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02 dezembro 2016

Maurícias

République de Maurice
Republic of Mauritius
Republik Moris
República das Maurícias


Bandeira



Brasão de Armas

















A localização do conjunto das ilhas Maurícias no globo terrestre


A ilha principal, Maurícia, com a capital do país, Port Louis.



Localização:
África, África Oriental, África Austral.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - Local de visita de marinheiros que vieram da Arábia durante o século XV e nomeado em língua árabe como Diva Mashriq (المغنية المشرق), "ilha oriental", as Maurícias de hoje (da língua inglesa Mauritius e do francês Maurice) é visível nos mapas da época. Um século depois, troca-se o nome pelo de Cirne, recebido dos portugueses, pelos quais foi encontrada deserta e não tiveram o desejo de ocupação, e depois pelo de Mascarenhas, que descobriu a vizinha ilha de Reunião.
Os holandeses, que chegaram em 1580, deram-lhe o nome de Maurício, deferindo-se aos tathouder Maurício de Nassau. Em 1715 os Países Baixos entregaram a ilha para ser dominada pela Companhia Francesa das Índias Orientais, quando a colónia começou a ser chamada de «Île de France».
Em 1814, quando a ilha passou a ser administrada pelo Reino Unido, foi retomado o nome Maurícia, conservado até hoje. Em português europeu, o uso e as fontes lexicográficas têm, no entanto, privilegiado a forma Maurícia, a par de Ilhas Maurícias.

Escravos trabalhando na cana do açúcar na ilha de Reunião, nos finais do Século XIX.


História - A ilha foi descoberta por portugueses em 1505. Foi primeiro colonizada pelos holandeses, em 1638, e recebeu o seu nome em honra ao príncipe Maurício de Nassau.
A independência aconteceu em 1968, mas as Maurícias mantiveram como chefe de Estado o monarca do Reino Unido. Apenas se tornou uma república em 1992, sendo membro da Commonwealth. As ilhas possuem um governo democrático estável com eleições livres e regulares e direitos humanos positivos. Consequentemente, atraiu grande investimento estrangeiro, ganhando assim a maior renda per capita de África.




Cultura:
A cultura das ilhas Maurícias envolve uma mistura de diversas culturas através da história da ilha, incluindo influências indianas, europeias e africanas.

Culinária - A culinária nacional é a mistura de influências da cozinha Criola, Chinesa, Francesa e Indiana. É comum a combinação destas culinárias para a elaboração de um prato.
Maurícias tem fortes laços culturais com a França. A popularidade dos pratos franceses como o daube, civet de lièvre ou coq au vin, servidos com vinho, mostram a prevalência da Culinária de França nas Maurícias na actualidade. Com o passar dos anos algumas receitas foram sendo adaptadas, com a junção de ingredientes mais exóticos, nativos da ilha, conferindo em muitos casos um sabor único.
A produção de rum é comum na ilha. A cana de açúcar foi inicialmente introduzida pela colonização holandesa no ano de 1638.

Música – A sega, mistura de ritmos africanos e europeus, normalmente cantada em crioulo, é uma criação local e um importante produto turístico.

LínguasSendo ao mesmo tempo um país de língua Inglesa e de língua francesa, Maurícias é membro da Comunidade das Nações e da Francofonia.
A constituição das ilhas Maurícias não faz referência a uma língua oficial. No Parlamento nacional a língua oficial é o inglês; qualquer membro da Assembleia Nacional também pode usar o francês. O inglês é particularmente cultivado pela população de origem indiana e o francês é usado principalmente pelos meios de comunicação social e na área literária.
O inglês e o francês são geralmente aceites como as línguas oficiais das Maurícias e como línguas de trabalho na administração do governo, tribunais, e de negócios. A constituição das Maurícias é escrita em inglês, enquanto algumas leis, como o Código Civil, são em francês.
O português tem sido promovido e já é ensinado em algumas instituições com a finalidade de cumprir as condições para o país alcançar uma das suas metas, que é ser membro da CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa.



Principais recursos naturais:
Recursos baseados na agricultura: Chá, tabaco, flores ornamentais e, principalmente, cana de açúcar.


