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08 abril 2015

Irão

جمهوری اسلامی ایران
(Jomhuri-ye Eslami-ye Iran)

República Islâmica do Irão




Bandeira
Brasão de Armas





















Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Médio Oriente, Golfo Pérsico, Cáucaso.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - O nome Irão (em persa: ایران) do persa moderno deriva do termo proto-iraniano Aryānā, que significa "terra dos arianos", palavra registada pela primeira vez no Avesta da tradição do zoroastrismo. O termo Ērān foi encontrado em referência ao Irão numa inscrição Sassânida do Século III e numa inscrição Parta onde o termo aryān é usado em referência aos iranianos.

História – O território actualmente ocupado pelo Irão é habitado desde os tempos pré-históricos. A história escrita da Pérsia tem início cerca de 3.200 a.C. com a cultura proto-elamita e com a posterior chegada dos arianos e a formação dos sucessivos Impérios Medo e Aquemênida.
     Por volta de 1.500 a.C. fixaram-se no planalto iraniano várias tribos arianas, das quais se destacavam os Medos e os Persas. Os Medas fixaram-se no noroeste onde fundaram um reino. Os Persas estabeleceram-se no sudoeste.
     Os Medos foram submetidos pelos Citas em 653 a.C., mas conseguiram libertar-se e alargaram a sua influência aos Persas. Em 555 a.C. Ciro, Rei da Pérsia, iniciou uma revolta contra Astíages, Rei dos Medos, vencendo-o e reunindo sob sua soberania a Pérsia e Medo.

Estandarte de Ciro, o Grande, Império Aqueménida.

     Ciro, primeiro rei aqueménida, iniciou uma política expansionista, que seria seguida pelos seus sucessores, Cambises II e Dario I. Como resultado destas conquistas, o Império Aqueménida compreendia uma vasta área que ia do Vale do Indo ao Mar Negro, incluindo a Palestina e o Egipto.
     Alexandre, o Grande, conquistou a Pérsia em 331 a.C., acrescentado-a ao seu império. Após a sua morte, o seu império seria dividido entre os seus generais. Um destes generais, Seleuco, ficaria com a Babilónia e a Pérsia, dando início ao Reino selêucida. A partir de 250 a.C., o domínio selêucida começou a ser rejeitado na parte oriental do Irão, onde nasce o reino dos Partos Arsácidas.

     O Império Arsácida era menor que o Império Aqueménida, estendendo-se desde o actual Afeganistão até ao rio Eufrates, controlando as rotas comerciais entre a Índia e o Ocidente. Os Partos terão como inimigos, a ocidente, o Império Romano, que tentaria em vão conquistar o seu território.
     Em 224 a dinastia arsácida foi derrubada por Ardashir I, um rei vassalo que fundou a dinastia sassânida.
     A conquista da Pérsia pelos árabes entre 641 e 651 levaria à sua integração como província, primeiro do califado omíada e a partir de 750 do califado abássida. Do ponto de vista religioso, o zoroastrismo seria gradualmente substituído pelo islão. No entanto, culturalmente, verificou-se um intercâmbio entre a cultura árabe e a cultura persa, que se detecta, por exemplo, na adopção pelo califado abássida da organização administrativa sassânida e dos costumes persas. No Século X regista-se mesmo um renascimento da literatura persa.

Esfinge alada do Palácio de Dario, o Grande,
em Susa (actualmente no Museu do Louvre, Paris)

     Durante a Idade Média a Pérsia foi invadida pelos mongóis, a que se seguiu o reinado de Tamerlão. Pouco a pouco, o país passou a ser uma arena para potências coloniais rivais como os impérios russo e britânico.
     Em 1979 ocorreu a Revolução Islâmica, na qual as diversas correntes de oposição ao Xá Mahammad Reza Phalavi (esquerdistas, liberais e muçulmanos tradicionalistas) uniram-se sob a liderança do aiatola Ruhollah Khomeini, exilado na França. O governo não conseguiu controlar a insurreição. Em Janeiro de 1979 o xá Reza Pahlevi fugiu do país.
     O poder foi transferido para o primeiro-ministro Shapur Bakhtiar. As Forças Armadas aderiram aos revoltosos. Khomeini regressou triunfalmente a Teerão em 1 de Fevereiro de 1979 e, dez dias depois, assumiu o poder, com a renúncia e fuga de Bakhtiar.
     Em 1 de Abril de 1979 o Irão foi declarado oficialmente uma república islâmica, cuja autoridade suprema é um chefe religioso (o próprio Khomeini). Para a chefia executiva do governo, em Janeiro de 1980 foi eleito um presidente da República, Abolhasan Bani-Sadr, um dos líderes da oposição laica ao governo do xá. Os chefes da polícia política do xá (a Savak) foram executados.

Vista panorâmica de Naqsh-e Rostam. Este sítio arqueológico contém as
sepulturas de quatro Reis Aqueménidas.


Cultura:
     O Irão tem uma longa história nos domínios da arte, música, arquitectura, poesia, filosofia e ideologia. Em épocas mais antigas a cultura iraniana possuiu grande predominância no Médio Oriente, de tal forma que o persa era considerado a língua da intelectualidade durante a maior parte do segundo milénio d.C.

