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30 agosto 2015

Jamaica

Jamaica



Brasão de Armas



Bandeira





























Localização:
América, América Central, Caraíbas


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A Ilha da Jamaica foi descoberta em 1494, quando Cristóvão Colombo chegou à ilha (chamando-a, então, de “Ilha de Santiago”), encontrou-a habitada pelo povo arauaque (Arawak), nela residente desde o Século VII d. C. No entanto, com a chegada dos colonos espanhóis a partir de 1509, rapidamente os índios arauaques desapareceram, sobretudo por acção das doenças europeias, às quais eram vulneráveis. O nome actual do país deriva do nome Xamayca, que significa "terra de madeira e água", que lhe foi dado pelo povo Arawak.
     Depois de um período inicial em que a família Colombo ali exerceu poder absoluto, a ilha foi governada até 1655 pelos espanhóis. A ausência de ouro na região levou os espanhóis a dedicarem pouca atenção à ilha, utilizando-a sobretudo como base de abastecimento para colonos de outras áreas americanas. Os nativos da ilha foram exterminados, o que deu início à importação de escravos negros da África.
     Pouco colonizada pelos espanhóis, a situação estratégica da ilha, nas rotas do comércio colonial, atraiu a atenção dos ingleses, e, em 1655, a Jamaica foi capturada pelo almirante William Penn e pelo general Robert Venables. Cinco anos mais tarde, todos os espanhóis tinham sido expulsos pelos ingleses, que desenvolveram a cultura da cana-de-açúcar.
     Entre 1661 e 1670 a ilha foi ocupada por piratas que infestavam as Antilhas, com o consentimento da Inglaterra, já que durante esse período de tempo aqueles prestaram uma preciosa ajuda na defesa da ilha perante os sucessivos ataques de navios espanhóis. Da base, em Port-Royal, no sudeste da ilha, os piratas lançavam-se em ataques às Antilhas espanholas.

Imagem de Port-Royal, antes de 1692.

     Com a assinatura do Tratado de Madrid, em 1670, no qual a Espanha reconhecia a soberania da Inglaterra sobre a Jamaica, os piratas passaram a ser perseguidos até a extinção. A partir de então, a ilha rapidamente se tornou na colónia mais valiosa, através do desenvolvimento da produção de açúcar e cacau.
     Em 1672 foi criada a Real Companhia Africana, à qual se concedeu o monopólio do tráfico de escravos, convertendo a Jamaica num dos maiores centros do tráfico negreiro para a América do Sul, bem como o maior produtor de açúcar do Século XVIII.
     O apogeu económico da Jamaica foi atingido durante a guerra que opôs a França à Inglaterra (1782-1806) e da qual esta saiu vencedora. No entanto, com a supressão do tráfico de escravos, em 1807, e a abolição da escravatura, em 1833, todas as explorações agrícolas existentes na ilha entraram em crise, já que a escassez de mão-de-obra implicou um aumento brutal dos custos de produção, que não eram cobertos pela baixa de preços do açúcar e do cacau registado com o fim da guerra. O processo de decadência econômica, iniciado com a crise da produção de açúcar, se transformou em crise aguda quando a revogação dos privilégios aduaneiros (1846) causou a derrocada dos preços dos produtos das colónias britânicas, arruinando as grandes plantações.

Cortadores de cana de açúcar da Jamaica, em 1880.

     O excesso de zelo britânico no uso de escravos voltou-se contra eles, e no início do Século XIX o número de negros era quase 10 vezes maior do que o de brancos. Seguiu-se uma série de revoltas e, em 1838, a escravatura foi formalmente abolida.
     Ao longo dos anos que se seguiram, o grau de autonomia da Jamaica foi aumentando e, em 1958, a Jamaica passou a ser uma província de uma nação independente chamada Federação das Índias Ocidentais. A Jamaica saiu da federação em 1962 e é hoje uma nação soberana.



Cultura:
     A cultura jamaicana é caracterizada pelo sincretismo resultante da mistura dos vários povos que habitam a ilha desde os primórdios de sua descoberta pelos espanhóis, no Século XVII. Aos nativos arauaques (arawak) juntaram-se os latinos espanhóis, os negros africanos e os ingleses, que dominaram a ilha, além dos imigrantes que para lá se transferiram após a extinção do regime da escravatura.

