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Centro Histórico de Angra do Heroísmo

Património Mundial em Portugal

Região Autónoma dos Açores, Ilha Terceira

Centro Histórico de Angra do Heroísmo (1983)




Bandeira da Região Autónoma dos Açores, Portugal

Brasão da Cidade de Angra do Heroísmo

















     A cidade de Angra do Heroísmo, situada na Ilha Terceira, Açores, foi um porto de escala obrigatório desde o Século XV até ao aparecimento dos barcos a vapor, no Século XIX.
     As suas imponentes fortificações, São Sebastião e São João Baptista, construídas há cerca de 400 anos, são exemplares únicos de arquitectura militar. Excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitectónico, tecnológico ou paisagístico que ilustra um ou mais períodos significativos da história da humanidade.


Angra do Heroísmo e a sua baía


     Vila desde 1474, Angra do Heroísmo foi, historicamente, a primeira cidade europeia do Atlântico (1584), implantada em consequência da abertura de novos horizontes geográficos e culturais proporcionada pelo ciclo dos Descobrimentos portugueses.
     Desenvolveu-se a partir do seu porto, que se revestiu de grande importância estratégica entre os Séculos XV e XIX, ilustrando a passagem dos modos de viver e de construir da Idade Média para a modernidade proporcionada pelos Descobrimentos e pelo período da Renascença.
     Ao longo dos séculos esteve ligada à manutenção do Império Português, como escala obrigatória das frotas do Brasil, da África e das Índias.


Vista parcial de Angra do Heroísmo. Ao fundo, o Monte Brasil.


     A cidade foi abalada por um forte terramoto em 1 de Janeiro de 1980, sendo então iniciados estudos para a sua restauração e protecção.
     A classificação pela UNESCO da zona central de Angra do Heroísmo como Património da Humanidade, em 7 de Dezembro de 1983 - a primeira cidade do país a ser inscrita na lista - reflecte a sua importância histórica e cultural.



     Pelo Porto de Angra (hoje transferido para a Praia da Vitória, para dar lugar à marina de Angra) passaram ao longo dos séculos, caravelas, naus e galeões, que contribuíram para o progresso da cidade e das suas gentes, como atestam os palácios, conventos, igrejas e fortes existentes.

Angra do Heroísmo: Cais da Alfândega



A Praça Velha
Mestre Maduro Dias
(1904-1986)
     Não se pode falar de Angra do Heroísmo sem falar da Praça Velha, também conhecida como Praça dos Santos Cosme e Damião" ou "Praça da Restauração", desenhada pelo Mestre Maduro Dias, poeta, pintor, escultor, desenhador, professor cenógrafo e homem do teatro (1904-1986), um dos fundadores do Instituto Histórico da Ilha Terceira e uma das figuras com um papel relevante no panorama cultural açoriano na primeira metade do Século XX.
     Foi a primeira praça portuguesa projectada para servir como ponto de encontro de dois arruamentos, de acordo com os ideais urbanos do Renascimento.
     Caracteriza-se por ser um amplo espaço fronteiro ao edifício da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, tendo o pavimento marcado por pequenos blocos de pedra de calcário e basalto, formando a característica calçada portuguesa.




A Praça Velha, no Centro Histórico de Angra,
com o edifício da Câmara Municipal.


     A Praça Velha constitui o centro da cidade por excelência, constituindo-se no núcleo a partir do qual se desenvolveram as principais artérias da malha urbana. Ao longo da sua história conheceu diferentes funções: mercado de galinhas e gado aos domingos, palco de corridas de toiros, palco de enforcamentos durante as lutas entre liberais e absolutistas.
     Durante o Século XIX, principalmente a partir de 1879, serviu de palco à Banda Militar de Angra, provavelmente iniciada com a chegada do Batalhão de Caçadores nº 5, mais tarde Batalhão de Caçadores nº 10,  aquartelados na Fortaleza de São João Baptista da Ilha Terceira e que, durante mais de meio século foi uma referência na música da cidade de Angra.

Fortaleza de São João Baptista: Portão de Armas.


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.