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North-American T-6 (quarta parte)

Ver  North-American T-6 (primeira parte)

Ver  North-American T-6 (segunda parte)

Ver  North-American T-6 (terceira parte)

(continuação)


Imagem 9


(...Percurso em Portugal)

(... c. Força Aérea)

     Em 1965 foram adquiridos no mercado civil, cinco aviões: 
Harvard Mk IIb n° 1791 (14-174), 
North-American AT-6F n° 1792 (121-42507), 
North-American AT-6A n° 1793 (77-4259), 
Harvard Mk IIb n° 1794 (14A-2268) e 
North-American AT-6F n° 1795 (121-42517). 
     Receberam igual tratamento e destino dos anteriores. No ano de 1966, um reduzido número reduzido de T-6 foram transferidos para a BA3, Tancos, onde passou a ser ministrado o treino operacional. Colocados na Esquadra 31, denominada de “Tigres”. Foi-lhes pintado, a meio da fuselagem o tradicional emblema de Tancos, o galgo, não na habitual cor amarela, mas a preto (ver imagem 10).

Imagem 10: Emblema da
BA3, Tancos.

     Nas províncias ultramarinas foram colocados o número de T-6 que se seguem, com os respectivos números de matrícula:
- Base Aérea N° 12, Guiné, Bissau – Esquadra 121Roncos” (ver imagens 11 e 12): 1675 a 1679, 1686, 1691, 1692, 1694, 1697, 1702, 1703, 1708, 1710, 1711, 1714, 1717, 1720, 1722 a 1724, 1733, 1734, 1737, 1744, 1756, 1765, 1776, 1791 e 1795; - AB3 e AB4, Angola: 1604 a 1606, 1609, 1611, 1617, 1618, 1622, 1625, 1658, 1668, 1670 a 1672, 1682 a 1685, 1690, 1695, 1706, 1707, 1709, 1712, 1713, 1721, 1728, 1729, 1738, 1743, 1749, 1757, 1758, 1764, 1767, 1771, 1773, 1781, 1783, 1784, 1787, 1789 e 1792 a 1794.





Imagem 12: Emblema da
Esquadra 121, definitivo.
Imagem 11: Emblema da
Esquadra 121, original.

















- Em Moçambique foram distribuídos pela Esquadra 501Tigres” (AB5, Nacala - ver imagem 13), Esquadra 601 Venenosos” (AB6, Nova Freixo - ver imagem 14), Esquadra 701Muskardos” (AB7, Tete - ver imagem 15) e Esquadra 801Pegasos” (AB8, Lourenço Marques - ver imagem 16), os seguintes: 1673, 1674, 1676, 1680, 1681, 1687 a 1689, 1693, 1696, 1698, 1700, 1701, 1705, 1719, 1725 a 1727, 1730 a 1732, 1735, 1736, 1739 a 1741, 1745, 1746, 1748, 1750 a 1755, 1759 a 1763, 1768, 1772, 1777 a 1780, 1782, 1786 e 1788.


Imagem 14
Imagem 13
















Imagem 16
Imagem 15












   



     Em 1973 a FAP adoptou o esquema de pintura anti-radiação, devido à utilização de mísseis terra-ar pelos guerrilheiros. Este esquema de pintura foi aplicado a um reduzido número de T-6, que se apresentava inteiramente em verde-azeitona, mantendo a pintura preta anti-reflexo em frente da cabina.      O esquema das insígnias e marcas de identificação foi ligeiramente alterado. A insígnia da Cruz de Cristo, sobre círculo branco, com menor diâmetro e colocada somente nos lados da fuselagem, mantendo-se as cores nacionais no estabilizador, com a matrícula por cima. 