Música - A Jamaica é o berço de muitos géneros musicais populares, o mais conhecido deles é o reggae, mas também inclui o mento, dancehall, ska, rocksteady e dub music, entre outros.
     A cultura musical da Jamaica é uma fusão de elementos provenientes dos Estados Unidos da América, com o rhythm and blues, o rock and roll e o soul, e da África e das ilhas vizinhas das Caraíbas, tais como Trinidad, com o seu calipso.
Bob Marley em 1980
(foto de Eddie Mallin)
     A música da Jamaica tornou-se popular em grande parte do mundo. Inicialmente na década de 1960, o ska, o rocksteady e o skinhead reggae foram populares no Reino Unido, principalmente entre modse skinheads. Na década de 1970, o reggae roots começou a tornar-se especialmente popular, através da fama internacional de Bob Marley.

     Bob Marley foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar este género musical. Grande parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Ele foi chamado de "Charles Wesley dos rastafáris" pela maneira com que divulgava a religião através de suas músicas.
Foi eleito pela revista Rolling Stone o 11º maior artista da música de todos os tempos.

Literatura - Ian Fleming, que viveu na Jamaica, usou repetidamente a ilha como uma configuração em seus romances de James Bond, incluindo Live and Let Die, Dr. No, For Your Eyes Only, The Man with the Golden Gun e Octopussy and The Living Daylights. Além disso, James Bond usa uma cobertura baseada na Jamaica em “Casino Royale”. Até agora, a única adaptação cinematográfica de James Bond que foi definida na Jamaica foi Dr. No. As filmagens para a ilha fictícia de San Monique em Live and Let Die ocorreram na Jamaica.
     O jornalista e escritor H. G. de Lisser (1878-1944) usou o seu país natal como cenário para muitos de seus romances. Nascido em Falmouth, de Lisser trabalhou como repórter para o Jamaica Times quando jovem. Em 1920 começou a publicar a revista Planter's Punch. The White Witch of Rosehall é um de seus romances mais conhecidos. Foi nomeado Presidente Honorário da Associação de Imprensa da Jamaica; ele trabalhou ao longo de sua carreira profissional para promover a indústria jamaicana de açúcar.

Desporto - O desporto é uma parte integrante da vida nacional na Jamaica e atletas da ilha tendem a realizar a um nível bem acima do que poderia normalmente se espera de um país tão pequeno e pouco populoso. Apesar do desporto mais popular no país ser o críquete, os jamaicanos tendem a ter bons desempenhos em competições internacionais de atletismo.
     O país foi um dos locais de encontro do Campeonato do Mundo de Críquete de 2007 e a Selecção de Críquete das Índias Ocidentais é uma das 10 equipas do Conselho Internacional de Críquete.

Usain Bolt, um dos grandes atletas jamaicanos.

     Desde a sua independência, a Jamaica produziu consistentemente atletas de classe mundial no atletismo. Nas últimas seis décadas produziu dezenas de velocistas de classe mundial, incluindo o campeão olímpico e mundial Usain Bolt. Outros velocistas jamaicanos notáveis incluem Arthur Wint (o primeiro medalhado jamaicano no ouro olímpico), Donald Quarrie, Roy Anthony Bridge, Merlene Ottey, Delloreen Ennis, Shelly-Ann Fraser-Pryce, Kerron Stewart, Aleen Bailey, Juliet Cuthbert, Veronica Campbell-Brown, Sherone Simpson, Brigitte Foster-Hylton, Yohan Blake, Herb McKenley, George Rhoden e Deon Hemmings.
     O futebol e as corridas de cavalos são outros desportos populares. A selecção nacional de futebol qualificou-se para o Campeonato do Mundo FIFA de 1998. A equipa nacional de bobsled é um dos mais importantes candidatos nas Olimpíadas de Inverno, superando muitas equipas bem estabelecidas. O xadrez e o basquetebol são amplamente jogados no país. O netball também é muito popular na ilha, onde a equipa nacional é consistentemente classificada entre as cinco primeiras a nível mundial. A equipa nacional de rugby league é composta de jogadores que jogam na Jamaica e jogadores profissionais e semi-profissionais que jogam no Reino Unido.


Principais recursos naturais:
Bauxita, alumínio.


Datas comemorativas:
Dia da Independência – 6 de Agosto – Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1962.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino NacionalJamaica, Land We Love (“Jamaica, terra que amamos”);
Insígnia da Forças de Defesa da Jamaica.


