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20 abril 2016

Macedónia

Република Македонија
Republika Makedonija
República da Macedónia





Bandeira
Brasão de Armas






















Localização:
Europa, Europa de Leste, Europa Meridional, Península Balcânica



Origem / Pequeno resumo histórico:
     A República da Macedónia foi colonizada pela primeira vez pelos eslavos no Século VI, passando por uma série de conquistas. No Século VII foi conquistada pelos búlgaros, em 1014 pelos bizantinos e no Século XIV pela Sérvia. Passou a fazer parte do Império Otomano em 1355 e ficou dividida entre a Sérvia, a Bulgária e a Grécia, depois da guerra dos Balcãs, já em 1912-1913. Após a Primeira Guerra Mundial os sérvios da (Vardar)-Macedónia passaram a fazer parte do Estado Federal da Jugoslávia.
     Após a morte do presidente jugoslavo, marechal Tito, em 1980, tornou-se claro que a estrutura da República Socialista Federal da Jugoslávia não se iria manter unida, e cada uma das seis repúblicas que a compunham (Sérvia, Croácia, Eslovénia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro e Macedónia) começou a buscar seu próprio caminho. A República Socialista da Macedónia tentou obter a independência, mas a presença de uma larga minoria albanesa e as objecções impostas pelo governo grego sobre a ideia de nascer um Estado com o mesmo nome de uma região do norte da Grécia tornou a transição difícil.

     Depois da Croácia e da Eslovénia se terem separado da Jugoslávia, a República Socialista da Macedónia, por recear o domínio sérvio, foi conduzida a declarar a independência da Jugoslávia em 1991, ano em que foi adoptada uma nova constituição que consagrou o multi-partidarismo no novo país.



Cultura:
     A cultura da República da Macedónia é muito rica em expressões artísticas, arquitectura, poesia  e música, possuindo também numerosos sítios religiosos antigos.
     Existem vários festivais de poesia, cinema e música que são celebrados anualmente. Os estilos musicais tradicionais da Macedónia desenvolvem-se sobre uma forte influência da música sacra bizantina.
     A Macedónia possui uma rica colecção de pinturas e frescos bizantinos, que remontam ao período entre os Séculos XI e XVI. Existem vários milhares de metros quadrados de frescos, a maioria dos quais se encontram em bom estado de conservação, representando obras de arte da Escola Macedónia da pintura eclesiástica.
     O Prémio Mundial de Humanismo é um galardão atribuído pela Academia do Humanismo da República da Macedónia. Homenageia personalidades que tenham contribuído para a defesa dos ideais do humanismo e da paz.



Principais recursos naturais:
Carvão, grafite e madeira.


Datas comemorativas:
Dia da República – 2 de Agosto – Dia da fundação da República, em 1944. Celebra também a data do início da revolta de Ilinden-Preobrazhenie, em 2 de Agosto de 1903.


Dia da Independência – 8 de Setembro – Celebra a data da independência, da Jugoslávia, em 1991.




Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Денес над Македониjа (Denes Nad Makedonija, "Hoje sobre a Macedónia")
Insígnia da Força Aérea da Macedónia.



Insígnia da Força Aérea da Macedónia



Lema:
Слобода или смрт - ("Liberdade ou morte")


Capital:                                                                             Língua oficial:
Escópia (Skopje)                                                           Macedónio


Vistas parciais de Skopje, capital da República da Macedónia




Moeda oficial:                                                  Tipo de Governo:
Dinar macedónio (MKD)                                República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
8 de Abril de 1993


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • BERD – Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • CEFTA – Acordo Centro-Europeu de Livre Comércio;
  • CoE – Conselho da Europa;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU – União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIV – Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • OPCW Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PSIWMD Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • UIC – União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas.


Património Mundial (UNESCO):
  • Património natural e cultural da região de Ohrid (1979, 1980, 2009).


Vista de Ohrid e do lago Ohrid (UNESCO)
(foto de Diego Delso)


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Festa dos Quarenta Santos Mártires de Štip (2013);
  • A Kopatchkata, dança comunitária da aldeia de Dramtche (2014);
  • O Glasoechko, canto masculino a duas vozes do Baixo Polog (2015) – Património que requer medidas urgentes de salvaguarda.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

30 novembro 2015

Letónia

Latvijas Republika
República da Letónia




Bandeira

Brasão de Armas







Localização:
Europa, Europa Setentrional, Europa de Leste, País Báltico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     O território da actual Letónia tem sido habitado desde 9.000 a.C. Na primeira metade de 3000 a.C., as primitivas tribos bálticas chegaram ao território, sendo os ancestrais do povo letão. Estes mantiveram contacto com o Império Romano, por meio do comércio do âmbar, actividade interrompida com a invasão dos eslavos, no Século VII.
     Durante a Antiguidade, a Letónia foi uma área de passagem comercial entre os vikings e os gregos. Os povos que moravam nessa região participavam activamente no comércio na região. A Letónia era conhecida por ser uma região onde havia muito âmbar, que no início, e durante a idade média, em alguns lugares, valia mais do que o ouro.
     Durante a  Era Cristã, a Letónia tornou-se um entroncamento comercial. A famosa "rota dos Vikings para a Grécia", mencionada em antigas crónicas, partia da Escandinávia atravessando o território letão, ao longo do rio Daugava, até à antiga Rússia e ao Império Bizantino.
     A partir do Século XIII, a Letónia esteve sob domínio dos Cavaleiros Teutônicos. No Século XVI tornou-se parte do reino da Polónia e Lituânia. Nesta época, o luteranismo espalhou-se pelo país. Em 1621, depois de várias guerras, a região foi conquistada pela Suécia e foi anexada à Russia em 1710. A política de russificação empreendida durante o Século XIX pelo czar Alexandre III fracassou ante o campesinato letão e serviu para consolidar sua identidade nacional e linguística. Com a devastação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, a Letónia declarou a sua independência em 18 de Novembro de 1918.
     Em 1934, após um golpe de Estado, o país tornou-se um estado autoritário, com o parlamento (Saiema) suspenso. A 17 de Junho de 1940 a União Soviética anexou o país, de acordo com o pacto germano-soviético (também conhecido como Pacto Ribbentrop-Molotov), de 1939.
     Excepto por um curto período de ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial, a Letónia permaneceu um território soviético até que as reformas da glasnost estimularam o movimento de independência letão. O país tornou-se novamente independente em 21 de Agosto de1991. Desde então, tem reforçado seus laços com o Ocidente. Em 1 de Maio de 2004 tornou-se membro da União Europeia e da OTAN.



