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Argentina

República Argentina


Bandeira
Brasão de Armas




















Localização:
América, América do Sul, América Latina, América Andina, Nação transcontinental.


Origem:
     A prata, em latim, recebe o nome de argentum, nome substantivo ao qual corresponde o adjectivo argentinus. O nome "Argentina" foi usado pela primeira vez pelo poeta Miguel Del Barco Centenera (1535-1605) em seu poema histórico “Argentina y la Conquista del Río de la Plata” ("Argentina e a Conquista do Rio da Prata"), publicado em 1602, 66 anos depois da fundação do Puerto de Nuestra Señora Santa Maria del Buen Aire ("Porto de Nossa Senhora Santa Maria do Bom Ar"), a actual cidade de Buenos Aires. O substantivo "Argentina" foi utilizado amplamente a partir do século XVIII para designar toda a região do Rio da Prata, abarcando os actuais territórios do Uruguai, Paraguai e parte do Estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

     A área conhecida actualmente como a Argentina era relativamente pouco povoada até o período da colonização europeia. Os primeiros vestígios de vida humana são datados do período Paleolítico e há indícios adicionais dos períodos Mesolítico e Neolítico.
     Os povos primitivos argentinos dividiram-se em dois grandes grupos: os caçadores e colectores, que habitavam a Patagónia, o Pampa e o Chaco; e os agricultores, instalados a noroeste, regiões próximas à Cordilheira dos Andes. Os estudos antropológicos dos grupos caçadores e colectores, tradicionalmente considerados mais simples que os povos agricultores, puseram de manifesto a complexidade que alcançaram culturas de um alto grau de simbolismo, como os sélknam, aush, yaganes e kawésqar, da Terra do Fogo. O noroeste actual argentino fazia parte do Império Inca, o maior império pré-colombiano da América do Sul


Formação / Pequeno resumo histórico:
     Os primeiros europeus chegaram à região com a expedição do mercador, navegador, geógrafo e cosmógrafo italiano Américo Vespúcio (1454-1512), que, ao serviço dos reino de Espanha, contornou a entrada do Rio da Prata em 1502. Posteriormente, o navegador espanhol Juan Díaz de Solís (1470-1516), em busca de uma passagem para o Oceano Pacífico, descobriu o Rio da Prata em 1516, e ao desembarcar no actual território do Uruguai foi atacado e morto pelos charruas. Os sobreviventes embarcaram novamente até Espanha, mas muitos destes naufragaram e se refugiaram na Ilha de Santa Catarina, actual Florianópolis.

     Em 1534 a parte norte da actual Argentina foi entregue ao conquistador espanhol Pedro de Mendoza (1487-1537), primeiro governador do Rio da Prata e primeiro fundador de Buenos Aires; a região, que vai do Estreito de Magalhães até ao Pólo Sul, passava a ser outorgada ao navegador e historiador espanhol Pedro Sarmiento de Gamboa (1532-1592). Mendoza chegou ao Rio da Prata em 1536 e fundou o Porto de Santa María del Buen Ayre, em honra à Virgem de Bonaria, da cidade de Cagliari, patrona dos navegantes.

     Em 1609 foi fundada a primeira das missões jesuítas guaranis. As trinta missões chegaram a ser, no século XVIII, um verdadeiro empório comercial.
     Em 1767 a Espanha expulsa a Companhia de Jesus de suas possessões, com o qual os povos índios passaram a depender dos governadores civis espanhóis, que os exploraram à revelia, até ao ponto em que no princípio do século XIX quase todas as missões estavam despovoadas e em ruínas.
     A Argentina começou seu processo de independência da Espanha em 25 de Maio de 1810, em um episódio denominado Revolução de Maio, empenhando-se em guerras contra os espanhóis e seus partidários.

José de San Martín
Em 26 de Junho de 1822 celebrou-se a histórica reunião com o militar e líder político venezuelano Simón Bolívar (1783-1830).
     Em 1820, o general sul-americano (nascido na Argentina e 1º Presidente do Peru) José de San Martín (1778-1850) preparava um exército destinado a libertar o Chile e o Peru declarando sua independência. Os ventos (e os líderes) da Independência da Argentina sopraram para as demais colónias espanholas na América do Sul. Os argentinos consideram San Martín — que realizou a campanha de independência da Argentina, Chile e Peru — como herói de sua emancipação e "Pai da Pátria".