Datas comemorativas:
Abolição da escravatura – 1 de Fevereiro - Celebra a data da abolição da escravatura, em 1835;



Dia Nacional – 12 de Março – Celebra a data da independência como país em 1968 e como República, em 1992.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino NacionalMotherland - (Terra-mãe);
Insígnia das aeronaves da Maurícia;
Dodo – (Raphus cucollatus) – Ave não voadora, endémica da ilha Maurícia. Tinha cerca de um metro de altura e podia pesar entre 10 e 18 Kg. A primeira referência a esta ave foi através de marinheiros holandeses em 1598. Foi considerado extinta em 1681, depois de ter sido caçada por marinheiros famintos, pastores, animais domésticos e espécies invasoras introduzidas na ilha. Foi também muito exportada para a Europa. Além de estar representada no Brasão de Armas, é frequente o seu uso como mascote das ilhas Maurícias.

Insígnia das aeronaves das Maurícias


Dodo - Modelo em gesso e cera feito por taxidermistas do
Museu de História Natural de Paris, meados do Século XIX.


Lema:
Stella Clavisque Maris Indici (Latim: "Estrela e chave do Oceano Índico")


Capital:                                                          
Port Louis

Imagem nocturna de Port Louis, capital das Maurícias


Línguas oficiais:
Nenhuma foi oficializada. As mais usadas são o Francês, Inglês e Crioulo das Maurícias.


Moeda oficial:                                                    Tipo de Governo:
Rupia da Maurícia (MUR)                                República parlamentarista


Vista parcial de Port Louis


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Abril de 1968


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • ANWFZ – Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares;
  • AOSIS – Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • BAFD – Banco Africano de Desenvolvimento;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • COMESA – Mercado Comum da África Oriental e Austral;
  • Commonwealth of Nations – Comunidade de Nações;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (observador associado desde 2006);
  • ICDO – Organização Internacional de Protecção Civil (membro observador);
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA – Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIF – Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM – Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • PCA – Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • RAMSAR – Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • SADC – Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • UA – União Africana;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):

  • Aapravasi Ghat (2006) – O Aapravasi Ghat em Port Louis, na ilha Maurícia, é um complexo de edifícios que contêm escassos indícios das primeiras facilidades da ilha para receber trabalhadores da Índia. Actualmente, os descendentes daqueles imigrantes constituem 68% da população das Maurícias. Depois da abolição da escravatura, o Império Britânico executou um plano para substituir os escravos africanos por trabalhadores escravos por dívida, de outros países, principalmente da Índia. As Maurícias foram o primeiro território onde o plano foi executado. Uma grande parte da população da ilha chegou através deste plano. Do complexo, fundado em 1849, apenas cerca de 15 % sobreviveu, incluindo a porta, o hospital e algumas ruínas.

Ruínas de Aapravasi Ghat representando as latrinas para os escravos (UNESCO)



  • Paisagem cultural de Le Morne (2008) - O sítio, uma rugosa montanha aos pés do Oceano Índico, no sudoeste da ilha Maurícia, foi usado como abrigo por escravos foragidos, nos Séculos XVIII e XIX. Protegidos pelos isolados e praticamente inacessíveis precipícios da montanha, os escravos foragidos formaram pequenas povoações nas grutas e no cume do monte Le Morne. As tradições orais associadas aos povo dos quilombolas transformaram Le Morne num símbolo da luta dos escravos pela liberdade, do seu sofrimento, do seu sacrifício, que tinham relevância para os países de onde os escravos vieram - África Continental, Madagáscar, Índia e Sudeste Asiático. A ilha Maurícia, uma importante paragem no antigo comércio de escravos, ganhou a alcunha da "Terra dos Quilombolas", devido ao grande número de escravos foragidos que viveram em Le Morne.

Vista aérea da Península de Le Morne, com o monte que tem o mesmo nome (UNESCO)


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • O Segá típico das Maurícias (2014) – O Segá é a música tradicional das ilhas Mascarenhas (ilha de Reunião e ilha Maurícia) e tem a sua origem nos escravos vindos de diversos países, trazidos pelos colonizadores europeus. Pode considerar-se que o Segá é uma evolução da música tradicional das ilhas Maurícias e da ilha de Reunião com músicas de baile europeias, como a Polca e a Quadrilha. Nas suas formas mais modernas foi combinada com outros géneros, como o Jazz e o Reggae.

Uma dançarina de Segá na ilha Maurício (UNESCO)


Património Documental inscrito no Registo da Memória do Mundo (UNESCO):

  • Arquivos sobre a ocupação francesa das ilhas Maurícias (1993);
  • Arquivos do inventário das Maurícias, Departamento dos Arquivos Nacionais, Biblioteca Nacional e Instituto Mahatma Gandhi, na ilha Maurícia (2015).


