, a música passou a ser dividida em dois tipos: a música tradicional e/ou folclórica e a música moderna. A dança tradicional coreana, chamada Hanguk Eumak, desenvolveu-se de diferentes formas ao longo dos séculos, cumprindo um importante papel nas cerimónias e eventos. As primeiras formas de música e dança coreanas são datadas da época dos três reinos, nas quais se chegaram a utilizar mais de trinta instrumentos musicais diferentes. A música coreana dividia-se em vários géneros, segundo a sua utilidade: o muak era utilizado em rituais, o talchum nas danças com máscaras, o nongak era utilizado pelos agricultores e o minyo pelo povo em geral.
     A música coreana moderna, denominada K-Pop, caracteriza-se pelo uso de canções do género pop misturada com elementos da música folclórica da Coreia do Sul. Outros géneros com grande audiência no país são o R&B, o hip hop e a música electrónica. Vários intérpretes e grupos musicais naturais do próprio país, dando destaque aos artistas da gravadora SM Entertainment, têm procurado atravessar as fronteiras e serem aceites pelo público de outros países asiáticos, como a China, Japão, Taiwan e Hong Kong.
     O cinema coreano tem obtido vários êxitos a nível internacional, ainda que não goze de tanta popularidade como, por exemplo, o da Índia e o do Japão. O primeiro filme totalmente produzido no país foi "A vingança honrada", dirigido por Kim Do-san em 1919. Depois deste, foram gravados vários outros filmes que tiveram algum êxito no país, embora o desenvolvimento da indústria cinematográfica tenha ocorrido somente após a Guerra da Coreia (1950-1953).
     Desde então, e até 1972, o cinema coreano viveu sua chamada "era de ouro", onde os filmes expressavam de forma livre as opiniões políticas e sociais do povo. Durante a década de 1980 a repressão à liberdade de expressão realizada durante o governo de Park Chung-hee provocou a diminuição da produção dos filmes no país, e a indústria cinematográfica perdeu importância. Nos últimos anos, vários filmes, directores e actores da Coreia do Sul conseguiram obter o reconhecimento internacional obtendo prémios em festivais, como o de Cannes.

Gastronomia - A cozinha coreana, hanguk yori (한국요리, 韓國料理), ou hansik (한식, 韓食), tem evoluído através de séculos de mudanças sociais e políticas. Os ingredientes e pratos variam conforme a cultura de cada província. Existem muitos pratos regionais significativos que têm proliferado com diferentes variações em todo país. A cozinha da corte real coreana chegou a reunir todas as especialidades regionais únicas para a família real. Por muito tempo, o consumo de alimentos foi regulado por uma série de modos e costumes, tanto para os membros da família real, quanto para os camponeses coreanos.
     A cozinha coreana baseia-se em arroz, talharins, tofus, verduras, peixes e carnes. A comida tradicional coreana se caracteriza pelo número de acompanhamentos, banchan (반찬), que são servidos junto com o arroz de grão curto fervido. Cada prato é acompanhado por numerosos banchan. Entre os pratos tradicionais mais consumidos estão o bulgogi, o bibimbap e o galbi.
     O chá é uma parte importante da gastronomia nacional, e a cerimónia do chá é uma das tradições mais arreigadas da população. Os chás do país são preparados com cereais, ervas medicinais, sementes e frutos. As bebidas alcoólicas são feitas a partir dos cereais desde antes do Século IV. Entre os principais licores sul-coreanos, encontram-se o takju (não refinado), o cheongju (medicinal) e o soju (licor destilado). O takju é a base para a fabricação de outras bebidas regionais, aumentando ou diminuindo o tempo de fermentação.

