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17 março 2014

Cessna T-37C Tweety Bird (primeira parte)

Imagem 1

CESSNA T-37C  TWEETY BIRD

Quantidade: 30
Utilizador: Força Aérea
Entrada ao serviço: Dezembro de 1962
Data de abate: 8 de Agosto de 1992


Dados técnicos:
a.       Tipo de Aeronave (versão T-37C)
Avião birreactor terrestre, com os reactores instalados no interior da fuselagem e entradas de ar na junção das asas com a fuselagem, de trem de aterragem triciclo retráctil, asa média, revestimento metálico, bilugar lado-a-lado, com cadeiras e cobertura da cabina ejectáveis, concebido para instrução básica de pilotos. Tripulação:2 (piloto-instrutor e aluno).
b.       Construtor
Cessna Aircraft Co. / USA.
c.       Motopropulsor
Motores: 2 motores turbo-reactor Continental J69-T-25, de 425 Kgf de impulsão estática.
d.       Dimensões
Envergadura.........................11  m
Imagem 2
Comprimento…......................9,60 m
Altura………….…....................3,05 m
Área alar...........................…16,92 m²
e.       Pesos
Peso vazio…………...…....1.755 Kg
Peso máximo ..................3.030 Kg
f.        Performances
Velocidade máxima …........…..856 Km/h
Veloc. de cruzeiro...................580 Km/h
                Tecto de serviço ...............8.000 m
Tecto máximo …….............11.500 m
Raio de acção (Ra)……….…..1.400 Km
             (Ra) com depósitos externos.....1.775 Km
             Autonomia ...............................1H45
g.       Armamento
Sem armamento.
h.       Capacidade de transporte
Nenhuma.





Resumo histórico:
     O Cessna T-37 foi projectado pela Cessna em 1950 sob a designação de Cessna 318, sendo o primeiro avião a reacção especificamente construído para instrução básica de pilotagem.
     Os três protótipos iniciais, designados XT-37, iniciaram os voos de provas em 2 de Outubro de 1954. Estavam equipados com dois motores a reacção Continental / Teledyne J69-T-9, de 417 Kg de impulsão estática, a versão americana do reactor francês Marboré, construído sob licença da Turbomeca.
     A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) encomendou onze T-37, entregues em 1954 e utilizados em testes.
     Finalmente em 1955, a USAF aprovou os Cessna T-37 Tweety Bird como avião de instrução básica. Entre 1954 e 1958, a USAF recebeu e utilizou na instrução básica de pilotagem 523 aviões da versão T-37A, com a cabina modificada para a configuração definitiva.

     Em 1959 apareceram os T-37B, com motores J69-T-25 de 465 Kg de impulsão estática, possibilidade de instalação de depósitos de combustível auxiliares nas pontas das asas, cada um com capacidade para 245 litros e novos equipamentos de navegação e comunicações.
     Foram construídos 400 para a USAF, 15 para o Peru e 47 para a República Federal da Alemanha. Grande parte dos aviões das versões T-37 e T-37A foram convertidos nesta versão.

     Em 1962 apareceu a última versão destes aviões, o T-37C. Eram, básicamente, o T-37B com uma pequena capacidade de instalação de armamento para fins de instrução, que consistia em dois apoios na parte inferior de cada asa que podiam suportar, no conjunto, 115 Kg de carga. Esta instalação previa a utilização de bombas de deflagração, ou napalm, ou casulos, contendo cada um uma metralhadora de 12,7 mm com 200 munições ou dois foguetes. A utilização do armamento penalizava o desempenho do avião, limitando a velocidade máxima a 580 Km/h e aumentando a corrida de descolagem de 610 para 840 metros.
     Foram construídos 269 aviões da versão T-37C, dos quais 65 para o Brasil, 10 para a Colômbia e 194 para cedência a diversos países, ao abrigo do Pacto de Assistência Mútua.

Imagem 3

     O T-37 Tweety Bird foi, para muitas gerações de pilotos, o primeiro avião a reacção que voaram. A boa prestação dos T-37 e a necessidade urgente de um avião anti-guerrilha para operar nas pistas curtas e não pavimentadas do Vietname, levaram os Estados Unidos, em 1963, a transformar algumas dezenas de T-37 em aviões de apoio próximo, designados de A-37 Dragonfly. Mantendo a configuração geral, a estrutura foi reforçada, receberam reactores General Electric J85-GE-4, de 1.090 Kg de impulso estático, a capacidade de transporte de armamento foi aumentada e foram dotados de um sistema de reabastecimento em voo.
     Ainda que em menor quantidade, foram também transformados para missões de controlo aéreo avançado com a designação de OA-37.

(continua)

Ver  Cessna T-37 Tweety Bird (terceira parte)


Fontes (primeira parte):
  • Imagem 1: FAP / AHFA - Força Aérea Portuguesa / Arquivo Histórico da Força Aérea;
  • Imagem 2: Cortesia de Richard Ferriere - 3 vues;
  • Imagem 3: Colecção Altimagem - Carlos Pedro;
  • Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000.

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