Cultura:
     A cultura argentina possui importantes influências europeias. A capital cultural da Argentina, Buenos Aires, é amplamente caracterizada pela prevalência de pessoas de ascendência europeia e da imitação consciente dos estilos europeus na arquitectura. Outra influência importante, os gaúchos e seu estilo de vida tradicional auto-suficiente. Finalmente, tradições indígenas americanas (como infusões de erva mate) foram absorvidas pelo ambiente cultural geral.

Literatura - A Argentina tem uma rica história literária, bem como uma das indústrias de publicação mais activas da região. Os escritores argentinos têm um lugar proeminente na literatura latino-americana desde que se tornaram uma entidade totalmente unida em 1850. A luta entre os Federalistas (que defendiam uma confederação de províncias com base no conservadorismo rural) e os Unitários (pró-liberais e defensores de um governo central forte, que incentivaria a imigração europeia), deu o tom para a literatura argentina da época.
     O abismo ideológico entre o gaúcho épico “Martín Fierro” de José Hernández (1834-1886), e o “Facundo” de Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888), é um grande exemplo. Hernández, um federalista, opunha-se às tendências centralizadoras, modernização e europeização. Sarmiento escrevia em apoio à imigração como o único caminho para salvar a Argentina de tornar-se sujeita à regra de um pequeno número de famílias de caudilhos ditatoriais, argumentando que esses imigrantes fariam a Argentina mais moderna e aberta a influências europeias ocidentaise, portanto, uma sociedade mais próspera.
     A literatura argentina do período foi ferozmente nacionalista. Foi seguido pelo movimento modernista, que surgiu na França no final do século XIX e, neste período, por sua vez foi seguido pelo vanguardismo, com Ricardo Guiraldes (1886-1927) como uma importante referência. Jorge Luís Borges (1899-1986), o escritor mais aclamado, encontrou novas maneiras de olhar o mundo moderno de forma metafórica e filosófica e sua influência estendeu-se a escritores de todo o mundo. Borges é mais conhecido por seus trabalhos em contos como “Ficciones” e “El Aleph”.

     Outros escritores, poetas e intelectuais notáveis do país incluem: Juan Bautista Alberdi (1810-1884), Roberto Arlt (1900-1942), Enrique Banchs (1888-1968), Adolfo Bioy Casares (1914-1999), Silvina Bullrich (1915-1990), Eugénio Cambaceres (1843-1888), Júlio Cortazar (1914-1984), Esteban Echeverria (1805-1851), Leopoldo Lugones (1874-1938), Eduardo Mallea (1903-1982), Ezequiel Martínez Estrada (1895-1964), Tomás Eloy Martínez (1934-2010), Victoria Ocampo (1890-1979), Manuel Puig (1932-1990), Ernesto Sabato (1911-2011), Osvaldo Soriano (1943-1997), Alfonsina Storni (1892-1938), e Maria Elena Walsh (1930-2011).

Cinema e teatro - A indústria cinematográfica argentina cria cerca de 80 filmes de longa-metragem anualmente. O número per-capita de filmes é uma das maiores da América Latina. O primeiro filme de longa de animação do mundo foi feito e lançado na Argentina, pelo cartoonista Quirino Cristiani (1896-1984) em 1917 e 1918.
     Desde 1980, o cinema argentino alcançou reconhecimento mundial, como “A História Oficial” (Oscar de melhor filme estrangeiro em 1986) e “O Segredo dos Seus Olhos” (Óscar de melhor filme estrangeiro em 2009), entre outros. Uma nova geração de directores argentinos chamou a atenção dos críticos em todo o mundo. Os compositores argentinos Luís Enrique Bacalov e Gustavo Santaolalla foram honrados com o Óscar da melhor trilha sonora. Lalo Schifrin recebeu vários Grammys e é mais conhecido pelo tema de “Missão Impossível”.

Interior do Teatro Colón, considerado uma das cinco melhores salas
de concerto do mundo.

