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22 dezembro 2016

O Nascimento de Cristo na Pintura Universal

Painel de Azulejos em Gilmonde, Barcelos, Portugal. (Fábrica Aleluia, Aveiro, 1988)


O Nascimento de Cristo na Pintura Universal
Deste o Século IV que o Nascimento de Cristo tem sido um tema maior na arte Ocidental. As representações artísticas do nascimento de Jesus, celebradas durante o Natal, são baseadas nas narrativas da Bíblia Sagrada, principalmente nos Evangelhos segundo São Mateus e São Lucas.

A arte Cristã compreende imensas formas de representação da Virgem Maria e do menino Jesus. Uma parte significativa são composições que representam a Madona e o Menino ou a Virgem e o Menino, não sendo normalmente representações directas de cenas da Natividade, e sim objectos simbólicos que representam determinada faceta ou atributo da Virgem Maria ou de Jesus. Pelo contrário, as cenas da Natividade são assumidamente ilustrativas e incorporam imensos detalhes narrativos, sendo um elemento comum nas sequências que ilustram os temas tanto da Vida de Cristo como da Vida da Virgem.

Nascimento de Jesus: Pormenor da frente do Sarcófago romano paleo-cristão de Flavio Stilicone
(em latim: Flavius Stilicho, c. 359-408), capitão romano de origem bárbara, patrício do Império Ocidental.
Data de cerca de 385 d.C.. É preservado na sua posição original, abaixo do púlpito da Basílica de
Sant'Ambrogio, em Milão. Itália. Existe uma cópia no Museu da Civilização Romana, em Roma.
É uma das mais antigas representações conhecidas da Natividade. Foto de Giovanni Dall'Orto (2008). 


A Natividade tem sido representada em diferentes suportes, tanto pictóricos como escultóricos. Nos suportes pictóricos incluem-se murais, pintura de painel, iluminuras, vitrais e pintura a óleo. O tema da Natividade é frequentemente usado em retábulos, conjugando elementos de pintura com escultura. Nas representações na arte da escultura incluem-se miniaturas de marfim, arte tumulária, e elementos arquitectónicos como capitéis, entalhes de portas, e estatuária.  

Além de «O Nascimento de Cristo» foram igualmente criados, entre outros, temas que se relacionam com a Natividade, como por exemplo:
  • Natividade;
  • A Natividade;
  • Natividade de Jesus Cristo;
  • Nascimento de Jesus Cristo;
  • Nascimento de Jesus;
  • Adoração dos Pastores;
  • Adoração dos Magos;
  • Adoração dos Reis;
  • Adoração dos Reis Magos...entre outros.
Este tema foi amplamente retratado na cultura universal, tanto na escultura como na pintura e noutras artes.
     Na Pintura Universal é quase interminável a lista de pintores que ilustraram o tema do Nascimento de Jesus Cristo.
Sem pretender ser demasiado exaustivo, na passagem deste Natal destaco alguns pintores, associados por algumas épocas e correntes da História da Pintura Universal (a negro, os autores dos quadros aqui representados):


PINTURA OCIDENTAL
1. IDADE MÉDIA
1a - Arte Bizantina (Séc. VI - Séc. XV):
Mestre de Vyšší Brod, pintor anónimo da Boémia (activo à volta de 1350).

"Natividade", do Altar de Vyšší Brod e do Mestre com o mesmo nome, à volta de 1350,
Galeria Národni, Praga, República Checa.


1b - Pré-Renascimento (Séc. XI - Séc. XV):
Pietro Cavallini (c.1240-c.1330), italiano;
Giotto di Bondone (c.1266-1337), italiano.

"Natividade", c. 1310, fresco do pintor italiano Giotto di Bondone (c.1266-1337),
Basílica de São Francisco de Assis, Assis, Itália.


1c - Gótico (Séc XII - Séc. XVI):
"Natividade", (entre 1420 e 1426), óleo sobre painel
do pintor flamengo Robert Campin (c.1380-c.1444),
Meseu de Belas Artes de Dijon, França. 
Bernardo Daddi (1280-1348), italiano;
Robert Campin (c.1380-c.1444), holandês;
Fra Angélico (c.1400-1455), italiano;
Rogier van der Weyden (1400-1464), flamengo;
Dirk Bouts (c.1415/20-1475), flamengo;
Hugo van der Goes (1440-1482), flamengo;
Martin Schongauer (c.1448-1491), alemão;
Geertgen tot Sint Jans (c.1460-c.1490), holandês.


