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Potez 25 A2


Imagem 1

POTEZ 25 A2

Quantidade: 36
Utilizador: Aeronáutica Militar
Entrada ao serviço: 1931
Data de abate: 1943

Dados técnicos:

a.      Tipo de Aeronave

         Avião monomotor terrestre, de trem de aterragem convencional fixo, com patim de cauda, biplano com a asa inferior de menor dimensão que a superior, duas cabinas descobertas, de revestimento misto, destinado a missões de reconhecimento. Tripulação: 2 (piloto e observador).

b.      Construtor

Société des Aéroplanes H. Potez / França.
Sob licença : Oficinas Gerais de Material Aeronáutico / Portugal.
                       Desconhecido / Jugoslávia.
                       Desconhecido / Polónia.

c.       Motopropulsor

Motor: 1 motor Gnôme-Rhône Júpiter VII, de 7 cilindros radiais arrefecidos por ar, de 420 hp. Hélice: de madeira, de duas pás, de passo fixo.

d.      Dimensões

Envergadura ……………14,14 m
Comprimento ………….…9,14 m
Altura ………………....…..3,60 m
Área alar ………………..46,46 m²

e.      Pesos

Peso vazio ………. ……..…1.370 kg
Peso máximo………….......2.494 kg

f.        Performances

Velocidade máxima………230 km/h
Velocidade de cruzeiro…desconhecido
Tecto de serviço………..7.200 m
Raio de acção …………….660 Km

g.      Armamento

Duas metralhadoras frontais fixas;
Uma ou duas metralhadoras móveis;
152 Kg de bombas.

h.      Capacidade de transporte

       Nenhuma.


Imagem 2


Resumo histórico:
     O Potez 25 foi o avião militar que os franceses construíram e exportaram em maior quantidade, durante a década de 1925 a 1935. Era um modelo aperfeiçoado do Potez XV e do experimental Potez 24.
     A Aeronáutica Militar Francesa utilizou as versões Potez 25 A2 e Potez 25/5 A2 de reconhecimento, Potez 25 Et2 de treino avançado, Potez 25 Cn2 de caça nocturno, Potez 25 B2 de bombardeamento e ainda a versão Potez 25 TOE Colonial.
     A Marinha Francesa utilizou 12 aviões da versão Potez 25/35 no reboque de alvos de treino de tiro.

     Construíram-se cerca de 4.000 exemplares de Potez 25, em 87 versões e respectivas variantes. Só da versão Potez 25 TOE Colonial foram construídos 1.498 exemplares para os franceses e mais 322, que foram exportados para 17 países.
     A Jugoslávia, Polónia e Portugal obtiveram licença de construção, produzindo um total aproximado de 400 aviões.
     Quando já eram considerados “veteranos”, 30 Potez 25 TOE Colonial levaram a efeito o Croisiére Noire, escalando as colónias francesas de África, percorrendo 23.000 Km, entre Novembro de 1933 e Janeiro de 1934.
     Foi produzido um pequeno número de Potez para uso civil, na sua maioria utilizados no Correio Aéreo (Aéropostale). A aviação militar francesa manteve os Potez 25 TOE Colonial em serviço na Indochina (actual Vietname) até 1945, sendo, provavelmente, os que tiveram a vida operacional mais longa.

Imagem 3: Potez 25 A2 Bidon



Percurso em Portugal:
     O programa de modernização da Aeronáutica Militar (AM) de 1930, estabeleceu que se devia utilizar em larga escala a produção nacional, recorrendo às Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), em Alverca. Com esse objectivo adquiriu-se, em 1931, oito Potez 25 A2, assim como a licença de fabrico.
     Tendo em vista a substituição dos velhos Breguet Br-14 do Grupo Independente de Aviação de Bombardeamento (GIAB), de Alverca, as OGMA iniciaram a produção dos Potez 25 A2 ainda em 1931. 
     A variante A2 era de reconhecimento e a B2 de bombardeamento. O facto dos A2 fabricados e utilizados em Portugal serem bombardeiros ligeiros, sugere a transformação da versão original, adaptando-os para missões de bombardeamento. Construíram-se 27 unidades, que foram entregues ao GIAB de Alverca.

     Em 1934 a Aeronáutica Militar levou a cabo o Cruzeiro Aéreo a Espanha e Marrocos. Com cinco Potez 25 A2, partiram de Alverca no dia 4 de Maio de 1934, fazendo escala em Sevilha, Tânger, Rabat, Casablanca, Rabat, Marrakech, Meknés, Tânger, Tetuan, Los Alcazares, Madrid e Alverca, onde aterraram no dia 21 do mesmo mês. Percorreram 3.316 km, tendo cada avião voado cerca de 22 horas.

     O GIAB é extinto em 17 de Setembro de 1938, sendo formados na Base Aérea da Ota os Grupos de Bombardeamento Diurno (com Ju-86) e Bombardeamento Nocturno (com Ju-52/3m), que absorveram grande parte do pessoal do GIAB.
     Os Potez 25 A2 são então colocados no Grupo Independente de Aviação de Protecção e Combate (GIAPC) de Tancos, onde se mantiveram até serem retirados de serviço.

     Inicialmente estavam pintados de verde-azeitona, com a secção do motor em chapa de alumínio polido. A Cruz de Cristo, sobre círculo branco, estava pintada nos lados exteriores das asas e as cores nacionais, com escudo, num rectângulo no leme de direcção. Foi-lhes atribuída a numeração seguida, iniciada em “1”, pintada a branco nos lados da fuselagem. Os aviões do GIAB apresentavam também uma faixa a azul e vermelho em diagonal, envolvendo a fuselagem, bem como o distintivo da unidade.

     Após 1934, todos os aviões da AM levaram nova matrícula, sendo os Potez 25 A2 numerados de 300 a 334. Foi também por esta altura que alteraram a pintura inicial para branco, com a parte superior da fuselagem em volta das cabinas em cinzento, os algarismos da matrícula pintados a preto na fuselagem, e mantendo inalterável a colocação das insígnias nacionais.

     Em 1928 foi especialmente construído em França um Potez 25 A2 Bidon, assim designado devido à enorme quantidade de combustível que transportava, para dois pilotos franceses tentarem a travessia do Atlântico Norte. Como o americano Charles Lindberg se adiantou, o projecto francês foi abandonado.
     O Potez 25 A2 Bidon foi então adquirido pelo aviador militar Sarmento de Beires, para a realização de uma viagem que nunca se concretizou. O 25 A2 Bidon foi atribuído ao efectivo da Escola Militar de Aviação (EMA), em Sintra, e mais tarde ao GIAB (Alverca), sem nunca receber número de matrícula nem se tornar operacional. 
     Tendo em conta este último avião, ainda que modificado, a AM dispôs de um total de 36 Potez 25 A2, que foram oficialmente abatidos em 1943.


Fontes:
Imagens 1 e 3: FAP / AHFA - Força Aérea Portuguesa / Arquivo Histórico da Força Aérea;
Imagem 2: Cortesia de Airwar.ru;
Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000.

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