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Dornier Do-27 (primeira parte)

Imagem 1

DORNIER Do-27 A1
DORNIER Do-27 A3
DORNIER Do-27 A4
DORNIER Do-27 B1
DORNIER Do-27 K1
DORNIER Do-27 K2


Quantidade: 146
Utilizador: Força Aérea
Entrada ao serviço: Dezembro de 1961
Data de abate: 1979


Dados técnicos:
a.       Tipo de Aeronave
Avião monomotor terrestre, de trem de aterragem convencional fixo, asa alta, revestimento metálico, cabina integrada na fuselagem, destinado a transporte ligeiro. Tripulação:1 (piloto).
b.       Construtor
Dornier AG / República Federal da Alemanha;
CASA – Construcciones Aeronáuticas S.A. / Espanha.
c.       Motopropulsor
Motor: 1 motor Lycoming GO-480-B1A6, de 6 cilindros horizontais arrefecidos por ar, de 270  hp.
Hélice: metálico, de duas pás, de passo fixo.
d.       Dimensões
Envergadura..........................12,00 m
Comprimento…......................9,60 m
Altura………….….................2,79 m
Área alar........................ …...19,40 m²
e.       Pesos
Peso vazio……………......1.107 Kg
Imagem 2
Peso máximo .....................1.850 Kg
f.        Performances
Velocidade máxima ……..…............226 Km/h
Veloc. cruzeiro a 75%  da potênc....210 Km/h
Veloc. cruzeiro a 65%  da potênc....175 Km/h
Tecto de serviço …………..3.300 m
Raio de acção……………...1.100 Km
g.       Armamento
Adaptável nas asas:
2 (1+1) ninhos de 18 foguetes de 37 mm;
10 (5+5) foguetes fumígenos.
h.       Capacidade de transporte
6 passageiros ou carga equivalente.



Resumo histórico:
     Em 1950, uma equipa de engenheiros alemães dirigida por Claudius Dornier (1884-1969), conhecido pioneiro da aviação, fundou em Madrid a Oficina Técnica Dornier, conhecida por OTEDO, cujo primeiro e único produto foi projectado a pedido do Governo Espanhol.
Imagem 3 - Claudius Dornier
Com efeito, em 1953 o Governo Espanhol abriu um concurso para aquisição de um avião ligeiro de ligação com características STOL (Short Take-Off and Landing), com velocidade máxima não inferior a 175 Km/h e velocidade mínima não inferior a 60 Km/h.
     Concorrendo com outro fabricante, a Construcciones Aeronáuticas S.A. (CASA), a OTEDO projectou e apresentou o protótipo do Dornier Do-25, com motor de cilindros em linha invertida, desenvolvendo 150 hp, que voou pela primeira vez em 25 de Julho de 1954, utilizando o aeródromo de Tablada, Sevilha. As suas prestações em voo satisfizeram plenamente os requisitos exigidos.

     Em 8 de Abril de 1955 voou o segundo protótipo designado Dornier Do-25 P2C, equipado com motor Continental de 6 cilindros horizontais de 270 hp, trem de aterragem reforçado e mais algumas pequenas modificações. Novamente com a colaboração da OTEDO, a CASA projectou a nova versão, designada por Dornier Do-27, cuja construção teve lugar na fábrica Dornier na Alemanha, sendo os primeiros aviões construídos completamente na Alemanha depois da II Guerra Mundial.
     O protótipo fez o primeiro voo em Oberpfaffenhofen no dia 17 de Outubro de 1956, passando-se imediatamente à construção em série da versão Dornier Do-27 B1.
     Seguiram-se outras versões, como a Do-27 A4, produzida para a Luftwaffe, e as versões da série Do-27 K, destinada a exportação.
     O Do-27 era um robusto avião ligeiro de asa alta, trem de aterragem fixo, com capacidade para transporte de seis passageiros. A cabina de pilotagem, separada dos passageiros, tinha as portas de acesso exterior com uma configuração fora do habitual, dado que incluiam o próprio pára-brisas.
     O Governo Espanhol decidiu-se pela aquisição deste avião, encomendando à CASA a construção de 50 unidades, designados pelo construtor de CASA C-127 e pela Força Aérea Espanhola de L-9.
     A Dornier construiu 627 unidades, das quais 484 para utilização militar e 143 para utilização civil.


Percurso em Portugal:
     Depois das experiências realizadas em Portugal durante o mês de Abril de 1961 com três Dornier Do-27 A4 fornecidos pela fábrica alemã, o Governo Português decidiu adquirir os primeiros aviões deste tipo, que serviram na Força Aérea Portuguesa (FAP).
     Entre Dezembro de 1961 e Janeiro de 1962 chegaram a Portugal 16 Dornier Do-27 da versão de exportação K1, equivalente à versão militar A4, novos de fábrica, com os números de construtor de 2078 a 2093. Receberam a numeração da FAP de 3401 a 3416.

Imagem 4: Emblema da
Esquadra Operacional
do AB3.

   Estes 16 aviões foram imediatamente enviados para Angola e distribuídos pela Base Aérea N° 9 (BA9), Luanda, e pelo Aeródromo-Base N° 3 (AB3), Negage.
     Ainda em Dezembro de 1961, os 3403 e 3406 sofreram acidentes em Angola. Desta remessa de 16 aviões, parece que sómente cinco não ficarm destruídos durante a Guerra do Ultramar.
     Em 1962 foram recebidos mais 24 Dornier Do-27 A4, também novos, com a designação de exportação Do-27 K2. Entraram ao serviço em Junho desse ano.
A correspondência entre as matrículas da FAP e os números de construtor, entre parêntesis, foi a seguinte: 3417 (2115), 3418 (2116), 3419 (2117), 3420 (2121), 3421 (2135), 3422 (2136), 3423 (2137), 3424 (2138), 3425 (2118), 3426 (2119), 3427 (2120), 3428 (2122), 3429 (2123), 3430 (2124), 3431 (2125), 3432 (2126), 3433 (2127), 3434 (2128), 3435 (2129), 3436 (2130), 3437 (2131), 3438 (2132), 3439 (2133) e 3440 (2134).
     Todos estes aviões foram distribuídos por Angola e Moçambique.



Fontes (primeira parte):
Imagem 5: FAP / AHFA - Força Aérea Portuguesa / Arquivo Histórico da Força Aérea;
Imagem 2: Cortesia de  The-Blueprints.com;
Imagem 3: Cortesia de  Wikipedia, a enciclopédia livre;
Imagem 4 e Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000.

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