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CMOS – Comprimento de onda da luz visível

Enciclopédia Altimagem de Fotografia


(continuação)

Nota: quando os símbolos se encontram ao centro, dois ou mais dos termos seguintes possuem a mesma simbologia.







CMOS – Abreviatura de “Complementary metal–oxide–semicondutor” (“Semicondutor de metal-óxido complementar”) sensor óptico que converte a luz incidente e seus pontos em sinais eléctricos, desenhando electronicamente a imagem, semelhante ao CCD. Contudo, difere deste por ser possível o processamento de dados. Ver CCD; Ver CONVERSOR ANALÓGICO / DIGITAL.


CMYK – CMYK é a abreviatura do sistema subtractivo de cores, formado por Ciano (Cyan), Magenta (Magenta), Amarelo (Yellow) e Preto (Black).
     Na imagem digital, refere-se ao espaço de cor no qual são utilizadas as cores subtractivas: ciano, magenta e amarelo, aliadas ao preto. Este padrão é utilizado no processo de impressão profissional na imprensa, gráficas, impressoras e fotocopiadoras, para reproduzir a maioria das cores do espectro visível, sendo conhecida por quadricomia (imagens 1 e 2). Não deve confundir-se com o sistema aditivo das cores primárias da luz que são (Red) Vermelho, (Green) Verde e (Blue) Azul (RGB).







Imagem 1: Mistura de cores do sistema CMYK
Imagem 2: Uma imagem com a decomposição em
quadricomia (CMYK)
























CN-16 – Ver C-41.


COATED LENS – Diz-se das lentes que são cobertas por um revestimento transparente para reduzir os reflexos no vidro. Uma lente deste tipo é facilmente identificada, pois quando exposta a uma luz lateral cria reflexos coloridos quando observada a olho nu. Estes reflexos não afectam a qualidade da imagem (imagem 3).

Imagem 3: Lentes de objectivas onde se pode observar o revestimento transparente



COBURN, ALVIN LANGDON – (1882-1966) – Fotógrafo norte americano com nacionalidade britânica, figura chave no desenvolvimento do movimento pictoralista americano e britânico. Foi o primeiro fotógrafo a utilizar uma visão abstracta da fotografia (imagem 4).

Imagem 4: Alvin Langdon Coburn (1882-1966)


COLMEIA – Em iluminação, é uma grade colocada sobre uma fonte de luz, a fim de  impedir a dispersão da mesma. A luz atravessa a grade na direcção correcta ou é absorvida pelas paredes das células da colmeia. Este equipamento pode também ser utilizado como difusor de luz em iluminação de estúdio ou adaptado em iluminação de flash (imagens 5 e 6).


Imagem 5: Reflector de estúdio equipado
com uma "colmeia"

Imagem 6: Flash equipado com
um difusor de luz colmeia

















  
COLÓDIO – O colódio é uma substância de origem vegetal, à base de celulose, que resulta de uma mistura de algodão pólvora em éter e álcool. É um liquido viscoso, com cheiro forte e facilmente aderente, mesmo em situações húmidas. Foi descoberto pelo escritor e poeta francês francês  Louis-Nicolas Ménard em 1846, e teve aplicação imediata no isolamento de ferimentos de guerra. Durante a Guerra Civil Norte-americana foi utilizado como ligadura e teve aplicação em medicina e em farmácia, tendo sido cada vez menos utilizado à medida que o éter foi sendo limitado no seu uso. Mais tarde foi considerado uma possibilidade para a produção de negativos em vidro, tendo sido utilizado em revestimentos de filmes ou chapas fotográficas. Não confundir com o termo «Colóide». Ver COLÓDIO HÚMIDO; Ver MÉNARD, LOUIS-NICOLAS.


COLÓDIO HÚMIDO – Apresenta-se sob a forma de verniz, que seca com muito rápido, resultando numa lâmina transparente, muita parecida em textura ao celofane. O processo fotográfico do colódio húmido foi criado por Frederick Scott Archer em 1851. Empregava uma placa de colódio empapada com um produto químico sensível à luz. Embora tenha sido um processo complexo, porque a placa tinha de ser preparada no momento em que se tirava a fotografia, permitia a utilização de um tempo de exposição com menos de 30 segundos, quando outros processos demoravam vários minutos. O processo do colódio húmido produz dois tipos de positivos: o Ambrótipo e o Ferrótipo, ainda actualmente usados por muitos fotógrafos alternativos (imagem 7). Ver AMBRÓTIPO; Ver COLÓDIO; Ver ARCHER, FREDERICK SCOTT; Ver FERRÓTIPO.