Insígnia das Forças de Defesa da Jamaica



Lema:
Out of many, one people ("A partir de muitos, um só povo").


Centro e porto de Kingston, capital da Jamaica



Capital:                                                           Língua oficial:
Kingston                                                         Inglês


Moeda oficial:                                                   Tipo de Governo:
Dólar jamaicano (JMD)                                   Monarquia constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
18 de Setembro de 1962.



Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CARICAD - Centro para o Desenvolvimento e Administração das Caraíbas;
  • CARICOM - Comunidade das Caraíbas;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • GR - Grupo do Rio;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PETROCARIBE - União do Petróleo do Caribe;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • Herança e tradição dos Cimarrones de Moore Town (2008) - Situada nas montanhas situadas a Este da Jamaica, a cidade de Moore Town está habitada pelos descendentes das comunidades independentes de antigos escravos fugitivos, os cimarrones. Os antepassados africanos dos cimarrones de Moore Town tinham sido arrancados da sua terra natal pelos negreiros espanhóis e enviados para o Novo Mundo nos Séculos XVI e XVII. A palavra “cimarrón” designa os escravos que fugiram das plantações no início do Século XVII e estabeleceram os seus próprios assentamentos nas Montanhas Azuis e nos Montes John Crow.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

04 março 2015

Honduras

República de Honduras
República das Honduras


Brasão de Armas


Bandeira


















Localização:
América, América Central, América Latina.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia – A palavra Honduras vem do espanhol e significa "profundezas", em referência às águas profundas no litoral sul do país.

História – Durante o I milénio d.C., a parte ocidental das Honduras constituiu o extremo sudeste da grande civilização maia, cujo alto grau de desenvolvimento é demonstrado pelas ruínas de Copán.
     O actual país das Honduras foi descoberto no ano de 1500, por Cristóvão Colombo, durante a sua quarta viagem. Colombo encontrou um território marcado pela presença da civilização maia, e só após um período de guerra contra os índios (1523-1539) é que os Espanhóis conseguiram assegurar o controle da colónia, que, a partir de 1570, passou a estar sob a administração geral da Guatemala (também colónia espanhola).
     Com a independência da Espanha, em 1821, tornou-se parte do império de Augustín de Iturbide.
     Em 5 de Novembro de 1838 as Honduras proclamou-se Estado soberano e independente e, no início do ano seguinte uma assembleia constituinte aprovou sua primeira Constituição.
     A situação de Estado independente data de quando a união se rompeu e uma ininterrupta sucessão de caudilhos dominou o país no restante do Século XIX. Os ditadores liberais que dominaram o país entre o final do Século XIX e o início do Século XX, voltaram a atenção para a necessidade do aumento das exportações.

Cataratas de Pulhapanzak, Honduras (foto de Chrishonduras)

Cultura:
     Honduras é um país multi-étnico e multi-cultural. Esta diversidade á volta do ambiente natural e humano das Honduras tem contribuído para o surgimento de diversas formas de expressão em diferentes áreas artísticas, manifestações tradicionais e contemporáneas.
     Nas Honduras existem 1.496 eventos culturais espalhados por 200 municípios em 18 departamentos. Estes são divididos em manifestações tradicionais e manifestações contemporâneas, alimentadas por contribuições de grupos indígenas e pelo povo Garifuna.
     No território hondurenho encontram-se as ruínas maias de Copán, cujos magníficos monumentos, decorados com grandes figuras esculpidas, evocam a grandeza daquela civilização centro-americana. A arquitectura colonial é típica do barroco espanhol.

Artes plásticas - A pintura das Honduras foi fortemente influenciada pela herança espanhola. Os artistas mais importantes no Século XX foram os pintores de paisagens Carlos Garay e Antonio Velásquez.

Literatura - A primeira personalidade a destacar-se nas letras hondurenhas foi José Cecilio del Valle, polígrafo de conhecimentos enciclopédicos e que dedicou a vida à causa da unificação da América Central. A poesia romântica surgiu modestamente com Manuel Molina Vigil, mas o tradicionalismo literário sobreviveu até ao Século XX com Luis Andrés Zúñiga, cujas "Fábulas" (1917) foram reeditadas várias vezes.
     O período modernista revelou a poesia de Juan Ramón Molina, o maior poeta hondurenho, que recebeu forte influência de Rubén Darío. A edição de suas poesias no volume “Tierra, mares y cielos” (1911) deve-se a Froilán Turcios, também ele modernista, autor de contos e romances fantásticos em estilo rebuscado. O nome mais famoso da literatura das Honduras é Rafael Heliodor Valle, historiador, poeta e jornalista. Destacam-se ainda Arturo Mejía Nieto, Claudio Barrera, que recebeu influência de César Vallejo, Pablo Neruda, e Roberto Sosa, o “poeta de Los Pobres”.

