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LET L-23 Super Blanik

Imagem 1: LET L-23 Super Blanik da Força Aérea Portuguesa


LET L-23 SUPER BLANIK

Quantidade: 3
Utilizador: Força Aérea
Entrada ao serviço: Março de 1996
Data de abate: Em serviço


Dados técnicos:
a)       Tipo de Aeronave
Planador terrestre, de trem de aterragem de roda simples instalada na fuselagem, com roda de cauda, mono-plano de asa alta, revestimento metálico, dois lugares em tandem com cobertura transparente, destinado a actividades desportivas.
Tripulação: 2 (piloto-instrutor e aluno).
b)       Construtor
LET, Aeronautical Works / República Checa.
c)       Motopropulsor
Sem motopropulsor.
d)       Dimensões
                Envergadura …………..................................16,20 m
                Envergadura com extensões de asas ….18,20 m
                Comprimento…..………………………..........8,50 m
                Altura………….……………………….....….....1,90 m
                Área alar ……….…….....................................19,15 m²
                Área alar com extensões das asas ….......20,00 m²
e)       Pesos
                Peso vazio……………………….…….........…310 kg
                Peso vazio com extensões de asas.............315 Kg
                Peso máximo………………………..…..........510 kg
f)        Performances
                Velocidade máxima …………………...250 Km/h
                Velocidade de manobra .......................160 Km/h
                Velocidade mínima ..................................60 Km/h
                Velocidade de reboque.........................150 Km/h
                Tecto de serviço ……………….........não aplicável
                Raio de acção ……………….......….não aplicável
g)      Armamento
Sem armamento.
h)      Capacidade de transporte
Nenhuma.





Imagem 2

Resumo histórico:

     A LET começou a construir os planadores L-13 Blanik em 1958, que ficaram muito populares graças à sua resistência, rentabilidade e facilidade de manobra. Foram construídos cerca de 3.000 L-13, que foram espalhados pelo mundo.
     Com a experiência obtida com o L-23, os desenhadores da LET criaram um novo planador, que designaram por L-23 Super Blanik. De confecção refinada, para além de manter as excelentes características de voo e de manutenção do L-13, apresenta uma cobertura de cabina com melhor visibilidade, roda de cauda comandada e novo desenho do conjunto estabilizador de cauda. Pode também utilizar extensões removíveis nas pontas das asas, do que resulta o aumento de um metro em cada asa.
     Os planadores LET L-23 Super Blanik estão certificados para voo em muitos países, entre eles a Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Portugal.


Percurso em Portugal:

     Dada a baixa taxa de operacionalidade dos moto-planadores Fournier RF-10, operados pela Academia da Força Aérea (AFA), em Sintra, a Força Aérea Portuguesa (FAP) decidiu substituí-los por planadores.
     Assim, em 1994 procedeu a um estudo comparativo entre os planadores KR 03A Puchatek, construído na Polónia, os DG 500 Elan e SZD 50-3 Puchaz, de origem alemã e o L-23 Super Blanik, construído na República Checa.

     O planador seleccionado foi o L-23 Super Blanik, versão bilugar, uma vez que foi o que apresentou maiores vantagens na relação preço / equipamento / performances.

Imagem 3: Brasão da Academia
da Força Aérea (AFA)

     O primeiro dos três Super Blanik então encomendados foi recebido em 16 de Março de 1996. Os dois restantes chegaram a 29 de Março, tendo sido entregues ao centro de voo do Departamento de Actividades Aéreas da AFA e incluídos na Esquadra 802 «Águias», onde é utilizado na instrução de alunos-pilotos da AFA, na fase inicial da aprendizagem, principalmente na prática de descolagens e aterragens. São rebocados por aviões Chipmunk.

A FAP atribuiu-lhes as matrículas 10201 a 10203.

Imagem 4: Emblema da
Esquadra 802


   

     Os Super Blanik estão inteiramente pintados em branco (FS 17.925), com as pontas das asas e o leme de direcção em vermelho fluorescente (MIL-P-21.563). A Cruz de Cristo, sobre círculo branco inserido em coroa circular azul (FS 86.076), está colocado unicamente nos lados da fuselagem. Os rectângulos com as cores nacionais encontram-se nos lados do estabilizador vertical. Os números de matrícula, em algarismos pretos (FS 17.038), estão colocados sobre o rectângulo das cores nacionais do estabilizador vertical.


Fontes:
Imagem 1: Cortesia de EMFA - Estado Maior da Força Aérea;
Imagem 2: Cortesia de: Richard Ferriere - 3 vues;
Imagens 3 e 4: Colecção Altimagem.
Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000.