Cultura:
    País do Leste europeu, a Letónia é mais conhecida no campo cultural pelos intérpretes e compositores de música erudita, como é o caso de Gidon Kremer e vários cantores de ópera, para além dos seus Coros, premiados internacionalmente. As Latvju Dainas, canções populares, compiladas por Barons e Smits já no Século XX, são também motivo de orgulho nacional.

Ópera Nacional da Letónia, em Riga

Arquitectura - Uma forma de arquitectura tradicional na Letónia são as casas de madeira. A posição dessas casas varia entre as regiões. No oeste da Letónia as casas estão posicionadas num círculo à volta de uma praça central. No leste do país, as aldeias são mais populares, e as casas estão posicionados ao longo de uma rua principal.
     Os edifícios mais antigos que se conhecem foram feitos de madeira. Posteriormente foi introduzida a pedra, material utilizado na construção da igreja de Ikechkil, no Século XII. O uso da pedra adquiriu grande difusão, devido à influência da arte alemã e escandinava. Dessa época são a catedral de São Pedro e as igrejas de São João e Domskaja, em Riga, bem como os castelos de Bauska e Sigulda. No Século XVIII predominou na arquitectura a influência russa. Foram construídos os palácios Elgavski e Rúndalski, realizados por Rastrelli. No Século XX destaca-se a Koljozi (1950), obra do arquitecto Tilmanis.

Teatro Nacional da Letónia


Literatura - Os mais antigos testemunhos são do Século IX. Como em outros países da região, existe uma rica tradição de contos, refrões, lendas e lírica religiosa e popular, conservadas graças à tradição oral. No Século XVI, com a Reforma Luterana e o uso da língua vulgar, surgiram os primeiros livros impressos. Georg Manzel e Christopher Fürecker são os expoentes da literatura do Século XVII. No Século XVIII o filólogo Gotthart Friedrich publicou uma gramática letã e um dicionário letão-alemão. No Século XIX foi criada a Sociedade de Literatura de Riga e fundado o primeiro jornal Letão, em 1822. Desse período destacam-se os nacionalistas românticos como Juris Alunans (1841-1902), Andrejs Pumpurs e Mikelis Ansekilis (1850-1979). A tendência realista inclui, entre outros, os autores Juris Neikens (1826-1868), R. Blaumanis (1863-1908), Anna Brigadere (1861-1933) e Janis Poruks (1871-1911).

Academia das Artes da Letónia, criada em 1921

Festividades - A cultura letã está muito marcada pela relação com a natureza. Marca disso mesmo é o facto de um dos seus eventos mais conhecidos, o Festival  Jāņi , ser a celebração da noite mais longa do ano (tal como o Natal, está relacionado com o Solstício de Inverno e o início de um novo ciclo de vida). O respeito pelo ambiente é visível no carinho com que as cegonhas são tratadas neste país.
     Jāņi é um festival da Letónia que se realiza nos dias 23 a 24 Junho. Destina-se a celebrar o Solstício de Verão, sendo considerado o mais importante festival da Letónia. O dia de Līgo (23 de Junho) e o dia de Jāņi (24 de Junho) são feriados. Nesta festa acendem-se fogueiras em todos os cantos do país e as pessoas juntam-se para evocar tradições, cujas origens remontam a milhares de anos.



Biblioteca Nacional da Letónia


Principais recursos naturais:
Âmbar, turfa, calcário e dolomita.


Datas comemorativas:
Dia nacional - 18 de Novembro - Comemora a data da independência, da Alemanha e da Rússia, em 1918.




Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino nacional - Dievs, svētī Latviju! (Deus Abençoe a Letónia!)
Insígnia da Força Aérea da Letónia.


Insígnia da Força Aérea da Letónia


Lema:
"Tēvzemei un Brīvībai"- ("Pela Pátria e Liberdade")


Capital:                                                           Língua oficial:
Riga                                                                 Letão


Imagens de Riga, capital da Letónia 


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Euro (EUR)                                                      República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1991.


Data de admissão como membro da União Europeia (EU):
1 de Maio de 2004.


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas:
  • AG - Grupo Austrália;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • NATO / OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • EU - União Europeia;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UME - União Monetária Europeia;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual;


Património Mundial (UNESCO):
  • Centro Histórico de Riga (1997);

Edifícios da Irmandade dos Cabeças Negras, um dos mais
emblemáticos da Velha Riga (Vecrīga) (UNESCO)

  • Arco Geodésico de Struve (2005) - (partilhado com Bielorrússia, Estónia, Finlândia, Lituânia, Moldávia, Noruega, Rússia, Suécia e Ucrânia)
Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • Celebrações dos cantos e danças bálticas (2003, 2008) - (Partilhado com Estónia e Lituânia) - Esta expressão cultural é a ilustração da tradição das artes do espectáculo, populares na região. Alcança o seu apogeu com os grandes festivais, que se celebram a cada cinco anos na Estónia e a cada quatro anos na Lituânia. Estas manifestações, de grande envergadura, prolongam-se durante vários dias e reúnem cerca de 40.000 cantores e bailarinos. A maioria pertence a coros e grupos de baile de aficcionados. O seu repertório reflecte a grande variedade de tradições musicais da Estónia, Letónia e Lituânia, desde os cantos populares mais antigos até às composições contemporâneas. Sob a direcção dos directores de coro, de orquestra e dos professores de bailado, muitos cantores e bailarinos praticam a sua arte durante todo o ano, nos centros de lazer e nas associações culturais locais.
  • Espaço cultural dos Suiti (2009) - Os Suiti formam uma pequena comunidade de religião católica na parte ocidental da Letónia onde a confissão Luterana é predominante. O espaço cultural desta comunidade caracteriza-se pela existência de uma série de características distintas: as cantigas monótonas interpretadas pelas mulheres, os costumes relacionados com o casamento, os trajes tradicionais de cores vivas, a língua suiti, as tradições culinárias locais, os ritos religiosos, as celebrações do ciclo anual e a conservação de um considerável repertório de canções, danças e melodias folclóricas.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