Basílica da Virgem de Suyapa, Tegucigalpa. (foto de Marduk)

Religião – Excluindo o Vaticano, as Honduras é o país com maior percentagem de católicos no mundo, 97%, mas não em quantidade.

Desporto - O desporto mais popular nas Honduras é o futebol. O maior feito do país foi conseguir a classificação para o Campeonato do Mundo de Futebol nas edições de 1982, 2010 e 2014.


Principais recursos naturais:
Madeira, ouro, prata, cobre, chumbo, zinco, minério de ferro, antimónio, carvão e energia hidroeléctrica.


Datas comemorativas:
Dia da Bandeira - 1 de Setembro - Dia da Bandeira Nacional das Honduras, símbolo da pátria;


Dia da Independência - 15 de Setembro - Celebra a data da Independência, do Império Espanhol, em 1821.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional das Honduras;
Araracanga ou Arara-Macau;
Pinheiro;
Cariacu ou veado de cauda branca;
Rhyncholaelia digbyana (espécie de Orquídea das Honduras);
Insígnia da Força Aérea das Honduras.

Araracanga
Cariacu
Pinheiro


Orquídea das Honduras
Insígnia da Força Aérea das Honduras










Lema:
«Libre, soberana e independiente» (“Livre, Soberana e Independente”)




Imagens de Tegucigalpa, capital das Honduras


Capital:                                                           Língua oficial:
Tegucigalpa                                                     Espanhol


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Lempira (HNL)                                               República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Dezembro de 1945.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • BCIE - Banco Centro-Americano de Integração Económica;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • CLAD- Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • CONVENÇÃO DE RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • GR - Grupo do Rio;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MCCA - Mercado Comum Centro-Americano;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • ODECA - Organização de Estados Centro Americanos;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PETROCARIBE - União do Petróleo do Caribe;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • SICA - Sistema de Integração Centro Americana;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.

Património Mundial (UNESCO):
  • Sítio Maia de Cópan (1980);
  • Reserva da Biosfera do Rio Plátano (1982) Património Mundial em Perigo desde 2011.
Sítio Maia de Cópan (UNESCO)

Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Língua, dança e música dos Garifuna (2001) (partilhado com Belize e Nicarágua) - Os Garifuna são um povo descendente de escravos nigerianos naufragados na ilha de São Vicente miscigenados com nativos das caraíbas. Mais tarde, os Garifuna mudaram-se para a América Central, sendo mais numerosos no Belize. A música e dança dos Garifuna combinam elementos africanos e indígenas. A língua dos Garifuna é considerada como sendo do grupo arawak.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