     Buenos Aires é uma das grandes capitais do teatro. O Teatro Colón é um marco nacional de espectáculos de ópera e clássicos. É considerada uma das cinco melhores salas de concerto do mundo e a sua acústica é considerada a melhor do mundo. Com a sua cena de teatro, de calibre nacional e internacional, a Avenida Corrientes é um sinónimo de arte. A avenida é referida como "a rua que nunca dorme" e por vezes considerada como a Broadway de Buenos Aires. O Teatro General San Martin é um dos mais prestigiados da Av. Corrientes e o Teatro Nacional Cervantes é um dos mais importantes da Argentina.

Música - O Tango, a música e a letra (geralmente cantadas em uma forma de gíria chamada “lunfardo”), é o símbolo musical da Argentina. A idade de ouro do tango (1930 a meados dos anos de 1950) inspirou-se no jazz e no swing dos Estados Unidos. Incorporando a música acústica e depois os sintetizadores em 1955, o virtuoso Astor Piazzolla (1921-1992) popularizou o "novo tango" criando uma tendência mais subtil e intelectual. Hoje, o tango goza de popularidade em todo o mundo; em constante evolução, o neo-tango é um fenómeno global com grupos de renome como “Tanghetto”, “Bajofondo”, e ”Gotan Project”.

     O rock argentino desenvolveu um estilo musical distinto em meados da década de 1960, quando Buenos Aires  e Rosário se tornaram o berço de grupos de garagem e vários músicos aspirantes. Hoje ele é considerado a forma mais prolífica e bem sucedida do rock em espanhol.
     A música clássica europeia está bem representada na Argentina. Buenos Aires é o lar do mundialmente famoso Teatro Cólon.

Desporto - O desporto nacional oficial da Argentina é o pato, jogado a cavalo, mas o desporto mais popular é o futebol. A respectiva selecção nacional ganhou 25 grandes títulos internacionais, incluindo dois Campeonatos do Mundo da FIFA, duas medalhas de ouro olímpicas e catorze Copas da América. Mais de mil jogadores argentinos jogam no exterior, a maioria deles em campeonatos do futebol europeu. 
     A Associação de Futebol argentina (AFA) foi formada em 1893 e é a oitava associação mais antiga de futebol nacional do mundo. A AFA conta hoje 3.377 clubes de futebol,
     O basquetebol é o segundo desporto mais popular. Um grande número de jogadores de basquetebol argentinos jogam da National Basketball Association (NBA) dos Estados Unidos e nas ligas europeias. A Argentina está actualmente classificada em primeiro lugar pela Federação Internacional de Basquetebol. 
     A Argentina tem uma importante selecção de rugby, conhecida como “Los Pumas”, com muitos dos seus jogadores actuando na Europa. O país bateu a nação anfitriã, a França, duas vezes durante o Campeonato do Mundo de Rugby de 2007, ficando em terceiro lugar na competição. Os Pumas estão actualmente em oitavo lugar no ranking mundial oficial.
     Outros desportos populares incluem o Hóquei em campo (especialmente feminino), ténis, automobilismo, boxe, voleibol e golfe.

Gastronomia - Além de muitas das massas, salsichas e pratos de sobremesa comuns na Europa continental, os argentinos apreciam uma grande variedade de criações de povos indígenas e crioulos, que incluem empanadas (uma massa recheada),o locro (uma mistura de milho, feijão, carne, bacon, cebola, e abóbora), humita e erva-mate, todos pratos originalmente indígenas, esta última considerada a bebida nacional da Argentina. Outros itens populares incluem o chorizo (uma salsicha picante), facturas (pastelaria em estilo vienense) e doce-de-leite.
     O churrasco argentino, assado, bem como uma parrillada, inclui vários tipos de carnes, entre eles, chouriço, pão doce, tripas e morcilla (chouriço). Os argentinos são os maiores consumidores de carne vermelha do mundo.
     A indústria do vinho argentino, uma das maiores fora da Europa, tem sido beneficiada por um investimento crescente desde 1992. Em 2007, 60% do investimento estrangeiro a nível mundial em viticultura foi destinado à Argentina. O país é o quinto maior produtor de vinhos do mundo, com um dos mais altos consumos anuais per- capita de vinho.


Principais recursos naturais:
Planícies férteis das Pampas, chumbo, zinco, estanho, cobre, minério de ferro, manganés, petróleo e urânio.


