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28 janeiro 2015

Guiana

Co-operative Republic of Guyana
República Cooperativa da Guiana



Bandeira
Brasão de Armas



















Localização:
América, América do Sul, Guianas.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Explorada por navegantes espanhóis a partir de 1499, a Guiana passou a ser ocupada por holandeses no início do Século XVII. Em 1814, a Holanda cedeu a região aos ingleses, que a baptizaram oficialmente de Guiana Inglesa em 1831. As autoridades coloniais, diante das dificuldades encontradas para recrutar trabalhadores entre os indígenas, decidiram substituí-los por escravos negros. Com a abolição da escravatura em 1837, os trabalhadores indianos substituíram os negros nas plantações do interior.
     Cheddi Jagan fundou em 1950 o Partido Progressista Popular, grupo político formado principalmente pela população de origem mestiça, e apresentou um programa de profundas reformas sociais ao mesmo tempo em que se mostrava partidário da independência. O Congresso Nacional Popular, partido dos negros, dirigido por Forbes Burnham, menos radical, conseguiu o apoio da população branca, formada principalmente por descendentes de ex-trabalhadores contratados, vindos da Ilha da Madeira no Século XIX. Jagan ganhou as eleições de 1961, mas vários distúrbios de carácter racial retardaram a Independência. Jagan venceu novas eleições em 1964. Pouco depois, o governador inglês nomeou Burnham como primeiro-ministro.
Em 1966 o país alcançou sua Independência dentro da Commonwealth.


Cultura:
     Muitos indo-guianenses seguem o hinduísmo e o islamismo. Assim, é comum encontrar templos hindus e mesquitas muçulmanas. Os guianenses que seguem estas religiões cultivam os hábitos dos demais hindus e muçulmanos do mundo. Alguns afro-guianenses, devido à influência jamaicana no mundo no que se trata do estilo rastafári, usam cabelos dread locks e gostam de ouvir música reggae.
     First Born é uma banda de sucesso no país, actualmente. Falando em reggae, muitos já ouviram falar em Eddy Grant, cantor conhecido mundialmente pelas canções, "I don't wanna dance" e "Gimme hope, Joanna, gimme hope", além de muitas outras, nasceu na Guiana.
     Trinidad e Tobago exerce influência no país através do Calipso, estilo musical afro-caribenho.
O Carnaval guianense é repleto de concursos de cantores de calipso e seu mais novo estilo, o soca. Os afro-guianenses, em sua maioria, são praticantes do cristianismo, sendo membros de várias denominações, desde a católica até à protestante.

Desporto - Ao contrário do resto da América do Sul, que possui preferência absoluta pelo futebol, a maioria dos guianenses prefere o críquete, desporto muito popular nas Caraíbas. O país foi sede dos jogos da Copa do Mundo de Críquete em 2007. A Guiana e os demais países de língua inglesa das caraíbas formam uma das mais importantes selecções de críquete, o West Indies.


Principais recursos naturais:
Bauxite, madeira, ouro e diamantes.


Datas comemorativas:
Dia da República - 23 de Fevereiro - Celebra a data da Constituição da República, em 1970;


Dia da Independência - 26 de Maio - Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1966.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Dear Land of Guyana, of Rivers and Plains (Querida Terra da Guiana, de Rios e Planícies);
Insígnia da Força Aérea da Guiana.

Insígnia da Força Aérea da Guiana


Lema:
One People, One Nation, One Destiny - ("Um Povo, Uma Nação, Um Destino")



Edifício do Parlamento em Georgetown



Capital:                                                                         Língua oficial:
Georgetown                                                                Inglês


Moeda oficial:                                                               Tipo de Governo:
Dólar guianense (GYD)                                               República semi-presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
20 de Setembro de 1966


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • AOSIS - Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • CARICAD - Centro para o Desenvolvimento e Administração das Caraíbas;
  • CARICOM - Comunidade das Caraíbas;
  • CDS - Conselho de Defesa Sul-Americano;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Commonwealth of Nations - Comunidade das Nações;
  • CRNM - Mecanismo Regional de Negociações das Caraíbas;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OTCA - Organização do Tratado de Cooperação Amazónica;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UNASUL - União das Nações Sul-Americanas;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

17 setembro 2014

Equador

República del Ecuador
República do Equador


Bandeira

Brasão de Armas




















Localização:
América, América do Sul, América Latina, América Andina.
País mega-diverso (faz parte do conjunto de países que albergam o maior índice de biodiversidade da Terra).


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - O nome Equador vem do substantivo comum equador, do espanhol ecuador, um dos círculos máximos da Terra, que atravessa o país em toda a sua extensão; daí a atribuição do nome, ocorrida entre 1830 e 1832, quando o país se separou da Grande Colômbia, em espanhol Gran Colômbia.

História - A história do Equador compreende um período de cerca de nove mil anos, sendo subdividido em cinco períodos principais: Era pré-colombiana, Conquista Espanhola, Era Colonial, Independência e República. A história do Equador tem início com o estabelecimento de várias civilizações, seguidas pelo crescimento dos Incas, e estes pelos colonizadores espanhóis. Na primeira metade do Século XIX, surgiram os ideais de independência da América em relação ao domínio espanhol, influenciado pelos Libertadores Simón Bolívar e José de San Martín.

Atahualpa, o último Imperador Inca
     Durante o período pré-inca, as pessoas viviam em clãs, que formavam grandes tribos, algumas aliadas entre si e que formavam poderosas confederações, como a Confederação de Quito. No entanto, no Século XV, os incas tomaram a região, durante uma invasão muito dolorosa e sangrenta para os povos locais.
     Após a ocupação de Quito pelos exércitos de Huayna Capac (1593-1595), os incas desenvolveram um extenso centro administrativo e começaram a colonização da região. A era pré-colombiana no Equador pode ser dividida em quatro períodos: o período pré-cerâmico, o período de formação, o período de desenvolvimento regional e integração e o da chegada dos incas.
     Em 1531, com a Guerra Civil Inca, os espanhóis desembarcaram no Equador. Liderados por Francisco Pizarro, os conquistadores viram que o conflito e doenças estavam destruindo o império. Depois de receber reforços em Setembro de 1532, Pizarro partiu para Atahualpa recém vitorioso.

Captura do Sapa Inca (Imperador)  Atahualpa pelas
forças de Pizarro em Cajamarca.

     Atahualpa temia os homens vestidos com roupas dos pés a cabeça, com longas barbas e cavalos (um animal que os incas não conheciam). Na cidade, Pizzaro montou uma armadilha para os incas e o Massacre de Cajamarca começou. As forças incas eram muito superiores aos espanhóis em quantidade, no entanto, a superioridade espanhola em armas, tácticas e o facto do mais confiável general inca estar em Cusco levou a uma derrota fácil e a captura do imperador inca.
     Nas primeiras décadas de dominação espanhola a população indígena foi dizimada pelo contágio de doenças às quais os nativos não eram imunes, tempo em que os nativos também foram forçados ao trabalho pelos proprietários de terras espanhóis através do sistema de trabalho de encomenda. Em 1563, a cidade de Quito foi elevada à categoria de distrito administrativo da monarquia espanhola, com a criação da Real Audiência de Quito.
     A luta pela independência na Audiência de Quito foi parte de um movimento em toda a América Hispânica liderada por crioulos. O ressentimento com os privilégios dos chamados peninsulares (nascidos na Espanha) em relação aos crioulos foi o combustível da revolução contra o domínio colonial. A centelha foi a invasão da Espanha por Napoleão Bonaparte, depois da deposição do rei Fernando VII e, em Julho de 1808, colocou seu irmão, José Bonaparte, no trono espanhol.
     Em 1822 forças locais se organizaram e derrotaram o exército monarquista se unindo à Grã Colômbia, república fundada por Simón Bolívar, da qual só veio a separar-se no dia 13 de Maio de 1830.
     O Século XIX foi marcado por instabilidades, com rápidos movimentos políticos e institucionais. O conservador Gabriel García Moreno unificou o país nos anos de 1860 com o apoio da Igreja católica.
     Com o aumento da demanda mundial de cacau, desde o início de 1800, produziu-se uma migração dos alti-planos em direcção à fronteira agrícola da costa do Pacífico.
     Depois da Segunda Guerra Mundial, a recuperação do mercado agrícola e o crescimento da indústria da banana ajudaram a restabelecer a prosperidade e paz política.
     Num ambiente em que quase toda a América do Sul foi palco de golpes militares, o retorno de políticas populistas provocou inquietações que foram motivo de intervenções militares domésticas nos anos sessenta, época em que a descoberta de petróleo atraíram companhias estrangeiras e foi fundada a "Amazónia Equatoriana".
     Em 1972, um golpe militar derrubou o regime de José María Velasco Ibarra passando a utilizar a riqueza do petróleo e empréstimos estrangeiros para custear um programa de industrialização, reforma agrária, e subsídios para consumidores urbanos.
     Com o desvanecimento do ciclo económico do petróleo, o Equador voltou à democracia em 1979, sob o primeiro presidente da Constituição equatoriana de 1979, Jaime Roldós Aguilera, candidato de uma grande frente partidária, a "Concentração de Forças Populares" ou "CFP" que obteve expressiva vitória sobre Sixto Durán Ballén do Partido Cristão Social "(PSC)".
     Em 15 de Janeiro de 2003, o Coronel aposentado Lucio Gutiérrez, membro da junta militar que subverteu presidente Jamil Mahuad em 2000, assumiu a presidência do Equador com uma plataforma de combate à corrupção. 
     Lucio Gutiérrez deixou o poder em 2005 diante da falta de apoio das Forças Armadas e no meio de fortes protestos, o que conduziu a que seu vice-presidente, Alfredo Palacio, assumisse a presidência. Nas eleições seguintes, Rafael Correa foi eleito e assumiu o cargo em 15 de Janeiro de 2007, sendo o actual presidente do país. Em 28 de Setembro de 2008 foi adoptada uma nova Constituição.

Imagem de um Vicunha. Em segundo plano, o monte Chimborazo,
o ponto mais alto do Equador e o vulcão mais alto do Mundo. 

Cultura:
     A cultura equatoriana é definida, em sua maioria, pelos mestiços, que têm ancestrais são tradicionalmente de herança espanhola, mas também são influenciados em diferentes graus pelas tradições nativas e, em alguns casos, por elementos africanos.
     A primeira e mais significativa onda de imigração moderna para o Equador era constituída por colonizadores espanhóis, após a chegada dos europeus em 1499. Um menor número de outros europeus e norte-americanos migraram para o país no final do Século XIX e início do Século XX e, em menor número, polacos, lituanos, ingleses, irlandeses e croatas durante e após a Segunda Guerra Mundial. 
     As comunidades indígenas do Equador foram integradas na cultura principal do país em diferentes graus, mas alguns também podem praticar suas próprias culturas nativas, em particular nas comunidades indígenas mais remotas da bacia amazónica. 
     O idioma espanhol é falado como o primeiro idioma por mais do que 90% da população e, como primeiro ou segundo idioma por mais do que 98% dos habitantes do país. Parte da população do Equador pode falar línguas ameríndias, em alguns casos, como uma segunda língua. Dois por cento da população fala apenas línguas ameríndias.
     Entre os personagens famosos nascidos no Equador, se incluem os pintores Enrique Tábara, Oswaldo Guayasamín, Eduardo Kingman, Bolívar Mena Franco, Felix Aráuz e Juan Villafuerte; o poeta e estadista José Joaquín de Olmedo; o poeta, filósofo e ensaísta Iván Carvajal Aguirre; o erudito Benjamin Urrutia; o tenista Pancho Segura; e o atleta olímpico Jefferson Pérez.


Principais recursos naturais:
Petróleo, madeira e energia hidráulica.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 10 de Agosto -Aniversário do primeiro grito da independência, em 1809;


Dia da Raça - 10 de Outubro - Festa Nacional. Celebra a chegada dos espanhóis à América, em 1492.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Salve, Oh Patria"
Insígnia da Força Aérea do Equador;
Insígnia da Aviação Naval do Equador.


Insígnia da Força Aérea
do Equador
Insígnia da Aviação Naval
do Equador



















Lema:
Dios, Patria y Libertad (“Deus, Pátria e Liberdade”)


Imagens de Quito, capital do Equador (UNESCO)


Capital:                                                                       Língua oficial:
Quito                                                                           Espanhol


Moeda oficial:                                                              Tipo de Governo:
Dólar americano                                                         República presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
21 de Dezembro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • ALADI - Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Intercâmbio;
  • ALBA - Aliança Boliviana para as Américas;
  • CAN - Comunidade Andina de Nações;
  • CDS - Conselho de Defesa Sul-Americano;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • CLAD- Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MERCOSUR - Mercado Comum do Sul;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OTCA - Organização do Tratado de Cooperação Amazónica;
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UL - União Latina;
  • UNASUL - União das Nações Sul-Americanas;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • GR - Grupo do Rio;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;


  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.



Património Mundial (UNESCO):
  • Ilhas Galápagos (conjunto de 13 ilhas), (1978, 2001);
  • Cidade de Quito (1978);
  • Parque Nacional Sangay (1983);
  • Centro Histórico de Santa Ana de los Rios de Cuenca (1999).


Tartaruga das Galápagos (UNESCO)


Basílica do Voto Nacional, Centro Histórico de Quito (UNESCO)


Prédio estilo ecléctico com varandas e janelas
tipo indo-Árabe, em Cuenca (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Património Oral e Manifestações Culturais do Povo Zápara (2008) (partilhado com o Peru) - Os Zápara são um dos povos mais antigos da Amazónia. A sua cultura oral inclui grande compreensão da vida natural da floresta de chuva, bem como complexas práticas mitológicas e artísticas. O povo Zápara vive numa região da selva amazónica que abrange o Equador e o Peru. Vivendo numa das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, Os Zápara são os últimos representantes de um grupo etno-linguístico, que incluiu muitos outros locais antes da conquista espanhola. No coração da Amazónia desenvolveram um conhecimento particularmente rico de cultura oral, do seu ambiente natural, como evidenciado pela abundância do seu vocabulário sobre a flora e a fauna e os seus conhecimentos de plantas medicinais da selva.

  • Tecidos tradicionais do chapéu de palha equatoriano (2012) - Os chapéus de palha são tecidos a partir de fibras de uma palmeira peculiar que cresce ao longo da costa do Equador. Os agricultores cultivam toquillales na costa e recolhem as hastes, depois de separar a fibra da casca verde, que é fervida para remover a clorofila, sendo depois seca com carvão e enxofre. Com essa matéria-prima os tecelões tecem o cálice e a aba do chapéu.

  
Fonte:

Wikipedia, a enciclopédia livre

28 maio 2014

Colômbia

República de Colombia
República da Colômbia




Bandeira

Brasão de Armas


















Localização:
América, América do Sul, América Latina, América Andina, Nação transcontinental.
País mega-diverso (faz parte do conjunto de países que albergam o maior índice de biodiversidade da Terra).


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - A palavra Colômbia significa "Terra de Cristóvão Colombo", e foi concebida por Francisco de Miranda para se referir a todo o Novo Mundo, especialmente aos territórios sob domínio espanhol e português.
     Em 1819, foi adoptado nome República da Colômbia (hoje, este período é conhecido como Grã-Colômbia, para evitar confusões com o actual). Outros nomes que o país já teve foram: República de Nova Granada (1830-58), Confederação Granadina (1858-63), Estados Unidos da Colômbia, e finalmente, em 1886, o actual nome, República da Colômbia.

História - De acordo com pesquisas e estudos arqueológicos, o povoamento da actual Colômbia existe há pelo menos vinte mil anos. Essas civilizações provinham de diferentes locais, e levaram para a região diferentes idiomas e culturas. Os primeiros vestígios arqueológicos datam de cerca de 20.000 a.C., no sítio de Pubenza.
     O território que é hoje a Colômbia foi originalmente habitado por nações indígenas, como os chibchas, quimbaya e tairona. Os espanhóis chegaram em 1499, iniciando um período de conquista e colonização que resultou na morte ou na escravidão de cerca de 90% da população nativa e, em seguida, criaram o Vice-Reino de Nova Granada (que compreendia os territórios actuais de Colômbia, Venezuela, Equador, Panamá e a região noroeste do Brasil), com sua capital em Bogotá.
     A independência do domínio espanhol foi conquistada em 1819, mas por volta de 1830 a "Grã Colômbia" fragmentou-se com a secessão da Venezuela e do Equador. Os actuais países, Colômbia e Panamá, emergiram então como a República de Nova Granada.
     A nova nação experimentou um sistema político federalista durante a Confederação Granadina (1858) e, em seguida, nos Estados Unidos da Colômbia (1863), antes da República da Colômbia ser finalmente declarada em 1886. O Panamá separou-se em 1903 sob pressão para cumprir as responsabilidades financeiras para com o governo dos Estados Unidos para a construção do Canal do Panamá.
     A Colômbia tem uma longa tradição do governo constitucional. Os partidos Liberal e Conservador, fundados em 1848 e 1849, respectivamente, são dois dos mais antigos sobreviventes partidos políticos nas Américas. No entanto, as tensões entre os dois têm frequentemente acabado em violência, principalmente na Guerra dos Mil Dias (1899-1902) e durante La Violencia, começando em 1948.    
     Desde 1960, as forças do governo, os rebeldes de esquerda e paramilitares de direita têm estado envolvidos nos conflitos armados mais duradouros do continente. Alimentado pelo tráfico de cocaína, o conflito cresceu dramaticamente na década de 1980. No entanto, na década de 2000, a violência diminuiu significativamente. Muitos grupos paramilitares desmobilizaram-se como parte de um controverso processo de paz com o governo, e os guerrilheiros perderam o controle em muitas áreas onde outrora dominavam. Durante muitos anos, a Colômbia teve uma das maiores taxas de homicídio do mundo, sendo reduzida quase para metade entre 2002 e 2006. Assassinatos de sindicalistas também foram significativamente reduzidos desde a década de 1990, mas os sindicalistas continuam a ser ameaçados e assassinados, embora  num ritmo inferior ao da população em geral.
     O país é, actualmente, uma potência média permanente, com a quarta maior economia da América Latina, embora a desigualdade de renda seja prevalecente e a riqueza seja mal distribuída.
      De acordo com o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, "tem havido uma diminuição na taxa de pobreza nos últimos anos, mas cerca de metade da população continua a viver abaixo da linha de pobreza" (dados de 2008-2009). Os números oficiais de 2009 indicam que cerca de 46% dos colombianos viviam abaixo da linha da pobreza e cerca de 17% em "extrema pobreza". Outros analistas citam estimativas mais elevadas.
     O país é etnicamente muito diverso e a interacção entre os descendentes dos primeiros habitantes indígenas, colonos espanhóis, africanos trazidos como escravos e imigrantes do Século XX, vindos da Europa e do Médio Oriente, produziu um rico património cultural, que também foi influenciado pela geografia bastante variada da Colômbia. A maioria dos centros urbanos estão localizados nos Andes, mas o território colombiano também abrange a floresta amazónica, pastagens tropicais e os litorais das Caraíbas e do Pacífico. Ecologicamente, a Colômbia é um dos 17 países mais diversos do mundo (os de maior biodiversidade por unidade de área).


Cultura:
     A cultura da Colômbia resulta essencialmente da mestiçagem cultural dos povos nativos com a influência colonizadora espanhola. A religião toma um aspecto muito importante na definição da identidade cultural do país: 95% da população é católica. Muito do que pode ser dito sobre os hábitos culturais deste país é também aplicável a outros países da América Latina.

Família - Em termos gerais, a instituição familiar é de grande importância para os colombianos, o que está de acordo com os princípios da religião praticada pela maioria da população. As famílias, por mais extensas que sejam, têm por hábito formar agregados familiares numerosos. É frequente que parentes afastados vivam na mesma casa.
     Os estereótipos são também visíveis nos papéis atribuídos ao homem e à mulher – o homem trabalha e sustenta a família, enquanto que as tarefas domésticas e de educação dos filhos cabem às mulheres. Na classe média, principalmente, verifica-se que muitas mulheres começam também a trabalhar fora de casa, ainda que o seu rendimento seja, na maior parte dos casos, secundário para a economia doméstica.

Lazer - O futebol é o desporto nacional por excelência, como acontece, de resto, na esmagadora maioria dos países da América Latina. Ver os jogos pela televisão é, dos passatempos nacionais, o mais popular. As vitórias da seleção nacional são celebradas de forma exuberante. É considerado, contudo, uma ocupação masculina: muitos homens e rapazes dedicam o seu tempo livre a esta modalidade desportiva.
     A tourada, desporto tradicional que os colonizadores espanhóis trouxeram para a América do Sul, mantém-se bastante popular. Existem várias praças de touros em Bogotá e outras das principais cidades do país.
      Outro jogo tradicional, o “tejo”, é herdado do património cultural dos Chibchan e consiste em lançar pequenos discos de metal para um detonador de pólvora. É vencedor aquele que causar um maior número de explosões, em comparação com o número de lançamentos.
     As danças populares constituem uma parte importante da identidade cultural colombiana. Das dezenas de estilos de dança, bastante ritmados como é vulgar na América Latina, um dos mais populares é o bambuco, caracterizado por diversos passos complexos que remetem para os rituais de cortejamento e namoro. Há quem considere esta dança nacional, até porque terá sido usada durante as guerras de libertação de Simón Bolívar, mas rivaliza, neste título, com a cumbia.

Gastronomia - O povo colombiano dá importância especial ao almoço, que costuma ser degustado entre as 13 e 14 horas. A refeição consiste, em geral, de uma sopa, seguida de um prato principal (seco ou bandeja). No final, a sobremesa é geralmente acompanhada de algum refresco ou sumo.
     Entre as bebidas alcoólicas, são populares a aguardente e o rum. O café é muito apreciado, especialmente na forma de “tinto” (uma chávena pouco cheia de café muito forte). Em Bogotá bebe-se ainda o chocolate santafereño, servido com queijo e pão (habitualmente, deita-se o queijo no chocolate).
     Muitas variedades de fruta, totalmente desconhecidas do ocidente europeu e América do Norte, são apreciadas na Colômbia, como o zapote, lulo, curuba, mamoncillo, uchuva, fraijoa, granadillas (parecidas com o maracujá), mamey, borojo, tamarindos, guanába e pitaya. Algumas destas frutas só podem ser saboreadas em determinas regiões da Colômbia, não sendo vulgares.
     As folhas de bananeira são de uso comum na cozinha tradicional, por exemplo nos “quesillos” (queijo enrolado nestas folhas) e nos “tamales”.

Artesanato - A arte pré-colombiana, milenar, era particularmente rica. As figuras construídas em ouro e as peças de joalharia foram bastante cobiçadas pelos colonizadores espanhóis, que procederam em alguns casos, a autênticos massacres para possuírem materiais preciosos usados que pelo seu valor artístico. Muitas dessas peças foram levadas para Espanha onde foram destruídas, a fim de se usar o ouro e pedras preciosas noutros objectos. Escavações arqueológicas cuidadas têm trazido para a luz do dia muitos destes objectos que são, todavia, um pequeno vislumbre da opulência artística do passado deste povo.
     O artesanato produzido pelos grupos étnicos é igualmente rico e bastante apreciado, quer por locais quer por turistas. O povo Guajiro produz bolsas, cintos e redes tecidos manualmente. Os Paez, são, por outro lado, conhecidos pela manufactura dos seus típicos xailes de lã.

Música - A Colômbia é um país extremamente rico em diversidade musical. É berço de diversos géneros musicais, tais como a Cúmbia, o Bambuco e o Vallenato. Vários artistas de renome nasceram na Colômbia, como Shakira, Carlos Vives, Juanes, John Leguizamo (actor de Hollywood) e outros.

Literatura - A Colômbia é a pátria de diversos escritores de renome internacional, destacando-se Gabriel García Marquez (1927-2014), Prémio Nobel da Literatura em 1982, autor de livros que se tornaram clássicos da literatura, tais como “Cem Anos de Solidão” (1967), “Crónica de uma Morte Anunciada” (1981) e “O Amor nos Tempos de Cólera” (1985), entre outros.
     Também são importantes na literatura do país autores como Jorge Isaacs (1837-1895), autor de “Poesias” (1864) e apenas um romance, “Maria” (1867), e José María Vargas Vila (1860-1933). De referir igualmente o escritor Jesus Martín-Barbero (n. 1937), que embora sendo espanhol, vive no país desde 1963, quando tinha 26 anos de idade.

Culinária - A culinária colombiana tem forte presença do milho, além de outros tubérculos. Uma fruta comum nos pratos tradicionais é o abacate. Os pratos típicos também levam maior quantidade de temperos, porém não tanto como nas culinárias indiana ou mexicana, por exemplo. A mandioca também está presente em diversos pratos. A bebida mais comum e a marca da culinária no país é o café.

Desporto - Os desportos mais praticados na Colômbia são a patinagem e o futebol, sendo este o desporto mais popular. A melhor participação do país em Olimpíadas, foi em 2000, quando María Isabel Urrutia ganhou o ouro no halterofilismo, na categoria de 75 quilos.
     A Selecção de futebol representa o país nas competições da FIFA e da CONMEBOL. A Colômbia venceu a Copa América em 2001. Também nasceu na Colômbia o ex-piloto de Fórmula 1, Juan Pablo Montoya.
     No futebol colombiano destacam-se muitos jogadores tais como Carlos Valderrama e René Higuita e Falcão Garcia, que disputou o prémio de melhor do mundo em 2012, além do árbitro da FIFA Óscar Ruiz.


Principais recursos naturais:
Petróleo, carvão, café, ouro, esmeraldas, níquel.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 20 de Julho - Comemora a data em que foi declarada a independência, da Espanha, em 1810.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Himno Nacional de la República de Colômbia;
Insígnia da Força Aérea da Colômbia;
Insígnia da Aviação Naval da Colômbia.


Insígnia da Força Aérea da Colômbia
(FAC)
Insígnia de baixa visibilidade (FAC)



















Insígnia da Aviação Naval da Colômbia
(ANC)
Insígnia de baixa visibilidade (ANC)



















Aspectos de Bogotá, capital da Colômbia


Lema:                                                                                                         Capital:
Libertad y Orden (“Liberdade e Ordem”)                                           Bogotá


Língua oficial:                                                                                   Moeda oficial: 
Espanhol                                                                                            Peso colombiano


Tipo de Governo:
República presidencialista unitária


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
5 de Novembro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AEC - Associação dos Estados das Caraíbas;
  • ALADI - Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Intercâmbio;
  • BCIE - Banco Centro-Americano de Integração Económica (membro extra-regional);
  • CAN - Comunidade Andina de Nações;
  • CDS - Conselho de Defesa Sul-Americano;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CLAD- Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • MERCOSUR - Mercado Comum do Sul;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OTCA - Organização do Tratado de Cooperação Amazónica;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UL - União Latina;
  • UNASUL - União das Nações Sul-Americanas;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • GR - Grupo do Rio;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Porto, Fortalezas e Conjunto Monumental de Cartagena (1984);
  • Parque Nacional Los Katios (1994);
  • Centro Histórico de Santa Cruz de Mompox (1995);
  • Parque Arqueológico Nacional de Tierradentro (1995);
  • Parque Arqueológico de San Agustín (1995);
  • Santuário de Fauna e Flora de Malpelo (2006);
  • Paisagem Cultural do Café da Colômbia (2011).

Monumento tumular do Parque Arqueológico de San Agustín (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Carnaval de Barranquilla (2008);
  • Espaço cultural de Palenque de San Basílio (2008);
  • Carnaval de Negros e Brancos (2009);
  • Procissões da Semana Santa em Popayán (2009);
  • Música Marimba e cantos tradicionais do Pacífico Sul da Colômbia (2010);
  • O sistema normativo da Comunidade Wayuu, aplicada pelos Pütchipü'üi ("tagarelas") (2010);
  • O conhecimento tradicional dos xamãs jaguar de Yuruparí (2011);
  • Festa de São Francisco de Assis, em Quibdó (2012).

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

05 maio 2014

Chile

República de Chile
República do Chile



Bandeira




Brasão de Armas




















Localização:
América, América do SulAmérica Latina, América Andina, Nação transcontinental.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Os primeiros europeus a chegarem na terra que é hoje o Chile pertenceram ao grupo liderado pelo navegador português Fernão de Magalhães em 1520, o qual procurava o caminho para o Oceano Pacífico, que ele mesmo baptizou, onde fica actualmente a cidade de Punta Arenas, na Patagónia.
     O militar e conquistador espanhol Diego de Almagro, realizou posteriormente uma expedição até ao vale de Coquimbo. Os habitantes originários dos vales centrais do Chile impediram o avanço da expedição até ao sul, forçando-os a voltar ao Peru. No ano de 1540, o militar e conquistador espanhol Pedro de Valdivia liderou a expedição que fundaria finalmente a cidade de Santiago, actual capital do Chile.
     Entre 1817 e 1818, o movimento de independência do Chile, liderado pelo militar e estadista chileno Bernardo O’Higgins, considerado o Pai da Pátria, libertou o país do histórico domínio espanhol. No entanto, colocou o novo país na órbita do imperialismo britânico, uma vez que, a partir da década de 1920, as oligarquias conservadoras assumiram o controle político do país, apoiada pela Igreja Católica, preservando portanto os privilégios da elite criolla. A proclamação da República do Chile ocorreu no dia 18 de Setembro de 1818.

Proclamação da República do Chile por Pedro Subercaseaux Errázuriz (1945)

     Durante o período das presidências do Partido Radical (1938-1952), o Estado chileno aumentou a sua participação na economia nacional. Em 1952, após três presidências radicais, Pedro Aguirre Cerda (1938-1941), Juan António Ríos (1942-1946) e Gabriel González Videla (1946-1952), retornou à Presidência o general Carlos Obáñez del Campo, que havia sido ditador do Chile entre 1927 e 1931. Jorge Alessandri sucedeu a Ibáñez em 1958, derrotando o comunista Salvador Allende por uma grande margem de votos.
     Em 11 de Setembro de 1973 o presidente democraticamente eleito em 1970, Allende sofreu um golpe de estado. O general Augusto Pinochet assumiu o governo, instaurando uma ditadura que iria perdurar por dezessete anos. Durante este período, foi criada a repressão política contra a oposição e houve várias violações dos direitos humanos. Pinochet foi sucedido pelo civil Patrício Aylwin, proeminente membro do PDC.

     Em 27 de Fevereiro de 2010, o Chile foi atingido por um terramoto de 8,8 MW, o quinto maior já registado até aquela época. Mais de 500 pessoas morreram (a maioria por causa do tsunami que se seguiu) e mais de um milhão de pessoas perderam as suas casas. Estimou-se que os danos iniciais ficaram na faixa de 15 a 30 biliões de dólares, cerca de 10 a 15 por cento do produto interno bruto chileno.
     O país recebeu atenção global com o bem sucedido resgate de 33 mineiros: - Em 5 de Agosto de 2010, o túnel de acesso desabou na mina de cobre e ouro de San José, no deserto do Atacama, perto de Copiapó, no norte do Chile, prendendo 33 homens a 700 metros abaixo do solo. A operação de resgate organizada pelo governo chileno localizou os mineiros 17 dias depois. Todos os homens foram trazidos para a superfície, em 13 de Outubro de 2010, ao longo de um período de cerca de 24 horas, através de um esforço que foi transmitido ao vivo na televisão em todo o mundo.
     Nas eleições presidenciais de 2013 Michelle Bachelet saiu novamente vitoriosa, tornando-se a primeira presidente eleita pela segunda vez em mais de 60 anos no país.


Cultura:
     Durante o período entre o início de assentamentos agrícolas e o final do período pré-hispânico, o norte do Chile era uma região de cultura andina, influenciada pelas tradições planálticas (altiplanas), que se espalharam para os vales costeiros do norte, enquanto que a região sul era uma área de actividade cultural mapuche.
     Durante o período colonial, após a conquista, e durante o início do período republicano, a cultura do país foi dominada pelos espanhóis. Outras influências europeias, principalmente inglesa, francesa e alemã, começaram a surgir no Século XIX e continuam até hoje. Imigrantes alemães influenciaram a arquitectura em estilo bávaro rural e a gastronomia do sul do Chile, em cidades como Valdívia, Frutillar, Puerto Varas, Osorno Temuco, Puerto Octay, Llanquihue, Faja Maisan, Pitrufquén, Victoria, Pucón e Puerto Montt.

Literatura - Os chilenos chamam ao seu país de "país de poetas". Gabriela Mistral (1889-1957) foi a primeira chilena a ganhar o Prémio Nobel da Literatura, em 1945. O mais famoso poeta chileno, no entanto, é Pablo Neruda (1904-1973), vencedor do Prémio Nobel de Literatura em 1971 e mundialmente conhecido pela sua extensa bibliografia de obras sobre romance, natureza e política. As suas três casas, altamente personalizadas, localizadas em Isla Negra, Santiago e Valparaíso são destinos turísticos populares.
     Entre a lista de outros poetas chilenos estão Carlos Pezoa Véliz (1879-1908), Vicente Huidobro (1893-1948), Gonzalo Rojas (1917-2011), vencedor do Prémio Cervantes de Literatura em 2003, Isabel Allende (n. 1942) e Nicanor Parra (n. 1914), Prémio Cervantes em 2011.

Desporto - O desporto mais popular do Chile é o futebol. O Chile já se classificou para sete Campeonatos do Mundo de Futebol da FIFA, incluindo o de 1962, realizado no Chile, onde a selecção nacional ficou em terceiro lugar.
     Outros resultados alcançados pela selecção nacional de futebol incluem quatro finais na Copa América, uma medalha de prata e duas de bronze nos Jogos Pan-Americanos, uma medalha de bronze nas Olimpíadas de 2000 e dois terceiros lugares nos torneios FIFA Sub-17 e Sub-20.
     Os principais clubes de futebol são o Colo-Colo, Universidad de Chile e Universidad Católica. O Colo-Colo é o clube de futebol do país mais bem sucedido, tendo mais campeonatos nacionais e internacionais, incluindo a cobiçada Copa Libertadores da América, o torneio de clubes sul-americanos. A Universidade do Chile foi o último campeão internacional (Copa Sul-Americana de 2011).
     O ténis é o desporto mais bem sucedido do país. A equipa nacional do Chile venceu o torneio World Team Cup duas vezes, em 2003 e 2004, e jogou a final da Copa Davis, contra a Itália, em 1976.
     Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004, em Atenas, o Chile ganhou ouro e bronze no individual masculino e ouro em duplas masculinas. Marcelo Rios tornou-se o primeiro latino-americano a alcançar o primeiro lugar no ranking individual da ATP, em 1998. Anita Lizana venceu o US Open em 1937, tornando-se a primeira mulher da América Latina a ganhar um torneio do Grand Slam.
     O Rodeo do Chile é o desporto nacional do país, sendo praticado em zonas mais rurais. Um desporto semelhante ao hóquei chamado chueca era jogado pelo povo mapuche durante a conquista espanhola. O esqui e o snowboard são praticados em centros de esqui localizados nos Andes Centrais e em centros de esqui do sul. O surf é popular em algumas cidades costeiras. O pólo é praticado profissionalmente.
     Em 2008 o Chile alcançou o prémio máximo no Campeonato do Mundo de Polo, um torneio em que o país ganhou um segundo e um terceiro lugar em edições anteriores. O basquetebol é um desporto popular, tendo o Chile ganho uma medalha de bronze no Campeonato Mundial de Basquetebol, em 1950, e uma medalha de bronze quando o Chile sediou o campeonato, em 1959.
     O Chile sediou o primeiro Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino, em 1953, terminando o torneio com a medalha de prata. Outros esportes, com maratonas e ultra-maratonas, também estão aumentando em popularidade. A cidade de San Pedro de Atacama é a anfitriã anual do "Atacama Crossing", uma das seis fases de corrida a pé de 250 quilómetros, que atrai anualmente cerca de 150 concorrentes de 35 países.


Principais recursos naturais:
Cobre, madeira, minério de ferro, nitrato, metais preciosos, molibdénio, energia hidráulica.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 18 de Setembro - Festas Patrióticas do Chile. Celebra a data da Primeira Junta Nacional de Governo, em 1810, que é também a data do início da independência da República do Chile, da Espanha.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Puro Chile (O Puro Chile);
Insígnia da Força Aérea do Chile.


Insígnia da Força Aérea do Chile (FAC)
Insígnia de baixa visibilidade da FAC

















Lema:
Por la razón o la fuerza ("Pela razão ou a força")


Vários aspectos de Santiago, capital do Chile



Capital:                                                                                   Língua oficial:
Santiago                                                                                 Espanhol
(ou Santiago do Chile)


Moeda oficial:                                                                        Tipo de Governo:
Peso chileno                                                                          República Presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • ALADI - Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Intercâmbio;
  • APEC - Cooperação Económica Ásia-Pacífico;
  • CD - Comunidade das Democracias;
  • CDS - Conselho de Defesa Sul-Americano;
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CLAD- Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • G-20 (países em desenvolvimento);
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • MERCOSUR - Mercado Comum do Sul;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • NAFTA - Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (membro associado);
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • UL - União Latina;
  • UNASUL - União das Nações Sul-Americanas;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil (observador);
  • TPSEP - Parceria Trans-Pacífica;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • GR - Grupo do Rio;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional Rapa Nui (1995);
  • Igrejas de Chiloé (16 igrejas) (2000);
  • Bairro Histórico da cidade portuária de Valparaíso (2003);
  • Fábricas de Nitrato do Chile de Humberstone e Santa Laura (2005);
  • Aldeia Mineira de Sewell (2006).

Parque Nacional Rapa Nui (Ilha da Páscoa), Chile (UNESCO)



Igreja de Tenaún, em Dalcahue, uma das 16 Igrejas de
Chiloé (UNESCO)
Vistas de Valparaíso (UNESCO)

























Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Salvaguarda do património cultural imaterial das comunidades Aymara na Bolívia, Chile e Peru (2009) - O projecto sub-regional proposto visa desenvolver medidas de salvaguarda para garantir a viabilidade das expressões orais, músicais e conhecimento tradicional (arte têxtil e tecnologias agrícolas) das comunidades Aymara do Chile (Tarapacá-Arica-Parinacota-Antofagasta), Bolívia e Peru.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

03 março 2014

Brasil

República Federativa do Brasil


Bandeira

Brasão de Armas



















Localização:
América, América do Sul, América Latina.
País mega-diverso (faz parte do conjunto de países que albergam o maior índice de biodiversidade da Terra).


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Em 22 de Abril de 1500, a frota comandada pelo navegador e explorador português Pedro Álvares Cabral (1467/68-1520), chega ao território onde hoje se localiza o Brasil (Porto Seguro), que já era habitado por vários povos indígenas, cerca de 2 milhões, do norte ao sul do território.


Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro. Óleo sobre tela do pintor
Oscar Pereira da Silva, 1904. Acervo do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro


     A população ameríndia era repartida em grandes nações indígenas compostas por vários grupos étnicos entre os quais se destacavam os grandes grupos Tupi-Guarani, Macro-Jê e Aruaque.
     A colonização foi efectivamente iniciada em 1534, quando o Rei D. João III dividiu o território em doze capitanias hereditárias.
     Em meados do Século XVI, quando o açúcar de cana se tornou o mais importante produto de exportação do Brasil, os portugueses deram início à importação de escravos africanos, comprados nos mercados de escravos da África ocidental. Assim, estes começaram a ser trazidos ao Brasil, inicialmente para lidar com a crescente demanda internacional do produto, naquele que foi chamado o ciclo da cana-de-açúcar.
     Ignorando o Tratado de Tordesilhas de 1494, os portugueses, através de expedições conhecidas como bandeiras, paulatinamente avançaram a sua fronteira colonial na América do Sul para onde se situa a maior parte das actuais fronteiras brasileiras, tendo passado os Séculos XVI e XVII defendendo tais conquistas contra potências rivais europeias. Desse período destacam-se os conflitos que derrotaram as incursões coloniais francesas (no Rio de Janeiro em 1567 e no Maranhão em 1615) e expulsaram os holandeses do nordeste (Nova Holanda), após o fim da União Ibérica (1580 a 1640). O conflito com os holandeses fez parte integrante da Guerra Luso-Holandesa (1595 a 1663).

     No final do século XVII, devido à concorrência colonial, as exportações de açúcar brasileiro começaram a declinar, mas a descoberta de ouro pelos bandeirantes na década de 1690, abriu um novo ciclo  com a chamada “febre do ouro” no Brasil, que atraiu milhares de novos colonos, vindos não só de Portugal, mas também de outras colónias portuguesas ao redor do mundo, o que por sua vez acabou gerando conflitos (como a Guerra dos Emboadas, entre 1707 e 1709), entre os antigos colonos e os recém-chegados.
     No final de 1807, forças espanholas e napoleónicas ameaçaram a segurança de Portugal Continental, fazendo com que o Príncipe Regente, D. João VI, em nome da Rainha D. Maria I, transferisse a Corte Real de Lisboa para o Brasil. Com o estabelecimento da corte portuguesa no Brasil surgiram algumas das primeiras instituições brasileiras, como Bolsas de Valores locais e um Banco Nacional, acabando com o monopólio comercial que Portugal mantinha sob o Brasil, libertando as trocas comerciais com outras nações. Em 1809, em retaliação por ter sido forçado a um "auto-exílio" no Brasil, o príncipe regente ordenou a conquista portuguesa da Guiana Francesa.
     Com o fim da Guerra Peninsular, em 1814, os tribunais europeus exigiram que a Rainha D. Maria I e o príncipe regente D. João regressassem a Portugal, já que consideravam impróprio que representantes de uma antiga monarquia europeia residissem numa colónia.
     Em 1815, para justificar a sua permanência no Brasil, onde a corte real tinha prosperado nos últimos seis anos, foi criado o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, estabelecendo assim um Estado monárquico transatlântico e pluricontinental.
     No entanto, isso não foi suficiente para acalmar a demanda portuguesa pelo retorno da corte para Lisboa, como a Revolução Liberal do Porto exigiria em 1820, e nem o desejo de independência e pelo estabelecimento de uma república por grupos de brasileiros, como a Revolução Pernambucana de 1817 mostrou. Em 1821, com as exigências dos revolucionários que haviam tomado a cidade do Porto, D. João VI foi incapaz de resistir por mais tempo e partiu para Lisboa, onde foi obrigado a fazer um juramento à nova constituição, deixando seu filho, o príncipe Pedro de Alcântara como Regente do Reino do Brasil.
     Na consequência destes acontecimentos, a Coroa Portuguesa tentou, mais uma vez, transformar o Brasil numa colónia, privando o país do estatuto de Reino, adquirido em 1815. Os brasileiros recusaram-se a ceder e D. Pedro ficou com eles, declarando a independência do país do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 7 de Setembro de 1822. Em 12 de Outubro de 1822, Pedro foi declarado o primeiro Imperador do Brasil e coroado D. Pedro I em 1 de Dezembro do mesmo ano, fundando, assim, o Império do Brasil.


"Independência ou morte!" - conhecido também pelo "Grito do Ipiranga"
Declaração da Independência do Brasil pelo Imperador Pedro I em 7 de Setembro de 1822.
Óleo sobre tela do pintor brasileiro Pedro Américo, 1888. Museu do Ipiranga, São Paulo.


     A subsequente Guerra da Independência do Brasil propagou-se pelas regiões norte, nordeste e ao sul na província Cisplatina. Os últimos soldados portugueses renderam-se em 8 de Março de 1824, sendo a independência reconhecida por Portugal em 29 de Agosto de 1825, no Tratado do Rio de Janeiro.
     Em 15 de Novembro de 1889, desgastada por anos de estagnação económica, em atrito com a oficialidade do Exército e também com as elites rurais e financeira (embora por razões diferentes), a monarquia foi derrubada por um golpe militar.
     Com a promulgação da Lei da Amnistia de 1979, o Brasil iniciou lentamente a volta à democracia, que se completaria na década de 1980. Após o movimento popular das “Directas Já”, os civis voltaram ao poder em 1985, quando José Sarney assumiu a presidência, tornando-se impopular ao longo do seu mandato, devido à continuidade da crise económica e à hiper-inflacção herdadas do regime militar.
     O mal-sucedido governo de Sarney permitiu a eleição, em 1989, do quase desconhecido Fernando Collor, que posteriormente sofreu um processo de impeachment pelo Congresso Nacional Brasileiro em 1992, com seu vice-presidente, Itamar Franco a assumir o cargo. Do novo ministério nomeado por Itamar, destacou-se Fernando Henrique Cardoso como Ministro da Fazenda e coordenador do bem-sucedido Plano Real, que trouxe estabilidade para a economia brasileira, após décadas de inúmeros planos económicos de governos anteriores, que haviam fracassado na tentativa de controlar a hiper-inflacção.
     Em consequência, Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente em 1994 e novamente em 1998. A transição pacífica de poder para o seu principal opositor, Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2002 e reeleito em 2006, mostrou que o Brasil finalmente conseguiu alcançar a sua muito procurada estabilidade política.
     Em 2010, Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher eleita presidente, e a segunda pessoa a chegar à presidência sem nunca antes ter disputado uma eleição. Com a sua eleição, Lula tornou-se o primeiro presidente a eleger o seu sucessor na plenitude democrática.
     A Constituição actual do Brasil, formulada em 1988, define o país como uma República Federativa Presidencialista formada pela união do Distrito Federal, dos 26 Estados e dos 5.570 municípios.
     A economia brasileira é a maior da América Latina e do Hemisfério Sul, a sétima maior do mundo por PIB nominal e a sétima maior do mundo por paridade do poder de compra (PPC). Reformas económicas deram ao país um novo reconhecimento internacional no âmbito regional e global.


Cultura:
     A cultura brasileira é uma síntese da influência dos vários povos e etnias que formaram o povo brasileiro. Não existe uma cultura brasileira perfeitamente homogénea, e sim um mosaico de diferentes vertentes culturais que formam, juntas, a cultura do Brasil.
     Naturalmente, após mais de três séculos de colonização portuguesa, a cultura do Brasil é, maioritariamente, de raiz lusitana. É justamente essa herança cultural lusa que compõe a unidade do país: apesar do povo brasileiro ser um mosaico étnico, todos falam a mesma língua (português) e quase todos são cristãos, com largo predomínio de católicos. Esta igualdade linguística e religiosa é um facto raro para um país de grande extensão como o Brasil, especialmente em comparação com os países do Velho Mundo.
     Embora seja um país de colonização portuguesa, outros grupos étnicos deixaram influências profundas na cultura nacional, destacando-se os povos indígenas, africanos, italianos e alemães.
     As influências indígenas e africanas deixaram marcas no âmbito da música, culinária, folclore, artesanato, dos caracteres emocionais e das festas populares do Brasil, assim como centenas de empréstimos à língua portuguesa. É evidente que algumas regiões receberam maior contribuição desses povos: os Estados do Norte têm forte influência das culturas indígenas, enquanto algumas regiões do Nordeste têm uma cultura bastante africanizada, sendo que, em outras, principalmente no sertão, existe uma intensa e antiga mescla de caracteres lusitanos e indígenas, com menor participação africana.
     No Sul do país as influências de imigrantes italianos e alemães são evidentes, seja na língua, culinária, música e outros aspectos. Outras etnias, como os árabes, espanhóis, polacos e japoneses contribuíram também para a cultura do Brasil, embora de forma mais limitada.

Música - A música do Brasil foi formada, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos por colonizadores portugueses e por escravos. Até ao século XIX, Portugal foi a porta de entrada para a maior parte das influências que construíram a música brasileira, clássica e popular, introduzindo a maioria doinstrumental, o sistema harmónico, a literatura musical e boa parcela das formas musicais cultivadas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos destes elementos não fosse de origem portuguesa, mas genericamente europeia.
     O primeiro grande compositor brasileiro foi José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), autor de peças sacras com notável influência do classicismo vienense. A maior contribuição do elemento africano foi a diversidade rítmica e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel fundamental no desenvolvimento da música popular e folclórica, florescendo especialmente a partir do Século XX. O indígena praticamente não deixou traços seus na corrente principal, salvo em alguns géneros de folclore.
     Com grande participação negra, a música popular desde fins do Século XVIII começou a dar sinais de formação de uma sonoridade caracteristicamente brasileira. Na música clássica, contudo, aquela diversidade de elementos apresentou-se tardiamente e numa feição bastante indiferenciada, acompanhando de perto - dentro das possibilidades técnicas locais, bastante modestas, se comparadas com os grandes centros europeus ou como os do México e do Peru - o que acontecia na Europa e em grau menor na América espanhola.
     Um carácter especificamente brasileiro na produção nacional só se tornaria nítido após a grande síntese realizada pelo maestro e compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959), já em meados do século XX.
     A música brasileira engloba vários estilos regionais influenciados por formas africanas, europeias e ameríndias. Ela se desenvolveu em estilos e géneros musicais diferentes, tais como música popular brasileira, música nativista, música sertaneja, samba, choro, axé, brega, forró, frevo, baião, lambada, maracatu, tropicalismo, bossa nova e rock brasileiro, entre outros.

Literatura – A literatura brasileira surgiu a partir da actividade literária incentivada pelos jesuítas, após o descobrimento do Brasil, durante o Século XVI.
     O barroco desenvolveu-se no nordeste do país nos séculos XVI e XVII e o arcadismo expandiu-se no Século XVIII na região das Minas Gerais.
     No Século XIX, o romantismo brasileiro afectou a literatura nacional, tendo como seu maior representante José de Alencar (1829-1877). Após esse período, o realismo brasileiro expandiu-se pelo país, principalmente pelas obras do poeta e romancista Machado de Assis (1839-1908), cujo trabalho se estende por quase todos os géneros literários, sendo amplamente considerado como o maior escritor brasileiro.
     Bastante ligada, de princípio, à literatura metropolitana, a literatura brasileira foi ganhando independência com o tempo, iniciando o processo durante o Século XIX com os movimentos romântico e realista, atingindo o apogeu com a Semana de Arte Moderna, em 1922, caracterizando-se pelo rompimento definitivo com as literaturas de outros países. Formou-se, portanto, a partir do Modernismo e das suas gerações as primeiras escolas de escritores verdadeiramente independentes. São dessa época os grandes nomes como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Cecília Meireles.

Culinária - A cozinha brasileira varia muito de região para região, reflectindo a combinação de populações nativas e de imigrantes através do país. Criou-se assim uma cozinha nacional marcada pela preservação das diferenças regionais. Os exemplos são a feijoada, considerado o prato nacional do país, e os alimentos regionais, como vatapá, moqueca, polenta, pão de queijo e acarajé.
     O Brasil tem uma grande variedade de doces, como os brigadeiros e os beijinhos. A bebida nacional é o café. A cachaça é uma bebida nativa do Brasil, destilada a partir da cana-de-açúcar, sendo o ingrediente principal do coquetel nacional, a caipirinha.

Desporto - O futebol é o desporto mais popular no Brasil. A Selecção Brasileira de Futebol foi cinco vezes vitoriosa no Campeonato do Mundo da FIFA, em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. O voleibol, futebol de salão (futsal), basquetebol, skate, automobilismo e artes marciais são desportos com grande popularidade no país.
     No automobilismo, pilotos brasileiros ganharam o campeonato mundial de Fórmula 1 oito vezes: Emerson Fittipaldi em 1972 e 1974; Nelson Piquet em 1981, 1983 e 1987 e Ayrton Senna em 1988, 1990 e 1991.
     O Brasil já organizou eventos desportivos de grande escala, como o Campeonato do Mundo da FIFA de 1950, na qual foi vice-campeão, sendo igualmente escolhido como a sede do Campeonato do Mundo da FIFA em 2014.
     O circuito localizado em São Paulo, Autódromo José Carlos Pace, organiza anualmente o Grande Prémio do Brasil de Fórmula 1.
     São Paulo organizou os Jogos Pan-americanos de 1963 e o Rio de Janeiro organizou os Jogos Pan-americanos de 2007 e a Universíada de Verão de 1963 em Porto Alegre.
     Além disso, o país vai ser a sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro. Será igualmente a sede da Universíada de Verão em 2019, em Brasília.


Principais recursos naturais:
Bauxita, nióbio, ouro, ferro, manganés, níquel, fosfatos, platina, madeira, urânio, petróleo, estanho, sal marinho e opala.


Datas comemorativas:
Dia da Independência – 7 de Setembro - Comemora a data da proclamação da independência, do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1822.



Proclamação da República - 15 de Novembro - Celebra a data da proclamação da República, em 1889.

Ver



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional Brasileiro;
Selo Nacional Brasileiro;
Insígnia da Força Aérea do Brasil;
Insígnia da Aviação Naval Brasileira;
Insígnia do Exército do Brasil.



Selo Nacional do Brasil


Insígnia de baixa visibilidade
da FAB

Insígnia da FAB


















Insígnia do Exército do Brasil
Insígnia da Aviação Naval Brasileira




















Lema:                                                                                                            Capital:
Ordem e Progresso                                                                                     Brasília


Imagens de Brasília, capital do Brasil



Língua oficial:                                                                    Moeda oficial:
Português                                                                          Real


Tipo de Governo:
República Federativa Presidencialista.


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • FMI - Fundo Monetário Internacional;
  • UL - União Latina;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos;
  • MERCOSUR - Mercado Comum do Sul;
  • UNASUL - União das Nações Sul-Americanas;
  • BRICS - (organização económica e grupo político de cooperação);
  • ALADI - Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Intercâmbio;
  • CLAD - Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • OTCA - Organização do Tratado de Cooperação Amazónica;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico-Sul;
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • CDS - Conselho de Defesa Sul-Americano;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados (membro observador);
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • G5 - Grupo de cinco países em desenvolvimento;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • G7+5 - Grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais o grupo de cinco países mais desenvolvidos;
  • G20 (países industriais, maiores economias);
  • G20 (países em desenvolvimento);
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • GR - Grupo do Rio;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • TACSA - Tratado de Amizade e Cooperação no Sudeste Asiático;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Cidade histórica de Ouro Preto (1980);
  • Centro histórico de Olinda (1982);
  • Missões Jesuítas Guarani, Ruínas de São Miguel das Missões (1983, 1984) (locais partilhados com a Argentina);
  • Centro Histórico de Salvador (1985);
  • Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas do Campo (1985);
  • Parque Nacional do Iguaçu, Foz do Iguaçu (1986);
  • Plano Piloto de Brasília (1987);
  • Parque Nacional da Serra da Capivara (1991);
  • Centro Histórico de São Luís do Maranhão (1997);
  • Centro Histórico da Cidade de Diamantina (1999);
  • Reservas de Mata Atlântica do Sudeste (1999);
  • Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento (1999);
  • Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (2000);
  • Parque Nacional do Jaú, Amazonas (2000);
  • Ilhas atlânticas brasileiras: Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (2001);
  • Zonas protegidas do Cerrado: Parques nacionais de Chapada dos Veadeiros e das Emas (2001);
  • Centro Histórico de Goiás (2001);
  • Praça de São Francisco, na Cidade de São Cristóvão (2010);
  • Paisagem cultural do Rio de Janeiro (2012).

Centro Histórico de Salvador (UNESCO)



Parque Nacional do Iguaçu (UNESCO)

Centro Histórico de Goiás (UNESCO)





Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento
(UNESCO)




















Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Expressões orais e gráficas do povo indígena Wajapi, Amazónia (2003, 2008);
  • Samba de Roda do Recôncavo Baiano, Baía (2005, 2008);
  • Museu vivo do Fandango (2011);
  • O Yaokwa, ritual do povo enawene nawe para manter a ordem social e cósmica, Amazónia (2011) - (necessita de medidas urgentes de salvaguarda);
  • Frevo – A arte do espectáculo do Carnaval no Recife (2012);
  • Círio da Nazaré: Procissão da imagem da Nossa Senhora da Nazaré na cidade de Belém, Pará (2013);
  • Círculo da Capoeira (2014).

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.