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Hanriot H-41



HANRIOT H-41


Quantidade: 6
Utilizador: Aviação Naval
Entrada ao serviço: 1927
Data de abate: 1933

Dados técnicos:

a.      Tipo de Aeronave

  Hidroavião de flutuadores, monomotor, biplano de revestimento misto, bilugar de cabinas descobertas, destinado à instrução de pilotos. Tripulação: 2 (piloto-instrutor e aluno).

b.      Construtor

Société Anonyme des Apparéils d’Aviation Hanriot / França.

c.       Motopropulsor

Motor: 1 Salmson 9-AC de 9 cilindros radiais arrefecidos por ar, de 120 hp.                           
Hélice: de madeira, de duas pás, de passo fixo.

d.      Dimensões

Envergadura ……………10,26 m
Comprimento ………….…8,46 m
Altura …………………...…3,28 m
Área alar ………………..34,90 m²

e.      Pesos

Peso vazio ………. ….……520 kg
Peso máximo…………...1.000 kg

f.        Performances

Velocidade máxima………130 km/h
Velocidade de cruzeiro…desconhecido
Tecto de serviço…….…..3.500 m
Raio de acção …………….400 Km

g.      Armamento

Desconhecido.

h.      Capacidade de transporte

       Desconhecido



Resumo histórico:
     Os Hanriot H-41 eram pequenos hidroaviões de flutuadores, desenhados a partir do modelo Hanriot H-14. Construídos em 1923, foram utilizados pela Marinha Francesa na instrução de pilotos. Como não obtiveram o sucesso esperado, foram produzidos em pequena quantidade e quase todos exportados para a Grécia e Portugal.


Percurso em Portugal:
     Até meados dos anos vinte, a maioria dos pilotos da Aviação Naval (A.N.) recebia instrução de pilotagem no estrangeiro, principalmente em França. Por essa altura, a A.N. decidiu fazer a formação dos seus pilotos em Portugal, pelo que criou, em 1925, a Escola de Aviação Naval Gago Coutinho, em Lisboa, no Centro de Aviação Naval (CAN) do Bom Sucesso

     Com a finalidade de equipar a escola, a A.N. adquiriu em França seis hidroaviões de flutuadores Hanriot H-41, que chegaram a Portugal em Fevereiro e Março de 1927. Receberam as matrículas da A.N. de 32 a 37, inclusive. 
     Colocados no CAN do Bom Sucesso entre 1927 e 1933, foram utilizados nos três primeiros cursos de aviadores navais.
     Quanto à sua pintura, a observação das fotos da época não permite mais que indicar que estavam inteiramente pintados numa tonalidade escura, com a secção da fuselagem entre as cabines e o motor em chapa polida.
     É provável que os flutuadores fossem pintados em alumínio, com as bases em preto. Tinham a insígnia da Cruz de Cristo, sobre círculo branco, no intradorso das asas inferiores e no extra-dorso das asas superiores, com a bandeira nacional, com escudo, ocupando todo o leme de direcção. 
     Os números de matrícula estavam pintados nos lados da fuselagem, em grandes algarismos brancos.
     Foram retirados do serviço em 1933.


Fontes:
Foto: FAP / AHFA - Força Aérea Portuguesa / Arquivo Histórico da Força Aérea;
Plano e Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000.

3 comentários :

Agostinho disse...

Olá. Nos dados biográficos de Apeles Espanca leio que se teria despenhado num Hanriot 33, em Lisboa dia 6 de Junho de 1926. No entanto não encontro referência a esse modelo da Hanriot. Poderá ter sido um Hanriot H.32? a Marinha teria algum desse modelo?
Obrigado e parabéns pelo blog.

Carlos G. Pedro disse...

Sr. Agostinho, em primeiro obrigado pelo seu comentário.
Procurando responder o melhor possível à sua questão, desenvolvi algumas pesquisas. Na "História da Força Aérea Portuguesa", Volume III, Coronel Pilav Edgar Pereira da Costa Cardoso, Edição Cromocolor, Lisboa, 1984, assim como na genealogia de famílias do Alentejo (geneall.net), no índice de autores da Hemeroteca Municipal de Lisboa, Instituto Camões e outras fontes, todos referem a data de falecimento de Apeles Espanca como sendo em 6 de Junho de 1927. Assim sendo, é muito provável ter-se acidentado com um "Hanriot H41", pois estas aeronaves entraram ao serviço em Fevereiro e Março de 1927 (no total de seis aeronaves com os números de matrícula 32 a 37). O "H41" foi o único modelo da Hanriot existente em Portugal.
O facto de ter visto a referência 33 ou 32, poderá ter a ver com o número de matrícula, pois naquele tempo, (e ainda hoje) para haver referência a uma aeronave específica do mesmo tipo e modelo, referi-mo-nos a essa aeronave pelo nº de matrícula: Hanriot 33, por exemplo, pode ser a referência ao Hanriot H41 com a matrícula nº 33. Como não houve mais nenhum outro modelo de Hanriot em Portugal, esta será, na minha modesta opinião, a explicação mais correcta.
Muito obrigado e disponha sempre!

Agostinho disse...

Obrigado pela rápida e eficiente resposta. Efectivamente estava errado em relação à data que já confirmei ser 1927.
Obrigado e saúde.

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