Rede Mundial de Reservas da Biosfera (UNESCO):

  • Parque Nacional Gargantas do Rio Negro, da Reserva da Biosfera Macchabee / Bel Ombre (1977) - Esta reserva da biosfera é importante para a conservação dos últimos remanescentes da vegetação endémica das ilhas, a floresta tropical perene. Cerca de 25% da flora e fauna das Maurícias é endémica da ilha mas, com a invasão de espécies exóticas, a natureza indígena está em alto risco. Como parte do Parque Nacional das Gargantas do Rio Negro, a reserva da biosfera promove a conservação local através da intervenção humana (por exemplo, remoção de espécies exóticas, captura de macacos introduzidos) e conservação no exterior do Parque, como a introdução de plantas noutros locais e a reprodução de aves em cativeiro.



Vista do Parque Nacional Gargantas do Rio Negro (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

02 junho 2016

Malawi

Dziko la Malaŵi
Republic of Malawi
República do Malawi



Bandeira

Brasão de Armas
























Localização:
África, África Austral, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - Desde o tempo da era colonial que este território é conhecido por nomes relacionados com o grande lago que o limita a oriente. Os ingleses chamaram-lhe Niassaland, do nome por que era conhecido o lago naquele tempo: lago Niassa. Após a independência, o novo país adopta o nome de Malaŵi e com este nome rebaptiza o lago. Malaŵi significa, em língua cinyanja, o nascer do sol, tal como está representado na bandeira, uma vez que, para o povo malawi é sobre o lago que nasce o sol.

História - Embora vestígios arqueológicos revelem que o território do Malawi seja habitado desde há 50.000 anos, só a partir de 1.500 é que se encontram registos históricos escritos em português e inglês.
O primeiro contacto significativo com o mundo europeu foi a chegada de David Livingstone à margem norte do lago Malawi (lago Niassa) em 1859 e o subsequente estabelecimento de missões da igreja presbiteriana escocesa.
Em 1891, estabeleceu-se o Protectorado Britânico da África Central, transformado em 1907 no Protectorado de Niassalândia. Em 1953 o governo britânico criou a Federação da Rodésia e Niassalândia, ou Federação Centro-Africana, que compreendia os territórios hoje referentes ao Malawi, Zâmbia, então Rodésia do Norte, e Zimbábue, então Rodésia do Sul.
Em Novembro de 1962 o governo britânico concordou em conceder à Niassalândia autonomia a partir do ano seguinte, o que marcou o fim da Federação, em 31 de Dezembro de 1963. O Malawi tornou-se um membro inteiramente independente da Commonwealth em 6 de Julho de 1964.
Em 1966 torna-se uma república, ao mesmo tempo que Hastings Kamuzu Banda é eleito presidente, sob uma constituição que permitia a existência apenas de um partido (Partido do Congresso do Malawi - MCP), o que conduziu, em 1971, à reeleição de Banda como presidente vitalício.
Em 1993 Banda perdeu o título de presidente vitalício, o que abriu as portas à realização das primeiras eleições multipartidárias, em 17 de Maio de 1994, cujos resultados deram uma vitória escassa ao principal partido da oposição, a Frente de União Democrática, liderado por Bakili Muluzi.



Paisagem no Lago Malawi


Cultura:
A cultura do Malawi possui as suas raízes na cultura do povo bantú. O nome Malawi provém do vocábulo “Maravi”, um povo bantú que emigrou do sul do Congo até cerca de 1400. Ao chegar à parte norte do lago Malawi, deu-se a separação do grupo: um grupo mudou para o sul ao longo da costa oeste do lago, onde constituíram um grupo chamado Chewa, enquanto o outro grupo, os antepassados dos Nyanja da actualidade, se espalhou pela costa este do lago até à zona sul do Malawi.


Paisagem do Malawi


Principais recursos naturais:
Sem recursos dignos de registo. Economia assente principalmente na agricultura, que gera mais de 90% das receitas totais de exportação, principalmente de tabaco, chá , açúcar, algodão, amendoim e café.


Datas comemorativas:
Dia da Independência – 6 de Julho – Celebra a independência, do Reino Unido, em 1964.

Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Mulungu dalitsa Malaŵi - ("Oh Deus proteja nosso país Malawi").
Insígnia de identificação das aeronaves do Malawi.

