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JANEIRO


Iluminura do mês de JANEIRO do Calendário das Riquíssimas Horas (1412-1416) de João de Valois, Duque de Berry (1340-1416) (Século XV). Manuscrito com iluminuras dos irmãos Paul, Jean e Herman de Limbourg (1370/80-1416). Museu Condé, Chantilly, França.

(O mês dos presentes de Ano Novo. Em certas famílias não se celebrava o Natal - dava-se a cada ano um presente, chamado «Étrennes». Esta palavra remonta a um costume romano, segundo o qual o patrão oferecia um subsídio anual aos seus clientes - do latim "strena", em português deu origem à palavra "estreia")



J


  aneiro é o primeiro mês do ano nos calendários juliano e gregoriano.
  É composto por 31 dias.

     O nome provém do latim Ianuarius, décimo-primeiro mês do calendário de Numa Pompílio, o qual era uma homenagem a Jano (em latim: Janus), deus dos portões, no começo na mitologia romana. Nessa época o mês tinha 28 dias. Jano tinha duas faces (bifronte), uma voltada para a frente (olhando o futuro), e outra voltada para trás (olhando o passado).
Jano era também o deus da mitologia grega de duas faces.
     A sua representação era a de um homem com duas faces, uma voltada para o passado e uma voltada para o futuro, mas também há representações das faces como a de um homem jovial e belo (representando o futuro) e de um ancião de olhar profundo (representando o passado).
     A sua equivalência feminina, e também considerada consorte, é a deusa Jana, deusa da Lua, também representada com duas faces, uma olhando sempre para o passado e a outra para o futuro.
     Os romanos também associaram o deus Janus com o deus Ani, deus do Céu que, como Janus, era representado com duas faces.

Busto de Janus, Museu do Vaticano.

     Segundo a mitologia, Janus é originário da Tessália, na Grécia, e viajou até à Península Itálica, onde fundou a cidade de Janículo (Gianicolo em italiano). Em seguida, exilou o deus Saturno, que era perseguido por Júpiter; sendo possível ver uma continuidade da Titanomaquia, a guerra entre os deuses do Olímpio contra os Titãs; e também a criação de uma festa para receber a divindade exilada, explicando assim a introdução da Saturnalia.

     Alguma da simbologia associada a Janus é o oculto e o conhecido, a verdade e a mentira, a Lua e o Sol, o passado e o futuro, a dualidade que todos temos dentro de nós e que muitas vezes se manifesta em momentos cruciais das nossas vidas, confundindo e embaralhando os nossos sentimentos e a capacidade de raciocinar, o emocional, em atrito com o racional.
O seu símbolo é uma chave, que abre todas as portas e possibilidades como também as tranca.
     Na Streghria (“feitiçaria” em italiano) ele é referido como Ani, o deus do Sol, tendo participação crucial durante a Roda do Ano (calendário que simboliza a concepção de tempo dos pagãos e, principalmente, a dos Celtas, e que era um tanto quanto diferente da actual, semelhante ao Zodíaco.)

     Júlio César estabeleceu que o ano deveria começar na primeira lua nova após o solstício de inverno, que no hemisfério norte era a 21 de Dezembro, a partir do ano 709 romano (45 a.C.). A partir desta época, o mês passou a ter 31 dias. Nessa ocasião o início do ano ocorreu oito dias após o solstício. Posteriormente, o início do ano foi alterado para onze dias após o solstício, caindo assim a 1 de Janeiro.

     Durante a Idade Média, Janeiro torna-se, gradualmente, o primeiro mês do ano, substituindo assim o mês de Março.



Templo de Janus, em Autun, França (autor: Alchemica)

     Em Autun, uma comuna francesa na região administrativa da Borgonha, encontra-se o Templo de Janus. Durante a época dos romanos, Autun  era chamada de Augustoduno (em latim: Augustodunum).



JANEIRO - Pintura (1595/1600) do pintor italiano Leandro Bassano (1557-1622)
Galeria de Arte do Museu Kunsthistorisches, Viena, Áustria


Símbolos de Janeiro:

  • Mineral: Granada, que representa a constância;


Agregado de cristais de granada
Pingente de granada
verde-brilhante rara


















  • Flores: Cravo (Dianthus caryophyllos) e Galanthus (ou Campânula branca, ou campânula de Inverno).



Cravo
Galanthus

















  • O emblema floral japonês de Janeiro: Camélia (Camellia)


Camélias simples de cor rosa
Camélias híbridas














  • Na Finlândia, o mês de Tammikuu (Janeiro) é o coração do Inverno. Porque o nome significa literalmente "Oak moon", (Lua de Carvalho) pode-se inferir que o carvalho é o coração da grande floresta com muitas árvores valiosas, em oposição às florestas árcticas típicas, constituídas por pinheiros e abetos. A fotografia de uma grande árvore coberta de gelo contra um céu azul é uma cena familiar durante o inverno na Finlândia.




Imagem característica do Inverno na Finlândia
Folhas e bolotas do carvalho


















  • Signos Astrológicos de Janeiro:

Capricórnio: até 20 de Janeiro;
Aquário: a partir de 21 de Janeiro.


Capricórnio

Aquário

















  • Astrologia Celta das Árvores:

1 de Janeiro: Macieira (Amor);
2 a 11: Abeto (Mistério);
12 a 24: Olmo ou Ulmeiro (Mentalidade nobre);
25 a 31: Cipreste (Fidelidade)


Árvore da Macieira

Árvore do Abeto




















Olmo ou Ulmeiro
Cipreste


















Provérbios e ditados populares sobre Janeiro:
  • “Seda, em Janeiro, ou fantasia ou falta de dinheiro.”
  • “Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.”
  • “Calças brancas em Janeiro, sinal de pouco dinheiro.”
  • “Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a chorar, se vires nevar, põe-te a cantar.”
  • “Luar de Janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de Agosto que lhe dá no rosto.”
  • “Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.”
  • “Não há luar como o de Janeiro.”
  • “Luar de Janeiro é o primeiro.”
  • “Janeiro fora, crescem os dias uma hora e, quem bem contar, hora e meia há-de achar.”
  • “Vinho verde em Janeiro é mortalha no palheiro.”
  • “Quando em Janeiro a lua vaza, corta madeira para tua casa.”
  • “Bons dias em Janeiro enganam os homens em Fevereiro.”
  • “A pescada de Janeiro vale carneiro.”
  • “Comer laranjas em Janeiro – é dar que fazer ao coveiro.”
  • “Vinho verde em Janeiro é mortalha no telheiro.”
  • “Água de Janeiro vale dinheiro.”
  • “Da flor de Janeiro, ninguém enche o celeiro.”
  • “Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.”
  • “Em Janeiro saltinho de carneiro.”
  • “Em Janeiro, cada Ovelha com seu Cordeiro.”
  • “Em Janeiro, um porco ao sol outro ao fumeiro.”
  • “Em Janeiro, nem Galgo lebreiro, nem Açor perdigueiro.”
  • “Em Janeiro, seca a Ovelha no fumeiro.”
  • “Em Janeiro, sete capelos e um sombreiro.”
  • “Janeiro fora, cresce uma hora.”
  •  “Janeiro molhado, se não cria o pão, cria o gado.”
  • “Janeiro molhado, se não é bom para o pão, não é mau para o gado.”
  • Janeiro geadeiro, nem boa meda nem bom palheiro.
  • “Janeiro quente, traz o Diabo no ventre.”
  • “Janeiro molhado, bom para o tempo e mau para o gado.”
  • “Janeiro tem uma hora por inteiro.”
  • “No minguante de Janeiro, corta o madeiro.”
  • “O mês de Agosto será gaiteiro, se for bonito o 1º de Janeiro.”
  • “Pintainho de Janeiro, vai com a mãe ao poleiro.”
  • “Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.”
  • “Quem em Janeiro lavrar, tem sete pães para o jantar.”
  • “Sapato branco em Janeiro é sinal de pouco dinheiro.”
  • “Se o sapo canta em Janeiro, guarda a palha no palheiro”
  • “Se queres ser bom milheiro, faz o alqueire em Janeiro.”
  • “Verdura de Janeiro, não vai a palheiro.”
  • “Cava fundo em Novembro para plantares em Janeiro.”


Fontes: 
Iluminura e respectiva legenda: Cortesia de Escritório do Livro.
Letra artística: Cortesia de Daily Drop Cap by Jessica Hische.
Texto e restantes imagens:
Wikipédia, a enciclopédia livre;
Cortesia de Universo Simulado (Blogue);
Cortesia de Astrologia Celta das Árvores. 

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