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01 dezembro 2012

DEZEMBRO



Iluminura do mês de Dezembro do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(Na floresta de Vincennes, famosa pelas suas caçadas,um javali acossado é decepado pelos cães. Ao fundo, o castelo de Vincennes, residência do rei de França durante muito tempo.)



D
 ezembro é o décimo-segundo e último mês do Calendário Gregoriano e Juliano. Tem a duração de 31 dias.



     Dezembro deve o seu nome à palavra latina "decem" (dez), dado que era o décimo mês do Calendário Romano ou Calendário de Rómulo (Roma Antiga), que começava em Março e tinha um total de 10 meses.

     Em 21 de Dezembro, ou data próxima, o Sol atinge o ponto mais ao Sul na sua trajectória pelo céu: é o Solstício de Inverno, início do Inverno no Hemisfério Norte e início do Verão no Hemisfério Sul.


Provérbios e ditados populares de Dezembro:
  • Pelo Natal, sacha o faval.
  • Ande o frio por onde andar, pelo Natal cá vem parar.
  • Pelo Natal, se houver luar, senta-se no lar, se houver escuro semeia outeiros e tudo.
  • Depois que o menino nasceu, tudo cresceu.
  • Em Dezembro descansa, em Janeiro trabalha.
  • Pelo Natal, semeia o teu alhal e se o quiseres cabeçudo, semeia-o no entrudo.
  • Ande o frio por onde andar, pelo Natal cá vem parar.
  • Caindo o Natal à segunda-feira, o lavrador tem de alargar a eira.
  • Dezembro diz: olha que o governo está na boca do saco; até Janeiro qualquer burro passa o regueiro, mas para a frente tem de ser forte e valente; se não tens governo depois arreganhas o dente.
  • Dezembro frio, calor no estio.
  • Dezembro molhado, Janeiro geado.
  • Dezembro nasceu Deus para nos salvar.
  • Dezembro ou seca as fontes ou levanta as pontes
  • Dezembro quer lenha no lar e pichel a andar.
  • Dia de São Silvestre, não comas bacalhau que é peste.
  • Dia de São Silvestre, nem no alho nem na reste.
  • Dia de São Silvestre, quem tem carne que lhe preste.
  • Do Natal a Santa Luzia cresce um palmo em cada dia.
  • Do Natal a São João, seis meses são.
  • Dos Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento.
  • No dia de Santo André, pega o porco pelo pé; se ele disser quié-quié, diz-lhe que tempo é; se ele disser que tal-que-tal, guarda-o para o Natal.
  • Outubro, revolver; Novembro, semear; Dezembro, nasceu um Deus para nos salvar; Janeiro, gear; Fevereiro, chover; Março, encanar; Abril, espigar; Maio, engrandecer; Junho, ceifar; Julho, debulhar; Agosto, engravelar; Setembro, vindimar.
  • Quem varejar antes do Natal, deixa azeite no olival.



Fontes:
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische
Texto
Wikipédia, a enciclopédia livre.

01 novembro 2012

NOVEMBRO




Iluminura do mês de Novembro do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(Trata-se da colheita da bolota do carvalho no Outono. Um camponês derruba com uma vara as bolotas e frutos da faia, com que os seus porcos se alimentam. Este quadro foi concluído por Jean Colombe, após a morte dos irmãos Limbourg, que pintaram apenas o tímpano zodiacal na parte superior.)


N



 ovembro é o décimo-primeiro mês do Calendário Gregoriano e Juliano. Tem a duração de 30 dias.

     Novembro deve o seu nome à palavra latina "novem" (nove), dado que era o nono mês do Calendário Romano ou Calendário de Rómulo (Roma Antiga), que começava em Março e tinha um total de 10 meses.

NOVEMBRO - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria


Provérbios e ditados populares de Novembro:
  • Lava fundo em Novembro, para plantares em Janeiro.
  • Pelos santos, neve nos campos.
  • No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
  • No dia de S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.
  • Dos Santos ao Natal, é um salto de pardal.
  • De Santos ao Natal, é bom chover e melhor nevar.
  • Se queres pasmar teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
  • De Santos ao Natal, ou bem chover ou bem nevar.
  • De Todos-os-Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento.
  • De Todos-os-Santos ao Natal, bom é chover e melhor nevar.
  • Em dia de Santo André, quem não tem porco que mate, amarra a mulher pelo pé.
  • Em Novembro põe tudo a secar que pode o sol não voltar.
  • Em São Martinho tapa o teu portalzinho, ceva o teu porquinho e fura o pipinho.
  • Em São Martinho, mata o teu porco, assa castanhas e prova o teu vinho.
  • No dia de São Martinho, vai à adega e prova o teu vinho.
  • Novembro à porta, geada na horta.
  • Novembro é quente no começo e frio no fim.
  • Novembro pelos Santos, neve nos campos.
  • Novembro põe tudo a secar, pode o sol não tornar.
  • Novembro, ou bem chover ou bem nevar.
  • Novembro, semear; Dezembro, nascer.
  • O Verão de São Martinho, a vareja de São Simão e a cheia de Santos são três coisas que nunca faltaram nem faltarão.
  • Se em Novembro ouvires trovão, o ano que vem será bom.
  • Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho.




Fontes:
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de  Escritório do Livro
Letra artística: Cortesia de  Daily Drop Cap by Jessica Hische
Texto
Wikipédia, a enciclopédia livre.

01 outubro 2012

OUTUBRO



Iluminura do mês de Outubro do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(Os aldeões ocupam-se em lavrar e semear a terra à sombra do Louvre, o palácio real de Charles V, em Paris.)