11 março 2015

Hungria

Magyarország
Hungria


Brasão de Armas
 


Bandeira

















Localização:
Europa, Europa Central, Europa de Leste.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Segundo a historiografia húngara, a história da Hungria estende-se desde a travessia dos Cárpatos pelas tribos magiares até à actualidade. No Século IX os magiares (conhecidos como húngaros na maioria das línguas ocidentais) eram um povo nómada com origem nas planícies euro-asiáticas. Formavam uma confederação de sete tribos magiares e três tribos cabares aliadas; o nome "Hungria" / "húngaros" provavelmente procede do termo turco Onogur, que significa "dez flechas", indicando força militar unificada no simbolismo nómada.

Chegada dos húngaros às Planícies da Panónia em 895.
Pintura do final do Século XIX, Árpád Feszty.
     
     Em 896 fixaram-se temporariamente na bacia do alto rio Tisza, e por volta de 911 em torno do lago Balaton. Mais tarde, viriam a ocupar parcialmente o que é hoje o leste da Áustria e o sul da Eslováquia. Após a sua derrota na batalha de Lechfeld em 955, fixaram-se definitivamente na bacia dos Cárpatos.
     Segundo relatos posteriores redigidos por ordem dos Árpáds, era o chefe tribal magiar de nome Árpád que liderava as tribos húngaras na conquista da bacia dos Cárpatos, no Século IX. Governante tribal do que é hoje o oeste da Hungria, mas também o soberano nominal das sete tribos magiares, o príncipe Géza, da casa de Árpád, empreendeu um plano de integração da Hungria à Europa cristã (ocidental), adoptando um modelo ocidental de Estado. Indicou como seu sucessor o seu filho Vajk (mais tarde conhecido como Estêvão).
     A Hungria foi estabelecida como um reino cristão sob o reinado de Estêvão I, coroado rei em Dezembro de 1000 d.C. (ou Janeiro de 1001). Em 1006 Estevão já havia firmado o seu controle do reino, eliminando os rivais que haviam tentado apoiar as tradições pagãs ou buscar uma aliança com o Império Bizantino. Deu início a extensas reformas para converter a Hungria num estado feudal europeu, inclusive com conversões forçadas ao Cristianismo.
     A invasão mongol de 1241 e 1242 foi um golpe severo para a Hungria. Depois da destruição do exército húngaro na batalha de Muhi e a fuga do Rei Bela IV, o país foi devastado, com a morte de um terço da população. Somente cidades e mosteiros fortificados lograram repelir o assalto. Após o refluxo dos mongóis, o rei Bela ordenou a construção de castelos de fronteira (végvár), os quais se revelaram particularmente importantes durante o avanço do Império Otomano, a partir do Século XIV.
     O último rei forte foi Matias Corvino. Filho do senhor feudal João Hunyadi, que chefiou as tropas húngaras no cerco de Nándorfehérvár (Belgrado), Matias herdou a visão de seu pai no sentido de constituir um império suficientemente poderoso na Europa Central, de maneira a fazer frente aos otomanos. Expandiu as fronteiras da Hungria para o sul e noroeste, promovendo importantes reformas internas.
     Após a morte de Matias, o fraco rei Vladislau II, da linhagem polaco-lituana dos Jagelões, não conseguiu evitar que o poder efectivo passasse para as mãos da nobreza, apesar de governar, em tese, todas as áreas conquistadas por Matias, com excepção da Áustria.
     Em 1514, teve início a rebelião camponesa de György Dózsa, na Grande Planície (Alföld) e na Transilvânia, esmagada impiedosamente pela nobreza. Com o progressivo enfraquecimento do poder central, a Hungria viu-se incapaz de resistir às investidas do Império Otomano – em 1521, Nándorfehérvár caiu e, em 1526, o exército húngaro foi aniquilado na batalha de Mohács.
     Após um período conturbado politicamente na década de 1920, e após o suicídio de Teleki Pál, primeiro-ministro húngaro que não concordava com uma Hungria nazi e não via saída frente ao domínio alemão, assumiu István Bethlen, a Hungria aliou-se aos nazis alemães a partir de 1930, durante a Grande Depressão, na expectativa, conforme explicações de seus líderes da época, de obter de volta os territórios perdidos. E foi o que aconteceu: entre 1938 e 1941 a Hungria retomou territórios como a Eslováquia, a Rutênia, a Transilvânia e parte da Jugoslávia. Em 1941 declarou guerra à União Soviética, mesmo enfraquecida, pois até então seguia as intenções alemãs. Houve sucessivas derrotas, milhares de soldados húngaros foram enviados a campos de guerra em situações precárias onde foram aniquilados cerca de 40 000 homens, após a mudança de lado de vários países e principalmente da Romênia, a Hungria tentou um acordo com os Aliados, mas não foi aceite. Em Março de 1944 Hitler ordenou a invasão da Hungria. Depois de diversas batalhas por toda a Hungria, os alemães foram derrotados em 4 de Abril de 1944.
     Como consequência, no fim da Segunda Guerra Mundial tornou-se um Estado comunista sob a influência de Moscovo. A Revolução de 1956 foi a oportunidade para que os húngaros se manifestassem contra o regime soviético instalado no país. Após o primeiro-ministro Imre Nagy implantar reformas democráticas, apoiado pela população, a União Soviética invadiu a Hungria e, pela força das armas, acabou com a revolução, prendeu Nagy e executou-o pouco tempo depois.
     No final da década de 1980, a Hungria foi um dos primeiros países da órbita soviética a procurar dissolver o Pacto de Varsóvia e a evoluir para uma democracia pluri-partidária e para uma economia de mercado.
     As primeiras eleições livres nessa nova fase da história da Hungria foram realizadas em 1990, onde, com poucos votos, os socialistas foram rechaçados. Mas, em 1994, voltaram ao poder, apoiados pela queda do padrão de vida e da economia húngara. Desde então, socialistas e centro-direitistas disputam o poder político na Hungria. Seguiu-se uma aproximação com o Ocidente que levou o país a aderir à OTAN em 1999 e à União Europeia em 2004.


