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Os Reis Magos na Pintura Universal

"A Adoração dos Magos", 1501/06, óleo sobre madeira do pintor português Grão Vasco (c.1475 - c.1542), Museu Grão Vasco, Viseu, Portugal. É o primeiro quadro de pintura europeia em que um índio sul-americano aparece representado.


     Na passagem de mais um Dia de Reis, nesta entrada no último quinquénio da segunda década do Século XXI, recordo o tema central dos Reis Magos, materializado em telas de grandes nomes da pintura universal.


"A Adoração dos Magos", 1495-1505, do pintor italiano Andrea Mantegna (c.1431-1506),
Museu J. Paul Getty, Los Angeles, Estados Unidos.


Destacam-se os seguintes (associados por períodos/épocas ou correntes da pintura):


1. PINTURA MEDIEVAL
1a - Gótico (Séc.XII  -  Séc. XVI):
Guido da Siena (c.1230-c.1290), italiano;
Duccio di Buoninsegna (1255-1319), italiano;
Giotto di Bondone (1267-1337), italiano;
"A Adoração dos Magos", 1270, tempera sobre madeira,
do pintor italiano Guido da Siena (c.1230-c.1290),
Museu Lindenau, Altenburg, Alemanha.
Pietro Lorenzetti (c.1280-1348), italiano;
Bartolo di Fredi (c.1330-1410), italiano;
Luca di Tomè, (c.1330-c.1389), italiano;
Altichiero da Zevio (1330-1390), italiano;
Gentile da Fabriano (1370-1427), italiano;
Lorenzo Monaco (c.1370-1425), italiano;
Fra Angelico (1387-1455), italiano;
Hans Multscher (1390-1467), alemão;
Stefan Lochner (c.1400/10-c.1451), alemão;
Giovanni di Paolo (1403-1482), italiano;
Dieric Bouts (1410/20-1475), holandês;
Hans Memling (1430/40-1494), alemão;
Juan Rexach (c.1431-1482), espanhol;
Pedro Berruguete (1450-1504), espanhol;
Gerard David (c.1460-1523), flamengo;
Geertgen tot Sint Jans (1460-1490), holandês;
Jan Mostaert (c.1475-1555/56), holandês;
Pieter Coecke van Aelst (1502-1556), belga.



"Adoração dos Magos", 1495. Tríptico do pintor holandês Hieronymus Bosch,
El Bosco (1450-1516), Museu do Prado, Madrid, Espanha.


2. IDADE MODERNA
2a - Renascimento (Séc.XV  -  Séc.XVI):
Francesco da Rimini (?-?), italiano;
Giotto (c/ 1267-1337), italiano;
Taddeo Gaddi (1300-1366), italiano;
Jacopo di Cione (1325-1399), italiano;
Irmãos Van Limburg (1375 – 1416), holandeses; 
Fra Angelico (1387-1455), italiano;
Rogier van der Weyden (1399/1400 – 1464), flamengo;
Domenico Veneziano (c.1400-1461), italiano;
Giovanni di Francesco (1412-1459), italiano;
Benozzo Gozzoli (1420-1497), italiano;
Andrea Mantegna (c.1431-1506), italiano;
Hans Memling (c/ 1433 – 1494), flamengo;
Fiorenzo di Lorenzo (1440-1522), italiano;
Hugo van der Goes (c/ 1440 – 1482), flamengo; 
Sandro Botticelli (c/ 1445 – 1510), italiano;
Pietro Perugino (c.1448-1523), italiano;
Domenico Ghirlandaio (1449-1494), italiano;
Pedro Berruguete (1450-1504), espanhol; 
Leonardo da Vinci (1452 – 1519), italiano; 
Hieronymus Bosch (c/ 1450 – 1516), holandês
Geertgen tot Sint Jans (c/ 1460/65 – c/ 1488/93), holandês;
Bramantino (1455-1530), italiano;
Filippino Lippi (c.1457-1504), italiano;
Bartolomeo di Giovanni (1458-1501), italiano;
Lorenzo Costa (1460-1535), italiano;
Quentin Matsys (1466-1530), flamengo;
Jacob Cornelisz (c.1470-1533), holandês;
Michele di Michele Ciampanti (1470-1510), italiano; 
Albrecht Dürer (1471-1528), alemão;
Gaudenzio Ferrari (c.1471-1546), italiano;
Grão Vasco (c.1475-c.1542), português;
Giorgione (c.1477-1510), italiano;
Jan Mabuse (1478-1532), flamengo;
Hans von Kulmbach (c.1480-c.1522), alemão;
Colijn de Coter (c.1480-1525), flamengo;
Ludovico Mazzolino (1480-1528), italiano;
Garofalo (1481-1559), italiano;
Raffaello Sanzio (1483-1520), italiano;
Joos van Cleve (c.1485-1540), flamengo;
Antonio da Corregio (1489-1534), italiano;
Pieter Aertsen (1508-1575), holandês;
Jacopo Bassano (1510-1592), italiano;
Prospero Fontana (1512-1597), italiano;
Giovanni Francesco Bembo (1515-1543), italiano;
Pieter Bruegel, “O Velho” (c.1525/30-1569), flamengo;
Nicolás Borrás (1530-1610), italiano;
El Greco (1541-1614), grego, espanha
Francesco Bassano (1549-1592), italiano;
Guilliam van Nieuwelandt (c.1584-1635), holandês.