O



 utubro é o décimo mês do Calendário Gregoriano e tem a duração de 31 dias.


     O seu nome deriva da palavra latina "octo" (oito), dado que era o oitavo mês do Calendário Romano ou Calendário de Rómulo (Roma Antiga), que tinha início em Março.

Provérbios e ditados populares de Outubro:

  • Outubro quente, traz o diabo no ventre.
  • Vindima em Outubro, que S. Martinho t’o dirá.
  • Outubro sisudo, recolhe tudo.
  • Em Outubro, centeio rubro.
  • Em Outubro não fies só lã; recolhe o teu milho e o teu feijão, senão de Inverno tens a tua barriga em vão.
  • Em Outubro não vás ao mar para pescar; mas vai ao celeiro e abre o mealheiro.
  • Em Outubro o fogo ao rubro.
  • Em Outubro o lume já é amigo.
  • Em Outubro ou secam as fontes, ou passam os rios por cima das pontes.
  • Em Outubro paga tudo.
  • Em Outubro pega tudo e recolhe tudo.
  • Em Outubro sê prudente: guarda o pão, guarda a semente.
  • Em Outubro semeia e cria, terás alegria.
  • Outubro seca tudo.
  • Se em Outubro demorares a terra a lavrar, pouco hás-de enceleirar.
  • Outubro secão, negaças de verão.
  • Outubro sisudo colhe tudo.
  • Outubro suão, negaças de Verão.
  • Outubro vaca para o palheiro e porco para o outeiro.
  • Outubro, Novembro e Dezembro, não busques o pão no mar, mas torna a teu celeiro e abre o teu mealheiro.
  • Quem planta no Outono, leva um ano de abono.
  • Quando o Outubro for a Aveiro, guarda para Março o palheiro.



Hora de Inverno:
     Em Portugal, é no mês de Outubro que existe a mudança da hora legal UTC (Tempo Universal Coordenado) para a chamada Hora de Inverno.  No último Domingo de Outubro, às 2 horas do tempo legal (1 hora UTC), a hora será atrasada em 60 minutos.



Fontes:
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de  Escritório do Livro
Letra artística: Cortesia de  Daily Drop Cap by Jessica Hische
Texto: 
Cortesia de  Observatório Astronómico de Lisboa
Wikipédia, a enciclopédia livre.

01 setembro 2012

SETEMBRO




Iluminura do mês de Setembro do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(Os camponeses fazem a vindima. Levam as uvas ao castelo de Saumur, magnificamente pintado com inúmeros detalhes)


S



etembro é o nono mês do calendário gregoriano.



     Deve o seu nome à palavra latina "Septem" (sete), dado que era o sétimo mês do Calendário de Rómulo (Roma Antiga), que começava em Março.


Na Grécia antiga Setembro tinha o nome de "Broedromion".




Provérbios e ditados populares do mês de Setembro:

  • Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras.
  • Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus.
  • S. Miguel soalheiro enche o celeiro.
  • Setembro que enche o celeiro, dá triunfo ao rendeiro.
  • Setembro molhado, figo estragado.
  • Setembro cara de poucos amigos e manhã de figos.
  • Pelo S. Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.
  • Em Setembro ardem os montes e secam as fontes.
  • Em Setembro secam as fontes e as chuvas lavam as pontes.
  • Em Setembro semeia o teu pão mas escuta o que o teu vizinho diz, porque no dia oito o centeio deve estar da altura da pena da perdiz.
  • Em Setembro semeia o teu pão.
  • Em Setembro tem Deus a mesa posta.
  • Em Setembro, andando e comendo.
  • Em Setembro, S. Miguel soalheiro enche o celeiro.
  • Setembro, molhado, figo estragado.
  • Setembro, ou seca as fontes ou leva açudes e pontes.
  • Setembro, ou seca os montes ou lava as fontes.
  • Setembro que enche o celeiro, dá triunfo ao rendeiro.
  • Setembro, vindimar.
  • Sol pelo São Mateus, chuva até ao Menino Deus.
  • Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.

     
     É em Setembro que tem início o Equinócio do Outono. Em Portugal e, em geral, no Hemisfério Norte, tem início em 22 de Setembro.


Fontes:
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische
Texto: Wikipédia, a enciclopédia livre.

01 agosto 2012

AGOSTO




Iluminura do mês de Agosto do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.


(Mês da falcoaria. Os Nobres, levando os falcões, vão à caça. Em segundo plano, os camponeses terminam a colheita e divertem-se a nadar num rio. Atrás, o Castelo de Etampes)


A


 gosto é o oitavo mês do Calendário Gregoriano.




     Provém do latim Augustus, foi adoptado em 27 a. C., e é assim chamado por decreto em homenagem ao primeiro Imperador Romano, César Augusto (63 a. C. - 14 d. C.). Este não queria ficar atrás do Imperador Júlio César, em honra de quem foi baptizado o mês de Julho e quis que o "seu" mês também tivesse 31 dias.

     No Calendário de Rómulo (Roma Antiga) este mês chamava-se, em latim, Sextilis ou Sextil, visto que era o sexto mês do Calendário Romano, que tinha início em Março.