Cultura:
     Muitos matemáticos importantes, tais como János Bolyai, Paul Erdös e John von Neumann eram húngaros.

Literatura -Os poetas mais importantes da Hungria são Sándor Petőfi, János Arany, Endre Ady e Attila József. Autores importantes na prosa são Mór Jókai e Imre Kertész, que recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2002. No drama húngaro, o autor mais importante é József Katona.
     Nos tempos antigos, a língua húngara era escrita com um alfabeto rúnico. O país mudou para o alfabeto latino após ser cristianizado sob o reino de Estevão I (1000-1038). Não existem documentos anteriores ao Século XI, sendo o mais antigo relato em húngaro um fragmento do documento de fundação da Abadia de Tihany (1055), na qual contém muitos termos húngaros, entre elas as palavras “feheruuaru rea meneh hodu utu rea”, "até a estrada militar de Fehérvár". O resto do documento está em latim. O mais antigo texto completo é o "Sermão e Oração para Funeral" (Halotti beszéd és könyörgés) (1192–1195), a tradução de um sermão em Latim.
     O mais antigo poema é o "Lamentos de Maria", tradução do Latim do Século XIII. É também o mais antigo poema Fino-Úgrico.
     Entre as primeiras crónicas sobre a história húngara está o Gesta Hungarorum ("Feitos dos Húngaros") e o Gesta Hunnorum et Hungarorum ("Feitos dos Hunos e dos Húngaros") por Simon Kézai, ambos em latim. Outra crónica conhecida é a Képes krónika ("Crónica Ilustrada"), que foi escrita por Luis, o Grande.

Ciência e tecnologia - A Hungria é famosa pelo seu excelente ensino na matemática, que produziu diversos cientistas de sucesso, tais como Paul Erdös, famoso por ter seus trabalhos produzidos em 40 línguas na qual os números de Erdõs ainda são procurados; János Bolyai, que desenvolveu a geometria não euclidiana em 183, e John Von Neumann, um pioneiro da computação digital, que leva o seu nome numa das arquitecturas de processadores para computadores. Muitos dos cientistas judeus, como Erdõs e Von Neumann, sofreram perseguições durante a época do anti-semitismo na Europa e fizeram as suas contribuições nos Estados Unidos.
     Muitas invenções são atribuídas a inventores húngaros. Algumas delas são os fósforos sem barulho de János Irinyi, o Cubo de Rubik de Ernő Rubik, e a lâmpada de criptónio de Imre Bródy. Ainda mais invenções são de húngaros, como a holografia (Dennis Gabor), a caneta esferográfica (László Bíró), a teoria da Bomba de hidrogénio (Edward Teller) e a linguagem de programação BASIC (John Kemeny, com Thomas E. Kurtz). Estes últimos inventores registraram seus produtos nos Estados Unidos devido à  Segunda Guerra Mundial.

Goulash, um dos pratos típicos
Gastronomia - A cozinha húngara tem uma posição de destaque na cultura da Hungria, com tradicionais pratos como o goulash, difundido por todo o mundo e uma das bases da culinária húngara. A batata é usada em diversos pratos, e as sopas e os guisados são componentes da culinária dos húngaros.
     Os pratos são geralmente temperados com páprica, cebola e pimenta preta. Os guisados são geralmente encontrados com elementos tradicionais, como carne de porco e de gado, como usado no pörkölt. Existe ainda, diversas sobremesas tais como o somlói galuska, que é um doce coberto de creme de laranja ou rum.


Desporto - No desporto colectivo destaca-se o pólo aquático, bem como o lançamento de martelo. Também possui muita tradição a natação, pela qual a Hungria conseguiu muitos sucessos internacionais, com nadadores como Tamás Darnyi, László Cseh, Krisztina Egerszegi e Katinka Hosszú.
     A figura máxima no desporto de todos os tempos foi o futebolista Ferenc Puskás, que realizou uma majestosa carreira no clube de futebol espanhol Real Madrid e na Selecção húngara de futebol,        Até meados do Século XX a Hungria também foi considerada como uma potência no futebol. Possui dois vice-campeonatos do mundo, em 1938 e em 1954. A selecção húngara de futebol também é a maior vencedora de olimpíadas com três títulos olímpicos conquistados nos jogos olímpicos de verão de 1952, 1964 e 1968, e até hoje possui o recorde das duas maiores goleadas aplicadas em campeonatos do mundo, com um 10 x 1 sobre a selecção salvadorenha no campeonato de 1982 e 9 x 0 sobre a selecção sul-coreana no campeonato de 1954, e foi a primeira selecção não britânica a derrotar em solo inglês a selecção inglesa, e em pleno estádio de Wembley, em 1953.
     A Hungria tem, ainda, a grande jogadora de ténis Zsofia Jakab que está jogando pela Longwood University actualmente, além da maior jogadora de xadrez de todos os tempos, Judit Polgar.
     Também se destaca, desde 1986, a realização do Grande Prémio de F-1, no autódromo da capital. Uma pista onde, segundo os críticos especializados no automobilismo, foi realizado o GP de F1 mais emocionante da era moderna do desporto, em 1990, com a vitória de Therry Boutsen na Williams-Renault.
     A melhor participação da Hungria nos Jogos Olímpicos foi em 1952, quando obteve um terceiro lugar no quadro geral de medalhas.


Principais recursos naturais:
Fontes de bauxite, carvão e gás natural (limitados).