Insígnia de identificação das aeronaves do Malawi



Lema:
"Unity and Freedom"- ("Unidade e Liberdade")


Capital:                                                            Língua oficial:
Ligongwe                                                        Inglês


Uma rua de Ligongwe, capital do Malawi


Moeda oficial:                                                   Tipo de Governo:
Kwacha malawiana (MWK)                           República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
1 de Dezembro de 1964.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • ANWFZ – Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares;
  • BAFD – Banco Africano de Desenvolvimento;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations – Comunidade de Nações;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • ICO – Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA – Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIM – Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • RAMSAR Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • SADC Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • UA – União Africana;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional do Lago Malawi (1984);
  • Arte rupestre de Chongoni (2006).

Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • O Gule Wamkulu (2008) (partilhado com mais dois países) – O gule wamculu remonta ao grande império Chewa do Século XVII. Era um culto secreto e, ao mesmo tempo, dança ritual praticada pela população Chewa no Malawi, Moçambique e Zâmbia. Foi dançado por membros da fraternidade Nyau, uma sociedade secreta de homens iniciados. Os membros desta fraternidade continuam responsáveis pela iniciação dos jovens na vida adulta e pela representação do Gule Wamkulu no final do processo de iniciação, celebrando assim a integração dos homens jovens na sociedade dos adultos.

Máscara de madeira da tribo chewa (UNESCO)


  • A Vimbuza, uma dança de cura (2008) – O Vimbuza é um ritual de dança de cura muito popular entre a população Tumbuka que vive no norte do Malawi. É uma manifestação de Ng'oma, uma tradição de cura muito generalizada na África de expressão bantú. Os pacientes vimbuza são geralmente mulheres que sofrem de doença mental. Os curandeiros fazem o tratamento durante várias semanas nas suas temphiri, as casas na aldeia para os pacientes. Esta tradição remonta a meados do Século XIX, desenvolvendo-se como um modo de superar as experiências da opressão. Apesar de várias tentativas para suprimir este ritual durante a ocupação britânica, tendo mesmo sido proibido pelos missionários cristãos, a vimbuza conseguiu sobreviver até aos nossos dias, convertendo-se num elemento fundamental do sistema de saúde indígena e fazendo frente à medicina moderna.
  • A Tchopa, dança de sacrifício dos Lomwe, no sul do Malawi (2014) – A "tchopa" é uma arte cénica praticada pelas comunidades Lomwe no sul do Malawi. É geralmente é representado durante as celebrações organizadas para festejar a obtenção de boas colheitas e o sucesso das missões de caça, assim como servir como oferendas aos espíritos ancestrais após catástrofes, como a seca ou as epidemias. Para representar a "tchopa" é necessário ter conhecimentos e técnicas especiais de dança e música. É executada por cerca de 20 a 30 bailarinos que dançam e se cruzam em círculo, com o acompanhamento musical de tambores de três tamanhos diferentes. Alguns dançarinos levam nas suas costas sacos com ferramentas agrícolas, peles de animais, bonecas, equipamento de caça e velhos utensílios de cozinha. Cada chefe de aldeia tem um pequeno grupo de dançarinos "tchopa".

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

20 novembro 2015

Lesoto

Kingdom of Lesotho
'Muso oa Lesotho
Reino do Lesoto



Bandeira


Brasão de Armas





















Localização:
África, África Austral, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     No Século XVI os basothos (ou bosquímanos) estabeleceram-se na região do Transvaal (hoje África do Sul), na sequência de conflitos com a etnia zulu.
     No Século XIX os habitantes da Basutolândia travam guerras contra os bôeres. Em1896 o Lesoto passa a ser um protectorado do Reino Unido, convertendo-se em colónia em1884.
     Em 1966 o país torna-se independente, tomando o nome de Reino do Lesoto. O Rei Moshoeshoe II assume seu reinado.

O Rei Moshoeshoe II com os seus ministros

     A partir da década de 1970, o Lesoto dá asilo político a muitos sul-africanos contrários ao regime de segregação racial do país, o Apartheid. O General Justin Lekhanya dá um golpe de Estado em 1986, assumindo a chefia do governo. Quatro anos depois depõe o Rei Moshoeshoe II, substituindo-o pelo seu filho, o Príncipe Letsie. O general é deposto em 1991. Em 1995 Letsie renuncia, levando Moshoeshoe II a reassumir o trono. Com a morte do rei, em 1996, o seu filho volta ao poder, agora como Rei Letsie III.
     Eleições gerais realizadas em maio de 1998 dão vitória ao partido do governo "Congresso para a Democracia de Lesoto" (LCD), que obtém 78 das 80 cadeiras da Assembleia Nacional, elegendo o seu líder, Bethuel Pakalitha Mosisili, para primeiro-ministro. A oposição alega fraude e protesta. A escalada de manifestações, nos meses seguintes, leva, em Setembro, à intervenção militar da África do Sul, que envia 600 soldados ao país, e de Botswana, que participa com 300 soldados. A acção militar, requisitada por Mosisili sem conhecimento do Rei Letsie III - que é impedido pelo primeiro-ministro de falar à população, deixa aproximadamente 110 mortos e prejuízo de 10 milhões de dólares