Imagem 7: "O Inverno de 1866-1867", negativo de vidro em colódio húmido
no formato de 27 x 36 cm, do fotógrafo espanhol José Martínez Sánchez (1807-1874)


COLÓIDE – Ver EMULSÃO.


COMA – O coma, ou aberração cromática, é uma aberração que surge devido a problemas de convergência da luz, que não incide paralelamente ao eixo principal de uma lente. Numa objectiva fotográfica provoca o aparecimento de manchas luminosas junto às margens do campo da objectiva. Ver ABERRAÇÃO.



COMANDO DO DISPARADOR – Ver CABO DISPARADOR; Ver DISPARADOR DO OBTURADOR.




COMPACT DISC – Conhecido popularmente como "CD", é um disco óptico utilizado para armazenar dados em formato digital de qualquer tipo de informação: audio, imagens, vídeo, documentos ou outros dados. Um CD de tamanho normal possui um diâmetro de 12 cm e uma espessura de 1,2 mm, podendo armazenar até 80 minutos de audio ou 640 a 700 MB de dados (imagem 8).



Imagem 8: Compact disc (CD)




COMPACT FLASH – Ver CF.




COMPACTAÇÃO  Termo genérico utilizado para descrever um dos vários processos destinados a remover elementos de uma imagem digital, a fim de diminuir o seu tamanho geral ou permitir um arquivamento em pouco espaço.


COMPENSAÇÃO DA CONTRALUZ  aumentar a exposição para contrapor a contraluz sobre um objecto. Pelo motivo da maioria dos sistemas de medição ter a tendência de sub-expor os objectos iluminados pela contraluz, geralmente uma boa dica é aumentar a exposição até 2,0 EV. Ver COMPENSAÇÃO DA EXPOSIÇÃO; Ver CONTRALUZ; Ver FOTOMETRIA EM CONTRALUZ.


COMPENSAÇÃO DA EXPOSIÇÃO  activação manual que permite aumentar ou diminuir a exposição quando houver um motivo para acreditar que o foco automático da câmara não irá produzir uma exposição correta. Geralmente as câmaras oferecem uma faixa de ± 3EV de compensação da exposição, variando em 1/3 EV. Muita câmaras digitais permitem seleccionar 1/3 ou 1/2 de incremento (stop) para os parâmetros da exposição. Definir para 1/3 permite um melhor controle sobre a exposição. Ver EXPOSIÇÃO.


COMPENSAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DO FLASH  A compensação de exposição do flash é identificada pelo controle da “força” do disparo, o controle da potência do flash dentro do sistema TTL. Ao compensar o flash para + (mais), ele dispara mais forte, ao compensar para – (menos) ele dispara mais fraco. A exposição do flash é calculada através de um número guia, indicado para um dado flash e para a sensibilidade do filme que está a ser utilizado (ou valor ISO em câmaras digitais). A distância entre o flash e o motivo é dividido pelo número guia, sendo o resultado mais ou menos equivalente à abertura que deve ser utilizada. Ver NÚMERO GUIA.


COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA  Também designada por enquadramento. É a composição dos elementos de uma fotografia, a maneira como são ordenados os objectos dentro do enquadramento de uma imagem. A perspectiva, o horizonte, a diagonal, a imagem vertical ou horizontal, o fundo, o contraste, o balanço de brancos e o equilíbrio de cores são elementos  a ter em conta para a composição de uma imagem. Estes conceitos vieram originalmente da pintura. Embora a composição fotográfica não tenha regras, alguns elementos que podem ter influência na composição são: A maneira como a imagem capta a atenção do observador, a textura, o volume e o contraste. Para trabalhar estes elementos e transmitir uma mensagem através da linguagem visual, o fotógrafo dispõe de várias ferramentas, entre as quais: Enquadramento do motivo; Colocação dos objectos dentro do enquadramento; Focagem total ou selectiva; Perspectiva e ângulo da tomada de vistas; Iluminação e cor do motivo, etc. (imagem 9).


Imagem 9: Exemplo de uma foto em que a composição
prévia foi utilizada pelo fotógrafo


COMPRESSÃO DE ARQUIVOS DIGITAIS  Processo no qual reduzimos o tamanho dos arquivos em bytes. Pode ser realizado com ou sem perda de informação. O método sem perda utiliza programas de compactação, que primeiro analisam os dados binários, e depois calculam seu percentual de compressão. O exemplo mais típico é o Winzip. O processo de compactação com perda utiliza sistema de algoritmos, que analisam a imagem. Estes algoritmos tendem a desprezar detalhes secundários da imagem, não perceptíveis ao olho humano, como é, por exemplo, o clássico formato JPEG.