Datas comemorativas:
Festa Nacional - 15 de Março - Data comemorativa da Revolução de 1848 e da luta que se seguiu pela independência, nascimento da Hungria parlamentar moderna;


Dia da Libertação da Hungria - 4 de Abril - Celebra a data em que as forças alemãs foram expulsas do país pelo Exército Vermelho, na II Guerra Mundial;


Dia Nacional - 20 de Agosto - Celebra-se o maior feriado na Hungria, data nacional oficial e festa litúrgica em memória de Santo Estêvão ou Estêvão I da Hungria, fundador do Reino da Hungria e primeiro Rei da Hungria. Santo Estêvão foi canonizado em 1083 e, desde então, os húngaros prestam homenagem ao grande monarca;


Dia da República - 23 de Outubro - Comemoração do início da Revolução e luta pela independência, em 1956. Comemora igualmente o Dia da Proclamação da Independência da República da Hungria, da União Soviética, em 1989.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Himnusz" ("Isten, áldd meg a magyart") - Hino ("Deus, abençoe os húngaros")
Insígnia da Força Aérea da Hungria.

Insígnia da Força Aérea da Hungria (FAH)
Insígnia de baixa visibilidade da FAH










Capital:                                                              Língua oficial:
Budapeste                                                        Húngaro


Imagens de Budapeste, capital da Hungria


Moeda oficial:                                                  Tipo de Governo:
Florim húngaro (HUF)                                     República Parlamentarista


Parlamento de Budapeste, nas margens do Rio Danúbio

Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
14 de Dezembro de 1955.


Data de entrada na União Europeia:
1 de Maio de 2004.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • EU - União Europeia;
  • AG - Grupo Austrália;
  • AIE - Agência Internacional de Energia;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • CD - Comunidade das Democracias;
  • CERN - Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear;
  • CLIMS - Comité de Ligação Internacional dos Organismos Militares Sociais;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • G-20 - (países em desenvolvimento);
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • NATO / OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • CONVENÇÃO DE RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • V4 - Grupo de Visegrád.


Património Mundial (UNESCO):
  • Budapeste, com as Margens do Danúbio, o Bairro do Castelo de Buda e a Avenida Andrássy (1987, 2002);
  • Antiga Vila de Hollókő e o seu Ambiente (1987);
  • Grutas Cársicas de Aggtelek e da Eslováquia (1995, 2000) (sítio transfronteiriço com a Eslováquia);
  • Abadia Beneditina Milenar de Pannonhalma e o seu Ambiente Natural (1996);
  • Parque Nacional de Hortobágy - a Puszta (1999);
  • Necrópole Paleocristã de Pécs (2000);
  • Paisagem Cultural de Fertö / Neusiedlersee (2001) (sítio transfronteiriço com a Áustria);
  • Paisagem Cultural Histórica da Região Vinícola de Tokaj (2002).
Vista geral do castelo de Buda (UNESCO)

Paisagem Cultural Histórica da região Vinícola de Tokaj (UNESCO)

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

30 dezembro 2014

Geórgia

საქართველო
(Sakartvelo)
Geórgia


Bandeira


Brasão de Armas



















Localização:
Europa, Europa de Leste, Ásia, Sudoeste Asiático, Nação transcontinental.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia – Os georgianos chamam-se a si mesmos de ქართველები (kartvelebi) e a sua língua de ქართული (kartuli). Estes termos derivam do nome de um lendário chefe pagão, Kartlos, de quem se diz ser o "pai" dos georgianos.
     A denominação estrangeira Geórgia, utilizada por grande parte das línguas do mundo, vem do persa گرجی (Gurji), por intermédio do árabe Jurj. Este por sua vez sofreu influência do prefixo grego γεωργ- (geōrg-), o que levou a se acreditar que o nome derivaria do seu santo padroeiro, São Jorge, ou do termo grego para cultivar, γεωργία (gueōrguía).
     Na antiguidade, os habitantes da Geórgia eram também denominados iberos, em razão do Reino da Ibéria, que muito confundia os geógrafos antigos, que pensavam que este termo só se aplicava aos habitantes da península Ibérica.

História – Dois reinos georgianos na Antiguidade, Ibéria a leste do país e Cólquida ao oeste foram as primeiras nações da região a adoptarem o cristianismo (317 e 523, respectivamente). Egrisi presenciou batalhas frequentes entre os rivais o Império Bizantino e a Pérsia Sassânida, os quais pretendiam conquistar a Geórgia de tempos a tempos, cuja autonomia foi restaurada em 1801.
     Em 1803, o czar Alexandre anexou a Geórgia. Em 1917 a Geórgia tornou-se autónoma. Em 1924 a Geórgia foi invadida pelos russos e em 1936 foi transformada numa das repúblicas da União Soviética.
     Com a queda da União Soviética, a independência da Geórgia foi proclamada em 9 de Abril de 1991. No entanto, a data nacional é 26 de Maio, porque então foi eleito o primeiro presidente.
     Entre 1995 e 2000 ocorreram inúmeros conflitos separatistas com as repúblicas da Ossétia do Sul e da Abecásia, que posteriormente se tornaram subdivisões da Geórgia.


Cultura:
     A cultura georgiana evoluiu ao longo de bastante tempo, chegando até os dias de hoje com uma vasta tradição literária baseada na língua georgiana e em seu singular alfabeto. Isso acabou por criar um fortíssimo sentimento de identidade nacional, que ajudou a preservar o orgulho e o patriotismo georgiano mesmo após sucessivas guerras e longos períodos de ocupação estrangeira.
     A literatura georgiana tradicional foi bem forte durante os primeiros anos do cristianismo, uma vez que existem obras pré-cristãs como Amiraniani, uma colecção de epopeias georgianas da antiguidade que data do segundo milénio a.C..
     Durante a Idade Média, a escrita georgiana atingiu seu esplendor com o surgimento de Shota Rustaveli, um dos grandes escritores medievais e autor de "O Cavaleiro na Pele de Pantera" (georgiano: ვეფხისტყაოსანი, Vepjis Tqaosani), o poema épico nacional da Geórgia.
     Já durante a época moderna, desde o Século XVII em diante, a cultura georgiana foi influenciada amplamente pelas inovações culturais provenientes da Europa. A primeira mostra de pintura de georgianos foi fundada na década de 1620 na Itália. A primeira na Geórgia foi fundada em 1709, em Tbilisi.
     No ano de 19 de Novembro de 1896 foi inaugurado o primeiro cinema na Geórgia, na capital, Tbilisi. O primeiro documentário cinematográfico georgiano (O dia de Akaki Tsereteli em Racha-Lechkumi) foi rodado em 1912 por Vasil Amashukeli (1886-1977), enquanto que o primeiro filme nacional (Kristine) foi filmado em 1916 por Alexandre Tsutsunava (1881-1955). A Academia Estatal de Arte de Tbilisi foi fundada em 1917.
     A cultura georgiana sofreu em demasia durante a época soviética devido à política de russificação que foi combatida por muitos georgianos. Desde a independência da Geórgia em 1991, o ressurgimento da cultura tomou força apesar das dificuldades económicas e políticas da era pós-soviética.
     Em 2007, a Geórgia teve sua primeira participação no Festival Eurovisão com um canção cuja letra visa a integração na Europa. "My story" foi interpretada pela famosa cantora Sopho Khalvashi e ficou em 12º lugar na final celebrada em Helsinkia.