Paisagem do Lesoto

Cultura:
     A cultura do Lesoto é homogénea e é quase exclusivamente formada por costumes culturais e tradicionais do povo Basotho, o maior grupo étnico no Lesoto. A cultura Basotho é muito rica em tradições culturais.
     O povo Basotho tem desenvolvido, ao longo dos séculos, uma cultura única: Vivem como um dos poucos países africanos encravados numa paisagem muito montanhosa, formando características especiais nas suas vidas diárias. A língua nacional é chamada de Sotho.
     O centro tradicional da cultura do Lesoto é a aldeia. As aldeias estão muitas vezes  situadas no meio das montanhas, a fim de ficarem protegidas contra as inundações nos vales. As aldeias dependem fortemente das actividades agrícolas. Cada aldeia é administrada por um chefe, semelhante a um presidente de câmara na europa.

Rondavels, as cabanas redondas numa aldeia do Lesoto

     As aldeias são constituídos por muitas cabanas, denominadas rondavels (cabanas redondas), que são construídas para várias finalidades, como casa para dormir, loja, armazém ou cozinha. Estas cabanas estão localizadas à volta dos campos do Basotho, onde são cultivados o milho, o trigo e o feijão.
     A distribuição dos campos pelas famílias individuais da aldeia é organizada pelo chefe da aldeia. As questões que afectam toda a aldeia são tratadas em reuniões denominadas Pitsos. Esta é uma reunião onde todos os adultos da aldeia são aceites como participantes e oradores.

Instrumentos tradicionais - Os instrumentos musicais tradicionais incluem o lekolulo, uma espécie de flauta que é tocada pelos pastores, o setolo-tolo, que possui alguma semelhança com a harpa judaica e é tocada pelos homens, usando a sua boca, e o thomo, que é tocado pelas mulheres.

Mulheres vestidas com trajes tradicionais

     O Festival de Artes e Cultura Morija é um festival de destaque na música Sotho. Este festival anual encontra-se muito ligado à história da cidade e do povo de Morija, onde os primeiros missionários chegaram, em 1833.


Principais recursos naturais:
Diamantes, água.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 4 de Outubro - Celebra a data de independência, do Reino Unido, em 1966.


Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino nacional - Lesotho Fatse La Bontata Rona - (em tradução literal: "Lesoto, terra dos nossos pais")


Lema:
"Khotso, Pula, Nala" - (“Paz, Chuva, Prosperidade”)


Capital:                                               Línguas oficiais:
Maseru                                               Sesotho e inglês


Vista parcial de Maseru, capital do Lesoto


Moeda oficial:                                     Tipo de Governo:
Loti (L)                                                  Monarquia constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Outubro de 1966.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • SADC - Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UA - União Africana;
  • UAAA - União Aduaneira da África Austral;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares.



Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Maloti-Drakensberg (2000, 2013) - (Partilhado com a África do Sul).


Parque Maloti-Drakensberg (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

06 março 2014

Botswana

Republic of Botswana

Lefatshe la Botswana

República do Botswana


Bandeira






Brasão de Armas






















Localização:
África, África Austral, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A partir do final do Século XVIII chegaram à actual região do Botswana os primeiros exploradores ocidentais. Deram à região o nome de um povo local, chamando-a de "Bechuanalândia", do inglês Bechuanaland, este formado pelo prefixo bo ou ba ("homem, povo") e pelo radical Tswana (nome de um povo soto dos bantos meridionais), acrescentado do sufixo land. A designação colonial foi substituída pela forma oficial "Botswana" após a independência do país.

     A história de Botswana é marcada pela influência da África do Sul. Protectorado britânico desde 1885, com o nome de Bechuanalândia, em 30 de Setembro de 1966 a nação declara-se independente e passa a chamar-se Botswana
     O seu primeiro presidente, Seretse Khama (1921-1980), governou o país desde a independência até sua morte, sendo sucedido pelo vice-presidente, Ketumile Masire. Realiza eleições regulares desde então e é considerado exemplo de estabilidade política no continente africano. Como um dos países que se opõem ao regime de segregação racial na África do Sul, foi alvo de incursões do exército sul-africano, sob acusação de abrigar guerrilheiros do Congresso Nacional Africano. A partir de 1990, as relações bilaterais melhoram com o fim do apartheid.