1d - Gótico Internacional (final Séc. XIV - início Séc. XV):
Duccio di Buoninsegna (c.1255-c.1319), italiano;
Lorenzo Monaco (c.1370-1425), italiano;
Conrad von Soest (1370-1422), alemão;
Stefan Lochner (c.1400/10-1451), alemão;
Robert Campin (c.1375-1444), holandês.


"A Adoração dos Reis" (Altar Monforte), cerca de 1470, óleo sobre madeira de carvalho do
pintor flamengo Hugo van der Goes (1440-1482), Gemäldegalerie, Berlim, Alemanha.


"Nascimento de Jesus", cerca de 1490,
óleo sobre madeira do pintor holandês
Geertgen tot Sint Jans (c.1460-c.1490),
National Gallery, Londres, Reino Unido.
(uma das poucas pinturas que ilustra o
nascimento de Jesus durante a noite)
Pormenor do tríptico "Altar da Paixão", 1403,
óleo sobre madeira do pintor alemão
Conrad von Soest (1370-1422), Igreja de
São Nicolau, Bad Wildungen, Alemanha.


"A Adoração dos Magos", cerca de 1422, têmpera sobre madeira do pintor italiano
Lorenzo Monaco (c.1370-1425), Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.



2. IDADE MODERNA:
2a - Gótico tardio (Séc. XV - Séc. XVI):
Gerard David (c.1460-1523), holandês;
Geertgen tot Sint Jans (1460-1490), holandês.


"Adoração dos Pastores", Séc. XV, óleo sobre painel do pintor Gerard David (c.1460-1523),
Museu de Belas Artes de Budapeste, Hungria.



2b - Renascimento (Séc. XV - Séc. XVI):
Giotto di Bondone (1266/7-1337), italiano;
Fra Angélico (c.1400-1455), italiano;
Jacques Daret (1404-1470), flamengo;

"A Natividade", entre 1434 e 1435, óleo sobre painel do pintor flamengo Jacques Daret (1404-1470),
Museu Thyssen-Bornemisza, Madrid, Espanha.

Filippo Lippi (1406-1469), italiano;
Petrus Christus ( ? -1475/76), flamengo;
"A Natividade", cerca de 1450, óleo sobre painel
do pintor flamengo  Petrus Christus ( ? -1475/76),
National Gallery of Art, Washington D.C., EUA. 
Piero della Francesca (1415-1492), italiano;
Andrea Mantegna (c.1431-1506), italiano;
Sandro Botticelli (1445-1510), italiano;
Francesco Botticini (c.1446-1498), italiano;
Pietro Perugino (c.1448-1523), italiano;
Domenico Ghirlandaio (1449-1494), italiano;
Hieronymus Bosch (1450-1516), holandês;
Ambrogio Bergognone (1453/5-1523/4), italiano;
Matthias Grünewald (1455/83-1528), alemão;
Lorenzo Costa, o Velho (1460-1535), italiano;
Ambrogio Bergognone (1470-1523/24), italiano;
Albrecht Dürer (1471-1528), alemão;
Grão Vasco (c.1475-c.1542), português;
Giorgione (c.1477-1510), italiano;
Albrecht Altdorfer (c.1480-1538): alemão;
Ridolfo del Ghirlandaio (1483-1561), italiano;
Hans Baldung (c.1484-1545), alemão;
Corregio (c.1489-1534), italiano;
El Greco (1541-1614), grego/espanhol;
Pieter Bruegel, o Jovem (1564-1636), belga.

"A Adoração dos Magos", cerca de 1475, tempera sobre madeira do pintor
italiano Sandro Botticelli (1445-1510), Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.

"Adoração dos Pastores", 1482-85, óleo sobre painel do pintor italiano Domenico Ghirlandaio (1449-1494),
Capela Sassetti, Igreja da Santa Trindade, Florença, Itália.

"Adoração dos Magos", 1501 a 1506, óleo sobre madeira do pintor português
Grão Vasco (c.1475.c.1542), Museu Grão Vasco, Viseu, Portugal.
"Adoração dos Magos" "Adoração dos Magos", c. 1530/35,  óleo sobre cal do pintor alemão
Albrecht Altdorfer (c.1480-1538), Museu de Arte Städel, Frankfurt am Main, Alemanha. 

"Adoração dos Reis Magos", 1568, óleo sobre painel do pintor grego/ espanhol
El Greco (1541-1614), Museu Soumaya, Cidade do México, México.