AGOSTO - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria



Provérbios e ditados populares do mês de Agosto:

  • Chuva em Agosto enche o tonel de mosto.
  • Agosto não caminhar, Dezembro não marear.
  • Agosto nos farta, Agosto nos mata.
  • Agosto que lhe dá pelo rosto, culpa se Setembro leva a fruta.
  • Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
  • Agosto tem cuidadoso e aguilhoa o preguiçoso.
  • Agosto, água no rosto.
  • Agosto, aguilhoa o preguiçoso.
  • Agosto, candeeiro posto.
  • Agosto, dá o sol no rosto.
  • Água de Agosto, açafrão, mel e mosto.
  • Corra o ano como for, haja em Agosto e Setembro calor.
  • Em Agosto aguilhôa o preguiçoso, e sê cuidadoso.
  • Em Agosto, dá o sol pelo o rosto.
  • Quem em Agosto ara, riqueza prepara.
  • Agosto madura, Setembro vindima.
  • Lá vem o Agosto, com seus santos ao pescoço.
  • Em Agosto, toda a fruta tem seu gosto.
  • Em dia de S. Lourenço ( 10 de Agosto) , vai à vinha e enche o lenço.
  • Quem não debulha em Agosto, debulha com mau rosto.
  • Agosto nos farta, Agosto nos mata.
  • Quando chove em Agosto, chove mel e mosto.
  • Terra lavrada em Agosto, à estercada dá o rosto.
  • Quem dormir ao sol de Agosto, passa por desgosto.
  • Em Agosto apanha macela, que livra da botica ( farmácia ) o uso dela.
  • Cava e esterca de Agosto, ao lavrador alegra o rosto.
  • Em Agosto secam os montes, em Setembro as fontes.
  • Em Agosto vale mais vinagre que mosto.
  • Quem cava a vinha em Agosto, enche a cuba de mosto.
  • Quem debulha em Agosto, debulha com mau gosto.
  • Quem dormir ao sol de Agosto passa por desgosto.
  • Quem em Agosto ara, riquezas prepara.
  • Quem em Março come sardinha, em Agosto lhe pica a espinha.
  • Quem malha em Agosto, malha com desgosto.
  • Quem malha em Agosto, não malha com gosto.
  • Quem não debulha em Agosto, debulha com desgosto.
  • Quem não debulha em Agosto, debulha com mau desgosto.
  • Quem não debulha em Agosto, debulha contra seu gosto.
  • Quem se casa em Agosto não junta dinheiro.
  • Se chover em Agosto, não gastes dinheiro em mosto.
  • Se não debulhas em Agosto, terás sempre desgosto.
  • Se queres o teu homem morto, dá-lhe couves em Agosto.


Fontes:
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro 
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische
Texto: Wikipédia, a enciclopédia livre.

01 julho 2012

JULHO


Iluminura do mês de Julho do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(A colheita - tosquiam-se as ovelhas e colhe-se o feno. O castelo que se avista ao fundo é o que se erguia outrora junto às margens do rio Clain, em Poitiers, França)


J



 ulho é o sétimo mês do ano no Calendário Gregoriano, com a duração de 31 dias.


     No Calendário de Rómulo (Roma Antiga) este mês chamava-se, em latim, Quintilis, pois era o quinto mês do Calendário Romano, que tinha início em Março. Posteriormente, quando o início do ano foi mudado de Março para Janeiro, Quintilis tornou-se o sétimo mês do calendário.
     Em 44 a.C. o Senado de Roma decidiu homenagear o imperador assassinado, Júlio César (101-44 a.C.), mudando o nome de Quintilis para o latim Julius, de onde provém a palavra "Julho".

  • Na Astrologia Julho tem início com o Sol no signo de Caranguejo e termina no signo de Leão.
  • Pela concepção de tempo dos pagãos, a Roda do Ano termina com Lughnasadh ou próximo dela, no Hemisfério Norte, e no Imbolc, ou próximo dele, no Hemisfério Sul.
  • Na Igreja Católica, Julho é dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus.
  • No antigo calendário japonês este mês é chamado de fumi zuki (文月).
  • No calendário irlandês é chamado de lúil e é o terceiro e último mês da estação do Verão.
  • No calendário finlandês é chamado de heinäkuu, que significa "mês do feno".
  • Na língua turca o nome do mês é Temmuz.
  • Em Galego, o mês de Julho é chamado de "xullo".

VERÃO (JULHO) - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria


Provérbios e ditados populares do mês de Julho:
  • Em Julho, faz vasculho.
  • Julho quente, seco e ventoso, trabalho sem repouso.
  • Em Julho abafadiço, fica a abelha no cortiço.
  • Em Julho ceifo o trigo e o debulho, e em o vento soprando o vou limpando.
  • Em Julho, reina o gorgulho.
  • Por todo o mês de Julho, o celeiro atulho.
  • Por muito que Julho queira ser, pouco há-de chover.
  • Por Sant’Ana limpa a pragana.
  • Por Santa Maria vai ver a tua vinha e qual a achares tal a vindima.
  • Por Santa Maria vai ver a tua vinha.
  • Por Santa Marinha visita a tua vinha; tal a acharás, tal vindima farás.
  • Por São Tiago na vinha pinta o bago.
  • Pelo São Tiago vai à vinha e acharás bago.
  • Por todo o mês de Julho, o celeiro atulho.
  • Quando Julho está a começar, as cegonhas começam a voar.
  • Quem em Julho ara e fia, ouro cria.
  • Quem trabalha em Julho, para si trabalha.
  • Se Julho for abafadiço, fica a abelha no cortiço.
  • Deus ajudando, vai em Julho mercando.
  • Dezembro com Julho ao desafio traz Janeiro frio.
  • Em Julho eu o ceifo e o debulho.

Fontes:
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische
Texto: Wikipédia, a enciclopédia livre.

01 junho 2012

JUNHO



Iluminura do mês de Junho do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(Estação da colheita - os camponeses ceifam os prados em harmonia. Atrás, o Palácio de la Cité e a Saint Chapelle, à direita, ainda intacta nos dias de hoje.)