Desporto - A arte marcial do taekwondo é originária da Coreia. Outras artes marciais sul-coreanas incluem o hapkidô, o haidong_gumdo, o taekkyeon, o tangsudo e o kuk sool won.
     O basebol foi introduzido na Coreia em 1905 e desde então converteu-se num dos desportos mais populares do país. Estabelecida em 1982, a Organização Coreana de Basebol foi a primeira liga profissional desportiva do país. A equipa sul-coreana finalizou o Clássico Mundial de Basebol de 2006 em terceiro lugar, em segundo na edição de 2009 e em 2008 ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim.
     Os Jogos Olímpicos de Verão de 1988 decorreram em Seul, tendo a Coreia do Sul alcançado o quarto maior número de medalhas, sendo 12 de ouro, 10 de prata e 11 de bronze. O país obtém regularmente bons resultados no tiro com arco, ténis de mesa, badminton, patinagem de velocidade de pista curta, andebol, hóquei no gelo, basebol, judo, patinagem no gelo, taekwondo e halterofilismo.
     A Coreia do Sul tem obtido mais medalhas nos Jogos Olímpicos de Inverno em comparação com os outros países asiáticos. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, em Vancouver, o país ganhou 14 medalhas (seis de ouro, seis de prata e duas de bronze), o que elevou para 45 o número total de medalhas ganhas (vinte e três de ouro, quatorze de prata e oito de bronze).
     A Coreia acolheu por duas vezes os Jogos Asiáticos — em 1986 em Seul e em 2002 em Busan — e a edição de 2014 irá decorrer em Incheon.
     Juntamente com o Japão, foi sede da Copa do Mundo de 2002, onde a sua selecção se sagrou a primeira equipa da Confederação Asiática de Futebol a chegar às meias finais. Entre outros grandes eventos desportivos internacionais que decorreram na Coreia do Sul destacam-se os Jogos Asiáticos de Inverno de 1999, em Gangwon, a Universíada de Inverno de 1997, em Muju e Jeonju, e a Universíada de Verão de 2003, em Daegu.
     Em 2010 realizou-se o primeiro Grande Prémio da Coreia do Sul em Fórmula 1, no Circuito Internacional da Coreia, em Yeongam. Em 2011 realizou-se na Coreia do Sul o Campeonato Mundial de Atletismo, em Daegu. Em 2011 ficou decidido que o condado de Pyeong Chang será a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.


Principais recursos naturais:
Carvão antracite, tungstênio, minério de ferro, calcário, caulim, e grafite.


Datas comemorativas:
  • Dia do Movimento da Independência - 1 de Março - Celebra a data da Declaração da Independência, do Japão, em 1919;


  • Dia da Libertação - 15 de Agosto - Celebra a libertação do Japão, em 1945;


  • Dia Nacional da Fundação da República da Coreia do Sul - 3 de Outubro - Celebra, por tradição, a data da fundação da Dinastia Gaecheonjeol, a Coreia antiga, fundada em 2.333 a.C.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Aegukga (애국가, 愛國歌) (“Canção do amor pelo país”);
Insígnia da Força Aérea da Coreia do Sul (FACS).


Insígnia da FACS
Insígnia de baixa visibilidade da FACS











Lema:                                                                                                         Capital:
널리 인간세상을 이롭게 하라 (홍익인간)                                              Seul
"Beneficiar todos os homens"

Vista da cidade de Seul, capital da Coreia do Sul.



Língua oficial:                                                                                            Moeda oficial:
Coreano                                                                                                      Won sul-coreano


Tipo de Governo:
República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1991


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AG - Grupo Austrália;
  • AIE - Agência Internacional de Energia;
  • APEC - Cooperação Económica Ásia-Pacífico;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • CD - Comunidade das Democracias;
  • CLA - Cúpula do Leste Asiático;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMI - Fundo Monetário Internacional;
  • G-20 (países industriais, maiores economias);
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil (observador);
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • TACSA - Tratado de Amizade e Cooperação no Sudeste Asiático;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • SAARC - Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (observador);
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado.