2b - Alto Renascimento (Séc. XV - Séc XVI):
Leonardo da Vinci (1452-1519), italiano;
"Natividade", 1523, óleo sobre painel do pintor italiano
Lorenzo Lotto (1480-1556), National Gallery of Art,
Washington D.C., Estados Unidos.
Lorenzo Lotto (1480-1556), italiano;
Rafael Sanzio (1483-1520), italiano.

2b - Maneirismo (c. 1530 - 1580):
Agnolo Bronzino (1503-1572), italiano;
Jacopo Bassano (1510-1592), italiano;
Federico Barocci (1528-1612), italiano;
Maarten de Vos (1532-1603), flamengo;
Cesare Nebbia (C. 1536-C. 1622), italiano;
Camillo Procaccini (1561-1629), italiano.


2d - Barroco (Séc XVII - Séc. XVIII):
Jan Gossaert (Mabuse) (1478-1532), flamengo;
El Greco (1541-1614), grego/espanhol;
Louis Cretey (c.1635-c.1732), francês;
Charles Poerson (1653-1725), francês;
Caravaggio (1571-1610), italiano;
Peter Paul Rubens (1577-1640), flamengo;
Gerard van Honthorst (1592-1656), holandês;
Georges de La Tour (1593-1652), francês;
Josefa de Óbidos (1630-1648), portuguesa;
Hyacinthe Rigaud (1659-1743), francês.

"Natividade", 1597, óleo sobre tela do pintor italiano
Federico Barocci (1528-1612), Museu do Prado,
Madrid, Espanha.





2e - Classicismo 
Gerard van Honthorst (1590-1656), flamengo;
Charles Le Brun (1619-1690), francês.


2f - Pintura noutros espaços do Ocidente:
Brasil:
Fúlvio Pennacchi (1905-1992), italo-brasileiro.
"A Adoração dos Magos", 1510/15, óleo sobre carvalho do pintor  flamengo Jan Gossaert
(1478-1532), National Gallery, Londres, Reino Unido.
"Adoração dos Magos", 1633/34, óleo sobre tela do pintor flamengo Peter Paul Rubens
(1577-1640), King's College Chapel, Universidade de Cambridge, Reino Unido.

"Adoração dos Pastores", 1622, óleo sobre tela do pintor holandês Gerard van Honthorst (1592-1656),
Museu Wallraf-Richartz, Colónia, Alemanha.

"Adoração dos Pastores", 1669, óleo sobre tela da pintora portuguesa Josefa de Óbidos (1630-1684),
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, Portugal.

"A Adoração dos Pastores", 1689, óleo sobre tela do pintor francês Charles Le Brun (1619-1690),
Museu do Louvre, Paris, França.

"Natividade", cerca de 1405, do pintor russo
Andrei Rublev (c.1360/70-c.1427/30), 
Catedral da Anunciação, Kremlim, Moscovo, Rússia.




3. IDADE CONTEMPORÂNEA

Romantismo (Séc. XIX):
Adrian Ludwig Richter (1803-1884), alemão.


3.a - Irmandade Pré-Rafaelita (1848-c.1900):
Arthur Hughes (1832-1915), inglês.


Arte russa:
Andrei Rublev (c.1360/70-c.1427/30), russo.






OUTROS:
  1. Manuscrito "Hortus deliciarum" (O Jardim das Delícias), compilado por Herrad de Landsberg (1130-1195), freira abadessa da Alsácia, França;
  2. Códice Bíblico: Codex Purpureus Rossanensis (Séc. VI), Manuscrito Iluminado Bizantino, Museu Diocesano, Rossano, Itália;
  3. Mestres Italo-Bizantinos da Abadia de Sant'Angelo in Formis, Capua, Itália;
  4. Les très riches heures du duc de Berry, 1410 (Gótico Internacional), Museu Condé, Chantilly, França.

"Natividade de Cristo", cerca de 1180, ilustração medieval do manuscrito "Hortus Deciliarum"
(O Jardim das Delícias), compilado por Herrad de Landsberg (1130-1195),
freira abadessa da Alsácia, França.


"Natividade", entre 1411 e 1416, dos Irmãos Limgourg, pintores holandeses,
iluminura do Livro de Horas "Les très riches heures du Duc de Berry",
Museu Condé, Chantilly, França.

