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De Havilland DH-9A



DE HAVILLAND DH-9A


Quantidade: 1
Utilizador: Aeronáutica Militar
Entrada ao serviço: Maio de 1924
Data de abate: 20 de Junho de 1924

Dados técnicos:

a.      Tipo de Aeronave

        Avião monomotor terrestre, de trem de aterragem convencional fixo, com patim de cauda, biplano, revestimento misto (fuselagem em contraplacado e asas em tela), cabinas descobertas, destinado a missões de bombardeamento estratégico. Tripulação: 2 (piloto e navegador).

b.      Construtor

Projecto: De Havilland Aircraft Co. Ltd. / Grã-Bretanha.
Produtores: Airco-Aircraft Manufacturing Co. Ltd. / Grã-Bretanha.
                       Westland Aircraft Works / Grã-Bretanha.
                       Hispano-Suiza, SA / Espanha.

c.       Motopropulsor

Motor: 1 motor Liberty de 12 cilindros em V arrefecidos por líquido, de 400 hp.
Hélice: de madeira, de quatro pás, de passo fixo.

d.      Dimensões

Envergadura ……………14,00 m
Comprimento ……….……9,22 m                               
Altura ………………...……3,45 m
Área alar …………….….45,22 m²

e.      Pesos

Peso vazio ………. .……...1.271 Kg
Peso máximo…………......2.109 kg

f.        Performances

Velocidade máxima ….........…198 km/h
Velocidade de cruzeiro ........desconhecido
Tecto de serviço ……….…….5.105 m
Autonomia ………………....…5h15

g.      Armamento

1 metralhadora fixa accionada pelo piloto;
1 ou 2 metralhadoras móveis colocadas no posto do navegador;
208 a 300 kg de bombas.

h.      Capacidade de transporte

       Nenhuma.



Resumo histórico:
     No ano de 1917, em plena II Guerra Mundial, os britânicos debatiam-se com o problema de não possuírem um avião bombardeiro com raio de acção suficiente para alcançar a Alemanha, necessário para missões de retaliação às frequentes incursões dos bombardeiros alemães sobre a Grã-Bretanha.

     A De Havilland projectou então um biplano não muito diferente do DH-4, um bombardeiro médio que estava a dar boas provas, cuja maior diferença residia num novo motor. O novo avião foi designado de De Havilland DH-9. Também era conhecido por Airco DH-9, devido a ser fabricado pela Airco - Aircraft Manufacturing Co. Ltd.

     Os DH-9 começaram a ser entregues em Dezembro de 1917 e entraram em combate em Março de 1918, mas foram retirados em Agosto do mesmo ano.
     As suas capacidades operacionais estavam seriamente comprometidas, devido ao mau desempenho do motor, que desiludiu completamente.
     Ainda em Agosto de 1918 aparecerem os DH-9A, construídos pela Westland Aircraft Works, equipados com motores americanos Liberty de 400 hp, que vieram resolver os problemas do modelo anterior. Apesar de um bom avião, o DH-9A chegou muito tarde para ter qualquer influência no desenrolar do conflito, que terminou em Novembro de 1918.
     Em 1919, um DH-9A utilizando um motor Napier-Lion bateu o recorde de altitude da época, subindo a 9.296 m.
     Para além da Grã-Bretanha, os DH-9 foram utilizados pela Austrália, Afeganistão, Canadá, Chile, Espanha, Estónia, Grécia, Holanda, Índia, Irlanda, Lituânia e Nova Zelândia.


Percurso em Portugal:
     Na realidade, o único DH-9A adquirido pelos portugueses, nunca voou em Portugal. A sua aquisição está relacionada com a tentativa de dois pilotos e um mecânico da Aeronáutica Militar (AM), de efectuarem a ligação aérea de Portugal a Macau.
     Para tal, utilizaram um Breguet Br-16 Bn2 - baptizado de «Pátria» - tendo descolado da Amadora no dia 7 de Abril de 1924. Alcançaram a Índia no dia 6 de Maio, mas o cansaço, devido às condições meteorológicas muito adversas obrigou-os a aterrar de emergência, resultando a destruição do avião, sem danos físicos para os tripulantes.

     Com fundos realizados por subscrição pública em Portugal, aquela tripulação adquiriu, na Índia, um avião De Havilland DH-9A, que baptizaram de «Pátria II», e nele reiniciaram o voo para Macau, descolando em 30 de Maio. Alcançaram Macau no dia 20 de Junho de 1924, não conseguindo aterrar devido a forte temporal. Alternaram para Cantão, na China, mas uma avaria no motor obrigou-os a nova aterragem de emergência perto da aldeia de Shum-Chum, ficando o avião irrecuperável, igualmente sem danos para os tripulantes.

     Nada se sabe sobre as suas pinturas e insígnias, para além de que ostentava nos lados da fuselagem a inscrição «Pátria II», pintada grosseiramente. Não recebeu qualquer matrícula portuguesa.
     O De Havilland DH-9A teve, em verdade, uma vida muito curta sob as cores portuguesas.


Fontes:
Foto: FAP / AHFA - Força Aérea Portuguesa / Arquivo Histórico da Força Aérea;
Plano e Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000. 

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