Património Mundial (UNESCO):
  • Gruta de Seokguram e Templo de Bulguksa (1995);
  • Templo de Haeinsa e edifícios de Janggyeong Panjeon, Depósito de blocos de madeira, Tripitaka Koreana (1995) - O Tripitaka Koreana é a colecção mais completa de textos budistas, gravada em 80.000 blocos de madeira entre 1237 e 1249. Foram construídos no Templo de Haeinsa os edifícios de Janggyeong Panjeon, no Século XV, para abrigar os blocos de madeira;
  • Santuário de Chongmyo (1995);
  • Complexo de Palácios de Ch’angdokkgung (1997);
  • Fortaleza de Hwasong (1997);
  • Áreas Históricas de Gyeongiu (2000);
  • Sítios dos Dolmens de Gochang, Hwasun e Ganghwa (2000);
  • Ilha Vulcânica e Tubos de Lava de Jeju (2007);
  • Túmulos Reais da Dinastia Joseon (2009);
  • Aldeias Históricas de Hahoe e Yangdong (2010);
  • Namhansanseong (2014).


Buda de Seokguram (UNESCO)






Entrada da Gruta de Seokguram (UNESCO)


















Fortaleza de Hwasong (UNESCO)
Áreas históricas de Gyeongiu (UNESCO)












Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • A música e o Ritual ancestral Real no Santuário Jongmyo (2008) - O Santuário Jongmyo em Seul é o cenário para um ritual de Confúcio dedicado aos antepassados ​​da Dinastia Joseon (do Século XIV até ao Século XIX) que engloba sons, dança e música. O ritual é praticado uma vez por ano, no primeiro domingo de maio e é organizado pelos descendentes da família real. Ele oferece um exemplo único de um ritual de Confúcio, que já não é celebrado na China.
  • Canto épico Pansori (2008) - Pansori é um género de narrativa musical realizada por um vocalista e um tambor. Esta tradição popular caracteriza-se por um cantar expressivo, num discurso estilizado, com um reportório de narrativas e gestos, que abrangem tanto a elite como a cultura popular. Durante performances com duração que podem ir até oito horas, um cantor homem ou mulher, acompanhada de um único tambor em forma de barril, improvisa textos que combinam expressões literárias rurais e eruditas.
  • Festival Gangneung Danoje (2008) - O  Festival anual de Gangneung Danoje ocorre na cidade de Gangneung e seus arredores, situado a leste da Cordilheira Taebaek. Este festival inclui um ritual xamânico no Daegwallyeong Ridge e presta homenagem às divindades tutelares, macho e fêmea, da montanha. Engloba música tradicional e canções folclóricas Odokddegi, cenário dramático com máscara Gwanno, poesia narrativa oral e vários passatempos populares.
  • Yeongsanjae (2009) - Elemento central da cultura budista coreana, Yeongsanjae é uma reedição da entrega do Buda do Sutra de Lótus no Pico do Abutre, na Índia, através do qual as mensagens filosóficas e espirituais do budismo são expressas, permitindo às pessoas presentes desenvolver a auto-disciplina. Yeongsanjae começa com uma recepção ritual para todos os santos e os espíritos do céu e da terra e termina com um ritual de despedida, representando costumes do reino sobrenatural de Buda, com o canto, adorno cerimonial e danças rituais variadas, tais como a dança dos pratos, dança do tambor e cerimonial da dança do robe.
  • Namsadang Nori (2009) - Namsadang Nori,  que significa literalmente, o "teatro de palhaços e vagabundos só de homens", é uma tradição folclórica, de desempenho multifacetado, praticado originalmente  e com frequência por artistas viajantes e agora mantido vivo por grupos profissionais na República da Coreia.
  • Jeju Chilmeoridang Yeongdeunggut (2009) - O Jeju Chilmeoridang Yeongdeunggut é um ritual realizado no segundo mês lunar para orar por um mar calmo e uma colheita abundante. Os rituais são realizados na aldeia de Gun-rip, e são representativos das cerimónias semelhantes realizadas em toda a ilha de Jeju, na República da Coreia.
  • Ganggangsullae (2009) - Ganggangsullae é um ritual sazonal popular da colheita e da fertilidade, realizado na parte sul-ocidental da República da Coreia, principalmente em Acção de Graças do oitavo mês lunar. Sob uma lua cheia brilhante, dezenas de jovens, mulheres solteiras da aldeia, reúnem-se num círculo com as mãos unidas, cantando e dançando toda a noite, sob a direcção de um vocalista.
  • Cheoyongmu (2009) - O Cheoyongmu é uma dança realizada, actualmente, no palco. Antigamente, este ritual era usado para afastar os maus espíritos e rezar por tranquilidade em banquetes reais ou durante os rituais de exorcismo na véspera de Ano Novo, para promover a boa fortuna. Baseado na lenda coreana Cheoyong, um filho do rei dragão Yongwang, que tomou forma humana e salvou a sua esposa humana do espírito da varíola através do canto e da dança, que é executada por cinco homens vestidos de branco, azul, preto, vermelho e amarelo, que representam o centro e os quatro pontos cardeais.
  • Daemokjang, a arquitectura tradicional de madeira (2010) - O termo "Daemokjang" refere-se à arquitectura  tradicional de madeira coreana e, especificamente, para o marceneiro que emprega as técnicas de carpintaria tradicionais. As actividades desses profissionais incluem também a manutenção, reparação e reconstrução de edifícios históricos, que vão desde casas tradicionais coreanas até palácios e templos monumentais de madeira.
  • Gagok, ciclos de canções líricas acompanhadas por uma orquestra (2010) - Gagok é um género de música vocal tradicional coreana cantada por homens e mulheres com o acompanhamento de uma pequena orquestra, uma das várias formas de cantar, que juntas constituem a jeongga, ou "música certa".
  • Tecelagem de Mosi (rami fina) na região de Hansan (2011) - A tecelagem de Mosi em Hansan é transmitida por mulheres de meia-idade no município localizado no sul da província de Chungcheong, República da Coreia. A região possui ventos terrestres e marítimos muito próprios, permitindo o crescimento fértil das plantas rami. A tecelagem do pano rami envolve uma série de processos, incluindo a colheita, a cozedura e o branqueamento das plantas de rami, a fiação das fibras de rami e a tecelagem num tear tradicional. O pano rami é confortável no clima quente do verão e é usado para produzir uma variedade de roupas, desde ternos de vestido, uniformes militares e roupas de luto.
  • Taekkyeon, a arte marcial tradicional coreana (2011) - O Taekkyeon é uma arte marcial coreana tradicional que faz uso de movimentos, rítmicos e fluidos de dança, com a finalidade de fazer tropeçar o oponente. Os movimentos graciosos de um atleta Taekkyeon bem treinado, são gentis e circulares, em vez de rectos e rígidos, mas podem explodir com uma enorme flexibilidade e força.
  • Jultagi, andar na corda bamba (2011) - O caminhar Tightrope é uma forma generalizada de entretenimento que na maioria dos países se concentra exclusivamente na habilidade acrobática. As artes de palco tradicionais coreanas de Jultagi são distintas, na medida em que são acompanhadas por música e diálogo espirituoso entre o equilibrista e um palhaço terrestre. O Jultagi é realizado na rua, ao ar livre.
  • A Falcoaria, uma herança humana viva (2012) ( partilhado com  os Emirados Árabes Unidos, Áustria, Bélgica, República Checa, França, Hungria, Mongólia, Marrocos, Qatar, Arábia Saudita, Espanha e Síria);
  • Arirang, a canção popular lírica da República da Coreia (2012);
  • Prática colectiva do Kimjang, concepção e partilha do Kimchi na República da Coreia (2013) - Kimchi é o nome coreano para conservas de legumes temperados com especiarias e frutos do mar fermentado. O Kimchi forma uma parte essencial da refeição coreana, transcendendo classes e diferenças regionais. A prática colectiva do Kimjang reafirma a identidade coreana e é uma excelente oportunidade para fortalecer a cooperação da família. O Kimjang serve igualmente para lembrar às muitas comunidades de coreanos que devem viver em harmonia com a natureza.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