25 fevereiro 2015

Haiti

République d'Haïti
Repiblik d Ayiti
República do Haiti



Bandeira


Brasão de Armas



















Localização:
América, América Central, América Latina, Caraíbas.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Os primeiros humanos nesta ilha e nas caraíbas, conhecida como Quisqueya pelos índios arauaques (ou taínos), chegaram à ilha há mais de 7000 anos.
     Em 5 de Dezembro de 1492, Cristóvão Colombo chegou a uma grande ilha, à qual deu o nome de Hispaniola. Mais tarde passou a ser chamada de São Domingos pelos franceses. Dividida entre dois países, a República Dominicana e o Haiti, é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes. Com 641 quilómetros de extensão entre os seus pontos mais extremos, a ilha tem um formato semelhante à cabeça de um caimão, pequeno crocodilo abundante na região, cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de La Gonâve. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar das Caraíbas (ou das Antilhas).
     Já no fim do Século XVI, quase toda a população nativa havia desaparecido, escravizada ou morta pelos conquistadores. A parte ocidental da ilha, onde hoje fica o Haiti, foi cedida à França pela Espanha em 1697. No Século XVIII, a região foi a mais próspera colónia francesa na América (chamada, enquanto colónia francesa, de Saint-Domingue) graças à exportação de açúcar, cacau e café.
     Após uma revolta de escravos, em 1794, o Haiti tornou-se o primeiro país do mundo a abolir a escravatura.
Toussaint Louverture (1743-1803)
     Nesse mesmo ano, a França passou a dominar toda a ilha. Em 1801, o ex-escravo Toussaint Louverture, líder da Revolução Haitiana, tornou-se governador-geral, mas, logo depois, foi deposto e morto pelos franceses.
O líder Jean Jacques Dessalines organizou o exército e derrotou os franceses em 1803. No ano seguinte, foi declarada a independência (o segundo país a tornar-se independente nas Américas) e Dessalines proclamou-se imperador. Como forma de retaliação, em 1804, os partidários da escravatura europeus e norte americanos mantiveram o Haiti sob bloqueio comercial durante 60 anos.
     Em 1815 Simon Bolívar refugiou-se no Haiti, após o fracasso de sua primeira tentativa de luta contra os espanhóis. Recebeu dinheiro, armas e pessoal militar, com a condição de que abolisse a escravidão nas terras que libertasse. Posteriormente, para colocar fim ao bloqueio, o Haiti, sob o governo de Jean Pierre Boyer, cercado pela frota da ex-metrópole, concordou em assinar um tratado pelo qual seu país pagaria à França a quantia de 150 milhões de francos a título de indemnização. A dívida foi depois foi reduzida para 90 milhões mas, ainda assim, destruiu a economia do país.
     Após um período de instabilidade, o Haiti foi dividido em dois e a parte oriental – a actual República Dominicana – foi reocupada pela Espanha. Em 1822, o presidente Jean-Pierre Boyer reunificou o país e conquistou toda a ilha. Em 1844, porém, nova revolta derrubou Boyer e a República Dominicana conquistou a independência.

     Em 12 de Janeiro de 2010, um terremoto de proporções catastróficas, com magnitude sísmica de 7.3 na escala de Richter, atingiu o país a aproximadamente 22 quilómetros da capital, Port-au-Prince. Em seguida, foram sentidos na área múltiplos tremores com magnitude em torno de 5.9 graus. O palácio presidencial, várias escolas, hospitais e outras construções ficaram destruídos após o terremoto e estima-se que 80% das construções de Port-au-Prince foram destruídas ou seriamente danificadas. O número de mortos não é conhecido com precisão.

Vista aérea do Haiti, após o terramoto de 2010.

     Em 3 de Fevereiro de 2010 o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive afirmou que já passava de 200 mil o número de óbitos e o número de desabrigados pode chegar aos três milhões. Diversos países disponibilizaram recursos em dinheiro para amenizar o sofrimento do país mais pobre do continente americano. O presidente norte-americano Barack Obama, afirmou logo após a tragédia que o povo haitiano não seria esquecido, obrigando a comunidade internacional a reflectir sobre a responsabilidade dos países que exploraram e abandonaram o Haiti. Segundo as Nações Unidas, o sismo foi o pior desastre já enfrentado pela organização desde sua criação em 1945. A Cruz Vermelha Internacional informou que sete em cada dez haitianos vivem com menos de dois dólares por dia.


Cultura:
     A cultura do Haiti possui raízes com características marcantes da região oeste da África, além de ser influenciada pela França devido à sua colonização, como é notável em sua música, religião e linguagem. A cultura também engloba contribuições adicionais do nativo Taino e imperialismo espanhol.

Música – Um dos géneros musicais presentes no Haiti é a Kompa, que envolve uso de sintetizadores, guitarra, batidas de médio a rápido andamento e o uso de metais ou saxofone. Diferente do zouk, as canções são escritas em crioulo haitiano.
     A música haitiana combina uma ampla gama de influências extraídas dos muitos povos que se instalaram na ilha das caraíbas. Ela reflecte ritmos franceses, africanos, espanhóis e de outras culturas que habitaram a ilha de Hispaniola, com uma influência menor dos tainos nativos. Entre os estilos musicais exclusivos da nação estão músicas derivadas de tradições cerimoniais do vodu haitiano, entre outros.

Arte – Cores brilhantes, perspectiva ingénua e humor astuto são características da arte haitiana. Alimentos deliciosos, grandes e exuberantes paisagens são temas favoritos nesta terra de pobreza e fome. Ir ao mercado é a actividade mais social da vida no campo. Animais da selva, rituais, danças, e os deuses evocam o passado Africano.