Gastronomia – Uma lenda da Geórgia diz que, quando Deus estava a criar o mundo, fez uma pausa para comer e tropeçou nas montanhas do Cáucaso, deixando cair parte da comida, tornando esta terra abençoada pelos restos da comida celestial.
     A culinária da Geórgia usa uma grande variedade de carnes, peixe e vegetais, mas o que a faz especial são ingredientes como as nozes, ervas aromáticas, malagueta, sementes de romã, vários tipos de queijos e pickles. Um condimento ou molho tradicional é o tkemali, feito com ameixas ácidas. Mas, para além da comida, a Geórgia é famosa pelos seus vinhos e conhaques.
     Na Geórgia, primeira coisa que se oferece a um convidado é khachapuri, um pastel recheado com um queijo ligeiramente salgado. Depois, vem o lobio, uma preparação com feijão fresco, tirado da vagem, que é um prato sempre presente na mesa georgiana. Num jantar de amigos, cada pessoa tem um pequeno prato no qual vai comendo as diferentes iguarias que estão sempre presentes; e a festa dura sempre muito tempo, com muitas “saúdes” e canções.
     O pão está sempre presente na mesa e o mais tradicional é o "shotis puri", em forma de meia-lua e assado num forno vertical, o tonê (equivalente ao tandoor).


Principais recursos naturais:
Cobre, manganés e ouro.


Datas comemorativas:

Dia da Unidade Nacional - 9 de Abril - Relembra o trágico dia onde crianças georgianas foram mortas por militares soviéticos na Avenida Rustaveli, em Tbilisi.



Dia da Independência - 26 de Maio - Celebra o dia em que o Conselho Nacional da Geórgia declarou a independência dos georgianos e a criação da República Democrática da Geórgia, em 1918.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Tavisupleba" (em georgiano თავისუფლება) ("Liberdade");
Insígnia da Força Aérea da Geórgia.


Insígnia da Força Aérea da Geórgia


Lema:
ძალა ერთობაშია - "A Força está na União."


Capital:                                                                                   Língua oficial:
Tbilisi                                                                                     Georgiano


Centro histórico de Tbilisi, capital da Geórgia


Moeda oficial:                                                                     Tipo de Governo:
Lari (GEL)                                                                             República semi-presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
31 de Julho de 1992


Imagem da Catedral de Sameba, em Tbilisi, sede do
Patriarcado da Igreja Ortodoxa Georgiana.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • GUAM - Organização para a Democracia e o Desenvolvimento Económico;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OCEMN - Organização de Cooperação Económica do Mar Negro;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PEV - Política Europeia de Vizinhança;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.


Património Mundial (UNESCO):
  • Monumentos Históricos de Mtscheta (1994);
  • Catedral de Bagrati e Mosteiro de Ghélati (1994);
  • Svanétia, região histórica no noroeste da Geórgia (1996).

Catedral ortodoxa de Svetitskhoveli (Mtscheta) (UNESCO)

Aldeia de Soli, na região de Svanétia (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Canto polifónico georgiano (2008);
  • Kvevris, o antigo método georgiano de vinificação (2013).


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

29 outubro 2014

Estónia

Eesti Vabariik
República da Estónia

Bandeira

Brasão de Armas



















Localização:
Europa, Europa Setentrional, Europa de Leste, País do Báltico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Supõe-se que os primeiros povos que habitaram o actual território da Estónia tenham sido os éstios, nómadas que viviam em tribos semi-organizadas. No Século XIII a Igreja Católica organizou, por meio do Rei Valdemar II da Dinamarca, uma cruzada para cristianizar as tribos pagãs do Mar Báltico.
     A luta que se seguiu por quase 20 anos acabou por delimitar o território da Estónia ao norte pela Dinamarca e ao sul por uma divisão entre vários bispados e a Ordem dos Livónios, uma poderosa ordem cristã que conseguiu derrotar todas as tribos locais e dominar a maior parte do território.
     Em 1248, Tallinn (Reval) adoptou um governo autónomo baseado na Lei de Lübecke. Anos depois foi aceite na Liga Hanseática, tornando a região importante comercialmente e assinalando a perda do domínio dinamarquês na região. Mesmo após diversos tratados com os lituanos e os russos, a Dinamarca não conseguiu conter o aumento do poderio militar dos vassalos, influenciados pela Vestfália e outros pela Livónia, até que, em 1343, os estonianos, até então subjugados pelos vassalos e tidos apenas como servos dos nobres, organizaram a Revolta da Noite de São Jorge, na qual renunciaram ao cristianismo e lutaram contra a servidão. 
     A Ordem Teutónica, que comandava a Livónia, acabou com a revolta dois anos depois e comprou o território à Dinamarca. Assim, iniciava-se o período do domínio teutónico sobre a Estónia.
     Em 1645, após nova derrocada da Dinamarca, os suecos foram o terceiro povo a dominar o território da Estónia, mas o que mais trouxe benefícios aos estonianos, antes tidos como apenas servos dos nobres que dominavam a região. 
     Foi nessa época que surgiram as primeiras escolas nas vilas estonianas, que eram capazes de ensinarem o povo a ler alguns ensinamentos religiosos. Foi aberta também, pelo Rei Gustavus II Adolphus, em Tartu, a primeira universidade na Estónia. Anos depois, após a Guerra dos 30 anos, mestres alemães vieram à academia de Tallinn ministrar aulas como nas academias alemãs, aumentando a influência que os alemães sempre tiveram na Estónia.
     Em Fevereiro de 1700 teve lugar a Grande Guerra do Norte, mais uma vez com participação da Dinamarca, Polónia, Rússia e Saxónia, contra os suecos. Depois de muitas batalhas e reviravoltas, como a batalha de Poltava, os russos conseguiram derrotar as tropas pessoais do Rei Carlos XII e conquistar Tallinn, dominando finalmente a Estónia e a Livónia.
     Aproveitando a inevitável queda do Império Russo, e já descontente com algumas medidas do império, revoltaram-se em conjunto com a Revolução de 1905 e foram fortemente reprimidos pelo exército russo. Mas esse foi o primeiro passo real para a independência que seria alcançada após a Revolução de 1917, que daria pela primeira vez uma terra independente aos estonianos, a República da Estónia.
     As cores da bandeira têm o seguinte significado: o azul representando a fé, a lealdade e a devoção, bem como os lagos e o céu; o preto simboliza o passado negro e o sofrimento do povo estoniano; o branco representa as virtudes e a felicidade do povo, mas também a casca da bétula, a neve e a luz do sol.

