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De Havilland DH-84 Dragon

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DE HAVILLAND DH-84 DRAGON

Quantidade: 3
Utilizador: Aeronáutica Militar e Força Aérea
Entrada ao serviço:1937
Data de abate: 1953

Dados técnicos:

a.      Tipo de Aeronave

                Avião bimotor terrestre, de trem de aterragem convencional fixo, biplano, de revestimento misto (asas revestidas a tela e parte da fuselagem em contraplacado), cabina integrada na fuselagem, destinado a instrução e transporte ligeiro. Tripulação: 1 (piloto).

b.      Construtor

        De Havilland Aircraft Co. Ltd. / Grã-Bretanha;
        Sob licença: Desconhecido / Austrália.

c.       Motopropulsor

        Motores: 2 motores DE Havilland Gipsy Major I, de 4 cilindros em linha, invertidos, arrefecidos por ar, de 130 hp cada.
        Hélices: De madeira, de duas pás, de passo fixo.

d.      Dimensões

        Envergadura …………....14,42 m
        Comprimento…..…….….10,51 m
        Altura………….……...……3,07 m
        Área alar ……….…….….34,59 m²

e.      Pesos

        Peso vazio……………...…1.060 kg
        Peso máximo……………..2.041 kg

f.        Performances

        Velocidade máxima ….…..215 Km/h
        Velocidade de cruzeiro ….183 Km/h
        Tecto de serviço …….....4.418 m
        Raio de acção ………….…887 Km

g.      Armamento

        Nenhum.

h.      Capacidade de transporte

        6 passageiros.


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Resumo histórico:
         Nos anos trinta, a De Havilland envolveu-se num projecto de construção de aviões que, na época, foram considerados de técnica avançada, desafiando os conceitos aeronáuticos de então.                      Deste projecto nasceram as famosas séries dos mono-motores Moth e dos bimotores Dragon.
O estudo de um bimotor ligeiro de transporte teve origem em solicitações da transportadora aérea comercial Hillman’s Airways e da Força Aérea do Iraque.
          O De Havilland DH-84 Dragon I foi o primeiro modelo da série dos bimotores, cujo protótipo realizou o primeiro voo em 24 de Novembro de 1932.
Tomando por base o DH-84, a De Havilland construiu outros aviões da série Dragon que se tornaram populares nas companhias de transporte da época.
             Apesar da Royal Air Force (RAF) ter utilizado alguns Dragon I e Dragon II na instrução de pilotos e navegadores e como transporte ligeiro, utilizou em Maior quantidade o modelo mais evoluído, o Dominie, cuja versão civil foi designada por DH-89 Dragon Rapide.
Foram construídos 150 De Havilland DH-84 Dragon na Grã-Bretanha e 87 na Austrália.


Percurso em Portugal:

  1. Aeronáutica Militar
       Em 1937 a Aeronáutica Militar (A.M.) recebeu três aviões De Havilland DH-84 Dragon II, destinados à instrução de navegadores e transporte de ligação. Foram os primeiros aviões de cabina fechada da A.M..
      Recebidos directamente do fabricante, tinham os números de construção 6111, 6112 e 6113, tendo-lhes sido atribuídas as matrículas 504, 505 e 506 e entregues à Escola Militar de Aeronáutica (EMA), em Sintra, onde se mantiveram até serem transferidos para a FAP.
Um destes Dragon sofreu um acidente, do qual resultou a sua destruição. Não lhes é conhecida uma actividade digna de destaque.
       Inteiramente pintados em alumínio, tinham um filete azul ao longo da fuselagem, que começava sob a janela da cabina de pilotagem e terminava no estabilizador horizontal.
      Apresentavam a Cruz de Cristo, sobre círculo branco, no extra-dorso das asas superiores e no intra-dorso das inferiores. No leme de direcção tinham um rectângulo com a bandeira nacional, com escudo. A matrícula, em algarismos pretos, estava visível nos lados da fuselagem.
Em 1952 foram transferidos para o património da FAP.

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  1. Força Aérea
      A Força Aérea Portuguesa (FAP) recebeu dois DH-84 Dragon, que manteve na Base Aérea Nº 1 (BA1), Sintra, até ao seu abate efectivo. Atribuiu-lhes as matrículas 2304 a 2306, incluindo o destruído anteriormente.
      Pese embora a referência oficializada que os De Havilland DH-84 Dragon foram retirados do serviço em 1950, portanto antes da criação da FAP, fonte absolutamente segura permite afirmar que, em Abril de 1953, um destes Dragon voava na BA1, mantendo a matrícula da A.M. número 504.
      A pintura anterior nunca foi alterada. Existem dúvidas se alguma vez lhes aplicaram as insígnias e os números de matrícula, segundo o padrão da FAP.
    Foram retirados de serviço pouco tempo depois da sua inclusão na FAP, talvez em 1953, passando praticamente despercebidos.


Fontes:
Imagens 1 e 3: FAP / AHFA - Força Aérea Portuguesa / Arquivo Histórico da Força Aérea;
Imagem 2: Cortesia de  Richard Ferriere - 3 vues;
Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000.

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