J



 unho é o sexto mês do calendário Gregoriano e tem 30 dias.


O significado do nome do mês de Junho pode ter duas definições:
- O seu nome deriva da deusa romana Juno, esposa do deus Júpiter e, portanto, rainha dos deuses.  Juno era considerada a protectora dos casamentos e do ciúme.
     No antigo calendário romano, Junho era o quarto mês e tinha apenas 29 dias. Quando Júlio César reformou o calendário, aumentou o mês para 30 dias e tornou-o o sexto mês do ano.

- Como o mês de Junho era dedicado aos homens jovens de Roma, alguns estudiosos defendem que o nome "Junho" veio da palavra latina "iuniores" que significa «homens jovens».

     Na Grécia antiga este mês era consagrado a Júpiter Olímpico, com festas e jogos que teriam sido iniciados por Hércules.

Em Portugal é o mês dos 3 Santos Populares:
- Santo António (dia 13), padroeiro dos casamentos;
- São João (noite do dia 23 para 24), padroeiro das viúvas;
- São Pedro (dia 29), padroeiro dos "desesperados para casar".
com sardinha assada, bailes nas ruas, fogueiras, arraiais, marchas populares, manjericos, versos populares e alho porro.

Junho é representado por um jovem coberto com um manto verde escuro, com um cesto de fruta numa mão e uma águia na outra mão.


JUNHO - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria


Provérbios e ditados populares do mês de Junho:
  • Água de S. João tira o vinho e não dá pão.
  • As cerejas são alegres à vista e tristes ao coração.
  • Até S. Pedro, há o vinho medo.
  • Cerejas e más fadas, cuidais tomar poucas e vêm dobradas.
  • Dia de S. Barnabé, seca-se a palha pelo pé.
  • Dia de S. Pedro, tapa o rego.
  • Em Junho, foicinha em punho.
  • Se o vento bailar, em noite de S. João, vai tardar o Verão.
  • Chuva junhal , fome geral.
  • Lavra por S. João, se queres ter pão.
  • Ande o Verão por onde andar, no S. João há-de chegar.
  • Até ao S. Pedro, o vinho tem medo.
  • Dia de S. Pedro, vê o teu olivedo; se vires um grão, espera por cento.
  • Em Junho, foice em punho.
  • Favas das mais caras, cerejas das mais baratas.
  • Favas, as primeiras; cerejas, as últimas.
  • Feno, alto ou baixo, em Junho é segado.
  • Junho, Julho e Agosto, senhora não sou vosso.
  • Lavra pelo São João se queres ter palha e pão.
  • Lavra pelo São João, se queres haver pão.
  • O milho, pelo São João, deve cobrir um cão.
  • Pelo São João, foice na mão.
  • Chuva no S. João, talha o vinho e não dá pão.
  • Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
  • Junho calmoso, ano formoso
  • Galinhas de S. João, pelo Natal poedeiras são.
  • Para o S. João, guarda a velha o melhor tição.
  • Ouriços no S. João, são do tamanho dum botão.
  • Pelo S. João, deve o milho cobrir o rabo do cão.
  • Sardinha de S. João, já pinga no pão.
  • Pelo São Pedro vai ao arvoredo; se vires uma, conta um cento.
  • Quando Jesus se encontra com João, até as pedras dão pão.
  • Quando o troque troqueleja, já a cereja vermelheja.
  • Quando se junta Jesus com João, em cima de pedra dá pão.
  • Quando o vento ronda o mar na noite de S. João, não há Verão.
  • Ande onde andar o Verão, há- de vir no S. João.
  • Chuva no S. João, bebe o vinho e come o pão.
  • Lavra por S. João, se queres haver pão.
  • O sol de Junho madruga muito.
  • Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.
  • Quem quiser bom melão, semeia-o na manhã de São João.
  • Se queres ter pão, lavra pelo São João.


Fontes: 
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro
Texto: Wikipédia, a enciclopédia livre, e autor do blogue.
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische

01 maio 2012

MAIO


Iluminura do mês de Maio do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(A festa do bonito mês de Maio, durante o qual as pessoas deviam vestir-se de verde, com o libré de Maio. Os cavaleiros e amazonas são jovens nobres, entre eles avistamos príncipes e princesas. Ao fundo, um castelo que se julga ser o Palais de la Cité, em Paris)


M



 aio é o quinto mês do calendário Gregoriano e tem 31 dias.

     O seu nome deriva do nome da deusa grega Maya, a deusa romana do cultivo e do crescimento das plantas, deusa da fecundidade e da projecção da energia vital, símbolo da Primavera. 
O seu nome significa literalmente "pequena mãe", nome que na altura era dado tradicionalmente a uma mãe idosa, uma avó, uma ama de leite ou uma parteira.

     Na tradição romana Maia também pode ser a mentor e mãe de Mercúrio, mensageiro e deus da venda, lucro e comércio. Identificada como Maia Maiestas (também chamada de Fauna e Bona Dea, a "boa deusa") na mitologia romana, Maia pode ser equivalente a uma velha deusa da Primavera dos primeiros povos itálicos. Alguns afirmam que o nome de Maio (em latim Maius) deriva do seu nome. O primeiro e o décimo quinto dias de Maio eram consagrados a ela.