Cultura:
     Devido às diversas culturas que se sucederam em ocupações sucessivas, a Estónia desenvolveu uma cultura de particular tolerância e de respeito pelo estrangeiro, seja qual for o seu país ou a sua cultura. No país estão presentes várias minorias: os russos representam 25,7% da população, seguidos pelos ucranianos, com 2,1% da população; 1,2% da população é bielorrussa e 0,8% finlandesa... A importância da população russófona vem da ocupação soviética e da industrialização exagerada de que a Estónia foi alvo na época.
     O folclore popular na Estónia vem de muitos séculos antes das primeiras ocupações no Século XIII. Os primeiros a influenciar estas tradições foram os finlandeses que, pela sua proximidade com o norte e com a língua, promoveram uma aproximação cultural. 
     O primeiro grande impacto estrangeiro ocorreu quando os católicos chegaram à Estónia no Século XIII e tentaram suprimir a cultura pagã em virtude da cristã. O que ocorreu foi a mistura dessas culturas, o que fez ao longo dos anos surgir a cultura do povo da Estónia.

Arquitectura - Em todos os anos de domínio dos diversos povos (germânicos, suecos e russos), a arquitectura da Estónia sofreu diversas influências. O síndrome dessas influências - a raiva, o medo e a humilhação - deram características interessantes à arquitectura dos seus monumentos, tornando o Gótico Estoniano único entre as arquitecturas góticas do norte. Outros estilos são reflectidos de uma forma suave e calma, entre igrejas medievais, detalhes renascentistas, castelos barrocos, casas clássicas e vilas em Art Nouveau (Arte Nova).
     Como símbolos arquitectónicos nacionais tem-se a medieval Tallinn, a barroca Narva, a clássica cidade universitária de Tartu, e Pärnu, uma cidade do litoral com arquitectura da década de 1920.

Teatro - A história do teatro na Estónia é centenária. Começou, profissionalmente em 1906 com o director Karl Menning em Tartu. Semanas depois, em Tallinn, Theodor Altermann e Paul Pinna começavam o teatro profissional na capital. Após isso outros grandes nomes do teatro estoniano surgiram como Voldemar Panso, Evald Hermaküla e Priit Pedajas.
     Dentro dessa curta história o teatro mobilizou muitas pessoas, facto que a tornou bem acessível para a maioria da população. Existem uma Ópera Nacional, oito Teatros nacionais, três Teatros municipais e 10 teatros privados, nas cinco grandes cidades da Estónia, além de inúmeras escolas de teatro amador espalhadas pelo país.

Edifício da Ópera Nacional, em Tallinn

Literatura - Desde o crescimento do sentimento de nação do povo estoniano, no Século XIX, vários escritores nacionalistas surgiram e escreveram textos memoráveis como o épico Kalevipoeg (O filho de Kalev) por Friedrich Reinhold Kreutzwald, evidentemente influenciado pelo Romantismo alemão. Ao lado de Kreutzwald, lutava a poetisa patriótico-romântica Lydia Koidula. Mas os esforços desse incipiente nacionalismo foram frustrados pela russificação da Estónia, a partir de 1880.
     O primeiro realista foi Juhan Liiv, autor de Kümme lugu (Dez histórias). A renovação literária foi realizada por Eduard Vilde, que durante a sua longa vida mudou várias vezes de estilo, ficando, porém, fiel ao nacionalismo estoniano e ao socialismo revolucionário. A sua obra principal é o romance Mäeküla piimamees (O leiteiro de Mäeküla). Vilde foi um dos fundadores do movimento Noor-Eesti (Jovem Estónia), ao qual pertenceram Anton Hansen Tammsaare, Tõde ja õigus (Verdade e justiça) e Gustav Suits, Lapse sünd (Nascimento de uma criança), as duas maiores figuras da literatura na Estónia.

Música - As primeiras representações de música na Estónia provavelmente surgiram das tradicionais canções runo-estonianas, derivadas de canções de trabalho e baladas épicas. Com o estudo dessas canções começaram a surgir diversas manifestações populares do folclore estoniano por toda a Estónia, mas duramente suprimidas nos períodos da invasão russa. Durante a década de 1960, a União Soviética encorajou suas repúblicas a fortalecerem o folclore nacional. Com o apoio surgiram primeiramente os grupos de coral Värka e Leiko. Em 1967, foi lançado o primeiro LP com música tradicional estoniana, Eesti rahvalaule ja pillilugusid (Canções populares e peças instrumentais estonianas).
     A Estónia produziu também alguns compositores clássicos, como Artur Kapp (1878-1952), Lepo Sumera (1950-2000), Eduard Tubin (1905-1982), Arvo Pärt (1935-) e Veljo Tormis (1930-), o que deu uma significativa reputação à música clássica na Estónia.
     Actualmente, a música estoniana é representada por alguns grupos de rock e metal, tais como Vanilla Ninja, Metsatöll e o grupo de música folclórica Laudaukse Kääksutajad, além da cantora pop Kerli.