Festas – A época mais festiva do ano no Haiti é durante o Carnaval (referido como Kanaval em crioulo haitiano). As festividades começam em Fevereiro. As cidades estão cheias de música, carros alegóricos de desfile, e as pessoas dançando e cantando nas ruas. A semana do Carnaval é tradicionalmente uma época que dura toda a noite, com festas, e representa um escape ao quotidiano. Um festival que ocorre antes da Páscoa, é celebrado por um número significativo da população, e a sua celebração pode ter levado a tornar-se um estilo de música de carnaval. Muitos dos jovens também participam em festas e divertem-se em boites chamadas discotecas, (pronuncia-se "deece-ko") e participar de Bal. Este termo deriva da palavra balada, e são eventos muitas vezes celebrados por multidões.

Arquitectura – Os monumentos mais famosos do Haiti são o Palácio de Sans Souci e da Cidadela, inscrita como Património Mundial da Humanidade em 1982. Situado no Norte do Maciço de la Hotte, num dos Parques Nacionais do Haiti, com estruturas construídas no início do Século XIX. Os edifícios estão entre os primeiros a ser construído após a independência do Haiti da França.
     Jacmel, a cidade colonial, que foi provisoriamente aceite como Património Mundial, foi amplamente danificada pelo terremoto que atingiu o Haiti em 2010.

Casa de estilo victoriano em Port-au-Prince
(Foto de Doron)

Religião - Na religião, o Haiti é semelhante ao resto dos países da América Latina, predominantemente cristão, com 80% a 85% de católicos romanos. Cerca de 20% professam o protestantismo. Uma população pequena, mas crescente, de muçulmanos e hindus existem no país, principalmente na capital Port-au-Prince.
     O Vodu, abrangendo várias tradições diferentes, possui origens do Centro Oeste Africano, Europa e do continente americano. É amplamente praticado, apesar do estigma negativo que ele carrega dentro e fora do país. O número exacto de praticantes vudus é desconhecido. No entanto, acredita-se que uma pequena quantidade da população a pratica, muitas vezes a par da sua fé cristã.

Folclore - O Haiti é conhecido pelas suas ricas tradições folclóricas. O país tem muitos contos mágicos que fazem parte do Vodu haitiano. O ditador Papa Doc era um crente forte no folclore do país e de elementos utilizados para orientar o seu governo brutal do país.

Desporto – No início do Século XX, foi relatado que a briga de galos era o desporto mais popular no Haiti, apesar de sua popularidade, ter, posteriormente, decrescido. Actualmente, o futebol é o desporto mais popular no Haiti, apesar do basquetebol estar crescendo em popularidade. Pequenos clubes de futebol já competem a nível local.


Principais recursos naturais:
Sem recursos naturais relevantes. Para a economia do Haiti, destaca-se a indústria do turismo e as exportações de café, cana-do-açúcar e cacau.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 1 de Janeiro - Celebra a data da Declaração da Independência, da França, em 1804.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional; “La Dessalinienne”, adoptado em 1904.


Lema:
L'union fait la force” (“A união faz a força”)


Vista parcial de Port-au-Prince, capital do Haiti.
(Foto de Helena Heredero)

Capital:                                                  Línguas oficiais:
Port-au-Prince                                     Francês e crioulo


Moeda oficial:                                     Tipo de Governo:
Gourde ou Gurde (HTG)                     República semi-presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CARICAD - Centro para o Desenvolvimento e Administração das Caraíbas;
  • CARICOM - Comunidade das Caraíbas;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional Histórico - Cidadela, Sans-Souci e Ramiers (1982).

Palácio de Sans-Souci (UNESCO). Foto de Rémi Kaupp.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

