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Oração de um soldado sem nome



Oração encontrada no bolso de um soldado americano desconhecido, morto durante uma batalha na II Guerra Mundial:

"Escuta, Deus: jamais falei contigo.

Hoje quero saudar-te: Bom dia! Como vais?

Sabes?... – Disseram-me que Tu não existes, e eu, tolo, acreditei que era verdade...

- Nunca havia reparado na Tua Obra. Ontem à noite, da trincheira rasgada por granadas, vi o Teu Céu estrelado, e compreendi então que me enganaram!

Não sei se me apertarás a mão… Vou-te explicar e hás-de compreender…

É engraçado: neste inferno hediondo achei a Luz para contemplar o Teu rosto!

Dito isto, não tenho muitas coisas a contar, só que…que… tenho muito prazer em conhecer-te.

Somos obrigados a fazer um ataque à meia-noite; - Não sinto medo, sei que Tu velas…

Ah! É o clarim! Bom Deus, tenho de ir embora.
Gostei de Ti, vou ter saudades… Quer dizer, será cruel a luta, bem o sabes, e esta noite pode ser que eu te vá bater à porta!

Muito amigos não fomos, é verdade, mas… não sei o que tenho, estou a chorar!

Vês? – Penso que já não sou tão mau…

Bem, Deus, tenho de ir. Sorte é coisa bem rara;

Juro, porém: - Já não receio a morte…"

«UM SOLDADO SEM NOME»

Foto: Cemitério de Santa Cruz, Dili, Timor-Leste.

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