Cultura:
     Um dos exemplos da culinária tswana é o pap ou bogope, espécie de mingau feito com farinha de milho, que acompanha a maioria dos pratos do país.
     Outro prato popular no país, que pode parecer estranho, mas dizem ser surpreendente é o Masonja, preparado de carne amarela, vermes (lagartas) cozidos secos e cozinhados com cebola, tomate, especiarias e às vezes, mel. Outro alimento popular é o sorgo, uma espécie de cereal utilizado como base alimentar no país. Sopas, pães, bebidas: tudo pode ser preparado com ele.


Principais recursos naturais:
Carvão, amianto, manganés, ouro, madeira, sal, diamantes, cobre e níquel.


Datas comemorativas:
Dia da Independência – 30 de Setembro - Comemora a data da independência, do Reino Unido, em 1966;

Dia de Sir Seretse Khama – 1 de Julho - Comemora o dia do nascimento do primeiro Presidente do Botswana, em 1921.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional – "Fatshe leno la rona" ("Que esta Terra Nobre seja abençoada");
Insígnia das Forças de Defesa do Botswana.



Vista parcial do centro de Gaborone



Insígnia das Forças de Defesa
do Botswana


















Lema:                                                                                       Capital:
"Pula" ("Chuva")                                                                      Gaborone


Línguas oficiais:                                                                      Moeda oficial:
Inglês e setswana.                                                                  Pula


Tipo de Governo:
República presidencialista.


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
17 de Outubro de 1966.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas; 
  • UA – União Africana; 
  • Commonwealth of Nations – Comunidade de Nações; 
  • SADC – Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática; 
  • UAAA – União Aduaneira da África Austral; 
  • MNA – Movimento dos Países Não-Alinhados; 
  • COI - Comité Olímpico Internacional; 
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento; 
  • IPU - União Inter-Parlamentar; 
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal; 
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos; 
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações; 
  • OMC - Organização Mundial do Comércio; 
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas; 
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares;
  • BAD - Banco Africano de Desenvolvimento;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Património Mundial (UNESCO):
  • Sítio arqueológico de Tsodilo (2001);
Pinturas rupestres de Tsodilo (UNESCO)


  • Delta do Okavango (2014).


Delta do Okavango (UNESCO)



Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Artesanato de Terracota do Distrito de Kgatleng (2012) – (Necessita de medidas urgentes de salvaguarda) - As mulheres da comunidade de Bakgatla, Kgafela, instalaram na região sudeste do Botswana a prática de produção de arte usando terracota de argila, retirada do solo, enriquecida com arenito, óxido de ferro, esterco de vaca, água, erva e formas de madeira para fazer contentores, motivos e estilos que reflectem rituais ancestrais e crenças da comunidade. Estes recipientes são utilizados para o armazenamento de cerveja, farinha de sorgo fermentado e água. Servem também para cozinhar, render culto aos antepassados e para a prática de rituais de curas tradicionais.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

16 dezembro 2013

Angola

República de Angola 

Repubilika ya Ngola



Bandeira
Brasão de Armas



















Localização:
África, África Austral, África Subsariana.




Origem / Formação / Pequeno resumo histórico:
     O nome Angola é uma derivação portuguesa do termo  bantu N’gola, título dos reis do Reino do Ndongo existente na altura em que os portugueses se estabeleceram em Luanda, no século XVI.
     Os habitantes originais de Angola foram caçadores-colectores Khoisan, dispersos e pouco numerosos. A expansão dos povos Bantu, vindos do Norte a partir do segundo milénio, forçou os Khoisan (quando não eram absorvidos) a recuar para o Sul onde grupos residuais existem até hoje, em Angola, na Namíbia e no Botswana.
    
     Em 1482 chegou à foz do Rio Congo uma frota portuguesa, comandada pelo navegador português Diogo Cão. De imediato estabeleceu relações com o Reino do Congo. Este foi o primeiro contacto de europeus com habitantes do território hoje abrangido por Angola, contacto este que viria a ser determinante para o futuro deste território e das suas populações.