24 março 2016

A Última Ceia na História e na Pintura Universal

"A Última Ceia", painel de azulejos na Igreja de São Mamede de Este, Braga, Portugal


A Última Ceia na História
A Última Ceia é o nome dado à última refeição que, de acordo com os cristãos, Jesus dividiu com os seus apóstolos em Jerusalém antes da sua crucificação. A Última Ceia é a base das sagradas escrituras para a instituição da Eucaristia, também conhecida como "Comunhão".

Nome e utilização - O termo "Última Ceia" não se encontra no Novo Testamento. No entanto, por tradição, muitos cristãos referem-se ao episódio da última refeição de Jesus por este termo. É provável que o evento seja o relato de uma última refeição de Jesus juntamente com os seus primeiros seguidores, tornando-se um ritual de lembrança.
     Os anglicanos e os presbiterianos utilizam o termo "Ceia do Senhor", defendendo que o termo "última" sugere que esta foi uma entre muitas ceias, e não "a ceia". A Igreja Ortodoxa utiliza ainda o termo "Ceia Mística", que se refere tanto ao episódio quanto à celebração eucarística dentro da liturgia.

"Última Ceia", meados do Séc. XVI, pintura de Teófanes, o Cretense (1490-1559), 
Mosteiro de Stavronikita, Monte Athos, Grécia.


Narrativa bíblicaA Última Ceia é relatada pelos quatro evangelhos canónicos: Mateus 26:17-30, Marcos 14:12-26, Lucas 22:7-39 e João 13:1 até João 17:26.
A Primeira Epístola aos Coríntios (I Coríntios 11:23-26) que, possivelmente,  foi escrita antes dos evangelhos, inclui uma referência ao episódio, mas enfatiza a sua base teológica sem fazer um relato detalhado do evento e do seu contexto.

"Última Ceia", entre 1304 e 1306, fresco do pintor italiano Giotto di Bondone (c.1266-1337), 
Capela de Scrovegni, Pádua, Itália.


Contexto, localização e dataA narrativa geral dos eventos que levaram à Última Ceia, partilhada pelos quatro evangelhos, é a de que, após a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no início da semana (tradicionalmente chamado de "Domingo de Ramos") e o encontro, diversas pessoas e os anciãos judeus, Jesus e seus discípulos dividiram uma refeição mais para o final da semana. Depois dela, Jesus é traído, preso, julgado e crucificado.
Os eventos chave desta refeição são a preparação dos discípulos para a partida de Jesus, as previsões sobre a iminente traição e sobre a negação de Pedro e a instituição da Eucaristia.

Imagem do Cenáculo, em Jerusalém (foto de Marco Plassio, Wikimedia Comons)

O Cenáculo (do latim Cenaculum) é o termo usado para o sítio ou local onde ocorreu a Última Ceia, de acordo com os cristãos, e onde actualmente se encontra um grande templo, em Jerusalém, Israel. A palavra é um derivado da palavra latina “cena”, que significa "jantar".
     No Novo Testamento a data da Última Ceia é muito próxima da data da crucificação de Jesus (e daí o nome). Os estudiosos estimam que a crucificação tenha ocorrido por volta de 30–36 d.C..
O estudioso da Bíblia e físico britânico Colin Humphreys (n. 1941) descarta o ano 36 por razões astronómicas e apresenta outros argumentos para defender que a crucificação teria ocorrido na tarde de 3 de Abril de 33, dia 14 de Nisan no calendário oficial judaico daquele ano.
Em 2011 Humphreys afirmou no seu livro "O Mistério da Última Ceia" que a Última Ceia ocorreu na quarta-feira (Quarta-feira Santa), e não como tradicionalmente considerado, na quinta-feira (Quinta-feira Santa). As discrepâncias de tempo aparentes (Nisan 15 ou 14) entre os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas contra o evangelho de João, estão enraizados no uso de diferentes calendários pelos escritores: o primeiro grupo usou um calendário judaico mais antigo enquanto no evangelho de João foi utilizado um calendário lunar. A Última Ceia, ao ser datada na quarta-feira, iria permitir mais tempo para o interrogatório e apresentação a Pilatos, antes da crucificação, do que o tempo dado na visão tradicional. Humphreys propôs que a data real para a Última Ceia deveria ser 1 de Abril de 33.

"A Última Ceia", 1325-28, tempera e ouro sobre madeira do pintor italiano Ugolino di Nerio (c.1280-1349), 
Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, Estados Unidos.


