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C-22 – Câmara de Estúdio

Enciclopédia Altimagem de Fotografia


(continuação)

Nota: quando os símbolos se encontram ao centro, dois ou mais dos termos seguintes possuem a mesma simbologia.










C-22  Introduzido pela Kodak na década de 1950, C-22 foi um processo fotográfico para revelação de filmes a cores, tendo sido substituído pelo processo C-41. A revelação de película era feita à temperatura de 24ºC, tornando o processo incompatível com o seu sucessor, que utiliza uma temperatura de 38ºC. Ver C-41.



C-41  (1) Também conhecido por Processso CN-16. Processo de revelação de filme colorido cromogénico introduzido pela Kodak em 1972., e que veio substituir o Processo C-22. É conhecido como CN-16 pela Fuji, como CNK-4 pela Konica e como AP-70 pela Agfa. É o processo de revelação de filme mais popular, sendo muito usado ao longo do tempo.
(2) Processo para revelação de negativos coloridos ou monocromáticos, constituído por: 1) Revelador, 2) Branqueador, 3) Fixador e 4) Estabilizador. Nos processadores automáticos e micro-processadores a temperatura padrão é de 38ºC. Nos processos manuais pode adoptar-se o método "alto padrão", que é processado a 24ºC.



CA – Abreviatura de “Cromatic Aberration” (Aberração cromática). Ver ABERRAÇÃO ou ABERRAÇÃO ÓPTICA.




CABEÇA DE COR – (color head Também conhecido por Ampliador por Difusor. Ampliador cujo sistema de iluminação consiste numa lâmpada dicroica, difundida por um sistema de "Caixa Branca", geralmente de vidro ou poliestireno. A luz branca atravessa os sistemas de filtros, embutidos na Cabeça de Cores, conduzindo a imagem até à objectiva. Existem também ampliadores por difusão, sem cabeça cores, utilizados para Preto e Branco. (imagem 1). Ver AMPLIADOR POR DIFUSOR; Ver FILTRO DICROICO.

Imagem 1: Cabeça de cor em ampliador da marca Durst


CABEÇA DE FLASH – (flash head– É a zona do flash externo em que se situa a lâmpada que acende quando o flash é disparado. Muitos flash’s possuem cabeças que permitem ser inclinadas (tilt) ou rodadas (swivel). (imagem 2).

Imagem 2: Cabeça de flash electrónico (parte superior)


CABEÇA DE MOVIMENTO PANORÂMICO  (wide moving head Acessório de tripé destinado à tomada de vistas panorâmicas em várias imagens que, posteriormente, podem ser ajustadas com exactidão, de modo a criar uma única imagem panorâmica. Também pode ser designado como "cabeça de rótula". (imagem 3).

Imagem 3: Cabeça de movimento panorâmico para tripé,
também designada como cabeça de rótula


CABEÇA DE RÓTULA – (ball head) – Também conhecida sob a designação de “Cabeça panorâmica” ou "Cabeça de junta universal". É um dispositivo utilizado num tripé, ou adaptável a este, que permite a fixação da câmara fotográfica em qualquer ângulo, por meio de um parafuso ou accionado através de um punho. (imagem 3).


CABEÇA DO AMPLIADOR – (head enlarger) – Existem ampliadores com cabeças de cor, preto e branco e vari-contrast. Existem cabeças com lâmpada de tungsténio, de halogéneo e de luz fria (fluorescente).
Existem cabeças de condensador (sistema de lentes que aumenta a intensidade da lâmpada) e de difusão.
As cabeças de cores têm 3 filtros, amarelo, cyan e magenta. Elas podem ser usadas para preto e branco, com papeis de grau de contraste fixo, sem utilizar os filtros ou com papeis de contraste variável, utilizando apenas os filtros amarelo e magenta.
Existem ainda cabeças vari-contrast (esta terminologia pode mudar de marca para marca) que são cabeças dedicadas destinadas a ser usadas em papel de fotografia de contraste variável. Esta cabeças apenas possuem filtros de cor amarela e magenta. (imagem 4). 



Imagem 4: Partes básicas constituintes de um ampliador



CABEÇA ELECTRÓNICA TIME LAPSE  (time lapse electronic head Cabeça electrónica rotativa para acoplar num tripé, à qual se fixa uma câmara fotográfica, com a finalidade de tirar fotos num raio até 360 graus. Geralmente suporta câmaras até um peso de 1,5 kg. Pode ser regulada de 15º até 360º, com lapsos de tempo de 5s até 60s. (imagem 5).

Imagem 5: Cabeça electrónica "time lapse" para tripé


CABO DE SINCRONISMO  (sync cable– Fio eléctrico que conecta a unidade de “flash” à tomada no corpo da câmara (circuito de libertação do sincronismo do obturador). (imagem 6).

Imagem 6: Exemplo de um flash profissional Metz com o respectivo cabo de sincronismo


CABO DISPARADOR – (cable release camera) – Também conhecido como “bicha”. É um cabo que ligado a uma câmara que o permita, por via manual, mecânica ou electrónica, permite ao fotógrafo tirar fotografias sem tocar na câmara, a fim de evitar a desfocagem nas fotografias por movimento da câmara (imagem 7).

Imagem 7: Exemplo de um cabo disparador manual



CABRITA, AUGUSTO – (1923-1993) – Fotógrafo, director de fotografia e realizador cinematográfico português autor de capas de discos de vários artistas, como Amália Rodrigues, Carlos Paredes e Simone de Oliveira, entre outros. É igualmente considerado um dos grandes fotógrafos românticos da fotografia portuguesa. Em 1957 realizou a reportagem da visita da Rainha Isabel II a Portugal. Tem o seu nome numa escola secundária e no auditório municipal do Barreiro, cidade onde ainda se encontra o seu estúdio, a cargo do seu filho, Augusto Cabrita Júnior. (imagem 8).