Data ou datas comemorativas:
Dia da Independência - 9 de Julho (data da proclamação da independência, de Espanha, em 1816).




Insígnia da Força Aérea
da Argentina

Insígnia da Aviação Naval da Argentina

















Símbolos Nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional Argentino;
O Laço (insígnia) nacional da Argentina foi usada pela primeira vez durante a Revolução de Maio de 1810, sendo oficializada dois anos depois;
Animal nacional desde 1927: o Homero (Ave de la Pátria), também conhecido por “João-de-barro” ou “Forneiro”;
Flor / árvore nacional: O Ceibo, “corticeira” ou Flor de Coral.


Lema:                                                                                                     Capital:
En Unión y Libertad (Em união e liberdade).                                     Buenos Aires.



Imagens de Buenos Aires, capital da Argentina


Língua oficial:                                                                                Moeda oficial:
Espanhol                                                                                         Peso argentino


Tipo de Governo:
República presidencialista


Data de entrada como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945 (membro fundador).


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • MERCOSUR - Mercado Comum do Sul;
  • OEA - Organização dos Estados Americanos;
  • UNASUL - União das Nações Sul-Americanas;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • ALADI - Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Intercâmbio;
  • G-20 (países industriais, maiores economias);
  • G-20 (países em desenvolvimento);
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • FMI - Fundo Monetário Internacional;
  • CSN - Comunidade Sul-Americana de Nações;
  • TA - Tratado da Antárctida;
  • CLAD - Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento;
  • ZPCAS - Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul;
  • CI-A - Conferência Ibero-Americana;
  • CDS - Conselho de Defesa Sul-Americano;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • BCIE - Banco Centro-Americano de Integração Económica (membro extra-regional);
  • CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • OLADE - Organização Latino-Americana de Energia;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • AG - Grupo Austrália;
  • GFN - Grupo de Fornecedores Nucleares;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • FPIA - Fórum Parlamentar Ibero Americano;
  • TPI - Tribunal Penal Internacional;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • CIDH - Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos;
  • ACHR - Convenção Americana para os Direitos Humanos;
  • UIHJ - União Internacional dos Oficiais de Justiça;
  • GR - Grupo do Rio;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial da UNESCO:
  • Parque Nacional “Los Glaciares” (1981);
Parque Nacional "Los Glaciares" (UNESCO)
  • Missões Jesuítas dos Guarani: San Ignácio Mini, Santa Ana, Nossa Senhora do Loreto e Santa Maria Mayor (Argentina), Ruínas de São Miguel das Missões (Brasil) (1983, 1984) (sítio transfronteiriço com o Brasil);
Ruínas da Missão Jesuíta de San Ignácio Mini (UNESCO)
  • Parque Nacional do Iguaçu (1984);
Parque Nacional Iguaçu (UNESCO)
  • Caverna das Mãos, Rio Pinturas (1999);
Caverna das Mãos (UNESCO)
  • Península Valdês (1999);
  • Parques Naturais de Ischigualasto e Talampaya (2000);
  • Bairro Jesuíta e Estâncias de Córdoba (2000);
  • Quebrada de Humahuaca (2003);

Quebrada de Humahuaca (UNESCO)


  • Qhapac Ñan, o Sistema Viário Andino (2014) - Partilhado com Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru.

Qhapac Ñan, o Sistema Viário Andino (UNESCO)




Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • O Tango (Argentina e Uruguai) (2009) - A tradição argentina e uruguaia do tango, hoje conhecida em todo o mundo, foi desenvolvida pelas classes urbanas mais baixas de Buenos Aires e Montevideu na bacia do Rio de la Plata. Entre esta mistura de imigrantes europeus para a região, descendentes de escravos africanos e os nativos da região, conhecida como criollos, uma ampla gama de costumes, crenças e rituais foram fundidos e transformados numa só identidade cultural distinta. Como uma das formas de realização mais reconhecíveis, a música, a dança e a poesia do tango encarna e incentiva a diversidade e do diálogo cultural. É praticado nos salões de dança tradicional de Buenos Aires e Montevideu, espalhando o espírito de sua comunidade em todo o mundo ao mesmo tempo que se adapta a novos ambientes e novos tempos.


Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre;
Cortesia de UNESCO - Património Cultural e Imaterial da Humanidade