Instituição da EucaristiaA Eucaristia, "que já era celebrada pelas primeiras comunidades cristãs em Jerusalém e por São Paulo na sua visita a Troas", foi instituída por Jesus (Actos 20:7). A instituição é relatada pelos evangelhos sinópticos e na epístola de Paulo aos coríntios. As palavras utilizadas possuem pequenas diferenças entre os três relatos, reflectindo duas tradições: uma, baseada em Marcos (que foi a base de Mateus, juntamente com a chamada fonte Q) e outra, paulina (base de Lucas). Além disso, Lucas 22:19-20 é um texto disputado por alguns, que não aparece nos primeiros manuscritos de Lucas. Alguns académicos acreditam que seja uma interpolação posterior, enquanto que outros argumentam que é o texto original.


"A Comunhão dos Apóstolos", 1440/41, Fra Angélico (1390-1455), 
Museu de São Marco, Convento de São Marco, Florença, Itália.


A Última Ceia na Pintura Universal
     Este tema foi amplamente retratado na cultura universal, tanto na escultura como na pintura e outras artes.
     Na Pintura Universal é quase interminável a lista de pintores que ilustraram o tema da Última Ceia.
Sem pretender ser demasiado exaustivo, na passagem desta Quinta-feira Santa destaco alguns pintores, associados por épocas ou correntes da História da Pintura Universal (a negro, os autores dos quadros aqui representados):


1. PINTURA MEDIEVAL
1a - Arte Bizantina (Séc. VI - Séc. XV):
Teófanes, o Cretense (1490-1559), grego.

1b - Pré-Renascimento (Séc. XI - Séc. XV):
Giotto di Bondone (c.1266-1337), italiano;
Agnolo Gaddi (1350-1396), italiano.



"Última Ceia", c.1412, óleo sobre madeira do pintor catalão Jaume Huguet (c.1412-1492), 
Museu Nacional de Arte da Catalunha, Barcelona, Espanha.



1c - Gótico (Séc XII - Séc. XVI):
"AÚltima Ceia", 1475-1480, óleo sobre painel do 
pintor alemão Mestre de Housebook, 
Museus Estatais de Berlim, Alemanha.
Ugolino di Nerio (c.1280-1349), italiano;
Pietro Lorenzetti (c.1280-1348), italiano;
Taddeo Gaddi (c.1300-1366), italiano;
Jaume Serra (?-c.1405), catalão;
Lorenzo Monaco (c.1370-1425), italiano;
Fra Angélico (1390-1455), italiano;
Stefano di Giovanni (1392-1450), italiano;
Mariotto di Nardo (1394-1424), italiano;
Dirk Bouts (c.1410/20-1475), flamengo;
Jaume Huguet (c.1412-1492), catalão;
Mestre de Housebook, alemão.


1d - Gótico Internacional (Séc. XIV - Séc. XV):
Duccio di Buoninsegna (1255-1319), italiano.



"AÚltima Ceia", 1445/1450, fresco do pintor italiano Andrea del Castagno (1421-1457), 
Convento de Santa Apolónia, Florença, Itália.


"Ultima Ceia", 1481/82, fresco do pintor italiano Cosimo Rosselli (1439-1507), Capela Sistina, Vaticano.



2a - Renascimento (Séc. XV - Séc. XVI):
Fra Angélico (1390-1455), italiano;

Dirk Bouts (c.1410/20-1475), flamengo;

"Última Ceia", 1501/1506, óleo sobre painel 
do pintor flamengo Francisco Henriques 
(?-1518), Políptico da Capela-mor da 
Sé de Viseu, Museu Nacional 
Grão Vasco, Viseu, Portugal.
Jaume Baçó Jacomart (1411-1461), espanhol;

Andrea del Castagno (1421-1457), italiano;

Cosimo Rosselli (1439-1507), italiano;

Francisco Henriques (?-1518), flamengo;

Luca Signorelli (1445-1523), italiano;

Pietro Perugino (c.1448-1523), italiano;

Domenico Ghirlandaio (1449-1494), italiano;

Leonardo da Vinci (1452-1519), italiano;

Albrecht Dürer (1471-1528), alemão;

Jörg Ratgeb (1480-1526), alemão;

Franciabigio (1482-1525), italiano;

Andrea del Sartro (1486-1530), italiano;

Hans Holbein, o Jovem (c.1497-1543), alemão;

Pieter Coecke van Aelst (1502-1556), belga;

Vicente Juan Masip (Juan de Juanes) (1507-1579), espanhol;

Jacopo Bassano (1510-1592), italiano;

Lucas Cranach, o Jovem (1515-1586), alemão;

Tintoretto (c.1518-1594), italiano;

"Última Ceia", 1480, fresco do pintor italiano Domenico Ghirlandaio (1449-1494), 
Igreja de Ognissanti (Todos-os-Santos), Florença, Itália.