Imagem 8: Augusto Cabrita



CAIXA DE LUZ – (lightbox(1) - Conhecida também como Tenda de Luz ou Caixa Luminosa. Estrutura em forma de tenda, variando em tamanho e material, utilizada para difundir a luz e criar reflexos, sobre uma extensa área, para close-ups, fotografia de estúdio, fotografia publicitária, microfotografia, etc. (imagem 9).
(2) - Também conhecida como Mesa de Luz ou Mesa Luminosa. Nome dado a uma caixa de luz destinada a visualizar negativos ou diapositivos (imagem 10).

Imagem 9: Caixa de luz
(foto de Tom Marshall)




Imagem 10: Mesa de luz para visualização de negativos ou
diapositivos


















CALLIER – Ver EFEITO DE CALLIER.




CALÓTIPO – (calotype– Processo fotográfico pioneiro, antecessor da actual fotografia. era também conhecido pela designação de «talótipo». Foi inventado pelo escritor e cientista inglês William Fox Talbot em 1836 e registado na Royal Society, em Londres, em 1841. O processo consiste na exposição à luz, utilizando uma câmara escura, de um negativo em papel sensibilizado com nitrato de prata e ácido gálico. Posteriormente, este é fixado numa solução de hipossulfito de sódio. Depois de seco, é positivado por contacto directo num papel idêntico. Este procedimento é muito parecido com o da revelação fotográfica regular, dado que produzia uma imagem em negativo que podia ser posteriormente positivada tantas vezes como necessário.
A primeira fotografia que podia ser copiada de um negativo tinha as suas qualidades próprias: um aspecto atraente, macio e rico, parcialmente resultante das fibras de papel do qual o negativo era feito. As linhas, no entanto, não eram bem definidas, o que tornava os detalhes apagados e enevoados. O aspecto do calótipo lembra um desenho artístico a carvão e muitos fotógrafos usaram-no deliberadamente para obter um resultado pictórico, em particular em cenas de arquitectura, paisagens e naturezas-mortas (imagem 11). Ver TALBOT, WILLIAM FOX.

Imagem 11: Calótipo, de William Fox Talbot, 1842/43.



CAMADA ANTI-HALO – (anti-halo layer– Tinta específica aplicada na parte posterior das películas capaz de absorver a luz que atravessa a emulsão. A sua função é servir de camada protectora, impedindo que parte da luz que atravessa a película fotográfica seja reflectida na base, como um espelho, e prejudique a imagem final.. Ver AURÉOLA.




CÂMARA ANALÓGICA – (analog camera Nome genérico por que são conhecidas as tradicionais câmaras que usam película fotográfica, podendo ser manuais, semi-automáticas, automáticas ou bridge (imagem 12).


Imagem 12: Câmara analógica Asahi Pentax K1000


CÂMARA AUTOMÁTICA – (automatic camera– Nome genérico dado às câmaras fotográficas em que a exposição é parcial ou totalmente controlada por um sistema interno. Nas câmaras em que o automatismo é completo, os sensores determinam os parâmetros (abertura, velocidade ou sensibilidade) para obter a melhor exposição possível com as condições existentes. Ao invés, também se considera uma câmara automática aquela em que o utilizador introduz um valor (abertura do diafragma ou velocidade do obturador), enquanto a câmara efectua o ajuste automático do outro valor. A grande maioria das câmaras fotográficas actuais são automáticas.



CÂMARA BRIDGE – (bridge camera É um tipo de câmara fotográfica, também designada como câmara intermédia ou câmara compacta avançada, com funções bastante avançadas, bem mais versátil do que uma câmara compacta, mas menos do que uma câmara reflex, podendo ser analógica ou digital. Possui uma objectiva fixa e não utiliza objectivas intermutáveis. Como o próprio nome indica, faz a ponte entre estes dois principais tipos de câmaras: as compactas e as reflex. Este tipo de câmara é equipado normalmente com um visor electrónico (imagem 13). Ver VISOR ELECTRÓNICO.

Imagem 13: Câmara bridge Panasonic Lumix DMC-FZ50


CÂMARA COMPACTA – (compact camera– É um tipo de câmara fotográfica simples. Possui a vantagem de poder ser transportada facilmente, tipo “câmara de bolso”. Geralmente não são muito resistentes, não permitem a troca de objectivas e podem ter bastantes funções. É o tipo de câmara mais usual, principalmente pelo seu baixo custo. Este tipo de câmara é equipado normalmente com um visor óptico (imagens 14 a 16). Ver VISOR ÓPTICO.


Imagem 14: Câmara compacta analógica
Olympus
Imagem 15: Câmara compacta digital
Canon









Imagem 16: Alguns exemplos de câmaras compactas



CÂMARA DE ESTÚDIO – (studio camera Nome genérico atribuído geralmente às câmaras de médio ou grande formato utilizadas em estúdio. Sendo analógicas, utilizam filmes em chapa ou película de grande formato e a imagem é vista sobre uma tela de vidro despolido. Sendo digitais, utilizam um sensor de alta definição, permitindo obter imagens com alta resolução. Os movimentos deste tipo de câmara proporcionam um grande controlo sobre a profundidade de campo e sobre a perspectiva (imagens 17 e 18).








Imagem 17: Câmara de estúdio de grande
formato, de fole e de negativos de vidro,
dos finais do Século XIX.
Imagem 18: Exemplo de algumas câmaras de estúdio de
médio formato.


















(continua)

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