     A partir do fim do século XV, Portugal seguiu na região uma dupla estratégia. Por um lado, marcou continuamente presença no Reino do Congo, por intermédio de (sempre poucos mas influentes) padres cultos (portugueses e italianos) que promoveram uma lenta cristianização e introduziram elementos da cultura europeia. Por outro, estabeleceu em 1575 uma feitoria em Luanda, num ponto de fácil acesso ao mar e à proximidade dos reinos do Congo e de Ndongo. Gradualmente tomaram o controle, através de uma série de tratados e guerras, de uma faixa que se estendeu de Luanda em direcção ao Reino do Ndongo. Este território, de uma dimensão ainda bastante limitada, passou mais tarde a ser designado como Angola. Por intermédio dos Reinos do Congo, do Ndongo e da Matamba, Luanda desenvolveu um tráfico de escravos com destino a Portugal, ao Brasil e à América Central que passou a constituir a sua base económica.

     Os holandeses ocuparam Angola entre 1641 e 1648 e procuraram estabelecer alianças com os estados africanos da região. Em 1648, Portugal retomou Luanda e iniciou um processo de conquista militar dos estados do Congo e Ndongo que terminou com a vitória dos portugueses em 1671, resultando num controle sobre aqueles reinos.
     Alcançada a desejada "ocupação efectiva", Portugal - melhor dito: o regime ditatorial entretanto instaurado naquele país por António de Oliveira Salazar – concentrou-se em Angola na consolidação do Estado colonial. Nos anos 1950 começou a articular-se uma resistência multifacetada contra a dominação colonial, impulsionada pela descolonização que se havia iniciado no continente africano, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Esta resistência, que visava a transformação da colónia de Angola em país independente, desembocou a partir de 1961 num combate armado contra Portugal que teve três protagonistas: MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola) e UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola).
     A situação alterou-se completamente quando em Abril de 1974 aconteceu em Portugal a Revolução dos Cravos, um golpe militar que pôs fim à ditadura em Portugal. Os novos detentores do poder proclamaram de imediato a sua intenção de permitir sem demora o acesso das colónias portuguesas à independência, o que levou a uma acirrada luta armada pelo poder entre os três movimentos e os seus aliados: a FNLA entrou em Angola com um exército regular, treinado e equipado pelas forças armadas do Zaire, com o apoio dos EUA; o MPLA conseguiu mobilizar rapidamente a intervenção de milhares de soldados cubanos, com o apoio logístico da União Soviética; a UNITA obteve o apoio das forças armadas do regime de apartheid então reinante na África do Sul. Esforços do novo regime português para que se constituísse um governo de unidade nacional não tiveram êxito.

     No dia 11 de novembro de 1975 foi proclamada a independência de Angola: pelo MPLA em Luanda, e pela FNLA e UNITA, em conjunto no Huambo. As forças armadas Portuguesas que ainda permaneciam no território regressaram a Portugal.

     Politicamente, continua a haver um forte predomínio do MPLA, que obteve claras maiorias parlamentares nas eleições realizadas em 1992, 2008 e 2012, garantindo a permanência nas funções de Presidente do Estado, desde 1979, do presidente do partido, José Eduardo dos Santos. Enquanto a FNLA desapareceu praticamente da cena, a UNITA consolidou, nas eleições de 2012, a sua posição como principal partido de oposição.

Cultura:
     Arte - A arte da máscara azul de Angola, como a maioria da arte africana, as máscaras de madeira e as esculturas, não são criações meramente estéticas. Elas têm um papel importante em rituais culturais, representando a vida e a morte, a passagem da infância à vida adulta, a celebração de uma nova colheita e o início da estação da caça. Os artesãos angolanos trabalham madeira, bronze e marfim.      Cada grupo étnico-linguístico tem seus próprios traços artísticos originais. Talvez a parte mais famosa da arte angolana seja o "Pensador de Cokwe", uma obra-prima da harmonia e simetria da linha.      O Lunda-Cokwe na parte nordeste de Angola, é conhecido também por suas artes plásticas superiores. Outras partes da assinatura de arte angolana incluem:
 - a máscara fêmea Mwnaa-Pwo desgastada pelos dançarinos masculinos em seus rituais de puberdade;
- máscaras poli-cromáticas de Kalelwa usadas durante cerimónias de circuncisão;
- máscaras de Cikungu e de Cihongo que conjuram acima das imagens da mitologia de Lunda-Cokwe. Duas figuras chaves neste panteão são a princesa Lweji e o príncipe da civilização Tschibinda-Ilunga;
- a arte em cerâmica preta de Moxico do centro / leste de Angola

     Dança - No país, a dança distingue diversos géneros, significados, formas e contextos, equilibrando a vertente recreativa com a sua condição de veículo de comunicação religiosa, curativa, ritual e mesmo de intervenção social. Não se restringindo ao âmbito tradicional e popular, manifesta-se igualmente através de linguagens académicas e contemporâneas. A presença constante da dança no quotidiano, é produto de um contexto cultural apelativo para a interiorização de estruturas rítmicas desde cedo.      

     Iniciando-se pelo estreito contacto da criança com os movimentos da mãe (às costas da qual é transportada), esta ligação é fortalecida através da participação dos jovens nas diferentes celebrações sociais (os jovens são os que mais se envolvem), onde a dança se revela determinante enquanto factor de integração e preservação da identidade e do sentimento comunitário.
     Depois de vários séculos de colonização portuguesa, Angola acabou por também sofrer misturas com outras culturas actualmente presentes no Brasil, Moçambique e Cabo Verde. Assim, Angola destaca-se pelos mais diversos estilos musicais, tendo como principais: o Semba, o Kuduro e a Kizomba.

     Literatura- A literatura de Angola nasceu antes da independência, em 1975, mas o projecto de uma ficção que conferisse ao homem africano o estatuto de soberania surge por volta de 1950, gerando o movimento "Novos Intelectuais de Angola".
     Alguns escritores angolanos: José Luandino Vieira (1935), Prémio Camões em 2006; “Pepetela” ou Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (1941), Prémio Camões em 1997; Adriano Botelho de Vasconcelos (1955); Agostinho Neto (1922-1979); Ana Paula Ribeiro Tavares (1952); António Jacinto (1924-1991); Arlindo Barbeitos (1940); Henrique Abranches (1932-2002); Isabel Ferreira (1958); João Melo (1955); José Eduardo Agualusa (1960); Kardo Bestilo (1976); Luís Filipe Guimarães da Mota Veiga (1948-1998); Ondjaki (1977); Paulo de Carvalho (1960); Uanhenga Xitu (1924); Victor Kajibanga (1964) e Viriato Clemente da Cruz (1928-1973).

     Festas - Algumas das festas típicas de Angola são:
Festas do Mar - Estas festas tradicionais designadas por “Festas do Mar”, têm lugar na cidade do Namibe. Estas festas provêm de antigas tradições com carácter cultural, recreativo e desportivo. Habitualmente realizam-se na época de verão e é habitual serem conjugadas com exposições de produtos relacionados com a agricultura, pescas, construção civil, petróleos e agro-pecuária.

Carnaval - O desfile principal realiza-se na avenida da marginal de Luanda. Vários corsos carnavalescos alegóricos desfilam numa das principais avenidas de Luanda e de Benguela.

Festas da Nossa Senhora de Muxima - O Santuário da Muxima está localizado no Município da Kissama, Província do Bengo e durante todo o ano recebe milhares de fiéis. É uma festa muito popular que se realiza todos os anos e que, pelas suas características religiosas, atrai inúmeros turistas.

     Cinema - O início da produção cinematográfica em Angola tem como base a atracção pelo “exotismo” das paisagens, povos, costumes e culturas locais, bem como o registo do crescimento e desenvolvimento do império colonial português em África.

     Miss Universo – A angolana Leila Lopes trouxe o título de Miss Universo, pela primeira vez para Angola, em 2011.


Principais recursos naturais:
Petróleo, diamantes, minério de ferro, fosfatos, cobre, feldspato, ouro, bauxite e urânio.


Dia da independência nacional:
11 de Novembro (comemora a proclamação da independência, de Portugal, em 1975).



Vista parcial de Luanda, capital de Angola



Símbolos nacionais:                                                                       Capital:
Bandeira Nacional;                                                                         Luanda
Brasão de Armas;
Hino Nacional ("Angola Avante");
Insígnia da Força Aérea Angolana.

Insígnia da Força Aérea Angolana


Lema:
Virtus Unita Fortior
(A unidade dá força)


Língua Oficial:                                                                               Moeda oficial:
Português                                                                                        Kwanza


Tipo de Governo:
República presidencialista.


Data de entrada como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
1 de Dezembro de 1976.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • UA - União Africana;
  • BAfD - Banco Africano de Desenvolvimento;
  • SADC - Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral;
  • COMESA - Mercado Comum para a África Oriental e Austral;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • UL - União Latina;
  • CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares (assinado, não ractificado);
  • BAD - Banco Africano de Desenvolvimento;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre;
Organizações / Relações internacionais: Cortesia de Embaixada da República de Angola (Portugal).