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Líbano

الجمهورية اللبناني
(Al-Jumhūrīyyah al-Lubnānīyyah)
República Libanesa




Bandeira
Brasão de Armas






















Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Médio Oriente.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - O nome "Líbano" tem origem no semítico lbn (لبن), que significa "branco", provavelmente uma referência à neve que cobre as montanhas do Líbano.
     Referências a este nome foram encontradas em diferentes textos da biblioteca de Ebla (que data do terceiro milénio a.C.), em cerca de 70 vezes na Bíblia hebraica e em três das doze tábuas da Epopeia de Gilgamesh (escrito em 2.100 a.C.). O nome é registado no Antigo Egipto como “Rmnn”.

História - No cruzamento da bacia do Mediterrâneo, o Líbano é uma das regiões de antigas civilizações, como fenícios, assírios, persas, gregos, bizantinos e turcos otomanos, sendo que sua rica história formou a identidade cultural única em diversidade étnica e religiosa.
     Os primeiros indícios de civilização no Líbano remontam a mais de 7.000 anos de registo histórico. O Líbano foi o local de origem dos fenícios, uma cultura marítima que floresceu durante quase 2.500 anos (3.000-539 a.C.). Após o colapso do Império Otomano e depois da Primeira Guerra Mundial, as cinco províncias que compõem o Líbano moderno ficaram sob o mandato da França, estabelecendo um sistema político único em 1942, conhecido como "confessionalismo", um mecanismo de partilha de poder com base em comunidades religiosas. Foi criado quando os franceses expandiram as fronteiras do monte Líbano, que era maioritariamente habitado por católicos maronitas e drusos, para incluir mais elementos muçulmanos. O país ganhou a independência em 1943 e as tropas francesas retiraram-se em 1946.

Imagem do Templo de Baco, em Baalbek, construído cerca do ano 150 d. C..
É um dos templos romanos mais bem conservados do mundo (UNESCO).

     Antes da Guerra Civil Libanesa (1975-1990), o país vivia um período de relativa calma e prosperidade, impulsionada pelo turismo, agricultura e serviços bancários. Devido ao seu poder financeiro e diversidade, no seu auge o Líbano era conhecido como a "Suíça do Oriente". O país atraiu um grande número de turistas, de tal maneira que a capital, Beirute, era referida como "Paris do Médio Oriente". No final da guerra houve grandes esforços para reanimar a economia e reconstruir a infra-estrutura do país.
     Até Julho de 2006 o Líbano desfrutou de uma estabilidade considerável, a reconstrução de Beirute estava praticamente concluída e um número crescente de turistas hospedavam-se nos vários resorts do país. A guerra de 2006, entre Israel e o Hezbollah, causou a morte de civis e pesados danos na infraestrutura civil do Líbano. O conflito durou entre 12 de Julho de 2006 até um cessar-fogo patrocinado pela ONU em 14 de Agosto do mesmo ano.



Cultura:
     A cultura do Líbano é uma mistura de várias civilizações ao longo de milhares de anos. Originalmente a casa dos fenícios, e posteriormente conquistado e ocupado por assírios, persas, gregos, romanos, árabes, fatímidas, cruzados, turcos otomanos e, mais recentemente, franceses, o Líbano desenvolveu uma cultura que tem evoluído ao longo dos milénios por meio de empréstimos de todos esses grupos. A população diversificada do país, composta por diferentes grupos étnicos e religiosos, contribuiu ainda mais para os festivais, estilos musicais, literatura e culinária do país.
     Apesar da diversidade étnica, linguística, religiosa e confessional, os libaneses "partilham uma cultura quase comum". O árabe libanês é universalmente falado, enquanto a comida, a música e a literatura estão profundamente enraizadas "no Mediterrâneo e no Levante".

Artes - Na viragem do Século XX, Beirute disputava com o Cairo para ser o grande centro do moderno pensamento árabe, com muitos jornais, revistas e sociedades literárias. Além disso, Beirute tornou-se um próspero epicentro da cultura arménia com produções variadas que foi exportado para a diáspora arménia.

Artes visuais - Mustafa Farroukh foi um dos pintores mais importantes do Líbano do Século XIX. Formado em Roma e Paris, exibiu as suas pinturas em Paris e Nova Iorque.

Literatura - Khalil Gibran (1883-1931), que nasceu em Bsharri, é particularmente conhecido pelo seu livro "O Profeta" (1923), traduzido em mais de vinte idiomas. Vários escritores contemporâneos libaneses também alcançaram sucesso internacional, tais como Elias Khoury, Amin Maalouf, Hanan al-Shaykh e Georges Schehadé.

Gastronomia - A cozinha libanesa é extremamente diversificada e possui as suas especialidades, próprias ou adaptadas dos países vizinhos. Com alimentos frescos e saborosos, juntamente com algumas especiarias, os libaneses têm adaptado o melhor da cozinha turca e árabe, decorando-a com um ar de cozinha francesa.
O tradicional Baklava, em diversas variedades.
A cozinha tradicional do Líbano combina a abundância de frutas e vegetais frescos. A base dos pratos é geralmente feita com a utilização de cereais e legumes, podendo-se repetir em diversos pratos os mesmos ingredientes, mas com diferentes formas de preparação. Na cozinha libanesa empregam-se iogurtes, queijos, pepinos, berinjelas, ervilhas, nozes, tomates, sésamo e guisados em todas as suas formas, seja em forma de sementes, em forma de pastas ou utilizando azeites vegetais, entre os quais azeite de azeitonas, para fritar alguns alimentos, sendo frequente a utilização de manteigas.