MAIO - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria


Provérbios e ditados populares de Maio:
  • Sol de Maio e boa terra, fazem melhor gado que o pastor mais afamado.
  • A melhor cepa, Maio a deita.
  • Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso.
  • Maio couveiro, não é vinhateiro.
  • Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.
  • Maio jardineiro, enche o celeiro.
  • Maio pardo, faz o pão grado.
  • Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
  • Em Maio, comem-se cerejas ao borralho.
  • Mês de Maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores.
  • Quando em Maio não troa (troveja) , não é ano de broa.
  • Em Maio verás, a água com que regarás.
  • Maio serôdio ou temporão, espiga o grão.
  • Favas, Maio as dá, Maio as leva.
  • Maio hortelão, muita palha, pouco pão.
  • A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.
  • A água, Maio a dá, Maio a leva.
  • A boa cepa, Maio a deita.
  • A erva, Maio a dá, Maio a leva.
  • A geira de Maio vale os bois e o carro, a de Julho vale os bois e o jugo.
  • A melhor cepa, Maio a deita.
  • A melhor cepa, para Maio a guardes.
  • A ti chova todo o ano e a mim, Abril e Maio.
  • A velha, em Maio, come castanhas ao borralho.
  • Ainda não nasceu nem há-de nascer, quem em Maio o Sete-estrelo há-de ver.
  • As favas, Maio as dá e Maio as leva.
  • Boa cepa, Maio a deita.
  • Borreguinho de Maio, se to pedirem, dai-o.
  • Chovam trinta Maios e não chova em Junho.
  • Chova-te o ano todo, mas a mim, Abril e Maio.
  • Chuva da Ascensão, das palhinhas faz pão.
  • Chuva de Ascensão não dá palhas nem pão.
  • Chuva de Maio faz as novas ranhosas e as velhas formosas.
  • Chuvas da Ascensão, bebem vinho e comem pão.
  • Chuvinha da Ascensão, até da palha faz pão.
  • De Maio a Abril, ainda que te pese, me hei-de rir.
  • Em Maio, canta o gaio.
  • Maio chuvoso torna o ano formoso
  • Maio frio e Junho quente, trás o diabo no ventre.
  • Vai-te embora mês de Maio, mês de pouca ventura: mal amanhece é logo noite escura.




Fontes: 
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro
Texto: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap

01 abril 2012

ABRIL


Iluminura do mês de Abril do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(A chegada da Primavera, da esperança e da vida - a relva está verde e o jovem casal de noivos troca os anéis em primeiro plano, acompanhados de seus familiares e amigos. O castelo, outro domínio do Duque, é o de Dourdan)


A
  

 bril é o quarto mês do calendário gregoriano e tem 30 dias.
O seu nome deriva do Latim Aprilis, que significa 'abrir', numa referência à germinação das culturas. 

     Outra hipótese sugere que Abril seja derivado de Aprus, o nome etrusco de Vénus, deusa do amor e da paixão. É por esta razão que surgiu a crença de que os amores nascidos em Abril são para sempre. 

     Outra versão é que se relaciona com Afrodite, nome grego da deusa Vénus, que teria nascido de uma espuma do mar que, em grego antigo, se dizia "abril" .

Abril é o único mês do ano que não termina com a letra "o".


ABRIL - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria

Provérbios e ditados populares do mês de Abril:
  • Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
  • Vinha que rebenta em Abril dá pouco vinho para o barril.
  • Não há mês mais irritado que o Abril zangado.
  • A água com que no Verão se há-de regar, em Abril há-de ficar.
  • A água de Abril é água de cuco, molha quem está enxuto.
  • A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.
  • A água, em Abril, carrega o carro e o carril.
  • A aveia até Abril, está a dormir.
  • A sardinha de Abril é vê-la e deixá-la ir.
  • Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
  • Abril chuvoso e Maio ventoso fazem o ano formoso.
  • Abril com chuvadas, mentes amuadas.
  • Abril e flores, alergias e suas dores.
  • Abril e Maio são as chaves de todo o ano.
  • Abril e Maio, chaves do ano.
  • Abril frio dá pão e vinho.
  • Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
  • Abril frio traz pão e vinho.
  • Abril leva as peles a curtir.
  • Abril mete a ovelha no covil.
  • Abril molhado, ano abastado.
  • Abril molhado, sete vezes trovejado.
  • Abril queima-se o carro e o carril.
  • Abril vai a velha aonde há-de ir e a sua casa vem dormir.
  • Em Abril queima a velha o carro e o carril e o que ficou, em Maio o queimou.
  • Em Abril queima a velha o carro e o carril, uma camba que ficou, ainda em Maio a queimou e guardou o seu melhor tição para o mês de São João.
  • Em Abril queimou a velha, o carro e o carril; e uma cambada que ficou, em Maio a queimou.
  • Em Abril, sai a bicha do covil.
  • Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
  • É próprio do mês de Abril, as águas serem ás mil.
  • Entre Março e Abril, o cuco há-de vir ou o fim do mundo está para vir.
  • Vinho de Março não vai ao cabaço e vinho de Abril não enche cantil.
  • O que Abril deixa nado, Maio deixa-o espigado.
  • Por Abril, corta um cardo, nasceram mil.



Fontes: 
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro
Texto: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische

01 março 2012

MARÇO


Iluminura do mês de Março do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(Primeiros trabalhos agrícolas do ano, sementeira, lavra e outros. O castelo que se avista ao fundo é o de Lusignan, um dos preferidos do Duque)


M
  


 arço é o terceiro mês do ano no calendário gregoriano e um dos sete meses com 31 dias.
Março tem início (astrologicamente, não a nível sideral) com o sol no signo de Peixes e termina no signo de Áries. Astronomicamente falando, o sol inicia na constelação de Aquário e termina na constelação de Peixes.

Março no Hemisfério norte é o sazonal equivalente a Setembro no Hemisfério sul. Por volta de 21 de Março, o Sol cruza o equador celestial rumo ao norte; é o equinócio de Março, começo da Primavera no Hemisfério Norte e do Outono no Hemisfério Sul.

