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Benim

République du Bénin
República do Benim



Bandeira
Brasão de Armas

















Localização:
África, África Ocidental, África Subsariana.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     O Daomé, a anterior designação do Benim, formou-se a partir do antigo reino dos Fons.
     Os Franceses estabeleceram-se em Porto-Novo, em meados do Século XIX. Em 1899, o Daomé passou a fazer parte da África Ocidental Francesa, obtendo a independência em 1960. Mudou o nome para Benim em 1975. O Benim é um país politicamente estável que vive em democracia multipartidária com uma Assembleia Nacional eleita.

     O território onde o Benim se situa era ocupado no período pré-colonial por pequenas monarquias tribais, das quais a mais poderosa foi a do reinado Fon de Daomé.
     A partir do Século XVII os portugueses estabeleceram entrepostos no litoral, conhecido então como Costa dos Escravos. Os negros capturados eram vendidos no Brasil e nas Caraíbas.
     No século XIX, a França, em campanha para abolir o comércio de escravos, entra em guerra com os reinos locais. Em 1892 o reinado Fon é subjugado e o país torna-se um protectorado francês, com o nome de Daomé.

     No Tratado franco-alemão de 1897 e no Tratado anglo-francês de 1898 foram fixados os limites definitivos da colónia. Em 1904 integra-se na África Ocidental Francesa.
     O actual país é o resultado artificial da expansão colonial francesa que uniu os antigos reinos do povo Fon (Daomé e Porto Novo) com numerosos povos do interior, formando a colónia de Dahomey (Daomé).
     O país conseguiu a independência da França em 1 de Agosto de 1960 (tal como muitos outros países africanos nessa década), sob a denominação de Daomé ("Dahomey"). O seu primeiro presidente foi Hubert Maga, destituído três anos depois. A partir de 1963 o país mergulha na instabilidade política, com seis sucessivos golpes militares.
     Em 5 de Março de 2006 realizaram-se eleições presidenciais consideradas livres e justas. A corrida foi a uma segunda volta, disputada entre Yayi Boni e Adrien Houngbédji. A segunda volta realizou-se em 19 de Março, e foi ganha por Boni, que tomou posse em 6 de Abril. O êxito do sistema multipartidário no Benim foi louvado internacionalmente. O país é considerado como um modelo de Democracia em África mas a sua instituição é ainda muito recente.


Cultura:
     Acredita-se que Vodun (ou "Voodoo", como é vulgarmente conhecido nos Estados Unidos) é original do Benim e foi introduzido nas Ilhas das Caraíbas e em algumas zonas da América do Norte por escravos tomados desta área específica da Costa dos escravos.
     A religião indígena do Benin é praticada por cerca de 60% da população. Desde 1992 o Vodun tem sido reconhecido como uma das religiões oficiais do Benim, e o National Vodun Holiday é comemorado em 10 de Janeiro. Além disso, os negros trouxeram a sua cultura para o Brasil, especificadamente para a Bahia, como a gastronomia (acarajé, entre outros).


Principais recursos naturais:
Carvão, petróleo e gás natural.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 1 de Agosto - Comemora a data da independência, da França, em 1960.



Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional L’Aube Nouvelle (Alvorada de um novo dia);
Insígnia da Força Aérea do Benim.



Lema:
"Fraternité, Justice, Travail " ("Fraternidade, Justiça, Trabalho")


Insígnia da Força Aérea do Benim



Porto Novo: Parlamento Nacional do Benim.



Imagem do Porto de Cotonou



Capital:                                                                                     Língua oficial:
Porto Novo (constitucional);                                                 Francês.
Cotonou (sede do Governo).


Moeda oficial:                                                                    Tipo de Governo:
Franco CFA.                                                                        República Presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
20 de Setembro de 1960.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • UA - União Africana;
  • CEDEAO - Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • CEN-SAD - Comunidade dos Estados Sahelo-Saharianos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • UEMOA - União Económica e Monetária do Oeste Africano;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • ANWFZ - Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • BAD - Banco Africano de Desenvolvimento;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Palácios Reais de Abomey (1985);
Palácios Reais de Abomey (UNESCO)

  • Porta do Não Retorno, Quidah (2004).


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Património Oral Gelede (2008) (partilhado com mais dois países) - A comemoração do Gelede é realizada pela comunidade ioruba-nagô em Benin, Nigéria e Togo. Tradição com mais de um século, esta cerimónia é destinada a honrar a mãe primordial Iyà Nlà, e o papel das mulheres na organização social e no desenvolvimento da sociedade Yorubá. O Gelede é comemorado após a colheita, durante grandes eventos, ou em caso de seca ou epidemias. O show, que é caracterizado pelo uso de máscaras esculpidas, é cantado em língua iorubá e conta a história e os mitos do povo Yoruba-Nago.
Património Oral Gelede (UNESCO)

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.