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Bielorrússia

Рэспубліка Беларусь
Республика Беларусь
República da Bielorrússia


Brasão de Armas


Bandeira







Localização:
Europa, Europa de Leste.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - O nome "Bielorrússia" deriva da expressão Rússia Branca ("Branco- Rus"). Existem diversas teorias sobre a origem do nome "Rus Branco". O nome descrevia a área da Europa Ocidental coberta de neve e povoada por povos eslavos , em oposição à Rutenia Negra, controlada pelos lituanos.      Outra possível origem para o nome poderia ser a vestimenta branca utilizada no período pela população eslava. Outras hipóteses para o nome diriam respeito às terras meridionais do país (Polatsk, Vitsiebsk e Mahilyow), que não haviam sido conquistadas pelos tártaros; antes de 1267 toda a terra que não havia sido conquistada pelos mongóis era considerada parte do "Rus Branco", dado que bel ou biel também significaria "livre", num período em que a maior parte da Rússia se encontrava sob o jugo dos tártaros.
     A Bielorrússia passou a receber seu nome actual (em russo: Белоруссия) no período do Império Russo; o czar russo costumava ser designado o "Czar de Todas as Rússias" - referindo-se à Grande, à Pequena e à Branca.
     Na época, a Bielorrússia era vista como parte da nação russa, e o idioma bielorrusso era considerado um dialecto do russo. Após a Revolução Bolchevique de 1917, o termo Rússia Branca passou a causar alguma confusão, pois também era o nome da força militar que se opunha aos bolcheviques "vermelhos". Durante o período da República Socialista Soviética Bielorrussa, o termo Bielorrússia foi adoptado como parte de uma consciência nacional. Na Bielorrússia Ocidental, sob o domínio polaco, o termo foi utilizado com frequência para se referir às regiões de Bialystok e Grodno, durante o período entre guerras.

História - Nesta região foram encontrados restos do Homo Erectus e do Homem de Neandertal. Durante o período Neolítico o homem moderno deslocou-se para esta área, fundando de 5000 a 2000 a.C., a cultura Bandkerimik, que predominou na região.
     Cimérios e outros povos pastores vagueavam pela região por volta do ano 1000 a.C.. Cerca de 500 a.C. os eslavos fixaram-se ali, sofrendo alguma pressão dos ciats, que habitavam a periferia dos seus territórios. Diversas invasões "bárbaras" de povos asiáticos passaram pela região, incluindo os hunos e os ávaros, por volta de 400-600 d.C.. No entanto, a presença eslava não deixou de se fazer sentir naquela região.
     A região da actual Bielorrússia foi colonizada pelas tribos eslavas no século VI. Gradualmente, estas tribos entraram em contacto com os varegues, grupos de guerreiros e comerciantes escandinavos. Embora tenham sido derrotados e exilados, por um breve período, pela população local, os varegues foram convocados de volta posteriormente e ajudaram na formação de uma politeia, mais conhecida como o Rus de Kiev, em troca do pagamento de tributos. O Estado, constituído pelo Rus de Kiev, teve seu início por volta de 862, em torno da cidade de Kiev, na actual Ucrânia, e em torno da actual cidade de Novgorod, na Rússia.
     Com a morte do príncipe Yaroslav, o Sábio, soberano do Rus de Kiev, aquela nação dividiu-se em principados independentes, que foram afectados com gravidade por uma invasão mongol ocorrida no século XIII. Diversos principados acabaram por ser incorporados no Grão-Ducado da Lituânia.

     Destes principados que foram dominados pelo Ducado, nove haviam sido colonizados pelos ancestrais dos bielorrussos. Neste período, o Grão-Ducado da Lituânia estava envolvido em diversas campanhas militares, incluindo combates na fronteira com a Polónia, contra os Cavaleiros Teutónicos, na Batalha de Grunwald, de 1410; a vitória conjunta permitiu que o Ducado controlasse as fronteiras do noroeste da Europa de Leste.
     Durante as negociações do Tratado de Brest Litovsk,  a Bielorrússia declarou a sua independência, pela primeira vez, em 25 de Março de 1918, formando a República Popular Bielorrussa, criada sob ocupação alemã.
     Imediatamente após a formação da República Popular iniciou-se a Guerra Polaco-Soviética, e a Bielorrússia foi dividida entre uma Polónia que ressurgia e a Rússia soviética; a parte que ficou sob controle russo tornou-se, em 1919, a República Socialista Soviética da Bielorrússia, e eventualmente passou a integrar a República Socialista Soviética Lituano-Bielorrussa.
     Em 1921, após o fim da guerra, as terras bielorrussas foram então divididas entre a Polónia e os soviéticos, e a República Socialista Soviética da Bielorrússia (RSS) tornou-se um dos membros fundadores da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, no ano seguinte. Ao mesmo tempo, a parte ocidental do país permaneceu sob ocupação polaca.

     Em 1939 a  Alemanha nazi e a União Soviética invadiram e ocuparam a Polónia, marcando o início da Segunda Guerra Mundial. A maior parte do nordeste daquele país, que até então havia sido polaco desde a Paz de Riga, duas décadas antes, foi anexada à RSS Bielorrussa (RSSB), e passou a formar a Bielorrússia Ocidental. O Conselho Popular Bielorrusso, controlado pelos soviéticos, assumiu oficialmente o controle dos territórios, que tinham uma população maioritariamente bielorrussa, em 28 de Outubro de 1939, na cidade de Bialystok.
     Após o término da guerra, a Bielorrússia esteve oficialmente entre os 51 países fundadores da Carta das Nações em 1945; juntamente com a Ucrânia, tinha direito a um voto adicional na ONU, separado do voto da União Soviética. Um processo de reconstrução intenso foi imediatamente iniciado; durante este período, a RSSB se tornou um dos principais centros industriais da região ocidental da URSS, com um número crescente de empregos e um influxo constante de migrantes russos.  As fronteiras da RSSB e da Polónia foram redesenhadas, estabelecidas a partir de um ponto conhecido como a Linha Curzon.
     Uma Constituição Nacional foi adoptada em Março de 1994, na qual as funções de Primeiro Ministro foram passadas para o Presidente. Eleições em dois turnos para a presidência, realizadas em 24 de Junho e 10 de Julho de 1994 resultaram na victória de Alexander Lukashenko, até então politicamente desconhecido, com mais de 45% dos votos no primeiro turno e 80% no segundo, derrotando Vyatcheslav Kebitch, que obteve 14%. Lukashenko foi reeleito em 2001 e 2006.
     Em 1997 a Bielorrússia e Federação Russa rectificaram o Tratado que prevê a unificação das políticas externas, económicas e militares. No ano seguinte, a cotação do rublo bielorrusso caiu para metade, e a crise que se instalou força o racionamento de alimentos. Um acordo para a unificação monetária e tributária foi assinado em 2008 com o governo russo.


Cultura:
Língua - O bielorrusso é uma língua derivada da língua eslávica oriental, aparentada ao russo e ao ucraniano. Sob comando soviético, 80% das crianças foram ensinadas exclusivamente em russo, e russo era a língua oficial para todos os negócios e transacções governamentais. Os nomes das ruas agora estão mudando e a educação está enfatizando mais a história e a literatura do país. Entretanto, russo é ainda uma língua muito falada.

Literatura - A literatura bielorrussa inicia-se com os escritos religiosos do período entre os séculos XI e XIII; a poesia de Cirilo de Turau, do século XII, é representativa do período. No Século XVII,  o poeta bielorrusso Simeão de Polatsk introduziu o Barroco como um estilo da literatura russa.
     Por volta do século XVI, Francysk Skaryna, residente de Polotsk, traduziu a Bíblia para o bielorrusso. A tradução foi publicada em Praga e em Vilnius entre 1517 e 1525, tornando-se o primeiro livro a ser impresso na Bielorrússia e no resto do Leste Europeu.
     O período moderno da literatura bielorrussa iniciou-se no fim do Século XIX. Um importante escritor foi Yanka Kupala. Diversos escritores bielorrussos do período, como Uladzimir Zylka, Kazimir Svayak, Yakub Kolas,Zmitrok Biadula e Maksim Hareski, escreveram para um jornal em bielorrusso chamado Nasha Niva, publicado em Vilnius.
     Após a incorporação da Bielorrússia na União Soviética, o governo soviético assumiu o controle dos assuntos culturais da república. O desenvolvimento livre da literatura ocorreu apenas no território dominado pela Polónia, até a ocupação soviética desta região, em 1939. Diversos poetas e autores se exilaram após a ocupação nazi da Bielorrússia, retornando apenas na década de 1960. O último renascimento de destaque da literatura bielorrussa deu-se nesta década, com os romances publicados por Vasil Bykau e Uladzimir Karatkievich.

Música - Durante o século XVII o compositor polaco Stanislaw Moniuszko compôs óperas e peças de música de câmara  enquanto residiu em Minsk. Durante sua estada trabalhou com o poeta bielorrusso Vintsent Dunin-Martsinkyevitch, com quem criou a ópera Sielanka (Camponesa).
     No fim do século XIX, as principais cidades bielorrussas tinham suas próprias companhias de ópera e ballet. O ballet Rouxinol, de M. Kroshner, foi composto durante o período soviético, tornando-se  no primeiro ballet bielorrusso a ser apresentado no Grande Teatro Académico Nacional de Ballet, de Minsk.
     Após a Segunda Guerra Mundial a música do país passou a ter como foco os sofrimentos do povo bielorrusso e daqueles que empunhavam armas em defesa da pátria. Durante este período, A. Bogatyryov, criador da ópera “Na Floresta Virgem de Polesye”, serviu como "tutor" dos compositores bielorrussos. O Teatro Nacional Académico de Ballet recebeu o Prémio Benois de la Dance em 1996, como a principal companhia de ballet do mundo.

     O rock tem tido uma popularidade crescente nos últimos anos, embora o governo bielorrusso tenha tentado limitar a quantidade de música estrangeira que é transmitida nas rádios, colocando em seu lugar a música tradicional do país. Desde 2004 a Bielorrússia tem enviado artistas ao Concurso Euro-visão da Canção.
     O governo bielorrusso patrocina diversos festivais culturais, como o Bazar Slavianski, em Vitebsk, que apresenta artistas, escritores, músicos e actores do país.

Trajes típicos - Os trajes típicos tradicionais bielorrussos tiveram origem no período do Rus de Kiev. Devido ao clima frio, as roupas, tradicionalmente feitas de linho ou lã, eram projectadas para manter o corpo aquecido. Costumam ser decoradas com ornamentos elaborados, influenciados pelas culturas dos países vizinhos, como a Polónia, Lituânia, Letónia e Rússia, bem como de outras nações europeias.      Cada região da Bielorrússia desenvolveu padrões ornamentais específicos. Um padrão ornamental utilizado em algumas das primeiras vestes típicas do país actualmente é utilizado para decorar a Bandeira Nacional bielorrussa, adoptada num referendo controverso em 1995.

Culinária - A culinária bielorrussa  consiste principalmente de vegetais, carne (especialmente de porco) e variados tipos de pão. Os alimentos costumam ser assados ou cozidos lentamente. Um típico bielorrusso come um café da manhã, muito leve, e duas refeições mais substanciais no resto do dia. O jantar costuma ser a refeição maior e mais importante.
     Pães feitos de trigo e centeio são consumidos no país, porém o centeio é mais abundante, já que as condições climáticas não favorecem o cultivo do trigo. Para mostrar hospitalidade, um anfitrião bielorrusso tradicionalmente oferece pão e sal ao receber um convidado ou um visitante. Entre as bebidas consumidas popularmente na Bielorrússia estão a vodka russa, feita de trigo, e o kvass, uma bebida de baixo teor alcoólico feita de pão preto maltado ou farinha de centeio. O kvass também pode ser combinado com vegetais fatiados, para formar uma sopa fria chamada okroshka.


Principais recursos naturais:
Madeira, depósitos de turfa, petróleo e gás natural (em pequenas quantidades), granito, calcário, marga, cré, areia, cascalho e barro.


Datas comemorativas:
Dia da Independência - 3 de Julho - Comemora a libertação da capital, Minsk, em 1944, após três anos de ocupação alemã, durante a Segunda Guerra Mundial.

Dia da Liberdade - 25 de Março - (Дзень Волі em bielorrusso ou День Воли, em russo). Trata-se de uma data não oficial, que lembra a independência e a criação da República Popular da Bielorrússia, em 25 de Março de 1918.
Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de aramas;
Hino nacional (Дзяржаўны гімн Рэспублікі Беларусь (Dziaržaŭny himn Respubliki Biełaruś) ("Nós, bielorrussos");
Insígnia da Força Aérea da Bielorrússia.




Imagens de Minsk, capital da
Bielorrússia.





Insígnia da Força Aérea da
Bielorrússia

















Capital:                                                                              Língua oficial:
Minsk                                                                                Bielorrusso e Russo 


Moeda oficial:                                                                  Tipo de Governo:
Rublo bielorrusso                                                             República Semi-presidencialista


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • MNA - Movimento dos Países Não Alinhados;
  • CEI - Comunidade dos Estados Independentes;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • CEEA - Comunidade Económica Euro-Asiática;
  • OTSC - Organização do Tratado de Segurança Colectiva;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • OCEMN - Organização de Cooperação Económica do Mar Negro (membro observador);
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil (observador);
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados (membro observador);
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (membro observador);
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PEV - Política Europeia de Vizinhança;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Parque Nacional Bialowieza / Belovezhskaya Pushcha (1979, 1992, 2014) (Sítio transfronteiriço com a Polónia);
Parque Nacional Bialowieza (UNESCO) (foto de Ralf Lotys)
  • Complexo do Castelo de Mir (2000);
Castelo de Mir (UNESCO) (foto de Alex Zelenko)

  • Complexo Arquitectónico, residencial e cultural da Família Radziwill, em Nesvizh (2005);
  • Arco Geodésico de Struve (2005) (sítio internacional partilhado com mais nove países).

Ver artigo sobre o  Arco Geodésico de Struve



Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Ritual dos Zares de Kalyady (2009) - O ritual e festa dos czares Kalyady (czares Natal) é comemorado na aldeia de Semezhava, localizada na região de Minsk, na Bielorrússia. As festividades bielorrusso Ano Novo, que tradicionalmente ocorrem nas datas indicadas pelo antigo calendário juliano, acompanhados por muito característicos mostras de arte locais. Eles são cerca de quinhentos homens participam neste evento a cada ano e sete deles são escolhidos para desempenhar o papel de "czares Kalyady" na parte histórico e paisagístico nacional religioso intitulado "O czar Maximilian". Esta herança cultural está em risco de não sobreviver à geração actual.

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.