     O nome "Março" surgiu na Roma Antiga, quando era o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, de Marte, o deus romano da guerra. Na Roma antiga, onde o clima é mediterrânico, Março é o primeiro mês da Primavera, um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como para que se comece a temporada das campanhas militares.


Março pelo mundo:
- O ano tinha início no dia 1 de Março, na Rússia, até ao final do Século XV.

- O Reino da Grã-Bretanha e as suas colónias continuaram a utilizar o dia 25 de Março para iniciar o ano até 1752, quando finalmente adoptaram o calendário gregoriano. Muitas outras culturas e religiões ainda celebram até hoje o Ano-Novo em Março.

- Em finlandês, o mês é chamado de maaliskuu, que tem origem em maallinen kuu significando o mês terrestre. Isto é porque em maaliskuu a terra começa a aparecer sob a neve derretida.

- Históricamente os nomes para Março incluem o termo saxão Lenctmonat, dado ao equinócio. Os saxões também chamavam Março de Rhed-monat ou Hreth-monath (devido a seu deus Rhedam/Hreth) e os anglos chamavam-no de Hyld-monath.

- No calendário judaico, o fim de Fevereiro e o começo de Março é chamado de adar, o último mês, enquanto que o fim de Março e começo de Abril é chamado de nisã, e é considerado o primeiro mês.


Provérbios e ditados populares de Março:
  • Vento de Março e chuva de Abril, fazem o Maio florir.
  • Aí vem meu irmão Março, que fará o que eu não faço.
  • Antes a estopa de Abril, que o linho de Março.
  • Bodas em Março, é ser madraço.
  • Cavas em Março e arrenda pelo São João (24/6), todos o sabem e poucos o dão.
  • Cavas em Março e arrenda pelo São João (24/6), todos o sabem, mas poucos o dão.
  • Dia de Março, dia de três ventos.
  • Quando o Março sai ventoso, sai o Abril chuvoso.
  • Em 25 de Março, se o cuco não se ouvir, ou é morto ou não quer vir.
  • Em Março espetam-se as rocas e sacham-se as hortas.
  • Em Março espiam-se as rocas e sacham-se as hortas.
  • Em Março o pão com o mato, a noite com o dia e o Pedro com a Maria.
  • Em Março o sol rega e a chuva queima.
  • Em Março ouga a erva com o sargaço.
  • Em Março ouga a noite com o dia e o pão com o sargaço.
  • Em Março queima a velha o maço para aguentar o pernaço.
  • Poda em Março, vindima no regaço.
  • Em vinte cinco de Março, se o cuco não se ouvir, ou é morto ou não quer vir.
  • Entre Março e Abril o cuco há-de ouvir.
  • Entre Março e Abril o cuco há-de vir.
  • Enxame de Março apanha-o no regaço.
  • Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
  • Janeiro geoso, Fevereiro nevoso, Março mulinhoso, Abril chuvoso, Maio ventoso, fazem o ano formoso.
  • Lá vem o irmão Março, que não deixará ovelha, nem farrapo, nem o pastor se for fraco.
  • Em Março, tanto durmo como faço.
  • Março marçagão, de manhã focinho de cão, ao meio-dia de rainha e à noite de fuinha.
  • Março marçagão, de manhã Inverno, de tarde verão.
  • Março marçagão, pela manhã rosto de cão, à tarde Verão.
  • Março marçagão: de manhã cara de cão, ao meio dia de rainha e à noite de fuinha.
  • Março marceja, pela manhã chove a à tarde calmeja.
  • Março marcheia, de manha arreganha o pastor, à tarde desenxameia a colmeia.
  • Março molinhoso, São João (24/6) farinhoso.
  • Março o cria. Março o fia.
  • Março pardo e venturoso traz o ano formoso.
  • Março pardo, antes enxuto que molhado.
  • Março pelarço as noites como os dias, os meses como os marcos.
  • Março queima a dama do paço.
  • Março ventoso e Abril chuvoso, do bom colmeal farão astroso.
  • Março virado de rabo, é pior que o diabo.
  • Março zangado é pior que o diabo.
  • Março, aguaço.
  • Em Março, chove cada dia um pedaço.
  • Março virado de rabo, é pior que o diabo.
  • Temporã é a castanha que em Março arreganha.
  • Vento de Março e chuva de Abril, fazem o Maio florir.
  • Março duvidoso, S. João farinhoso.


MARÇO - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria

Hora de Verão:

Em Portugal, é no mês de Março que existe a mudança da hora legal UTC (Tempo Universal Coordenado) para a chamada "Hora de Verão". A hora é adiantada em 60 minutos no último Domingo de Março, à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC).


Fontes: 
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische
Texto:
Cortesia de Observatório Astronómico de Lisboa
Wikipédia, a enciclopédia livre.

01 fevereiro 2012

FEVEREIRO


Iluminura do mês de Fevereiro do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(O Inverno numa aldeia de camponeses. Vemos os habitantes aquecendo-se junto ao fogo, enquanto em segundo plano, a vida quotidiana - corte da madeira, conduzir os animais à feira - segue o seu curso)



F
  


 evereiro é o segundo mês do ano, pelo calendário gregoriano. Tem a duração de 28 dias, excepto nos anos bissextos, em que é adicionado um dia.
Já existiram três dias 30 de Fevereiro na história.

O nome Fevereiro vem do latim februarius, "mês das purificações". Também inspirado em Februus, deus da Morte e da Purificação na mitologia etrusca.