"Adoração dos Magos", cerca de 1475, do pintor italiano Sandro Botticelli (1445-1510),
Galeria Uffizi, Florença, Itália.


2b - Maneirismo (Séc.XVI  -  Séc. XVII):
Garofalo (1481-1559), italiano;
Paolo Veronese (1528-1588), italiano;
Federico Barocci (1535-1612), italiano;
Eugenio Cajés (1575-1634), espanhol;
Georges Lallemant (1575-1636), francês.



"Adoração dos Reis Magos", óleo sobre tela, cerca de 1568, El Greco (1541-1614),
Museu Soumaya, Cidade do México, México.

2c - Barroco (Séc.XVII  - Séc.XVIII):
Abraham Bloemaert (1564-1651), holandês;
Peter Paul Rubens (1577-1640), alemão;
Theodor van Loon (c.1581/82-1649), flamengo;
Guilliam van Nieuwelandt (c.1584-1635), holandês;
Gerrit Claesz Bleker (1592-1656), holandês;
Nicolas Poussin (1594-1665), francês;
Leonaert Bramer (1596-1674), holandês;
Diego Rodriguez da Silva y Velázquez (1599 – 1660), espanhol;
Francisco Camilo (1615-1673), espanhol;
Sébastien Bourdon (1616-1671), francês;
Bartolomé Esteban Murillo (1617-1682), espanhol;
Carlo Maratta, (1625-1713), italiano;
Jan de Bray (c.1627-1697), holandês;
Bartolomeo Biscaino (1629-1657), italiano;
Sebastiano Ricci (1659-1734), italiano;
Giuseppe Bazzani (1690-1769), italiano.

"Adoração dos Reis Magos", óleo sobre tela, 1609/1629, Peter Paul Rubens (1577-1640),
Museu do Prado, Madrid, Espanha.


2d - Rococó (Séc. XVIII  -  Séc.XIX):
Gaspare Diziani (1689-1767), italiano;
Corrado Giaquinto (1703-1765/66), italiano.


"A Adoração dos Magos", 1718, óleo sobre tela do pintor italiano Gaspare Diziani (1689-1767),
Museu de Belas Artes de Budapeste, Hungria.



2e - Neoclacissismo (c. 1760  -  c. 1830):
Domingos Sequeira (1768-1837), português;


"A Adoração dos Magos", 1828, do pintor português Domingos Sequeira (1768-1837).
Colecção particular, em processo de compra pelo Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa.


3. PINTURA CONTEMPORÂNEA
3a - Época Victoriana (1837  -  1901):
Jacques-Joseph Tissot, pseudónimo de James Tissot (1836-1902), francês;

"The Journey of the Magi", 1894, pintura do pintor francês James Tissot (1836-1902),
Minneapolis Institut of Art, Minneapolis, Estados Unidos.


 Vejamos primeiro o que nos diz a única fonte digna de fé religiosa, o Evangelho segundo São Mateus:

As referências bíblicas à “Adoração dos Magos” surgem em MATEUS, 2:
“1. Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém.
2. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.
3. A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele.
4. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo.
5. Disseram-lhe: Em Belém, na Judeia, porque assim foi escrito pelo profeta:
6. E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo {Miquéias 5,2}.
7. Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exacta em que o astro lhes tinha aparecido.oração
8. E, enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo.
9. Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou.
10. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria.
11. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.

12. E, sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho.”

"A visita dos homens sábios", postal do pintor alemão Heinrich Hoffmann (1824-1911), cerca de 1900.


Na antiguidade, o ouro era um presente para um rei, o olíbano (incenso) para um sacerdote, representando a espiritualidade, e a mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).

Ver artigo sobre o Dia de Reis

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