Pieter Pourbus (1523-1584), flamengo;

Fray Nicolás Borrás (1530-1610), espanhol;

Dirck Barendsz (1534-1592), holandês;

El Greco (1541-1614), espanhol;

Alonso Vázquez (1564-1608), espanhol;

Frans Pourbus, o Jovem (1569-1622), flamengo.

"A Última Ceia", 1495/98, fresco do pintor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519), 
Convento de Santa Maria delle Grazie, Milão, Itália.


"A Última Ceia", c. 1562, óleo sobre painel do pintor espanhol Vicente Juan Masip (Juan de Juanes) (1507-1579), 
Museu do Prado, Madrid, Espanha.


2b - Maneirismo (Séc. XVI - Séc XVII):
"Última Ceia", 1569, óleo sobre tela do pintor italiano 
Giovanni Battista Moroni (c.1520-1578), Igreja 
Paroquial de Santa Maria Assunta e S. Giacomo, 
Romano di Lombardia, Itália.
Tintoretto (c.1518-1594), italiano;
Giovanni Battista Moroni (c.1520-1578), italiano;
Paolo Veronese (1528-1588), italiano;
Benedetto Caliari (1538-1598), italiano;
Otto van Veen (c.1556-1629), flamengo;
Leandro Bassano (1557-1622), italiano;
Daniele Crespi (1590-1630), italiano.



2c - Academicismo (Séc. XVI - Séc. XIX):
Pascal Dagnan-Bouveret (1852-1929), francês.




2d - Barroco (Séc XVII - Séc. XVIII):
Peter Paul Rubens (1577-1640), flamengo;
Simon Vouet (1590-1649), francês;
Valentin de Boulogne (1591-1632), francês;
Daniele Crespi (1598-1630), italiano;
Philippe de Champaigne (1602-1674), francês;
Gerbrand van den Eeckhout (1621-1674), holandês;
Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770), italiano.


2e - Rococó (Séc XVIII - Séc. XIX):
Francesco Fontebasso (1707-1769), italiano;
Franz Anton Maulbertsch (1724-1796), austríaco.


"Última Ceia", c.1590, pintura de Daniele Crespi (1590-1630), 
Pinacoteca de Brera, Milão, Itália.


"A Última Ceia", do pintor francês Pascal Dagnan-Bouveret (1852-1929), 
Abadia de Saint-Vaast, Museu de Belas Artes de Arras, França.

"A Última Ceia", 1631-32, óleo sobre tela do pintor flamengo Peter Paul Rubens (1577-1640), 
Pinacoteca de Brera, Milão, Itália.

"Última Ceia", c.1750, óleo sobre tela do pintor italiano Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770), 
Museu Nacional de Varsóvia, Polónia.

"A Última Ceia", 1762, óleo sobre tela do pintor italiano Francesco Fontebasso (1707-1769), 
Museu Nacional do Hermitage, São Petersburgo, Rússia.


3. PINTURA CONTEMPORÂNEA
3a - Pintura Histórica:
Carl Heinrich Block (1834-1890), dinamarquês.

3b - Vanguardismo (1905-1960):
Salvador Dali (1904-1989), espanhol.

"O Sacramento da Última Ceia", 1955, óleo sobre tela do pintor espanhol Salvador Dali (1904-1989), 
National Gallery of Art, Washington D.C., Estados Unidos.


OUTROS:
  1. Códice Bíblico: Codex Purpureus Rossanensis (Séc. VI), Manuscrito Iluminado Bizantino, Museu Diocesano, Rossano, Itália;
  2. Mestres Italo-Bizantinos da Abadia de Sant'Angelo in Formis, Capua, Itália.



"Última Ceia", Séc. VI, Codex Purpureus Rossanensis, Manuscrito Iluminado Bizantino, 
Museu Diocesano, Rossano, Itália;


"A Última Ceia", c.1100, fresco dos Mestres Italo-Bizantinos, 
Abadia de Sant'Angelo in Formis, Capua, Itália;


Arte russa:
Simon Ushakov (1626-1686), russo.


"A Última Ceia", 1685, ícone do pintor russo Simon Ushakov (1626-1686), 
Museu de História de Arte de Sergiev Posad, São Petersburgo, Rússia.