     O tradicional bolo do Líbano (também feito de várias formas e ingredientes noutros países árabes), o baklava, baklawa ou baclava (baklava em turco) é um bolo feito com uma pasta de nozes trituradas, distribuídos em massa folhada e encharcado em calda ou xarope de mel. As variedades existentes, que incorporam avelãs e amêndoas e nozes, ou outros frutos secos, e kaymak, procedente da cozinha turca. Pode encontrar-se, com diferentes nomes, na gastronomia do Médio Oriente, do Sub-Continente indiano e na região dos Balcãs.

Imagem típica da comida tradicional libanesa



Principais recursos naturais:
Sem recursos naturais dignos de registo. A agricultura é um sector que tem sofrido uma drástica redução. Grande parte dos solos agrícolas encontram-se localizados na costa mediterrânica e produzem batatas, laranjas, tomates, pepinos, limões, limas, cebolas e azeitonas. Mesmo assim, o país não é auto-suficiente e importa grandes quantidades de bens alimentares, especialmente vegetais. Existem também várias plantações de papoila, que se destinam ao fabrico de ópio. A produção industrial é baixa, mas é a mais desenvolvida quando comparada com a dos outros países do Médio Oriente. São produzidos cimento, papel, cigarros e artigos de pele. Os principais parceiros comerciais do Líbano são os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, a Itália e os Estados Unidos da América.


Datas comemorativas:
Dia nacional - 22 de Novembro - Celebra a data da independência, da França, em 1943.


Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;     
Brasão de Armas;
Hino Nacional -  النشيد الوطني اللبناني (Koullouna Lilouataan Lil Oula Lil Alam - "Todos pela Pátria, a Glória, a Bandeira");
Insígnia da Força Aérea Libanesa.

Insígnia da Força Aérea Libanesa


Lema:
"kullunā li-l-watan, li-l-ulà li-l-`alam" - (“Todos pela Pátria, a Glória e a Bandeira”)


Capital:                                                           Língua oficial:
Beirute                                                            Árabe libanês


Imagens de Beirute, capital do Líbano


Moeda oficial:                                                 Tipo de Governo:
Libra libanesa (LBP)                                      República parlamentar unitária multi-confessional


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMA - Fundo Monetário Árabe;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • LEA - Liga dos Estados Árabes;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCI - Organização para a  Cooperação Islâmica;
  • OIF - Organização Internacional da Francofonia;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (membro observador);
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • PEV - Política Europeia de Vizinhança;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • UPM - União para o Mediterrâneo;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
- Ruínas da Cidade de Anjar (1984) - Cidade fundada pelo Califa Walid I, no início do Século VIII;

Vista parcial das ruínas da cidade de Anjar (UNESCO)

- Cidade Histórica de Baalbek (1984) - Na Antiguidade foi um santuário fenício dedicado ao deus Baal, deus da chuva, do trovão e da fertilidade. Foi também cidade grega e a partir da época dos selêucidas teve o nome de Heliópolis, sendo uma colónia romana desde o Imperador Augusto. É uma notável zona de templos, construídos entre os Séculos I e III d. C. em honra da Tríade Heliopolitana: Júpiter, Mercúrio e Vénus. As primeiras escavações tiveram início em 1900 e, segundo algumas versões, Santa Bárbara (mártir das igrejas católica e ortodoxa) viveu nesta cidade. 

Vista parcial do grande pátio do Templo de Júpiter, em Baalbek (UNESCO)

- Cidade Histórica de Biblos (1984) - Considerada a cidade mais antiga do mundo, habitada ininterruptamente desde a sua fundação, cerca de 5.000 anos a.C. (Isaac Asimov, "História de Canãa"). Foi a primeira cidade fenícia, sendo chamada de Gubla (em textos cuneiformes) e Gebal (na Bíblia Sagrada). Actualmente também é designada por Lubail ou Djebaíl.

Ruínas do Castelo dos Cruzados, em Biblos (UNESCO)

- Cidade de Tiro (1984) - Situada no sul do Líbano, foi uma das mais importantes cidades da Fenícia. Segundo a lenda, foi aqui que se descobriu a púrpura.

Arco do Triunfo de Tiro, construído cerca do Século II (UNESCO)

- Vale de Kadisha (ou Vale Santo) (1998) - Uadi Qadisha (Vale Santo) é abundante em mosteiros cristãos maronitas, únicos no Médio Oriente;

Vista parcial do Vale de Kadisha (UNESCO)


- Cedros do Líbano na Floresta de Cedros de Deus (1998).

Cedro do Líbano na floresta dos Cedros de Deus (UNESCO)


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

- O Zéjel  (ou Zajal), poesia recitada ou cantada (2014).


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

1 comentário :

JFS disse...

Bom trabalho.
Agradeço e retribuo os votos de Feliz Natal.
Um Bom Ano 2016 com saúde.
José Santos
www.ex-ogma.blogspot.com
email: jose-fd-santos@hotmail.com

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