25 junho 2014

Coreia do Norte

조선민주주의인민공화국
(Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk)
República Democrática Popular da Coreia


Bandeira
Brasão de Armas



















Localização:
Ásia, Ásia Oriental (ou Leste Asiático)


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Acredita-se os que primeiros habitantes da Coreia datam de, há aproximadamente, 500 mil anos. De acordo com a tradição, no ano 2.333 a.C., Tangun (também chamado Dangun), fundou a dinastia Chosŏn (chamado frequentemente de Gojoseon, para evitar a confusão com a dinastia do Século XIV, com o mesmo nome).
     A península foi governada pelo Império Coreano até ser anexada pelo Japão, após a Guerra Russo-Japonesa de 1905. Com a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Coreia foi ocupada pelos Estados Unidos e pela União Soviética, e dividida em dois países distintos. A Coreia do Norte recusou-se a participar da eleição supervisionada pelas Nações Unidas, feita em 1948, que levava à criação de dois governos coreanos separados para as duas zonas de ocupação.
     Ambos, Coreia do Norte e Coreia do Sul, reivindicavam soberania sobre a península inteira, o que os levou à Guerra da Coreia de 1950. Um armistício em 1953 suspendeu o conflito. No entanto, embora um tratado de paz tenha sido assinado, os dois países continuam formalmente em guerra entre si.
     A Coreia do Norte é um Estado uni-partidário sob uma frente liderada pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia. O governo do país se autodeclara como seguidor da ideologia juche, desenvolvida por Kim Il-sung, ex-líder do país. Juche tornou-se a ideologia oficial do Estado quando o país adoptou uma nova constituição em 1972, apesar de Kim Il-sung estar governando seu país sob uma política similar desde, pelo menos, o início de 1955. Manteve-se no poder até 1980, ano em que lhe sucede o seu filho, Kim Jong-il. Em 1988, a Coreia do Norte recusou-se a participar das Olimpíadas de Seul, realizadas na Coreia do Sul. Kim Jong-il faleceu em Dezembro de 2011, aos 69 anos, sendo sucedido pelo filho mais novo, Kim Jong-un.
Em 1990, o diálogo das duas Coreias para a reunificação passou a ter avanços significativos. Entretanto, em 1993, a possibilidade de a Coreia do Norte fabricar armamento nuclear provocou tensão entre os dois países. Em 2000, ocorreu a primeira reunião dos chefes de Estado da Coreia do Sul e da Coreia do Norte, em que se discutiu a reunificação dos países.
     A Coreia do Norte é, oficialmente, uma república socialista, considerada por muitos no mundo como sendo uma ditadura totalitária Estalinista. É considerado um país quase isolado devido a um embargo económico causado pela sua insistência em fazer teste com armas nucleares, evitando também a exportação de tecnologia nuclear.


Cultura:
     A cultura contemporânea da Coreia do Norte é baseada na cultura tradicional da Coreia, mas desenvolvida desde o estabelecimento da Coreia do Norte em 1948.
     A literatura e as artes da Coreia do Norte são controladas pelo Estado, sobretudo através do Departamento de Propaganda e Agitação ou Departamento de Cultura e Artes do Comité Central do KWP. A cultura coreana foi atacada durante o governo japonês de 1910 a 1945. O Japão aplicava uma política de assimilação cultural. Durante o governo japonês, os coreanos foram encorajados a estudar e a falar japonês, a adoptar o sistema japonês de nomes de família e a religião xintoísta; foi proibido falar ou escrever a língua coreana nas escolas, no trabalho, ou em praças públicas. Além disso, o Japão alterou e destruiu vários monumentos coreanos incluindo o Palácio Gyeongbok e documentos que retratavam os japoneses num ponto de vista negativo.
     Em Julho de 2004, o Complexo de Túmulos Koguryo tornou-se o primeiro local do país a ser incluindo na lista da UNESCO de Património Mundial. Em 26 Fevereiro de 2008, a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque tornou-se o primeiro grupo musical dos Estados Unidos a fazer uma performance na Coreia do Norte, ainda que escolhidos a dedo os "convidados da audiência". O concerto foi transmitido pela televisão nacional.