     Em 1969 a República da África do Sul forneceu 60 aviões, das versões Harvard Mk IIa e Mk III, que seriam os últimos aviões T-6 a ser recebidos. Cinquenta e um voaram da África do Sul para o Cuito-Cuanavale, Angola, tripulados por pilotos sul-africanos. Nove foram transportados por via marítima para Lourenço Marques, Moçambique.
     Quarenta e dois eram do modelo Harvard Mk IIa, equivalentes aos North-American AT-6C e dezoito do modelo Harvard Mk III, equivalentes aos AT-6D. Chegaram pintados em alumínio com largas áreas em dayglo, sem quaisquer marcas de identificação de nacionalidade, mantendo parcialmente as matrículas sul-africanas, só com os três últimos algarismos.
     Esgotado o bloco de matrículas da série 1600 e com o bloco 1700 ocupado até 1795 inclusive, a FAP atribuiu-lhes matrículas do bloco 1500, de 1501 a 1560. As quatro vagas do bloco 1700 nunca foram preenchidas. A correspondência entre as matrículas e os números de construção, foi a seguinte: 1501 (88-15334), 1502 (88-14722), 1503 (88-12052), 1504 (88-14661), 1505 (88-15751), 1506 (88-14552), 1507 (88-15790), 1508 (88-14880), 1509 (88-14540), 1510 (88-15788), 1511 (88-14657), 1512 (88-15053), 1513 (88-14555), 1514 (88-15745), 1515 (88-14718), 1516 (88-14659), 1517 (88-14544), 1518 (88-12759), 1519 (88-9683), 1520 (88-9669), 1521 (88-9290), 1522 (88-10677), 1523 (88-12554), 1524 (88-12128), 1525 (88-9306), 1526 (88-12130), 1527 (88-10673), 1528 (88-10581), 1529 (88-10539), 1530 (88-9964), 1531 (88-9249), 1532 (88-9648), 1533 (88-9284), 1534 (88-10654), 1535 (88-9275), 1536 (88-14377), 1537 (88-10538), 1538 (88-19589), 1539 (88-9261), 1540 (88-9250), 1541 (88-9843), 1542 (88-9787), 1543 (88-12772), 1544 (88-9308), 1545 (88-9755), 1546 (88-9687), 1547 (88-9248), 1548 (88-10565), 1549 (88-10675), 1550 (88-9196), 1551 (88-10560), 1552 (88-10568), 1553 (88-10204), 1554 (88-10108), 1555 (88-12043), 1556 (88-12761), 1557 (88-16240), 1558 (88-9666), 1559 (88-12044) e 1560 (88-9723). 

     Embora todos tenham recebido matrícula e estivesse planeada a sua transformação para o padrão  T-6G usado pela FAP, trabalho a efectuar nas OGMA, nem todos foram transformados, nem sequer se tornaram operacionais. Alguns nem chegaram a ser transportados de África para as OGMA.

      Segundo um meticuloso investigador, deste lote de aviões recebidos da África do Sul, operaram na EIBP em S. Jacinto, transformados em T-6G, com os sistemas de armas retirados, os seguintes aviões: 1502 a 1506, 1508, 1512, 1513, 1517, 1519 a 1524, 1529, 1530, 1535, 1538, 1545, 1551, 1553, 1554 e 1558 a 1560. 
     No Depósito Geral de Material Aeronáutico (DGMA) da FAP, em Alverca, ficaram retidos cinco aviões, que nunca transformados ou utilizados, com os seguintes números: 1501, 1516, 1527, 1546 e 1552. Em Angola foram abandonados, em 1975, os seguintes aviões: 1509, 1511, 1518, 1525, 1526, 1528, 1531 a 1534, 1536, 1537, 1539, 1540 a 1544, 1547 a 1550 e 1555 a 1557. Finalmente, foram abandonados em Moçambique os seguintes: 1507, 1510, 1514 e 1515.

     A acção dos extraordinários North-American T-6 nas frentes de combate da Guiné, Angola e Moçambique foi muito importante no esforço de guerra. Mesmo depois da entrada em acção dos F-84G Thunderjet e Fiat G-91 R/4, continuaram presentes em todas as operações, fornecendo apoio de fogo ou servindo de posto de comando aéreo. 
     Registaram-se perdas em quantidade significativa. Uns foram abatidos pelo inimigo, outros sofreram acidentes, motivando a morte de muitos pilotos. Ainda que de uma forma não exaustiva, entre 1961 e 1975 foram identificados 51 aviões T-6 abatidos ou acidentados, provocando a morte de 43 tripulantes, quase todos pilotos. 

     Não se insere nos objectivos deste trabalho o relato histórico da actuação dos North-American T-6 em África. 
     Terminada a Guerra do Ultramar, um número relativamente reduzido de T-6 regressou a Portugal, sendo colocados na Base de S. Jacinto, onde se mantiveram na instrução até serem abatidos em 1978. 
     A Base de Tancos manteve alguns dos aviões destinados ao treino operacional, também até 1978. No segundo semestre de 1978, dos 257 T-6 das várias versões recebidos por Portugal, constavam somente 15 no efectivo da FAP.

     O North-American T-6 foi um avião que escreveu grande parte da História da Aviação Militar Portuguesa, especialmente no que se refere à Guerra do Ultramar.
     O Museu do Ar é detentor dos T-6 com os números 1512, 1517, 1546, 1645, 1737, 1769 e 1774. O 1769 e o 1774 encontram-se em condições de voo, que são a “lenda viva” de uma época histórica da FAP. Também a Aero Fénix é detentora dos T-6 que serviram a FAP com as matrículas 1546, 1635, 1674 e 1716. Outros encontram-se espalhados pelo Mundo.


Ver  North-American T-6 (primeira parte)

Ver  North-American T-6 (segunda parte)

Ver  North-American T-6 (terceira parte)

Fontes (quarta parte):
Imagem 9:  © Carlos Pedro - Blog Altimagem;
Imagens 10 a 16 e Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000.

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