     Originariamente, Fevereiro possuía 29 dias e 30 como ano bissexto, mas, por exigência do Imperador César Augusto, de Roma, um dos seus dias passou para o mês de Agosto, para que o mesmo ficasse com 31 dias, igual a Julho, mês baptizado assim em homenagem ao Imperador Júlio César.

FEVEREIRO - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria



Símbolos de Fevereiro:

  • Mineral: Pedra de quartzo Ametista. Simboliza a piedade, humildade, sabedoria espiritual e sinceridade.



Cristais de quartzo de Ametista



  • Flor: Violeta ou Amor-perfeito (Viola);


Violetas



  • Signos astrológicos de Fevereiro:


Aquário: até 19 de Fevereiro;
Peixes: a partir de 20 de Fevereiro.


Aquário

Peixes



















  • Astrologia Celta das Árvores:

Até 3 de Fevereiro: Cipreste (Fidelidade);
4 a 8: Álamo (Incerteza);
9 a 18: Cedro (Confiança);
19 a 28: Pinheiro (Particular).


Cipreste
Álamo


















Pinheiro (bravo)



Cedro

















Provérbios e ditados populares de Fevereiro:
  • Fevereiro quente traz o diabo no ventre.
  • Aveia de Fevereiro, enche o celeiro.
  • Quando não chove em Fevereiro; nem bom centeio nem bom lameiro.
  • Quando a candeia chora, já o Inverno vai fora, quando a candeia ri, ainda o Inverno está para vir.
  • A dois dias de Fevereiro, sobe ao outeiro: se a candelária chorar, está o Inverno a passar; se a candelária sorrir, está o Inverno para vir.
  • Candelária chovida à candeia dá vida.

(os termos "candeia" e "candelária" referem-se à Nossa Senhora das Candeias, que em algumas localidades do centro do país e no Arquipélago dos Açores se festeja no dia 2 de Fevereiro).
  • Em Fevereiro chega-te ao lameiro.
  • Em Fevereiro chuva, em Agosto uva.
  • Em Fevereiro enche a velha o fumeiro.
  • Em Fevereiro mata o teu carneiro.
  • Em Fevereiro mete obreiro.
  • Em Fevereiro põe o teu fumeiro.
  • Em Fevereiro põe o teu porquinho ao sol.
  • Em Fevereiro, cada sulco um regueiro.
  • Em Fevereiro, chega-te ao lameiro.
  • Em Fevereiro, ergue-se o centeio, a aveia enche o celeiro e a perdiz faz-se ao poleiro.
  • Em Fevereiro, frio ou quente, chova sempre.
  • Em Fevereiro, mete obreiro; pão te comerá, mas obra te fará.
  • Em Fevereiro, no primeiro jejuarás, no segundo guardarás, no terceiro dia de S. Brás.
  • Em Fevereiro, vai acima ao outeiro: se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.
  • Quando não chove Fevereiro nem bom prado, nem bom celeiro.
  • Fevereiro, o mais curto mês e o menos cortês.
  • Em Fevereiro neve e frio; é de esperar calor no estio.


Fontes: 
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro
Pintura de FEVEREIRO: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische;
Cortesia de Astrologia Celta das Árvores.

01 janeiro 2012

JANEIRO


Iluminura do mês de JANEIRO do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(O mês dos presentes de Ano Novo. Em certas famílias não se celebrava o Natal - dava-se a cada ano um presente, chamado «Étrennes». Esta palavra remonta a um costume romano, segundo o qual o patrão oferecia um subsídio anual aos seus clientes - do latim "strena", em português deu origem à palavra "estreia")



J


  aneiro é o primeiro mês do ano nos calendários juliano e gregoriano.
  É composto por 31 dias.

     O nome provém do latim Ianuarius, décimo-primeiro mês do calendário de Numa Pompílio, o qual era uma homenagem a Jano (em latim: Janus), deus dos portões, no começo na mitologia romana. Nessa época o mês tinha 28 dias. Jano tinha duas faces (bifronte), uma voltada para a frente (olhando o futuro), e outra voltada para trás (olhando o passado).
Jano era também o deus da mitologia grega de duas faces.
     A sua representação era a de um homem com duas faces, uma voltada para o passado e uma voltada para o futuro, mas também há representações das faces como a de um homem jovial e belo (representando o futuro) e de um ancião de olhar profundo (representando o passado).
     A sua equivalência feminina, e também considerada consorte, é a deusa Jana, deusa da Lua, também representada com duas faces, uma olhando sempre para o passado e a outra para o futuro.
     Os romanos também associaram o deus Janus com o deus Ani, deus do Céu que, como Janus, era representado com duas faces.

Busto de Janus, Museu do Vaticano.

     Segundo a mitologia, Janus é originário da Tessália, na Grécia, e viajou até à Península Itálica, onde fundou a cidade de Janículo (Gianicolo em italiano). Em seguida, exilou o deus Saturno, que era perseguido por Júpiter; sendo possível ver uma continuidade da Titanomaquia, a guerra entre os deuses do Olímpio contra os Titãs; e também a criação de uma festa para receber a divindade exilada, explicando assim a introdução da Saturnalia.

     Alguma da simbologia associada a Janus é o oculto e o conhecido, a verdade e a mentira, a Lua e o Sol, o passado e o futuro, a dualidade que todos temos dentro de nós e que muitas vezes se manifesta em momentos cruciais das nossas vidas, confundindo e embaralhando os nossos sentimentos e a capacidade de raciocinar, o emocional, em atrito com o racional.
O seu símbolo é uma chave, que abre todas as portas e possibilidades como também as tranca.
     Na Streghria (“feitiçaria” em italiano) ele é referido como Ani, o deus do Sol, tendo participação crucial durante a Roda do Ano (calendário que simboliza a concepção de tempo dos pagãos e, principalmente, a dos Celtas, e que era um tanto quanto diferente da actual, semelhante ao Zodíaco.)