28 janeiro 2015

Guiana

Co-operative Republic of Guyana
República Cooperativa da Guiana



Bandeira
Brasão de Armas



















Localização:
América, América do Sul, Guianas.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Explorada por navegantes espanhóis a partir de 1499, a Guiana passou a ser ocupada por holandeses no início do Século XVII. Em 1814, a Holanda cedeu a região aos ingleses, que a baptizaram oficialmente de Guiana Inglesa em 1831. As autoridades coloniais, diante das dificuldades encontradas para recrutar trabalhadores entre os indígenas, decidiram substituí-los por escravos negros. Com a abolição da escravatura em 1837, os trabalhadores indianos substituíram os negros nas plantações do interior.
     Cheddi Jagan fundou em 1950 o Partido Progressista Popular, grupo político formado principalmente pela população de origem mestiça, e apresentou um programa de profundas reformas sociais ao mesmo tempo em que se mostrava partidário da independência. O Congresso Nacional Popular, partido dos negros, dirigido por Forbes Burnham, menos radical, conseguiu o apoio da população branca, formada principalmente por descendentes de ex-trabalhadores contratados, vindos da Ilha da Madeira no Século XIX. Jagan ganhou as eleições de 1961, mas vários distúrbios de carácter racial retardaram a Independência. Jagan venceu novas eleições em 1964. Pouco depois, o governador inglês nomeou Burnham como primeiro-ministro.
Em 1966 o país alcançou sua Independência dentro da Commonwealth.


Cultura:
     Muitos indo-guianenses seguem o hinduísmo e o islamismo. Assim, é comum encontrar templos hindus e mesquitas muçulmanas. Os guianenses que seguem estas religiões cultivam os hábitos dos demais hindus e muçulmanos do mundo. Alguns afro-guianenses, devido à influência jamaicana no mundo no que se trata do estilo rastafári, usam cabelos dread locks e gostam de ouvir música reggae.
     First Born é uma banda de sucesso no país, actualmente. Falando em reggae, muitos já ouviram falar em Eddy Grant, cantor conhecido mundialmente pelas canções, "I don't wanna dance" e "Gimme hope, Joanna, gimme hope", além de muitas outras, nasceu na Guiana.
     Trinidad e Tobago exerce influência no país através do Calipso, estilo musical afro-caribenho.
O Carnaval guianense é repleto de concursos de cantores de calipso e seu mais novo estilo, o soca. Os afro-guianenses, em sua maioria, são praticantes do cristianismo, sendo membros de várias denominações, desde a católica até à protestante.

Desporto - Ao contrário do resto da América do Sul, que possui preferência absoluta pelo futebol, a maioria dos guianenses prefere o críquete, desporto muito popular nas Caraíbas. O país foi sede dos jogos da Copa do Mundo de Críquete em 2007. A Guiana e os demais países de língua inglesa das caraíbas formam uma das mais importantes selecções de críquete, o West Indies.


Principais recursos naturais:
Bauxite, madeira, ouro e diamantes.


Datas comemorativas:
Dia da República - 23 de Fevereiro - Celebra a data da Constituição da República, em 1970;


Dia da Independência - 26 de Maio - Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1966.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Dear Land of Guyana, of Rivers and Plains (Querida Terra da Guiana, de Rios e Planícies);
Insígnia da Força Aérea da Guiana.

Insígnia da Força Aérea da Guiana


Lema:
One People, One Nation, One Destiny - ("Um Povo, Uma Nação, Um Destino")



Edifício do Parlamento em Georgetown



Capital:                                                                         Língua oficial:
Georgetown                                                                Inglês


Moeda oficial:                                                               Tipo de Governo:
Dólar guianense (GYD)                                               República semi-presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
20 de Setembro de 1966


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CARICAD - Centro para o Desenvolvimento e Administração das Caraíbas;
  • CARICOM - Comunidade das Caraíbas;
  • CDS - Conselho de Defesa Sul-Americano;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OTCA - Organização do Tratado de Cooperação Amazónica;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UNASUL - União das Nações Sul-Americanas;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

21 janeiro 2015

Guatemala

República de Guatemala

República da Guatemala



Bandeira


Brasão de Armas






















Localização:
América, América Central, América Latina


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia Acredita-se que o topónimo "Guatemala" derive da palavra indígena Quhatezmalha, que significa "montanha que verte água", em alusão ao vulcão Agua, que destruiu a Cidade Velha (Santiago de los Caballeros), primeira capital espanhola da capitania geral.