Arquitectura - A arquitectura pré-moderna da Coreia pode ser dividida em dois estilos principais: aquela que é utilizada nas estruturas de palácios e templos e a utilizada nas casas comuns das pessoas (a qual apresenta variações locais). Os antigos arquitectos adoptaram um sistema de suporte que se caracteriza por telhados de palha e pisos simples denominados ondol. As classes altas construíam casas altas com telhados feitos de telhas normais. Todavia, existem muitos sítios, como as aldeias folclóricas de Hahoe, Yangdong e Coreia, onde se conserva a arquitectura tradicional do país.
     A arquitectura tradicional coreana utiliza a técnica tradicional do Dancheong, caracterizada pela selecção de cores que era usada para cobrir as construções dos antigos reinos coreanos, nomeadamente as pinturas murais das antigas tumbas reais: o vermelho, azul, amarelo, branco e preto. Estas cores foram utilizadas por suas propriedades especiais ante os fenómenos naturais, como o vento, sol, chuva e calor.

Gastronomia - A cozinha coreana, hanguk yori (한국요리, 韓國料理), ou hansik (한식, 韓食), tem evoluído através de séculos de mudanças sociais e políticas. Os ingredientes e pratos variam conforme a cultura de cada província. Existem muitos pratos regionais significativos que têm proliferado com diferentes variações em todo país. A cozinha da corte real coreana chegou a reunir todas as especialidades regionais únicas para a família real. Por muito tempo, o consumo de alimentos foi regulado por uma série de modos e costumes, tanto para os membros da família real, quanto para os camponeses coreanos.
     A cozinha coreana baseia-se, em grande parte, no arroz, talharins, tofus, verduras, peixes e carnes. A comida tradicional coreana caracteriza-se pelo número de acompanhamentos, os banchan (반찬), que são servidos juntamente com o arroz de grão curto fervido. Cada prato é acompanhado por numerosos banchan. Entre os pratos tradicionais mais consumidos estão o bulgogi, o bibimbap e o galbi.
     O chá é uma parte importante da gastronomia nacional, e a cerimónia do chá é uma das tradições mais arreigadas da população. Os chás do país são preparados com cereais, ervas medicinais, sementes e frutos. As bebidas alcoólicas são feitas a partir dos cereais desde antes do Século IV. Entre os principais licores sul-coreanos, encontram-se o takju (não refinado), o cheongju (medicinal) e o soju (licor destilado). O takju é a base para a fabricação de outras bebidas regionais, aumentando ou diminuindo o tempo de fermentação.