COMPRESSÃO DE PLANOS  A compressão de planos é uma característica óptica das tele-objectivas ou super tele-objectivas. A compressão cria uma sensação de proximidade do segundo plano com o primeiro, parecendo estar maiores ao fundo, dando uma ilusão óptica de que o objecto ao fundo ou está mais próximo ou é maior do que na realidade, alterando assim a perspectiva de quem olha. Objectivas com 85 mm ou mais já causam esta alteração. Ver ACHATAMENTO DE PLANOS; Ver EFEITO TELEFOTO.



COMPRESSÃO DE IMAGENS DIGITAIS – Compressão de imagens, em Ciência da Computação, é a aplicação de compressão de dados em imagens digitais. Como efeito, o objectivo é reduzir a redundância dos dados, de forma a armazenar ou transmitir esses mesmos dados de forma eficiente.
O tipo de compressão aplicado pode ser com ou sem perda de dados:

  • A compressão sem perda de dados é normalmente aplicada em imagens em que a qualidade e a fidelidade da imagem são importantes, como para um fotógrafo profissional, ou um médico quanto às radiografias. São exemplos deste tipo de compressão os formatos: PNG e TIFF (apesar de algumas variantes deste terem perda de dados).
  • A compressão com perda de dados é utilizada nos casos em que a portabilidade e a redução da imagem são mais importantes que a qualidade, sem no entanto menosprezar esta. É o caso das máquinas fotográficas digitais em geral, que gravam mais informação do que o olho humano detecta: alguns sistemas de compressão usam este facto, com vantagem, podendo por isso desperdiçar dados "irrelevantes". O formato JPEG usa este tipo de compressão em imagens. O formato GIF também tem uma compressão com perdas, mas diferente do JPEG, usa uma compressão "burra", que prejudica muito a qualidade da imagem.



COMPRIMENTO FOCAL – O mesmo que "distância focal". A luz proveniente do assunto no infinito chega à lente em forma de raios paralelos que sofrem refracção na lente, encontrando-se num único ponto. O comprimento focal ou distância focal, é a distância em milímetros entre o ponto focal (ou ponto nodal) de uma objectiva e o ponto em que a imagem é projectada, no filme ou no sensor (imagens 10 e 11). Ver ALCANCE FOCAL; Ver ÂNGULO DE COBERTURA; Ver ÂNGULO DE VISÃO; Ver CAMPO DE VISÃO; Ver DISTÂNCIA FOCAL.


Imagem 10: Exemplo das distâncias focais, ou comprimento focal,
de algumas objectivas.

Imagem 11: Ilustração de uma objectiva onde se pode identificar
a distância focal e o ponto nodal



COMPRIMENTO DE ONDA – Em termos gerais, o comprimento de onda é a distância real que uma onda percorre num determinado intervalo de tempo. Na teoria das cores a sensação visual de cores percepcionada pelos seres humanos está relacionada com o comprimento de onda da radiação: O maior comprimento de onda provoca a percepção do vermelho e o menor comprimento de onda provoca a percepção do violeta.
     Em fotografia, o comprimento de onda está especialmente interligada com a radiação ou ondas electromagnéticas que constituem a luz, descrevendo a distância entre os picos de duas ondas de luz, no espectro visível ao olho humano, do total do espectro electromagnético. Na propagação da luz, cada cor possui uma velocidade de propagação diferente em meios materiais. A luz branca é, na realidade, a super-posição das infinitas cores do espectro visível, sendo que cada cor é refractada com um determinado ângulo, conforme se pode observar quando um raio de luz branca é decomposto quando atravessa um prisma triangular.
     Os comprimentos de onda medem-se em Nanómetros (nm) ou Ångstroms (Å). No estudo das ondas, o comprimento de onda é representado pela letra grega Lambda (Λ,λ), e a amplitude da onda é representada pela letra grega Gama (Γ,γ) (imagens 12, 13 e 14). Ver ÅNGSTROM; Ver ESPECTRO ELECTROMAGNÉTICO; Ver ESPECTRO VISÍVEL; Ver GAMA; Ver LAMBDA; Ver LUZ; Ver NANÓMETRO


Imagem 12: Exemplo de uma onda com o respectivo
comprimento e amplitude


COMPRIMENTO DE ONDA DA LUZ VISÍVEL – O mesmo que comprimento de onda do espectro visível (aquele que é visível pelo olho humano) de todo o espectro electromagnético (imagens 12, 13 e 14). Ver ESPECTRO ELECTROMAGNÉTICOVer ESPECTRO VISÍVEL.

Imagem 13: Decomposição da luz branca ao atravessar um prisma triangular

Imagem 14: Imagem do espectro completo da radiação electromagnética.
Em destaque, a área e as cores do espectro visível.

(continua)

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