Literatura - A literatura persa desenvolveu-se a partir do Século IX, nas cortes das dinastias locais que resultaram da decadência do califado abássida. A poesia tem sido a forma dominante desta literatura. Considera-se como o primeiro grande poeta persa, Rudaki (859-941), figura que esteve ao serviço da corte dos Samânidas. Rudaki foi seguido por nomes como Firdausi (940-1020), autor do épico Shahnameh e Omar Khayyam, astrónomo e matemático que foi o autor da colectânea de poesia Rubaiyat. Antes da sua entrada em decadência, a partir do Século XV, a literatura persa ficou marcada pela obra de poetas místicos como Rumi, Saadi e Hafiz.

Cinema - A sétima arte chegou ao Irão em 1900, cinco anos depois da sua invenção. Neste ano, Mirza Ebrahim Khan Akkas Bashi, fotógrafo oficial da corte do xá Mozzafar al-Din, considerado como o primeiro realizador iraniano, acompanhou uma visita do xá à Europa. Em Paris, Akkas Bashi comprou uma câmara que utilizou para filmar a visita do seu soberano à Bélgica. A primeira sala de cinema no Irão surgiu 1905 em Teerão.
     Em 1969 foi lançado o filme “A Vaca”, considerado precursor do cinema iraniano actual. Em 1994, Abbas Kiarostami lançou o filme "Através das Oliveiras", aclamado em festivais internacionais. Em 1995 o realizador Jafar Panahi lançou o filme "O Balão Branco".
     Depois de premiado no Festival de Cannes, com "Gosto de Cereja", em 1997, de Abbas Kiarostami, o cinema iraniano tem sido descoberto e muito aplaudido pela crítica. Porém, com a forte censura existente no país, vários filmes de arte, que popularizaram o cinema do Irão, nos debates cinéfilos e intelectuais, têm sido proibidos. Filmes comercias, mais baratos, sem destaque e sem importância cinematográfica, substituíram os filmes de arte que popularizam o país no mundo cinematográfico. Vários cineastas do país têm fugido da censura e de organizações terroristas e fundamentalistas islâmicas, como o Talibã, considerado responsável por um atentado fracassado contra o cineasta Mohsen Makhmalbaf.
     Outros nomes de destaque são Mohsen Makhmalbaf, Samira Makhmalbaf, Mani Haghigh, Jafar Panahi, Asghar Farhadi Majid Majid, entre outros. Entre os principais filmes iranianos actuais estão: "Um Instante de Inocência", "O Ciclista", "O Silêncio", "Gosto de Cereja", "Gabbeh", "Filhos do Paraíso", "O Círculo", "Close-up" e "A Cor do Paraíso".

Culinária - Quase todas as refeições iranianas incluem o pão (nun) ou o arroz (berenj). O arroz simples cozido tem o nome de chelo; quando cozido com outros ingredientes, como frutos secos ou carnes, tem o nome de pollo. O açafrão é muito utilizado para dar cor e sabor ao arroz. O arroz é acompanhado por carnes. As mais consumidas são a de ovelha e carneiro; o porco não é consumido devido à religião islâmica.
     Os iranianos preferem o chá ao café. Acompanhando o serviço de chá encontram-se cubos de açúcar (ghand); o costume iraniano manda pegar num cubo, passá-lo pela chávena de chá e depois colocá-lo na boca, junto aos dentes da frente para que se dissolva à medida que o chá vai sendo bebido. O café no Irão é consumido forte, sem leite e com bastante açúcar.

Desporto - O desporto tradicional do Irão é o varzesh-e pahlavani (o que significa "desporto dos heróis" ou "desporto dos campeões"), uma arte marcial que remonta provavelmente à época da dinastia dos Partos. Mistura elementos do culturismo e da luta e é praticado num edifício conhecido como zoorkhaneh. Os exercícios são conduzidos pelo morshed, homem que canta versos de poesia. Trata-se de um desporto que atribui grande importância a valores como a bravura e a caridade.
     Os atletas iranianos participaram pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em 1948. O país ganhou a sua primeira medalha olímpica nos Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinquia, com Gholamreza Takhti, vencedor da medalha de prata na luta. Este atleta venceu ainda uma medalha de ouro em 1956 e de prata em 1960. Em 1956 o país fez a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno.
     Hossein Rezazadeh é actualmente o detentor do recorde do mundo de halterofilismo na categoria de mais de 105 kg, tendo sido o primeiro iraniano a ganhar duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos.
     Após a Revolução Islâmica de 1979, o desporto foi negligenciado, tendo as mulheres sido proibidas de participar como atletas em eventos desportivos. A situação agravou-se com a guerra com o Iraque dos anos 80. Contudo, desde a década de 90, o desporto tem sido valorizado, tendo as mulheres voltado a participar.
     O futebol é hoje o desporto mais popular entre os iranianos. A equipa de futebol nacional ("Melli") consagrou-se como vencedora do Campeonato da Ásia de 1968, 1974 e 1976. O Irão fez a sua estreia no Campeonato do Mundo de Futebol em 1978.
     O voleibol vem ganhando cada vez mais força no cenário mundial, acompanhado por muitos adeptos dentro do país. A Selecção Iraniana de Voleibol Masculino é a actual campeã do Campeonato Asiático de Voleibol Masculino e chegou à meia-final da Liga Mundial de Voleibol em 2014, a sua melhor marca.

O leopardo persa ou leopardo iraniano,, espécie nativa do norte do Irão,
Turquia oriental, montanhas do Caucaso, Turquemenistão e Afeganistão,
que se encontra em perigo de extinção.


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, carvão, crómio, cobre, minério de ferro, manganés, chumbo, zinco e enxofre.


Datas comemorativas:
Dia Nacional - 11 de Fevereiro - Celebra a vitória da Revolução Iraniana e a queda da Monarquia, em 1979.



Dia da República - 1 de Abril - Celebra a data da constituição da República Islâmica, em 1979.




Símbolos nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional - "Sorood-e Melli-e Jomhoori-e Eslami-e Iran";
Insígnia da Força Aérea Iraniana.

Insígnia da Força Aérea Iraniana


Lema:
Esteqlāl, āzādī, jomhūrī-ye eslāmī  (Persa: "Independência, Liberdade, (a) República Islâmica")


Teerão, capital do Irão


Capital:                                                                       Língua oficial:
Teerão                                                                        Persa


Torre Azadi ou Torre da Liberdade, símbolo de Teerão.


Moeda oficial:                                                             Tipo de Governo:
Rial iraniano (IRR)                                                      República Islâmica


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Outubro de 1945.


Organizações / Relações internacionais:

  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • AALCO - Associação Jurídica Consultiva Afro-Asiática;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • FMI - Fundo Monetário Internacional;
  • Grupo dos 77 - Nações em desenvolvimento;
  • IHO - Organização Hidrográfica Internacional;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OCE - Organização de Cooperação Económica;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • OCX - Organização para Cooperação de Xangai (observador);
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (observador);
  • OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PCA - Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • SAARC - Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (observador);
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • UNIDROIT - Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • OMPI - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.



Património Mundial (UNESCO):

  • Tchogha Zanbil, cidade sagrada do Reino de Bam (1.250 a.C.) (1979);


Tchogha Zanbil (UNESCO)


  • Ruínas da cidade de Persépolis, capital do Império Aqueménida (1979);


Vista parcial das ruínas da cidade de Persépolis (UNESCO)


  • Meidan Emam, Esfahan (1979);



Vista da Praça de Naqsh-e Jahan (Meidan Emam, Esfahan), (UNESCO),
uma das maiores Praças do mundo.


  • Sítio arqueológico de Takht-e Soleiman (2003);
  • Ruínas de Pasárgada, primeira capital da Pérsia Aqueménida (2004);

Túmulo do Rei Ciro, em Pasárgada (UNESCO)


  • Cidade de Bam e sua Paisagem Cultural (2004);


Cidade de Bam (UNESCO)


  • Soltaniyeh (2005);
  • Inscrições de Behistun (2006);

Inscrições de Behistun (UNESCO)


  • Conjuntos Monásticos Arménios no Irão (2008);
  • Sistema Hidráulico Histórico de Shushtar (2009);

Sistema Hidráulico Histórico de Shushtar (UNESCO)


  • Conjunto do Bazar Histórico de Tabriz (2010);


Uma das ruas do bazar de Tabriz (UNESCO)


  • Conjunto do Khānegāh e do Santuário do Xeque Safi al-Din em Ardabil (2010);
  • Jardim persa (2011);
  • Gonbad-e Qābus (2012);
  • Masjed-e Jāme’ de Isfahan (2012);
  • Palácio do Golestan (2013);

Palácio de Golestan (UNESCO)


  • Shahr-i Sokhta (2014).


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • O Radif da música iraniana (2009);
  • O Novruz, Nowrouz, Nooruz, Navruz, Nauroz e Nevruz (2009) - Partilhado com 6 países;
  • O ta‘zīye, um ritual de arte dramática (2010);
  • A tradição da tecelagem de tapetes de Fars (2010);
  • A tradição da tecelagem de tapetes de Kashan (2010);
  • A música dos Bajshís de Jorasán (2010);
  • Os rituais de Pahlevaníes e de Zurjané (2010);
  • A tradição da construção e pilotagem dos barcos Lenjes iranianos do Golfo Pérsico (2010);
  • O Naqqāli, representação dramática do teatro iraniano (2011) - Requer medidas urgentes de salvaguarda;
  • Rituais da lavagem de tapetes de Mašhad-e Ardehāl, em Kashán (2012).

Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre.

30 dezembro 2013

Azerbaijão

Azərbaycan Respublikası
República do Azerbaijão



Brasão de Armas

Bandeira











Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Europa, Europa de Leste, CáucasoNação transcontinental.


Origem / Pequeno resumo histórico:
     A história do Azerbaijão tem origem antes do Século VII, quando os povos árabes islamizaram as tribos locais. A região nunca foi unificada, sendo composta por várias tribos que foram islamizadas.
     Pertenceu ao Império Persa entre os Séculos XI e XVIII, tendo a região sido disputada com o Império Turco-Otomano entre os séculos XVI e XVII.
     O Azerbaijão é invadido pelos russos em 1920. É posteriormente integrado na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, da qual se emancipou como unidade nacional independente em 1991.
     Na década de 1980, a região de Nagorno-Karabakh começa a ser questionada pelo Azerbaijão ao governo soviético, pois o território que está na vizinha Arménia é composto de uma maioria muçulmana (religião do Azerbaijão) e 78% arménios. Isso gera protestos do povo azeri.
     Em 1990 são realizadas as primeiras eleições municipais azeris. A vitória é dos comunistas. Em 1991, Aiaz Mutalíbov torna-se o primeiro presidente do país.


Cultura:
     A cultura do Azerbaijão surge como o resultado de muitas influências, desde a soviética, dos tempos em que era um das repúblicas da União, até às suas raízes turcas, persas, islâmicas e da Ásia Central. Hoje em dia as influências ocidentais fazem-se sentir, incluindo a cultura do consumo, decorrente da globalização.
     Quanto a personalidades, o jogador de xadrez Garry Kasparov (n. 1963) nasceu em Baku nos tempos da República Socialista Soviética do Azerbaijão, sendo de longe a personalidade mais conhecida deste país.

Religião - Cerca de 93% da população do Azerbaijão é muçulmana, enquanto que 5% é ortodoxa. Na maioria muçulmana, os costumes religiosos não são levados muito a sério, e a identidade muçulmana tende a basear-se mais na etnia e na cultura, do que na religião. A população muçulmana compõe-se aproximadamente de 85% de xiitas e 15% de sunitas, sendo as diferenças entre grupos pouco acentuadas.
     Existem comunidades cristãs e muçulmanas de tamanho assinalável na capital, Baku, não havendo problemas por parte das autoridades com estes credos.

Língua - A língua oficial do Azerbaijão é o azeri, um idioma do ramo turcomano, da grande família das línguas altaicas, que é falado por 95% da população, bem como por cerca de um quarto da população do Irão. Como resultado da política da União Soviética quanto às línguas, o russo é também bastante falado, sendo a segunda língua nas urbes.

Culinária - A culinária azeri é muito variada, não só pela rica interacção dos povos de toda a região, o Cáucaso e a Ásia Central, mas principalmente por ter um clima muito favorável às culturas, por exemplo, os peixes do Mar Cáspio, de que o caviar negro é um importante produto de exportação.
     O plov, ("pulau" ou "pilafe") é muitas vezes considerado o prato nacional, mas uma outra família de pratos com grande variedade são as sopas, de que uma delas (que também não é exclusiva deste país), a piti, pode ser considerada um símbolo da culinária azeri; muitas sopas têm iogurte como base, como a dovga que, por vezes, é servida no final duma refeição.
     Uma refeição é, normalmente, terminada com frutas, doces ou chá preto. Um tipo de restaurante muito popular é a "chayhana", ou "casa-de-chá".


Principais recursos naturais:
Petróleo, gás natural, minério de ferro, metais não ferrosos e alumina.


Datas comemorativas:
Dia da República: 28 de Maio, aniversário da proclamação da República Democrática do Azerbaijão, em 1918;

Dia da Independência: 18 de Outubro, aniversário da independência do Azerbaijão, em 1991, reconhecida pela União Soviética.




Símbolos Nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino Nacional ("Azərbaycan Respublikasının Dövlət Himni");
Insígnia da Força Aérea do Azerbaijão.



Insígnia da Força Aérea do Azerbaijão


Capital:                                                                      Língua oficial:
Baku                                                                          Azeri


Imagens de Baku, capital do Azerbaijão (UNESCO)


Moeda oficial:                                                     Tipo de Governo:
Manat azeri                                                         República Semi-presidencialista.


Data de entrada como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
2 de Março de 1992.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CE - Conselho da Europa (desde 2001);
  • CEI - Comunidade dos Estados Independentes;
  • OCEMN - Organização de Cooperação Económica do Mar Negro;
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • OCI - Organização da Conferência Islâmica;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • OCE - Organização de Cooperação Económica;
  • OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • COI - Comité Olímpico Internacional;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio (membro observador);
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PEV - Política Europeia de Vizinhança;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • GUAM - Organização para a Democracia e o Desenvolvimento Económico;

  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Cidade Fortificada de Baku, Palácio dos Shirvanshahs e Torre da Donzela (2000);
  • Paisagem Cultural de Arte Rupestre de Gobustán (2007).
Paisagem Cultural de Arte Rupestre de Gobustán (UNESCO)


Património Oral e Imaterial da Humanidade (UNESCO):
  • Mugham do Azerbaijão (2008) - Trata-se de um género musical que comporta um alto grau de improviso e que é considerado como uma música clássica e académica, interpretada em numerosas ocasiões por todo o país. Estas interpretações musicais reflectem períodos distintos da história do Azerbaijão e do seu contacto com outros povos, como os persas, arménios ou turcos. A representação musical está a cargo de um grupo constituído por um cantor e um conjunto de músicos que tocam instrumentos tradicionais (como o "tar", o "kamancha" e o "daf"). Pelo seu elevado grau de improviso, este tipo de música não pode ser transcrita de forma definitiva, pelo que existem múltiplas versões e variantes que são transmitidas por mestres aos seus discípulos, incutindo-lhes a arte da improvisação, que constitui a grande riqueza desta expressão artística;
Mugham do Azerbaijão (UNESCO)
  • Novruz, Nowrouz, Nooruz, Navruz, Nauroz, Nevruz (2009) (partilhado com mais seis países) - Novruz, Nowrouz, Nooruz, Navruz, Nauroz ou Nevruz (Novo Dia), é nome dado ao Ano Novo no calendário Persa. Celebra o Ano Novo e o início da Primavera através de uma vasta área geográfica que abrange, entre outros, o Azerbaijão, Índia, Irão, Quirguistão, Paquistão, Turquia e Uzbequistão. É comemorado em 21 de Março de cada ano. A data foi  inicialmente determinada por cálculos astronómicos. Os rituais que acompanham a festa variam de lugar para lugar, desde saltos sobre incêndios e córregos no Irão, andar na corda bamba, deixando velas acesas nas portas das casas, os jogos tradicionais, tais como corridas de cavalos ou a luta tradicional. As canções e danças são comuns em quase todas as regiões, assim como as refeições, familiares ou públicas. As crianças são os principais beneficiários das festividades, participando de uma série de actividades, como decorar ovos cozidos. As mulheres desempenham um papel fundamental na organização Novruz de transmitir as suas tradições. Novruz promove os valores da paz e da solidariedade entre as gerações e no seio das famílias, bem como a reconciliação e a vizinhança, contribuindo assim para a diversidade cultural e a amizade entre os povos e as várias comunidades;
Feira do Novruz em Baku (UNESCO)
  • Arte Ashiq do Azerbaijão (2009)A arte de Ashiqs combina poesia, contos de histórias, dança e música vocal e instrumental em uma arte de actuação tradicional, que é um símbolo da cultura do Azerbaijão. Caracterizada pelo acompanhamento do saz, um instrumento musical de cordas, o repertório clássico inclui 200 músicas, 150 composições lítero-musicais conhecidas como dastans, cerca de 2.000 poemas em diferentes formas poéticas tradicionais e inúmeras histórias;
Arte Ashiq do Azerbaijão (UNESCO)
  • Arte tradicional da tecelagem de tapetes do Azerbaijão, na República do Azerbaijão (2010) - O tapete do Azerbaijão é um tecido artesanal tradicional de vários tamanhos, com textura densa e uma superfície aveludada, cujos padrões são característicos de muitas regiões de do Azerbaijão. A confecção do tapete é uma tradição familiar transferida oralmente e através da prática. Os homens tosquiam ovelhas na primavera e no outono, enquanto as mulheres recolhem os corantes e tingem o fio na primavera, verão e outono. A tecelagem é realizada durante o inverno pelos membros femininos da família. As meninas aprendem através das suas mães e avós;
Tecelagem de tapetes do Azerbaijão (UNESCO)

  • Artesanato e arte per-formativa do Tar, um instrumento musical de corda de pescoço comprido (2012) - O Tar é um alaúde de pescoço comprido, tradicionalmente concebido e realizado em comunidades de todo o Azerbaijão. Considerado por muitos como o instrumento musical principal do país, possui, sozinho ou com outros instrumentos, vários estilos musicais tradicionais;
Instrumento musical Tar (UNESCO)
  • Chovqan, o jogo tradicional de equitação Karabakh na República do Azerbaijão (2013) Chovqan é um jogo de equitação tradicional jogado num campo plano, jogado por duas equipas rivais de jogadores montados em cavalos Karabakh. Cada equipe tem cinco pilotos, com dois zagueiros e três atacantes. O jogo inicia-se no centro do campo e os jogadores usam marretas de madeira para tentar conduzir um couro pequeno ou bola de madeira até à baliza dos seus oponentes. O jogo é intercalado com música popular instrumental chamada Janghi. Os jogadores e treinadores de Chovqan são todos homens fazendeiros locais e pilotos qualificados. A prática e transmissão de conhecimentos de Chovqan enfraqueceram, no entanto, devido a uma perda de interesse entre os jovens, combinado com a urbanização e migração, levando a uma escassez de jogadores, treinadores e cavalos Karabakh;
  • A arte de fabrico e o simbolismo do Kelaghayi, lenço de cabeça em seda para o toucado das mulheres (2014) - A arte de fazer "kelaghayi" está enraizada em usos tradicionais estendidos ao longo de toda a Rota da Seda, e no Azerbaijão está concentrada em dois lugares: a cidade de Shaki e o povo Basgal. A preparação deste toucado feminino abrange várias fases: o tecido de tela de seda, o corante e sua decoração usando blocos de madeira. Os tecelões procuram os fios finos de seda do bicho-da-seda que, uma vez tecidos nos seus teares, colocam o tecido a ferver e depois a secar. Finalmente é cortado em quadrados.
O Kelaghayi (UNESCO)

Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre;

Cortesia de UNESCO - Património Cultural e Imaterial da Humanidade

23 dezembro 2013

Arménia

Հայաստանի Հանրապետություն
(Hayastani Hanrapetut'yun)
República da Arménia


Brasão de Armas

Bandeira














Localização:
Ásia, Sudoeste Asiático, Europa, Europa de Leste, Cáucaso, Nação transcontinental.


Origem / Formação / Pequeno resumo histórico:
     A região hoje ocupada pela Arménia é povoada desde os tempos pré-históricos e era o suposto local do Jardim do Éden, referido na Bíblia. O país encontra-se localizado no planalto à volta da montanha bíblica de Ararate. Segundo a tradição judaico-cristã, foi o local onde a Arca de Noé encalhou após o Dilúvio
     Arqueólogos continuam a descobrir que o planalto arménio está no meio de locais onde estariam civilizações primitivas e talvez sejam os mesmos locais onde nasceram a agricultura e a civilização. De 6.000 a.C. a 1.000 a.C., ferramentas como lanças, machados e peças de cobre, bronze e ferro eram frequentemente produzidos na Arménia e trocados nas terras vizinhas onde esses metais eram menos abundantes.


Mosteiro de Khor Virap, à sombra do Monte Ararate, onde, supostamente,
a Arca de Noé pousou após o Dilúvio

     A Arménia é a principal herdeira do lendário país Aratta (Ararate), mencionado em inscrições sumérias. Na Idade do Bronze muitos Estados floresceram na área da Grande Arménia (ou "Arménia histórica"), incluindo o Império Hitita (o mais poderoso), o Mitanni  (sudoeste da Grande Arménia) e Hayasa-Azzi (1 500–1 200 a.C.). Na época, o povo de Nairi (séculos XII–IX a.C.) e o reino de Urartu (1000–600 a.C.) sucessivamente estabeleceram suas soberanias no planalto arménio. Cada uma destas tribos e nações participaram da etnogénese do povo arménio. Erevan, a moderna capital da República da Arménia, foi fundada em 782 a.C. pelo rei urartiano Argishti I.

     Em 301, a Arménia tornou-se, oficialmente, o primeiro país cristão do mundo. Havia várias comunidades pagãs antes do cristianismo, mas elas foram convertidas por influências de missionários cristãos. Tirídates III (em arménio: Տրդատ Գ), juntamente com Gregório, o Iluminador (em arménio: Գրիգոր Լուսաւորիչ) foram os primeiros reguladores oficiais do cristianismo do povo, conduzindo a conversão oficial do país dez anos antes de Roma emitir sua tolerância aos cristãos por Galério e 36 anos antes de Constantino I ter sido baptizado.

     Após o período masdeísta (428-636), a Arménia emergiu como Emirado da Arménia, com uma relativa autonomia junto do Império Árabe, reunindo terras arménias previamente tomadas pelo Império Bizantino como dele. A principal terra era regulada pelo príncipe da Arménia, reconhecido pelo califa e pelo Imperador bizantino. Era parte da divisão administrativa Arminiyya, criada pelos árabes, que incluía partes da Geórgia e da Albânia Caucasiana e tinha a capital na cidade arménia de Dvin (ou Tvin, em arménio: Դվին). O Principado ou Emirado da Arménia terminou em 884, quando os arménios conseguiram a independência do já enfraquecido Império Árabe.

     O Reino da Arménia reemergiu sob a dinastia dos Bagratuni (em arménio: Բագրատունյաց Արքայական Տոհմ; traduzido: Bagratunyac Arqayakan Tohm, "Real Dinastina dos Bagratuni"), até 1045.
     Com o advento da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano e o Império Russo ocuparam o Cáucaso durante a "Campanha Persa", o novo governo turco começou a olhar para os arménios com dúvidas e suspeitas. Isso era conveniente com o facto do Império Russo ter em seu exército um contingente de voluntários arménios.
     Em 24 de Abril de 1915, cerca de 600 intelectuais arménios foram presos e exterminados a mando de autoridades otomanas, e, com a Lei Tehcir (29 de Maio de 1915), uma grande parcela da população arménia que vivia na Anatólia começou a ser deportada e privada de seus bens, num processo que levou à morte de cerca de 1 milhão e 500 mil de arménios, ficando conhecido como o “genocídio arménio”.
     A Arménia foi anexada pela Rússia bolchevista e juntamente com Geórgia e Azerbaijão, foi incorporada à URSS como parte da República Federativa Socialista Soviética Transcaucasiana em 4 de Março de 1922.
     Em 1991, a União Soviética se fragmentou. A Arménia declarou a sua independência em 23 de Agosto de 1990Foi a primeira república não-báltica a separar-se da União Soviética.


Cultura:
     O alfabeto arménio foi inventado em 406 por São Mesrob Machtots, e consiste em 38 letras, duas delas adicionadas durante o período ciciliano. 96% da população fala o idioma arménio e cerca de 75,8% fala também o russo.

Religião - A religião predominante na Arménia é o cristianismo, sendo esta crença partilhada por 98,7% da população de acordo com o site. As origens da Igreja Arménia remontam ao Século I d. C., sendo o país e povo cristão mais antigo do mundo.
     De acordo com a tradição, a Igreja Arménia foi fundada por dois dos doze apóstolos de Cristo, São Judas Tadeu e São Bartolomeu, que pregaram o cristianismo na Arménia entre os anos de 40 e 60 d.C. Por causa destes apóstolos fundadores, o nome oficial da Igreja Arménia é Igreja Apostólica Arménia.
     A Arménia foi a primeira nação à adoptar o cristianismo como religião oficial de Estado, em 301. Mais de 93% dos cristãos arménios pertencem à Igreja Apostólica Arménia, uma forma de ortodoxia oriental (não-calcedónia), que é uma igreja muito ritualística e conservadora, muitas vezes comparada às igrejas copta e síria.

Música e arte - A Galeria Nacional de Arte de Yerevan possui mais de 16 mil obras que datam desde a Idade Média. O Museu de Arte Moderna, a Galeria de Imagens Infantis e o Museu Martiros Saryan reúnem notáveis acervos.

Casa da Ópera de Yerevan

     A Orquestra Filarmónica da Arménia apresenta-se na renovada Casa da Ópera de Yerevan. Além disso, várias câmaras estão disponíveis para o aprendizado da música, como a Orquestra de Câmara Nacional da Arménia e a Orquestra Serenade. A música clássica pode ser ouvida em vários pequenos locais, incluindo o Conservatório Estadual de Música de Yerevan e o Hall da Orquestra de Câmara. O jazz é popular, especialmente no Verão, quando performances ao vivo acontecem frequentemente nos cafés e bares da cidade.

     Do outro lado da Opera House, um popular mercado de arte fecha o parque da cidade aos fins de semana. A longa história arménia, como no tempo das Cruzadas no mundo antigo, resultaram em paisagens com muitos sítios arqueológicos a serem explorados. Sítios da Idade Média, Idade do Ferro e do Bronze e até a Idade da Pedra estão a poucas horas do centro da cidade. Porém, a mais espectacular experiência é poder visitar Igrejas e fortalezas no seu estado original, como eram antigamente.

Hospitalidade - hospitalidade arménia é bem conhecida e tem origem nas antigas tradições do povo. Reuniões sociais são sempre acompanhadas de sumptuosos banquetes com muita comida tradicional.
     Os anfitriões podem servir seus convidados com bastante comida e os pratos e copos nunca devem ficar vazios ou incompletos. Após uma porção de comida, é aceitável negar de forma educada, e cortês repetir, ou, simplesmente, deixe um pouco de comida no prato.
     Bebidas alcoólicas como conhaque, vodka e vinho tinto podem acompanhar a comida ou serem servidas nas reuniões. É raro que se vá a uma casa arménia e não ser convidado para um café, massas, alguma comida ou mesmo água.

Culinária - Dada a geografia e a historia do país, a culinária arménia é uma das representantes da culinária mediterrânica e caucasiana, com fortes influências da Europa Oriental e Médio Oriente e, em menor escala, dos Balcãs. A culinária arménia caracteriza-se pelos recheios, purés e coberturas na preparação de um grande número de pratos de carne, peixe e legumes.

Desporto - Na Arménia jogam-se vários tipos de desportos, entre os que se destacam estão a luta livre, levantamento do peso, judo, futebol, xadrez e boxe. O relevo da Arménia é bastante montanhoso, o que facilita a prática de desportos como esqui e o alpinismo.
     Competitivamente, a Arménia tem tido êxito em halterofilia e luta livre. Sem embargo, é uma autêntica potência mundial em xadrez. Na Olimpíada de Xadrez de 2006, celebrada em Turim, a equipa masculina foi campeã e a equipa feminina ficou em sétimo lugar. Levon Aronian é o principal jogador de xadrez da Arménia.


Principais recursos naturais:
Pequenos depósitos de ouro, cobre, molibdénio, zinco e óxido de alumínio.


Datas comemorativas:
Dia Nacional: 28 de Maio (data da constituição da República Democrática da Arménia, em 1918);



Dia da Independência: 21 de Setembro (data do reconhecimento da independência, pela União Soviética, em 1991).


Símbolos Nacionais:
Bandeira Nacional;
Brasão de Armas;
Hino nacional (Mer Hayrenik);
Insígnia da Força Aérea da Arménia.


Insígnia da Força Aérea da Arménia


Lema:
Uma Nação, Uma Cultura.


Imagens de Erevan, capital da Arménia


Capital:
Erevan (Yerevan)


Língua oficial:                                                                              Moeda oficial:
Arménio                                                                                       Dram arménio


Tipo de Governo:
República Parlamentarista


Data de entrada como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
2 de Março de 1992.


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU - Organização das Nações Unidas;
  • CE - Conselho da Europa;
  • BAD - Banco asiático de Desenvolvimento;
  • CEI - Comunidade dos Estados Independentes;
  • OMC - Organização Mundial do Comércio;
  • OCEMN - Organização de Cooperação Económica do Mar Negro;
  • MNA - Movimento dos Países Não-Alinhados (observador);
  • OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na Europa;
  • OTSC - Organização do Tratado de Segurança Colectiva;
  • BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento;
  • APCE - Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;
  • ICDO - Organização Internacional de Protecção Civil;
  • IPU - União Inter-Parlamentar;
  • IRU - União Internacional de Transportes Rodoviários;
  • INTERPOL - Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • MIGA - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • OIM - Organização Internacional para as Migrações;
  • OPCW - Organização para a Proibição de Armas Químicas;
  • PEV - Política Europeia de Vizinhança;
  • WCO - Organização Mundial das Alfândegas;
  • UIC - União Internacional dos Caminhos-de-Ferro;
  • PSIWMD - Iniciativa de Segurança contra a Proliferação de Armas de Destruição Maciça;
  • IRENA - Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • TEDH - Tribunal Europeu dos Direitos Humanos;
  • RAMSAR - Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;

  • WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):
  • Mosteiros de Haghbat e de Sanahin (1996, 2000);
Mosteiro de Haghbat-Nshan (UNESCO)
  • Catedral e Igrejas de Etchmiadzine (2000);
  • Sítio arqueológico de Zvarnotz (2000);
Ruínas da Catedral de Zvarnotz (UNESCO) 

  • Mosteiro de Gherart e Vale Alto de l’Azat (2000).
Mosteiro de Gherart (UNESCO)


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • O Duduk e a sua música (2005, 2008) - O duduk arménio - Ծիրանափող - Tsiranapogh, é um instrumento musical de sopro de dupla cana, caracterizado por um timbre quente, macio e levemente nasal. A madeira macia da árvore de alperce é o material ideal para o corpo do instrumento. A cana, chamada ghamish ou yegheg, é uma planta local, que cresce junto do rio Arax. As raízes da música do duduk arménio remontam aos tempos do rei arménio Tigran, o Grande (95-55 a.C.).
Duduk arménio (UNESCO)

  • Khachkars - A arte das cruzes de pedra da Arménia (2010)Khachkars são placas de pedra exteriores esculpidas com cruzes por artesãos da Arménia e comunidades na Diáspora arménia. Eles agem como um ponto focal para a adoração, como pedras memoriais e como relíquias, a fim de facilitar a comunicação entre o secular e o divino. Uma pedra Khachkars chegar a medir 1,5 metros de altura, possuindo uma cruz ornamental esculpida no meio, descansando sobre o símbolo de um sol ou a roda da eternidade, acompanhado por motivos vegetativos-geométricos, esculturas de santos e animais. Khachkars são criados geralmente com pedra local e esculpida com cinzel, canetas afiadas e martelos. Existem mais de 50.000 Khachkars na Arménia. Cada um tem seu próprio padrão, e não há dois iguais. O primeiro e verdadeiro Khachkar apareceu no Século IX, durante a época do renascimento arménio, após a libertação do domínio árabe. O artesanato Khachkar é transmitido através das famílias ou de mestre para aprendiz, ensinando os métodos e padrões tradicionais e incentivando a distinção regional e a improvisação individual.
Cruz de Pedra Arménia (UNESCO)



  • Representação do épico arménio 'Daredevils de Sassoun' (2012) - É um poema épico heróico arménio constituído por quatro partes (ciclos). Daredevils de Sassoun           (Սասնա ծռեր - Sasna tsřerum) (Os Temerários de Sassounnarra a história de quatro gerações de guerreiros de Sassoun e David de Sassoun contra o domínio árabe, entre os Séculos VIII e X. David de Sassoun era um jovem rebelde e auto-suficiente que, pela graça de Deus, defendeu sua terra natal em um duelo desigual contra o mal. O poema cai dentro da tradição de lendas heróicas que dramatizam e dão voz aos sentimentos mais profundos e aspirações de uma nação.O poema épico é contado em uma voz lírica com enunciação rítmica, enquanto cantos separados são cantadas num estilo poético de rimas. É realizado anualmente no primeiro sábado de Outubro (feriado do Dia do épico arménio em algumas aldeias), durante casamentos, aniversários, baptizados e grandes eventos culturais nacionais. É vulgarmente citado como uma das mais importantes obras do folclore arménio, transmitido apenas de boca em boca através das gerações pelos bardos das aldeias.

  • O Lavash: preparação, significado e aparência do pão tradicional, como uma expressão cultural na Arménia (2014) - O Lavash é um pão delgado tradicional da Arménia. Feito por um grupo reduzido de mulheres, a sua preparação exige um trabalho considerável, assim como uma boa capacidade de coordenação, experiência e técnica consideráveis.

Lavash, o tradicional pão Arménio (UNESCO)

Fonte:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Cortesia de UNESCO - Património Cultural Imaterial da Humanidade