     Júlio César estabeleceu que o ano deveria começar na primeira lua nova após o solstício de inverno, que no hemisfério norte era a 21 de Dezembro, a partir do ano 709 romano (45 a.C.). A partir desta época, o mês passou a ter 31 dias. Nessa ocasião o início do ano ocorreu oito dias após o solstício. Posteriormente, o início do ano foi alterado para onze dias após o solstício, caindo assim a 1 de Janeiro.

     Durante a Idade Média, Janeiro torna-se, gradualmente, o primeiro mês do ano, substituindo assim o mês de Março.



Templo de Janus, em Autun, França (autor: Alchemica)

     Em Autun, uma comuna francesa na região administrativa da Borgonha, encontra-se o Templo de Janus. Durante a época dos romanos, Autun  era chamada de Augustoduno (em latim: Augustodunum).



JANEIRO - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria


Símbolos de Janeiro:

  • Mineral: Granada, que representa a constância;


Agregado de cristais de granada
Pingente de granada
verde-brilhante rara


















  • Flores: Cravo (Dianthus caryophyllos) e Galanthus (ou Campânula branca, ou campânula de Inverno).



Cravo
Galanthus

















  • O emblema floral japonês de Janeiro: Camélia (Camellia)


Camélias simples de cor rosa
Camélias híbridas














  • Na Finlândia, o mês de Tammikuu (Janeiro) é o coração do Inverno. Porque o nome significa literalmente "Oak moon", (Lua de Carvalho) pode-se inferir que o carvalho é o coração da grande floresta com muitas árvores valiosas, em oposição às florestas árcticas típicas, constituídas por pinheiros e abetos. A fotografia de uma grande árvore coberta de gelo contra um céu azul é uma cena familiar durante o inverno na Finlândia.




Imagem característica do Inverno na Finlândia
Folhas e bolotas do carvalho


















  • Signos Astrológicos de Janeiro:

Capricórnio: até 20 de Janeiro;
Aquário: a partir de 21 de Janeiro.


Capricórnio

Aquário

















  • Astrologia Celta das Árvores:

1 de Janeiro: Macieira (Amor);
2 a 11: Abeto (Mistério);
12 a 24: Olmo ou Ulmeiro (Mentalidade nobre);
25 a 31: Cipreste (Fidelidade)


Árvore da Macieira

Árvore do Abeto




















Olmo ou Ulmeiro
Cipreste


















Provérbios e ditados populares sobre Janeiro:
  • “Seda, em Janeiro, ou fantasia ou falta de dinheiro.”
  • “Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.”
  • “Calças brancas em Janeiro, sinal de pouco dinheiro.”
  • “Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a chorar, se vires nevar, põe-te a cantar.”
  • “Luar de Janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de Agosto que lhe dá no rosto.”
  • “Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.”
  • “Não há luar como o de Janeiro.”
  • “Luar de Janeiro é o primeiro.”
  • “Janeiro fora, crescem os dias uma hora e, quem bem contar, hora e meia há-de achar.”
  • “Vinho verde em Janeiro é mortalha no palheiro.”
  • “Quando em Janeiro a lua vaza, corta madeira para tua casa.”
  • “Bons dias em Janeiro enganam os homens em Fevereiro.”
  • “A pescada de Janeiro vale carneiro.”
  • “Comer laranjas em Janeiro – é dar que fazer ao coveiro.”
  • “Vinho verde em Janeiro é mortalha no telheiro.”
  • “Água de Janeiro vale dinheiro.”
  • “Da flor de Janeiro, ninguém enche o celeiro.”
  • “Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.”
  • “Em Janeiro saltinho de carneiro.”
  • “Em Janeiro, cada Ovelha com seu Cordeiro.”
  • “Em Janeiro, um porco ao sol outro ao fumeiro.”
  • “Em Janeiro, nem Galgo lebreiro, nem Açor perdigueiro.”
  • “Em Janeiro, seca a Ovelha no fumeiro.”
  • “Em Janeiro, sete capelos e um sombreiro.”
  • “Janeiro fora, cresce uma hora.”
  •  “Janeiro molhado, se não cria o pão, cria o gado.”
  • “Janeiro molhado, se não é bom para o pão, não é mau para o gado.”
  • Janeiro geadeiro, nem boa meda nem bom palheiro.
  • “Janeiro quente, traz o Diabo no ventre.”
  • “Janeiro molhado, bom para o tempo e mau para o gado.”
  • “Janeiro tem uma hora por inteiro.”
  • “No minguante de Janeiro, corta o madeiro.”
  • “O mês de Agosto será gaiteiro, se for bonito o 1º de Janeiro.”
  • “Pintainho de Janeiro, vai com a mãe ao poleiro.”
  • “Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.”
  • “Quem em Janeiro lavrar, tem sete pães para o jantar.”
  • “Sapato branco em Janeiro é sinal de pouco dinheiro.”
  • “Se o sapo canta em Janeiro, guarda a palha no palheiro”
  • “Se queres ser bom milheiro, faz o alqueire em Janeiro.”
  • “Verdura de Janeiro, não vai a palheiro.”
  • “Cava fundo em Novembro para plantares em Janeiro.”


Fontes: 
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro.
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische.
Texto e restantes imagens:
Wikipédia, a enciclopédia livre;
Cortesia de Universo Simulado (Blogue);
Cortesia de Astrologia Celta das Árvores.