História -A Guatemala é o berço da civilização maia, cujo centro era a região de Petén, o que justifica as características únicas da cultura guatemalteca no quadro da cultura centro-americana. Entre os Séculos VII e XII, quando os astecas estenderam seu domínio até à Guatemala, os maias migraram para Yucatán. Posteriormente, nova migração conduziu-os ao Petén.
     De 2.500 a. C. até ao Século X d.C., os Maias viveram uma era florescente, entrando depois em declínio até serem subjugados pelo conquistador espanhol Pedro de Alvarado, lugar-tenente de Cortés, em 1523.
     Embora os conquistadores espanhóis tenham chegado à região em 1523, houve uma feroz resistência das cidades-estado maias e a última só foi efectivamente conquistada em 1697.
     A Guatemala, até 1821, foi uma colónia da Espanha. Durante a segunda metade do Século XX experimentou uma variedade de governos militares e civis, sendo uma dessas de Jacobo Arbenz - que fora retirado do poder por ameaçar fazer reforma agrária em terras da United Fruit Company; desse modo sofreu um golpe com intervenção norte americana, em 1953, colocando um ponto final na política de Boa Vizinhança, caracterizada pelo governo Roosevelt, bem como uma guerra civil que durou 36 anos.
     Em 1996, o governo assinou um acordo de paz, terminando formalmente com o conflito, que levou à morte de mais de cem mil pessoas e criado um milhão de refugiados.


Cultura:
     No território guatemalteco encontram-se alguns dos mais remotos vestígios da civilização maia, cujas fases são conhecidas graças às estelas de pedra, usadas para medir o tempo. A primeira foi encontrada em Uaxactún e data do ano 328 da era cristã. Outros centros com ruínas maias são Quirigua e Yaxchilán.
     Textos como o Popol Vuh, o Rabinal Achi e o Memorial de Tecpán-Atitlán foram escritos depois da conquista, em línguas indígenas com caracteres latinos.
     Na arquitectura colonial, predominou o barroco espanhol com elementos indígenas. As ruínas da catedral de Antigua Guatemala são a melhor mostra desse estilo. A estatuária popular adquiriu grande perfeição a partir do Século XVI.
     A figura de maior destaque nas letras guatemaltecas é Miguel Ángel Asturias, Prémio Nobel da Literatura em 1967. O seu interesse pelas raízes do povo expressa-se em todas as suas obras, com frequentes alusões a mitos indígenas.
     Guatemala, berço dos Maias, tem uma cultura gastronómica tão rica e variada como antiga. Na culinária quotidiana da Guatemala o milho é rei e senhor: Tortilhas, Tamalintas, Pishtones, Tacos, Enchiladas, Chuchitos, etc., têm o milho como ingrediente principal.


Principais recursos naturais:
Petróleo, níquel, madeiras raras, energia hidroeléctrica.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 15 de Setembro - Celebra a data da independência, de Espanha, em 1821.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Himno Nacional de Guatemala";
Insígnia da Força Aérea da Guatemala.

Insígnia da Força Aérea da Guatemala


Lema:
Libre Crezca Fecundo – ("Livre, cresça fecundo")


Vista parcial da Cidade da Guatemala


Capital:                                                                       Língua oficial:
Cidade da Guatemala                                                  Espanhol


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Quetzal                                                                       República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
21 de Novembro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • BCIE - Banco Centro-Americano de Integração Económica;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • CLAD - Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • G20 (países em desenvolvimento);
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MCCA - Mercado Comum Centro-Americano;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • ODECA - Organização de Estados Centro Americanos;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • SICA - Sistema de Integração Centro Americana;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UL - União Latina;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional de Tikal (1979);
  • Antigua Guatemala (1979);
  • Parque Arqueológico e Ruínas de Quirigua (1981).

Parque Nacional de Tikal (UNESCO)

Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • O Tradicional Teatro Bailado Rabinal Achí (2008) - O Rabinal Achí é um drama dinástico maia do Século XV e um dos escassos testemunhos da tradição pré-hispânica. Nele se representam mitos acerca das origens dos habitantes da região de Rabinal, assim como temas populares e políticos. Expressa-se através de bailes de máscaras, teatro e música;

  • A Língua, a Dança e a Música dos Garifunas (2008) (partilhado com mais 3 países) - Os garifunas têm origem na mestiçagem de vários grupos originários de África e das Caraíbas, cujos elementos culturais integraram. No Século XVIII estabeleceram-se na costa atlântica da América Central, depois de terem sido forçados a fugir da ilha de São Vicente. Actualmente, essas comunidades vivem nas Honduras, Guatemala, Nicarágua e Belize.

  • Cerimónia Paach (2013) - O Paach é um ritual de adoração do milho realizada na cidade de San Pedro Sacatepéquez. É uma cerimónia de acção de graças para uma boa colheita, o que evidencia a estreita relação entre os seres humanos e a natureza.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre