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10 novembro 2015

Kuwait

دولة الكويت
Dawlat al-Kuwait
Estado do Kuwait






Bandeira
Brasão de Armas






































Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Península Arábica, Médio Oriente, Golfo Pérsico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
EtimologiaKuwait, como topónimo, em árabe “al-Kuwayt”, alterna com a forma Koweit e com os aportuguesamentos Cuvaite, Kuaite e Cuaite. Trata-se do diminutivo kut, "forte", significando assim "fortezinho".

História – No Século III a.C. os gregos colonizaram a ilha Failaka, baptizando-a de "Ikarus". Acredita-se que o nome veio da semelhança do local a uma ilha grega, onde, de acordo com a mitologia, foi enterrado Ícaro. Outros crêem que o local ganhou este nome devido ao intenso calor, sendo portanto um lugar mais próximo do sol.
     Em 123 a.C., a região ficou sob a influência do Império Parta e estava intimamente associada com a cidade de Cárax Espasinu, no sul da Mesopotâmia. Em 224 d.C., a região caiu sob o controle do Império Sassânida e veio a ser conhecida como Hajar. Por volta do Século XIV, a área que compreende o moderno Kuwait tornou-se parte do califado islâmico.
     Os primeiros colonos permanentes na região vieram da tribo Bani Khalid, de Néjede, e estabeleceram o Estado do Kuwait. Em 1756, o povo elegeu Sabah l bin Jaber como o primeiro monarca do Kuwait. A actual família real do Kuwait, Al-Sabah, são descendentes de Sabah I. Durante o governo de Al-Sabah, o Kuwait tornou-se progressivamente um centro de comércio, tendo já servido como um centro de comércio entre a Índia, o chamado corno de África, o Néjede, a Mesopotâmia e o Levante.
     Até ao advento da cultura japonesa de ostras de pérolas, o Kuwait tinha uma das frotas de mar na região do Golfo Pérsico e uma indústria florescente de pérolas. O comércio, até então, consistia principalmente em pérolas, madeira, especiarias, tâmaras e cavalos.
     No final do Século XIX, a maior parte da Península Arábica ficou sob a influência do Império Otomano. Os otomanos reconheceram a autonomia da dinastia al-Sabah mas, mesmo assim, reivindicou a soberania sobre o Kuwait.
     Em 1899 o Kuwait fez um Tratado com o Reino Unido, dando o controle britânico sobre a política externa do Kuwait em troca de protecção e subsídios anuais.
     Em 2 de Agosto de 1990 as forças iraquianas invadiram e anexaram o Kuwait. Saddam Hussein, então presidente do Iraque, depôs o então Emir do Kuwait, Jaber Al-Sabah, e instalou Ali Hassan al-Majid como o novo governador do Kuwait. Durante a ocupação do Iraque, cerca de 1.000 civis do Kuwait foram mortos e mais 300 mil moradores fugiram do país.

Poços de petróleo incendiados no Kuwait, durante a Guerra do Golfo

     Após o falhanço de uma série de negociações diplomáticas, uma coligação de trinta e quatro nações, liderada pelos Estados Unidos, combateu na Guerra do Golfo Pérsico, a fim de expulsar as forças iraquianas do Kuwait. Em 26 de Fevereiro de 1991, a coligação conseguiu expulsar as forças iraquianas, restaurando o poder do Emir do Kuwait. O Kuwait pagou US$ 17 milhões às forças da coligação pelos seus esforços de guerra.
     Durante a acção da coligação, as forças armadas iraquianas realizaram uma política de terra arrasada, prejudicando 737 poços de petróleo no Kuwait dos quais, aproximadamente, 600 foram incendiados. Estima-se que naquela altura cerca de 5 a 6 milhões de barris (950 mil m³) de petróleo foram queimados num único dia por causa destes incêndios.



Al Hamra Tower, na Cidade do Kuweit,
é a torre esculpida mais alta do mundo


Cultura:
     Dentro dos estados árabes do Golfo, a cultura do Kuwait é a mais próxima da cultura do Bahrain; isso é evidente na estreita associação entre os dois Estados em termos de acentos, alimentos e roupas, além dos graus semelhantes de abertura nas duas sociedades. A cultura do Kuwait, como muitas outras culturas árabes, dá muita importância à hospitalidade.

     A saudação: os kuwaitianos, tradicionalmente, cumprimentam-se apertando as mãos e beijando as bochechas. Tradicionalmente, os homens e as mulheres não trocam mais do que algumas palavras e, ocasionalmente, apertam a mão em saudação, para respeitar a privacidade das mulheres. No entanto, é comum que as mulheres e os homens se cumprimentem dando um beijo na bochecha se existir relacionamento entre eles. Também é costume, em cumprimento, fazer uma longa série de perguntas sobre saúde, parentes, seus empregos, etc.

     Chá e café: a hospitalidade é frequentemente mostrada através da oferta de chá e café. É raro que um hóspede entre numa casa, escritório ou mesmo em algumas lojas, sem lhe ser oferecido chá ou café. Os beduínos do Kuwait interpretam habitualmente como um insulto, se o anfitrião rejeitar a oferta.

Gastronomia: a alimentação tem um papel importante na cultura do Kuwait. O prato tradicional do Kuwait é conhecido como Machboos e é composto por cordeiro, frango ou peixe, misturado com um monte de arroz cozido, semelhante ao indiano biryani. Molhos curry e pequenos pratos complementam o prato principal. É tradicionalmente comido com as mãos, mas actualmente muitos preferem comer com talheres, à moda ocidental. Normalmente, a comida é preparada e servida em grandes quantidades sendo muito comum convidar para partilhar a alimentação.

Diwaniah: O Diwaniah é uma instituição exclusiva da cultura do Kuwait que não é conhecida noutros países do Golfo. As reuniões Diwaniah de homens ocorrem geralmente à noite, uma, duas, três vezes por semana ou até mesmo todos os dias. Geralmente, os homens reúnem-se em poltronas confortáveis, discutindo qualquer assunto, seja de ordem política, social, económica, local ou internacional, sem medo de perseguição. Os diwanahs podem ser vistos como um símbolo e uma prova do espírito democrático e da liberdade de expressão no país. Normalmente, o anfitrião serve chá ou um lanche. Alguns comerciantes e membros do parlamento anunciam a sua Diwaniah nos jornais, a fim de que os membros do público possam visitar.
     As mulheres, às vezes, têm a sua Diwaniah, embora não tão frequente, nunca misturando com homens.




Principais recursos naturais:
Petróleo, peixe, camarão e gás natural.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 19 de Junho - Celebra a data da independência, do Reino Unido, em 1961.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Al-Nasheed Al-Watani (em árabe: النشيد الوطني);
Insígnia da Força Aérea do Kuwait.


Insígnia da Força Aérea do Kuwait



Capital:                                                              Língua oficial:
Cidade do Kuwait                                           Árabe


Paisagem urbana nocturna da Cidade do Kuwait



Moeda oficial:                                                  Tipo de Governo:
Dinar kuwaitiano (KWD)                                Emirado constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
14 de Maio de 1963.


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • CCG - Conselho de Cooperação do Golfo;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização para a  Cooperação Islâmica;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPAEP - Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

18 março 2015

Iémen

الجمهورية اليمنية

(Al-Jumhuriyyah al-Yamaniyah)

República do Iémen


Bandeira






Brasão de Armas
















Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Médio Oriente, Península Arábica, Nação transcontinental.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia – Em árabe, Iémen (yaman يمن) significa "direito". Existem várias explicações sobre o significado deste nome: alguns autores clássicos árabes afirmam que é porque o país está à direita de Meca ou nascente do sol. Outros dizem que é porque Joktan, também chamado Qahtan, antepassado árabe do sul, de acordo com a Tabela de Nações do Génesis, virou à direita, quando, virado para o norte da Arábia, foi criado no Iémen de hoje. A teoria final extrai o nome do filho de Qahtan, o herói homónimo ibn Yaman Qahtan.

História – O Iémen é um dos centros mais antigos da civilização no Médio Oriente. A terra é relativamente fértil em alguns vales. O seu clima húmido permitiu o desenvolvimento de uma população estável. Os seus habitantes, nómadas, dedicam-se desde tempos antigos ao pastoreio e à criação de aves.
     O templo mais antigo da Península Arábica, chamado Mahram Bilqus, ou "palácio da Rainha do Sabá" encontrava-se em Marib, no sul do actual Iémen, que era considerada a capital do Reino do SabáEsta cidade foi construída entre o segundo e o primeiro milénios antes de Cristo. Localizada em zona estratégica, Sabá floresceu através do comércio de mercadorias com a Ásia e África. O Iémen foi um país socialista com uma fragmentação territorial, por isso ele passou a ser dividido em dois blocos.
     Em 275 d.C a região caiu sob o domínio judeu, originando o Reino Himiarita. O cristianismo chegou no Século IV, quando o judaísmo e o paganismo já estavam estabelecidos. O islamismo espalhou-se rapidamente no Século VII e as tropas iemenitas foram cruciais para a expansão das conquistas islâmicas iniciais. A administração do Iémen tem sido notoriamente difícil. Várias dinastias surgiram a partir do Século XVI, sendo a Rasulid a mais forte e próspera.
     O país dividiu-se entre os impérios Otomano e Britânico, no início do Século XX. O Reino Mutawakkilite do Iémen foi estabelecido após a Primeira Guerra Mundial, sendo que o Iémen do Norte tornou-se na República Árabe do Iémen, em 1962, enquanto o Iémen do Sul continuou a ser um protectorado britânico até 1967.
     A 22 de Maio de 1990 foi criada a República do Iémen, resultado da unificação entre a República Árabe do Iémen (ou Iémen do Norte) e a República Democrática do Iémen (ou Iémen do Sul).
     A República Árabe do Iémen tinha-se tornado independente do Império Otomano em Novembro de 1918 e a República Democrática do Iémen alcançou a independência do Reino Unido a 30 de Novembro de 1967. O Arquipélago de Socotorá, ou Socotra, localizado estrategicamente na entrada do golfo de Áden, foi incorporado no território do Iémen em 1967.

Mapa do Arquipélago de Socotra

Cultura:
     O Iémen é um país culturalmente rico com influência de muitas civilizações, como a antiga civilização de Sheba.

Gastronomia – As principais carnes utilizadas na cozinha iemenita são frango e cordeiro. O peixe também é comum em regiões costeiras. Queijo, manteiga e outros produtos lácteos são pouco frequentes na alimentação iemenita, excepto em lugares específicos, onde são de uso corrente. O óleo vegetal é usado para dar sabor aos pratos e o SEMN (سمن) (manteiga diluída) é a base da pastelaria.
     O chá é uma bebida tradicional entre os iemenitas, que tendem a tomar depois de mascar qat (tabaco). As variedades mais comuns são o de chá de leite, o chá preto (com cravo, cardamomo ou hortelã).
     Também são bebidas algumas variedades de café, como o Qishr e o Qahwa,  e infusões, como o KarkadéEmbora o café e o chá sejam consumidos em todo o Iémen, o café é o preferido em Saná, enquanto o chá é o preferido em Aden e Hadramawt. O chá é tomado ao pequeno-almoço, depois do almoço (muitas vezes acompanhado de doces e bolos) e durante o jantar, existindo o hábito de adicionar cardamomo e hortelã.

Música – A música do Iémen é fortemente influenciada pelos elementos e géneros musicais da península Arábica. A música iemenita é conhecida no estrangeiro graças a músicos populares pan-árabes e judeus iemenitas que se tornaram estrelas musicais em Israel durante o Século XX. No mundo árabe o Iémen tem sido tradicionalmente considerado um importante centro musical.


Principais recursos naturais:
Petróleo e gás natural.


Datas comemorativas:
União Nacional - 22 de Maio - Celebra a unificação da República do Iémen, em 1990.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - الجمهورية (Al-jumhuriyatu l-muttahida) - “República Unida”;
Insignía da Força Aérea do Iémen.

Insígnia da Força Aérea do Iémen



Capital:                                                                          Língua oficial:
Saná (San'á)                                                                  Árabe


Saná, capital do Iémen (foto de Antti Salonen)


Moeda oficial:                                                  Tipo de Governo:
Rial iemenita (YER)                                         Governo provisório


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
30 de Setembro de 1947.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (observador);
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas.


Património Mundial (UNESCO):
  • Cidade Antiga de Shibam (1982);
  • Cidade Antiga de Saná (1986);
  • Cidade Histórica de Zabid (1993);
  • Arquipélago de Socrota (2008).

Cidade Antiga de Shibam (UNESCO)


Imagem da Cidade Antiga de Saná (UNESCO)


Cidade Histórica de Zabid (UNESCO)


O Dragoeiro (Dracaena cinnabari), espécie endémica da Ilha de Socrota (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Canções de Saná (2003) – A música tradicional do Iémen data do Século XIV. Deriva da poesia clássica e é parte importante das actividades sociais, rituais e cerimónias iemenitas. O cantor é acompanhado por um qanbus (alaúde) e um sahn nuhasi, um tabuleiro de cobre equilibrado nos polegares e percutido com os restantes dedos. A música corresponde a diversas melodias típicas e é ricamente embelezada através do improviso. A UNESCO proclamou a tradição das canções poéticas de Saná, chamadas “al-Ghina al-San'ani” uma obra-prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade, em 7 de Novembro de 2003.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

03 setembro 2014

Emirados Árabes Unidos


الإمارات العربيّة المتّحدة
Dawlat al-Imārāt al-‘Arabīyah al-Muttaidah
Emirados Árabes Unidos



Brasão de Armas



Bandeira


















Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Médio Oriente, Península Arábica, Golfo Pérsico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A habitação humana mais antiga dos Emirados Árabes Unidos data do período neolítico, cerca de 5.500 a.C.. Nesta fase, há provas de interacção com o mundo exterior, em particular com civilizações ao norte. Estes contactos persistiram e tornaram-se abrangentes, provavelmente motivados pelo comércio do cobre nas Montanhas Hajar, que teve início por volta de 3.000 a.C.. O comércio exterior, tema recorrente na história desta região estratégica, floresceu também em períodos posteriores, facilitado pela domesticação do camelo e o fim do segundo milénio a.C..
     Por volta do Século I d.C., o tráfico terrestre entre a Síria e as cidades do sul do Iraque começou, seguido pela viagem marítima ao importante porto de Omana (actualmente, Umm al Qaywayn) e, daí para a Índia, sendo uma alternativa para a rota do Mar Vermelho usada pelos romanos. Pérolas haviam sido exploradas na região durante milénios, mas neste momento, o comércio atingiu novos patamares. Viagens marítimas também foram um esteio e feiras importantes foram feitas em Dibba, trazendo mercadores de regiões longínquas, como por exemplo, a China.
     A chegada dos enviados do profeta Maomé, em 630, anunciava a conversão da religião para o Islão. Após a morte de Maomé, uma das maiores batalhas das Guerras da Apostasia foi travada em Dibba, resultando na derrota dos não-muçulmanos e o triunfo do Islão na Península Arábica.
     A expansão portuguesa ao longo do Oceano Índico, no início do Século XVI, seguindo a rota de exploração do navegador Vasco da Gama, presenciou a batalha dos Turco-otomanos pela costa do Golfo Pérsico. Os portugueses controlaram esta área durante cerca de 150 anos, conquistando assim, os habitantes da Península Arábica. Vasco da Gama foi ajudado por Ahmad Ibn Majid, um navegador e cartógrafo árabe de Julfar, a encontrar a rota das especiarias da Ásia.

     Formados por uma confederação de monarquias árabes com grande autonomia, chamadas emirados, (equivalentes a principados), os Emirados Árabes Unidos estão situados no sudeste da Península Arábica e fazem fronteira com Omã e com a Arábia Saudita.
     Os sete emirados são: Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah e FujairahCada emirado é uma monarquia controlada por uma família real, com uma certa soberania sobre o território regional. Dessas 7 divisões regionais, o Emirado de Abu Dhabi, que cobre 86,7 % da área total do país, é dividido em 3 sub-emirados: o sub-emirado que compreende a cidade de Abu Dhabi, um sub-emirado leste e um sub-emirado oeste. Existe um Supremo Conselho Federal: formado pelos sete emires, que se reúne regularmente 4 vezes ao ano, sendo que os emires de Abu Dhabi e de Dubai têm o poder de veto. A capital e a segunda maior cidade dos Emirados Árabes Unidos é Abu Dhabi. A cidade também é o centro de actividades políticas, industriais e culturais.

     Antes de 1971, os Emirados Árabes Unidos eram conhecidos como Estados da Trégua, em referência a uma trégua, no Século XIX, entre o Reino Unido e vários xeques árabes. O nome Costa Pirata também foi utilizado em referência aos emirados que ocupam a região desde o Século XVIII até ao início do Século XX. O sistema político dos Emirados Árabes Unidos, baseado na Constituição de 1971, dispõe de vários órgãos ligados intrinsecamente. O islamismo é a religião oficial e o idioma árabe a língua oficial.
     Os Emirados Árabes Unidos têm a sexta maior reserva de petróleo do mundo e possuem uma das mais desenvolvidas economias do Oriente Médio. O país tem, actualmente, a trigésima sexta maior economia a taxas de câmbio de mercado do mundo, e é um dos países mais ricos do mundo por produto interno bruto (PIB) per capita, com um PIB nominal per capita de 54 607 dólares, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O país classifica-se na décima quarta posição em paridade de poder de compra per capita e possui um Índice de Desenvolvimento Humano considerado 'muito elevado', ocupando o 32º lugar.


Cultura:
     Quem visita o Dubai pode sofrer um pequeno choque cultural. Assim como vai conhecer cidadãos do mundo todo, conviverá com cidadãos árabes vestidos com as suas tradicionais dishdashas e abayas. Também há o som das mesquitas no momento da reza, a conversa em árabe nos cafés, o cheiro doce do shisha, a bela e complexa escrita... tudo o que faz parte da cultura quotidiana do Dubai.

Hospitalidade - A vida nos Emirados é bastante centrada na família, sendo o casamento e as crianças a base da sociedade. A hospitalidade tem um papel importante na cultura do Dubai, principalmente para estrangeiros e recém-chegados, embora os cidadãos mais velhos e tradicionais da cidade possam ser mais reservados. Não se surpreenda se for convidado por uma família dos Emirados para uma refeição ligeira, e quando comprar tapetes ou jóias em particular, o seu chá vai chegar quase primeiro que você. É educado aceitar graciosamente as tradições do Dubai, como esta.

Imagens de Dubai, um dos sete Emirados e a cidade
mais populosa dos Emirados Árabes Unidos.

Religião - O islamismo está intrinsecamente interligado à estrutura da sociedade dos Emirados Árabes Unidos. Os muçulmanos acreditam que o Alcorão contém, literalmente, a palavra de Deus, e que ele fornece princípios morais muito específicos para lidar com todas as questões da vida diária. Por isso, o livro é reverenciado com veemência e deve ser tratado com respeito. Embora seja a mais aberta das sociedades árabes na sua cultura, a tradição muçulmana no Dubai não é diferente.
     O Ramadão, mês sagrado para os muçulmanos, é marcado por orações, jejum e caridade. Uma vez que é um país islâmico, a cultura do Dubai não é diferente, e muitos restaurantes e cafés fecham enquanto há luz do dia.
     Os não-muçulmanos não devem comer, beber ou fumar em público, apenas em privado ou em restaurantes de hotéis especialmente fechados.


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, alumínio, cimento.


Datas comemorativas:
Dia dos Emirados Árabes Unidos - 2 de Dezembro - Celebra a data da declaração da independência, do Reino Unido, em 1971.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Tahiat Alalam (A'ishi Biladi ou Ishy Bilady) ("Que a minha Nação viva para a posteridade");
Insígnia da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos (EAU).


Insígnia da Força Aérea dos EAU
Insígnia de baixa visibilidade da
Força Aérea dos EAU


















Lema:
الله , الوطن , الرئيس
Allah, al-Waan, al-Ra'īs - (em árabe: "Alá, Nação, Presidente")



Vista parcial de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos


Capital:                                                                       Língua oficial:
Abu Dhabi                                                                  Árabe


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Dirham dos Emirados                                               Monarquia Constitucional Parlamentarista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
9 de Dezembro de 1971


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CCG - Conselho de Cooperação do Golfo;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPAEP - Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça (Dubai);
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):

  • Sítios Culturais de Al Ain (Hafit, Hili, Bida a Bint Saud e os oásis) (2011)

Vista parcial de Al Ain (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • Al Sadu, a habilidade da tecelagem tradicional nos Emirados Árabes Unidos (2011);
  • A Falcoaria, uma herança humana viva (2012) (partilhado com mais 12 países);
  • Al-Taghrooda, a poesia tradicional cantada dos Beduínos dos Emirados Árabes Unidos e do Sultanato de Omã (2012).


Fontes:
Wikipedia, a enciclopédia livre;
Extracto de texto sobre a cultura no Dubai: Cortesia de emirates.com.

11 janeiro 2014

Bahrein

مَمْلَكَةُ البَحْرَين

Kingdom of Bahrein

Reino do Bahrein



Bandeira
Brasão de Armas







Localização:
Ásia, Médio Oriente, Golfo Pérsico, Península Arábica, Sudoeste Asiático.
(Micro-Estado)


Origem / Pequeno resumo histórico:
     O Bahrein é um arquipélago de trinta e cinco ilhas e ilhotas situado no Golfo Pérsico, a leste da Arábia Saudita e a noroeste do Qatar. Das trinta e cinco ilhas, apenas três são habitadas.

     O nome do país vem do árabe "dois mares". A referência exacta a estes "dois mares" continua a ser assunto de debate. Alguns identificam os "dois mares" como as águas da baía nos dois lados da ilha. Outros acreditam que o nome se refere à posição do país como uma ilha do golfo pérsico, separada por "dois mares": a Arábia ao sul, e o Irão ao norte. Ainda há os que sugerem que o primeiro mar está à volta do Bahrein e o segundo "mar" metaforicamente representa a abundância natural de águas termais sob a própria ilha.
     Em português a grafia do país é muito variável. As formas Bahrein e Bahrain se encontram muito difundidas nos países lusófonos, sendo um anglicismo, já que a transliteração correcta do árabe البحرين para português é Bareine.

     As ilhas do Bahrein foram sempre cobiçadas desde a antiguidade, devido à sua posição geo-estratégica privilegiada na região do Golfo, que constituía estas ilhas como escala obrigatória nas rotas comerciais entre os Sumérios  (estes designavam estas ilhas como Dilmun) e o Vale do Indo, há três milénios.
Os gregos já conheciam estas ilhas como Tylos.
     A população barenita converteu-se ao islamismo no séc. VII. Antes disso, a sua população seguia maioritariamente o cristianismo e tinha uma minoria religiosa judaica.
     No ano de 685, os Najadat, dos Kharijitas, que constituíam um grupo moderado dos Azraquitas e que se desenvolveu na Arábia central (rejeitando o assassinato político), conquistam o Bahrein, bem como uma parte do Iémen e penetram no Omã.
     O termo Bahrein foi usado durante o inicio da era islâmica para designar a área que agora conhecemos como Golfo Pérsico, que só assim foi designada depois do Império Persa o ter controlado durante cerca de cento e cinquenta anos. Até aí, as ilhas eram conhecidas apenas como Awal (alguns dizem Aval).

     De 1521 a 1602, o país foi ocupado pelos portugueses, após a política fortemente expansionista prosseguida a partir de 1510 por Afonso de Albuquerque, Governador Geral do Império Português no Oriente., datando desse período a construção do Forte do Bahrein (em árabe Qal’at al-Bahrain), actualmente classificado como Património Mundial da UNESCO.
     Em 1602, com a ajuda dos ingleses, as ilhas foram tomadas pelo Império Persa, tornando-se numa base estratégica e militar muito importante.
     Ahmad ibn Khalifa, um príncipe oriundo da Arábia Saudita, conquistou as ilhas e obteve a sua independência do Império Persa em 1783, aproveitando o enfraquecimento do Império Afsharida, acossado por invasões e guerras constantes com o Império da Rússia e Império Otomano, fundando a dinastia que reina até hoje no país.

     Vários tratados forçados feitos no séc. XIX determinaram que o arquipélago se transformasse num protectorado militar e comercial britânico.
     O Bahrein conseguiu novamente a independência (saindo da situação colonial de protectorado ocupado militarmente) em 1971, transformando-se em Emirado.
     Em 1973 foi promulgada uma Constituição, que estabeleceu o Regime Monárquico tradicional e criou um sistema com duas câmaras de Concelhos: um Concelho consultivo e um Concelho dos representantes.


Cultura:
     Embora o Bahrein seja um dos países mais liberais do Golfo Pérsico, não deixa de ser um país muito conservador e com uma cultura islâmica muito arreigada, sobretudo se compararmos com alguns países árabes que recebem mais turismo.
A paisagem do arquipélago é uma mistura de natureza e cultura, que resulta tremendamente interessante para o visitante.
     O trabalho artesanal, que ainda continua nas ilhas, constitui o mais típico da cultura tradicional. Cestos, roupas, vasilhas e outros artigos expõem-se e vendem-se por numerosos lugares. Ainda podem adquirir-se belas peças de joalharia, que incorporam as famosas Pérolas do Bahrein.

     A gastronomia do Bahrein é muito variada, embora prevaleçam numerosos pratos de influência chinesa e indiana. Desde os sorvetes, o shawarna, frutas como as tâmaras, e também comida ocidental, que poderá encontrar nos grandes centros comerciais. Um prato muito popular é o foul, muito saboroso, preparado à base de feijão. Cozinha-se também o frango assado.
E para pratos rápidos ou comidas a baixo preço estão as comidas hindus e a comida ocidental, estilo fast food.
     As bebidas mais consumidas são a água mineral, os sucos de frutas e os refrigerantes. O "Champagne Saudita" é feito à base de suco de maçã e Perrier.


Principais recursos naturais:
Madeira, pérolas, gás natural e produção e refinamento de petróleo (Em pequenas quantidades)


Datas comemorativas:
Dia Nacional – 16 de Dezembro (Comemora a data da independência, da protecção britânica, em 1971).



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional – "Bahrainona" (Nosso Bahrein);
Insígina da Royal Bahrein Air Force.


Insígnia da Royal Bahrein Air Force
Vista parcial de Manama, capital do Bahrein















Capital:                                                                        Moeda oficial:
Manama                                                                      Dinar Bareinita  (ou Dinar do Bahrein)


Línguas oficiais:                                                          Tipo de Governo:
Árabe e inglês                                                              Monarquia Constitucional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
21 de Setembro de 1971.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • CCG - Conselho de Cooperação do Golfo;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações (membro observador);
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • OPAEP - Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Qal’at al-Bahrain – Forte do Bahrein ou Forte Português da Ilha de Bahrein (2005, 2008, 2014);
Escavações arqueológicas do Qal'at al-Bahrain (UNESCO)
  • Indústria petrolífera tradicional do Bahrein, testemunho de uma economia insular (2012).

Vista parcial de Qal'at al-Bahrain (UNESCO)

Fonte:
Wikipédia, a enciclopédia livre.

20 dezembro 2013

Arábia Saudita

المملكة العربية السعودية

(Al-Mamlaka al-`Arabiyya as-Sa`ūdiyya)

Reino da Arábia Saudita


Bandeira
Brasão de Armas










Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Médio Oriente, Península Arábica, Golfo Pérsico.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     Muitos povos têm vivido na Península Arábica ao longo de mais de cinco mil anos.
A cultura Dilmun, que se estabeleceu na costa do Golfo, era contemporânea dos Sumérios e dos antigos Egípcios, e a maior parte dos impérios do mundo antigo estabeleceu trocas comerciais com os estados da Península Arábica.
     A fundação do Islão por Maomé no ano de 620 e a subsequente importância religiosa das cidades árabes de Meca  (também conhecida como Makkah) e Medina concederam aos governantes desse território considerável influência para além da península.
     O Estado Saudita surge na Arábia Central em 1744. Um chefe local, Muhammad Bin Saud, uniu forças a um resgatador dos fundamentos do Islão,  Muhammad Abd Al- Wahhab, para criar uma nova entidade política. O Reino da Arábia Saudita foi fundado por Abd al-Aziz Al Saud (conhecido pela maior parte de sua carreira como Ibn Saud) em 1932, embora as conquistas que levaram à criação do Reino tenham começado em 1902, quando ele capturou Riade, a casa ancestral de sua família, a Casa de Saud, conhecido em árabe como Al Saud.
     Continuando estas conquistas, Abdul Aziz subjugou Al Hasa, o resto do Nejd e do Hijaz entre 1913 e 1926. A 8 de Janeiro de 1926 Abdul Aziz Ibn Saud torna-se Rei do Hijaz.
A 29 de Janeiro de 1927 tomou o título de Rei do Nejd (seu título Nejdi anterior era de Sultão). Pelo Tratado de Jidá, assinado a 20 de Maio de 1927, o Reino Unido reconheceu a independência do reino de Abdul Aziz (então conhecido como Reino de Hijaz e Nejd). Em 1932, estas regiões foram unificadas como o Reino da Arábia Saudita. A descoberta de petróleo, em 3 de Março de 1938, transformou o país.
     Em 1990-91, o Rei Fahd desempenhou um papel-chave antes e durante a Guerra do Golfo: a Arábia Saudita acolheu a família real kuwaitiana, além de 400 000 refugiados, e ao mesmo tempo permitiu a entrada de tropas ocidentais e árabes em seu território para a libertação do Kuwait no ano seguinte.
     Quando o então Rei Fahd sofreu um enfarte em Novembro de 1995, o seu sucessor, então Príncipe Herdeiro Abdallah, assumiu muitas das responsabilidades rotineiras da condução do governo. Com a morte do Rei Fahd, em 1 de Agosto de 2005, Abdallah sucedeu-lhe, convertendo-se no actual rei do país.

Imagens de Meca


     O Reino é às vezes chamado de "A Terra das Duas Mesquitas Sagradas", em referência a Meca e a Medina, os dois lugares mais sagrados do Islão. As duas mesquitas são Al Masjid Al-Haram e Al Masjid Al-Nabawi. (ver imagens)
     

Imagem de Medina


     A Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo,  sendo a principal potência económica de todo o Mundo Árabe. O petróleo representa mais de 90 por cento das exportações e quase 75 por cento das receitas do governo, facilitando a criação de um Estado de bem-estar social, que o governo tem encontrado dificuldades para financiar durante os períodos de baixos preços do petróleo.


Cultura:
     A cultura da Arábia Saudita assenta, praticamente, nas tradições da religião islâmica, que é predominante. Na Arábia Saudita ficam dois dos locais mais sagrados do Islão, os quais se consideram os berços da religião, as cidades de Meca e Medina, visitadas por peregrinos do mundo inteiro durante a cerimónia do Hajj.
O Islão é uma religião monoteísta, cujo livro sagrado é o Alcorão.
     Um dos rituais populares mais famosos da Arábia Saudita é o Ardha, a dança nacional. Esta dança da espada baseia-se nas antigas tradições beduínas: os tambores ecoam em uníssono acompanhando a voz de um poeta que canta em verso, enquanto homens de espada em punho dançam lado a lado.
     Gastronomia - A gastronomia local é bastante condimentada. As carnes mais comuns são o frango e o carneiro, sendo a carne suína proibida por lei, segundo a Sharia. As comidas mais comuns são o arroz, as lentilhas, homus (pasta de grão-de-bico), kultra (espetadas de frango ou carneiro), kebab (servido com sopa e legumes), mezze (entradas variadas) e muhalabia (pudim de arroz). O álcool é proibido no país.


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, minério de ferro, ouro e cobre.


Dia Nacional:
23 de Setembro (comemora a unificação dos reinos Nejd e Hejaz, em 1932)



Símbolos Nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional (Aash Al Maleek - "Vida Longa ao Rei");
Insígnia da Força Aérea da Arábia Saudita.

Insígnia da Força Aérea
da Arábia Saudita
Insígnia de baixa visibilidade da
Força Aérea da Arábia Saudita



Lema:
"Não há outra divindade além de Alá, e Maomé é o seu profeta." (Chahada - لشهادة, "testemunho")


Vista parcial de Riade, capital da Arábia Saudita


Capital:                                                                           Língua oficial:
Riade                                                                              Árabe


Moeda oficial:                                                                Tipo de Governo:
Riyal                                                                                Monarquia Absoluta Islâmica


Data de entrada como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Organizações / Relações Internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • BM - Banco Mundial;
  • G-20 (países industriais, maiores economias);
  • FMI - Fundo Monetário Internacional;
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPAEP - Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • CCG - Conselho de Cooperação do Golfo;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações (membro observador);
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial da UNESCO:
  • Sítio arqueológico de Al-Hijr (2008);
  • Distrito de At-Turaif, em ad-Dir’iyah (2010);

ad-Dir’iyah: Palácio Saad ibn Saud (Património da UNESCO)


  • Centro Histórico de Yeda, Porta de Meca (2014).


Centro Histórico de Yeda (UNESCO)



Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • A Falcoaria, um Património Humano Vivo (2011, 2012) - Partilhado com Áustria, Bélgica, Qatar, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, França, Hungria, Marrocos, Mongólia , República Checa e Síria.
Falcoaria (UNESCO)

Fonte:
Wikipédia, a enciclopédia livre.