Desporto - A primeira participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Verão ocorreu em 1972, realizado na cidade alemã de Munique, na Alemanha Ociental, conquistando cinco medalhas, entre elas, uma de ouro. Quatro anos depois, em Montreal, o país conseguiu uma medalha de ouro e uma de prata no boxe, e obteve cinco medalhas no boxe, luta livre, e no levantamento de peso em Moscovo. Em 1984, o país integrou o bloco do leste nos Jogos de Los Angeles, e quatro anos depois, também boicotou os de 1988 em Seul, devido à indisponibilidade da Coreia do Sul em ser sede do evento junto com a Coreia do Norte. Apesar da maioria dos países socialistas terem boicotado os Jogos em 1984, apenas Cuba se solidarizou no boicote de 1988. A Coreia do Norte regressou aos Jogos em 1992, em Barcelona, conquistando inéditas nove medalhas, sendo quatro delas de ouro.
     Nos Jogos de Sydney em 2000 e Atenas em 2004, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul marcharam juntas pela primeira vez nas cerimónias de abertura e de encerramento sob a Bandeira de Unificação Coreana. Isso aconteceu nestas duas edições, mas não em Pequim 2008, pois as tensões políticas se deterioraram novamente, e ambas competiram separadamente. A Coreia do Norte conquistou medalhas em todos os Jogos Olímpicos que disputou.
     A Coreia do Norte participou em diversos Jogos Olímpicos de Inverno, competindo pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1964, realizado na cidade austríaca de Innsbruck. O atleta norte-coreano Pil-Hwa Han ganhou uma medalha de prata na patinagem de velocidade de 3.000 metros.      Outra medalha ganha pela Coreia do Norte em Jogos Olímpicos de Inverno foi uma medalha de bronze em 1992, nos Jogos Olímpicos de Albertville, quando Ok-Sil Hwang conseguiu a terceira colocação na patinagem de velocidade sobre pista curta de 500 metros. O Norte e o Sul novamente marcharam juntos sob a Bandeira da Unificação nos Jogos de Turim, em 2006.
     Pelo futebol, a Selecção Norte-Coreana de Futebol já foi medalha de ouro nos Jogos Asiáticos de 1978, na Universíada de Verão de 2003 e na Universíada de Verão de 2007 pelo futebol feminino. Em Campeonatos do Mundo FIFA, a selecção participou de duas edições: a primeira em 1966, onde teve um bom desempenho, tendo chegado aos quartos-de-final da competição, ao eliminar a poderosa selecção italiana. A segunda foi em 2010, foi sorteada no chamado "grupo da morte", onde disputaria a classificação com o Brasil, Portugal e Costa do Marfim. O governo anunciou que gravaria os jogos e apenas seriam transmitidos para a população caso a selecção norte-coreana obtivesse resultados favoráveis. Aconteceu que a selecção perdeu o primeiro jogo para a selecção brasileira por 2 a 1, perdeu para a selecção portuguesa por 7 a 0 e perdeu para a selecção marfinense por 3 a 0, sendo assim desclassificada na primeira fase, como a selecção pior do campeonato, marcando um golo e sofrendo 12 golos. Segundo dissidentes do país e agentes do serviço de espionagem da Coreia do Sul, os jogadores e inclusive o técnico da selecção teriam sofrido violações dos direitos humanos em punições devido à má campanha durante o Campeonato do Mundo FIFA de 2010.

     Um evento popular na Coreia do Norte é os Mass Games. O maior e mais recente Mass Games foi chamado de "Arirang". Foi realizado em seis noites por semana durante dois meses, e envolveu cerca de 100 000 artistas. Participantes desde evento dos últimos anos alegam que os sentimentos anti-ocidentais têm sido atenuados, em comparação com performances anteriores. O Mass Games envolve artistas de dança, ginástica, e performances coreográficas, que celebra a história da Coreia do Norte e a Revolução do Partido dos Trabalhadores. O Mass Games é feito em Pyongyang em vários locais (que variam de acordo com a escala dos Jogos num ano em particular) incluindo o Estádio Rungrado May Day, o maior estádio do mundo, com capacidade para 150 000 pessoas.


Principais recursos naturais:
Ferro, zinco, carvão, fluorita, cobre, sal, chumbo, tungsténio, grafita, magnesita, ouro, pirites e energia hidráulica.


Datas comemorativas:
Dia Nacional da Fundação - 9 de Setembro - Celebra a data do reconhecimento da independência, do Japão, em 1945.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Aegukka - ("A Canção Patriótica");
Insígnia da Força Aérea do Exército da República Democrática Popular da Coreia (RDPC).



Insígnia da Força Aérea do Exército da RDPC



Lema:                                                                                             Capital:
강성대국 - ("Poderosa e próspera nação")                            Pyongyang



Imagens de Pyongyang


Língua oficial:                                                                       Moeda oficial:
Coreano                                                                                 Won norte-coreano


Tipo de Governo:
República popular unipartidária


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1991


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • TACSA - Tratado de Amizade e Cooperação no Sudeste Asiático;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Complexo de Túmulos Koguryo (2004);
  • Monumentos e Sítios Históricos de Kaesong (2013).

Pintura mural do Túmulo dos Dançarinos (UNESCO)


Escola de Arte de Kaesong (UNESCO)



Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre