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Dinamarca

Kongeriget Danmark

Reino da Dinamarca



Bandeira


Brasão de Armas





















Localização:
Europa, Europa Setentrional, Escandinávia, Nação transcontinental.


Geografia:
     A Dinamarca consiste da península da Jutlândia (Jylland) e de 405 ilhas com nome, das quais 82 são habitadas, e entre as quais as mais importantes são a Fiônia e a Zelândia (Sjælland).
     A ilha de Bornholm localiza-se um pouco para leste do resto do país, no mar Báltico. Muitas das ilhas estão ligadas por pontes. A Ponte do Øresund liga a Zelândia à Suécia e a Ponte do Grande Belt liga Fyn à Zelândia.
     Além da parte europeia, o Reino da Dinamarca inclui as Ilhas Faroé, a ilha da Gronelândia e vários arquipélagos no Atlântico Norte.


Føroyar
Færøerne
Ilhas Faroé

Região Autónoma da Dinamarca desde 1948 - Democracia Parlamentar no contexto de uma Monarquia Constitucional  (Sem adesão à União Europeia).



Bandeira das Ilhas Faroé
Brasão de Armas das Ilhas Faroé














Grønland
Gronelândia

Região Autónoma da Dinamarca desde 1979 - Democracia Parlamentar integrada numa Monarquia Constitucional 

Bandeira da Gronelândia
Brasão de Armas da
Gronelândia














Localização da Dinamarca, Ilhas Faroé e Gronelândia



Gronelândia, Ilhas Faroé e Dinamarca


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - A etimologia da palavra Dinamarca e, especialmente, a relação entre os dinamarqueses e a Dinamarca e a unificação do país como um único reino, ainda são assuntos que atraem debate. Esta discussão é centrada principalmente no prefixo "Dan" e se refere aos danos ou uma pessoa histórica chamada Dan. A questão é ainda mais complicada por uma série de referências a vários danos na Escandinávia ou em outros lugares na Europa, em contos gregos e romanos (como Ptolomeu, Jordanes e Gregório de Tours), bem como na literatura medieval (como Adão de Bremen, Beowulf, Widsith e Edda, em verso).
     A maioria dos manuais consideram a origem da primeira parte da palavra, bem como o nome das pessoas, de uma palavra que significa "terra plana" , relacionada com as palavras em alemão tenne e em sânscrito dhanus ("deserto"). O sufixo provavelmente significa "floresta" ou "fronteira", com referências prováveis para as florestas de fronteira no sul do Schleswig.

História - A origem da Dinamarca está perdida na pré-história. A sua fortaleza mais velha data do Século VII, ao mesmo tempo que o novo alfabeto rúnico. A Dinamarca foi unida por Haroldo I (Dente-Azul) por volta 456.
     Após o Século XI, a Dinamarca e a península Escandinava são o ponto de partida dos vikings, navegadores germânicos que conquistaram várias partes da Europa.
     Entre os Séculos IX e XI, os Vikings dominam a região do mar Báltico ao mar do Norte. No Século X a Dinamarca é cristianizada por missionários ingleses e saxões.
     Em 1397, Dinamarca, Suécia, Noruega, Islândia, parte das Ilhas Virgens, partes da costa Báltica e o que é agora o norte da Alemanha, juntam-se na União de Kalmar.
     A intervenção dinamarquesa na Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), a favor dos protestantes, e as guerras contra a Suécia, no Século XVII, reduzem a sua influência no mar Báltico. Scania era parte da Dinamarca na maior parte de sua história, mas foi perdida para a Suécia em 1658.
O apoio à França napoleónica, em 1814, tem como resultado a perda da Noruega para a Suécia.
     Em 1849, uma nova Constituição estabelece um ponto final no Absolutismo e institui a Monarquia constitucional.
     Na guerra contra a Prússia e a Áustria, em 1864, a Dinamarca perde a região de Schleswig-Holstein, que corresponde a um terço do país.
     Na I Guerra Mundial o país permanece neutro. O Tratado de Versalhes restitui-lhe o norte de Schleswig-Holstein, em posse da Alemanha. Entre 1929 e 1940, governos de esquerda ampliam os direitos sociais.
     Na II Guerra Mundial os alemães ocupam a Dinamarca, que resiste à anexação pretendida por Hitler.
A partir da libertação, em 1945, o país tem uma sucessão de governos social-democratas que, nas décadas seguintes, ampliam a sua já poderosa estrutura de previdência. Em 1949, a Dinamarca participa da formação da aliança militar ocidental, a Otan.
     Com a morte do Rei Frederik, em 1972, sua filha Margrethe ocupa o trono. Em 1973, um plebiscito aprova o ingresso na Comunidade Económica Europeia (actual União Europeia).
     Nos anos 70 o país enfrenta a inflacção e o desemprego, provocando forte crítica ao estado de bem-estar social. Em 1982, uma coligação de partidos não-socialistas (entre eles, o Conservador e o Liberal) vence o partido Social-Democrata. O conservador Poul Schlüter torna-se primeiro-ministro.

     Durante a guerra, a Islândia rompeu seus laços com a Dinamarca e tornou-se uma república independente; em 1948, as Ilhas Feroé ganharam o direito ao auto-governo. Após a guerra, a Dinamarca foi um dos membros fundadores da ONU e da OTAN e, em 1973, aderiu à Comunidade Económica Europeia (antecessora daUnião Europeia). A Gronelândia ganhou o direito ao auto-governo em 1979.
     A Dinamarca é, actualmente, o único país do mundo a cumprir com a recomendação das Nações Unidas de destinar, pelo menos, um por cento do produto interno bruto ao Terceiro Mundo (na Espanha esta cifra não chega ao 0, 3%). Além disso, os dinamarqueses estão fazendo um esforço suplementar para ajudar a modernizar as nações que antes pertenciam à Europa do Leste.


Cultura:
     A Dinamarca, como seus vizinhos escandinavos, tem sido historicamente uma das culturas mais socialmente progressistas do mundo. Em 1969 o país foi o primeiro a legalizar a pornografia. Em 2012 a Dinamarca substituiu as suas leis de "parceria registada", que tinham permitido que fosse o primeiro país a introduzir, em 1989, o casamento entre homossexuais. A modéstia, a pontualidade, mas acima de tudo, a igualdade, são aspectos importantes da maneira de viver dos dinamarqueses.
     Entre as ofertas culturais que a Dinamarca oferece, cabe destacar o Ballet Real Dinamarquês, cujas actuações no Teatro Real de Copenhaga, entre o Outono e a Primavera são consideradas como as mais maravilhosas do norte da Europa.

Literatura - Entre os escritores dinamarqueses o mais conhecido dentro e fora das fronteiras é sem dúvida Hans Christian Andersen, cujos contos de fadas têm sido traduzidos a inumeráveis línguas. Criador de um maravilhoso mundo de fantasias, é considerado um dos principais autores de contos infantis do mundo. Nasceu em 1805 na cidade de Odense, era filho de um sapateiro e deixou muito jovem sua cidade natal para ir para Copenhaga, com a esperança de triunfar no mundo do teatro. Porém, a fama não chegaria com este género, mas com a literatura, e mais concretamente com a destinada ao público infantil.
     Contemporâneo de Andersen foi Sörem Kirkegaard, teólogo e filósofo que vivia torturado pelo irremediável sentimento de contraste entre a verdade e a beleza, a religiosidade mística e a alegria de viver. Kirkegaard foi em vida pouco considerado, mas posteriormente, e com a paulatina tradução da sua obra, o mais destacado "O Diário de um Sedutor" e "O Conceito da Angustia", tem sido qualificado como um dos percursores do existencialismo.
     De fama internacional são também Kaj Munck, dramaturgo anti nazista, que pagou com sua morte prematura a coerência existente entre o seu pensamento e sua obra; e a escritora Karem Blixen, cujas obras têm sido difundidas, sobretudo a raiz do filme "Memórias da África", baseada num livro seu.

Cinema - O cinema dinamarquês era conhecido sobretudo no início do Século XX. Entre 1910 e 1920 a Dinamarca criou o que poderia considerar-se a primeira vampira do cinema. Chamava-se Asta Nielsen, filha do cinema mudo.
     A Dinamarca destaca-se principalmente na sétima arte pelo trabalho de seus realizadores. Um dos primeiros foi Theodor Dreyer, autor de obras consideradas hoje clássicas. Cultivava a temática nórdica centrada na luta entre o bem e o mal, alheio sempre a questões comerciais. Dreyer deixou para a posteridade títulos como "A Paixão de Joana d' Arc" ou "Vampir e Ordet" (A Palavra).
     Outros grandes directores do cinema dinamarquês são Gabriel Axel autor de "A Festa de Babet", vencedor de um Oscar de Hollywood e o filme "Pelle, o Conquistador" de Martim Andersen Nexö, Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Arquitectura - A Dinamarca é líder em desenho industrial, reconhecido mundialmente, com um estilo marcado por linhas limpas, que se estende desde a arquitectura, móveis, ao trabalho da prata, porcelana e cristal. Na Dinamarca encontram-se os melhores arquitectos do mundo, entre eles Jorm Utzon, desenhador do Palácio da Ópera de Sydney, na Austrália.

Música - Relativamente à música, o jazz é algo especial, para os dinamarqueses. Escuta-se jazz ao vivo em numerosos lugares, sobretudo na capital.

Gastronomia - Em Copenhaga existem mais de dois mil restaurantes, o que dá uma ideia da variedade gastronómica do país. Os imigrantes têm trazido as suas próprias especialidades, sendo assim fácil encontrar comida italiana ou grega, embora os dinamarqueses se entreguem aos seus próprios costumes. Sendo como é, um país sobre água, destaca-se o peixe, que é servido de todas as formas imagináveis: cru, defumado, fervido, assado, ou grelhado.
     O mais popular da gastronomia dinamarquesa é conhecido pelo nome de Det store Kolde Bord (a grande mesa fria), um buffet com uma variedade quase ilimitada de pratos frios e quentes: Peixes, carnes, verduras, legumes, pão e uma grande variedade de alimentos compõem esta mesa.
     Outra especialidade é o "smorebrod", a sanduíche aberta. Trata-se de uma fatia de pão branco ou integral untada com manteiga dinamarquesa e adornada com carne defumada, peixe (arenque sobretudo), verdura, queijo e acompanhada de uma boa garrafa da genuína cerveja dinamarquesa e, se o estômago o permitir, também com um drinque de "snaps", a tradicional cachaça.
     A pastelaria dinamarquesa oferece também especialidades a levar em conta. A amêndoa, o folhado e os cremes são os ingredientes fundamentais. Sobressai o "wienerbrod" e as pastas dinamarquesas. Os produtos lácteos são também imprescindíveis na gastronomia local, a manteiga com um pouco de sal e os queijos, entre eles o Danablu e o Esrom.


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, cascalho, areia, pedra calcária, giz, argila e sal.
Na região norte da ilha da Gronelândia existe uma grande riqueza mineral, principalmente zinco, chumbo, minério de ferro, carvão, molibdénio, ouro, platina e urânio.


Datas comemorativas:
Aniversário da Rainha - 16 de Abril - Neste dia realiza-se a mudança da Guarda Real, com uniforme de gala, sendo especialmente pitoresco. A Família Real vem à varanda do Palácio de Amalienborg, em Copenhague, para saudar o seu povo.



Dia Nacional - 5 de Junho - O movimento liberal e nacional dinamarquês ganhou impulso no anos 1830 e, após as revoluções europeias de 1848, a Dinamarca tornou-se uma monarquia constitucional, em 5 de Junho de 1849, data em que foi aprovada a Constituição.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - Der er et yndigt land (em português: "Há uma bela terra");
Hino Real - Kong Kristian ("Rei Christian") - (Adoptado em 1780, é um dos hinos mais antigos do mundo);
Insígnia da Força Aérea Real Dinamarquesa.

Insígnia da Força Aérea Real Dinamarquesa


Lema:
Guds hjælp, folkets kærlighed, Danmarks styrke
("A ajuda de Deus, o amor do povo, a força da Dinamarca")



Imagens de Copenhaga, capital do Reino da Dinamarca


Capital:                                                                                    Língua oficial:
Copenhaga                                                                             Dinamarquês


Moeda oficial:                                                                       Tipo de Governo:
Coroa dinamarquesa                                                          Monarquia constitucional
(indexada ao Euro)


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Data de adesão à UE (União Europeia):
1 de Janeiro de 1973


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • UE - União Europeia;
  • AG - Grupo Austrália;
  • AIE - Agência Internacional de Energia;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • CERN - Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • ICO - Organização Internacional do Café;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • NATO / OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte;
  • OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado.


Património Mundial (UNESCO):
  • Túmulos, Pedras Rúnicas e Igreja de Jelling (1994);
  • Catedral de Roskilde (1995);
  • Castelo de Kronborg (2000);
  • Fiorde de Ilulissat (2004).

Catedral de Roskilde (UNESCO)


Castelo de Kronborg (UNESCO)



Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

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