Gastronomia - A culinária da Estónia foi influenciada ao longo dos séculos pelos seus tradicionais e mais poderosos vizinhos. A Dinamarca, Alemanha, Suécia, Polónia e Rússia chegaram a governar todo ou parte de seu território, mas a característica principal da gastronomia local é sua origem camponesa.

Saku, a cerveja da Estónia
     As receitas estonianas mais exclusivas ainda são preparadas em muitas famílias e servidas em vários restaurantes ao redor de Tallinn. Entre os pratos tradicionais estão: Marineeritud angerjas, enguia marinada, servida fria; Keel hernestega, outro aperitivo servido frio cujo ingrediente principal é língua; Sült, carne de porco cozida em geleia. A geleia é feita fervendo a carne de porco desossada, às vezes os pés ou a cabeça. É feita frequentemente em grandes quantidades e depois armazenada em jarros; Verivorst (morcela), é um enchido (ou embutido) sem carne, recheado principalmente com sangue coagulado e arroz, de cor escura característica. É um prato estoniano muito típico do inverno e da noite de Natal. É servido acompanhado de uma geleia vermelha de frutos silvestres; Mulgikapsad, chucrute guisado com carne de porco, servido com batatas cozidas; Silgusoust, espécie de arenque pequeno do mar Báltico com toucinho no creme de leite; Karask, um bolo semelhante ao pão de cevada; Kali, uma bebida fermentada ligeiramente alcoólica e adocicada feita de pão preto ou de centeio.

Desporto - Durante muitos anos, a Estónia cedeu os seus atletas a outros países. Primeiro à Rússia (1900-1912) e depois à União Soviética (1948-1988), mas quando participou dos Jogos Olímpicos de Verão sob sua bandeira trouxe 8 medalhas de ouro, 7 de prata e 14 de bronze. Nos jogos de inverno, a Estónia participou de menos edições (7) mas foi mais eficiente, trazendo mais medalhas de ouro, 4 no total, contra apenas 1 de prata e 1 de bronze. O maior atleta olímpico da Estónia é o esquiador Andrus Veerpalu, que possui três medalhas, duas de ouro e uma de prata, conquistadas em Salt Lake City 2002 e Turim 2006.
     No ciclismo, o mais notável é Jaan Kirsipuu, que ganhou várias etapas da Volta da França. No automobilismo, Marko Asmer tornou-se campeão da Fórmula 3 inglesa em 2007, e foi o primeiro piloto estoniano a pilotar um Fórmula 1, em testes para a Williams em 2003.
     Tõnis Kasemets representou a Estónia na temporada de 2006 da extinta Champ Car, tendo um décimo-primeiro lugar no GP de Edmonton como melhor resultado. Kevin Korjus, actualmente na GP3 Series, e Sten Pentus, hoje na Auto GP, são os outros representantes estonianos no automobilismo de fórmula. Markko Märtin, que disputou 86 provas de rali entre 1997 e 2005, é o principal nome do país na modalidade.


Principais recursos naturais:
Xisto betuminoso (kukersite), calcário, madeira, âmbar, argila azul e dolomita.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 24 de Fevereiro - Celebra a Declaração de independência, da Rússia, em 1918.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Mu isamaa, mu õnn ja rõõm ("Minha Pátria, Meu orgulho e alegria");
Insígnia da Força Aérea da Estónia.

Insígnia da Força Aérea da Estónia


Capital:                                                                                    Língua oficial:
Tallinn                                                                                      Estoniano


Vista parcial de Tallinn, capital da Estónia


Moeda oficial:                                                                                   Tipo de Governo:
Euro (adesão em 1 de Janeiro de 2011)                                     República parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Setembro de 1991


Data de admissão como membro da UE (União Europeia):
1 de Maio de 2004


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • UE - União Europeia;
  • AG - Grupo Austrália;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • NATO / OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (país convidado);
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UME - União Monetária Europeia;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Centro Histórico de Tallinn (1997);
  • Arco Geodésico de Struve (2005) (sítio internacional partilhado com mais 9 países).



Centro Histórico de Tallinn (UNESCO)

Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Celebrações dos cantos e danças do Báltico (2008) (partilhado com a Letónia e a Lituânia) - Esta expressão cultural que é a custódia e ilustração da tradição das artes do espectáculo populares na região, atingiu o seu apogeu nos grandes festivais que se realizam a cada cinco anos na Estónia e Letónia, e quatro na Lituânia. Estes grandes eventos durar vários dias e reunir até 40.000 cantores e dançarinos. A maioria deles pertence a corais e grupos de dança de fãs. O seu repertório reflecte a variedade de tradições musicais da Estónia, Letónia e Lituânia, desde as primeiras canções folclóricas a composições contemporâneas.
  • Espaço cultural de Kihnu (2008) - Kihnu e Manija, duas pequenas ilhas no Mar Báltico situadas ao largo da costa da Estónia, alberga uma comunidade de 600 pessoas cujas expressões culturais e tradicionais agrícolas têm permanecido vivas através dos séculos, em grande parte graças às mulheres. Desde os primeiros dias de seu assentamento nas ilhas, os homens da comunidade Kihnu saem para o mar para pescar e caçar focas, enquanto as mulheres permanecem em terra para cultivar os campos e realizar as tarefas domésticas.
  • O Leelo, canto polifónico tradicional da aldeia de Seto (2009) - Para os habitantes da aldeia de Seto, no sudeste da Estónia, Distrito de Petchory (Federação Russa), o Leelo, antigo canto polifónico, é hoje um dos pilares da sua identidade. Os cantores interpretam as suas melodias ancestrais vestidos com os seus trajes tradicionais. Esta canção é caracterizada pela alternância de vozes: um cantor principal canta um verso e o coro continua a cantar as últimas sílabas do refrão, para depois cantar todo o versículo.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre